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Polícia divulga identidade de suspeitos mortos em confronto na Paraíba

A Polícia Militar divulgou informações sobre os suspeitos mortos em confronto com a polícia na manhã desta terça-feira (2), em Riacho de Santo Antônio, na Paraíba.

Seis dos oito suspeitos foram identificados: Marcela Virginia Silva do Nascimento, 32 anos; José Pedro Agostinho da Silva, 30 anos; Manoel José de Lima, 37 anos; Adson Berigue de Lima, 29 anos; José Adson de Lima, idade não informada; Reniere Alves de Souza, 32 anos. Dois outros suspeitos ainda não foram identificados.

Quatro dos oito suspeitos mortos foram reconhecidos como os mesmos que cometeram um assalto no loteamento Dona Lica I, em Santa Cruz do Capibaribe, agreste de Pernambuco.

Com os suspeitos foram apreendidos dois revólveres calibre 38, duas pistolas cal. 380 e uma espingarda calibre 12, dois carregadores de 380, trinta cartuchos cal. 380 intactos, 61 cartuchos cal. 38, sendo 57 intactos e quatro deflagradas e cinco cartuchos cal.12 intactos, sete aparelhos celulares, um automóvel Siena de cor branco e placas KIK-6194 e uma picape Fiat Toro de cor prata e placas PCM-9888.

A operação ainda resultou na apreensão da quantia de R$ 56.075,00 (cinquenta e seis mil e setenta e cinco reais) em espécie, provavelmente proveniente do roubo contra o supermercado de Santa Cruz do Capibaribe.

 

clickpb

 

 

A importância de criar uma identidade única para a marca

O sucesso de uma empresa não depende apenas do brilhantismo da ideia que a originou nem da qualidade dos produtos e serviços apresentados pela mesma.

Hoje em dia, o mercado está a ficar cada vez mais saturado e, com o nascimento diário de novas empresas, não é de estranhar que comece a sentir-se que a dificuldade na gestão empresarial é cada vez maior.

Mais do que criar uma simples empresa, hoje em dia, é importante a construção de uma identidade sólida, distinta, memorável e única. Na verdade, a ausência deste tipo de caraterística é um passo para a desistência, a perda de motivação e o insucesso.

Em pleno século XXI, o marketing já o descobriu e já tenta aplicá-lo ao vasto universo das empresas online. Nome, logótipo, slogan, design de páginas, criação de conteúdos para SEO, gestão de redes sociais e contratação de serviços de entregas e gestão logística estão na ordem do dia para quem quer garantir que tem uma marca sólida e com futuro.

Evidentemente, o papel de aspetos de identidade, como o são fulcrais para o estabelecimento de uma relação sólida e efetiva com o público, sendo fundamentais no momento em que se começa a construir a marca.

Não é também de estranhar, com o crescimento da mídia social e a experiência da atualidade, onde o tempo parece sempre correr, que as imagens realmente “digam mais do que mil palavras”.

Hoje, para que uma empresa consiga conquistar o seu público, o papel das imagens é muito importante e a presença nas redes sociais também impera.

Acima de tudo, quando se entra no panorama das empresas digitais, o mais importante é garantir que, quando um consumidor se cruza com o nome ou o logótipo da empresa, este é capaz de a distinguir das demais. Para que isto aconteça, é necessário que a identidade da marca seja forte.

Neste artigo, vamos explorar a importância de criar uma identidade única para a marca e dizer-lhe alguns aspetos fundamentais para que tal aconteça

A criação de um logótipo adequado

O logótipo é muito importante para a identidade da marca. Tudo num logótipo – desde a sua cor, o lettering das palavras (caso constem do mesmo), o formato e a imagem – devem adequar-se aos princípios, à atividade e aos objetivos da marca.

Numa época onde cada vez mais empresas nascem, o logótipo deve ser um marco na diferença, permitindo que a sua marca se distinga, com facilidade, das demais. Para isso, é necessária a criação de uma imagem sólida, lógica e que não copie os modelos já existentes.

O logótipo é considerado um aspeto muito importante do marketing online, enquadrando-se no design digital. Este deve ser pensado considerando vários aspetos e tendo sempre em mente os objetivos e o público alvo.

Usualmente, para que este objetivo seja plenamente cumprido, as empresas optam pela contratação de criativos da área do e-marketing e do design. Juntos, estes profissionais podem criar um logótipo totalmente original e que ajude a destacar uma determinada empresa.

Ainda assim, quando se inicia uma jornada pelo mundo das empresas digitais, nem sempre existe a margem económica que permite esta forma de ação. Felizmente, adequando-se às mudanças no mundo, a Internet foi também espaço de criação de geradores de logótipos, ferramentas que podem ajudá-lo a encontrar o logótipo certo para a sua empresa, de forma gratuita ou com orçamentos mais em conta.

