Arquivo da tag: infantil

PF deflagra operação contra pornografia infantil na internet na PB

A Polícia Federal na Paraíba deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23), a Operação Salvaguarda IV, com objetivo de combater a disseminação de pornografia infantil na internet.

A operação contou com a participação de dez Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nas residências do investigado. Só neste ano, a Polícia Federal no Estado da Paraíba já cumpriu oito mandados de busca e realizou a prisão em flagrante de três pessoas pela prática dos crimes de posse e compartilhamento de material com conteúdo pornográfico infantil pela internet.

ENTENDA O CASO

O homem é suspeito de utilizar programas de computador para troca de fotos e vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. Durante as buscas, os policiais federais apreenderam computadores, celulares e mídias, as quais serão submetidas a exames periciais. Ele foi preso em flagrante pela posse de material de pornografia infantil.

CRIMES INVESTIGADOS

O investigado responderá pelo crime de compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, cuja pena poderá chegar a 6 anos de reclusão.

 

Assessoria

 

 

Abatedouros da PB são insalubres, têm escravidão e trabalho infantil

Um levantamento na Paraíba identificou que mais de 80% dos trabalhadores que atuam em abatedouros na Paraíba não usam equipamentos de proteção individual (EPIs) e acidentes de trabalho são comuns nesses locais.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), na maioria deles, o ambiente é insalubre, degradante e perigoso. Em vários locais, há situação análoga à escravidão. Há crianças trabalhando em pelo menos 30% desses estabelecimentos e a maioria funciona em condições precárias de higiene e de trabalho.

Foram analisados abatedouros públicos e privados de 66 municípios, resultando em quase 80 estabelecimentos pesquisados. Segundo ele, as pesquisadoras identificaram trabalho infantil em todos os abatedouros visitados, com crianças de 10 anos esfolando animais anteriormente ao abate.

Pesquisa

As irregularidades foram detectadas em pesquisa divulgada em março deste ano, no Ministério Público do Trabalho na Paraíba durante uma audiência coletiva na sede, em João Pessoa. As denúncias foram levadas pelo professor da UFPB Francisco Garcia Figueiredo, que apresentou a “Situação dos Matadouros Públicos e Privados do Estado da Paraíba”.

Fonte: Minsitério Público do Trabalho na Paraíba

O assunto foi novamente tema de uma audiência coletiva, no último dia 29 de agosto, na sede do MPT, em João Pessoa, com a presença de prefeitos e representantes de 16 municípios paraibanos e, ainda, de três abatedouros privados.

Providências

A audiência foi conduzida pela procuradora Edlene Lins Felizardo, com a presença dos procuradores Eduardo Varandas Araruna e Ramon Bezerra dos Santos. Novas audiências foram agendadas para o dia 26 de setembro, na sede do MPT, na Capital.

A procuradora Edlene Lins explicou que foram instaurados 29 procedimentos investigatórios na área de abrangência da Capital e outros 49 referentes às regiões de Campina Grande e Patos, com base nas pesquisas científicas apresentadas e em relatórios de fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).

O represente do Conselho Regional de Medicina Veterinária e coordenador do serviço de fiscalização do Conselho Regional em Campina Grande, Gláucio Maracajá, destacou que, em pleno século XXI, não há como continuar negligenciando a saúde humana. Ele ressaltou que “a situação do estado é gravíssima”.

Ele deu explicações sobre o Serviço de Inspeção Sanitária e citou uma alternativa para pequenos municípios: realizar consórcios intermunicipais com outras cidades, para aprovação de projeto e implantação de abatedouros, com o rateio dos custos. Segundo ele, um abatedouro mediano com todas as necessidades atendidas gira em torno de R$ 3 milhões, que podem ser financiados pela Caixa Econômica Federal.

A procuradora Edlene Lins Felizardo enfatizou a gravidade da situação, que ameaça toda a população, seja do ponto de vista da saúde pública, dos trabalhadores e das crianças, vítimas da exploração do trabalho infantil.

