Arquivo da tag: impeachment

Maioria dos deputados democratas apoia impeachment de Trump

A maioria dos democratas na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos é a favor de se iniciar um processo de impeachment contra o presidente republicano Donald Trump, agora que um parlamentar do Estado da Califórnia se tornou o 118º democrata a pedir isso, nesta sexta-feira.

“Nos últimos anos, nossa nação viu e ouviu coisas deste presidente que não têm cabimento em nossa democracia”, disse o deputado Salud Carbajal em um comunicado, no qual acusou Trump de comportamento “criminoso”.

“Acredito que está na hora de iniciar um inquérito de impeachment sobre o presidente”, disse Carbajal.

Os democratas têm uma maioria de 235 deputados na Câmara. O apoio a um inquérito de impeachment ultrapassou duas dúzias de democratas desde que o ex-procurador especial Robert Mueller depôs, no dia 24 de julho, a respeito de sua investigação sobre Trump e a interferência da Rússia na eleição norte-americana de 2016.

Mas o total de 118 ainda está longe dos 218 votos que são necessários na Câmara para aprovar uma resolução de impeachment, e pesquisas de opinião continuam a mostrar o eleitorado profundamente dividido sobre a questão.

Ver a maioria de seu próprio grupo partidário a favor do impeachment pode elevar a pressão sobre a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que se opõe à medida por considerá-la politicamente arriscada, a menos que investigadores encontrem indícios contundentes de má conduta de Trump que possam unir a opinião pública. Mas alguns democratas dizem acreditar que a abordagem cautelosa de Pelosi dificilmente mudará.

Os democratas que se opõem ao impeachment dizem que a melhor maneira de tirar Trump do cargo é derrotá-lo em 2020, quando ele vai concorrer à reeleição.

 

 

Terra

 

 

Câmara do Rio aprova abertura de impeachment de Crivella

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro decidiu nesta terça-feira, 2, por 35 votos a 14, abrir uma comissão para abrir processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (PRB), acusado de crime de responsabilidade.

Dois dos três vereadores sorteados para compor a comissão processante são aliados de Crivella: Paulo Messina (Pros), que era secretário da Casa Civil de Crivella e reassumiu o mandato de vereador exatamente para a votação desta terça-feira, e Luis Carlos Ramos Filho (Podemos). Os dois votaram contra a criação da comissão.

O terceiro integrante é William Coelho (MDB), que votou contra Crivella. Coelho será presidente da comissão e Ramos Filho será relator. A comissão deve notificar o prefeito para apresentar sua defesa, e a partir dessa notificação terá 90 dias corridos para concluir a investigação. Crivella permanecerá no cargo nesse período.

Para aprovar o impeachment, ao final do processo, são necessários votos de dois terços dos 51 vereadores.

 

Estadão

 

 

Deputados votarão denúncia contra Temer ao microfone, assim como no impeachment

A Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara definiu, nesta terça-feira, 18, o rito da votação em plenário da denúncia contra o presidente Michel Temer. Como na sessão do dia 17 de abril de 2016, dia em que a Câmara autorizou a abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, os parlamentares serão chamados nominalmente ao microfone.

Como os deputados entraram em recesso, a leitura do parecer ficou para 1º de agosto, quando voltam para Brasília. A previsão de votação da denúncia é 2 de agosto. No fim de junho, deputados da oposição se encontraram com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pedir que rito fosse igual ao do impeachment.

Pelas regras da SGM, os deputados serão chamados em ordem alfabética, por Estado, alternadamente do Norte para o Sul e vice-versa. Os parlamentares terão de responder “Sim”, “Não” ou “Abstenção” ao parecer. Ao final, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamará novamente os ausentes.

Se não for atingindo o número de 342 votantes, outra sessão será convocada para a votação da denúncia. Marcada para o dia 2 de agosto, a sessão deliberativa extraordinária começará às 9h, desde que haja o quórum mínimo de 51 parlamentares presentes.

Pelo rito divulgado nesta terça, será exigido a presença de 52 parlamentares para o início da Ordem do Dia (momento em que começam os trâmites de votação). O primeiro a discursar na abertura da Ordem do Dia será o relator do parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

O tucano terá a palavra por até 25 minutos, mesmo tempo que será concedido à defesa do presidente Michel Temer. O tempo da defesa poderá ser dividido entre o advogado e o próprio presidente da República, se ele quiser fazer pessoalmente sua defesa no plenário da Casa.