A criação de um nome sonante

Claro que, antes mesmo da criação do melhor logótipo para a sua empresa, algo que deverá também considerar é o nome que quer dar à sua marca.

Para começar, é importante que recorde que o nome não deverá ser demasiado semelhante ao de outras empresas, principalmente se estas forem, já, renomadas.
O ideal é que crie um nome que tenha a ver com o setor de atividade em que opera, que seja apelativo para o público, sonante e fácil de memorizar. Estas caraterísticas ajudarão a criar uma identidade para a marca e, em simultâneo, farão com que os utilizadores se recordem da sua empresa com maior facilidade.

Procure criar um nome que seja também simples e que tenha domínios de internet disponíveis. Desta forma, encontrar o seu espaço online será mais simples e poderá conquistar mais seguidores e clientes.

Crie um slogan que defina a atividade

Os slogans são formas divertidas de dizer ao cliente quais as intenções da empresa. Um bom slogan deve ser memorável, simples, “catchy” e informativo.

Muitas vezes, quando as empresas gozam de alguma reputação, estas utilizam o slogan, também, para reforçar alguns dos valores da marca, o que ajuda, também, a criar uma sensação de cumplicidade e confiança com os clientes.

A criação de um bom slogan será, sem dúvida, um aspeto identitário que ajudará a dar destaque à sua marca.

 

Marketing de Conteúdo SLU

 

 

Governo lança projeto piloto de Documento Nacional de Identidade

O projeto piloto do Documento Nacional de Identidade (DNI) foi lançado hoje (5), no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presença do presidente Michel Temer e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. O documento será digital e vai reunir diferentes registros civis, como CPF e título de eleitor.

Servidores do TSE e do Ministério do Planejamento vão participar do projeto e poderão fazer o download do aplicativo a partir de hoje em smartphones e tablets. A intenção é que a partir de julho deste ano a iniciativa comece a chegar aos cidadãos brasileiros. No futuro, o DNI deve incluir diversos documentos à medida em que sejam firmados convênios com órgãos públicos para a integração da base de informações.

O documento usa as bases de dados de biometria do TSE, do governo federal e do Poder Judiciário. Para baixar o aplicativo e ter acesso digital ao documento será preciso ter feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a ideia é simplificar e tornar eficiente a identificação dos cidadãos. Segundo ele, o custo unitário do documento digital será de dez centavos. “Descortina-se com o DNI uma imensa avenida de possibilidades porque a solução que está sendo dada é inteligente, digital, sem burocracia, flexível e adaptável a todos os tipos de serviços”, afirmou, acrescentando que futuramente as pessoas naturalmente passarão a usá-lo como o principal documento de identificação.

O presidente Michel Temer destacou que o DNI vai facilitar a vida dos cidadãos e ampliar a segurança. “A intenção é que o DNI venha concentrar vários documentos em um único. Teremos menos papel. A vida de todos, de alguma maneira, ficará mais fácil. A ideia de um documento de identidade todo digital, que possamos acessar pelo telefone, é muito prática e será também sinônimo de segurança”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, ressaltou que usar a biometria do TSE é um caminho acertado para implementar o Documento Nacional de Identidade.

O DNI é resultado do projeto de Identificação Civil Nacional, que tem o objetivo de possibilitar a emissão de um documento único do cidadão brasileiro, válido no território nacional, bem como a autenticação biométrica do cidadão em todos os órgãos e entidades governamentais e privados. O projeto de lei foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República em maio de 2017.

Registro Nacional Migratório

Na cerimônia também foi assinado um decreto que cria o documento provisório de registro nacional migratório, voltado para estrangeiros que entram no Brasil em busca de refúgio e ainda aguardam uma decisão do governo brasileiro.

Após assinar o decreto, o presidente Temer disse que se trata de uma medida de caráter humanitário e beneficia também o Estado brasileiro, por possibilitar um registro mais completo de informações sobre os solicitantes de refúgio. “É um avanço na identificação dos estrangeiros que solicitam refúgio em nosso país. Agora, o solicitante ganhará um documento que dará acesso à Carteira de Trabalho, ao CPF, à possibilidade de um conta bancária. É uma medida que fortalece a situação de quem está vulnerável”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que há muito tempo é buscado um registro adequado para migrantes e refugiados que chegam ao território brasileiro. Segundo ela, no Brasil, quase 10 mil pessoas, de 82 nacionalidades, buscaram refúgio em 2016 e esse número triplicou em 2017, quando 33 mil refugiados foram registrados pela Polícia Federal. Dodge lembrou que há quase 92 mil solicitações de refúgio ativas no país.

