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Internações por coronavírus sobem na PB e chegam a 45 na média diária

As internações por coronavírus na Paraíba registram uma média diária de 45 internações no mês de junho. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) em pouco mais de 3 meses, já foram realizadas mais de 2.600 regulações hospitalares para o tratamento de pacientes com a Covid-19. O dado registra um crescimento no número de internações, em comparação o mês de maio.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, houve uma diminuição no percentual geral de internações, em virtude da ampliação de leitos na Paraíba. “Apesar do período de isolamento rígido, ainda tivemos o crescimento de 11% no número de regulações, um número relativamente baixo, se comparado aos meses anteriores, onde tivemos um aumento médio de 400%”, explica o secretário.

Municípios

Dos 83 municípios que já tiveram as regulações viabilizadas, o que concentra a maior quantidade de solicitações é o de João Pessoa, com 1292 processos realizados, o equivalente a 49,7% do total. O segundo município com maior concentração é o de Campina Grande, seguido de Santa Rita, Guarabira e Bayeux, entre os cinco maiores solicitantes de internação hospitalar.

Junho

No mês de junho, os municípios com maior número de solicitações foram João Pessoa (553), Campina Grande (158), Guarabira (67), Mamanguape (43), Cajazeiras (43), Santa Rita (42), Sapé (31), Sousa (29), Bayeux (28) e Itabaiana (28). A Central Estadual de Regulação Hospitalar para o Covid-19 funciona em contato direto com os municípios, para habilitar a internação de pacientes com síndrome gripal, com necessidade de tratamento em rede especializada.

 

portalcorreio

 

 

Internações por síndrome respiratória aumentam 43% na PB em uma semana, diz secretaria

A Paraíba tem convivido com uma média de 100 novos casos confirmados do novo coronavírus desde o fim de abril. O reflexo do avanço da Covid-19 no estado também pode ser visto no aumento gradual de internações de pacientes notificados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, afirmou nesta segunda-feira (4) que estado passa por um momento de pico dos casos.

Embora o cenário seja de estado crítico e de proximidade com um colapso dos leitos hospitalares para tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus, os níveis de isolamento social na Paraíba tem oscilado para baixo, chegando a 41% no fim de abril.

Um levantamento das informações fornecidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e dos dados fornecidos pela In Loco, empresa pernambucana que tem ajudado os governos estaduais e municipais a monitorar o deslocamento de pessoas a partir da movimentação dos aparelhos celulares em relação ao posicionamento por GPS, apontou que um relaxamento do isolamento social na Paraíba pode ter interferido no aumento dos casos.

Para Geraldo Medeiros, secretário de Saúde, o aumento da ocupação dos leitos exclusivos para Covid-19 tem relação direta com a promoção de aglomerações por parte, principalmente dos moradores de João Pessoa. Ele explicou que os números de um dia refletem o comportamento da população 15 dias atrás.

“Essa ocupação célere dos leitos é em decorrência de que há 15 dias a população de João Pessoa ocupou a orla e produziu aglomeração e se contaminou. É um momento preocupante, já havíamos alertado a população na semana passada na Grande João Pessoa da probabilidade de um colapso na rede pública estadual, essa probabilidade ela existe”, lamentou o secretário

Ainda de acordo com Geraldo Medeiros, se população não colaborar a Paraíba pode entrar em colapso em um espaço de 15 dias. “Isso é terrível, porque você pode precisar de um leito de UTI e não ter isso. É isso que estamos querendo evitar, alertando a população principalmente de Santa Rita, Bayeux, Cabedelo”, completou.

Praias, calçadinha e parques fechados

A Prefeitura de João Pessoa decretou o fechamento do acesso às praias ao calçadão das avenidas da orla e aos parques municipais, até o dia 18 de maio, como mais uma medida restritiva de circulação como forma de combate à disseminação do novo coronavírus no município.

