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Padre sobre políticos que ignoram pandemia: “bando de irresponsáveis, vão pagar no inferno”

Durante celebração de missa na noite do último sábado (24), o padre Adauto Tavares, da paróquia da Santíssima Trindade, diocese de Guarabira-PB, fez duras críticas aos políticos que têm ignorado a pandemia da Covid-19, realizam eventos políticos e saem apertando as mãos dos eleitores.

“O que me entristece é que parece que passou a pandemia, que não existe mais pandemia nesse mundo e os candidatos estão andando de rua em rua pegando nas mãos das do povo e quando eles adoecem vão para o hospital particular e os pobres morrem mendigando na porta da UPA e não tem dinheiro pra comprar remédio. Bando de irresponsáveis, vão pagar no inferno”, disse o religioso.

A missa, transmitida pelas redes sociais, ganhou grande repercussão e internautas se dividem a respeito do assunto. Muitos apoiam a posição de combate adotada por padre Adauto e outros entendem que o religioso não deveria tratar na missa sobre a polêmica questão que evolve políticos.

O assunto foi repercutido no programa Manhã de Notícias, pela jornalista Michele Marques, da TV Mídia na web.

Histórico

Padre Adauto já criou uma polêmica no passado envolvendo a o judiciário. Durante homilia, o religioso disse que os juízes só trabalhavam terça, quarta e quinta-feira. O tema foi debatido em emissoras de rádio e redes sociais.

 

portal25horas

 

 

CR7 bate recorde, Real esfria “inferno” do Bayern e vai à final da Champions

Não foi fácil, mas o Real Madrid fez parecer ser. Com um baile tático e físico, o time espanhol, de Cristiano Ronaldo e companhia, mostrou frieza diante do “inferno” prometido pelo adversário e fez o Bayern de Munique comer poeira. Os comandados de Guardiola foram inferiores durante toda a partida, e não conseguiram frear os merengues, que aplicaram uma histórica goleada por 4 a 0, na Allianz Arena, e vão à final da Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez após 12 anos, em busca do sonhado décimo título da competição.

O clima de inferno, prometido pela torcida e diretoria do Bayern, estava lá, desde o começo. Foram 67.500 vozes gritando a plenos pulmões para apoiar o time alemão. Mas foram necessários apenas 19 minutos para três homens aparecerem com um gigantesco balde de água fria, apagarem o fogo e calarem o estádio.

Os três algozes do Bayern foram Sergio Ramos, que marcou de cabeça os dois primeiros gols da partida e se vingou do goleiro Neuer, após ter sido zombado pelo alemão, quando perdeu um pênalti na eliminação de dois anos atrás; o técnico Carlo Ancelotti, destruidor no duelo tático com Guardiola; e, claro, Cristiano Ronaldo.

O português fechou a goleada: no primeiro tempo, marcou em rápido contra-ataque e celebrou mais um recorde em sua carreira com a alegria de uma criança que acabava de ganhar um presente que buscava há muito tempo. Dançando com as mãos espalmadas e movendo uma delas, para somar 15, Ronaldo gritou ao mundo que é o maior artilheiro da história em uma só edição da Liga dos Campeões, superando o rival argentino Messi, do Barcelona, e o brasileiro Mazzola, autores de 14. Aos 44 minutos da etapa final, brilhou de novo e aumentou a marca: em uma cobrança de falta genial, bateu por baixo da barreira, à la Ronaldinho Gaúcho e definiu a goleada. São 16 gols em 10 jogos nesta temporada da Champions.

Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Alegria de criança: Cristiano Ronaldo comemora seu recorde (Foto: AFP)

A atuação do Bayern de Munique foi constrangedora. O atual campeão da Liga foi um time inofensivo e apagado durante quase todo o jogo. Guardiola não conseguiu fazer os ajustes necessários para tornar seu time mais agressivo que na partida de ida.

Do outro lado, Ancelotti melhorou sua equipe, que desta vez não foi submissa. Taticamente, continuou explorando somente os contra-ataques, mas melhorou a marcação. Mérito do italiano, que soube usar a principal característica de Guardiola contra o espanhol. O Real Madrid marcou só no ataque e na defesa e deu todo espaço do mundo ao meio do Bayern. Dali, não saiu nada, porque o time pouco chuta de fora da área, e assim ficou mais fácil ao Madrid reduzir os espaços mais perto do gol.

