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DIA DO IDOSO: Cinco exercícios de Pilates para a terceira idade

Dia 01 de outubro é o Dia Nacional e Internacional do Idoso. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem cerca de 23,5 milhões de brasileiros na terceira idade e estipula-se que em 2026, o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo.

Na terceira idade, o corpo apresenta-se mais frágil e a pessoa fica sujeita à diversas patologias, por isso, é muito importante praticar atividades físicas e ter uma boa alimentação durante essa fase.

Segundo Dalmara Coutinho, instrutora de Pilates do Estúdio MetaLife, na capital paulista, atualmente as pessoas, de um modo geral, buscam por atividades físicas para manter uma vida mais saudável. O público da terceira idade não é diferente e o “estar em movimento” já se incorporou no dia a dia deles. Querem viver mais e melhor. “O Método Pilates tornou-se um forte aliado nessa fase, pois além de exercitar o corpo globalmente, a sua prática exige concentração, trabalha o equilíbrio e a respiração”, informa.

Quando se fala em terceira idade, alguns cuidados devem estar sempre em mente e fazer o exercício de forma segura torna-se regra e a atenção a individualidade é essencial já que cada indivíduo se move de uma forma diferente. “E por mais saudável que se viva, os idosos convivem com um desgaste progressivo do corpo que requer muita atenção na prática de qualquer tipo de esporte, inclusive no Pilates”, diz a instrutora da MetaLife.

PILATEANDO NA TERCEIRA IDADE

De acordo com a instrutora, os exercícios devem ser praticados em um ambiente seguro e, por mais desafiadores que sejam, os mesmos não devem colocar em risco a integridade de quem está praticando. 

O risco de desequilíbrios e quedas requer atenção do instrutor. “Exercícios com muita carga e com grandes alavancas devem ser analisados com rigor e só realizados se realmente o aluno tiver condições para tal”, alerta Dalmara.

1. Roll Down no Cadillac

Sente-se sobre os ísquios de frente para barra de rolamento, mantenha pelve e coluna neutras, pés apoiados nos postes verticais, braços estendidos para frente e mãos segurando a barra abertura do tamanho dos ombros. Inspire preparando o movimento e na expiração role sua pelve e sua coluna para trás apoiando uma vértebra de cada vez até atingir a posição deitada. Inspire embaixo e na expiração inicie o movimento de volta dirigindo seu olhar para a barra e volte tirando uma vértebra de cada vez até voltar a posição inicial. Esse é um excelente exercício para mobilizar a coluna e dar consciência do movimento das vértebras se movimentando.

2. Forward push-thru no Cadillac

Inicie sentado para a barra de empurrar com a pelve e coluna neutras, pernas estendidas e pés nos postes laterais. Braços estendidos para segurar a barra de empurrar. Inspire rolando para trás dos ísquios e abaixando a barra, na expiração empurre a barra em direção aos pés, inspire rolando de volta e retorne para posição inicial. É um bom exercício para alongar cadeia posterior de tronco.

3. Midback series no Reformer

Deitado em decúbito dorsal, com as pernas dobradas na posição de apoio (cadeirinha), Mãos nas alças, cotovelos dobrados no carrinho. Eleve seus 2 braços em direção ao teto deixando as escápulas apoiadas, inspire para preparar o movimento e na expiração leve seus braços de volta ao carrinho puxando as alças, puxo e devolvo o carrinho com a mesma velocidade, é um bom exercício para trabalhar a musculatura dos braços e treinar a estabilização do abdômen.

4. Standing Leg Press na Cadeira

Fique em pé de frente a cadeira, pelve e coluna na neutra, perna de suporte estendida e apoiada no chão, a perna de movimento estendida e a frente com o pé apoiado no pedal, metatarsos apoiados no pedal. Braços estendidos para os lados ou para frente e se o equilíbrio for muito ruim pode-se apoiar as mãos nas alças da cadeira. Inspire e flexione o joelho da perna do pedal assim o pedal se eleva, na expiração empurre e estenda o joelho, pressionando o pedal para baixo. Esse exercício treina e desafia o equilíbrio. 

5. Extensão da coluna para neutra no Barril

Deitado em decúbito ventral no barril apoiando a pelve no barril (pode ser na parte mais baixa), pés apoiados no chão, mãos apoiadas na testa, role por cima do barril, inspire para preparar o movimento e na expiração eleve seu tronco para trás até o posicionamento neutro da coluna. É um bom exercício para estimular a extensão do tronco, se o aluno tiver dor diminua a alavanca do movimento. Trabalhar extensões é benéfico.

METALIFE PILATES – A empresa é líder sul americana na fabricação de equipamentos de Pilates, e 2ª do mundo no segmento. Referência em qualidade, os produtos atendem os mais exigentes padrões mundiais do mercado, busca continuamente inovação e excelência na produção de equipamentos e acessórios, e no relacionamento com os clientes. Possui mais de 30 mil estúdios vendidos em 15 anos de história com presença em mais de 15 países. Site: https://metalifepilates.com.br

Assessoria de Comunicação

 

 

Diversão para terceira idade na era digital

Youtubers são usuários da plataforma YouTube que usam a internet para falar sobre diversos assuntos como: comportamento, moda, atitude, política, humor, dicas do dia a dia, entre outros. Como as plataformas digitais são um fenômeno relativamente recente, elas não são associadas imediatamente ao público de terceira idade. Entretanto, vem aumentando o número de pessoas acima dos 60 anos que descobriram nos canais de comunicação e redes socais uma oportunidade de expor suas ideias e experiências.

