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MPF realiza Consulta Pública sobre impacto de cortes no Bolsa Família na PB

bolsa familiaNesta segunda-feira (21) será realizada a Consulta Pública ‘Impactos dos Cortes de Beneficiários do Programa Bolsa Família no Estado da Paraíba’ em João Pessoa. O objetivo da consulta é ouvir a população, permitir a manifestação dos interessados, prestar esclarecimentos aos beneficiários, dar conhecimento aos órgãos responsáveis, e trazer o debate sobre as razões e impactos dos recentes cortes do Bolsa Família no estado.

As inscrições podem ser feitas neste link.

A consulta acontecerá no auditório do Ministério Público Estadual, localizado na Rua Rodrigues de Aquino, Centro de João Pessoa, com início previsto para as 13h30. Ela será aberta a toda a sociedade e será presidida pelo procurador regional dos direitos do cidadão José Godoy Bezerra de Souza, membro do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF).

A consulta pública é promovida pelo MPF (por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão), pela Defensoria Pública da União, pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (por meio da Comissão de Direitos Humanos), pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-PB).

Além da população, também serão convidados a participar da audiência representantes do Ministério Público da Paraíba, Ministério Público do Trabalho, Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Secretaria Estadual do Desenvolvimento Humano, Secretaria do Desenvolvimento Social do Município de João Pessoa, Assembleia Legislativa da Paraíba, Federação das Associações de Municípios da Paraíba, Caixa Econômica Federal, conselhos tutelares e representantes dos movimentos sociais.

Inscrições gratuitas – As inscrições para participar da consulta pública são gratuitas. Para isso, basta acessar a página www.mpf.mp.br/pb e clicar no banner de inscrição do evento. Também serão aceitas inscrições presenciais no dia da consulta. Ao preencher o formulário online, os participantes podem relatar se tiveram o benefício cancelado ou suspenso ou se tiveram dificuldades em cadastrar ou recadastrar o benefício. Também serão aceitas inscrições presenciais no dia da consulta.

Cortes – A necessidade da consulta pública surgiu a partir de representação oferecida ao Ministério Público Federal pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Paraíba, que manifestou sua preocupação com os cortes de pessoas beneficiadas pelo Programa Bolsa Família no estado. Após receber a representação, o MPF instaurou o Procedimento Preparatório nº 1.24.000.002060/2016-45 para apurar a forma como está se dando a exclusão de beneficiários e a inexistência de novos cadastramentos, que vem resultando num número significativamente menor de pessoas atendidas pelo Bolsa Família, segundo o Consea.

Também são objeto da apuração do MPF informes de obstáculos à realização de novos cadastros de beneficiários, mesmo havendo a demonstração de se adequarem aos padrões impostos pelo programa.

Dignidade humana – Entre as razões para realizar a consulta pública, o Ministério Público também considerou a necessidade de resgatar a dignidade humana das pessoas e famílias afetadas pelas medidas restritivas recentemente implementadas pelo governo federal sobre o Programa Bolsa Família, por meio de medidas governamentais que supram suas carências momentâneas, em especial de sua reinserção no programa, após verificação da regularidade de sua situação.

clickpb

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Reajuste do Judiciário terá impacto de R$ 25,7 bilhões em três anos

dinheiro-economia-empresas-sebraeO reajuste de 59% a 78% aprovado nessa terça-feira (30) pelo Senado terá impacto de R$ 25,7 bilhões nos cofres públicos até 2018, divulgou nesta quart (1º) o Ministério do Planejamento. Em nota, o ministério classificou o reajuste de indefensável e informou que o governo buscará construir uma proposta alternativa.

De acordo com o Planejamento, o aumento para 117,5 mil servidores ativos e inativos do Judiciário custará R$ 1,5 bilhão em 2015, R$ 5,3 bilhões em 2016, R$ 8,4 bilhões em 2017 até atingir R$ 10,5 bilhões anuais a partir de 2018. Segundo o comunicado, o ministro Nelson Barbosa, que acompanha a presidenta Dilma Rousseff em visita oficial aos Estados Unidos, disse que a articulação de uma nova proposta de reajuste deverá envolver todos os Poderes e a sociedade.