Nesta quarta-feira, o Real conhece seu adversário do dia 24 de maio, quando será disputada a final da Liga dos Campeões, em Lisboa. Chelsea e Atlético de Madrid se enfrentam no estádio Stamford Bridge, na Inglaterra, a partir de 15h45 (de Brasília), para definir quem será o segundo finalista. A primeira partida entre os dois times terminou empatada em 0 a 0.

Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)Bayern desolado: time alemão não conseguiu reagir contra o Real Madrid (Foto: Reuters)

 

REAL MADRID DECIDE EM 19 MINUTOS

 

O Real Madrid mostrou desde o começou que seria necessário muito mais do que somente barulho para fazer o time espanhol se intimidar. O Bayern, que precisava ser mais agressivo e objetivo, não conseguiu nada disso e não ameaçou o gol de Casillas nos primeiros minutos. Pelo contrário, levou sufoco. Bale quase fez um golaço de longe após saída infantil de Neuer da área, que tentou afastar a bola e tirou mal de cabeça, jogando nos pés do galês na intermediária.

O clima da semifinal esquentou ainda mais quando Ribéry dividiu bola no ataque com Carvajal, pediu falta, não ganhou, e peitou o português Pepe. O bate-boca foi rápido, mas o suficiente para incendiar as arquibancadas, que gritavam o nome do francês. A raiva de Ribéry, pedida por Guardiola na véspera do jogo, estava ali, mas foi canalizada do jeito errado. Sobrou depois para Carvajal, vítima de um tapa do melhor jogador da Europa na temporada passada, eleito pela Uefa. Enquanto isso, o Real Madrid continuava mandando no jogo. Com muito espaço, o ataque merengue conseguiu sobressair. Di Maria quase abriu o placar aos 12, mas chutou por cima do gol.

Sérgio Ramos Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)“Estou aqui”: Sergio Ramos comemora um de seus gols e prova
que não só de Cristiano Ronaldo vive o Real Madrid (Foto: AFP)

Foi em um contra-ataque de pura imaturidade da zaga do Bayern que o Real Madrid conseguiu abrir o placar. Ronaldo deu de calcanhar para Di Maria, que inverteu o jogo para Benzema, e deixou a defesa adversária perdida. O francês conseguiu dominar e dar mais um toque na bola antes de Dante aparecer para cortar para escanteio. Na cobrança de Modric, Sergio Ramos saltou alto para cabecear sozinho e com força, para o fundo das redes.

O mesmo Sergio Ramos fez o segundo gol e, com apenas 19 minutos de jogo, despejou um balde de água fria gigante em todo o estádio, capaz de apagar o fogo no ‘inferno’. O zagueiro decretou o silêncio quando cabeceou mais uma para o fundo das redes, após cobrança de falta de Di Maria pela direita.

E o Bayern? Depois de um começo ruim, os dois gols enfraqueceram ainda mais o time. Seriam necessários, no mínimo, quatro gols para avançar à final. Mas a raiva e a vontade não foram transformadas em futebol. Os bávaros não criaram uma chance relevante de gol na primeira etapa. Absolutamente nada capaz de assustar o adversário. Impressionante para um time dono da força que tem, e jogando em casa. Mais uma vez, foram só passes de lado, cruzamentos mal feitos e tentativas de dribles frustradas.

O terceiro gol do Real Madrid foi uma aula de contra-ataque, que Guardiola assistiu sentado no banco de reservas. O semblante do técnico era de quem parecia não acreditar quando, aos 33 minutos, mais uma vez, os atacantes do Real Madrid fizeram os defensores do Bayern comerem  poeira, e Bale só rolou para Cristiano Ronaldo, na cara de Neuer, marcar seu 15º gol nesta Liga dos Campeões, tornando-se o maior artilheiro da história em uma só edição da competição.

Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Cristiano Ronaldo bate rasteiro na saída de Neuer para quebrar mais um recorde na carreira (Foto: AFP)

 

BAYERN NÃO REAGE, E CR7 FECHA O CAIXÃO

O Bayern melhorou no segundo tempo. Muito também porque o próprio Real, que já tinha 4 a 0 no placar agregado, naturalmente, relaxou um pouco. Mesmo assim, não foi o suficiente para fazer um gol de honra sequer. Os alemães não souberam aproveitar as poucas chances que criaram.

Guardiola Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Sem reação: de cabeça baixa, Guardiola pensa em alternativas contra o Real Madrid (Foto: AFP)

A troca do centroavante Mandzukic pelo volante Javi Martinez deixou a equipe mais solta. Logo aos sete minutos, Alaba teve uma boa oportunidade, quando chutou de dentro da área do Real, mas a bola foi desviada pela zaga para escanteio. Era necessário para o Bayern balançar a rede logo, afinal, se já não é fácil fazer cinco gols em 45 minutos em uma semifinal de Champions, diante de um time aplicado como o Real, a missão era quase impossível.

Robben teve sua chance de abrir o placar, aos 12 minutos. O chute do holandês, plasticamente perfeito, com curva impecável, até pareceu que iria morrer dentro do gol, mas a bola foi para fora, para lamento dos torcedores que voltavam a gritar na Allianz Arena. Ribéry, outro de quem se esperava muito, não foi feliz na noite desta terça-feira. O francês só apareceu bem na partida uma vez, quando driblou dois na entrada da área, avançou e chutou fraco.

Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)Cristiano Ronaldo bate rasteiro, engana barreira e decreta goleada do Real Madrid (Foto: Reuters)

Götze substituiu Ribéry e quase fez o gol de honra aos 20 minutos, na primeira infiltração dentro da área com sucesso em troca de passes. Mas chutou por cima. Os torcedores começaram a desistir do Bayern e deixar o estádio aos 35 minutos. Estes devem ter ficados agradecidos por não precisarem assistir a mais um momento de gênio de Cristiano Ronaldo, quando o português cobrou falta por baixo da barreira, no canto de Neuer, marcou seu 16º gol e fechou o placar em 4 a 0.

Depois do apito final, os merengues vestiram a camisa com a inscrição: “Por la Décima”, em alusão à busca pelo 10º título europeu. Recado direto para quem for enfrentar na final. O Real engrenou.

 

Globoesporte.com

Desmond Tutu: “Prefiro o inferno a um paraíso homofóbico”

(Foto: Wikimedia Commons)
(Foto: Wikimedia Commons)

O ex-arcebispo da Igreja Anglicana da Cidade do Cabo, Desmond Tutu, um dos principais ativistas dos direitos humanos no continente africano, fez uma importante defesa pelos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no mundo.

Durante evento na ONU (Organização das Nações Unidas) na África do Sul em defesa da diversidade sexual, Tutu, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1984 por sua atuação contra o apartheid,  afirmou que prefere “o inferno do que um paraíso homofóbico”.

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“Eu não veneraria um Deus que fosse homofóbico e é assim que me sinto para falar sobre isso”, afirmou. “Eu me recusaria a entrar em um paraíso homofóbico. Chegaria lá e diria: ‘sinto muito’, prefiro ir para ‘o outro lugar’”. Tutu também fez pesadas críticas a religiões e líderes espirituais que discriminam pessoas por suas opções sexuais.

O evento, ocorrido na última sexta-feira. 26, na Cidade do Cabo, contou também com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e da alta comissária para os direitos humanos, Navi Pillay, no lançamento de uma campanha em defesa da comunidade LGBT pelo mundo. Pillay lembrou que 76 países criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo. As punições, nesses locais, variam desde sentenças de prisão à execução, o “que se constitui em clara violação aos direitos humanos básicos”.

“Estou tão engajado nesta campanha como sempre estive na luta contra o apartheid. Para mim, ambas estão no mesmo nível”, disse Tutu, que se aposentou recentemente.