Para um idoso, ser um youtuber pode significar uma grande oportunidade de entretenimento e lazer. As plataformas digitais são desafiadoras e evolventes, trazem um novo aprendizado e estimulam a criatividade.

Falar para uma câmera com naturalidade não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas, principalmente para os idosos. Requer espontaneidade, conteúdo, disciplina e vontade de aprender. Quando um idoso decide se aventurar nas redes sociais, ele está escolhendo uma nova opção de lazer na qual o envelhecimento deixa de ser um obstáculo e passar a ser uma vantagem, quando pensamos em conteúdo.

Aos 60 anos, uma pessoa já acumulou muitas experiências, tanto pessoais como profissionais, que podem ser compartilhadas de uma forma universal. Indivíduos de diferentes idades e localidades poderão “curtir”, “seguir” e “compartilhar” as postagens.

Ser um youtuber na terceira idade pode ser muito divertido, principalmente quando não se tem a preocupação com o número de seguidores, patrocínio ou retorno financeiro. Ter um canal apenas para se divertir e divertir os outros: esse deve ser o principal objetivo.

Um exemplo recente foi o fenômeno “Nilson Izaias”, um idoso que realizou o sonho de fazer o próprio “slime” (uma espécie de geleia de brinquedo) e postou na internet. No vídeo, o youtuber consegue produzir o seu slime após cinco tentativas. Em um determinado momento, seu Nilson exclama: “Que legal! Olha só, gente, realizei meu sonho. Hoje foi o melhor dia, o dia mais feliz da minha vida”. Muito feliz, ele ainda agradeceu a amigas que passaram dicas para fazer a receita.

A alegria e espontaneidade demonstram como a tecnologia pode ser uma aliada na aproximação dos idosos com o mundo digital, seja em redes sociais, sites ou até com um canal no YouTube. São possibilidades que podem resgatar a autoestima e ajudar a despertar um novo interesse cultural do lazer.

Autora: Fabiana Kadota Pereira é professora dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

 

MEC: crianças devem ser alfabetizadas até os 8 anos de idade

O Ministério da Educação (MEC) está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA). A intenção é que as escolas passem a alfabetizar as crianças no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 6 anos de idade.

A orientação está em decreto publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União. A política prevê ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aderirem ao programa, a elaboração de materiais didático-pedagógicos para serem usados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos estudantes.

A ênfase da alfabetização no primeiro ano é uma das novidades. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, estipulou que as crianças fossem alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 7 anos.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei 13.005/2014, as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade.

Elevar os índices de alfabetização é uma das prioridades do governo e a definição da política uma das metas dos 100 dias de governo. De acordo com os últimos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), aplicada em 2016, mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.

A política será voltada também para os mais velhos. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal. De acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7% em 2017.

Para União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o decreto precisa de esclarecimentos sobre como se dará a implementação. “A implementação depende de ações e estratégias, para que seja levada adiante, elas vão falar com mais clareza”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, ainda não há uma data específica para a publicação do caderno explicativo.

O decreto não chega a especificar, mas coloca como componentes essenciais para a alfabetização conceitos do método fônico. Os componentes são: consciência fonêmica; instrução fônica sistemática; fluência em leitura oral; desenvolvimento de vocabulário; compreensão de textos; e produção de escrita.

“O melhor método é aquele que o professor se sente seguro para utilizar, que faz o aluno ser alfabetizado”, defende o presidente da Undime. Além disso, segundo ele, preocupa a priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. “As crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes”. Os dirigentes municipais de educação defendiam que o decreto mantivesse o prazo de alfabetização da BNCC, até o 2º ano do ensino fundamental.

 

Agência Brasil

 

 

Mioma: tumor quase sempre benigno que afeta o útero mais de 5 a cada 10 mulheres em idade fértil

Embolização é uma técnica  moderna, segura e garante preservação do útero para futuras gestações

Imagem retirada da internet

Bastante comum, o mioma é um tumor quase sempre benigno que afeta o útero mais de 5 a cada 10 mulheres em idade fértil. Relacionado aos níveis do hormônios femininos, o mioma uterino pode provocar muitos problemas.

Segundo o radiologista intervencionista e angiorradiologista, Dr. André Moreira de Assis, do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa, a desinformação sobre a doença é muito prejudicial.  “Quando a mulher que convive com o problema não tem acesso aos tratamentos adequados, a consequência pode ser o agravamento dos sintomas e da própria doença.” explica o médico.

Desfazer mitos e conhecer as características dos miomas é fundamental para a boa qualidade de vida da paciente, ainda mais quando existe a facilidade para encontrar inverdades sobre o tema. Dr. André Assis desmitifica esses tumores:

Mito 1 – Miomas uterinos sempre causam sintomas

“Não é bem assim. Estudos indicam que cerca de 30 a 50% das mulheres que têm o problema desenvolvem quadros mais complicados”, conta o médico. O sintoma mais frequente é o sangramento vaginal intenso (durante ou fora do período menstrual), seguido de outros, como dor ou pressão pélvica, aumento da frequência urinária, e dor durante à relação sexual. Em casos mais extremos, os miomas podem estar relacionados a dificuldades para engravidar. A medicina possui um amplo arsenal de recursos para amenizar ou eliminar completamente esses sintomas.”