Agência Brasil

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Formulário da UFPB substitui ‘masculino’ e ‘feminino’ por identidade de gênero

Formulário de inscrição da UFPB | Reprodução

Circula nas redes sociais a reprodução de um formulário de inscrição da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que, entre outras informações, pede a identidade de gênero do candidato. A imagem causou surpresa entre os usuários porque, em vez de “masculino” e “feminino”, a inscrição pede para que o candidato escolha entre “Mulher Trans”, “Mulher Cis”, “Não-Binário”, “Travesti”, entre outras. Mas esse formulário é real?

O formulário é verdadeiro e trata-se da inscrição para o processo seletivo de ingresso no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da UFPB. Após a imagem viralizar, o edital foi retificado por um novo com algumas mudanças. Houve a retirada da opção “Travesti” e a inclusão de um campo com espaço para que o candidato preencha a opção que mais se enquadra, entre outros.

A pergunta sobre identidade de gênero foi mantida, assim como um campo para o preenchimento do nome social do candidato. O formulário retificado está disponível onlineno site do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da instituição e o formulário antigo, antes da retificação e que incluía a opção “Travesti”, foi armazenado pelo Google e acessada pela equipe de checagem do GLOBO.

Novo formulário, com a mudança nas opções

Entre as mudanças feitas na retificação do edital também foram incluídas duas notas de rodapé com a indicação de que tanto a identidade de gênero quanto a pergunta anterior, sobre o nome social do candidato, são feitas conforme o decreto 8.727. Em vigor desde 28 de abril de 2016, ele “dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.”

Em entrevista ao ‘É Isso Mesmo?’, o coordenador do PPGCI, Henry Poncio, esclareceu que, na montagem do edital, foi seguida uma normativa da reitoria chamada de “edital de referência”, que abriu a possibilidade para os editais de seleção também trabalhem a inclusão. A informação foi confirmada pela pró-reitora de pós-graduação da UFPB, Maria Luiza Alencar.

Segundo Poncio, o que houve foi uma readequação à realidade do programa, que já tem alunos transgêneros. Ele também destaca que o PPGCI é o primeiro programa de pós-graduação da UFPB a fazer esta mudança em seus formulários.

— Também permitimos que o candidato coloque seu nome social. Só faz sentido trabalharmos com nome social se trabalhamos também com identidade de gênero. O objetivo é incluir pessoas, ampliar o acesso e legitimar como as pessoas se compreendem. É uma realidade que nós vivemos. Na UFPB temos duas professras trans, além de um numero significativo de alunos na graduação que vão para a pós — explica Poncio.

Quem fizer denúncia sobre doméstico terá identidade preservada; veja como será fiscalizada a Lei das Domésticas

domésticaSerá preservada a identidade de quem denunciar trabalho doméstico em situação irregular, segundo normas de fiscalização publicadas nesta quinta-feira (7) no “Diário Oficial da União”. Começou a valer hoje a lei que estabelece multa de pelo menos R$ 805,06 para patrões que não se adaptarem à Lei das Domésticas. Ela prevê, entre outros direitos, carteira assinada, jornada de trabalho definida e pagamento de horas extras.

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De acordo com as normas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os auditores fiscais do trabalho farão fiscalização indireta, que ocorre com sistema de notificação e apresentação de documentos nas unidades descentralizadas do MTE.

“Se a fiscalização for iniciada por denúncia, é mantido sigilo quanto à identidade do denunciante. O trabalhador doméstico que tiver uma situação irregular ou uma pessoa que conhecer a situação e quiser denunciar deve procurar uma unidade do Ministério do Trabalho”, informou o governo.

O ministério também informou que, caso seja necessária a fiscalização no local de trabalho, o auditor fiscal, após apresentar sua Carteira de Identidade Fiscal, e observando a “inviolabilidade do domicílio”, prevista na Constituição, “só poderá ingressar na residência com o consentimento por escrito do empregador”.

Fiscalização indireta –  Na fiscalização indireta, informou o governo, primeiro passo é a notificação via postal, com o Aviso de Recebimento (AR) e a lista de documentação que deve ser apresentada. Nessa notificação, também constará o dia, hora e unidade do Ministério do Trabalho para apresentação da documentação.

Na lista de documentos, ainda segundo o Ministério do Trabalho, constará necessariamente a cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), na qual deve haver a identificação do empregado doméstico, a anotação do contrato de trabalho doméstico e as condições especiais, caso hajam, de modo a comprovar a formalização do vínculo empregatício.

“Caso o empregador não possa comparecer, outra pessoa da família que seja maior de 18 anos e que resida no local onde ocorra a prestação de serviços pelo empregado doméstico poderá fazer-se representar com a documentação requerida”, informou o governo.

Comparecendo o empregador, ou representante, e sendo ou não apresentada a documentação pedida na notificação, caberá ao auditor fiscal responsável pela fiscalização a análise do caso concreto e a adoção dos procedimentos fiscais cabíveis, acrescentou o Ministério do Trabalho.

