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Seleção do IBGE para Censo com 63 vagas na PB é suspensa devido ao novo coronavírus

O processo seletivo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para contratação de pessoal para realização do Censo Demográfico, com 63 vagas na Paraíba, foi suspenso nesta terça-feira (17). A medida foi tomada para evitar possíveis infecções e o avanço de contaminação com o novo coronavírus.

Segundo o IBGE, a determinação leva em consideração a natureza de coleta da pesquisa, domiciliar e predominantemente presencial, com estimativa de visitas de mais de 180 mil recenseadores a cerca de 71 milhões de domicílios em todo o território nacional.

Os candidatos que já efetuaram o pagamento de inscrição serão reembolsados conforme orientações que ainda serão publicadas pelo órgão. Em todo o país, estavam disponíveis 2.658 vagas para cargos de nível médio. Na Paraíba, as 63 vagas estavam distribuídas em 31 cidades.

A medida considera também a impossibilidade de realização, em tempo hábil, de toda a cadeia de treinamentos para a operação censitária, que teria a primeira etapa prevista para iniciar em abril de 2020, de forma centralizada, e posteriormente replicada em polos regionais e locais até o mês de julho.

Com a determinação, o próximo Censo terá como data de referência 31 de julho de 2021. A coleta será realizada entre 1º de agosto e 31 de outubro de 2021.

No estado, foram oferecidas 30 vagas para agente censitário operacional, em João Pessoa, e 33 vagas para coordenador censitário subárea, para 31 cidades.

Para o cargo de coordenador, estavam previstas vagas para as cidades de Areia, Bananeiras, Barra de Santa Rosa, Belém, Boqueirão, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Conceição, Esperança, Guarabira, Ingá, Itabaiana, João Pessoa, Lagoa Seca, Mamanguape, Patos, Pedras de Fogo, Picuí, Princesa Isabel, Queimadas, Santa Luzia, Santa Rita, São Bento, Sapé, Serra Branca, Solânea, Sousa, Sumé, Teixeira e Uiraúna.

G1

 

IBGE abre processos seletivos com quase 4 mil vagas na Paraíba para Censo 2020

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições dos processos seletivos simplificados para contratação de recenseador, agente censitário municipal (ACM) e agente censitário supervisor (ACS) para realização do Censo 2020. Na Paraíba são quase 4 mil vagas somando os três cargos. Os dois editais prevêem 208 mil vagas em todo Brasil.

A oferta é de 3.347 oportunidades para a função de recenseador, 435 vagas para os cargos de agente censitário supervisor (ACS) e 197 vagas para agente censitário municipal (ACM), totalizando 3.979 vagas na Paraíba. Os interessados devem consultar o edital e realizar a inscrição online, no site da Cebraspe, banca organizadora, até o dia 24 deste mês.

As taxas de inscrição – de R$ 35,80 para a prova de ACM e ACS, e de R$ 23,61 para recenseador – podem ser pagas em toda a rede bancária, pela internet e em casas lotéricas.

Os profissionais contratados temporariamente pelo IBGE também terão direito a férias e 13º salários proporcionais, de acordo com a legislação em vigor e conforme estabelecido em cada edital. Um detalhe importante desses processos é que as pessoas que trabalharam recentemente como temporários, para o IBGE ou qualquer outro órgão público, também poderão ser contratados, caso sejam aprovados.

ACM e ACS

Somando os dois cargos, são 632 vagas previstas no edital para a Paraíba. São ofertadas 197 vagas para agente censitário municipal, com remuneração de R$ 2.100, enquanto que para agente censitário supervisor há 435 vagas, com remuneração R$ 1.700.

As oportunidades estão distribuídas entre 179 municípios paraibanos, sendo João Pessoa (91), Campina Grande (46), Santa Rita (15), Patos (13) e Bayeux (12) as cidades com maior oferta. O nível de escolaridade exigido para as duas funções é o ensino médio completo.

O agente censitário municipal será responsável por gerenciar o posto de coleta do Censo e estar à frente das ações administrativas e técnico-operacionais, como controlar os recursos humanos e materiais do local. Já o agente censitário supervisor terá a função de acompanhar, avaliar e orientar os recenseadores durante os trabalhos de campo.

As provas objetivas, de caráter classificatório e eliminatório, devem ser aplicadas no dia 17 de maio, com 10 questões de Língua Portuguesa, 10 questões de Raciocínio Lógico Quantitativo, 5 questões de Ética no Serviço Público, 15 questões de Noções de Administração e Situações Gerenciais e 20 questões de Conhecimentos Técnicos.