Mito 2 – Miomas só acometem mulheres mais velhas

“Aproximadamente 50 a 70% das mulheres desenvolverão a condição ao longo da vida, com maior incidência entre 35 e 50 anos. No entanto, mulheres mais jovens também podem ter miomas. Se tiverem alguns dos sinais descritos acima, é aconselhável consultar um ginecologista”, orienta Dr. André. Após a menopausa, os miomas costumam reduzir de tamanho e parar de causar sintomas.

Mito 3 – Miomas em crescimento podem se tornar tumores malignos

“Miomas são tumores benignos. A ideia de que a presença de um mioma uterino aumenta as chances de ter câncer no útero ou em outros órgãos não tem suporte científico”, diz Dr. André Assis. Também é muito raro confundir miomas com tumores malignos do útero durante o diagnóstico. Exames de imagem como a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética complementam a avaliação clínica e ajudam no diagnóstico adequado e na melhor caracterização dos miomas.

Mito 4 – Se os miomas causam sofrimento e a mulher não quer ter filhos, o melhor é retirar o útero

A retirada do útero (histerectomia) é uma das opções de tratamento para miomas sintomáticos em mulheres que não desejam mais ter filhos. Entretanto, atualmente existem outras técnicas que não necessitam da retirada do útero, sendo as principais a embolização e a miomectomia. Para definir a opção de tratamento, é muito importante o médico discutir com as mulheres aspectos como a intensidade dos sintomas e os desejos de futuras gestações e da manutenção do útero. O melhor caminho é que a escolha seja fruto de uma conversa profunda e aberta entre a equipe médica e a paciente, avaliando os riscos e as vantagens e desvantagens de cada modalidade de tratamento.

Mito 5 – Os miomas uterinos não diminuem sem tratamento

Os miomas são hormônio-dependentes. Eles crescem com o estímulo do estrogênio e também pela progesterona, dois hormônios femininos. Com a chegada da menopausa, quando a mulher não ovula e não menstrua mais, a produção hormonal fica reduzida a quantidades muito pequenas. Segundo o médico, a ausência dos hormônios leva à redução do tamanho dos miomas e ao desaparecimento dos sintomas relacionados. De todo modo, é necessário que os miomas sejam monitorados regularmente pelo médico especialista.

Dr. André pontua também, que a embolização dos miomas uterinos é um exemplo de terapia minimamente invasiva guiada por imagem que melhorou o padrão de cuidados e a qualidade de vida de muitas mulheres. “Além de evitar a retirada do útero, a embolização oferece um período de recuperação muito mais curto do que as opções cirúrgicas convencionais” conclui o especialista.

 

Dr. André Moreira de Assis – médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – especializou-se em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). É radiologista intervencionista do HC-FMUSP e do Hospital Sírio-Libanês, e membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice).

 

CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – centro médico e de pesquisas que é referência nacional e internacional nas áreas de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular, especialidades voltadas ao tratamento minimamente invasivo de doenças com o auxílio de métodos de imagem. Desde 1997, por meio de uma equipe de médicos da Universidade de São Paulo (USP) formada pelo Prof. Dr. Francisco Cesar Carnevale, Dr. Airton Mota Moreira e Dr. André Moreira de Assis, o CRIEP oferece, aos pacientes, uma série de tratamentos por meio de técnicas e equipamentos tecnológicos mais avançados. Site: http://www.criep.com.br

 

 

Aumenta a quantidade de aposentadorias automáticas por idade no INSS

A concessão de aposentadoria automática por idade, sem a necessidade de ir a uma agência da Previdência Social, somou 17,3% do total de pedidos desde maio.

Há cinco meses, quem pede a aposentadoria por idade não precisa mais ir até uma agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A ideia é que a concessão saia na hora caso o segurado esteja com a documentação em dia.
O problema é que nem sempre isso ocorre. As falhas no cadastro do INSS são comuns e as negativas superam os números de liberação.

Em todo o país, segundo o INSS, desde maio, foram feitos 228 mil requerimentos de aposentadoria por idade, sem necessidade de agendamento.

Desse total, foram concedidos 39.341 benefícios por idade no país (17,3%).

No estado de São Paulo, o total de pedidos automáticos desse benefício foi de 63.643 no período. Foram concedidas 12.962 aposentadorias sem agendamento.

A maioria das aposentadorias por tempo de contribuição são concedidas após a visita do segurado a uma agência do INSS.

O advogado Roberto de Carvalho Santos, do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), lembra que o segurado deve estar com o Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) em dia para conseguir a concessão automática.

Se houver negativa, há alguns caminhos para garantir a renda mensal.

“Se não foi concedido, o INSS vai ter de responder o motivo. Após a resposta, o segurado tem 30 dias para entrar com um recurso”, diz o especialista.

Outra possibilidade, diz Santos, é ir direto ao Judiciário com os documentos que garantam o direito.

“Mas aconselho que, se há chances de reverter a decisão, é importante insistir na agência, pois a Justiça é lenta.”

Segundo o INSS, o percentual de concessão das aposentadorias automáticas está entre 15% e 20%, no caso dos benefícios por idade, que só são solicitados dessa forma.

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser automática ou não, com a ida do segurado à agência.

“Os demais requerimentos que não são concedidos automaticamente são distribuídos para análise manual por um servidor”, diz o INSS.

