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Dados do consórcio de imprensa mostram que Paraíba está entre os 11 Estados que estabilizaram mortes por Covid-19

Os dados sobre a evolução no novo coronavírus no Brasil, divulgados ontem à noite no Jornal Nacional pelo consórcio de veículos de imprensa, mostram que a Paraíba está entre os 11 estados brasileiros que apresentam estabilidade no número de mortes causados pelo vírus.

Segundo afirmou ao JN, Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da SBI., os especialistas descobrem quando os números da doença estão aumentando, diminuindo ou em estabilidade a partir do tempo de incubação do novo coronavírus.

,Os especialistas recomendam comparar a média móvel de hoje com a de 14 dias atrás. Esse é o modelo adotado, por exemplo, pelo jornal americano “The New York Times”.

Segundo os infectologistas, a dinâmica da infecção é 5 dias de período de incubação, 7 dias para a pessoa procurar assistência médica. Então em média de 12 a 14 dias, você pode ter variações importantes desde o primeiro contato.

“Quando a gente faz essa curva, a gente entende se essa curva está aumentando muito ou pouco. Se ela estiver num aumento muito importante, significa que a gente não tem nenhum controle da doença. Se a gente tem uma transmissão mais baixa, significa que a gente consegue ou está conseguindo controlar a doença”, diz Otsuka.

Assim, vai ser possível identificar mais claramente os estados que estão conseguindo combater a doença e também onde a pandemia está fora de controle.

Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS), decretou o novo coronavírus como pandemia, a Paraíba já confirmou 57.614 ,contaminação pelo vírus segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta quinta-feira (9). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 1.196 no estado desde o início da pandemia. Já são 218 cidades da Paraíba com casos registrados da doença.

Foram registradas mais 25 mortes em decorrência do coronavírus desde o último boletim. A cidade de João Pessoa é o epicentro da doença no Estado e passou das 400 mortes por Covid-19 na quinta-feira (9), conforme os dados divulgados pela SES. Quase 90% dos bairros de João Pessoa já registraram mortes causadas pelo novo coronavírus.

Severino Lopes
PB Agora

 

 

Fenaj repudia declarações caluniosas de Wallber Virgolino contra imprensa

Em nota emitida nesta terça-feira (19), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba e a Federação Nacional dos Jornalistas declararam repudiar declarações feitas pelo deputado estadual Wallber Virgolino contra a imprensa.

No texto, as entidades classificaram como “caluniosa e agressiva” as falas do parlamentar. De acordo com a nota, Wallber teria afirmado que “na imprensa paraibana profissionais que desrespeitam a classe por práticas abomináveis, denominando-os, pejorativamente, de ‘banda podre’.”

Na nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas dizem não aceitar “que a categoria seja aviltada e humilhada por quem quer que seja.

Confira nota na íntegra:

NOTA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam a forma caluniosa e agressiva que o deputado estadual Wallber Virgolino vem dispensando à imprensa da Paraíba, particularmente, aos jornalistas, inclusive em tom de ameaça àqueles que façam críticas ao seu mandato, o que já caracteriza censura e afronta à liberdade de expressão.

Na última declaração que fez, na segunda-feira última (19), o parlamentar acusa que existem na imprensa paraibana profissionais que desrespeitam a classe por práticas abomináveis, denominando-os, pejorativamente, de ‘banda podre’. Em abril de 2019, o parlamentar ameaçou instalar uma CPI contra jornalistas.

Sobre essas graves acusações, as entidades representativas dos jornalistas reiteram a importante função social do jornalismo e a integridade da categoria para desempenhar as suas atividades e colocam à disposição do deputado as Comissões Estadual e Nacional de Ética das duas entidades, a fim de acolher as denúncias, acompanhadas pelos nomes desses jornalistas para as apurações devidas. Caso comprovadas as irregularidades, os responsáveis receberão as penalidades previstas no Código de Ética da nossa profissão.

Porém, enquanto não forem comprovadas as denúncias contra esses profissionais, o Sindicato dos Jornalistas e a Fenaj não poderão aceitar que a categoria seja aviltada e humilhada por quem quer que seja.