 

 

Do Opera Mundi 

Nem ao céu, nem ao inferno: Flamengo e Grêmio ficam no 1 a 1

O gramado do Engenhão atraiu opostos neste domingo. Um time assustado pelo risco de queda, com peças atrapalhadas, foi salvo pelo estalo de um talento individual contra um adversário organizado, esperançoso de título, mas em tarde discreta de seus principais nomes. Golaço de falta de Adryan no segundo tempo evitou que o Flamengo perdesse a quinta seguida no Brasileirão. O empate por 1 a 1 fortaleceu o Grêmio na luta pela ponta – já que Fluminense e Atlético-MG perderam na rodada. Marcelo Moreno marcou para os gaúchos ainda na etapa inicial.

O Flamengo viveu momentos de terror. Chegou a ter uma derrota combinada com vitória do Sport sobre o Inter – resultados que o deixariam a um ponto da zona de rebaixamento. Mas foi apenas susto. Saiu o empate no Engenhão, e o Colorado buscou a igualdade no Beira-Rio. Com isso, o Rubro-Negro segue em 16º, com 28 pontos, quatro à frente do Z-4. Está há sete partidas sem ganhar.

– Jogamos bem, lutamos do início ao fim. Uma pena que tivemos aquela desatenção no início – disse Vágner Love na saída de campo.

Para o Grêmio, o panorama poderia ter sido melhor. Mas é ingratidão reclamar da rodada. Com as derrotas do líder e do vice, o time de Vanderlei Luxemburgo foi a 48 pontos, na terceira colocação. Tem três a menos que o Atlético-MG e cinco de defasagem para o Fluminense.

– O empate não é ruim, não. As equipes que estão na frente perderam. Poderíamos ter encostado, mas é sempre difícil jogar aqui contra o Flamengo – comentou Zé Roberto.

Ibson, Flamengo x Grêmio (Foto: Alexandre Loureiro / Vipcomm)Ibson tenta levar o Flamengo ao ataque (Foto: Alexandre Loureiro / Vipcomm)

As duas equipes voltam a campo no domingo, ambas fora de casa. O Flamengo encara o Atlético-GO às 16h. O Grêmio enfrenta o Atlético-MG às 18h30m.

Quantidade não é qualidade

Zé Roberto tem a bola sob seu controle. Até se enrola com ela, mas consegue acionar Pará. Do lateral, a jogada flui para Elano. Marcelo Moreno já liga as antenas e parte para receber às costas da zaga. E marca. O gol do Grêmio, aos 17 minutos do primeiro tempo, é uma troca de passes, uma ação coletiva, uma trama. É justamente aquilo que, rodada após rodada, o Flamengo não consegue encontrar.

O Grêmio fechou a etapa inicial na frente do Flamengo mesmo com menos posse de bola (52% a 48%), menos finalizações (seis contra quatro), muito menos bolas levantadas na área (seis a um). É que quantidade não é qualidade. Jogadas gratuitas, aleatórias, não combinam com precisão. E o time tricolor soube ser preciso. Fernando, suspenso, não fez falta. A impressão é de que quaisquer que sejam as peças no meio-campo azul, o time vai funcionar. Marco Antônio, um meia, foi o substituto do volante.

O Flamengo, é bem verdade, já jogou pior neste Brasileirão. Mas a entrada de Léo Moura no meio não corrigiu, num passe de mágica, os problemas visíveis da equipe de Dorival Júnior. Os atletas seguem jogando como se não tivessem a mínima ideia de onde está o colega – o que talvez justifique o excesso de jogadas áereas, uma bengala comum para os times que não conseguem criar com a bola raspando no gramado.

Os donos da casa até tiveram uma ou outra chance. Já no primeiro minuto, Luiz Antonio bateu cruzado, e Liedson, no meio do caminho, desviou para fora. O mesmo atacante, aos 24, acertou o travessão de Marcelo Grohe, depois de mais um cruzamento de Ramon afastado pela zaga adversária. De resto, foram chutes de longe – ou defendidos pelo goleiro (caso de uma tentativa de Wellington Silva), ou mandados para longe (como num arremate torto de Vágner Love).

