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Nota do Ideb supera expectativa e bate meta projetada para 2021 em Bananeiras

idebSaiu nesta quinta-feira (08) a nota do IDEB- Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que mede em um só indicativo o fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. Bananeiras se destaca pelo aumento da nota estabelecida para o Ensino Fundamental I, com uma média geral de 4.9, superando a expectativa inclusive, batendo a meta projetada para 2021.

Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações em larga escala do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) a possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade educacional para os sistemas. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios.

Com o Ideb, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fluxo. A combinação de ambos tem também o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema.

Ascom- PMB 

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TCE diz que educação da PB tem estrutura precária e 36% das escolas com Ideb baixo

tceUm levantamento divulgado na tarde desta segunda-feira (2) pelo Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) revelou que o ensino médio da rede estadual da Paraíba ainda sofre com problemas de falta de infra-estrutura, com o índice de desenvolvimento do ensino básico (IDEB) baixo (36% das escolas ficaram abaixo da média da Paraíba que é 3,4) e com um quadro de professores em que quase 50% atuam como prestadores de serviço. O levantamento foi feito pelo TCE de 2012 a 2013.

O Relatório de Auditoria Operacional em Educação focou a rede estadual de ensino médio e objetiva traçar um diagnóstico da situação, apresentando as dificuldades, causas e sugestões de melhorias com foco nas áreas de gestão, infraestrutura, professores e financiamento.

De acordo com o documento, dados da Secretaria Estadual de Educação revelaram que 42,68% dos professores são prestadores de serviço e em consequência disso foi sentida uma “notória desmotivação da carreira do magistério, posto que quase a metade dos professores não goza de estabilidade funcional, tem seus salários com valor abaixo dos demais professores efetivos, além de não terem acesso à capacitação funcionais nos moldes igualitários ao dos profissionais do magistério efetivo”.

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Quanto à infraestrutura, numa amostra de 30 escolas, pouco menos da metade, ou seja, 42,55% delas possuíam os requisitos mínimos para funcionamento adequado. Em 40% dessas escolas os sanitários utilizados pela comunidade escolar não funcionam e em 83,3% o estado de conservação foi considerado regular ou ruim.

Outro item preocupante diz respeito à rede de esgoto. Em 23,3% das escolas visitadas não há rede de coleta e 60% delas não têm coleta e tratamento. O abastecimento de água é ruim em 46,7% e O estado de conservação das cozinhas é ruim ou regular em 64,6%.

As bibliotecas são ruins e regulares em 37,8% das escolas visitadas pelo TCE e em 17,7% dos estabelecimentos, elas sequer existem. Outro equipamento importante em uma escola, os laboratórios de ciências, não existem em 62,8% e em 18,9%, eles estão obsoletos.

A falta de quadra de esportes em 47,6% das escolas e de auditórios e pátios em 73,2% e 40,9%, respectivamente, entre outros aspectos, fez constatar uma insatisfação de 96,67% dos alunos entrevistados com a infraestrutura física de suas escolas, conforme relata do TCE-PB.

No que diz respeito à segurança, o relatório revela 74,4% das escolas pesquisadas não possuem segurança patrimonial, câmeras e gravação de imagens e 30% não possuem extintores de incêndio e em nenhuma delas existiam hidrantes com mangueira, sinalização de emergência ou pessoal treinado em situação de combate a incêndio.

Gastos incompatíveis

Outro item que preocupou os auditores do TCE diz respeito aos gastos com o ensino médio. O relatório diz que houve incompatibilidade em informações relativas a gastos em consultas efetuadas Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE) e aos dados disponibilizados no SISTN (Sistema de Coleta de Dados de Estados e Municípios).

“Para o SIOPE, a despesa liquidada com o EM importou, em 2012, R$ 153.619.511,73, enquanto o SISTN registra o valor de R$ 105.022.998,09. Nesse contexto, deve-se registrar que os valores, relativos ao exercício de 2012, contabilizados no sistema SAGRES também divergem das importâncias registradas no SIOPE e SISTN, com relação à despesa empenhada”, diz o relatório.

 

portalcorreio

Escolas de município paraibano ultrapassam notas do IDEB previstas apenas para 2021

Reprodução/INEP
Reprodução/INEP

O município de Bernardino Batista, no Sertão da Paraíba, atingiu a nota de 4,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no ano de 2013, referentes às primeiras séries do Ensino Fundamental, que tinham como meta a nota de 3,3. O resultado ficou 1,3 pontos acima da meta, ultrapassando também, com sete anos de antecipação, a nota prevista pelo Ministério da Educação para o município no ano de 2021, que é de 4,5. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

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Em comparação com as notas das escolas municipais dos dois principais centros de educação da Paraíba, as cidades de João Pessoa e Campina Grande, que conseguiram atingir as metas projetadas para 2013, de 4,5 e 4,2 pontos, respectivamente, os resultados obtidos pelo município de Bernardino Batista demonstram a eficácia da educação inicial para os estudantes da pequena cidade sertaneja.