“Se o empregador não comparecer, será lavrado o auto de infração capitulado no parágrafo 3º ou no parágrafo 4º do artigo 630 da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], ao qual anexará via original da notificação emitida e, se for o caso, do AR que comprove o recebimento da respectiva notificação, independentemente de outras autuações ou procedimentos fiscais cabíveis”, informou o governo. O auto de infração é o documento no qual o auditor descreve o problema encontrado.

G1

CCJ aprova carteira de radialista como documento de identidade

radialistaA Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (8), proposta que torna a carteira de radialista profissional válida como documento de identidade em todo o País. Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado João Campos (PSDB-GO), aos projetos de Lei 1005/07, da deputada Manuela D`Ávila (PCdoB-RS), e 1467/07, do ex-deputado Cristiano Matheus, que tratam do assunto.

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Conforme o texto aprovado, o documento poderá ser emitido por sindicatos ou federações profissionais devidamente registrados no Ministério do Trabalho. A carteira deverá conter informações como nome completo do titular e de sua mãe, nacionalidade e naturalidade, data de nascimento, estado civil, número do registro no Ministério do Trabalho, cargo ou função profissional, fotografia e assinaturas do emitente e do portador do documento. Mesmo os radialistas não sindicalizados terão direito à identidade profissional, conforme a proposta.

João Campos concordou com a matéria e argumentou que outras categorias – como a dos jornalistas – desfrutam do mesmo direito desde 1982. “Se a prerrogativa é atribuída aos jornalistas, também deve ser estendida aos radialistas”, reforçou. “Atribuir competência ao sindicato da categoria para a emissão da carteira não afasta o princípio da liberdade sindical nem implica interferência do Estado na autonomia dessas entidades”, observou o relator.

Ele retirou do texto original o dispositivo que atribuía aos sindicatos “prerrogativa exclusiva” do Ministério do Trabalho: a de suspender em certos casos o registro da profissão de radialista.

Tramitação
Como havia sido rejeitada pela comissão anterior que a analisou, a matéria perdeu o caráter conclusivo de sua tramitação. Com isso, ainda terá de ser analisada pelo Plenário da Câmara.

SulRádio

Crianças sem identidade, o trabalho infantil na produção de castanha de caju

CajuOlhe a ponta do seu dedo. Repare no conjunto minúsculo de linhas que formam sua identidade. Essa combinação é única, um padrão só seu, que não se repete. As crianças que trabalham na quebra da castanha do caju em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte, não têm digitais. A pele das mãos é fininha e a ponta dos dedos, que costumam segurar as castanhas a serem quebradas, é lisa, sem as ranhuras que ficam marcadas a tinta nos documentos de identidade.

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O óleo presente na casca da castanha de caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha de Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas. No vilarejo Amarelão, na zona rural de João Câmara, as castanhas são torradas – além de corroer a pele, o óleo é inflamável – e quebradas em um sistema de produção que envolve famílias inteiras, incluindo as crianças.

Com a pele cada vez mais lisa, as pontas dos dedos perdem as digitais, e as linhas e traços de identidade se esfacelam. Fotos Daniel Santini/Repórter Brasil

O óleo é pegajoso. Basta pegar uma castanha e quebrá-la para ficar com a pele manchada por alguns dias. Nem todas as crianças e os adultos que trabalham no processo sabem que o óleo é ácido. Muitos acham que a mão fica assim machucada por conta da água sanitária utilizada para tirar o preto encardido da mão depois de horas seguidas manuseando e quebrando as castanhas torradas.

“Se fosse assim, as pessoas que usam água sanitária para limpeza estariam roubadas! É o óleo LCC que tem uma ação irritante, ele é cáustico, produz lesões e chega a retirar as digitais”, explica o médico Salim Amed Ali, autor de diferentes estudos sobre doenças ocupacionais para a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A perda da identidade não é permanente. Com o tempo, as digitais voltam se a pessoa se afastar da atividade.

Sobrevivência

O médico fez pesquisas específicas sobre a saúde de trabalhadores de unidades industriais de processamento de castanhas de caju e diz que a atividade pode ser considerada insalubre. No caso em questão, em que a produção é totalmente artesanal e as famílias dependem do trabalho para sobreviver, ele destaca quão contraditória é a situação.

“A subsistência está calcada em condições de trabalho inviáveis. Para viver, o sujeito precisa se submeter a condições inaceitáveis e as crianças acabam sacrificadas. Não dá para aceitar isso em pleno século 21”, afirma.

O emprego de crianças na quebra da castanha de caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar. A situação a que estão submetidas as crianças de João Câmara (RN) não chega a ser novidade. A auditora fiscal do trabalho Marinalva Cardoso Dantas, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador, tem realizado sucessivas ações de fiscalização, denunciado a situação e cobrado soluções.