Segundo ela, as graves irregularidades violam a dignidade humana e colocam em risco a saúde da população que está consumindo as carnes e também dos trabalhadores que laboram nesses locais.

Ela informou que foi formulado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que será proposto aos representantes dos abatedouros públicos e privados, na próxima audiência.

“Com a assinatura do TAC, os representantes dos abatedouros terão a oportunidade de sanar as irregularidades sem terem que enfrentar uma ação judicial”, afirmou Edlene Lins Felizardo. “Mas, se houver recusa na subscrição do TAC, todas as ilegalidades encontradas serão judicializadas, oportunidade em que o Poder Judiciário poderá compelir os réus em Ação Civil Pública a regularizar a sua conduta, sem prejuízo de indenização por danos morais coletivos pelas ilicitudes praticadas”, acrescentou.

 

portalcorreio

 

 

Adolescente é detido por produzir e publicar pornografia infantil em redes sociais, na PB, diz polícia

Um adolescente de 17 anos foi apreendido na noite da quinta-feira (11), em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. De acordo com o delegado Seccional da Polícia Civil, Sylvio Rabello, o adolescente foi detido após investigações da polícia constatarem que ele produzia, armazenava e publicava pornografia infantil nas redes sociais.

Na casa do adolescente, a polícia apreendeu todos os aparelhos eletrônicos. Ao serem analisados, foram encontrados fotos e conversas que constataram a pornografia infantil em diversas modalidades. “O adolescente utilizava do relacionamento que tinha com uma jovem de 16 anos, além de outros relacionamentos na cidade, em que as vítimas eram filmadas durante os atos sexuais”, explicou o delegado.

Segundo o delegado, as investigações começaram após a polícia ouvir os responsáveis de uma das vítimas na Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha. “No Procedimento Infracional aberto estão as fotos do relacionamento sexual com a jovem e conversas, além das publicações nas redes sociais”, informou.

O adolescente foi apontado como infrator pelos crimes de publicação, armazenamento e produção de pornografia infantil. Ainda conforme o delegado, ele foi ouvido junto com a mãe e liberado em seguida. “A gente vai pedir uma outra medida ao juizado da Infância da Juventude e ao Ministério Público”, concluiu.

Segundo a polícia, adolescente filmava encontro com jovens na cidade e publicava na internet, na PB — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo a polícia, adolescente filmava encontro com jovens na cidade e publicava na internet, na PB — Foto: Polícia Civil/Divulgação

 

G1

 

 

Policia Federal usa sistema criado para Lava Jato contra pornografia infantil

Em sete meses de 2017, a Polícia Federal prendeu em flagrante mais suspeitos de compartilhar pornografia infantil na internet do que em todo ano de 2016. Os rastros deixados são virtuais e eles são a base da investigação dos policiais.

G1 conversou com integrantes da PF. Eles descreveram como a entidade vasculha a Dark Web, a internet profunda, em busca dos computadores dos acusados para tirar da internet potenciais abusadores.

Na última semana de julho, a Operação Glasnost prendeu 27 pessoas em flagrante, o que levou o número de detidos no ano para 81. Em 2016, foram 75.

“Disseminação de material pornográfico na internet é um crime cibernético, mas não puramente cibernético. O meio é cibernético, mas o crime é outro”, diz o delegado Otávio Margonari, do Grupo de Repressão ao Crime Cibernético (GRCC) de São Paulo.

“Quando se investiga a divulgação, vem a produção, o estupro de vulnerável e a posse.”

O que é feito antes da prisão dos criminosos?

A prisão de suspeitos em flagrante é o ápice da operação e não ocorre sem que a PF identifique que o acusado possui em seus dispositivos algum registro de fotos ou vídeos – vale até imagens apagadas – de crianças ou adolescentes nus ou em situações íntimas.

E isso depende da tecnologia. Mas até chegar lá, os policiais têm de navegar pelos cantos mais sombrios da internet.

