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Insônia, cansaço extremo e inchaço podem indicar problemas na tireoide

TireoideApesar de ser pequena, a glândula da tireoide é um órgão essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. Nela são produzidos os hormônios T3 e T4, responsáveis por manter nossas células dentro dos eixos e acompanhar todas as funções do corpo. E é por isso que os problemas da tireoide – como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo – causam sintomas em diferentes órgãos. Segundo dados do Instituto da Tireoide, 15% da população acima de 45 anos sofre de problemas na tireoide. Mais comum no sexo feminino, os problemas da tireoide afetam cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm mais de 60 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Além disso, a sociedade estima que 60% da população brasileira terá nódulos na tireoide em algum momento da vida, sendo que apenas 5% deles são cancerosos. Por seus diferentes sintomas, é comum que pessoas com problemas na tireoide suspeitem de outras doenças, demorando a pesquisar o problema corretamente. Confira as explicações dos especialistas e entenda os sinais que o corpo manda, dizendo que sua tireoide não está bem:

Falta ou excesso de energia

Os hormônios da tireoide são responsáveis pelo nosso metabolismo basal – eles estimulam nossas células a trabalharem e garantem que tudo funcione corretamente em nosso corpo. Quando produzimos esses hormônios em excesso (hipertireoidismo), o metabolismo passará a funcionar de forma acelerada. É como se fossemos uma máquina a vapor que está recebendo mais carvão que o normal, passando a trabalhar rapidamente. “Isso deixará o paciente muito agitado e com episódios frequentes de insônia, já que seu metabolismo estará constantemente acelerado, causando essa disposição constante”, diz o endocrinologista Mauro Scharf, do Laboratório Exame, em Brasília. “Quando a tireoide não está produzindo quantidade suficiente de hormônios (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento, e como resultado temos o cansaço excessivo, com o paciente dormindo mais do que o normal.”

Percepção de calor e frio alterada

Quando sentimos frio, nosso cérebro estimula a liberação dos hormônios da tireoide, justamente para que o metabolismo se acelere e o corpo, por consequência, fique mais quente. E esse processo também pode acontecer no sentido inverso: “nohipotireoidismo é comum que a pessoa tenha mais frio que o normal e nohipertireoidismo sofra mais com o calor, justamente porque seus metabolismos estão lento ou acelerado demais, ficando constantemente com a temperatura corporal mais baixa ou alta”, afirma a endocrinologista Gisah Amaral de Carvalho, vice-presidente do departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia regional do Paraná.

Problemas intestinais

O funcionamento correto do metabolismo também interfere na eficiência de nosso trânsito intestinal – e os hormônios da tireoide não poderiam ficar de fora. “Uma pessoa com hipotireoidismo fica com o intestino mais lento, e portanto é comum a prisão de ventre”, afirma o endocrinologista Mauro. “No caso do hipertireoidismo, há um aumento do trânsito intestinal devido ao rápido funcionamento do metabolismo, levando a um maior número de evacuações e até mesmo diarreia”, completa Gisah Amaral de Carvalho.

Alterações no peso

O hipotireoidismo pode causar uma alteração nas concentrações de sódio e água do organismo – também chamado de desequilíbrio eletrolítico – levando à retenção de líquidos. “Isso acarreta no aumento de até 10% do peso corporal total”, afirma a endocrinologista Gisah. “Já no hipertireoidismo ocorre perda de peso, porque um metabolismo acelerado aumenta o gasto calórico”, completa. Segundo a especialista, as duas condições se normalizam quando é feito o tratamento adequado.

Inchaços pelo corpo

“Assim como a retenção de líquidos do hipotireoidismo causa aumento de peso, ela também pode dar sinais na forma de inchaço, principalmente nas áreas do rosto e nas extremidades do corpo, como mãos e pés”, explica Mauro Sharf.

