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Donald Trump diz na TV que vai deportar três milhões de ilegais

 (Foto: Reuters/Carlo Allegri)
(Foto: Reuters/Carlo Allegri)

Donald Trump cumprirá com sua promessa de deportar milhões de imigrantes sem documentos dos Estados Unidos, afirmou o presidente eleito em uma entrevista que será transmitida neste domingo (13) no programa “60 Minutes” da rede “CBS”. Segundo Trump, até 3 milhões de pessoas serão deportadas depois que ele assumir o cargo.

“O que iremos fazer é pegar essa gente que é criminosa e tem fichas criminais, membros de gangues, traficantes, que totalizam 2, talvez 3 milhões. E vamos tirá-los do país ou fazer com que sejam presos”, declarou Trump em um trecho veiculado da entrevista à “CBS”.

Em outro trecho, o presidente eleito dos EUA afirma que “depois que a fronteira estiver segura”, oficiais da imigração irão fazer uma determinação sobre as pessoas que são “fantásticas”.

11 milhões de imigrantes ilegais
Durante a campanha à presidência dos EUA, Trump prometeu banir os muçulmanos e expulsar todos os imigrantes ilegais que já estão nos EUA, cerca de 11 milhões de pessoas, afirmando que aqueles que comprovarem ser “boas pessoas” serão aceitos de volta de forma legal.

Ele também defendeu a construção de um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de imigrantes nos EUA. No dia em que apresentou sua candidatura, ele disse:

“Quando o México manda gente para os EUA, eles não estão mandando os melhores… Eles estão mandando pessoas que têm muitos problemas e estão trazendo esses problemas para nós. Eles estão trazendo drogas, estão trazendo crime, estão trazendo estupradores, e, alguns, presumo, são boas pessoas”.

Outras propostas feitas pelo republicano foram o fim do “Obamacare” (programa de saúde criado por Obama), o aumento dos impostos de empresas que deixarem o país e a ampliação dos poderes dos donos de armas que querem se defender.

G1

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MP irá monitorar nível de agrotóxico em vegetais vendidos em supermercados e aponta uso de produtos ilegais

glauberto-bezerraO Ministério Público do Estado (MPPB), através da Promotoria do Consumidor, reuniu nesta quinta-feira (16) representantes de quatro órgãos para discutir o combate à utilização irregular de agrotóxicos. Na reunião ficou definida que será feito monitoramento do nível de  agrotóxico utilizados nos vegetais comercializados nos supermercado e mercado de João Pessoa. O MP também aproveitou para denunciar o uso ilegal de agrotóxicos não permitidos.

Segundo o promotor Glauberto Bezerra, os próprio produtores paraibanos já começam a enfrentar dificuldades de comercializar seus produtos em outros estados por causa do uso excessivo de agrotóxicos. Bezerra contou que um produtor de Mamanguape que vendia seus produtos em Recife já não consegue mais entrar naquele mercado.

Nesta quinta foi feita a primeira reunião para traçar estratégicas e os órgãos presentes resolveram chamara outros órgãos como Sudema, Secretaria da Saúde e INCRA.

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A fiscalização – A idéia é que a fiscalização seja mais intensificada e vire um rotina de longo prazo. A ação começou na Empasa e deve se estender para supermercados e mercados públicos a partir de novembro. Futuramente ainda deve avançar para feiras de produtos orgânicos.

As hortaliças passarão por teste de laboratório aferindo o valor do agrotóxico e em caso de verificação de nível irregular serão tomadas as medidas como multas e até a proibição do produto. Os responsáveis pela entrada de agrotóxicos com uso proibido no estado também serão responsabilizados criminalmente.

Na primeira fase da ação proposta pelo MP foram fiscalizados tomates e pimentões, na segunda fase será a vez dos mamões e repolho.

Participaram da reunião no Ministério Público, a Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), Luiz Carlos Barros e João Alberto Silva, a diretora-geral da Agência de Vigilância Sanitária do Estado (Agevisa), Glaciane Mendes Roland, a técnica da Agevisa, Djanira Machado, o representante da Receita Estadual, Marcelo Pio Chaves, o presidente da Empasa, João Tavares.