“As pessoas que se envolvem nesse tipo de crime procuram garantir o sigilo na maior parte do tempo. Mas tem gente que não se importa com isso, acha que, se está em casa ou no escritório, ninguém vai se importar. Geralmente os distribuidores são mais cuidadosos”, conta Evandro Lorens, diretor da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF).

Membro do Serviço de Perícias em Informática (Sepin) do Instituto Nacional de Criminalística, Lorens contou ao G1 como a investigação é feita, da identificação dos alvos até a análise em laboratório dos equipamentos apreendidos.

 

Primeiro, a PF monitora redes de compartilhamento na internet “peer-to-peer” (P2P), em que um arquivo é enviado de usuário a usuário, em vez de partir de um servidor central, como ocorre em serviços de streaming ou de download de empresas de conteúdo.

Durante essa ronda virtual, a polícia encontra de tudo. “Tem o cara que é curioso, que só quer ver foto e não tem contato com criança. Em geral, não é gente com muito conhecimento em informática, tem gente que troca imagem por e-mail, que é muito fácil de rastrear. E tem os caras mais agressivos e com mais conhecimento técnico”.

Lorens conta que o monitoramento passa a abranger outras plataformas conforme se tornam populares. Isso inclui os serviços na Dark Web, cujo acesso necessita de programas especiais pois os endereços são ocultos para mecanismos de busca.

“Lá, como eles se sentem mais confortáveis, porque sabem que a sua autoria está escondida, acontecem coisas mais graves”, diz o delegado. “Muitos são abusadores de crianças, produzem filmes, colocam lá para os outros, esperando o outro para fazer a mesma coisa.”

 

Ele conta que a troca de material ocorre por meio de fóruns, em que os participantes são ranqueados conforme o volume de fotos e vídeos enviados. “Quem publica mais tem mais moral perante os outros. Aí para mostrar que ele é bom mesmo e que ele se dedica àquele fórum faz as crianças segurarem plaquinhas com os nomes do fórum.”

‘Big Brother’ e bate-papo

 

As imagens trocadas pelos monitorados compõem um banco de dados. “Não é um Big Brother gigante, que pega tudo que está acontecendo”, comenta o perito, mas “é o coração do sistema” e o que estiver lá será usado para pegar suspeitos em flagrante.

“É muito agressivo ficar olhando para aquelas fotos, aqueles vídeos”, diz Margonari. “Você olha meio de lado, sabe que é pornografia infantil, tem bebê, umas coisas absurdas, mas isso é a materialidade, o que estou buscando é saber a autoria, quem está publicando aquilo.”

“Além de monitorar tráfego P2P, monitora troca de informação via chat e consegue identificar situações críticas de risco”, diz Lorens. Ele lembra que, durante os preparativos para a Operação Darknet, de 2015, agentes captaram uma conversa de um suspeito que dizia estar esperando a mulher grávida de oito meses dar à luz para abusar da criança.

Tem hora que não dá para esperar

 

“Nesses casos, quando a conversa é crível, a gente tem que antecipar a situação”, diz. “Antes de operações há micro operações para evitar ações em curso. Se o estuprador está abusando da criança, a gente não vai esperar.”

O monitoramento deixa de ser puramente virtual quando os policiais percebem que o crime pode ter repercussão internacional, com efeitos em outros países. Vira uma investigação quando obtêm informações como número de IP ou endereço físico dos suspeitos.

Segundo o delegado Margonari, a PF já tem ferramentas para identificar, em uma casa com vários internautas, quem foi o responsável por um download suspeito.

“As técnicas de investigação estão evoluindo. No passado, era raro conseguir um negócio desses. A gente sabia, na melhor das hipóteses, se aquela conexão tinha publicado material pornográfico infantil. Mas quem era? Putz, podia até ser que tivesse um Wi-Fi e o vizinho estivesse usando.”

Mas ele não abre como a mágica ocorre: “Se souberem como eu consegui chegar à identidade deles, vão mudar a técnica. Preciso aproveitar o que eu desenvolvi. Como? Não vou te contar”.