Com o decreto, fica vedado o acesso a todas as praias de João Pessoa, ao calçadão da orla, ao Parque da Lagoa e ao Parque Parahyba, locais, que segundo o decreto, são de habitual concentração de pessoas, mesmo com os alertas emitidos pelas autoridades sanitárias.

“Nós só podemos voltar às atividades e acabar com o isolamento de maneira progressiva se a gente subir o grau de isolamento social na cidade de João Pessoa. Quem quiser voltar a ter alguma atividade na capital tem que colaborar com isso. Se todo mundo tivesse colaborado desde o começo, talvez estivéssemos hoje anunciando medidas de flexibilizar o retorno às atividades de cultura, lazer, educação e comércio. Como parte das pessoas não colaborou, os casos subiram e isto significa que estamos adiando ainda mais o retorno à normalidade na capital”, disse Luciano Cartaxo.

G1

 

Casos suspeitos de coronavírus na PB ficam estáveis, mas internações aumentam

A Paraíba permanece com 187 casos suspeitos de coronavírus, causador da Covid-19. Os dados atualizados foram divulgados na noite deste domingo (22) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). O estado segue com apenas um caso confirmado, de um homem com 60 anos, de João Pessoa, que já estaria curado. Quarenta casos foram descartados em toda a Paraíba.

O número de pessoas internadas com suspeitas de Covid-19 subiu de 17 para 20, entre esse sábado (21) e este domingo (22). Seis pacientes estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo cinco em hospitais privados, e outros 14 estão na internação regular.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, os pacientes internados estão nas cidades de João Pessoa, Patos, Cajazeiras, Sousa e Monteiro.

Sintomas e cuidados

Só são recolhidos materiais para teste do coronavírus apenas casos graves (pessoas que apresentem falta de ar, dificuldade para respirar, dor no peito e febre que se prolongue por mais de 72 horas, mesmo com o uso de antitérmicos). Recém-nascidos, gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto), idosos e pessoas com doenças crônicas devem procurar assistência médica para devida orientação e serem priorizados.

Os casos leves, que podem chegar a até 80% dos registros, irão se comportar como um quadro gripal, com cuidados como isolamento domiciliar, boa hidratação e alimentação e medidas de etiqueta respiratória (proteger a boca com o antebraço ao tossir ou espirrar).

Estrutura de atendimento

O governador João Azevêdo (Cidadania) anunciou, nesse sábado (21), a implantação de mais 300 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para atender demandas de atendimento para o coronavírus, representando um investimento de R$ 30 milhões. De acordo com o gestor, a medida vai reforçar a rede hospitalar, que já reservou 270 leitos de enfermaria e 90 leitos de UTIs, anunciados em um plano de contingenciamento.

Segundo a Secretaria de Saúde, a Paraíba conta com 205 hospitais e mais de 8 mil leitos, sendo 132 hospitais públicos, destes 32 estaduais e mais de 6 mil leitos são públicos.

Calamidade pública

O governador decretou, nesse sábado (21), estado de calamidade pública na Paraíba devido à grave crise de saúde pública decorrente da pandemia do coronavírus e de suas repercussões nas finanças públicas do Estado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e autoriza a adoção de medidas excepcionais para combater à disseminação da Covid-19 no território paraibano.

Estão impedidas atividades em academias, ginásios, centros esportivos púbicos e privados; shoppings, galerias comerciais, bares, restaurantes, casas de festas, casas noturnas, boates e estabelecimentos similares; cinemas, teatros, circos, parques de diversão e estabelecimentos congêneres, públicos e privados; e embarcações turísticas, de esporte e lazer, em todo o litoral paraibano. A recomendação das autoridades é permanecer em casa.

Em João Pessoa, o serviço de ônibus está suspenso, funcionando apenas para o deslocamento de profissionais da saúde, com horários específicos. Em Campina Grande, o sistema de transporte opera com 32% da frota.