O pé direito de Adryan

Quando o conjunto é vazio, resta apelar para a qualidade individual. É o que Adryan, o substituto de Luiz Antonio no intervalo, tem. Uma cobrança de falta preciosa do garoto, aos 15 minutos do segundo tempo, deu vida ao Flamengo. A chuteira que ele calça em seu pé direito encontrou a bola, e a bola encontrou o ângulo de Marcelo Grohe – que não encontrou nada. Golaço. 1 a 1.

O Flamengo voltou melhor no segundo tempo. O time gaúcho não resistiu ao cacoete de recuar. Vágner Love, ainda antes do gol de Adryan, já poderia ter marcado. A bola caiu na rede, mas por fora.

O Grêmio tentou recuperar corpo no jogo. Elano, perigoso, arriscou duas vezes, mas sem sucesso. Enquanto isso, o time da casa seguia disposto a eliminar seu drama no campeonato. Nixon, que entrou no lugar de Liedson, recebeu em profundidade de Léo Moura e quase virou. Parou em Grohe. Bottinelli mandou pancada de longe, perto da meta tricolor.

Os minutos finais foram de tensão. As duas equipes (especialmente os cariocas) davam sinais de que ainda poderiam buscar algo melhor. Mas não conseguiram. O empate por 1 a 1 nem aproximou o Flamengo do inferno, nem colou o Grêmio no céu.

Globoesporte.com

Cúpula do PSDB avalia Serra vive ‘inferno astral’

Dirigentes do PSDB passaram a enxergar o cenário eleitoral de São Paulo com um misto de perplexidade e pessimismo. Disseminou-se na legenda a avaliação de que a candidatura de José Serra à prefeitura paulistana está sitiada por indicadores que prenunciam mau agouro.

Na definição de um tucano que se diz “amigo” e “torcedor” de Serra, o candidato atravessa “um inferno astral.” A quatro dias do início da propaganda eleitoral da tevê, arrosta adversidades que “nem os seus piores inimigos imaginavam que enfrentaria.”

Deve-se a perplexidade do tucanato ao desempenho de Celso Russomanno (PRB), um rival insuspeitado. No esboço que o PSDB fizera da disputa, a campanha chegaria à fase televisiva num cenário mais nítido. Imaginou-se que, a essa altura, as pesquisas refletiriam a reedição da velha polarização entre tucanos e petistas.

Nesse enredo, Serra lideraria as sondagens com folga. Beneficiado pela superexposição da campanha presidencial de 2010, roçaria os 40%. Enxergaria no retrovisor um Fernando Haddad já acima dos 15%, a caminho do terço do eleitorado que habitualmente vota no PT.

Nada parecido com a atmosfera insinuada nas últimas pesquisas e reiterada pelos números do Ibope divulgados nesta quinta (16). Além de amargar um empate em 26% com o azarão Russomanno, Serra lida com um lote de adversidades que desafiam o setor de marketing do seu comitê.

O percentual de eleitores que o rejeitam (37% segundo o Ibope) supera em 11 pontos a taxa dos que revelam a disposição de votar nele. Na interpretação do “amigo” tucano, a aversão ao candidato é potencializada por dois fatores. Adicionou-se à má fama adquirida por ter abandonado o mandato de prefeito conquistado em 2004 o apoio tóxico de Gilberto Kassab, um gestor mal avaliado.

Nessa versão, a companhia de Kassab pendurou no pescoço de Serra a âncora de uma administração que a maioria dos paulistanos deseja sepultar. Em outras palavras: Serra representa a continuidade num instante em que o eleitor almeja mudança. Aos olhos do paulistano, o triunfo de Serra significaria uma virada de página. Para trás. É um tipo de sensação que, dependendo do grau de enraizamento, nem a melhor propaganda é capaz de reverter.

O pessimismo da cúpula do PSDB federal foi potencializado pelo cenário de segundo turno perscrutado pelo Ibope. Segundo o instituto, numa disputa direta contra Serra, Russomanno prevaleceria hoje por um placar de 42% a 35%. Coisa que o tucanato jamais imaginou.

Acredita-se que Russomanno, dono de uma vitrine televisiva miúda, pode cair. O problema é que Haddad começou a subir. A despeito do momentâneo déficit de Lula na campanha do PT, o candidato da legenda foi de 6% para 9% em 15 dias.