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O texto destaca que, entre 2005 e 2008, todas as carreiras do Judiciário tiveram reajustes próximos de 60%. Apesar de não ter havido aumentos de 2009 a 2012, as carreiras foram contempladas com o reajuste de 15,8% concedido após as negociações com o funcionalismo federal em 2012 e pagos em parcelas anuais de 2013 a 2015. Este ano, ressaltou o Planejamento, a categoria teve aumento de 8,4%.

Segundo o ministério, a proposta aprovada pelo Congresso aumenta ainda mais as distorções salariais entre os servidores do Judiciário e do Poder Executivo. Atualmente, as carreiras do Judiciário ganham 60% a mais. Com a proposta, essa diferença subiria para 170%.

 

Agência Brasil

Maior São João do Mundo vai atrair 1 milhão de forrozeiros e terá impacto financeiro de R$ 160 milhões

Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

São João é tempo de Campina Grande atrair turistas, desfrutar de ampla divulgação nacional, gerar mais empregos e renda. Como se vivesse um “segundo Natal”, o que é típico de pouquíssimas cidades do país, a “Rainha da Borborema” conquista a elevação das suas receitas pela presença de milhares de visitantes oriundos de todas as partes do Brasil e até do exterior. Só na área do Parque do Povo cerca de um milhão de forrozeiros deverão prestigiar a programação da festa durante os seus trinta dias de realização, mantendo-se uma tradição de mais de três décadas.

Em ritmo de forró, a cidade presencia, a cada ano, a lotação da rede hoteleira, ocupação das hospedagens alternativas, bares e restaurantes, além do incremento de todas as suas atividades comerciais e demais setores da sua economia. Todos – do mais humilde ambulante ao mais próspero dono de restaurante – ganham com o evento, considerado o mais importante do interior do país, gerando-se, durante a sua realização, um inegável impacto financeiro em favor da economia campinense, o qual, em 2015, já pode ser estimado em mais de R$ 160 milhões, enquanto os gastos para a montagem da estrutura giram em torno de R$ 10 milhões.

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A estimativa, levantada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sede), tem como base o que foi faturado, em média, nos últimos anos, por parte do comércio local, setor de serviços, barraqueiros instalados no Parque do Povo, agentes turísticos, artesãos, setor de transportes e muitos outros segmentos envolvidos com a realização da festa.

Por tudo isso, mais uma vez, a expectativa é de que o faturamento dos barraqueiros, quiosques, ambulantes e artesãos no Parque do Povo, durante os trinta dias de festa, supere, em 2015, a marca dos anos anteriores, apesar do quadro de crise econômica que assola todas as regiões brasileiras nos últimos meses. Em Campina, contudo, as dificuldades motivam ainda mais autoridades e empresários, pois todos compreendem a necessidade de investimentos e de muito trabalho para superar as momentâneas dificuldades econômicas.

Conforme levantamentos dos técnicos do setor de Desenvolvimento Econômico do município, a arrecadação mais uma vez será propiciada, em grande parte, pelos turistas, os quais poderão deixar na cidade uma receita estimada em mais de R$ 50 milhões. Só os gastos dos turistas nos hotéis, motéis, pousadas e casas alugadas durante o período do São João deverão superar a marca dos R$ 16 milhões, o que, por si só, comprova a consolidação do evento no calendário turístico nacional.

Os gastos dos visitantes envolvem muitos outros itens, a exemplo de alimentação, gerando-se uma receita para os campinenses da ordem de R$ 5 milhões, conforme as projeções para o setor. Dispostos a curtir todas as emoções da festa, eles também deverão gastar com eventos programados para o período do São João mais de R$ 3 milhões. Para os seus deslocamentos (seja com ônibus, moto-táxi, carro próprio e táxi) os gastos dos que visitam Campina Grande, em junho, vão ser acima dos R$ 4 milhões, levantando-se em conta os números do setor nos últimos anos.

A festa, contudo, não é apenas destinada aos turistas, mas, igualmente, para todos os forrozeiros de Campina Grande e cidades polarizadas pela “capital do trabalho e do forró”, os quais, também investem alto para o sucesso das comemorações juninas.