Casos de coronavírus no Brasil

Dados divulgados neste domingo (22) pelo Ministério da Saúde mostram que o número de mortes em decorrência da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, subiu de 18 para 25 entre esse sábado (21) e este domingo (22). Já o número de pessoas que contraíram o vírus passou de 1.128 para 1.546.Os números foram apresentados pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva transmitida pela TV Brasil.

 

portalcorreio

 

 

#Clandestinas: 1 milhão de abortos clandestinos e 250 mil internações por complicações por ano

“A gente não classifica um problema como sendo de saúde pública se ele não tiver ao menos dois indicadores: primeiro não pode ser algo que aconteça de forma rara, tem de acontecer em quantidades que sirvam de alerta. E precisa causar impacto para a saúde da população. Nós temos esses dois critérios preenchidos na questão do aborto no Brasil mas essa é uma ótica nova” explica o ginecologista e obstetra representante do Grupo de Estudos do Aborto (GEA) Jefferson Drezett (foto), que há mais de 10 anos coordena um serviço de abortamento legal no país. (Leia entrevista na íntegra aqui). “Só para contextualizar nós temos hoje, segundo a OMS, 20 milhões de abortos inseguros sendo praticados no mundo. Por aborto inseguro, a Organização entende a interrupção da gravidez praticada por um indivíduo sem prática, habilidade e conhecimentos necessários ou em ambiente sem condições de higiene. O aborto inseguro tem uma forte associação com a morte de mulheres – são quase 70 mil todos os anos. Acontece que estas 70 mil não estão democraticamente distribuídas pelo mundo; 95% dos abortos inseguros acontecem em países em desenvolvimento, a maioria com leis restritivas. Nos países onde o aborto não é crime como Holanda, Espanha e Alemanha, nós observamos uma taxa muito baixa de mortalidade e uma queda no número de interrupções, porque passa a existir uma política de planejamento reprodutivo efetiva”.

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O Uruguai, que descriminalizou o aborto em outubro de 2012, também tem experimentado quedas vertiginosas tanto no número de mortes maternas quanto no número de abortos realizados. Segundo números apresentados pelo governo, entre dezembro de 2012 e maio de 2013, não foi registrada nenhuma morte materna por consequência de aborto e o número de interrupções de gravidez passou de 33 mil por ano para 4 mil. Isso porque, junto da descriminalização, o governo implementou políticas públicas de educação sexual e reprodutiva, planejamento familiar e uso de métodos anticoncepcionais, assim como serviços de atendimento integral de saúde sexual e reprodutiva.

Jefferson coloca ainda que atualmente no Brasil, acontecem cerca de um milhão de abortos provocados e 250 mil internações para tratamento de complicações pós abortamento por ano. “É o segundo procedimento mais comum da ginecologia em internações. Por isso eu digo: o aborto pode ser discutido sob outras óticas? Deve. Não existe consenso sobre este tema e nunca existirá porque há um feto. Mas não há como negar que temos aí um problema grave de saúde pública e que a lei proibitiva não tem impedido que as mulheres abortem mas tem se mostrado muito eficaz para matar essa mulheres”.

Adital

Estabelecidas novas regras de controle para pagamento de internações pelo SUS

Informações devem, a partir de agora, ser obrigatoriamente checadas junto à base de dados do Cartão Nacional de Saúde. Novo sistema evitará falhas nas autorizações para internação

 

Divulgação / Blog da SaúdeEstão sendo adotadas medidas de ampliação e qualidade da assistência oncológica no SUS

  • Estão sendo adotadas medidas de ampliação e qualidade da assistência oncológica no SUS

O sistema de controle sobre o pagamento de internações realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) será aprimorado pelo Ministério da Saúde. Portaria publicada nessa segunda-feira (09) no Diário Oficial da União estabelece que, para o preenchimento das Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) e a consequente autorização do Ministério para pagamento, será exigido que a unidade cheque, de forma online, as informações do paciente (como nome, filiação e endereço) junto à base nacional do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS), que já contém 140 milhões de registros válidos. A medida entrará em vigor em fevereiro de 2014 e garantirá que os dados fornecidos ao Ministério pelos hospitais sejam condizentes às informações indicadas pelo paciente durante atendimento no serviço de saúde.

