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Microcefalia: SUS vai oferecer estimulação precoce para desenvolvimento infantil

(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)
(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (11) no Diário Oficial da União inclui a estimulação precoce para desenvolvimento neuropsicomotor de crianças nos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o texto, a decisão teve como base o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia e o documento Diretrizes de Estimulação Precoce, dirigido a profissionais da atenção básica e da atenção especializada.

Ainda segundo a portaria, o procedimento, na rede pública, será destinado a crianças de até 3 anos de idade com diagnóstico de retardo mental leve, moderado, grave ou profundo; autismo; síndrome de Rett; síndrome de Asperger; e paralisia cerebral, entre outros.

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A incorporação da estimulação precoce para desenvolvimento neuropsicomotor na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS entra em vigor hoje, com efeitos operacionais a partir da competência seguinte à publicação do texto.

 

Agência Brasil

Levantamento do ministério público mostra que PB ainda sofre com trabalho infantil

mppbEm pleno século XXI, no Sertão do Estado, direito trabalhista ainda não é algo utilizado em sua plenitude. Foi o retrato constatado em sete meses de atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB) pelo projeto Trabalho de Todos. Na região do Sertão – considerada pelo procurador do MPT, Cláudio Gadelha, como a mais problemática nessas questões – mais da metade da população não tem carteira assinada nem conhecem o sindicato profissional. Também é alto o índice de primeiro emprego entre crianças e adolescentes: só em Sousa, por exemplo, esse percentual chega a 61% dos atendidos. Esta semana, a partir de hoje começa a etapa João Pessoa do Trabalho de Todos, no Espaço Cultural.

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Na Paraíba há sérios problemas de ordem trabalhistas a serem enfrentados como informalidade trabalhista, trabalho infantil em feiras livres, aliciamento de trabalhadores rurais e trabalho escravo. O Projeto Trabalho de Todos ouve e recebe denúncias relativas ao exercício profissional. O MPT-PB ainda apontou que muitos trabalhadores não sabem quais são os seus direitos e também a quem recorrer. Além disso, o diagnóstico mostrou que a Paraíba é um forte potencial para exportação de trabalho escravo.

Segundo o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), Cláudio Gadelha, os trabalhadores ainda desconhecem seus direitos. “Nós identificamos que há muita desinformação sobre direitos básicos do trabalhador, principalmente no interior do Estado, Sertão, Alto Sertão, Curimataú, e em todas as regiões afastadas, tendo em vista que são poucas agencias do Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, tem apenas três procuradorias”, afirmou, destacando que os trabalhadores não sabem a quem recorrer quando precisam garantir seus direitos. Isso se deve a fraca atuação das entidades sindicais, que devem existir, como está previsto pela Constituição Federal de 88.

Aline Martins/Correio da Paraiba

Secretaria de Assistência Social de Dona Inês apresenta diagnóstico do Trabalho Infantil no município

dona inesFoi apresentado durante a tarde desta sexta-feira, 03 de julho, o Diagnóstico da situação do Trabalho Infantil, no Município de Dona Inês-PB. O evento aconteceu no Ginásio de Esportes e contou com a participação de representantes de várias secretarias, setores da Sociedade Civil Organizada e de instâncias de controle.

Sofia Ulisses, Secretária de Assistência Social e de Habitação do Município, destacou que o evento foi um ato que culminou várias ações, resultado de um trabalho em rede que envolveu as Secretarias de Assistência Social e Habitação, Educação e Saúde, Instâncias de Controle – formada por conselhos-. “Esse momento não estaria acontecendo sem a rede de parceria que envolve vários atores nesse processo, inclusive contando com a sociedade civil organizada”. Destacou.

Sofia Ulisses, disse ainda que é necessário que os envolvidos na rede de proteção à Criança e ao Adolescente, estejam em sintonia e defendam as mesmas causas, buscando assegurar os direitos desse público.

Diagnóstico do Município

O município de Dona Inês tem, segundo estimativas do IBGE, uma população de 10.495 de habitantes. Para identificar crianças e adolescentes que vivem em situação de trabalho infantil no município, foi elaborado um relatório, aplicado à crianças de 08 a 17 anos, onde foram ouvidos 1.222 alunos, de 19 Escolas – Zona Rural e Zona Urbana-.