Estima-se em mais de R$ 50 milhões os gastos do público local com o Maior São João do Mundo, especialmente no acompanhamento da vasta programação a ser desenvolvida no Parque do Povo, o tradicional centro da festa, para muitos consagrado como “quartel general do forró”.

Vale ressaltar que a receita total a ser gerada no comércio local pela própria população da cidade é estimada em mais de R$ 60 milhões, pois os campinenses investem na confecção de indumentárias típicas dos festejos juninos, organização de quadrilhas, alimentação, decoração, adereços e outros produtos próprios a serem adquiridos por quem quer sempre causar uma boa impressão aos visitantes, firmando, cada vez mais, as suas mais importantes e significativas tradições culturais.

Distritos tem grande faturamento – O São João campinense não se limita ao Parque do Povo. Uma dinâmica programação também é realizada nas áreas distritais, a exemplos de comunidades como Galante e São José da Mata. Como nos anos anteriores, a zona rural encara com boa expectativa a festa de 2015, mesmo porque o governo municipal tem investido na melhoria das vias de acesso, infraestrutura e outras obras destinadas a estimular o fluxo turístico e a descentralização da festa.

Por isso, só para o Distrito de Galante a estimativa de faturamento dos comerciantes de Galantes durante o São João deste ano será superior a R$ 1 milhão, o que vai gerar renda para barraqueiros, quiosques e ambulantes.

 

 

Assessoria

Aumento de juros terá impacto de até 14,3% na prestação da casa própria, avaliam especialistas

imovelO aumento de juros para os novos financiamentos da Caixa Econômica Federal para a casa própria terão impacto de até 14,3% nas prestações. Segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os financiamentos mais caros serão os mais afetados pelas novas taxas, que vigoram para os contratos assinados a partir desta segunda-feira (19).

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Para as linhas de crédito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financiam imóveis acima de R$ 650 mil na maior parte do país e de R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal, as novas taxas farão a prestação subir entre 11,24% e 14,35%. Para as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia unidades entre R$ 190 mil e R$ 650 mil (ou R$ 750 mil, em Minas, no Rio, em SP e no DF), o impacto nas parcelas será bem menor, ficando entre 0,83% e 4,69% nas linhas que sofreram reajuste.

As novas taxas valem para os novos financiamentos habitacionais concedidos com recursos da caderneta de poupança, sendo que as operações mais caras do SFH não terão os juros alterados. De acordo com a Caixa, os mutuários que já assinaram contrato não terão mudança. Os imóveis financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou pelo Programa Minha Casa, Minha Vida também não tiveram os juros alterados. As duas modalidades financiam apenas unidades de até R$ 190 mil para famílias de menor renda.

As novas taxas para os financiamentos habitacionais foram anunciadas pela Caixa na última quinta-feira (15). Nos financiamentos do SFH, os juros, atualmente entre 8% e 9,15% ao ano, ficarão entre 8,5% e 9,15% ao ano. Nas operações do SFI, as taxas passarão de 8,8% a 9,2% ao ano para 10,2% a 11% ao ano. O banco justificou o reajuste com base no aumento da taxa Selic (juros básicos da economia), que passaram de 10% para 11,75% ao ano em 2014.

Os juros dos financiamentos habitacionais da Caixa são definidos conforme o perfil do comprador. Quem tem relacionamento com o banco (é correntista ou tem investimentos na instituição), tem conta-salário e é servidor público paga juros mais baixos à medida que o mutuário preenche cada um dos requisitos. Como a Caixa concentra 70% do crédito imobiliário no país, as taxas cobradas pela instituição servem de referência para operações semelhantes nos demais bancos.

A Anefac fez a simulação do impacto da alta dos juros nas prestações com base num financiamento de R$ 500 mil no SFH e no SFI em duas modalidades: prestação constante (tabela price) e amortização constante, quando o valor das parcelas diminui com o tempo. No caso do sistema de amortização constante, o impacto foi calculado para o valor da primeira prestação. Na última parcela, praticamente não há aumento.

