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João faz alerta sobre Previdência: “Não se trata de partido político ou ideologia

O governador João Azevêdo rechaçou, nesta sexta-feira (13), durante agenda na cidade de Araçagi, as críticas apregoadas inclusive por alguns deputados do PSB sobre a PEC que trata sobre a reforma da Previdência.

De acordo com João não se trata de partido político ou ideologia, a necessidade do Estado é por conta da legislação que foi aprovada em Brasília.

“Não se trata de partido político ou ideologia, é uma necessidade real e obrigatória por conta da legislação que foi aprovada em Brasília. Nós lutamos para que a reforma não fosse injusta, quando nós tiramos a alteração do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e vários itens que prejudicariam a população e a reforma tivesse o menor impacto sobre os servidores” disse.

Ainda de acordo com o gestor estadual ele não faz a discussão da demagogia e da hipocrisia.

“Existe uma previdência aprovada pelo governo federal e os estados são obrigados a fazer alterações. A discussão da demagogia e da hipocrisia eu não faço. Sou governador e tenho responsabilidade com toda população, não vou quebrar o estado para fazer demagogia e dizer que não precisa fazer reforma. Precisa fazer essa adequação por conta da legislação aprovada e do déficit da previdência. Estou para governar, não estou para fazer acordo com meia dúzia como gostaria que fizesse. Estou aqui para dizer que não serei fantoche de quem quer que seja” concluiu.

PB Agora

 

 

Cícero lamenta nível da campanha na PB e diz que faltam ‘ideologia, coerência e fidelidade política no estado’

ciceroO senador paraibano Cícero Lucena (PSDB) lamentou o fim da ideologia, da coerência e da fidelidade política na Paraíba.

Segundo o senador, o nível em que a campanha está sendo conduzida no Estado é baixíssimo.

“Tantos problemas da Paraíba para serem debatidos e eu, como eleitor, estou triste por não ver isso. Estou acompanhando este processo com grande tristeza”, disse.

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Cícero dise que falta reconhecimento e credibilidade entre os políticos do estado. “Virou, praticamente, um negócio. Não tem candidato que tenha compromisso em fazer algo em favor da coletividade”, declarou.

Reclamando sobre as alianças formadas na Paraíba, Cícero disse que elas não refletem a opinião do povo, e que isso pesará na hora da contagem dos votos.

“As coligações foram feitas sem ouvir o povo. Foi feita pelo interesse momentâneo e imediatista da eleição. Eu lamento profundamente que tudo isso fique à margem do eleitor, mas o eleitor vai ver isso. O político precisa ver que o eleitor discorda do que ele está fazendo. Se o eleitor achar que tudo está normal, nada vai mudar”, concluiu.

João Thiago

 

Wagner Gomes: A “nova classe média” e a velha ideologia burguesa

Wilson Dias/ABr

O fenômeno é inegavelmente positivo. Falsa, porém, é a interpretação que o caracteriza como a emergência de uma nova classe média no Brasil, amplamente disseminada e vulgarizada pela mídia nativa.

Num livro recente em que refuta tal caracterização, o economista Marcio Pochmann mostra que a causa principal da mobilidade social em tela foi a criação de 21 milhões de novos postos de trabalho ao longo dos últimos 10 anos, sendo 94,8% deste total com salários equivalentes até 1,5 mínimo. O nível de desemprego, que tinha subido a 20% no governo FHC, despencou. Mas não se pode falar com seriedade em nova classe média.

“Seja pelo nível de rendimento, seja pelo tipo de ocupação, seja pelo perfil e atributos pessoais, o grosso da população emergente não se encaixa em critérios sérios e objetivos que possam ser claramente identificados como classe média”, argumenta Pochmann. Trata-se, na realidade, de classe trabalhadora – e de baixa remuneração. Os dois conceitos conduzem a estratégias políticas diferentes, uma vez que os interesses e objetivos históricos da classe trabalhadora, reiterados a cada 1º de Maio, nem sempre coincidem com os da classe média, apesar de não serem antagônicos.

Embora pareça inofensivo, o falso conceito de classe média (que a mídia monopolista, como quem não quer nada, procura transformar em senso comum), serve a um propósito ideológico e político reacionário, que é o de incutir neste novo contingente de assalariados a cultura do consumismo e do individualismo, tornando-os consumidores em vez de cidadãos.

É uma operação ardilosa da velha ideologia liberal-burguesa, hoje travestida de neoliberalismo, cujo objetivo é obscurecer a identidade e a consciência de classe das trabalhadoras e trabalhadores, afastando-os com isto da busca de soluções coletivas para problemas sociais comuns, das lutas solidárias e das bandeiras classistas, que desde sempre inspiraram e guiaram o movimento operário e sindical. Podemos notar em tudo isto um significado análogo ao do novo idioma que o patronato usa para caracterizar o empregado, chamando-o de “parceiro” ou “colaborador”, como se já não existisse a subordinação do trabalho ao capital (atestado pelos altos índices de rotatividade) e o trabalhador tivesse sido alçado à condição de sócio da empresa.

O sindicalismo classista deve não só rechaçar o falso conceito em voga como também, e ao mesmo tempo, procurar compreender com maior rigor científico o fenômeno social em questão, de forma a abordar este novo contingente da classe trabalhadora com espírito classista, visando sua conscientização, sindicalização e incorporação nas lutas sociais. Desta forma, daremos à agenda da 2ª Conclat por um novo projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização de trabalho a energia e a força de amplas massas.

*Wagner Gomes é presidente da CTB

Portal Vermelho