FOLHAPRESS

Temer quer aprovar pelo menos idade mínima para aposentadoria, diz líder do PMDB no Senado

O líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira (PB), relatou nesta terça-feira (7) que o presidente da República, Michel Temer, defendeu que pelo menos uma idade mínima para aposentadoria seja aprovada ainda neste governo.

Lira foi um dos 13 senadores aliados a Temer que participaram de reunião com o presidente, mais cedo, nesta terça. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) também estiveram presentes ao encontro.

Segundo Lira, durante a reunião, Temer defendeu idade mínima de 65 anos para os homens se aposentarem e 62, para as mulheres.

Ainda segundo o senador peemedebista, o presidente da República admitiu que uma reforma mais ampla da Previdência deveria ficar para o próximo governo, que será eleito em 2018.

“O presidente acha que é importante uma agenda mínima da Previdência, como, por exemplo, a aprovação de uma idade mínima. E aí, uma reforma mais ampla, ficaria para o próximo governo”, contou Raimundo Lira.

“O presidente considera que já seria um avanço se aprovasse uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres”, acrescentou o senador paraibano.

Atualmente, é possível se aposentar sem idade mínima, com tempo mínimo de 15 anos de contribuição. A proposta original do governo previa uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, mas a comissão especial da Câmara que analisou a proposta reduziu a idade mínima para mulheres para 62 anos.

Reunião com líderes

Durante a reunião com os líderes da base no Senado, Temer discursou por cerca de 15 minutos e, no pronunciamento, voltou a agradecer aos parlamentares o apoio do Congresso ao governo.

Embora a imprensa não tenha acompanhado o discurso, a assessoria do presidente divulgou a gravação.

Como tem feito em diversos discursos, Temer voltou fazer um balanço sobre indicadores econômicos, como geração de emprego, e sobre projetos aprovados pelo Congresso desde que ele assumiu, como a PEC do Teto e a reforma do Ensino Médio.

“Gostaria de agradecer o apoio do Congresso Nacional e dizer que, efetivamente, governamos juntos. Instituímos quase que um semiparlamentarismo ou um semipresidencialismo. Instituímos isso na prática, sem embargos de termos de fundamentação jurídica. […] Para finalizar, faço um apelo para que insistíssemos na sequência das reformas fundamentais para o país”, declarou o presidente.

Temer não citou, porém, no áudio divulgado pela assessoria, a reforma da Previdência Social.

Câmara

Nesta segunda (6), Temer recebeu, também no Planalto, líderes de partidos da base aliada da Câmara. Aos deputados, o presidente admitiu que a reforma da Previdência pode não ser aprovada “em todo o conjunto”.

O peemedebista afirmou que se empenhará para aprovação da reforma. “Embora você não consiga fazer todo o conjunto do que a reforma previdenciária propõe, mas quem sabe nós conseguimos dar o avanço, até certo ponto que permita a quem venha depois, mais adiante, fazer mais adiante uma nova revisão”, declarou aos deputados.

Em seguida, Temer disse que se o Congresso não quiser aprovar a reforma, “paciência”, e afirmou que uma derrubada da proposta não significará uma derrota do seu governo.

Segundo o colunista do G1 Valdo Cruz, após a reunião com deputados, a equipe de Temer diagnosticou que a reforma não será mais aprovada no atual governo. Segundo o Blog do Valdo Cruz, o presidente declarou que vai insistir no projeto mas que, sozinho, o governo “não tem condições de aprovar a reforma”.

A proposta sofre resistências no Congresso. O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), disse que o “governo não tem votos” para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição – como é o projeto de reforma da Previdência – que precisa de 308 votos para ser aprovada na Câmara e 49, no Senado.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reforma não avança porque os deputados “estão machucados”, após barrarem duas denúncias da Procuradoria Geral da República contra Temer.

“Nós passamos cinco meses aqui de muita tensão. Um desgaste para os deputados da base que votaram com o presidente, muito grande. Não adianta a gente negar. Os deputados estão machucados. Então, o governo precisa dar uma conversada com os líderes, dar uma reorganizada na base”, afirmou Maia.

G1

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Aposentadoria por idade será reconhecida automaticamente pelo INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinou, por meio de portaria, o reconhecimento automático da aposentadoria por idade a partir da verificação das informações constantes nos sistemas da autarquia e nas bases de dados do governo federal. A medida, em vigor desde o fim de julho, estabelece que o segurado não precisa mais comparecer a um posto de atendimento para solicitar esse tipo de aposentadoria.

O INSS vai fazer uma pesquisa mensal para identificar os segurados que já têm o direito disponível e enviará comunicado sobre a concessão do benefício. O segurado também poderá requerer a concessão do benefício por meio do canal 135. Para a realização do pedido será solicitada a confirmação dos dados pessoais, como ocorre no sistema tradicional.

De acordo com a portaria, o INSS enviará comunicado indicando as informações sobre os dados da concessão e pagamento do benefício ao cidadão assim que houver o reconhecimento do direito.

Aposentadoria por idade

Atualmente, a aposentadoria por idade é um benefício ao trabalhador que comprovar o mínimo de 180 meses de trabalho, além da idade mínima de 65 anos, se homem, ou 60 anos, se mulher. Para o chamado “segurado especial”, a idade mínima é reduzida em cinco anos.

No grupo de segurados especiais estão profissões como agricultor familiar, pescador artesanal, além de indígenas. Para receber o benefício nessa condição, o trabalhador deve estar exercendo a atividade no momento da solicitação do benefício. Caso não comprove o tempo mínimo de trabalho necessário ao segurado especial, o trabalhador poderá pedir o benefício com a mesma idade do trabalhador urbano, somando o tempo de trabalho como segurado especial ao tempo de trabalho urbano.