A secretária de educação do município Bernardino Batista, Rita de Cássia, destacou e agradeceu o empenho dos professores e demais profissionais da rede. “O resultado só foi possível com o trabalho cotidiano e sistemático dos gestores das escolas e da equipe, junto com os professores, focados na aprendizagem dos conteúdos”, disse.

Confira aqui as notas do IDEB nos demais municípios da Paraíba.

 

portalcorreio

Paraíba cresce no Ideb de 2011, mas ainda fica abaixo da média nacional

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nessa terça-feira (14) o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 de cada estado. A Paraíba, que ficou com a média de 3,4 para o 9º ano do ensino fundamental, cresceu em relação à edição de 2009 do Ideb, quando teve índice de 3,2. Porém, o estado ainda permanece abaixo da média nacional, que, em 2011, foi de 4,1. Em todas as edições, de 2005, 2007, 2009 e 2011, a Paraíba ficou abaixo do Ideb nacional.

Apesar de abaixo da média nacional, a Paraíba conseguiu superar a projeção do MEC para este ano, que era de 3,2. Para o 5º ano do ensino fundamental, o estado ficou com 4,3. A projeção era de 3,8. Para o Ensino Médio, por sua vez, a Paraíba ficou com 3,3, mesmo índice estimado pelo MEC.

A Paraíba ficou em 5º lugar, empatado com o Rio Grande do Norte, em relação ao índice do 9º ano. Foram melhores o Ceará (4,2), Piauí (4,0), Maranhão (3,6) e Pernambuco (3,5). Já em relação ao Ensino Médio, a Paraíba teve uma posição melhor em meio aos outros estados nordestinos. O estado foi o 3º, perdendo apenas para Ceará (3,7) e Pernambuco (3,4). Para o 5º ano, ficou também na 3ª posição empatado com Pernambuco, ficando abaixo novamente do Ceará (4,9) e também do Piauí (4,4).

Ideb das escolas nos anos iniciais do ensino fundamental (arquivo em excel)

Ideb das escolas nos anos finais do ensino fundamental (arquivo em excel)

A escola pública com melhor índice no 9º ano em todo o estado foi o Instituto Dom Adauto, em João Pessoa, que tem administração estadual nesta série. A instituição teve índice 5,3, superando a meta, que era de 4,9.

O pior Ideb foi também de uma escola estadual, a Escola Isabel Rodrigues de Melo, em Campina Grande. A escola caiu do índice 2,1, medido na edição de 2009, para 0,9 em 2011. A projeção do MEC era de que ela ficasse em 2,4.

O desempenho das escolas privadas foram muito superiores aos das escolas públicas, com com médias de 5,5 e 3,1, respectivamente, para o 9º ano. As particulares, no entanto, sofreram uma leve queda de 2009 para 2011, uma vez que na última edição o Ideb foi de 5,7. No entanto, o índice deste último ano correspondeu à projeção do MEC.

Ideb Paraíba PB (Foto: Editoria de Arte/G1)Ideb Paraíba PB (Foto: Editoria de Arte/G1)

Análise dos números
Para o professor Luiz de Sousa Junior, especialista em educação, os números mostram uma estagnação nas escolas. “É aquela velha questão: estamos crescendo apenas no limite. É como aquela criança que aprende forçado. O país não está dando nenhum salto de qualidade na educação”, comentou.

De acordo com o professor, os aumentos e diminuições de índices são quase irrelevantes por serem muito pequenos, na maioria com diferenças de apenas 0,1 ou 0,2. “São pequenos avanços que não dão conta dos desafios que temos que encarar para melhorar a educação da Paraíba, do Nordeste e do Brasil”, pontuou.

Luiz Junior ainda observou que há uma grande desigualdade em relação aos estados do Nordeste, que estão sempre entre os piores índices se comparados às outras regiões do Brasil. Para ele, isso é um espelho das condições socioeconômicas das famílias nordestinas. “Falta acesso aos bens culturais a uma boa parcela da nossa população. Por exemplo, internet, computadores, livros, bibliotecas e até a infraestrutura das nossas escolas não é a mais adequada”, justificou o professor.

Entenda o Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado pelo MEC para medir a qualidade no ciclo básico de ensino. Ele é feito a cada dois anos e já tem quatro edições (2005, 2007, 2009 e 2011). Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho na Prova Brasil aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio.

O Ideb possibilita analisar a qualidade da educação em uma determinada escola e nas diversas redes de ensino; no fundamental, é possível avaliar o desempenho dos municípios nas redes públicas e, no nível médio, o Ideb é divulgado por UF. Há também o Ideb Brasil, dividido entre as redes municipal, estadual e privada.

Como a Prova Brasil pretende analisar a qualidade da turma com a maior abrangência, os alunos fazem provas diferentes que só podem ser avaliadas em conjunto. Assim, não há nota individual.

G1 PB

País supera metas do Ideb no ensino fundamental e iguala no médio

 

Ideb 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

O Brasil superou as metas na educação propostas pelo Ministério da Educação (MEC) para serem alcançadas em 2011 nos dois ciclos do ensino fundamental (de 1º ao 5º ano e do 6º ao 9º ano), mas apenas igualou a meta projetada para o ensino médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta terça-feira, 14 (veja gráfico ao lado).