 

Paulo Dantas/João Thiago

Armas de fogo ilegais abastecem crime na PB

armasPor meio de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) prenderam um vereador suspeito de vender armas a traficantes no município de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa. A prisão do parlamentar aconteceu no último dia 14 de agosto deste ano e é um dos casos que reforçam as investigações das Polícias Civil e Federal sobre a origem das armas que circulam na Paraíba para fins ilícitos. Para a polícia, as armas entram na Paraíba por meio de contrabando entre estados vizinhos e o Paraguai.

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Apreensões e abordagens são realizadas constantemente pelos órgãos de segurança para coibir o uso de armas de fogo por pessoas que não têm a posse e porte dos objetos. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Seds), no primeiro semestre deste ano foram 1.339 armas apreendidas. Ainda assim, o número de assassinatos registrados no Estado não para de crescer.

Os números do Mapa da Violência deste ano mostram que os homicídios na Paraíba mais que triplicaram em uma década, considerando o período de 2001 a 2011. A pesquisa coloca o Estado em segundo lugar no crescimento de assassinatos, que passou de 490 casos para 1.619, somente no último ano da pesquisa, e o terceiro com a maior taxa (230,4) de crimes dessa natureza.

Este ano, a violência não deu trégua, e do mês de janeiro até julho deste ano foram registrados 912 homicídios, sendo 740 mortes por arma de fogo, segundo dados da Seds. No mesmo período do ano passado foram 718 óbitos pelo uso de arma de fogo.

As investigações policiais e apreensões apontam que as armas são utilizadas em assaltos, roubos e homicídios. Os revólveres, pistolas e espingardas são os tipos de armas mais apreendidos pela polícia. Segundo o delegado da Polícia Federal na Paraíba, Fábio Maia, essas armas são permitidas para uso civil e que as pessoas podem manter em casa. “Tanto a pistola 380 quanto o revólver calibre 38 são armas que as pessoas podem ter a posse e também mais usadas por empresas de segurança. Quando fazemos apreensões, essas são as armas mais comuns e, na maioria das vezes, foram roubadas de residências ou de seguranças, em assaltos a banco, por exemplo”, explicou.

Sobre a origem dessas armas no Estado, o delegado geral adjunto Isaías Gualberto, relatou que ainda há casos de pessoas que alugam ou vendem armas. Segundo o delegado, os criminosos conseguem as armas de maneira ilícita, até mesmo em outros estados, e negociam com os bandidos. “Há pessoas que têm essas armas e alugam para os traficantes. Nas próprias quadrilhas têm pessoas que são responsáveis para conseguir as armas, que são usadas pelos integrantes. Eles conseguem fuzis, metralhadoras. Em alguns estados têm quadrilhas especializadas nisso”, disse.
Ainda de acordo com Isaías Gualberto, na Paraíba não existem fábricas legais de armas de fogo e munições. Por isso, a suspeita de que a maioria das armas que circulam no Estado são oriundas do tráfico de armas e contrabando.

 

 

jornaldaparaiba

Governo vai conceder visto humanitário a haitianos ilegais no país

Acampamento de haitianos refugidos em Basileia, Acre (Foto: Raimundo Pacó/Frame/Folhapress)
Acampamento de haitianos refugidos em Basileia, Acre (Foto: Raimundo Pacó/Frame/Folhapress)

Os haitianos que entraram ilegalmente no país deverão receber visto humanitário que lhes garanta a permanência no país por cinco anos. O documento poderá ser renovado por igual período e, dependendo da situação, ser trocado pelo visto permanente. De acordo com o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a regularização será destinada apenas aos imigrantes haitianos.

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“O conjunto de medidas especiais que o Estado brasileiro adota para fins de regularização dentro do nosso território está destinado aos haitianos, em virtude da responsabilidade diplomática e histórica que o Brasil tem com o povo do Haiti”, disse o secretário, em entrevista à imprensa na cidade de Rio Branco, antes de ir para Brasileia com a equipe multissetorial enviada pelo governo federal a fim de analisar a situação dos imigrantes ilegais no município acriano.

Ainda de acordo com o secretário nacional de Justiça, os africanos e asiáticos, também refugiados no Acre, passarão por outros procedimentos. “Essas medidas, a priori, não estão sendo alcançadas a quaisquer outras nacionalidades, que deverão seguir os procedimentos ordinários que a nossa legislação prevê. Caso haja uma solicitação fática de protocolo de refúgio, esse pedido é encaminhado para o Comitê Nacional para Refugiados para que haja deliberação, analisado cada caso individualmente. Se for negado, essas pessoas deverão se retirar do território”.