A hora da operação

 

A partir daí, a PF identifica alvos de uma futura operação e monitora o tráfego de internet deles. Durante as operações, os agentes encontram as mais diversas recepções.

“Quando escutou que era a polícia entrando, o cara engoliu um pen-drive. Foi o primeiro engolido cibernético da história. E ele foi preso, porque tinha mandato para ele. Ficou todo mundo esperando ele cagar pra mandar aquele pen-drive para a perícia”, diz Margonari. “Um cara jogou o computador pela janela, quebrou toda a tela, o perito foi lá, pegou o HD, espetou na máquina e tinha muita coisa.”

 

O objetivo é deter suspeitos contra quem pesam fortes evidências e apreender equipamentos que, depois de passar por análise, podem fornecer provas. Mas a PF criou um equipamento para conseguir fazer prisões em flagrante. É um software que procura no disco rígido do suspeito por imagens suspeitas. Primeiro, ele vê se a máquina possui alguma dos 2 milhões de arquivos do banco de dados. Depois, indica se há imagens que possam caracterizar pornografia infantil –um de seus trunfos é conseguir identificar se há fotos ou vídeos com alta exposição de pele de pessoas com pequena complexão física.

Até imagens apagadas são listadas. Se um arquivo for sobreposto a imagens deletadas, no entanto, a ação fica mais complicada, conta Lorens.

Tecnologia caseira

 

O nome oficial do mecanismo é Localizador de Evidências Digitais. Ele foi criado pelo perito Wladimir Leite em 2010. A criação de tecnologia dentro de caso para combater o crime é outra característica da PF.

“Na Operação Hashtag, não usamos nenhuma ferramenta comprada no mercado. Era tudo caseiro”, conta o delegado Margonari. Na prática, todos os grupos regionais da PF podem criar ferramentas. Mas é o Setor de Perícia de Informática, de Brasília, o responsável por centralizar a padronização de ferramentas vindas de todo o Brasil.

Um dos exemplos é o Iped, um sistema criado para extrair e indexar grandes massas de dados, criado para suprir uma demanda da Lava Jato. Já há serviços privados que separam conteúdo e classificam informações de um HD, mas eles não conseguiriam trabalhar na velocidade necessária para abastecer a investigação. “O peritos fizeram as contas e concluíram que passariam anos rodando a ferramenta ininterruptamente”, diz Lorens. “O Iped é 20 mais rápido.”

E completa: “Quando não há ferramenta de mercado, fazem a concepção do zero”.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Projetos sociais ajudam crianças e adolescentes a se afastarem do trabalho infantil em Bananeiras

Projetos sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Bananeiras através da Secretaria de Desenvolvimento Social fazem com que centenas de crianças e adolescentes não precisem se submeter a trabalhos como forma de sustento. Desde 2002, a Organização Internacional do Trabalho que é uma agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu o dia 12 de junho como o dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

O principal objetivo da data é alertar a comunidade em geral e os diferentes núcleos do governo sobre a realidade do trabalho infantil, uma prática que se mantém corriqueira em diversas regiões do Brasil e do mundo.

Um trabalho em conjunto das Secretarias de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social garantem os direitos fundamentais estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do adolescente. Esse trabalho permanente proporcionaram em 2016 o quarto Selo consecutivo do Unicef- Município aprovado a Bananeiras.

No município, 3.438 famílias são beneficiárias com o Bolsa Família. Esse númer, equivale a 39,35% da população total do município, destas 2.946 famílias sem o programa estariam em condição de extrema pobreza. No Cadastro Único disponibilizado pelo Governo Federal, são 5.025 famílias, que são beneficiadas diretamente por variadas ações desenvolvidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos que atua diretamente em lazer e capacitações, dessas crianças e adolescentes e também das mulheres para que possam desenvolver suas habilidades e poder melhorar a forma de sustento.