Após relator e defesa se manifestarem, cada orador poderá falar na sessão por até 5 minutos, alternando entre votos contra e favor ao parecer. Ao final de quatro discursos, poderá ser apresentado um requerimento de encerramento de discussão, desde que neste momento haja pelo menos 257 parlamentares na sessão.

Logo que for encerrada a fase de discussão, o presidente da Câmara poderá iniciar a votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), desde que haja 342 parlamentares presentes. Para aprovar a denúncia, são necessários 342 votos a favor. A orientação de voto será feita por quatro parlamentares, dois à favor e dois contra a denúncia.

Serão concedidos cinco minutos de discurso para cada um. Líderes de bancada poderão falar por até um minuto na fase de orientação dos votos da bancada. Essa fase será a última antes da chamada nominal de parlamentares. Se mais de 342 deputados votarem na sessão, o presidente da Câmara poderá proclamar o resultado final.

Estadão Conteúdo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Grupo protocola pedido de impeachment de Gilmar Mendes

O ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles protocolou hoje (14), no Senado, pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, com assinaturas de juristas, professores, funcionários públicos e estudantes. Além do impeachment, o grupo também pediu que o STF e a Procuradoria-Geral da República investiguem se a conduta de Mendes tem sido compatível com o cargo que ocupa.

Foto: Agência Brasil

O grupo produziu três peças jurídicas. O impeachment foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado e deverá ter sua admissão inicialmente analisada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A segunda peça é uma reclamação que será encaminhada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para apuração administrativa das condutas do ministro. A terceira peça é uma notícia-crime encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A Agência Brasil procurou Gilmar Mendes para ouvi-lo sobre as acusações, mas não foi possível o contato até a publicação da matéria. Segundo sua assessoria, ele foi ao Rio de Janeiro para o velório do jornalista Jorge Bastos Moreno e está em trânsito neste momento.

Conversa telefônica

As três peças tomam como base a conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal em que o senador afastado Aécio Neves pede a Gilmar Mendes que interceda com outros senadores para propiciar a aprovação de um projeto de lei. Os documentos pontuam que, apesar de estar sob sigilo, a gravação foi amplamente divulgada na imprensa e o próprio ministro admitiu o teor da conversa.

“O momento da história brasileira presente pede a participação de cidadãos e cidadãs brasileiros. Na qualidade de cidadãos, nós apresentamos este pedido aqui no Senado da República, um pedido por crime de responsabilidade. Calcado em notícias de quem produz jornalismo? Não, calcado em declarações do ministro Gilmar Mendes, publicadas sim pela imprensa, mas por ele jamais desmentidas, essas declarações. E que nós consideramos que elas caracterizam crime de responsabilidade”, explicou o ex-procurador-geral.

O crime de responsabilidade que justificaria o impeachment, explicou Fonteles, estaria caracterizado pela conduta do ministro de “exercer atividades político-partidárias mediante a articulação e participação em atividades típicas de uma liderança político-partidária, especialmente por meio de atos de influenciar e persuadir parlamentares a votarem a favor de um determinado projeto de lei, por solicitação do presidente do respectivo partido político”, fato que teria ficado comprovado na conversa com o senador afastado.

Condutas

Outras condutas de Gilmar Mendes são apontadas pelo grupo, como proferir julgamento em processo nos quais estaria impedido por ser, a parte, cliente do escritório de advocacia onde atua a esposa do ministro, ou em causas na qual seria legalmente suspeito por se apresentar como “velho amigo” de uma das partes. Em maio, o ministro divulgou nota afirmando que, no habeas corpus por meio do qual concedeu liberdade ao empresário Eike Batista, o empresário não era representado por advogado do escritório Sérgio Bermudes, onde a esposa Guiomar Mendes é sócia.

Os signatários das petições também acusam Mendes de proceder de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro das funções de ministro do Supremo Tribunal Federal, por ter feito uso de linguagem impolida, depreciativa e agressiva contra o ministro Marco Aurélio, a Procuradoria-Geral da República e seus membros, e o Tribunal Superior do Trabalho e seus membros; e de alimentar e ter relações de proximidade com pessoas investigadas ou denunciadas criminalmente no STF, ou que sejam réus, partes ou juridicamente interessadas em processos em andamento no STF e no TSE.