Agência Brasil

Reajuste de 20,83% nas contas da Energisa gera impacto no bolso dos paraibanos

energiaO reajuste de 20,83% concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) à Energisa vem causando um efeito devastador na economia paraibana, na avaliação economistas entrevistados pelo ClickPB. Os novos valores tarifários que vem sendo cobrados desde setembro, atingiu as contas de energia dos paraibanos que residem em municípios atendidos pela Energisa.

 

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A Energisa havia solicitado um reajuste de 27,23% mas o órgão regulador autorizou 20,83. Seis municípios atendidos pela Energisa Borborema — Boa Vista, Campina Grande, Fagundes, Lagoa Seca, Massaranduba e Queimadas — não foram atendidos pelo reajuste, uma vez que a revisão tarifária da companhia somente será avaliada no mês de fevereiro de 2015. Ficaram de fora os moradores de Pedras de Fogo, que são atendidos pela Celpe (PE).

 

O reajuste das tarifas da Energisa Paraíba, tiveram aumento médio de 21,81%. Para consumidores residenciais, as tarifas subiram 21,43%, e para grandes consumidores, como indústrias, 22,75%. A Energisa atende 1,3 milhão de unidades consumidoras na Paraíba.

 

clickpb

Estado já avalia impacto financeiro e garante revisão salarial dos servidores em janeiro

tarcioA equipe econômica do Governo do Estado já está debruçada sobre os cenários para a revisão salarial dos servidores públicos, prevista para janeiro do ano que vem. O secretário das Finanças, Tárcio Handel, garantiu que o equilíbrio econômico assegura o lastro financeiro para que o Estado cumpra a data-base.

Na noite desta quinta-feira (20), o secretário estadual das Finanças, em entrevista do programa ’27 Segundos’ da RCTV (canal por assinatura do Sistema Correio de Comunicação), não falou em percentuais, mas adiantou que “vários cenários estão sendo analisados”, levando em conta questões com a crise que o país atravessa, os compromissos assumidos com algumas categorias e o aumento vegetativo da folha de pessoal.

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Entre os compromissos, o secretário lembrou que o governador Ricardo Coutinho espera, nos próximos quatro anos, dobrar os vencimentos dos professores da rede estadual. Essa foi uma das promessas do candidato à reeleição, repetida seguidamente nos programas eleitorais.

O aumento vegetativo da folha se dá com pontos como a contratação de concursados e o cumprimento de benefícios previstos, por exemplo, nos Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações.

Tárcio Handel observa que o Estado pode resolver o impasse do duodécimo dos Poderes nos próximos dias. A tramitação do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) na Assembleia Legislativa está parada, por conta de um mandado de segurança do Ministério Público Estadual, que reivindica reajuste no duodécimo. O mandado foi acatado pelo Judiciário e o projeto da LOA só pode ser apreciado após o julgamento do mérito.

O secretário das Finanças revelou que o governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta quinta, com a presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Fátima Bezerra, e com o presidente eleito, desembargador Marcos Cavalcanti, para debater o assunto. Também se reuniu com o procurador geral de Justiça, Betrand Asfora.

Tárcio Handel disse que um aumento de R$ 260 milhões no duodécimo dos Poderes é inviável. Segundo ele, apesar das pressões, o Executivo tem que respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Atualmente, os gastos com a folha de pessoal chega a 47% da receita. O secretário acredita que consiga baixar esse percentual para 46,5%.

No 27 Segundos, entrevistado pelos jornalistas Hermes de Luna e Arquimedes de Castro, o secretário das Finanças disse que a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) fecha o ano com investimentos de R$ 1 bilhão do Estado, mas alerta que a instituição compromete 95% do duodécimo somente com pessoal.

Ressaltando que o atual reitor, Rangel Júnior, não pode ser responsabilizado pela situação da UEPB, o secretário das Finanças acha que será preciso uma suplementação orçamentária para que seja pago o décimo terceiro de professores e servidores. Para o secretário, a expansão foi feita sem planejamento e “até megalomaníaca”.

Tárcio Handel argumentou ainda que o Estado tem que atender setores prioritários da administração, como a Saúde. Ele revelou que a manutenção da Saúde custa R$ 53 milhões/mês aos cofres da Paraíba, sendo que o Governo Federal só repassa 5% desse total.