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De acordo com o diagnóstico, ainda há uma presença de crianças e adolescentes desenvolvendo algum tipo de trabalho infantil no município, principalmente na feira livre, na pedreira da cidade e em casas de famílias.  Possivelmente cerca de 279 crianças e adolescentes se encontram exercendo algumas dessas atividades, onde desse número, 120 são meninas e 159, são meninos.

Dados do IBGE

Segundo dados divulgados pelo IBGE/2010, naquele ano o município de Dona Inês tinha 437 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, sendo 266 crianças do sexo masculino e 171 do sexo feminino, onde apenas cinco jovens entre 16 e 17 anos, eram empregados com carteira assinada.

Quando comparado aos dados do IBGE, os dados levantados pela equipe de Assistência Social do Município, se percebe uma diminuição de 158 casos de trabalho infantil e se deve, segundo a Secretária Sofia Ulisses, as políticas públicas direcionadas à criança e adolescente, desenvolvidas pela atual gestão.

A Secretária de Saúde do município, Taciana Lucena, frisou que somente com o diagnóstico é que se pode criar ações de erradicação do trabalho infantil.

Foi criada uma comissão formada por representantes das Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social e sociedade civil organizada, para criar estratégias de enfrentamento ao trabalho infantil no município.

Assessoria

Depressão infantil: ela existe e está aumentando em todo o mundo

depressãoUm astronauta acaba de se deparar com a imensidão do espaço. Por algum motivo, suas amarras de proteção são desfeitas e ele não vê alternativas para voltar à nave, menos ainda para voltar à Terra. Ele agora está à deriva na imensidão do espaço. O quão desesperador isso lhe parece? Esta metáfora foi usada pelo psicólogo americano Douglas Riley para definir a sensação depressiva de uma criança. No livro The Depressed Child: A Parent’s Guide for Rescuing Kids (Criança Deprimida: um Guia para Pais Resgatarem os Filhos, em tradução livre), o especialista explica que pensamentos negativos, como “ninguém gosta de mim”, “sou inferior” e “a morte é a melhor saída” não são restritos aos adultos.

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Pelo contrário, a depressão em crianças e adolescentes tem aumentado consideravelmente em todo o mundo, como mostram dados médicos recentemente divulgados. Um guia do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), no Reino Unido, alertou: já são mais de 80 mil crianças da região diagnosticadas anualmente, 8 mil delas menores de 10 anos. Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que o transtorno depressivo é a principal causa de incapacidade de realização das tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos. No Brasil, não é diferente. Embora não haja dados estatísticos, estima-se que a incidência do distúrbio gire em torno de 1 a 3% da população entre 0 a 17 anos, o que significa, mais ou menos, 8 milhões de jovens.

O que está por trás dessa epidemia? Os transtornos mentais podem ser acionados por qualquer gatilho – leia-se, situação ou experiência frustrante que a criança tenha enfrentado -, como separação dos pais, morte de um parente, bullying na escola, abandono, abusos físicos ou psicológicos, mudanças bruscas e alterações no padrão de vida. No entanto, o estilo de vida que levamos pode favorecer a manifestação da doença, como explica Marco Antônio Bessa, psiquiatra do Hospital Pequeno Príncipe (PR): “Muitas crianças estão com a agenda lotada de compromissos, o que eleva o grau de estresse, dormem mais tarde, ficam fechadas em ambientes como apartamentos e shoppings, usam aparelhos eletrônicos excessivamente, sob risco de aumento de ansiedade e restrição do contato social, e convivem menos com seus pais”.

Há, ainda, um fator genético que exerce influência. A ciência já comprovou que, quando há episódios de depressão na família, a probabilidade de a criança desenvolver algum transtorno mental aumenta consideravelmente. Se as vítimas forem mãe ou pai, as chances podem ser até cinco vezes maiores. Além disso, um distúrbio psiquiátrico – os mais comuns em crianças são de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), de conduta e de ansiedade – pode abrir precedente para outro. Estudos conduzidos em 2012 pelo Hospital das Clínicas (SP) mostram que mais de 50% das crianças ansiosas experimentarão, pelo menos, um episódio de depressão ao longo da vida.