“Não dá para aceitar que as crianças continuem nessa situação, mas não basta reprimir, é preciso oferecer alternativas”.

Além de identificar as crianças e reunir informações para relatório a ser entregue ao Conselho Tutelar da cidade, ela também tem procurado cobrar providências por parte da prefeitura sobre a situação das famílias. Os programas sociais são considerados insuficientes pelos moradores, que reclamam da atuação do poder público.

“Sabemos do que está acontecendo, mas até agora não conseguimos avançar”, admite Maria Redivan Rodrigues, secretária de Assistência Social e primeira-dama de João Câmara, que promete solucionar o problema em um ano, até setembro de 2014.

O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015, mas, mesmo com denúncias, situações com a de João Câmara persistem.

Em 24 de fevereiro de 2012, o promotor Roger de Melo Rodrigues, do Ministério Público Estadual, abriu o Inquérito Civil nº 06.2012.00003777-7 após denúncias.

“Ele disse que ia processar as famílias, tentou proibir as pessoas de trabalhar, deixou todo mundo apavorado. Foi muito ruim”, diz Ivoneide Campos, presidente da Associação Comunitária do Amarelão.

“A fumaça faz mal, a gente sabe, mas as famílias não querem mudar o método com que sempre trabalharam. E não adianta forçar, tem de transformar em querer, ajudar na busca de alternativas”, defende.

Procurado para comentar a reclamação, o promotor negou, em nota, que sua atuação tem sido meramente repressiva. Ele diz que “os problemas relacionados à queima de castanha, tais como impacto ambiental, danos à saúde dos moradores e trabalho infantil, não têm passado desapercebidos do Ministério Público Estadual” e que “em vez de buscar a repressão de delitos relacionados ao caso, esta Promotoria tem priorizado o diálogo com a respectiva comunidade, já havendo sido realizadas duas reuniões no local com todos os interessados e representantes de órgãos municipais, estaduais e federais, objetivando a construção de um consenso para solucionar o caso”.

O promotor reclama, porém, que embora “busque uma resposta adequada e legítima aos problemas, tem enfrentado alguma resistência relacionada ao costume já enraizado, da parte de algumas famílias locais, de proceder à queima de castanhas ao alvedrio dos respectivos danos decorrentes, o que não impedirá uma atuação isenta e efetiva para a resolução do caso”.

Potiguar

Entre as famílias que dependem do processamento de castanhas de caju para sobreviver estão as de um assentamento localizado na região de índios Potiguar, um dos poucos núcleos remanescentes dessa etnia que no passado povoou o estado inteiro. Os ganhos são mínimos. A castanha crua é comprada de pequenos produtores da região de Serra do Mel. Um saco de 50 kg rende, em média, 10 kg de castanha processada. As famílias contam que ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades.

Assim que as castanhas estão torradas, as mãos se levantam; pancadas quebram uma noz, depois outra e outra, e outra

“Tentamos identificar quem lucra com isso, mas é um sistema muito primitivo. As indústrias organizaram a produção e estão processando diretamente as castanhas, não identificamos nenhuma envolvida. Os intermediários são pequenos comerciantes que adquirem o produto diretamente com as famílias”, explica o auditor fiscal José Roberto Moreira da Silva.

Criatividade na busca por soluções para as famílias não falta. Nilson Caetano Bezerra, do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador Aprendiz, por exemplo, sonha em fazer parcerias com as empresas de produção de energia eólica, que fazem multiplicar o número de torres de geração na região, para empregar adolescentes como aprendizes. E em providenciar máquinas para que os adultos não tenham de manusear as castanhas torradas. Experiências com mecanização já aconteceram, mas o descasque manual ainda é o preferido porque a taxa de desperdício é menor.

Em fevereiro, o juiz Arnaldo José Duarte do Amaral, titular da 9ª Vara do Trabalho de João Pessoa, visitou a comunidade e também encontrou as crianças trabalhando na produção de castanhas. Ele escreveu um artigo sobre a questão e, desde então, tenta articular soluções e envolver mais interessados em resolver o problema.

“Quando estive lá como juiz, me perguntavam se ia prender alguém. Não é esse o papel do judiciário, o objetivo não é prender ninguém, é achar solução”, diz, defendendo a formação de cooperativas e mecanismos de economia solidária como o melhor caminho para erradicar o trabalho infantil e melhorar a condição de trabalho dos adultos. “A gente tenta corrigir essas questões há séculos, sem sucesso. Não bastam ações repressivas, que vão além de tentar punir.”

 

Daniel Santini

da Repórter Brasil

Divulgada identidade de italiano acusado de liderar esquema de lavagem de dinheiro na PB

egidio-capalboO italiano acusado de liderar um esquema internacional de lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal, teve sua identidade revelada nesta sexta-feira (19). O nome dele é Egídio Capalbo. O italiano é dono da empresa  Mineracao Paraibana One – Comércio, Importação E Export Picuí, na Paraíba.