O Jornalismo da Paraíba é composto por dignos e valorosos profissionais, seja nas redações dos órgãos de Comunicação privada, seja nas Assessorias de Imprensa dos órgãos públicos, que orgulham nossa categoria, que não merece se ver constantemente maculada.

Portanto, caso V.Ex.ª permaneça só com as acusações vagas e genéricas, sem comprovações, o Sindicato dos Jornalistas poderá entrar com uma representação junto ao Ministério Público.

A DIREÇÃO

 

PB Agora

 

 

Sindicato dos Jornalistas lamenta decisão do deputado Wallber Virgolino de buscar assinaturas para CPI contra a imprensa

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba distribuiu nota pública em que “lamenta profundamente” a iniciativa do deputado estadual Wallber Virgulino (Patriotas), que anunciou a coleta de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a imprensa estadual, na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

“A entidade entende que se o parlamentar tem queixas em relação à atuação de algum profissional ou veículo de comunicação deve citar os nomes e os fatos desabonadores cometidos por um ou outro para que sejam apurados no Conselho de Ética do Sindicato ou mesmo pela FENAJ [Federação Nacional de Jornalismo]”, pontua trecho da nota.

ENTENDA

Neste domingo (17), o deputado estadual se manifestou pelas redes sociais demonstrando descontentamento com alguns veículos de comunicação da Paraíba, que cometeram a chamada “barrigada” – jargão usado no meio jornalístico para configurar uma informação veiculada com erros graves – ao noticiar o seu envolvimento em confusão registrada em desfile de um bloco de Carnaval, na última sexta-feira (14), no Folia de Rua, em João Pessoa. O que, de fato, não aconteceu.

O parlamentar garantiu que buscará assinaturas entre os demais deputados para instalar a Comissão, denominada por ele como “CPI do Toco/Imprensa”. “Não é de hoje que os maus profissionais dessa área precisam de enquadramento”, escreveu.

Nesse item, o Sindicato dos Jornalistas endossa a fala do deputado e “repudia totalmente as práticas não condizentes com o Código de Ética e a responsabilidade social dos jornalistas e defende que estas sejam apuradas com amplo direito à defesa e, caso procedentes, punidas exemplarmente”.

Veja na íntegra a nota do deputado

 

Infelizmente, alguns sistemas de comunicação da Paraíba que se acostumaram com o dinheiro farto e fácil da CALVÁRIO, se transformaram num valhacouto de vagabundos inclinados a marginalizar quem não é marginal e a transformar corruptos em inocentes mediante paga.

Não sou de briga e se me virem agarrado com homem: são meus filhos. Sou adepto da teoria de que homem não se desmoraliza, não troco tapas, troco tiro!!!

Terça-feira irei começar a colheita das assinaturas para instaurar a CPI DO TOCO/IMPRENSA, não é de hoje que os maus profissionais dessa área precisam de enquadramento.

Terão que justificar contratos de pessoas jurídicas e físicas com entes públicos e o patrimônio incompatível com o que recebem.

Confira a nota do Sindicato dos Jornalistas:

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DA PARAÍBA

NOTA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba lamenta profundamente a iniciativa do deputado estadual Wallber Virgulino que anunciou a coleta de assinaturas para uma CPI da Imprensa da Paraíba. A entidade entende que se o parlamentar tem queixas em relação à atuação de algum profissional ou veículo de comunicação deve citar os nomes e os fatos desabonadores cometidos por um ou outro para que sejam apurados no Conselho de Ética do Sindicato ou mesmo pela FENAJ.

Por outro lado, o Sindicato repudia totalmente as práticas não condizentes com o Código de Ética e a responsabilidade social dos jornalistas e defende que estas sejam apuradas com amplo direito à defesa e, caso procedentes, punidas exemplarmente.