Não é só tristeza

O quadro depressivo de um adulto difere do de uma criança. Enquanto o adulto sofre com alteração de humor, falta de prazer em viver, de executar as tarefas, recolhimento, alterações de sono e de apetite, as crianças nem sempre dão sinais tão característicos. Como explica Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp, “é mais comum ela apresentar irritabilidade, agitação, explosões de raiva e agressividade, tristeza, sensação de culpa e de melancolia”. Não raro, a depressão é confundida com TDAH, por isso, é fundamental que se procure um profissional especializado. “Erros de diagnóstico e de tratamento podem mascarar os sintomas e até mesmo agravar o quadro”.

É claro que, assim como nós, a criança também não está imune à tristeza, a acordar sem vontade de se relacionar com as pessoas ou ao mau humor. O que se aconselha é tentar entender o contexto do seu filho, principalmente, observar a duração desses sentimentos (mais de um mês já é preocupante), a intensidade e de que maneira eles estão afetando a vida. “O pai que presta atenção em seu filho vai notar que algo mudou. Mesmo que ele não saiba exatamente o que é, já serve de sinal de alerta”, diz a especialista.

É possível evitar, sim

Assim como existem fatores facilitadores do transtorno depressivo, há outros que são protetores. Isso significa que o aparecimento da doença está intimamente ligado a uma equação de equilíbrio dessa balança. Mesmo que a criança tenha propensão genética e viva em um ambiente pouco favorável, ela pode não desenvolver o quadro e vice-versa.
Um bom funcionamento cognitivo, estabilidade e organização familiar, ambiente amoroso e ausência de fatos estressantes na vida da criança contribuem com a prevenção. Todos eles podem ser construídos e reforçados em casa, por você e por toda a família. Lembre-se: a criança que cresce com amor, carinho, que recebe atenção e proteção dos pais, dificilmente vai enfrentar problemas de comportamento ou desenvolvimento. E, ainda que os enfrente, serão mais facilmente superados.

 

revistacrescer

IBGE revela queda de 46% no índice de mortalidade infantil em 4 anos na PB

ibgeO índice de mortalidade infantil teve redução de 46,02% em um período de quatro anos na Paraíba, conforme apontou a Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na manhã desta quarta-feira (17). De acordo com os números, no ano de 2009, para cada mil crianças nascidas no estado, 35,2 morriam. Já em 2013, para cada mil crianças nascidas, 19 morriam.

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Ainda segundo a pesquisa, a Paraíba é o quinto estado nordestino com o menor índice de mortalidade infantil, ficando apenas atrás de Pernambuco (14,9 por mil), Ceará (16,6 por mil), Rio Grande do Norte (17 por mil) e Sergipe (18,9 por mil). A Paraíba também está à frente da média regional, que foi de 19,4 por mil crianças nascidas vivas.

Com relação à expectativa de vida, a Paraíba também teve um bom desempenho. A média passou de 71,9 anos em 2012 para 72,3 anos em 2013. Nesse quesito, a Paraíba está à frente de estados como Sergipe e Alagoas, com 71,9 anos e 70,4 anos, respectivamente, e ligeiramente à frente da média regional, que é de 72,2 anos.

Com relação à expectativa de vida por sexo, os dados da SIS ainda mostram que as mulheres paraibanas vivem mais que os homens. Em 2013, elas tinham 76,2 anos contra 68,4 anos deles. Em 2012, elas viviam 75,8 anos, enquanto os homens viviam em média 68,1 anos.

A SIS 2014 tem como base as informações colhidas durante a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013, além de fontes de dados como o Censo Demográfico 2010, a Projeção da População do Brasil por sexo e idade 2013, e bases de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do Ministério da Educação, e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

 

portalcorreio

Ministério da Saúde oferece R$10 milhões para pesquisas em saúde infantil

dinheiroUniversidades e institutos de pesquisa de todo o Brasil têm prazo, até o dia 13 de janeiro, para inscrever trabalhos voltados para a saúde da criança. O edital lançado nessa segunda-feira (17) pelo Ministério da Saúde destina R$ 10 milhões para financiar pesquisas em áreas como, por exemplo, a do desenvolvimento motor e cognitivo infantil.