Informações como cálculo do benefício e documentos necessários para solicitação do benefício podem ser acessados na página do INSS.

Agência Brasil

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Sexo na terceira idade: 94% consideram importante, mas assunto ainda é tabu

A discussão sobre o sexo ainda é um tabu entre as pessoas e, quando se trata de sexo na terceira idade então, o preconceito aumenta. No entanto, uma pesquisa realizada pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (Prosex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), revelou o que os idosos pensam sobre o assunto e 94,2% dos entrevistados responderam que o consideram importante (51,2%) ou muito importante (43%).

“Embora muita coisa tenha mudado e tenhamos a impressão de que hoje é mais natural falar sobre sexo, a sociedade ainda aborda essa temática com certa vulgaridade. Muitas mulheres temem julgamentos relacionados a certos comportamentos sexuais, o que acaba fazendo com que limitem o próprio prazer. Não é tão fácil nem tão rápido se libertar de padrões anteriormente impostos”, declarou a pesquisadora.

A professora Guita Grin Dedert, da Universidade de Campinas (Unicamp) realizou estudos sobre a erotização da velhice. “A pesquisa traz o que a gerontologia tem falado a respeito e o que as pessoas de mais idade falam sobre a vida sexual. O estudo mostrou que até muito recentemente, não se falava nisso, a velhice era vista como um momento do fim da vida sexual. Hoje há uma mudança. Não há como se falar em boa qualidade de vida, sem sexualidade satisfatória. Os médicos falam que há diminuição, mas, a tendência é mostrar que é muito melhor na terceira idade. Os homens tem que entender que o corpo todo é composto por áreas erógenas e as mulheres que podem se libertar da repressão de outras etapas da vida. O central não é a função erétil, é o corpo todo”, afirmou.

A antropóloga revela que a visão da velhice mudou. “Estão envelhecendo mais, mas,a  própria visão da velhice é muito diferente, um novo mercado consumidor importante, tecnologias em todas as classes sociais, têm mais recursos. Um grupo específico de mulheres com 70 anos ou mais viram com muita satisfação a viuvez, porque as obrigações sexuais não tinham mais que ser cumpridas. Era uma geração que fazia mais por obrigação e reprodução e não como momento de prazer. Para os homens, a função erétil ainda é central. As novas gerações de mulheres velhas provavelmente vão tratar essa questão de outra maneira. A minha geração (tenho 66 anos) já vê o prazer sexual como direito e vive no contexto em que a vida boa implica vida sexual gratificante”, destacou Guita.

Doenças podem atrapalhar

O sexo na terceira idade, porém, pode encontrar barreiras que vão além do tabu. Pacientes com doenças reumáticas, por e podem ter dificuldades durante o sexo por diversos fatores. “A artrite causa dor, alteração na imagem corporal, deformidade (se vê de forma diferente), as medicações interferem na libido, altera a lubrificação, transtorno de humor. Não há restrições específicas, mas, são orientados a posições alternativas para quem tem acometimento de joelho, quadril. Estamos desenvolvendo um material de fácil compreensão para pacientes na sala de espera do ambulatório. É um tabu, não é uma temática muito presente na formação profissional. Temos que lembrar que é importante para a saúde física e mental, tanto como o sono ou alimentação. Na sala de espera, os pacientes já perguntam e falam espontaneamente da sexualidade”, destacou a coordenadora da Comissão de Artrite Reumatóide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Embora a artrite seja mais comum em faixa etária anterior à terceira idade, por ser uma doença crônica, acompanha os pacientes pelo resto da vida. Na Universidade de Brasília (UnB), o ambulatório de artrite reumatóide do Hospital Universitário trabalha a sexualidade com os pacientes e profissionais de saúde e pretende lançar uma cartilha para pacientes com orientações e posições alternativas, para aqueles em que a doença causa alguma limitação física. “Acomete mais as mulheres entre os 30 e 50 anos. Em paralelo entra a questão da sexualidade que a doença traz e entender quão frequente é o problema. Não é abordada adequadamente, então temos um material com orientações para médicos”, informou Lícia Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatóide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Doença não atrapalha

Maria Augusta Lins, 69, e Antônio Nunes, 73, casados há 55 anos, contam que os problemas de saúde não atrapalham a intimidade do casal. “Tenho artrose, mas, não sinto nada, nem dor na unha. Estamos sempre no médico, se cuidando. Na hora do amor, não dificulta. Ela é muito ativa, cozinha, lava. À noite quando se aquieta é que sente uma dorzinha. O amor continua do mesmo jeito. Nunca brigamos, sou muito rico pela família que tenho. A gente só anda assim de mãos dadas, é a corda e a caçamba, não sai sem o outro”, disse Antônio.

José Agripino, 71, e Verônica Costa, 63, frequentam o Clube da Pessoa Idosa. Para eles, a atividade física contribui para a saúde e para o relacionamento íntimo. “Temos uma filha solteira em casa e isso prende um pouco porque não queremos viajar e deixá-la só. De quando casamos para hoje, temos mais intimidade, respeito, fazemos as coisas com mais naturalidade. Engordamos mais. Ela é meio freio de mão, porque sou muito estressado. Fiz duas cirurgias de pulmão e coração ano passado e por um momento isso interferiu a vida íntima, a resistência era menor. Mas, hoje o médico liberou tudo, não tem restrição ao sexo. Claro, me canso mais, só que o coração está bom em todos os sentidos. Faço pilates e hidroginástica também, quero fazer duas atividades físicas por dia. No Clube da Pessoa Idosa há palestras sobre sexo, todo mundo tem muita experiência, conta piadas imorais (para menores de idade) que para a gente é natural. A gente não planeja quando vai fazer amor, acontece”, relatou o bancário aposentado.