Pele seca e sudorese excessiva

Com o aumento do metabolismo e da temperatura corporal causado pelohipertireoidismo, o organismo tende a suar mais que o normal, como se a pessoa estivesse sempre muito ativa, ainda que parada. “Enquanto no hipotireoidismo, as baixas taxas metabólicas interferem na boa lubrificação da pele, deixando-a com um aspecto mais seco”, diz o endocrinologista Mauro.

Taquicardia e tremores

Quando sofremos um susto ou estresse acentuado, nosso corpo entra em estado de alerta, aumentando os batimentos cardíacos e gerando uma descarga de adrenalina, que causa tremores em nosso corpo. E os hormônios da tireoide são os responsáveis por causar essas reações. “No hipertireoidismo ocorre um estímulo excessivo, que aumenta os batimentos cardíacos e a resposta à adrenalina constantemente, ocasionando os tremores e a retração palpebral (olhar assustado)”, afirma a endocrinologista Gisah.

Febre e dificuldade para engolir

Pode ser que você sofra uma inflamação no órgão (tireoidite), gerando sintomas como dificuldades para engolir (por conta do inchaço) e febre moderada. “É um quadro incômodo, porém sem gravidade na maioria dos casos”, diz a endocrinologista Roberta Frota, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. “No entanto, se a febre estiver acompanhada de outros sintomas comuns do hipertireoidismo, o paciente pode estar com uma manifestação mais severa da doença, devendo procurar ajuda de um especialista.”

Tumores na tireoide

O câncer de tireoide ou tumores benignos na tireoide no geral não apresentam sintomas, sendo identificados apenas com exame médico. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia recomenda que as pessoas tenham o hábito de realizar o autoexame em casa, principalmente quem tem casos de alterações ou problemas na tireoide na família. Vale lembrar que o procedimento é um método de alerta para levantar uma suspeita no paciente, mas de maneira alguma serve como diagnóstico ou substitui uma consulta médica. Confira o passo a passo do autoexame a seguir.

1. Segure o espelho e procure no seu pescoço a região logo abaixo do Pomo de Adão – é nesse local que se encontra a tireoide.
2. Estenda a cabeça para trás para que esta região fique mais exposta, mantendo-a no foco do espelho.
3. Beba um gole de água e engula. Nesse ato, a tireoide sobe e desce.
4. Observe se há algum nódulo ou protuberância na sua tireoide, lembrando sempre de não confundi-la com seu Pomo de Adão. Repita este teste várias vezes até ter certeza.
5. Caso encontre alguma alteração, procure seu endocrinologista.

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Como amenizar o inchaço durante a gravidez?

gravidezAs impressões das grávidas sobre o inchaço durante a gestação variam: parecia um balão, fiquei igual a um planeta, meu pé era de um elefante, estava como um pão saindo do forno. Segundo o ginecologista Gustavo Ventura Oliveira, a retenção de líquido, esse mal que acomete muitas grávidas, ocorre porque os hormônios da gestação promovem uma grande modificação no organismo materno, como uma maior quantidade de sangue circulando, o ganho de peso e a alteração na filtração dos rins.

“O inchaço – ou edema – é comum na gestação, mas é preciso que o médico, durante as consultas de pré-natal, afaste outras doenças, como anemia, diabetes gestacional, alteração cardíaca, renal, no fígado e hipertensão na gestação, que é a pré-eclâmpsia, doença que pode provocar o parto prematuro trazendo riscos para a gestante e o bebê”, diz o especialista.

Esse foi o caso de Maria Beatriz Luminati, que, com 33 semanas, descobriu que estava com pressão alta. “Cortei o sal, fiquei de repouso e fiz sessões de drenagem linfática. No meu caso, o remédio para controle da pressão também ajudou”, diz.

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Segundo o médico Gustavo Ventura, o ganho de peso excessivo é o principal fator de risco para o inchaço. “Portanto uma dieta equilibrada, com restrição de sódio e com boa oferta hídrica, além de atividade física regular, pode auxiliar a prevenir essa queixa”.