“A gente já tinha lançado, há cerca de um ano, um edital para a questão da prematuridade. Agora, a gente está avançando para além da prematuridade, em um esforço de pesquisa e inovação para os primeiros 1.000 dias da criança – fase decisiva para que elas tenham desenvolvimento saudável. Além de tratar a criança, de fazer com que ela viva, a gente quer que ela tenha plena capacidade cognitiva, que ela esteja com a alimentação adequada”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

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Os projetos de pesquisa deverão ter abordagem inovadora e determinar quais combinações de intervenções são mais eficazes para prevenir e tratar as consequências do nascimento, crescimento e desenvolvimento não saudáveis, e saber quando as intervenções são aplicadas com mais eficácia, além de integrá-las, de maneira prática, em um ciclo de cuidado contínuo. Amamentação, alimentação da mãe, forma de atendimento à mãe e ao bebê, tecnologias para diagnóstico de doenças, tudo isso pode ser alvo de pesquisa financiada pelo edital.

A ação faz parte do Programa Grandes Desafios Brasil: Desenvolvimento Saudável para Todas as Crianças, em conjunto com a Fundação Bill & Melinda Gates e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O governo federal entra com metade do financiamento e a Fundação Gates com a outra metade.

“A comunidade cientifica participa, mas o projeto também é voltado para gestores. Se qualquer pessoa que está no serviço de saúde, que cuida da saúde – seja formado em medicina, seja biólogo, alguém da área de farmácia ou enfermagem – tiver uma boa ideia, algo diferente, ela pode concorrer e ganhar o edital, e sua sugestão pode ser apresentada para incorporação pelo sistema de saúde”, explicou Gadelha.

Segundo o secretário, o edital é uma forma de o governo voltar a atenção da comunidade científica para as necessidades da população. Todos os projetos aprovados podem, depois, ser incorporados à rede pública de saúde. As inscrições podem ser feita no portal do CNPq.

Fonte: Agência Brasil

Deputada apresenta parecer a favor do fim da propaganda infantil

publicidade-infantilA deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) apresentou nesta quinta-feira (13) à Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara parecer contrário a um projeto que quer derrubar uma decisão do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que proíbe propaganda infantil. A publicidade para crianças foi tema da redação da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana.

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Para Benedita, que é relatora da proposta, o projeto que derruba a norma do conselho representa “um verdadeiro retrocesso”. O parecer foi protocolado eletronicamente e precisará ser discutido e votado pelo plenário da comissão. A próxima sessão do colegiado está marcada para o dia 18, mas o assunto não consta da pauta.

O presidente da comissão, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), disse, no entanto, que inclusões na pauta podem ser feitas até a véspera. “Pela importância do tema, nós vamos pautar logo”, afirmou nesta quinta. Depois, a questão ainda passará pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça antes de ir ao plenário da Câmara e seguir para o Senado.

A resolução que proíbe a propaganda infantil foi editada em março, mas ainda não entrou em vigor. O texto veta a propaganda em eventos, espaços públicos, sites e programas de TV em qualquer horário. No mês seguinte á publicação da norma, o deputado Milton Monti (PR-SP) apresentou o projeto sustando os seus efeitos.
Parecer
No seu parecer, a relatora argumenta, com base em diversos estudos, que a criança se revela um “alvo de fácil convencimento”, pois não tem a maturidade para lidar com a publicidade como um adulto.

A deputada ressalta que a publicidade dirigida ao público de até 12 anos gera “impactos bastante negativos”, pois, na sua avaliação, contribui para o agravamento de problemas sociais como o consumismo, a erotização precoce, os transtornos alimentares e a obesidade, os transtornos de comportamento, o estresse familiar, o alcoolismo e a violência.

Benedita defende a atuação do Conanda e afirma que a publicidade dirigida ao público infantil é considerada abusiva com base na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código de Defesa do Consumidor.

