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Polícia Federal e Ministério Público investigam fundações e obras inacabadas da UFPB

A reitora Margareth Formiga, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), afirmou nesta segunda-feira (6), durante entrevista a rádio Arapuã, que os problemas das obras inacabadas da instituição estão longe de acabar. Ela lembrou das irregularidades encontradas pelos órgãos de fiscalização e controle, e também criticou a forma como os projetos das obras eram elaborados: ‘Obras casca de ovo. Sem nada, só a casca’.

“Todas as obras deveriam estar concluídas até o final de 2012, no projeto Reuni, na gestão passada. E nós recebemos um quantitativo de obras inacabadas em mais de 40. O que eu chamei de ‘obra casca de ovo’. Só tinha a casca, mas faltava a clara e a gema.  Não tinha projeto elétrico, hidro sanitário, não tinha projeto de logística, nem sequer bombeiros, nem acessibilidade. Nunca se tirou um alvará de construção dentro da instituição. Para além desses problemas técnicos, tem os problemas jurídicos”, destacou.

A reitora também explicou que a Polícia Federal e o Ministério Público investigam fundações e obras inacabadas dentro da instituição. “É tanto que estão envolvidos nesse processo das investigações diversas entidades como: PMJP com a questão dos alvarás, o MPPB, TCU, CGU, AGU. O que demonstra a complexidade das irregularidades encontradas. São com essas investigações que poderemos fazer um PAC para responsabilizar quem deu prejuízo ao erário, mas que libere as obras para que possamos concluí-las”, explicou.

Ainda segundo ela, em alguns desvios eram retirados mais de R$ 3 milhões das obras. “Uma das primeiras investigações descobriu que se abriu no início de 2013 um desvio de recurso como se tivessem comprando alimentos para o restaurante universitário e nunca chegou nem um pacote de café. Isso é mais de R$ 3 milhões de reais e todas as notas são falsas. Isso é só um pequeno exemplo. A PF, o MP e os órgãos de controle estão investigando as fundações e as obras inacabadas da UFPB”, disse.

Em 2013 uma operação da Polícia Federal (PF) na Paraíba foi iniciada para combater desvios de verbas públicas federais destinadas à Fundação José Américo, que prestava apoio à UFPB.

 

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Fifa e governo admitem possibilidade de obras inacabadas em 2014

O terceiro balanço da preparação da Copa do Mundo, apresentado pelo Governo Federal na semana passada, foi assunto no evento em que a Fifa anunciou a tabela da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. O relatório apontou que apenas 5% das obras para 2014 estão concluídas, enquanto 40% ainda não saíram do papel. Nesta quarta-feira, pela primeira vez Fifa e governo admitiram a possibilidade de algumas obras não ficarem prontas a tempo para o Mundial.

Tanto o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, quanto o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adotaram um discurso semelhante e inédito quando questionados sobre o balanço apresentado na última semana.

Aldo Rebelo e Jerome Valcke em evento da Copa 2014 Confederações (Foto: Fabrício Marques / Globoesporte.com)Aldo Rebelo e Valcke, em evento da Fifa, nesta quarta, no Rio (Foto: Fabrício Marques / Globoesporte.com)

– Talvez alguns projetos não sejam tão importantes para a Copa do Mundo. Alguns podem ser entregues após a Copa. Na África do Sul foi assim. Alguns projetos podem esperar. Essa não é a preocupação da Fifa. O que precisamos, com certeza, são dos estádios. Precisamos também que os aeroportos funcionem, que as pessoas possam se locomover de uma cidade para outra. Mas não podemos pensar que um país mudará completamente em cinco, seis anos – disse Jérôme Valcke.

Talvez esses projetos não sejam tão importantes para a Copa do Mundo. Alguns podem ser entregues após a Copa. Na África do Sul foi assim.”
Jérome Valcke

Apesar de demonstrar mais confiança na conclusão das obras, Aldo Rebelo também falou que algumas obras do pacote não são determinantes para 2014. O ministro também disse que governo e Fifa devem dividir responsabilidades.

– Não são apenas obras para a Copa, são para o Brasil. Muitas delas já estavam planejadas muito antes de sabermos que o Brasil iria receber a Copa. Elas foram incluídas no pacote da Copa pelo fato de facilitarem para população local e para os turistas durante a competição. Nós já estamos trabalhando juntos com a presença de Luis Fernandes no COL. Temos absoluta confiança. Os propósitos são os mesmo. Temos de partilhar responsabilidades e desafios. Reunidos anteciparemos problemas, mas também anteciparemos soluções – disse o ministro.

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