O quadro de inchaço de Laís Caldeira começou a partir das 28 semanas e foi se agravando até o final de gestação – e ainda persistiu por quase um mês após o parto. Ela optou por cortar o sal, o açúcar e passou a tomar quase cinco litros de água por dia. “Voltei para a ioga e fazia alongamento todo dia de manhã. Colocava os pés para cima à noite, deitada no chão com as nádegas na parede”, conta.

De olho no prato

O nutrólogo Fernando Bacalhau explica que as gestantes precisam redobrar a atenção com a alimentação e controlar a ingestão de sal, que leva à retenção de líquido. “Seu consumo deve ser moderado durante os noves meses.”

Segundo o especialista, o recomendado é apostar nos alimentos diuréticos e evitar embutidos e processados, em conserva – como azeitona, pepino, alcaparra –, queijos amarelos, carnes defumadas, temperos industrializados e refrigerantes.

Obrigatório no cardápio

– Vegetais verde-escuro: ricos em magnésio, clorofila e antioxidantes que ajudam na circulação sanguínea. Inclua de quatro a cinco porções por dia.
– Alface, tomate, pepino, cenoura, aipo, chuchu e espinafre: diuréticos e ajudam o organismo a eliminar os líquidos. Consuma diariamente.
– Frutas: uva, maçã, maracujá, limão, pêssego e abacaxi também não podem faltar na alimentação da gestante. Além de ajudarem na manutenção do peso, as frutas são diuréticas.
– Chás: capim-limão, dente-de-leão: são diuréticos, colaboram para o bom funcionamento dos rins e ainda estimulam a eliminação dos líquidos acumulados no corpo.
– Banana, granola, damasco, ameixa: carboidratos complexos que ajudam a regular o organismo e mantêm o açúcar mais tempo no sangue, promovendo energia.

Dicas

“Eu passava cremes com cânfora e mentol e ficava com as pernas em descanso para cima por uns 20 minutinhos todos os dias”, diz Caroline Munhoz.
“Eu não inchei, porque fazia hidroginástica para gestante de segunda a sexta. E usei meia de compressão média 3/4 todos os dias”, diz Cristina Yassuda.

Vital

Conheça as causas do inchaço nas pernas

inchaçoQuando as pernas incham é sinal de que algo não está bem. A causa pode ser simples e inofensiva – como o verão, que faz com que o rim não dê conta de eliminar o líquido que consumimos em excesso – mas também pode sinalizar algo muito grava, como a trombose, doença que pode causar danos irreparáveis e exige que a pessoa vá ao pronto-socorro imediatamente.

Segundo Paulo Camiz, clínico geral e geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, o inchaço acontece por conta de um desequilíbrio da quantidade de sangue que desce para a perna com aquele sangue que volta. “Se a pessoa toma algum remédio que abre muito a circulação, como os vasodilatadores, por exemplo, desce mais sangue para a perna do que sobe, então a tendência é inchar”, explica.

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“O plasma do sangue acaba extravasando os vasos sanguíneos e causa o inchaço”. Segundo ele, exercícios físicos e movimentação das pernas são ótimas táticas para evitar o inchaço e também ajudar a desinchar.

Conheça algumas causas do inchaço nas pernas:

Varizes –  Elas são uma das causas do inchaço nos membros inferiores. “São veias que estão incompetentes, que não permitem que o sangue retorne da perna. A pessoa vai acumular líquidos, porque o sangue não está voltando adequadamente”, explica Camiz, que também é geriatra.

Viagens longas –  Sejam elas feitas de ônibus ou avião: ficar com as pernas paradas durante muito tempo faz com que elas inchem. “Para o sangue descer até o pé, todo santo ajuda, mas para que ele volte é preciso movimentar as pernas. É a musculatura da panturrilha que vai massagear as veias para fazer o sangue circular, é como se fosse a panturrilha fosse o ‘coração’ da perna”, explica Camiz.