A resolução do Conanda também detalha os aspectos que caracterizam uma peça publicitária voltada ao público infantil, como linguagem infantil, efeitos especiais, excesso de cores e trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança. O norma do conselho veta, ainda, a promoção com distribuição de prêmios ou brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil.

Outro projeto de lei, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), também proíbe publicidade e propaganda para a venda de produtos infantis. O texto aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça.

G1

Unicef reúne gestores para reduzir trabalho infantil

uniceffPara tentar reduzir o número de 74 mil crianças e jovens envolvidas com o trabalho infantil na Paraíba, segundo dados do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente na Paraíba (Fepeti-PB), foi realizada na manhã de ontem no auditório da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), em Campina Grande, o 3° ciclo de capacitação do Selo Unicef para representantes de 53 municípios.

O encontro, que reuniu gestores, lideranças adolescentes, conselheiros de direito das crianças e adolescentes e técnicos, serviu para iniciar o mapeamento das situações de risco e a busca por oportunidades de cada município para fortalecer as políticas voltadas para esse grupo. De acordo com Irismar Silva, consultora do Unicef na área de proteção infantil, o primeiro passo que será dado após a identificação dos problemas encontrados em cada cidade será a criação de um espaço de proteção para que as crianças recebam assistência enquanto seus pais ou responsáveis trabalham.

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“Nós queremos identificar as dificuldades dos municípios e estabelecer algumas propostas de combate ao trabalho infantil. Essa será a principal base desse encontro. Após realizarmos essa identificação, vamos propor a criação de programas específicos como um espaço de proteção com atividades de educação, alimentação e assistência médica, para que as crianças, enquanto o período em que os pais trabalham, possam receber uma atenção especial e se desvincular do trabalho infantil”, explicou Irismar Silva.

Uma vez realizando propostas como essa, Sandra Santos, articuladora do instituto Aliança e que promove a capacitação dos profissionais, apontou que a Paraíba terá uma chance muito grande de reduzir sua taxa de incidência de trabalho infantil. “Nós queremos mostrar a esses profissionais e gestores municipais que é preciso combater o trabalho infantil, como também se deve incentivar a Lei do Jovem Aprendiz, que entre 14 e 16 anos pode desenvolver atividades profissionais, mas de acordo com as normatizações técnicas”, disse.

A secretária de Educação de Campina Grande, Iolanda Barbosa, apontou as dificuldades que o município vem encontrando para manter as crianças longe de atividades profissionais, e até domésticas, e apontou a ampliação do número de vagas nas escolas públicas como uma alternativa para que o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil alcance sua proposta. “Nós temos hoje 26 mil matriculados nas 125 escolas municipais de Campina Grande. Essas estão longe do trabalho infantil, mas sabemos que ainda precisamos ampliar esse alcance escolar ainda mais”, disse.

Hoje, o 3º Ciclo de Capacitação do Selo Unicef Município Aprovado irá continuar em João Pessoa, na unidade do Senac, com representante de 25 municípios do Litoral do Estado.

 

O limite da maldade infantil

Vez ou outra, o cinema as retrata. Desde Henry Evans (Macaulay Culkin), o menino bonitinho que tenta matar o próprio primo em “O Anjo Malvado”, até o assustador Kevin (Ezra Miller), que provoca uma tragédia sangrenta envolvendo quase toda a família em “Precisamos Falar Sobre o Kevin”.

Na vida real as crianças que cometem maldades difíceis de encarar também existem, como mostra o caso do assassinato brutal do menino inglês James Bugler, em 1993, quando ele tinha três anos. Além da vítima ser uma criança pequena, o crime chocou pois foi cometido por outras duas também crianças, Jon Venables e Robert Thompson, ambos com dez anos.

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A pergunta que fica para quem assiste a esses filmes ou se depara com casos como o de James na televisão é uma só: será possível uma criança ser genuinamente má? A resposta também é apenas uma: sim, é possível.