No pedido encaminhado ao Senado, o grupo pede que o processo seja instaurado para que seja iniciada a apuração, com apresentação de rol de testemunhas e produção de provas. No Supremo, eles querem que os pares de Mendes avaliem administrativamente, em caráter disciplinar, se ele atuou com conduta incompatível com o cargo e com suspeição nos processos que julgou, aplicando as penas previstas em lei. Já para a Procuradoria-Geral da República, o pedido é para que seja investigado se o ministro utilizou-se do cargo para atuar em favor de interesses próprios e de terceiros.

Agência Brasil

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Com ‘chá de cadeira’, grupos registram pedido de impeachment de Temer

impeachment-de-temerCom apoio do PT e de outros partidos da oposição, representantes de entidades de esquerda apresentaram nesta quinta-feira (8) mais um pedido de impeachment de Michel Temer por ele ter, segundo a representação, atuado em benefício pessoal do ex-ministro Geddel Vieira Lima para liberar a construção de um prédio na Bahia onde seu então articulador político tinha um apartamento.

A peça, assinada por representantes de movimentos como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), UNE (União Nacional dos Estudantes) e CUT (Central Única dos Trabalhadores), além de professores de direito de universidades como a Federal do Rio de Janeiro, foi protocolada na presidência da Câmara nesta manhã.

Cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado próximo de Temer, decidir se recebe ou não a denúncia. A não ser que ocorra uma brusca alteração no cenário político, é certo que deputado do Democratas não dará sequência ao pedido.

Maia, inclusive, havia marcado audiência para receber o pedido pessoalmente, às 11h30, mas não apareceu. Após “chá de cadeira” de 1 hora, as entidades e congressistas de esquerda acabaram aceitando entregar o pedido ao secretário-geral da Mesa, Wagner Soares Padilha. O documento foi entregue pelo presidente da CUT, Vagner Freitas.

“O desrespeito dos membros da Mesa da Câmara está registrado para a sociedade”, reclamou o deputado Henrique Fontana (PT-RS). “Temer não deveria estar na Presidência. Mas estando, cometeu ilegalidades. Nós queremos eleições diretas já. O povo brasileiro quer votar. O Brasil não pode ficar com um golpista na cadeia de presidente”, disse o presidente da CUT.

O pedido protocolado sustenta que “a confissão do sr. presidente da República de que tratara do tema com o então titular do Ministério da Cultura [Marcelo Calero] torna incontornável a conclusão pela prática de crime de responsabilidade”.

Segundo a peça de 37 páginas, ao deixar de agir para impedir a pressão de Geddel sobre Calero e ao procurar o então ministro da Cultura para tratar do assunto, Temer cometeu crimes previstos na Constituição e especificados em três artigos da lei que rege o processo de impeachment

São apontadas violações como a de “servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua”.

Em 19 de novembro, Calero afirmou à Folha que decidiu pedir demissão do Ministério da Cultura depois de ter sido procurado por Geddel ao menos cinco vezes para que liberasse a construção de uma obra na Bahia, onde tinha apartamento, que dependia da aprovação de um órgão subordinado à sua pasta.

No dia seguinte, em depoimento à Polícia Federal, Calero afirmou que o próprio presidente o procurou para pedir que encontrasse uma solução para o assunto.

“Os personagens não desmentiram suas participações e as ações por eles adotadas. Apenas procuraram justificar seus comportamentos, de maneira a conduzi-los como tratativas rotineiras no mundo da administração e no dia a dia da política. Esse reducionismo é incompatível com o Estado democrático vigente”, diz o texto.

Temer nega que tenha cometido irregularidades ou patrocinado interesses privados no episódio.

Esse é o segundo pedido de impeachment de Temer motivado pelo caso Calero. No final do mês passado o oposicionista PSOL também protocolou representação na Câmara.

Folha de São Paulo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Ministro do STF nega pedido para anular impeachment de Dilma

Antonio Cruz/Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki negou nesta quinta-feira (20) liminar protocolada pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff para anular a decisão final sobre oimpeachment, definida pelo Senado em agosto. No recurso, a defesa de Dilma alegou que não houve motivo legal para o afastamento e que houve cerceamento de defesa em várias fases do processo.

Na decisão, o ministro disse que não ficou demonstrado, na decisão dos senadores que aprovaram o afastamento definitivo, nenhum “risco às instituições republicanas, ao Estado Democrático de Direito ou à ordem constitucional” que justifique a intervenção do Supremo.

“Somente uma cabal demonstração da indispensabilidade de prevenir gravíssimos danos às instituições, ou à democracia ou, enfim, ao Estado de Direito é que poderia justificar um imediato juízo sobre as questões postas na demanda, notadamente para o efeito de antecipar qualquer dos provimentos antecipatórios requeridos”, afirmou Teori Zavascki.