O deslocamento de Haddad não chegou a ultrapassar a margem de erro da pesquisa. Mas o pupilo de Lula se descola do pelotão de retardatários antes mesmo de ser beneficiado pela exposição do rosto de seu patrono na tevê. Soninha Francine (PPS), Gabriel Chalita (PMDB) e Paulinho da Força (PDT) acotovelam-se agora na casa dos 5%.

A eventual ascensão de Haddad injetaria lógica na disputa, restabelecendo a polarização PT X PSDB. O problema é que, para desassossego do tucanato, os 26% amealhados por Serra no Ibope estão muito aquém dos cerca de 40% que se imaginou que ele teria na fase atual.

Em caso de confirmação dos maus presságios do PSDB, é difícil saber o que seria pior para Serra: a derrota para um Russomano que jamais exerceu cargos executivos ou a derrocada diante de um Haddad debutante em urnas, espécie de versão masculina da ex-poste Dilma Rousseff.

josiasdesouza.blogosfera

Padre da PB lança cartilha e afirma que “vender voto leva pro inferno”

O padre da Paraíba Djacy Brasileiro lançou nesta semana uma cartilha para orientar a população sobre a votação no dia 7 de outubro. Entre os alertas feitos pelo sacerdote, a afirmação que “vender voto leva para cadeia e o inferno”.

Conhecido por sua luta em defesa do sertanejo e pela transposição do São Francisco, Djacy orienta os sertanejos a não votarem “cegamente” por “paixão, glamour ou beleza” das campanhas. Ele afirma que “políticos corruptos, oportunistas, mentirosos, hipócritas” tentam usar a seca para conquistar o voto ludibriando a população.

“Assim como urubus gostam de carniças, políticos descompromissados, oportunistas, que só pensam no poder e suas mordomias, gostam de tirar proveito do sofrimento do povo”, disse o padre.

Veja Cartilha do padre Djacy Brasileiro.

A HORA E A VEZ DO(A) ELEITOR(A) SERTANEJO(A)

SERTANEJO (A), Consciente de seus direitos básicos (saúde, educação, moradia, água, segurança etc.,) vote somente em candidatos que tenham compromisso com sua cidade, sua comunidade rural, que visem o bem comum, o interesse do povo. Para isso, conheça a sua história de vida, suas atitudes éticas, cristãs. Reflita: por que fulano A ou B quer ser prefeito, ou vereador? Quais suas intenções?Quais suas propostas de governo? Candidato A ou B é digno do meu voto? POR QUE EU DEVO VOTAR NELE (A)?

SERTANEJO (A), não vote aleatoriamente, cegamente. Use sua inteligência, seu raciocínio. Pense antes de se comprometer com qualquer candidato. Não vote movido pela paixão, pelos brilhos festivos das campanhas, pelas as aparências físicas, pelo tradicionalismo familiar. O futuro de sua cidade, de seu sítio, está em suas mãos. Por isso, vote com muita responsabilidade. VALORIZE SEU VOTO, QUE É SUA ARMA CIDADÃ.

SERTANEJO (A), não vote em políticos corruptos, oportunistas, mentirosos, hipócritas, que usam o poder político como caminho fácil para beneficiar a si próprio (enriquecimento ilícito), a seus familiares (emprego, mordomias, vida boa…) e a seus correligionários (emprego, privilégios, dinheiro). POLÍTICO CORRUPTO É SINÔNIMO DE DESGRAÇA NA VIDA DO POVO.

SERTANEJO (A). Estamos em plena seca. Muitos candidatos poderão querer tirar proveito dessa triste situação. Trata-se do famoso “pão e circo” ou a famosa indústria da seca. Para muitos politiqueiros, fome, sede e miséria rendem votos. Abra seus olhos, fique atento para esse tipo de coisa. Cuidado com os espertos. DIGA UM NÃO À INDÚSTRIA DA SECA!