Segundo ele, nada no corpo foi feito para ficar parado. “Quando fica parado, coagula. Se a pessoa fica com a perna parada, o sangue fica parado e coagulado lá. Quando se solta, faz o caminho por dentro dos vasos até o pulmão, e se esse coágulo for muito grande, pode causar um problema respiratório grave e levar até à morte. Esse é o principal medo de quem viaja de avião”, explica.

Trombose –  Inchaço nas pernas também pode ser indicativo de trombose. “A queixa é de uma hora para outra, que houve um inchaço e dor na perna que apareceu rápido. O ideal é ir para o pronto-socorro fazer um exame, pois pode ser que seja um coágulo”, explica o especialista do Hospital das Clínicas.

Doenças cardíacas, como a insuficiência –  Camiz explica que, se o coração não bombeia o sangue de forma adequada, ele vai acumular. “É como se o sangue ficasse represado, então incha o corpo de uma forma geral. Aparece mais nas pernas apenas por uma questão gravitacional”.

Mau funcionamento da tireoide –  O hipotireoidismo, quando a tireoide não funciona bem, causa inchaço no corpo todo, mais visivelmente nas pernas. “Mas esse inchaço não é exatamente por extravazamento de líquido, mas por depósito de uma proteína na região do subcutâneo. É um inchaço duro, diferente daquele que fica com a marca da meia no final do dia”, explica o clínico geral.

Anticoncepcionais –  Segundo Camiz, anticoncepcionais a base de estrógeno costumam causar um pouco de inchaço, mas ele não é grande e é generalizado, sendo visualizado mais nas pernas por conta do efeito da gravidade.

Verão –  Segundo o clínico geral, o tempo quente propicia o inchaço das pernas por dois motivos. “Normalmente as pessoas tomam muita água, até mais do que o necessário, então acumula-se líquido no corpo. Em segundo lugar, o calor faz com que as artérias que levam o sangue para a periferia fiquem mais cheias de sangue”, diz ele, acrescentando que movimentar as pernas ajuda a desinchar. “As pessoas ficam mais indispostas por conta do calor, então mexem menos a perna também”, explica.

 

 

iG

Enjoo e inchaço: evite desconfortos da gravidez no calor

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

Mudanças físicas somadas ao calor forte tornam-se um tormento para as grávidas, que costumam sofrer com queda de pressão, manchas na pele e inchaço das pernas durante o verão. Para reduzir esses terríveis sintomas, medidas simples devem ser incorporadas no dia a dia da mulher.

 

Na estação mais quente do ano, a temperatura corporal das gestantes aumenta, por causa da alteração de metabolismo e do crescimento da quantidade de progesterona. Com isso, há um impacto direto não só na sensação térmica, mas também no nível de hidratação do organismo.

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“A desidratação é um fator importante para os enjoos, por isso é preciso se hidratar bem e comer alimentos leves em pequenas porções, várias vezes ao dia. Ficar de estômago vazio não vai diminuir a ânsia”, explica Érica Mantelli, ginecologista e obstetra, de São Paulo.

 

Campeão de reclamações entre as futuras mamães, o aumento do volume das pernas ocorre devido à dilatação dos vasos sanguíneos, provocada pelo calor, que dificulta o retorno do sangue que desce para os membros inferiores. Porém, o problema pode ser evitado com soluções simples como deitar e deixar as pernas num ângulo de 45º, manter uma dieta balanceada e reduzir o consumo de sal.

 

Exercitar-se com frequência, fazendo leves caminhadas, também ajuda o sangue a circular mais rápido, diminuindo o sintoma. “Ainda assim, se a perna estiver muito inchada, é aconselhável o uso de meias de compressão para amenizar o efeito”, afirma Érica.

 

Manchas na pele
Com textura marrom ou esbranquiçada, as manchinhas de gravidez na pele são causadas pela reação do sol com os hormônios em excesso produzidos no período. Para evitá-las, as mulheres devem tomar sol antes das 10h e depois das 16h, sempre com a proteção de um potente filtro solar (no mínimo, 40 FPS) e de um chapéu.

 

Agência Hélice
Terra