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Maioria dos infectados por HIV estão em João Pessoa e Campina Grande

A maioria dos infectados de HIV estão em João Pessoa e Campina Grande. É o que aponta o boletim epidemiológico da Gerência Operacional das IST/HIV/Aids/Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Neste ano, João Pessoa registrou 86 casos, Campina Grande 27, Patos 9, Bayeux 8 e Mamanguape 7. Essas cidades concentram 65% das pessoas com a doença.

Os casos de Aids e HIV aumentaram entre pessoas de 20 a 49 anos em 2019, no entanto em geral houve redução de 39% nos casos de HIV/Aids na Paraíba. No mesmo período de 2018, foram registrados 342 casos de HIV/Aids, sendo registrada uma diminuição de 39%.

Foram registrados 56 óbitos, em pessoas de 30 a 59 anos. O diagnóstico tardio ainda é um importante fator de manutenção dos números de mortalidade. Sendo uma grande tendência no sexo masculino, que ainda é um grupo de difícil adesão aos antirretrovirais.

 

clickpb

 

 

Com 41 mil casos, Europa registra recorde de infectados com sarampo

Cais de 41 mil crianças e adultos foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018 na Europa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número é maior que o verificado em todos os outros anos desta década. Desde 2010, 2017 foi o ano com maior número de casos: 23.927. Ao menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano.

“Após o menor número de casos da década, em 2016, estamos vendo um aumento significativo de infecções e surtos estendidos”, diz Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

“Pedimos a todos os países que implementem imediatamente medidas abrangentes e adequadas ao contexto para impedir a propagação dessa doença. A boa saúde para todos começa com a imunização e, enquanto o sarampo não for eliminado, não cumpriremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

Sete países da região tiveram mais de 1 mil infecções em crianças e adultos este ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Federação Russa, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida, com mais de 23 mil pessoas afetadas; isso representa mais da metade do total regional. Mortes relacionadas ao sarampo foram relatadas em todos esses países, com a Sérvia registrando o maior número (14).

Segundo o órgão, 43 dos 53 países da região interromperam a propagação endêmica do sarampo e 42 interromperam a disseminação da rubéola (com base nos relatórios de 2017).

Campanha no Brasil

No Brasil, a Campanha Nacional contra a Poliomielite e o Sarampo atingiu a metade do público-alvo, de acordo com o Ministério da Saúde. O esforço para vacinar crianças de 1 a 5 anos segue até 31 de agosto.

No total, mais de 11 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo (cerca de 5,5 milhões de cada) foram aplicadas até esta segunda-feira (20), alcançando 50% das crianças de um ano a menores de cinco em todo o país.

G1 

Paraíba tem mais homens que mulheres infectados pelo HIV

homemNa Paraíba a quantidade de homens infectados com o HIV é maior que a das mulheres, ao contrário do resto do país, de acordo com dados da secretaria estadual de saúde. Na maioria das vezes, afirma a infectologista Nilma Porto, a contaminação está ligada à falta de prevenção. Em 2013, foram registrados 334 diagnósticos, sendo 228 homens e 106 mulheres.

O aposentado Edson dos Santos é portador do HIV há 14 anos e descobriu que estava doente quando surgiram tumores nas axilas. “Eu era doador assíduo do hemocentro e quando percebi isso, fui fazer o teste e deu HIV positivo. Até hoje eu me trato, há 14 anos. Tenho 45 anos e é muito complicado, é um tratamento diário e tem que trabalhar muito a questão psicológica, que é um fator muito forte na questão da AIDS”, afirma.

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Alcides da Silva também é aposentado e descobriu a doença há 20 anos. Ele mora em Catolé do Rocha e vem a João Pessoa para fazer o tratamento. “Naquela hora eu achei que talvez não durasse mais nem uma semana. Aí comecei a contar o tempo que estava passando por semana, depois por meses, depois por anos, e aí comecei a contar por Copas, acho que já estou na quinta copa”, comemora Alcides.

De acordo com a infectologista Nilma Porto do Hospital Clementino Fraga, o aumento de casos é preocupante. “É uma doença que as pessoas sabem que existe, sabem a forma de transmissão, sabem como evitar e no entanto o número aumenta. Uma boa parte ainda chega ao hospital com a doença avançada, porque esteve em outros hospitais e não conseguiu um diagnóstico adequado, então alguém resolve fazer o exame para HIV, dá positivo, e encaminha esse paciente para nós, porque nós somos o único hospital estadual que faz internamento de pacientes com HIV”, explica a infectologista.

Os pacientes são atendidos também nos hospitais universitários de João Pessoa e Campina Grande e, ainda de acordo com a médica Nilma Porto, o vírus se comporta de forma diferente em cada organismo. “Não existem mais grupos de risco, toda pessoa que tem vida sexual ativa está propícia a se contaminar com o vírus”, afirma.

Os pacientes ainda podem contar com casas de apoio como a Casa de Convivência João Paulo II, nas dependências do Hospital Padre Zé, administrada pela Arquidiocese da Paraíba. De acordo com Goretti Rolim, coordenadora da casa, são atendidas 200 pessoas por mês, que são divididas em nove  grupos para trabalhar temáticas ligadas à questão da saúde e recebem atendimento psicológico.

Além disso, a casa oferece café da manhã e almoço diário, uma ajuda alimentar mensal, orientam sobre benefícios e encaminham os pacientes para a defensoria pública, acompanham processos e ainda dá apoio espiritual.

 

Do G1 PB