Diálogo é o caminho para desmistificar

O terapeuta ocupacional da UnB, Pedro Tavares, explica que a melhora na comunicação entre profissionais de saúde e pacientes ajuda a desmistificar a sexualidade, apesar do problema. “A artrite não tem cura, vimos nas pesquisas do HU, a necessidade do paciente e dificuldade para atividades sexuais, desde as mais simples, como passear e manter a rotina de intimidade, preparar jantar, comer fora e até no próprio ato sexual. E da mesma forma, nas atividades cotidianas. É mais difícil, porque ele tem vergonha de falar e o profissional de perguntar. Passado esse primeiro problema, ele tem a demanda e temos como ajudar. É uma questão comum do envelhecer, artrite e artrose, desgaste da articulação. É muito tranquilo orientar a modificar as atividades”, declarou.

O diálogo aproxima da solução. “Se deixa de fazer porque dói em posição diferente, pode-se orientar quanto à medicação. Falar com o médico é importante, quase nunca relatam problema, o médico tem que saber e orientar. As soluções podem ser simples, mudar o esquema de medicamentos (algumas modificam a lubrificação e libido), no pico da ação analgésica, de repente um banho morno, que relaxa a musculatura, posturas diferentes, usar lubrificante à base de água e outras terapias. O importante é não ficar calado com o problema, favorecer a comunicação dos dois lados. Não é um tema fácil nem entre os estudantes, que têm receio em perguntar. É um tabu falar sobre sexualidade da pessoa idosa. Não é tanto uma questão de geração, é o meio social. Fala-se pouco de sexo em vários ambientes, é pouco discutido no sistema de saúde, nas consultas”, revelou Pedro.

“Manter a atividade sexual é uma das principais formas de qualidade de vida. Muito comum pegar pessoas casadas há mais de 20 anos, já tem dor e ter que lidar com mais essa questão. O próprio parceiro às vezes não entende. Pesquisas mostram o medo do paciente do que o profissional vai achar se ele perguntar isso e o médico teme invadir a intimidade, há uma falha na comunicação. A dor limita a atividade física, favorecendo o ganho de peso e a autoimagem. Não consegue se arrumar direito, se maquiar, muita fadiga, dor e cansaço, o sono não recupera, já acorda cansado, não tem energia para muita coisa”, concluiu Pedro.

Longevidade traz desafios

Em 15 anos, a população acima de 60 anos cresceu 3,27% na Paraíba. Diversos desafios surgem para essa camada da população, como a mobilidade e saúde. Em todo o Estado há apenas 18 geriatras, especialista que cuida da saúde do idoso. Mas, a explicação para a mudança na pirâmide etária compreende um conjunto de fatores. O geógrafo Sinval Almeida aponta que em 50 anos, o crescimento populacional chegará ao nível zero. “As pessoas estão envelhecendo mais porque diminuiu a taxa de natalidade. O custo da reprodução humana é muito caro na sociedade urbanizada, filho é muito caro à medida que o planeta se urbaniza. O Brasil é 85% urbanizado. No campo, um filho é um braço a mais, na cidade, uma boca a mais. Associado a isso, a inserção da mulher no mercado de trabalho a eleva à condição de cidadã, política, independente, que decide quantos filhos vai ter e estão tendo menos. Está tudo interligado”, esclareceu o professor.

Para Sinval, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba, o acesso à educação também interfere na geografia da população. “Homens e mulheres passam a planejar a vida. Isso faz com que a taxa de natalidade se rebaixe. No futuro o crescimento demográfico vai zerar. Quanto mais diminuir o ritmo de crescimento, automaticamente envelhece mais porque aumenta a expectativa de vida, o acesso a métodos anticoncepcionais, acesso à informação. As pessoas estão vivendo mais, porém, doentes, obesidade, problemas gástricos. A mortandade da juventude no Brasil também interfere no envelhecimento, que poderia ser maior. Hoje gira em torno de 75 anos para a mulher e 72,5 anos para o homem. Poderia ser 77 se não tivesse essa mortalidade enorme, majoritariamente masculina”, apontou.

Sinval enuncia que se não houver cuidados na área de saúde, no futuro a população precisará muito mais de remédios. “vamos ter uma população dependente de medicamentos. O Brasil não tem uma efetiva discussão educacional. A população está tendo muita mudança demográfica, mas, não está muito informada. Talvez 20% ainda tenha carência alimentar e outra parte está obesa, com problemas de pressão e coronários. Não é vantagem envelhecer com população doente, que vai ficar muito cara ao sistema de saúde. Muito sal, gordura e açúcar, precisa de reeducação alimentar para reduzir o câncer, depressão, estresse e viver mais 10 anos. Em 30 anos, a expectativa aumentará para 85 anos”, concluiu.

correiodaparaiba

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Previdência: governo negocia idade mínima menor para policial e professor

previdenciaPara evitar maiores perdas na reforma da Previdência, a equipe econômica negocia com o relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), algumas amarras no texto substitutivo da proposta de emenda constitucional (PEC) 287. Uma delas é fixar a idade mínima de 60 anos para policiais e professores federais e da rede privada. Atualmente, não existe idade mínima para policiais. Ainda assim, essas categorias continuarão em situação vantajosa na comparação com os demais trabalhadores, que terão idade mínima de 65 anos.