SERTANEJO (A), não comercialize seu voto, que é sua arma. Vender ou trocar voto por quaisquer coisas (feira, material de construção, passagens, óculos, ataúde, remédio, roupa, presente, areia etc.) é um grave atentado a sua dignidade, a sua cidadania, além de ser crime eleitoral. Sertanejo sério, honesto, responsável não vende ou troca seu voto. Cuidado para não cair nessa tentação diabólica. Vender voto é coisa do diabo, não deve ter perdão. Vender ou trocar voto, além de ser crime, é pecado. VENDER VOTO LEVA PARA A CADEIA E O “INFERNO”.

SERTANEJO (A), candidatos que compram votos na calada da noite, ou em pleno dia, não têm compromisso com a população. Políticos compradores de votos têm como único objetivo o poder pelo o poder, para dele desfrutar das muitas mordomias. Se por acaso, algum candidato quer negociar o seu voto, grave a conversa, tire fotos, depois denuncie à Justiça eleitoral. DENUNCIE A COMPRA OU TROCA DE VOTO.

SERTANEJO (A), não se deixe ser tratado como boiada, massa de manobra. Diga um Não ao voto de cabresto. Você não é animal. Diga um NÃO ao coronelismo. Ninguém manda no seu voto. Você é livre, por isso, vote sem medo no seu candidato ideal. Nem prefeito, vereador nem cabo eleitoral, seja quem for, é dono do seu voto. Quem manda no voto é o próprio eleitor. Seja livre para votar em quem quiser. O VOTO É SECRETO E DADO LIVREMENTE.

SERTANEJO (A), assim como urubus gostam de carniças, políticos descompromissados, oportunistas, que só pensam no poder e suas mordomias, gostam de tirar proveito do sofrimento do povo. CUIDADO COM OS POLÍTICOS RELÂMPAGOS, QUE SÓ APARECEM NA COMUNIDADE EM TEMPO DE ELEIÇÃO.

SERTANEJO (A), faça o seguinte questionamento: por que muitos políticos visitam minha comunidade só em tempo de campanha eleitoral? Quando na minha comunidade faltavam médicos, dentistas, água, escolas, segurança, saneamento básico etc., onde estavam esses ditos políticos? ELES AGORA ESTÃO APARECENDO COM SUAS PROMESSAS DE MIL MARAVILHAS. POR QUÊ?

SERTANEJO (A), se na sua cidade ou comunidade, a Saúde não funciona com convém, Educação de qualidade não existe, a violência assombra, a corrupção é escancarada, o esgoto corre a céu aberto, o povo não tem qualidade de vida, a fome, a sede e a miséria reinam etc. de quem é a culpa, do gestor, ou sua, que não soube escolher? PENSE ANTES DE ESCOLHER SEU CANDIDATO.

SERTANEJO (A), dê um basta à dependência, à humilhação. Troque os verbos PEDIR E HUMILHAR, pelo os verbos EXIGIR, COBRAR, REIVINDICAR, LUTAR. O prefeito nada faz por caridade ou favor, porque é bonzinho, mas por estrita obrigação. Você é cidadão (â), portador (a) de plenos direitos. EXERÇA SUA CIDADANIA, LUTANDO PELOS SEUS DIREITOS.

SERTANEJO (A), após as eleições, você tem um compromisso com sua cidadania, com seu município: exija dos seus eleitos (prefeito, vereadores) compromisso, trabalho, responsabilidade, transparência e seriedade com a coisa pública. Exija aplicação correta e honesta dos recursos públicos. Não aceite desmando político-administrativo (corrupção, abandono…). SEJA UM (A) CIDADÃO (Â) EXIGENTE E FISCALIZADOR.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

SERTANEJO (A), o objetivo da Lei 9.840/99 contra a corrupção eleitoral é punir com a perda de mandato ou da candidatura, os políticos que tentarem comprar votos ou que utilizarem a máquina administrativa em benefício de campanhas eleitorais.

A. O artigo dessa lei condena a compra de votos, tratando-a como crime eleitoral;

B. “É proibido ao candidato prometer, oferecer, doar ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza…”.

C. “Caso tenha conhecimento e provas cabais (fotos, testemunhas, documentos, bens utilizados para a prática do ato etc.) de compra de votos, denuncie ao Ministério Público eleitoral ou à procuradoria regional eleitoral”.

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