Capalbo seria acusado de lavar cerca de R$ 10 milhões numa transação onde seria exportado minérios extraídos no estado. Contudo, ainda segundo a PF, não há registro que o minério tenha sido remetido para a Europa. O esquema envolvia o Brasil, a Suíça e a Itália.

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A Polícia federal seqüestrou bens do acusado, a maioria na cidade de Picuí, no valor total da transação.

paraiba.com.br

Rio Grande do Sul já emitiu 119 carteiras de identidade para travestis e transexuais

Carteiras começaram a ser emitidas no dia 16 de agosto passado: estado caminha para garantir cidadania (Foto:SSP/RS)

O uso do nome social é determinante para travestis e transexuais. Sem isso, são discriminados em todos os ambientes e circunstâncias, desde a hora da chamada na sala de aula até ocasiões públicas, como em consultórios médicos, lojas, entre outros momentos em que são tratadas pelo nome de registro, com o qual não se identificam. Raras iniciativas têm reduzido esse constrangimento.

O estado de São Paulo, por exemplo, por meio do Decreto 55.588, de 2010, prevê o tratamento de travestis e transexuais pelo nome por eles escolhido para usar socialmente de acordo com sua identidade de gênero. Mas a medida restringe-se à administração pública estadual direta e indireta. No entanto, vem do governo do Rio Grande do Sul algo que pode indicar a redução da marginalização desse grupo: a Carteira de Nome Social (CNS), que começou a ser emitida em 16 de agosto passado, por meio da qual travestis e transexuais poderão ser identificados nos serviços públicos do estado gaúcho. Com sorte, a sociedade em geral vai entender e aceitar também.

A carteira, elaborada pela Secretaria de Segurança Pública em parceria com a Secretaria de Justiça e dos Direitos Humanos, dentro do programa RS sem Homofobia, é emitida pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) com o mesmo método da Carteira de Identidade. Até hoje (18), foram emitidas 119 carteiras. No Departamento de Identificação, em Porto Alegre, houve 100 solicitações. No Posto de Identificação de Caxias do Sul, houve cinco. No de Pelotas, duas. Em Santo Ângelo, uma, e no Presídio Central, 11.

A criação da carteira social estava prevista no Decreto 48.118/2011, assinado pelo governador Tarso Genro (PT). Em 17 de maio passado, Dia Estadual de Enfrentamento à Homofobia, o governador entregou simbolicamente a primeira CNS à travesti Simone Rodrigues. Na data também foi criado o Comitê Gestor dos Direitos Humanos, para cuidar, entre outros, dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).

Airton Michels, secretário de Segurança Pública do RS

O secretário da Segurança Pública do estado, Airton Michels, explicou que a carteira social remete ao RG, portanto, a pessoa pode usá-la porque vai ser imediatamente identificada, já que possui a mesma numeração. Ele explica que o uso da CNS não exclui a necessidade de portar o RG, mas é uma garantia de respeito ao nome social.

“É claro que a carteira tem seus limites. Em um cartório, por exemplo, a pessoa pode até se identificar com a carteira social e ser tratada pelo nome social, mas o contrato, por exemplo, tem de ser feito com o nome de registro. A mudança pode valer para o tratamento desse grupo na escola, na delegacia, até numa loja ou em qualquer estabelecimento privado, embora não tenhamos como forçá-los a aceitar”, esclareceu Michels. Mas, para ele, com um mínimo de sensibilidade o atendente vai confrontar a carteira social com o RG e vai tratar a pessoa por seu nome social.

“O decreto prevê aceitação na Administração Pública e no Poder Executivo, mas estamos negociando com o Poder Judiciário, e a discussão está evoluindo. Porém, o Judiciário está muito sensível a essa questão”, disse o secretário. Ele afirmou que os policiais já começam a ser preparados para aprender a lidar com a questão e a respeitar a validade do documento. “Este ano vamos capacitar alguns policiais em algumas delegacias. Os novos policiais militares já recebem informações nesse sentido, mas isso carece de mais capacitação”, admitiu. O estado tem 6 mil policiais civis e 24 mil policiais militares.

“Não é de um dia pro outro, mas à medida que a mídia divulgue e que fique claro que a Secretaria de Segurança Pública adota esse sistema, as coisas vão mudar”, disse Michels, acrescentando que este é apenas o início para que o preconceito e a intolerância sejam extirpados do estado gaúcho.

A advogada Maria Berenice Dias, especialista em direito homoafetivo, destacou a importância da iniciativa. “A ideia é levar a aceitação a todas as autoridades públicas”, disse. A ex-desembargadora lembrou que travestis e transexuais de outros estados também podem usufruir desse benefício. É preciso solicitar Carteira de Identidade no mesmo pedido da CNS.