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O Ministério da Saúde realiza intervenções rotineiramente no Sistema de Informação Hospitalar (SIH) para evitar o pagamento indevido de atendimentos realizados no SUS. Entre 2008 e 2013, o Ministério da Saúde identificou inconsistências em 4,9 milhões de AIHs preenchidas por hospitais e autorizadas pelos gestores municipais e estaduais de saúde, que são responsáveis por abastecer o sistema nacional. A identificação prévia dessas inconsistências pelo Ministério evitou o pagamento indevido de R$ 7,1 bilhões neste período.

O novo sistema (SISRCA) será disponibilizado pelo Ministério da Saúde em 90 dias e os hospitais deverão empregar equipamento online para ingressar os dados no sistema e consultar a base nacional.

“Desde 2011, estamos aperfeiçoando nosso sistema de informações e controle sobre o banco de internações, justamente para coibir irregularidades e falhas. Os hospitais que não se adequarem às medidas ficarão impedidos de comprovar os atendimentos e, consequentemente, não receberão os recursos. Por ano, são efetivadas no SUS mais de 11 milhões de internações. Com o preenchimento online de parte da AIH, estamos avançando para mais uma fase de controle desses dados”, afirmou diretor do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde, Fausto Pereira dos Santos.

As informações castradas no sistema nacional serão cruzadas com outros bancos de dados do Ministério da Saúde, como o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM).

 

Controle

De 2008 a 2013, o Ministério da Saúde obteve, por meio de auditorias, a devolução de R$ 193 milhões aos cofres públicos – recursos que foram identificados como pagos irregularmente. Esses valores foram restituídos e empregados corretamente na assistência à população brasileira após auditorias realizadas pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), que identificaram fraudes, inclusive, em 8,8 mil internações.

 

Nova Ferramenta

Ao informar o número do Cartão SUS no registro da AIH, que é um procedimento obrigatório desde 2012, o novo sistema irá validar o cadastro desse usuário, por meio de uma busca automática na base de dados do Cartão. Desta forma, as informações de identificação dos usuários do SUS, necessárias para registro das autorizações de internações, serão preenchidas diretamente.

Caso haja alguma informação divergente da base de dados do Cartão SUS, o gestor local poderá fazer a correção no sistema, mas constará no sistema o registro de qual alteração foi realizada, quando e por quem. Contudo, algumas informações, como nome, filiação, sexo e CPF não podem ser alteradas, pois estão vinculadas à base de dados da Receita Federal.

O novo módulo estará disponível aos gestores a partir de dezembro deste ano e o seu uso deverá ser obrigatório a partir de fevereiro. Com isso, os operadores do sistema terão dois meses de adaptação.

 

Ouvidoria

 

Em 2011, o Ministério criou canais com a população para avaliar a qualidade do serviço prestado e verificar possíveis irregularidades no atendimento à população, como a Carta SUS e a Ouvidoria da Rede Cegonha. Até julho deste ano, mais de 18,4 milhões de Carta SUS foram enviadas a cidadãos que ficaram internados ou realizaram algum procedimento de média e alta complexidade no SUS. A carta traz dados do cidadão, a data de entrada na unidade de saúde, o dia da alta médica, o motivo da internação e o valor pago pelo SUS no tratamento.

A Ouvidoria da Rede Cegonha já ouviu, desde maio de 2012, 155.392 mães que realizaram partos em unidades do SUS de todo o País. O questionário aplicado às mulheres contém perguntas relacionadas ao atendimento recebido, como a atenção à mulher e ao recém-nascido, por exemplo.

 

Fontes:

Ministério da Saúde