O grupo multissetorial que está em Brasileia é composto por representantes da Polícia Federal, dos ministérios da Justiça, Relações Exteriores, trabalho e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Além de verificar o problema fronteiriço, cada órgão terá uma função na regularização dos imigrantes. Serão emitidos documentos como CPF, Carteira de Trabalho e protocolo de pedido de refúgio no país.

Abrão explicou também que a equipe multissetorial irá estudar uma forma de solucionar o problema da imigração ilegal, mas não definiu o que deve ser feito. “Nesses quatro dias aqui, no Acre, nós vamos apurar o nosso diagnóstico em relação à questão dos haitianos. Já existe um conjunto de iniciativas elaboradas, visando a estimular a vinda [dos haitianos] pelo mecanismo da emissão de vistos no Haiti e desestimular a vinda pelas vias irregulares, terrestres aqui pelo Acre. Essas medidas serão anunciadas em um momento mais oportuno”.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos do governo do Acre, Nilson Mourão, entende que o problema e a necessidade da participação do governo federal são urgentes. “Nosso principal objetivo é que as autoridades federais vejam, in loco, a realidade. Nós estamos carregando os problemas com muita dificuldade, com muito sacrifício, porque o problema é complexo. Agora estão vindo nos visitar e é extremamente importante que nos vejam, constatem a realidade, para tomar as providências que nós entendemos cabíveis”, disse.

Mourão defende a assistência aos imigrantes abrigados no estado, mas alerta para a presença de traficantes e coiotes (agenciadores de imigrantes ilegais) entre os refugiados. “A grande maioria são pessoas pobres, humildes, que buscam dias melhores aqui no Brasil. São vítimas, tanto da catástrofe como vítimas dos coiotes. É claro que no meio deles existem coiotes e traficantes infiltrados. Há todo um problema de tráfico de drogas, de contrabando, tráfico de armas que sempre acompanham movimentos migratórios que são feitos dessa forma”, alertou.

 

 

Marcelo Brandão, da Agência Brasil

58% das armas da PB são ilegais; 90% do arsenal estão nas mãos de civis

O tráfico de armas é considerado o segundo crime organizado mais lucrativo do mundo, perdendo apenas para o de drogas. Conforme levantamento da ONG Viva Rio, 266.580 armas circulam na Paraíba e 58% delas são ilegais, ou seja, estão nas mãos de bandidos ou de pessoas despreparadas para manuseá-las. Do total de armas que circulam no Estado, apenas 10%, cerca de 26 mil, pertencem às Forças Armadas, segundo o Conselho Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. A maioria do arsenal registrado (102.073) está com pessoas físicas, segurança privada e nas lojas de armas.

O secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, afirmou que estão sendo adotadas medidas de repressão e ações preventivas para retirar as armas ilegais de circulação. No entanto, ele reconheceu que não há um controle sobre a circulação e entradadelas no País, nem na Paraíba, já que há fronteiras descobertas, facilitando a ação dos bandidos.

O combate ainda esbarra numa constatação: há policiais envolvidos no tráfico. A Operação Squadre, deflagrada no último dia 9, pela PF mostrou o exemplo do major Gutenberg Nascimento, que responde por acusações de envolvimento com grupos de extermínio e tráfico de armas. A milícia que comandava, segundo a PF, tem ligação com a compra e venda de armas e munições.

Por causa das denúncias do envolvimento de policiais com este crime, a Seds também está tentando estreitar o controle das armas utilizadas por seus homens, mas admite que é difícil. Entre os planos para melhorar o acompanhamento do armamento, existe a expectativa de que a próxima aquisição traga unidades com chips e, no futuro, equipamentos bélicos monitorados com GPS.

NO BRASIL- Do total de armas que circulam no País – 16 milhões – apenas 10%, o que corresponde a 160 mil, estão nas mãos da Segurança Pública, segundo estimativa feita em 2011 pela ONG Viva Rio com base em dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) da Polícia Federal/MJ. As demais – 90% – que somam 14,4 milhões, estão com a população e com criminosos.

Jornal Correio da Paraíba