A DIRETORIA

 

Portal WSCOM

 

 

Bolsonaro se queixa da imprensa e faz gesto de banana para jornalistas

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa, incluindo a Folha de S.Paulo, neste sábado (8) e, na porta do Palácio da Alvorada, cruzou os braços com as mãos fechadas, dando uma banana para os jornalistas.

Bolsonaro deixou a residência oficial no fim da tarde com destino a um evento evangélico no estádio Mané Garrincha, área central de Brasília. Na saída de casa, parou para falar com apoiadores que enfrentaram a chuva para esperá-lo. Ao se aproximar dos jornalistas, afirmou que não responderia a perguntas e começou a criticar a imprensa.

O presidente reclamou das reportagens publicadas na quarta-feira (5), quando ele, ao defender o programa de prevenção à gravidez na adolescência da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), afirmou que uma pessoa com HIV –vírus da Aids– representa “uma despesa para todos no Brasil”.

Ele se referiu às pessoas com o vírus como aidéticas e disse ter pena delas. “Eu falei: o que que faltou? Faltou uma mãe, uma avó que pudesse dar orientação para não começar a fazer sexo tão cedo. Qualquer pessoa com HIV é uma pessoa que, além do problema de saúde gravíssimo, que temos pena, é custoso para todo mundo. Vocês focaram que o aidético é oneroso no Brasil. Estou levando porrada de tudo quanto é grupo de pessoas que têm este problema lamentavelmente”, disse.

Segundo Bolsonaro, “este não é o papel da imprensa”. “Vocês não podem continuar agindo assim, destruindo reputações. Vê se vai ter alguma retificação de vocês no jornal amanhã? Não vai deixar porque o editor não vai deixar ir para frente. Eu quero conversar, quero ser amigo de vocês, mas não dá”, protestou.

O presidente da República perguntou se a imprensa queria a volta “daqueles que nos governavam no passado que faziam aquela governabilidade que vocês sabem como, mergulhando o país em corrupção, em desesperança para o povo”.

Depois de desafiar governadores a reduzir o ICMS (imposto estadual) para baixar os valores dos combustíveis, Bolsonaro também reclamou desta cobertura, dizendo que não ouviu “uma matéria legal, decente”.

“É só fofoca, é só intriga. Fica ruim conversar com vocês. Sei que muitos de vocês não têm culpa porque passa pela mão do editor, que está rindo”, afirmou.

Na parte final de seu pronunciamento, direcionou suas reclamações à Folha. Ele criticou a publicação, no sábado (8), do artigo “Fábio Lula da Silva e o peso de um sobrenome”, de Marco Aurélio de Carvalho, advogado que atua na defesa do filho do ex-presidente Lula.

“Para encerrar, Folha de S.Paulo de hoje. Inacreditável. Defendendo o filho do Lula. Está sendo perseguido porque é filho do Lula. Agora, esculhambaram com a avó da minha esposa, com a mãe da minha esposa, esculhambam meus filhos”, afirmou.

Nos últimos dias, uma série de reportagens da Folha revelou detalhes do material apreendido pela Polícia Federal durante a fase Mapa da Mina da Lava Jato, deflagrada em dezembro e que apura se dinheiro repassado pela Oi a sócios do filho de Lula foi usado para a compra do sítio de Atibaia (SP).

Antes de entrar no carro, Bolsonaro fez o gesto de banana para os jornalistas. “Vou dar uma banana para vocês, tá ok?”, disse Bolsonaro, seguindo para o estádio sob a escolta de batedores.

No evento evangélico no estádio Mané Garrincha, o presidente subiu ao palco sob o Hino Nacional cantado pelo público, que o aplaudiu. Aos fiéis, Bolsonaro disse estar entre amigos e que, sob seu governo, o Brasil havia mudado.

“Palavras antes proibidas começaram a se tornar comuns: Deus, família, pátria”, afirmou, acrescentando à plateia que ela havia sido o “ponto de inflexão” nas eleições.

O presidente disse ainda que “o Estado pode ser laico, mas Jair Bolsonaro é cristão”.