“Esse é um grupo marginalizado, sofre desde cedo com a expulsão de casa, a perda de convívio familiar, sofre humilhações na escola e dificuldades no mercado de trabalho”, disse Berenice. Ela defende a existência de uma lei federal que combata a homofobia e garanta direitos, como o uso do nome social.

Como pedir

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, desde segunda-feira (17), os Postos de Identificação Regionais de Santana do Livramento, Caxias do Sul, Pelotas, Passo Fundo, Santa Maria, Santo Ângelo, Novo Hamburgo, Osório e Rio Grande passaram a receber encaminhamentos para a Carteira de Nome Social. A emissão do documento destinado a travestis e transexuais começou em Porto Alegre no dia 16 agosto.

Para solicitar a CNS são necessários certidão original, conforme o estado civil, ou a Carteira de Identidade, em bom estado de conservação e expedida no Rio Grande do Sul. A primeira via será gratuita e a segunda via custará R$ 45,50, mesmo preço da Carteira de Identidade. A CNS terá prenome, foto, assinatura e número do RG.

redebrasilatual

De cara nova, mas sem identidade, Fla pega a Ponte Preta empolgada

Já passa da hora de o Flamengo decidir se vai ser um time em processo permanente de formação ou emplacar no Campeonato Brasileiro. A evolução que parecia evidente com a chegada de Dorival Júnior acabou freada pelos três últimos resultados: empates com Botafogo e Sport e derrota por goleada para o Inter. O Rubro-Negro continua vagando pelo meio da tabela. Afastado da zona de rebaixamento e distante do G-4. O resultado contra o Colorado deixou a luz da desconfiança acesa e reforçou a necessidade de reação imediata. Sem contar o tema Adriano, que tumultuou o início de semana da equipe com as duas faltas a treinos do camisa 10. Ele foi advertido pela diretorida e corre risco de ter o contrato rescindido em caso de nova ausência. Nesta quarta-feira, os cariocas recebem a Ponte Preta, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela 22ª rodada, às 19h30m (de Brasília).

Os dois times têm 27 pontos. A Ponte está em 11º, uma posição à frente do Flamengo, que tem uma partida a menos. A Macaca nada tem a ver com o momento do adversário e curte uma invencibilidade de três rodadas. A série invicta inclui vitórias sobre Portuguesa (2 a 1) e Atlético-GO (3 a 1) e empate com o líder Atlético-MG (2 a 2). O triunfo sobre o Dragão, no último domingo, ampliou a diferença da Macaca para a zona de rebaixamento. São oito pontos de vantagem para o Sport, que abre o Z-4. Permanecer distante da degola é o principal objetivo do clube. Uma classificação para a Sul-Americana é vista como a segunda meta a buscar.

No primeiro turno, as equipes empataram por 2 a 2 no Moisés Lucarelli. Um gol de cabeça de Vagner Love, nos acréscimos, evitou a derrota rubro-negra. Era só a terceira rodada. O Flamengo fazia a primeira partida pós-Ronaldinho, que acabara de deixar o clube via ação judicial. O time comandado por Joel Santana era bem diferente do atual. Da equipe que entrou em campo em Campinas, só Léo Moura, Welinton, Ibson e Vagner Love têm escalação garantida nesta quarta. Marllon e Airton também disputaram aquele jogo, mas não tiveram escalação confirmada para o confronto do returno.

Bem diferente da Macaca. Sete jogadores do atual time do técnico Gilson Kleina participaram daquele empate: Edson Bastos, Tiago Alves, Ferron, Cicinho, Baraka, Renê Júnior e Marcinho. A mudança ficou por conta do esquema: do 4-4-2 para o 3-5-2 com a intenção de reforçar a marcação.

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Flamengo: o técnico Dorival Júnior terá de fazer duas mudanças na equipe titular. O zagueiro Marcos González e o volante Victor Cáceres vão defender as seleções do Chile e do Paraguai, respectivamente. Na zaga, Thiago Medeiros deve jogar ao lado de Welinton. No meio, Muralha e Amaral são as opções para ocupar a função de primeiro volante. Nas demais posições, o time deve ser o mesmo que perdeu para o Inter. A provável formação: Felipe, Léo Moura, Welinton, Thiago Medeiros e Ramon; Muralha (Amaral), Luiz Antonio e Ibson; Negueba, Love e Thomás.