Agência Brasil

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Lula diz que não havia base legal para impeachment de Dilma

Folhapress
Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (12) ao deixar a cerimônia de posse da ministra Cármen Lúcia como presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que o impeachment da presidente Dilma Rousseff ensinou ao país que ainda é preciso aprender “muito para consolidar o nosso processo democrático”. “O impeachment consagrado apenas por conta de uma maioria política eventual, sem levar em conta a inexistência de crime de responsabilidade, é crime, é grave”, disse, ressaltando que todos os parlamentares – tanto na Câmara como no Senado – sabem que não havia base legal para afastar Dilma. “Não tinha um crime que pudesse referendar aquilo. É um alerta pra gente aperfeiçoar o nosso processo democrático. A democracia é uma construção constante, não tem limite”, completou.

Questionado se pretende conversar com o presidente Michel Temer em algum momento, Lula disse que, “se algum dia for necessário”, mas que não acredita que isso é viável neste momento. “Se algum dia for necessário conversar com qualquer pessoa, eu conversarei. Não acho necessário neste momento. Acho que primeiro precisamos arrumar as coisas dentro do PT”, afirmou.

Lula disse ainda que o PT vai ter que reaprender a fazer oposição. “Aqui no Brasil muita gente exige que a oposição contribua com o governo. Nos Estados Unidos, os republicanos fazem oposição oito anos aos democratas e os democratas fazem oposição oito anos aos republicanos e ninguém se queixa. Ou seja, é normal, é da vida democrática. Eu acho que o PT vai ter que fazer oposição, vai ter que brigar”, afirmou, ressaltando que obviamente o partido avaliará temas que são interesses do conjunto da sociedade.

Manifestações

Enquanto Lula dava as declarações à imprensa, um pequeno grupo de manifestantes gritava palavras de ordem contra ele e pedia sua prisão. Questionado se não se incomodava, Lula disse que nasceu na vida política fazendo manifestação. “Tudo o que eu quero na vida é que o povo se manifeste quantas vezes quiser”, disse.

O ex-presidente disse ainda que acredita que os movimentos de rua contrários ao governo Temer devem durar “muito tempo”. “Eu acho que isso vai perdurar, porque uma parcela da sociedade brasileira continua indignada”, disse. “Obviamente que o Temer vai ter que fazer um exercício muito grande como presidente para fazer com que esse País saia da crise econômica que ele está submetido”, completou.

Lula comentou ainda a polêmica envolvendo o reajuste do Judiciário e afirmou que todas as categorias que merecem reajuste devem ter reajuste. “Eu fui presidente da República e partia do seguinte pressuposto: o dia que não puder dar aumento real de salário, eu vou dizer que não posso dar aumento real, mas a reposição inflacionária é obrigação de todos nós porque significa a perda de poder aquisitivo do trabalhador. De qualquer poder, seja da presidência, metalúrgico”, afirmou. “A reposição inflacionária é um direito das pessoas. O que não pode é você ficar dizendo que é preciso diminuir o custeio e fazer reajuste exagerado para qualquer categoria, pública ou privada. Acho que, se o Brasil precisa de sacrifício, é importante fazer sacrifício.”

Lula disse ainda que o governo não pode tentar resolver problemas da crise “mexendo em direitos dos trabalhadores”. “É inaceitável.”

Estadão

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Manifestantes fazem ato em João Pessoa contra impeachment de Dilma

Reprodução/Instagram/anisiomaiafilho
Reprodução/Instagram/anisiomaiafilho

Um grupo de manifestantes composto, segundo a organização do ato, de pelo menos 300 pessoas realiza, na noite desta quarta-feira (31), protesto contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O evento acontece na frente da Universidade Federal da Paraíba, no bairro do Castelo Branco, na Zona Leste de João Pessoa.

Segundo agentes do Batalhão de Polícia Ambiental da Capital, que não divulgou o número exato de manifestantes, disse que alguns componentes do grupo atearam fogo a objetos e o Corpo de Bombeiros foi acionado. Até as 21h, não houve registro de confrontos físicos e a ocorrência seguia pacífica.

Conforme a organização, o ato foi mobilizado através das redes sociais e teve início na Praça da Paz, no bairro dos bancários, na Zona Sul de João Pessoa.

“Este é o início da resistência contra o golpe em nosso país”, disse um dos manifestantes.