No caso dos professores, há duas situações. Quem está no regime geral (INSS) pode se aposentar por tempo de contribuição (30 anos, homens, e 25 anos, mulheres), sem idade mínima — o que deve mudar com a reforma. Já os profissionais da União e de estados e municípios, que têm regimes próprios, precisam, atualmente, atingir idade mínima de 55 anos (homem) e 50 anos (mulher), mais tempo de contribuição. Nesse segundo caso, a idade será elevada.

 

As exigências são uma contrapartida à decisão do governo, que aceitou a manutenção de aposentadorias especiais para professores e policiais, e devem constar do texto substitutivo que o relator apresentará na próxima segunda-feira. Outra compensação em discussão é a redução do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas) pago a idosos de baixa renda, que passaria a ser de 70% sobre o salário mínimo, mas a partir dos 65 anos e não aos 70 anos, como previa a proposta original do governo.

Segundo interlocutores, o parecer do relator em fase final de elaboração prevê aumento gradual do valor do benefício para o idoso até chegar a um salário mínimo, quando ele atingir 70 anos de idade. Hoje, os benefícios assistenciais são concedidos aos 65 anos. Já os trabalhadores com deficiência continuariam recebendo o piso a partir desta idade. Um dos argumentos do governo e acolhido por Maia para mudar a regra para idosos de baixa renda é a necessidade de diferenciar o benefício assistencial do contributivo para fazer justiça aos trabalhadores que passam a vida toda contribuindo.

A idade mínima de 60 anos para professores valerá para profissionais da rede privada (INSS) e federal até o ensino médio (profissionais de universidade seguem a regra geral). Para os professores estaduais e municipais, a PEC dará prazo de seis meses para que governadores e prefeitos aprovem mudanças nos seus regimes próprios. Caso contrário, vai prevalecer a legislação federal. O mesmo valerá para os policiais civis. Policiais militares e bombeiros ficaram de fora da reforma, porque já contam com leis específicas.

 

TRANSIÇÃO PROGRESSIVA

Fontes ligadas às discussões afirmam que, a princípio, a idade mínima de 60 anos para professores e policiais será aplicada a homens e mulheres, ao fim da fase de transição que deve durar 20 anos. Será a mesma regra para os trabalhadores rurais (homens e mulheres).

Porém, se prevalecer idade mínima diferenciada de aposentadoria para mulheres das áreas urbanas, de 64 anos, ou 63 anos, como já cogitou o presidente Michel Temer, é provável que as demais categorias femininas (professoras, policiais civis e trabalhadoras rurais) também fiquem com idade reduzida, na comparação com os homens. Embora o relator defenda igualdade entre os gêneros, pesa a favor de uma ligeira diferenciação os 31 votos das parlamentares da base aliada do governo no Congresso.

Em outra frente, a equipe econômica tenta evitar que o Congresso amplie muito a regra de transição — outro ponto em que o governo cedeu — e fixe idade mínima de 65 anos só para os muito jovens (quem nasceu a partir de 1993, por exemplo, e tem hoje 24 anos). Os técnicos insistem que trabalhadores próximos dos 44 anos (mulher) e 49 anos (homem) só se aposentem aos 65 anos de idade. O argumento é que, se a idade baixar para 40 anos, por exemplo, cerca de 11 milhões de trabalhadores ficarão de fora das novas regras, o que comprometeria o efeito fiscal da reforma.

Daí a possibilidade de se fixar idade mínima progressiva, de 55 anos (mulher) e 57 anos (homem), mais o pedágio de 50% (adicional sobre o tempo que faltar para aposentadoria só para quem estiver mais próximo da aposentadoria). Caso o pedágio deixe o trabalhador em situação mais favorecida, valerá a idade mínima e vice-versa.

— Se antes havia uma única condicionalidade, que era o pedágio (adicional sobre o tempo de contribuição, de 35 anos no caso dos homens e de 30 anos, no de mulheres), agora será preciso cumprir idade mínima também — disse um técnico envolvido nas discussões.

A área econômica também tenta segurar em dois salários mínimos (hoje em R$ 1.874) o teto para acumulação de benefícios (pensão e aposentadoria). Apesar de 60% das acumulações serem de até esse valor, a medida beneficiaria os mais pobres. A PEC original vedava a acumulação, independentemente do valor. Ontem, em reunião no Palácio do Planalto, técnicos das equipes econômica e política do governo apresentaram aos líderes da base uma série de cálculos para a regra de transição, mas sem bater o martelo. O presidente da comissão especial que analisa a reforma, Carlos Marun (PMDB-MT), afirmou que a ideia principal é permitir que todos entrem na regra de transição, desde que se cumpra um pedágio em relação ao tempo de serviço que falta e uma idade mínima a ser estabelecida.

O globo

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Especialistas criticam proposta de igualar idade mínima para aposentadoria

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A equiparação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, presente na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo, foi debatida nessa quinta-feira (23) na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute  o tema. Mulheres de diferentes instituições argumentaram sobre a necessidade de manter ou mudar a diferença de idade que vigora atualmente.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) 287/2016 prevê que tanto homens quanto mulheres se aposentem quando atingirem 65 anos de idade. Hoje as mulheres podem se aposentar aos 60 anos (cinco a menos que os homens), ou quando completarem 30 anos de contribuição. Não há idade mínima para se aposentar.