 

Por Hermes de Luna

Quatro perguntas sobre o impacto da morte de Campos na corrida eleitoral

A morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos gera uma série de incertezas para a corrida eleitoral deste ano – talvez as mais relevantes delas, neste momento, se a ex-senadora e presidenciável Marina Silva, vice na dobradinha, continuará na disputa e passará à cabeça da chapa para disputar o pleito.

 

Marina, que terminou as eleições de 2010 com 19% dos votos, é creditada por aportar uma parte importante do apoio dos eleitores à candidatura do PSB. Campos ocupava o terceiro lugar na disputa, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB).

 

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Por outro lado, analistas ouvidos pela BBC Brasil apontam que ela não circula com a mesma desenvoltura por círculos ideológicos diferentes, incluindo setores influentes do ponto de vista do financiamento de campanha.

 

A ex-senadora ainda não indicou o que pretende fazer.

 

Para explorar os diferentes cenários, elaboramos algumas perguntas sobre os possíveis impactos da morte de Campos para a disputa eleitoral.

 

Quem pode assumir o lugar de Campos na chapa?

Segundo a legislação eleitoral, o partido de Campos poderá escolher outro candidato em até dez dias. A candidatura terá de ser respaldada pelas direções dos partidos que se coligaram com o PSB na disputa à Presidência: PHS, PRP, PPS, PPL e PSL.

 

O candidato poderá ser do PSB ou de qualquer um desses partidos, desde que todos estejam de acordo. Entre os nomes mais cotados está o da ex-senadora Marina Silva, atual vice da chapa. Marina se filiou ao PSB após a Justiça Eleitoral rejeitar a criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade.

 

Campos e Marina (Reuters)
Cabia a Campos harmonizar posições divergentes entre a vice e o PSB

No entanto, a relação entre Marina e dirigentes do PSB é delicada. Cabia a Campos harmonizar posições divergentes entre a vice e o PSB.

 

Se por um lado a morte de Campos a torna a candidata natural do PSB para a disputa, por outro, unificar o partido – e as demais siglas da coalizão – em torno de seu nome será um grande desafio.

 

Marina pode, ainda, abrir mão da disputa. A ex-senadora ainda não disse qual será sua posição.

 

Para onde vão os eleitores dele?

Na última pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, Campos aparecia com 9% das intenções de voto. Segundo analistas, seus votos não têm um herdeiro óbvio – nem mesmo se Marina Silva assumir a cabeça da candidatura.

 

Apesar da aliança com Marina, muitos dos seguidores de Campos expressam reserva com a vice.

 

“Campos circula melhor que a Marina entre os eleitores, porque não tem um discurso associado a dois perfis de eleitor muitos distintos: o evangélico e o ambientalista”, diz Silvana Krause, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Por outro lado, caso se candidate, Marina poderia recuperar votos de eleitores que a apoiaram em 2010, mas planejavam votar em Dilma ou Aécio em 2014. A ex-senadora terminou em terceiro lugar naquela eleição, com 19% dos votos.

 

Para Krause, os eleitores de Campos que não aderirem a uma eventual candidatura de Marina deverão se dividir entre Dilma e Aécio pelos seguintes critérios: a petista deve herdar os votos de eleitores de centro-esquerda, preocupados com políticas sociais, enquanto o tucano ficará com os votos dos eleitores antipetistas, com perfil mais conservador.

Qual será a posição dos doadores da candidatura do PSB?

Marina Silva (AFP)Marina é vista com reserva pelos empresários do agronegócio

Bem relacionado com empresários, Campos havia recebido até agora R$ 8,2 milhões em doações para a disputa de 2014, segundo a primeira parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Dilma recebeu R$ 10,1 milhões, e Aécio, R$ 11 milhões.

 

A morte dele lança dúvidas sobre a capacidade do PSB de manter o fluxo de doações.

 

As três empresas que até agora mais doaram para Campos são do ramo do agronegócio: a Atasuco, fabricante de sucos e aromas, doou R$ 1,5 milhão, a JBS, maior produtora de carnes do mundo, doou R$ 1 milhão, e o mesmo valor foi doado pela Cosan, gigante do setor de açúcar e biocombustíveis.