Ascom-PMB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Embriaguez infantil deve ser informada por hospitais da Paraíba

jatuyNa Paraíba, as unidades de saúde como hospitais, clínicas e postos de saúde que integram a rede pública e particular são obrigadas a comunicar ao Conselho Tutelar e aos pais ou responsáveis todo tipo de ocorrência envolvendo embriaguez ou consumo de drogas por criança ou adolescente, confirme a lei 10.237 de autoria do deputado estadual Jutay Meneses (PRB).

De acordo com o deputado, ao Conselho Tutelar caberá tomar a providência cabível a cada caso, nos termos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. “É preciso se ter um controle dos casos que acontecem na paraíba até mesmo para que o Governo do Estado tome medidas que possam reduzir o uso de drogas por parte de crianças e adolescentes. E essa lei vai ajudar a termos uma visão geral da atual realidade enfrentada pelo Estado”, disse.

Jutay explicou ainda que em caso de descumprimento, sem justificativa, o estabelecimento de saúde responsável pelo atendimento à criança ou adolescente incorrerá em penalidades como advertência e até o pagamento de multa no valor de 100 UFEPB (Cem Unidades Fiscais do Estado da Paraíba) e, em caso de reincidência, o valor será cobrado em dobro, sendo sempre destinado às clínicas de recuperação de dependentes químicos do Estado.

Assessoria

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Igrejas evangélicas são acusadas de exploração do trabalho infantil na PB

eduardo-varandasO Ministério Público do Trabalho (MPT), na Paraíba, vai notificar igrejas evangélicas de João Pessoa acusadas de prática de exploração do trabalho infantil. De acordo com o procurador Eduardo Varandas, várias denúncias chegaram ao órgão por meio dos conselhos tutelares.

A irregularidade mais comum é a escalação, pelas instituições religiosas, de crianças e adolescentes para vender água nos sinais de trânsito da capital para reforçar o caixa da igreja.

O procurador disse entender os argumentos apresentados por algumas das igrejas de que o trabalho voluntário é para o desenvolvimento de ações sociais, mantidas por elas. Eduardo Varandas alerta, no entanto, que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) inclui a exposição de crianças e adolescentes sob o sol do meio-dia entre as piores formas de trabalho infantil.

“Eles estão sujeitos aos raios ultravioletas”, enfatizou o procurador, deixando claro que a igrejas serão orientadas a tirar do trabalho todos os voluntários que tenham menos de 18 anos.

 

Blog do Suetoni

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Microcefalia: SUS vai oferecer estimulação precoce para desenvolvimento infantil

(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)
(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (11) no Diário Oficial da União inclui a estimulação precoce para desenvolvimento neuropsicomotor de crianças nos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o texto, a decisão teve como base o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia e o documento Diretrizes de Estimulação Precoce, dirigido a profissionais da atenção básica e da atenção especializada.

Ainda segundo a portaria, o procedimento, na rede pública, será destinado a crianças de até 3 anos de idade com diagnóstico de retardo mental leve, moderado, grave ou profundo; autismo; síndrome de Rett; síndrome de Asperger; e paralisia cerebral, entre outros.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

A incorporação da estimulação precoce para desenvolvimento neuropsicomotor na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS entra em vigor hoje, com efeitos operacionais a partir da competência seguinte à publicação do texto.

 

Agência Brasil

Levantamento do ministério público mostra que PB ainda sofre com trabalho infantil

mppbEm pleno século XXI, no Sertão do Estado, direito trabalhista ainda não é algo utilizado em sua plenitude. Foi o retrato constatado em sete meses de atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB) pelo projeto Trabalho de Todos. Na região do Sertão – considerada pelo procurador do MPT, Cláudio Gadelha, como a mais problemática nessas questões – mais da metade da população não tem carteira assinada nem conhecem o sindicato profissional. Também é alto o índice de primeiro emprego entre crianças e adolescentes: só em Sousa, por exemplo, esse percentual chega a 61% dos atendidos. Esta semana, a partir de hoje começa a etapa João Pessoa do Trabalho de Todos, no Espaço Cultural.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Na Paraíba há sérios problemas de ordem trabalhistas a serem enfrentados como informalidade trabalhista, trabalho infantil em feiras livres, aliciamento de trabalhadores rurais e trabalho escravo. O Projeto Trabalho de Todos ouve e recebe denúncias relativas ao exercício profissional. O MPT-PB ainda apontou que muitos trabalhadores não sabem quais são os seus direitos e também a quem recorrer. Além disso, o diagnóstico mostrou que a Paraíba é um forte potencial para exportação de trabalho escravo.