Mas os resultados são muito desiguais considerando municípios e escolas individualmente: 39% dos municípios e 44,2% das escolas estão abaixo da meta.

O Ideb é um indicador geral da educação nas redes privada e pública. Foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil.

Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.

A Prova Brasil avalia o desempenho de estudantes em língua portuguesa e matemática no final dos ciclos do ensino fundamental, de 4ª série (5º ano) e 8ª série (9º ano), e no terceiro ano do ensino médio.

Em 2011, os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental – 4ª série (5º ano) – tiveram 5,0 pontos. A meta era de 4,6, um índice que o país já havia obtido na avaliação anterior, em 2009.

Estudantes dos anos finais do ensino fundamental – 8ª série (9º ano) – tiveram 4,1 pontos em 2011. A meta era de 3,9, também uma marca obtida há dois anos.

Ensino médio
Alunos do ensino médio tiveram o pior desempenho e crescem no ritmo mais baixo. Em 2011, eles alcançaram a meta projetada de 3,7 pontos. Nesta fase, o crescimento tem sido lento: em 2005 foi 3,4, em 2007 teve 3,5; em 2009, a nota foi de 3,6.

A distância da nota do Ideb nos anos iniciais em 2011 ficou quase três vezes maior em relação ao ensino médio na comparação com o primeiro ano do índice, em 2005. O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, reconhece que o ensino médio apresenta problemas e preocupa o governo. “Temos 13 disciplinas obrigatórias no ensino médio da rede publica. É uma sobrecarga muito grande para o estudante. Não contribui para ter foco nas essenciais: português, matemática e ciências. Outro problema é a parcela significativa de alunos matriculados no curso noturno”, avalia Mercadante.

Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a discrepância entre os níveis de ensino refletem a falta de visão sistêmica do Brasil. “O governo acaba fazendo aposta na criança nesse momento inicial da aprendizagem, que é um momento decisivo de fato, mas ela não é seguida nos anos finais e no ensino médio. Esse é o principal motivo de a gente ter uma queda de rendimento”, explicou.

Segundo ele, essa tendência tem sido vista na política educacional nos últimos quatro anos. “Você tem uma forte centralização da preocupação com a avaliação, na pressão sobre a gestão, e vai abandonando os demais ciclos”.

O objetivo estabelecido pelo MEC quando criou o índice, em 2007, foi que todas as séries atinjam níveis educacionais de países desenvolvidos até a divulgação do índice em 2022. As metas, que fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) é chegar a 6 pontos; para alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) é de 5,5 pontos e para o ensino médio é de 5,2 pontos. A escala vai de 0 a 10.

Nos anos finais do ensino fundamental, considerando todas as redes de ensino (pública e privada), sete estados não alcançaram a meta projetada para 2011: Amapá, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe. Considerando apenas a rede pública, seis estados ficaram a abaixo da meta: Alagoas, Amapá, Pará, Rio Grande do Sul, Roraima e Sergipe.

Nordeste com piores índices
O Nordeste concentra os índices mais baixos do Ideb nos anos finais do ensino fundamental. A média na região é de 3,5 pontos, acima da meta projetada de 3,3 pontos. Alagoas tem a pior marca do país, com 2,9 pontos, mesmo índice registrado em 2009. Sergipe e Bahia obtiveram 3,3 pontos, mas a meta para os sergipanos era 3,5, enquanto que para os baianos era de 3,2 pontos. Entre os estados do Nordeste, destaque para Ceará, com 4,2 pontos, muito acima da meta projetada de 3,6 pontos.

Amazonas cresce no Norte
Amazonas obteve crescimento no Ideb, passando 3,5 em 2009 para 3,8 em 2011, quando a meta era de 3,2. O Ideb do Pará também cresceu, de 3,4 para 3,7, mais ficou abaixo da meta de 3,8 pontos. O maior índice da região Norte é do Acre: 3,2 pontos. O Ideb da região Norte é de 3,8 pontos.

Sudeste tem maior média
A região com maior Ideb do país é a Sudeste, com 4,5 pontos. São Paulo (4,7), Minas Gerais (4,6) e Rio de Janeiro (4,2) superaram as suas metas, enquanto que o Espírito Santo (4,2) ficou abaixo da meta projetada pelo MEC.

Santa Catarina é destaque
O Ideb da região Sul  é de 4,3, dentro da meta projetada. Santa Catarina, com 4,9 pontos, obteve a maior média do pais. Sua meta era 4,7 pontos. Rio Grande do Sul, com 4,1 pontos, ficou abaixo da média, de 4,3 pontos.

Mato Grosso muito acima da meta
No Centro-Oeste, o Mato Grosso obteve 4,5 pontos no final do ensino fundamental, superando em um ponto a meta de 3,5. As demais unidades da federação (Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul) também superaram suas metas. O Ideb de região foi de 4,3 pontos.

Ideb 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)
G1