Além da Paraíba, ao menos outros nove estados têm protestos contra o impeachment.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Barbosa chama impeachment de “tabajara” e discurso de Temer de “patético”

Betina Humeres/Agência RBS/Estadão Conteúdo
Betina Humeres/Agência RBS/Estadão Conteúdo

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa classificou de “espetáculo patético” a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado, por meio de sua conta no Twitter, verificada pela rede social.

Barbosa disse não ter acompanhado nada do que chamou de “impeachment tabajara” de Dilma Rousseff. “Não quis perder tempo”, tuitou.

O ex-ministro do STF criticou ainda o agora presidente da República, Michel Temer. “Mais patética ainda foi a primeira entrevista do novo presidente do Brasil, Michel Temer. O homem parece acreditar piamente que terá o respeito e a estima dos brasileiros pelo fato de agora ser presidente. Engana-se.”

Na sequência dos tuítes, Barbosa concluiu sua avaliação sobre o cenário político, mas em inglês. “É tão vergonhoso. De repente as forças conservadoras levaram o Brasil. Tomaram tudo!”

Para o ex-ministro, o Congresso está dominado por essas forças, que rodeiam o novo presidente, chamado por ele de “velho caudilho latino-americano”. “Eles estão conduzindo a mídia, incluindo as televisões.”

Ele segue a série de postagem com uma indagação: “Mas sabem de uma coisa? Eles não têm votos. Apenas esperem alguns anos.”

No final, em francês, Barbosa novamente critica Temer. “Ele pensa que ‘um golpe jurídico de varinha mágica’ vai lhe dar legitimidade. Coitado!”

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

‘A nossa responsabilidade aumentou’, reconhece Temer após impeachment de Dilma Rousseff

michel-temerCom a decisão do Senado de afastar definitivamente Dilma Rousseff, Michel Temer reconheceu que a responsabilidade do governo peemedebista aumentou ao passar de interino para definitivo.”Agora, nossa responsabilidade aumentou”, afirmou.

No Palácio do Jaburu, o peemedebista acompanhou o resultado na área privada, na companhia da mulher, Marcela Temer. Na sequência, se dirigiu ao ambiente comum, onde recebeu cumprimentos de ministros e aliados.

Com o resultado sacramentado, aproveitou para gravar no Palácio do Jaburu pronunciamento à nação que será exibido na noite desta quarta-feira (31) em cadeia nacional de rádio e televisão.

Na fala de cerca de cinco minutos, Temer defendeu a união nacional, a reunificação do país e a necessidade de recolocar a economia nos trilhos. Ele pregou ainda a realização de um ajuste fiscal, com a realização de uma reforma previdenciária.

A equipe política do Palácio do Planalto ainda tentou por telefone mobilizar a base aliada para conseguir 54 votos favoráveis à inabilitação para funções públicas de Dilma Rousseff, mas não conseguiu reunir apoio suficiente.

Com o desfecho do processo, o presidente interino reuniu-se com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) para fechar a previsão orçamentária de 2017, a qual será entregue pelo próprio peemedebista ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (31).

A posse de Michel Temer na Presidência da República deve repetir o mesmo formato da cerimônia realizada em 1992, quando Itamar Franco assumiu o cargo após a renúncia do atual senador Fernando Collor.

Para a solenidade, que deve ter cerca de meia hora, o peemedebista convidou ministros e auxiliares para acompanhá-lo ao Senado Federal, onde fará um juramento à Constituição Federal e será declarado empossado pelo presidente do Congresso Nacional.

Pelo protocolo definido pelo Palácio do Planalto, Temer chegará ao Senado Federal antes do horário oficial de início da cerimônia, às 16h, e aguardará no gabinete presidencial.

Renan Calheiros abrirá a sessão solene e pedirá aos líderes da base aliada que busquem o novo presidente.

No plenário, Temer será convidado a fazer o juramento, comprometendo-se a manter, defender e cumprir a Constituição Federal, além de respeitar as leis e promover o bem geral da população brasileira.

Concluído o juramento, será aberta a palavra ao presidente do Congresso Nacional, que irá declarar o peemedebista empossado.

Como o presidente interino pretende viajar no mesmo dia para a China, a ideia é que não seja promovida uma cerimônia de cumprimentos, como ocorre em solenidades de posse de presidentes eleitos.

A ideia é que, no mesmo dia, antes de embarcar para o país oriental, o peemedebista promova uma reunião ministerial para definir os rumos do novo governo e grave um pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio que será exibido na noite desta quarta-feira (31).

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br