 

Caso Marina assuma a cabeça da chapa, é improvável que empresários do agronegócio mantenham o nível de doações, já que a candidata é vista pelo setor com reserva.

 

Com menos doações, uma eventual campanha de Marina teria de ser mais modesta.

 

De que forma a morte afeta as coligações do PSB nos Estados?

Segundo a cientista política Silvana Krause, da UFRGS, as alianças costuradas por Campos para eleições estaduais não deverão ser alteradas, mesmo que Marina assuma a cabeça da chapa.

 

Em busca de nacionalizar sua campanha, Campos aliou-se a candidatos de outros partidos em disputas para governos estaduais. As negociações geraram atritos com Marina, que rejeitava alianças com partidos não alinhados ideologicamente com a candidatura.

 

Em nota divulgada em junho, a Rede Sustentabilidade, grupo político de Marina incorporado pelo PSB nesta eleição, anunciou que a ex-senadora só participaria de atividades de candidatos a governos estaduais apoiados pela Rede.

 

A Rede ainda não disse se a morte de Campos altera esse quadro.

 

Para Krause, a tendência é que, caso assuma a candidatura do PSB, Marina só busque o apoio de candidatos cujas alianças ajudou a negociar.

 

BBC Brasil 

Acidente mata grávida e marido, mas bebê nasce com o impacto e é salvo

Acidente mata grávida e marido, mas bebê nasce com o impacto e é salvo em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/Ag. Mais)Casal estava em um motocicleta que foi atropelada por caminhão (Foto: Divulgação/Ag. Mais)

O casal Vladimir Lopes Oliveira, de 30 anos, e Antônia Dulcimar Batista, de 28, morreu após a motocicleta em que estavam ser atropelada por um caminhão desgovernado na manhã desta terça-feira (4), no Residencial Cidade Verde em Goiânia. Grávida, a mulher morreu na hora. No entanto, a criança nasceu no local do acidente e sobreviveu. Encaminhada ao Hospital Materno Infantil, a menina ainda faz exames, mas a unidade informou que ela passa bem.

Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), o bebê nasceu com o impacto da colisão. “Não é normal. Só por Deus que a criança sobreviveu”, afirmou o operador de frotas do Samu, Allan Rodrigues da Silva.

Diferentemente da versão apresentada pelo Samu, o sargento Idevandir Antônio da Silva, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, informou que um socorrista do Samu ajudou a retirar o bebê da barriga da mulher. Entretanto, o Samu não confirma a informação. Conforme os socorristas, a vítima aparentava estar no 8º mês de gestação.

A equipe que atendeu a criança no hospital informou que o recém-nascido sofreu uma fratura na clavícula e outra na testa, mas não corre risco de morte e nem precisou ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Pai da criança, o condutor da motocicleta, chegou a ser socorrido consciente e levado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No entanto, ele morreu durante procedimento cirúrgico na unidade de saúde.

Acidente
De acordo com a Polícia Militar, a motocicleta estava parada na frente de uma carreta no semáforo da Avenida Santa Maria, no Residencial Cidade Verde. Segundo o sargento do Batalhão de Trânsito, outro caminhão seguia em alta velocidade, não conseguiu parar a tempo e bateu na traseira da carreta, que acabou atropelando o casal.

O caminhoneiro que causou o acidente, de 36 anos, fugiu, mas voltou ao local da colisão com um advogado. Segundo o sargento, ele foi orientado a se apresentar na Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Trânsito de Goiânia (Dict).

Investigação
O caminhoneiro prestou depoimento no final da manhã na Dict. Segundo a delegada Silvana Nunes Ferreira, ele alegou que houve falha mecânica nos freios. “Vamos abrir inquérito para averiguar se realmente houve problema mecânico ou se ele foi imprudente. Vamos analisar as circunstâncias e pegar os registros dos radares instalados na via”, explicou.

O motorista não ficará detido porque se apresentou espontaneamente à Polícia Civil. O teste de bafômetro apontou que ele não estava embriagado.