Segundo o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), Cláudio Gadelha, os trabalhadores ainda desconhecem seus direitos. “Nós identificamos que há muita desinformação sobre direitos básicos do trabalhador, principalmente no interior do Estado, Sertão, Alto Sertão, Curimataú, e em todas as regiões afastadas, tendo em vista que são poucas agencias do Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, tem apenas três procuradorias”, afirmou, destacando que os trabalhadores não sabem a quem recorrer quando precisam garantir seus direitos. Isso se deve a fraca atuação das entidades sindicais, que devem existir, como está previsto pela Constituição Federal de 88.

Aline Martins/Correio da Paraiba

Secretaria de Assistência Social de Dona Inês apresenta diagnóstico do Trabalho Infantil no município

dona inesFoi apresentado durante a tarde desta sexta-feira, 03 de julho, o Diagnóstico da situação do Trabalho Infantil, no Município de Dona Inês-PB. O evento aconteceu no Ginásio de Esportes e contou com a participação de representantes de várias secretarias, setores da Sociedade Civil Organizada e de instâncias de controle.

Sofia Ulisses, Secretária de Assistência Social e de Habitação do Município, destacou que o evento foi um ato que culminou várias ações, resultado de um trabalho em rede que envolveu as Secretarias de Assistência Social e Habitação, Educação e Saúde, Instâncias de Controle – formada por conselhos-. “Esse momento não estaria acontecendo sem a rede de parceria que envolve vários atores nesse processo, inclusive contando com a sociedade civil organizada”. Destacou.

Sofia Ulisses, disse ainda que é necessário que os envolvidos na rede de proteção à Criança e ao Adolescente, estejam em sintonia e defendam as mesmas causas, buscando assegurar os direitos desse público.

Diagnóstico do Município

O município de Dona Inês tem, segundo estimativas do IBGE, uma população de 10.495 de habitantes. Para identificar crianças e adolescentes que vivem em situação de trabalho infantil no município, foi elaborado um relatório, aplicado à crianças de 08 a 17 anos, onde foram ouvidos 1.222 alunos, de 19 Escolas – Zona Rural e Zona Urbana-.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

De acordo com o diagnóstico, ainda há uma presença de crianças e adolescentes desenvolvendo algum tipo de trabalho infantil no município, principalmente na feira livre, na pedreira da cidade e em casas de famílias.  Possivelmente cerca de 279 crianças e adolescentes se encontram exercendo algumas dessas atividades, onde desse número, 120 são meninas e 159, são meninos.

Dados do IBGE

Segundo dados divulgados pelo IBGE/2010, naquele ano o município de Dona Inês tinha 437 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, sendo 266 crianças do sexo masculino e 171 do sexo feminino, onde apenas cinco jovens entre 16 e 17 anos, eram empregados com carteira assinada.

Quando comparado aos dados do IBGE, os dados levantados pela equipe de Assistência Social do Município, se percebe uma diminuição de 158 casos de trabalho infantil e se deve, segundo a Secretária Sofia Ulisses, as políticas públicas direcionadas à criança e adolescente, desenvolvidas pela atual gestão.

A Secretária de Saúde do município, Taciana Lucena, frisou que somente com o diagnóstico é que se pode criar ações de erradicação do trabalho infantil.

Foi criada uma comissão formada por representantes das Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social e sociedade civil organizada, para criar estratégias de enfrentamento ao trabalho infantil no município.

Assessoria