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Reconheça os estágios da ingestão de álcool no seu corpo e proteja sua saúde

organismo-orgaos-bebida-alcoolicaUm, dois ou três copos? Quanto tempo demora para você sentir os efeitos da bebedeira no corpo? Mesmo que a quantidade de bebida necessária para a embriaguez varie de pessoa para pessoa, os perigos do consumo de álcool são iguais para todos. O psiquiatra Arthur Guerra, professor da Faculdade de Medicina do ABC, explica que os danos fisiológicos causados por uma intoxicação aguda pelo álcool são reversíveis, mas a lentidão e a perda de consciência podem causar graves acidentes, esses sim com complicações permanentes. “Existem três principais riscos decorrentes do consumo excessivo de álcool: a perda dos reflexos, favorecendo acidentes; a aspiração do vômito, que acontece durante o período de inconsciência; e o quadro de depressão respiratória, ou seja, a diminuição ou cessação da respiração”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 58% da população adulta abstiveram-se do consumo de bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses. Que tal aumentar ainda mais esses números? O primeiro passo é entender que até mesmo um dia de porre afeta o funcionamento do seu organismo. Os especialistas nos contaram como isso acontece. Confira a seguir.

Estágio 1: enquanto você ainda está sóbrio

A psicobióloga Maria Lúcia Formigoni, chefe do departamento de Psicobiologia da Unifesp, explica que as moléculas de álcool são pequenas e solúveis. Isso significa que elas chegam muito rapidamente a todos os nossos tecidos, principalmente ao fígado, órgão responsável por 90% da metabolização do álcool, que é então transformado em acetaldeído. Essa substância é a responsável pelos efeitos danosos associados ao consumo de álcool. E, mesmo enquanto você está sóbrio, ela já está se acumulando no seu organismo e deteriorando sua saúde. “Os sintomas da ressaca, como as dores de cabeça, a pressão arterial elevada e a taquicardia, são causados pelo excesso dessa substância no organismo”, explica a especialista.

Estágio 2: Euforia

À medida que você continua a beber, a quantidade de acetaldeído presente no seu corpo continua a se acumular. Em consequência, a dopamina – um neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar – atinge níveis cada vez mais altos. “A dopamina age na via cerebral da recompensa e promove a sensação de euforia, felicidade, característica do consumo excessivo do álcool”, explica Maria Lúcia Formigoni. No entanto, a especialista explica que essa sensação é relativa e que nem todas as pessoas experimentam as mesmas sensações.

Estágio 3: Instabilidade emocional e depressão do Sistema Nervoso Central

Se você continuar bebendo, a sensação de euforia logo dará lugar a outra emoção. “Começa a ser sentido o efeito de outro neurotransmissor, responsável por estimular o sistema GABA (ácido gama-aminobutírico), principal inibitório do Sistema Nervoso Central”, explica Maria Lúcia. Ocorre então uma competição entre a dopamina e o sistema Gama, que acaba ganhando a disputa e deprimindo as atividades cerebrais. Em consequência, a ansiedade é diminuída e a sensação de sono aumenta.

O grande problema está na desestabilização do sistema cerebral. “O funcionamento cerebral anormal resultará em alterações do comportamento, afinal, o controle do sistema racional não está eficiente”, conta a psicobióloga.

Estágio 4: Prejuízo do julgamento e da crítica

A perda da racionalidade acaba por comprometer a capacidade de julgamento. “O tempo de resposta aos estímulos físicos, visuais e auditivos aumenta muito, todos os reflexos e pensamentos estão alterados”, conta Maria Lúcia. Além de aumentar o risco para acidentes, um dos maiores perigos decorrentes do consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o indivíduo também se coloca em risco ao fazer escolhas que não faria se estivesse sóbrio. Incluem-se nessa lista: colocar-se em situações vexatórias, correr riscos e consumir bebidas alheias e até mesmo drogas ilícitas.

Estágio 5: Sonolência e adormecimento

O psiquiatra Arthur Guerra explica que se um familiar, amigo ou conhecido bebeu demais e acabou pegando no sono, o ideal é mesmo deixá-lo descansar, sempre sob observação. Nesse momento, um cuidado é essencial: certifique-se de que a pessoa intoxicada durma de lado, evitando a aspiração do próprio vômito, que pode ir até as vias aéreas, dificultando ou impedindo a respiração. O especialista conta que levar a pessoa embriagada ao hospital ou pronto-atendimento é a melhor opção caso o cuidador fique inseguro, mas que a glicose, frequentemente administrada nesses casos, só ajuda a resolver o problema quando há uma hipoglicemia associada. “A glicose não ajudará a diminuir a intoxicação por álcool, o único remédio nesse caso, é repouso e hidratação do corpo – seja com água, água de coco, refrigerantes ou até café”.

Estágio 6: Inércia generalizada

Nesse estágio, o indivíduo já não consegue atender aos comandos e as respostas aos estímulos externos estão comprometidas. Andar é praticamente impossível e pode haver até incontinência urinária e fecal. Os riscos de coma alcoólico são altos nessa fase. “O ideal é procurar ajuda profissional em um hospital, já que a saúde está correndo perigo e ser mantido sob observação é muito importante”, recomenda Arthur Guerra.

Estágio 7: Coma alcoólico

O coma alcoólico acontece em resposta à depressão do Sistema Nervoso Central, que é cada vez maior à medida que se consome a bebida alcoólica. “O cérebro – responsável por mandar estímulos às estruturas responsáveis pela respiração, como pulmão e diafragma, principalmente -, deprimido pela bebida alcoólica, pode deixar de enviar esses impulsos, levando à parada respiratória”, explica o psiquiatra Arthur Guerra. Os danos desse extremismo, em alguns casos, podem ser irreversíveis, levando a pessoa à morte.

minhavida

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Alta ingestão de cálcio é ligada a doenças do coração em mulheres

Mulheres cujo consumo diário de cálcio ultrapassou 1.400 mg com o uso de suplementos tinham uma taxa de mortalidade mais elevada do que aquelas que não tomam suplementosFoto: Getty Images
Mulheres cujo consumo diário de cálcio ultrapassou 1.400 mg com o uso de suplementos tinham uma taxa de mortalidade mais elevada do que aquelas que não tomam suplementos
Foto: Getty Images

Os suplementos de cálcio para prevenção de osteoporose podem fazer mais mal que bem. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Uppsala, na Suécia, mulheres com altos níveis têm duas vezes mais chances de morrer de doença cardíaca e cardiovascular. Os dados são do jornalDaily Mail.

 

Os cientistas estudaram 61.443 suecas a partir de 50 anos. Constatou-se que a ingestão média de cálcio entre aquelas com níveis mais baixos foi de 572 mg por dia (o equivalente a cinco fatias de queijo), subindo para 2.137 mg por dia entre aquelas que consomem mais.

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Ao longo dos 19 anos de acompanhamento, 11.944 (17%) morreram, sendo 3.862 (32%) das mortes por doenças cardiovasculares, 1.932 (16%) por patologias cardíacas e 1.100 (8%) por derrame. As maiores taxas de óbito foram observadas entre aquelas com ingestão de cálcio superior a 1.400 mg por dia, assim como abaixo de 600 mg.

 

Mulheres cujo consumo diário de cálcio ultrapassou 1.400 mg com o uso de suplementos tinham uma taxa de mortalidade mais elevada do que aquelas que não tomam suplementos: o risco foi o dobro em relação à ingestão diária de 600-999 mg.

 

 

 

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