“Ninguém esperava uma pessoa da minha origem, da minha atividade política conseguir vencer o verdadeiro mecanismo, mais conhecido como establishment. Chegamos lá, mas não basta. Peço mais que sabedoria a Deus todos os dias. Peço coragem para bem decidir o futuro do nosso Brasil”, afirmou no discurso.

 

FOLHAPRESS

 

 

Ataques à liberdade de imprensa explodem com Bolsonaro, diz Fenaj

ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República afetou significativamente a liberdade de imprensa no Brasil. Em 2019, o número de casos de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas chegou a 208, um aumento de 54,07% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 135 ocorrências.  

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulga, no próximo dia 16, seu Relatório da Violência contra Jornalistas e liberdade de imprensa – 2019.  A apresentação do relatório será às 14 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas no Município do Rio de Janeiro.

A presidenta da FENAJ, Maria José Braga, alerta para a gravidade da situação. “Há, de fato, uma permanente ameaça à liberdade de imprensa no Brasil e à integridade física e moral dos jornalistas. É preciso urgentemente frear o arbítrio instalado no país”, diz.  

Em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro, sozinho, foi o responsável por 121 casos (58,17% do total) de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas. Foram 114 ofensivas genéricas e generalizadas, além de sete casos de agressões diretas a jornalistas, totalizando 121 ocorrências.  

A maioria dos ataques de Bolsonaro foi feita em divulgações oficiais da Presidência da República (discursos e entrevistas do presidente, transcritos no site do Palácio do Planalto) ou no Twitter oficial de Bolsonaro. Foram 116 casos, já denunciados pela FENAJ em divulgação específica. A esses, somaram-se outros cinco casos de agressões feitas em entrevistas/conversas com jornalistas que não foram reproduzidas no site do Palácio do Planalto.      

Além do número geral de casos de violência contra jornalistas e ataques à liberdade de imprensa ter crescido em 2019, também cresceu o número de assassinatos, a violência extrema contra a categoria. Os jornalistas Robson Giorno e Romário da Silva Barros, ambos com atuação em Maricá (RJ), foram assassinados. Em 2018, havia ocorrido um assassinato e, em 2017, nenhuma morte em razão do exercício profissional fora registrada. 

Das categorias de agressões diretas a jornalistas, além dos assassinatos, registrou crescimento em 2019, em comparação com o ano anterior, a categoria das injúrias raciais. Em 2019, houve dois casos de racismo e, em 2018, nenhum.  

Foi registrado o mesmo número de ocorrências que no ano passado nas categorias das ameaças/intimidações e das censuras, respectivamente, 28 e dez casos. Houve diminuição numérica nas demais categorias de violência direta contra jornalistas. 

As agressões físicas – tipo de violência mais comum até 2018 – , foi uma das categorias em que houve diminuição no número de ocorrências. Foram 15 casos, que vitimaram 20 profissionais, contra 33 ocorrências no ano anterior 

Em 2019, foram registradas também 20 agressões verbais, dez casos de impedimentos ao exercício profissional, cinco ocorrências de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais e dois casos de violência contra a organização sindical dos jornalistas. Em 2018, foram, respectivamente, 27, 19, dez e três casos.

 

Fenaj

 

 

Advogado de casal acusado de atropelar e matar um pedreiro bate-boca com jornalista e diz que imprensa cria factoide

A polêmica em torno do acidente que resultou na morte do pedreiro Walmir Pedro de Brito, de 43 anos, continua, pois a defesa do casal acusado de causar o atropelamento, feita pelo advogado Genival Veloso, bateu-boca, com o radialista Emerson ‘Môfi’ durante seu programa radiofônico.

Segundo o advogado ele ainda está tomando conhecimento do caso.

“O que eu posso adiantar é que era ela, mesmo que vinha dirigindo e isso não há mais nenhuma dúvida e não adianta ficar especulando isso Mofi, por que isso é maldade”, disse Genival Veloso.

Em rebate o jornalista indaga de quem seria a maldade alegada. Para Genival Veloso, a maldade viria da imprensa. “O seu trabalho é nessa condição de fazer essa pressão toda”.