Ponte Preta: com pouco tempo para trabalhar o time entre um jogo e outro, Gilson Kleina tentou mexer o mínimo possível. São duas novidades em relação à vitória sobre o Atlético-GO. Livre de suspensão, o lateral-esquerdo Uendel entra no lugar de João Paulo. A outra mudança é por opção técnica. Depois de ficar as últimas partidas no banco de reservas para adquirir ritmo de jogo aos poucos após uma lesão no púbis, Renê Júnior ganha a vaga de Ricardinho no meio. Outra novidade está no banco de reservas. Desfalque nos últimos três compromissos devido a um incômodo muscular, o atacante Roger, artilheiro da Macaca no Brasileiro, com sete gols, é opção para a sequência do duelo. Com o esquema 3-5-2 mantido, a Ponte vai a campo com Edson Bastos; Tiago Alves, Ferron e Diego Sacoman; Cicinho, Baraka, Renê Júnior, Marcinho e Uendel; Luan e Giancarlo.
quem esta fora (Foto: arte esporte)

Flamengo: além de González e Cáceres, que servem suas seleções, Dorival Júnior não pode contar com o meia Renato, que se recupera de cirurgia no joelho direito. O volante Maldonado faz fisioterapia após operação no joelho esquerdo e não joga mais nesta temporada.

Ponte Preta: sem problemas de suspensão, Gilson Kleina só não poderá contar com os zagueiros Wescley e Gustavo, ambos no departamento médico.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Flamengo: Adryan, Cáceres, Ibson, Liedson, Negueba, Ramon, Renato Abreu, Vagner Love e Wellington Silva.

Ponte Preta: Cicinho, Edson Bastos, Gerônimo, Giancarlo, Gustavo Lazaretti, Luan, Lucas e Tiago Alves.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Elmo Alves Resende (GO) apita a partida, auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcus Vinicius Gomes (MG). Elmo Resende arbitrou seis jogos no Brasileirão, marcou 213 faltas (média de 35,5 por jogo), aplicou 32 amarelos (média de 5,3 por jogo), quatro vermelhos (média de 0,67 por jogo) e um pênalti (média de 0,17 por jogo). O campeonato tem média de 4,9 amarelos, 0,28 vermelho, 36,5 faltas e 0,23 pênalti. O árbitro apitou um jogo dos paulistas na Série A deste ano: Ponte Preta 4 x 1 Coritiba, pela nona rodada.

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Flamengo:
artilheiro do Brasileirão ao lado de Fred, do Fluminense, e Luis Fabiano, do São Paulo, Vagner Love tem dez gols no campeonato. O Artilheiro do Amor tem conseguido se destacar, apesar de os parceiros de ataque colaborarem pouco. Thomás e Negueba não têm rendido e recebem muitas críticas.

Ponte Preta: o atacante Luan é o novo xodó da Ponte Preta. Mesmo sem marcar, foi o destaque da vitória sobre o Atlético-GO, infernizando a defesa adversária com muita correria e dribles desconcertantes. Foi dele também o passe para Giancarlo iniciar a vidada da Ponte. Ao fim, teve o nome gritado pela torcida e saiu ovacionado de campo.

header o que eles disseram

Léo Moura, lateral-direito do Flamengo: “Temos que pensar em subir, não olhar para trás. Será um jogo de seis pontos contra a Ponte Preta, depois vamos jogar contra o Coritiba fora de casa. Não foi o dia de ninguém contra o Inter, jogamos muito abaixo do que estávamos apresentando. Cada jogador saiu um pouco envergonhado com o que nosso time fez. A gente precisa vencer”.

Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta: “O Flamengo tomou uma goleada do Inter, e sabemos que é preciso ter muita atenção em jogos contra times do quilate do Flamengo. Eles vão ser muito cobrados, e sabemos que eles vão correr muito na quarta. Temos de ficar atentos com isso e competir do início ao fim”.

header números e curiosidades

* Na história do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta nunca venceu o Flamengo no Rio de Janeiro. Ao todo foram seis confrontos no Rio de Janeiro, com duas vitórias do Fla e quatro empates.

* O único jogo disputado entre Flamengo e Ponte Preta no Raulino de Oliveira pelo Campeonato Brasileiro aconteceu dia 24 de abril de 2004, e terminou sem abertura de placar. Apenas 5.867 pessoas pagaram para assistir à partida.

* A média de gols das partidas entre Flamengo e Ponte Preta em Brasileiros é de 1,8 gols/jogo. Foram marcados somente 32 gols em 17 partidas e apenas em sete oportunidades as duas equipes conseguiram marcar gols no mesmo jogo.

header último confronto v2

Ponte Preta e Flamengo não saíram do empate na última vez em que se enfrentaram. No dia 6 de junho, pela terceira rodada do Brasileirão deste ano, Vagner Love garantiu a igualdade por 2 a 2, no Moisés Lucarelli, ao marcar para o Fla já nos acréscimos. A Ponte chegou a ficar duas vezes em vantagem. René Júnior e João Paulo fizeram os gols da equipe paulista. Renato marcou o primeiro do Rubro-Negro. Com o resultado, os dois times seguiram sem vencer até então na competição. O confronto teve público pagante de 5.365 torcedores.

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