 

G1

Relação pode sofrer impacto negativo quando mulher não se sente sexy

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Se sentir sexy é fundamental para uma mulher, tanto que, quando esse sentimento não existe, a confiança feminina fica abalada e consequências ruins podem atingir até o relacionamento. Uma pesquisa feita pelo site Ohtique, no Reino Unido, mostrou que mais de 70% das mulheres acreditam em um impacto negativo na relação com o parceiro quando não se sentem sensuais. As informações são do site Female First.

 

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​Mais de um terço delas se sentem mais sexy entre quatro paredes com o parceiro. O sentimento desaparece, porém, em 50% delas, quando perdem a autoconfiança. Ouvir que são sensuais proporciona segurança em relação à aparência para um terço das entrevistadas. Tanto que, entre os momentos que as participantes do estudo se sentiram mais sexy, está quando receberam elogio do parceiro.

 

Por outro lado, a pesquisa mostrou que o público feminino se sente mais sensual ao se arrumar para uma noite com as amigas do que para um encontro a dois. “Nós ficamos chocados ao descobrir que tantas mulheres no Reino Unido confiam nos elogios dos outros para se sentirem bem”, afirmou Lexi Ashford, diretor e co-fundador do site.

 

Terra

Estudo mede impacto do conhecimento do professor no desempenho do aluno

aluno professorMedir o impacto do conhecimento do professor para o desempenho escolar do aluno pode soar, à primeira vista, uma tarefa difícil e sem sentido. Difícil porque os instrumentos para avaliar o quanto um docente conhece a disciplina que leciona são raros e, sem sentido porque, em tese, só ensina determinado assunto quem o conhece.

A pesquisadora Raquel Rangel Guimarães, que é estudante do doutorado em Demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), porém, percebeu que esse era um fator importante para avaliar o aprendizado dos estudantes brasileiros e encontrou uma maneira de demonstrar isso.

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Durante mestrado realizado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Raquel avaliou quais eram os fatores que, no Brasil, mais contribuíam para o bom desempenho escolar das crianças, medido por avaliações em grande escala. A qualificação do professor apareceu como determinante . O desafio seguinte foi verificar o tamanho desse impacto.

Raquel considerou, na pesquisa, as notas de estudantes da 4ª série do ensino fundamental e seus professores em provas de Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Na amostra, foram avaliados os dados de seis Estados brasileiros – os que tinham pior desempenho e fizeram parte do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) entre 1999 e 2003. São eles: Rondônia, Pará, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Os resultados mostram que cada 10 pontos a mais tirados por um professor no teste representam um aumento de, pelo menos, um ponto na nota dos alunos. Os estudantes foram avaliados em uma escala de 0 a 100. Docentes e alunos prestaram as mesmas provas.

 

“Temos um efeito razoável e estatisticamente significante, que aponta a necessidade de investimento em políticas para a melhoria do conhecimento do professor do conteúdo que ministra”, ressalta Raquel. Segundo ela, o efeito é duas vezes maior do que o observado em escolas públicas da Carolina do Norte, mostrado em um estudo de Charles Clotfelter, Helen Ladd e Jacob Vigdor, usado pelos pesquisadores para fazer comparações com o Brasil.

Dados escassos

As análises estatísticas feitas por Raquel e um grupo de colegas estrangeiros – Asha Sitaram e Shimpei Taguchi, de Stanford; Lucia Jardon, da Universidade de Zurique, e Lenora Robinson, da Harlem Village Academies – serão tema de palestra em um congresso da Population Association of America, em New Orleans, nos Estados Unidos, no dia 11.

 

“Infelizmente, os professores só participaram da avaliação em 1999. Seria fantástico se tivessem aplicado ao longo do tempo. É super difícil definir a qualidade do professor, o quanto ele sabe. O mais próximo que temos para definir um professor de boa qualidade é o conhecimento que ele tem da disciplina e o quanto ele sabe transmitir, que ainda não consegui estudar”, afirma Raquel.

Segundo ela, os estudos na área ainda são escassos e deveriam ser mais explorados, porque podem direcionar políticas públicas. “Existe um potencial muito grande para investimento na qualificação do professor. Muitas vezes, parece óbvio mas o que percebemos é que há professores que não conhecem a disciplina que lecionam. É preciso melhorar a capacitação do educador”, diz.

 

iG