O repórter destacou, porém, que só estaria noticiando o fato, pois houve a morte de um pai de família. Veja o desenrolar da discussão no link:

pbagora

 

 

Federação de jornalistas aponta 111 ataques de Bolsonaro à imprensa

O presidente da República Jair Bolsonaro, próximo de completar o primeiro ano de mandato Jair Bolsonaro soma 111 ataques à imprensa em 2019, o levantamento foi realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que analisou o discurso do gestor entre 1º de janeiro e 30 de novembro.

No último mês, por exemplo, foram registradas 12 ocorrências, classificadas como “descredibilização da imprensa”. O presidente realizou um ataque à imprensa a cada três dias no governo, conforme média do levantamento.

A pesquisa leva em consideração discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Planalto, além de publicações postadas no Twitter de Bolsonaro.

A Fenaj classificou 100 que ataque foram feitos com o intuito de tirar a credibilidade da imprensa e os outros 11 dirigidos diretamente a profissionais de imprensa. Uma publicação realizada no mês de novembro pelo Twitter, o presidente disse que “um veículo de imprensa qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras”.

MaisPB

 

 

Imprensa nacional aponta deputado Chió como defensor da Amazônia

O deputado estadual Chió (REDE-PB) foi listado pela imprensa nacional como defensor da Amazônia, ao cobrar ações pró-floresta “acima de discussões partidárias e ideológicas”.

Ao lado de deputados, senadores, prefeitos e vereadores de 14 legendas de todo o Brasil que fazem parte da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade – RAPS, o parlamentar assinou o manifesto divulgado pela imprensa nacional, a exemplo da Folha de São Paulo, Diário de Pernambuco, entre outros jornais.

O manifesto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) no dia 28 de Agosto, chamando atenção do Brasil para “desatenção do governo federal” com a questão climática e pedindo prioridade para a discussão da Amazônia, acima de qualquer debate partidário e ideológico.

 “O mundo celebra neste 05 de Setembro, o dia da Amazônia. Precisamos unir o Brasil em torno de um debate de proteção da nossa floresta, que supere divergências políticas. Estamos falando da sobrevivência da planeta. Nada é mais importante que garantir a proteção de um bioma responsável direto pelo equilíbrio climático e ambiental em todo o mundo. Estamos pautando essa discussão na Paraíba, através da Assembleia Legislativa”, destacou Chió.

Confira, na íntegra, o manifesto:

“Os acontecimentos recentes em relação à Amazônia colocaram no centro do debate nacional e internacional a política ambiental brasileira e sua importância para o desenvolvimento do país e para a estabilização do clima global.

Nós, líderes políticos eleitos, membros da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), nos manifestamos em defesa da agenda climática, de sua emergência e da necessidade de que o tema, assim como a Amazônia, de interesse de toda a sociedade brasileira, ultrapasse discussões partidárias e ideológicas e seja tratado como prioridade por agentes políticos em distintas posições e esferas.

Ressaltamos, em especial, nossa preocupação com a desatenção do Governo Federal com a questão climática, expressa na diminuição de recursos para o combate efetivo às mudanças do clima, em alterações nas regras para licenciamento ambiental que o tornem mais brando, no crescimento do desmatamento e na desqualificação dos dados científicos sobre o assunto, no avanço de atividades econômicas em áreas de proteção e terras indígenas, nos embates diplomáticos que podem resultar, entre outros, em alterações no Fundo Amazônia e na redução dos espaços de diálogo sobre o tema envolvendo a sociedade civil e outros níveis de governo.

Reiteramos, ainda, nosso compromisso com essas ações, em defesa de um país mais justo, com mais oportunidade e qualidade de vida para todos, capaz de respeitar seus recursos naturais disponíveis e seus compromissos internacionais.”

 

Fonte: Ascom Deputado Estadual Chió (REDE/PB) com Ascom RAPS e Folha de São Paulo.