Desigualdade de contextos

Para a juíza Noêmia Aparecida Garcia Porto, secretária-geral da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), igualar a idade mínima para ambos os sexos é inconstitucional. “A diferenciação entre homens e mulheres está prevista na Constituição brasileira para fins de aposentadoria. É uma desigualdade que está condicionada a um cenário, para que a igualdade efetiva seja considerada”, argumentou.

Noêmia explicou que a diferenciação na Previdência foi aprovada para compensar o fato de as mulheres assumirem a maior parte das tarefas domésticas, além de outras ocupações, e a persistente desigualdade de gênero na realidade do mercado de trabalho no Brasil. “O argumento da PEC é meramente formal e despreza essa realidade de desigualdade vivenciada na pele por todas as brasileiras.”

A juíza classificou a proposta do governo de “perversa” e inviável, pois retira direitos consolidados e segue a lógica do mercado privado, e não dos princípios constitucionais. E rebateu os argumentos de que as mulheres vivem mais e contribuem menos com a Previdência. “De fato, elas são minoria entre os contribuintes, mas isso se deve a diversos fatores. A informalidade atinge mais as mulheres. Elas recebem salários mais baixos e benefícios previdenciários mais modestos. E ocupam postos de menos destaque no mundo do trabalho”, disse.

Para resolver o problema do déficit do Regime Geral da Previdência, Noêmia propõe que sejam reveladas as origens da sonegação, que se busquem fontes extras de seguridade social e que se faça auditoria nas contas da Previdência. “O tema do equilibro das contas no setor publico é sério e pertinente, mas apenas se forem consideradas todas as variantes que revelam a injustiça de retirada dos direitos das mulheres”, declarou.

Condições diferentes de trabalho

Os argumentos da juíza foram reforçados pela apresentação da professora da Universidade de Campinas Marilane Teixeira, e pela técnica da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Joana Mostafá. As duas pesquisadoras apresentaram diversos números e pesquisas que, segundo elas, corroboram a necessidade de diferenciar a idade das mulheres.

Para Marilane, a diferenciação da idade de aposentadoria para as mulheres é um dos grandes méritos do regime previdenciário atual. Marilne argumenta que a diferença nas regras de acesso ao benefício da Previdência contribui para aumentar a inclusão de pessoas que têm condições diferentes de trabalho e, assim, compensar as desigualdades estruturais do mercado de trabalho. “É um reconhecimento, através da lei, de que existe uma condição desigual entre os sexos no trabalho.”

Joana alertou para a dificuldade que as mulheres têm para comprovar o tempo de contribuição. A pesquisadora disse que a reforma proposta representa uma tendência de “masculinização da Previdência” e ressaltou que outras políticas devem ser adotadas para reduzir a desigualdade de gênero, e não para aprofundá-la. “A diferença de cinco anos na idade [mínima] de aposentadoria está de acordo com o sobretrabalho feminino, e isso não tem apresentado tendência de mudar no Brasil”, afirmou.

Já a procuradora regional da 3ª Região, Zélia Luiza Piedorná, defendeu o acúmulo da concessão da aposentadoria e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) sob o ponto de vista da coletividade. Para Zélia, o acesso aos benefícios deve ser regido pela necessidade de garantia dos princípios democráticos, e não por uma lógica “individual e privatista”.

Sobre o “rombo” da Previdência alegado pelo governo, a procuradora alertou para a urgência de resolver o problema das fraudes no sistema de concessão de benefícios no Brasil, o que poderia servir como solução. “Não se pode ter uma legislação que estimula mau comportamento”, afirmou.

Aproximação de contextos

A assessora especial da Casa Civil da Presidência da República Martha Seiller defendeu o texto original apresentado pelo governo e justificou a necessidade de igualar a idade mínima de aposentadoria para mulheres e homens.

De acordo com Martha, dados demográficos mostram uma evolução da inserção da mulher no mercado de trabalho e uma tendência de aproximação entre o salário pago às mulheres e o que é pago aos homens. Ela disse que as justificativas para manutenção da diferença de cinco anos na idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres já não se sustentam como antigamente.

Martha lembrou que a pirâmide demográfica brasileira está cada vez mais desfavorável à manutenção de um sistema previdenciário equilibrado, já que a base jovem tem diminuído, devido à queda na taxa de natalidade, ao crescente número de idosos no topo, com o avanço da expectativa de vida, “Como é que esse sistema previdenciário sobrevive com uma mudança tão brusca na taxa de natalidade e expectativa de vida sem passar por mudanças?”, questionou.

A assessora da Cas Civil disse que as regras de transição previstas na reforma para vigorar em 20 anos podem compensar as desigualdades que ainda existem. Ela acrescentou que a diferença de cinco anos é a maior entre os regimes de outros países que ainda consideram a necessidade de diferenciação.

Para Martha, são insuficientes os argumentos das debatedoras sobre a dupla jornada feminina, uma vez que os homens hoje também executam tarefas domésticas. Ela disse que tal ideia não deve ser usada com naturalidade, como se fosse uma realidade imutável, sob o risco de favorecer o que definiu como “constitucionalização do machismo”.

Agência Brasil

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