Divulgação

No filme ‘Precisamos Falar sobre o Kevin’, a mãe Eva, interpretada por Tilda Swinton, enxerga a maldade do filho, mas não consegue encarar o problema do menino

 

É preciso, no entanto, distinguir uma maldade infantil natural, típica da idade, de um sério distúrbio que pode resultar em um comportamento psicopata. Mas detectar esse distúrbio é delicado e os pais devem levar em consideração diversos fatores.

“Se juntarmos repetição de um comportamento agressivo ou maldoso sem motivo aparente; generalizado, ou seja, a criança não é agressiva apenas na escola ou em casa; ausência de arrependimento e culpa; falta de afetividade; dificuldade de lidar com frustrações e total falta de empatia com o sofrimento alheio, temos fortes indicativos de que tem algo errado com a criança”, enumera Ana Beatriz Barbosa Silva, médica psiquiatra e autora de “Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado” (Editora Objetiva).

 

Divulgação

No filme, mãe e filho não desenvolvem laços afetivos durante a infância

Afeto

 

A falta de afetividade na infância é um dos indicativos mais preocupantes. As crianças tendem a ser naturalmente encantadas com seus pais. Já para quem tem transtorno de conduta isso não vem de forma tão natural. Na verdade, o afeto gratuito – ou seja, sem que a criança ganhe algo em troca, como um brinquedo ou um doce – é praticamente inexistente.

 

Outro sinal é o gosto pelo sofrimento, seja de outra pessoa ou de um animal. “Se você tem um filho com 10 anos que continua fazendo xixi na cama – a enurese noturna tardia é apontada por muitos especialistas como um dos sinais da presença de transtorno de conduta – e mata filhotes de animais significa que ele vai se tornar um psicopata quando for adulto? Não, mas significa que ele não está bem”, alerta Ilana Casoy, especialista em Criminologia e escritora.

 

A idade também é fator importante na equação. “O comportamento agressivo apresentado por uma criança de três anos não tem o mesmo significado do apresentado aos nove ou 10 anos. A etapa de desenvolvimento das faixas etárias é diferente”, afirma a médica psiquiatra da infância e juventude Tatiana Assumpção.

Tatiana ressalta que uma criança não pode ser diagnosticada como psicopata. O termo correto para os menores de 18 anos é transtorno de conduta ou de personalidade. Isso porque as crianças não têm a personalidade totalmente formada e a condição ainda pode ser minimizada.

Mesmo com tantos sinais, não é fácil reconhecer em seu filho uma criança com distúrbios que podem levar a uma psicopatia na vida adulta. A dificuldade, que segundo especialistas é mais latente nas mães do que nos pais, pode tirar da criança a possibilidade de uma vida em sociedade mais harmoniosa.

 

Divulgação

Na adolescência, a condição não reconhecida de Kevin leva a tragédia à família e à comunidade onde eles vivem

Consequências

 

Essa vida mais próxima do que muitos consideram normal pode ser possível através de um trabalho de contenção de impulsos. A criança precisa aprender desde cedo que suas atitudes podem trazer sérias consequências. Para acostumá-la com essa noção do que pode e o que não pode é preciso que os pais sejam rígidos e não amoleçam durante o processo. “Tirar coisas de que a criança gosta é o caminho mais indicado na infância. Mas não pode deixar brincar com o videogame só um pouquinho. Tirar significa tirar mesmo. Precisa ser firme”, afirma Ana Beatriz.

Quando esse esforço é feito precocemente, a criança vai aprender que não pode quebrar algumas regras porque dessa forma vai se prejudicar. O sentimento do outro continua não sendo importante, mas pelo menos ela não sofrerá perdas. “Essas crianças não têm alteração intelectual ou cognitiva. O que falta mesmo é a empatia pelo outro. O problema da perversidade não é a inteligência, e sim a falta de afetividade”, diz Ana Beatriz.

Aos pais que tentam conter uma perversidade excessiva de seus filhos resta lembrar que ninguém vai conseguir ensiná-los a amar. O que se pode fazer é moldá-los de tal forma que tenham medo de desrespeitar as regras da convivência em sociedade. Ana Beatriz esclarece que a perversidade não é apenas matar, e sim não ter empatia. “Estima-se que 4% da população mundial sofra com esse transtorno, sendo 3% leves e moderados que não matam ninguém. Inclusive eles podem ser até bem sucedidos em diversas áreas de sua vida”.