 

 

“Rota suicida”: imprensa mundial detona Brasil por queimadas

A imprensa internacional repercutiu nesta sexta-feira, 23, o agravamento da crise provocada pelos incêndios na Amazônia. Grandes jornais europeus, como o Guardian, o El País e o Le Monde ressaltaram a pressão da comunidade internacional sobre o presidente Jair Bolsonaro e os riscos que os incêndios na floresta representam para a estabilidade climática do planeta.

“Líderes mundiais pressionam o Brasil para desviar de rota suicida em incêndios na Amazônia”, escreveu o Guardian em sua manchete principal.

O premiê britânico, Boris Johnson, divulgou nota na qual disse estar profundamente preocupado com os incêndios e o impacto das chamas na natureza. O primeiro-ministro usará o encontro do G-7 no sábado na França para pedir um foco renovado na proteção da natureza.

O francês Le Monde destacou: “A Amazônia paga pela política do presidente brasileiro”. A reação da França foi a mais dura contra o aumento na destruição na floresta equatorial.

O presidente Emmanuel Macron acusou Bolsonaro de mentir sobre sua política climática durante a reunião do G-20 em Osaka em julho e disse que estuda desistir do acordo entre UE e Mercosul.

BBC britânica destacou em seu site as ameaças de Macron e questionou: ‘Incêndios na amazônia: como a situação ficou tão ruim?’

Na Itália, o La Repubblica lembrou que Bolsonaro encoraja o desmatamento da Amazônia.

A nível diplomático, representantes do G7 já trabalham em Biarritz para coordenar uma resposta ao desmatamento em larga escala da floresta.

 

Foto: Bruno Kelly / Reuters

Estadão

 

 

Bolsonaro ataca a imprensa e diz que jornal “vai fechar”

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa nesta quinta-feira, 22, e afirmou que o jornal Valor Econômico “vai fechar”. O motivo, segundo o presidente, é o fim da obrigatoriedade de empresas de capital aberto publicarem seus balanços em jornais, previsto em medida provisória editada pelo seu governo no início do mês.

O comentário do presidente foi feito durante café da manhã com representantes da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), no Palácio do Planalto. “Sabe o que eu posso fazer? Chamo o presidente da Petrobrás aqui e digo: ‘Vem cá, (Roberto) Castello Branco. Você vai mostrar seu balancete este ano no jornal O Globo’”, disse o presidente, acrescentando que, mesmo que custasse R$ 10 milhões, poderia determinar.

“Posso fazer ou não? Vinte páginas de jornais para isso (publicação de balanços).E o jornal Valor Econômico, que é da Globo, vai fechar. Não devia falar? Não devia falar, mas qual é o problema? Será que eu vou ser um presidente politicamente correto? Uai. É isso daí aqui no Brasil”, afirmou Bolsonaro durante o encontro.

A MP permite a empresas com ações em bolsa a publicação de seus balanços no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou no Diário Oficial gratuitamente. Ao anunciar a medida, no dia 6 de agosto, Bolsonaro afirmou que era uma “retribuição” ao tratamento que recebeu da imprensa. Uma lei sancionada pelo próprio presidente em abril previa que os balanços fossem publicados de forma resumida nos jornais a partir de 2022.

“Há uma briga com a mídia tradicional, com a grande mídia, na questão de deturpar (informações)“, disse o presidente no encontro.

Mais cedo, Bolsonaro falou sobra a MP durante conversa com jornalistas. “Tirei de vocês (jornalistas) R$ 1,2 bilhão com publicação de balancetes. Não é maldade. É bondade e Justiça com os empresários, que não aguentam pagar isso para publicar páginas e páginas que ninguém lê. Então, publica no site oficial, CVM, a custo zero”, disse.

O presidente afirmou ainda que “a imprensa” está acabando como acabou a profissão de datilógrafo. “Já estamos ajudando assim a não ter desmatamento, porque papel vem de árvore. Estamos em uma nova era. Assim como acabou no passado o datilógrafo, a imprensa está acabando também. Não é só por questão de poder aquisitivo do povo que não está bom. É porque não se acha a verdade ali.”

TERRA