 

iG

Bananeiras: Terceiro dia de Caminhos do Frio segue com amostra gastronômica, espetáculo infantil e musical em igreja

teatroNesta terça-feira, 12 de Agosto, a programação do Caminhos do Frio contou com o espetáculo, “O Seminarista”. A peça teatral, encenada por alunos da Escola Municipal de Teatro de Bananeiras, conta a história duas crianças que foram criadas juntas em uma fazenda e que se apaixonaram. Os pais do garoto Eugênio, decidem que ele será Padre. O garoto passa a estudar para realizar os desejos dos pais e a garota segue sua vida com a família. Ao terminar os estudos, Eugênio decide voltar a sua cidade natal, quando é chamado para confessar uma jovem que está morrendo. Eugênio se surpreende ao descobrir que a jovem enferma é sua grande paixão e ao chegar à residência, já a encontra sem vida. O espetáculo, que é um experimento para os estudantes de teatro, é baseado na obra de Bernardo Guimarães.

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Após apresentações de teatro de boneco, espetáculo com alunos da Escola Municipal de Teatro, início das oficinas culturais de Técnicas Circenses, contação de história, danças populares e expressão corporal, a programação segue nesta quarta-feira, 13 de Julho, com a apresentação do espetáculo infantil, “Baú de Histórias”, dirigido pelo Everaldo Vasconcelos, a partir das 15h00, e a mostra de gastronomia, a partir das 19h00. Os eventos serão realizados no Espaço Cultural Oscar de Castro. À noite também haverá um musical/instrumental na 1ª Igreja Batista de Bananeiras, a partir das 19h30.

A Programação continua na quinta (14) com o espetáculo, “No Reino da Imaginação”, apresentado no Espaço Cultural, a partir das 15h00, Por-do-sol com a orquestra Lira dos Artistas, em frente ao Colégio Emília Neves, às 16h00 e Lançamento do Livro do Livro “A Botija de Camucá”, de autoria de Ramalho Leite. O lançamento será no Espaço Cultural Oscar de Castro às 19h30.

Saiba mais da programação

Sexta-feira – 15 de Agosto

15h00 – Lançamento dos Livros;

História do Patronato ao Colégio Agrícola nos Seus 90 Anos

Autor: Manoel Luiz Silva

Reencontro com Deus

Autora: Maria Alice de Carvalho Correia

Local – Espaço Cultural Oscar de Castro

 

19h30 – Espetáculo “As Mãos de Eurídice

Direção – Roberto Cartaxo

Local – Espaço Cultural Oscar de Castro

20h30 – Grupo de Danças Folclóricas Serra de Bananeiras com apresentação do Xaxado

Local – Praça Castro Pinto

 

21h00 – Grupo de Danças Folclórico Raízes da Borborema

Local – Praça Castro Pinto

 

Shows musicais – A partir das 22h00

Gitana Pimentel

Flávio Leandro

Os Três

Local – Praça Castro Pinto

 

Sábado – 16 de Agosto

Programação esportiva

08h00 – Trilha Ecológica Bica dos Cocos e Mijônia

Concentração na Praça Epitácio Pessoa

Inscrição – Casa do Turista Ou José Pedro (83) 9146-2989

 

20h30 – Grupo de Xaxado Armado de Lampião (Serraria-PB)

Local – Praça Castro Pinto

 

Programação religiosa

19h30 – Apresentação – Camerata Oitiva

Local – Igreja Matriz N. Senhora do Livramento

 

Shows musicais – A partir das 22h00

Abra dos Zoio

Nando Cordel

Banda Antares

Local – Praça Castro Pinto

 

Domingo – 17 de Agosto

Programação esportiva

08h00 – 2º Pedal do Frio Banana Biker

Concentração na Praça Epitácio Pessoa

Contato: Fernando Amaral (83) 9924-6670

 

19h00 – Lançamento do CD “Em Simples Melodia

Gilvanisa Maia

Local – Espaço Cultural Oscar de Castro

 

CODECOM-Prefeitura de Bananeiras/PB