O resultado final está previsto para o dia 12 de junho e os contratos devem ser firmados no período de 15 a 19 do mesmo mês. A previsão é que as contratações durem cinco meses, podendo ser prorrogadas, desde que haja necessidade do trabalho e disponibilidade de recursos orçamentários.

  • Vagas: 632 (197 para ACM e 632 para ACS)
  • Nível: médio completo
  • Remunerações: R$ 1.700 e R$ 2.100
  • Prazo de inscrição: de 5 a 24 de março
  • Taxa de inscrição: R$ 35,80
  • Provas: 17 de maio
  • Inscrições: site da banca organizadora Cebraspe

Recenseador

O processo seletivo oferece 3.347 vagas de nível fundamental completo para recenseador, subdivididas entre todos os 223 municípios paraibanos. As cidades com mais oportunidades são João Pessoa (667), Campina Grande (335), Santa Rita (107), Patos (87), Bayeux (77), Sousa (56), Cabedelo (56), Cajazeiras (52), Guarabira (49), Sapé (42), Queimadas (37), Mamanguape (35) e Monteiro (30).

A remuneração do recenseador é calculada por produção, com base no número de unidades visitadas, na taxa estabelecida para os setores censitários e números de questionários respondidos e de pessoas recenseadas.

Um simulador da remuneração para cada município está disponível no site do Censo 2020 e pode ser consultado pelos candidatos. A função não tem horário fixo e a expectativa é de que sejam dedicadas pelo menos 25 horas por semana ao trabalho, inclusive aos feriados e finais de semana.

A seleção é composta por prova objetiva, que deve ser aplicada no dia 24 de maio, com 10 questões de Língua Portuguesa, 10 questões de Matemática, 5 questões sobre Ética no Serviço Público e 25 questões de Conhecimentos Técnicos. Em seguida, ocorrerá a etapa de treinamento, de caráter eliminatório e classificatório, que terá duração de 5 dias, com carga horária de 8 horas diárias. Serão convocados para essa fase os classificados dentro do número de vagas para cada área.

O resultado final das provas deve ser divulgado no dia 3 de julho e a previsão é que os classificados sejam convocados para treinamento e contratação ainda no mesmo mês. A expectativa é que o contrato dure até três meses, podendo ser prorrogado, tendo em vista a necessidade de concluir as atividades do Censo Demográfico 2020 e a disponibilidade de recursos orçamentários.

  • Vagas: 3.347
  • Nível: fundamental completo
  • Remunerações: calculada por produção
  • Prazo de inscrição: de 5 a 24 de março
  • Taxa de inscrição: R$ 23,61
  • Provas: 24 de maio
  • Inscrições: site da banca organizadora Cebraspe

 

G1

 

 

Edital de concurso do IBGE com 208 mil vagas será anunciado em coletiva nesta quinta-feira

O edital do concurso Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2020, com mais de 208 mil vagas temporárias, será anunciado em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), a partir das 10h.

A data oficial de publicação do edital será divulgada na coletiva. A previsão é de que seja ainda neste mês de março.

Ao todo, serão abertas 208.695 vagas temporárias, sendo 5.462 para Agente censitário municipal, cargo que exige nível médio; 22.676 para Agente censitário supervisor, também de nível médio; 180.557 vagas para recenseador, cargo de nível fundamental.

Os aprovados irão atuar no Censo Demográfico 2020, em todo o país. A banca organizadora do concurso é a Cebraspe.

 

clickpb

 

 

Setor de serviços na Paraíba apresenta alta de quase 3% em um ano, diz IBGE

O setor de serviços da Paraíba apresentou uma alta de quase 3% no período de um ano, entre os meses de dezembro de 2018 e 2019, conforme uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variação de 2,9% é maior do que a média nacional, de 1,6%.

O setor inclui serviços como os de alojamento e alimentação; de tecnologia da informação e comunicação; de transporte e correio; atividades audiovisuais; e serviços profissionais, administrativos e complementares.

A alta paraibana só foi menor do que as variações de Roraima, com 13,2%; Amazonas, com 3,2%; Rio de Janeiro, com 6,5%; São Paulo, com 3,8; e Rio Grande do Norte, com 3,8%.

Já quando observado o período de 12 meses, o volume de serviços na Paraíba teve um decréscimo de 0,6%, já a média nacional variou positivamente 1%. Nesse mesmo intervalo, a receita nominal do setor no estado registrou a 9ª menor variação do país, de 4,8%.

G1

 

Desemprego fica em 11% em dezembro, mas ainda atinge 11,6 milhões, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11% no trimestre encerrado em dezembro, atingindo 11,6 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a terceira queda seguida do indicador, que ficou em 11,2% nos três meses até outubro. Com isso, a taxa de desemprego segue no menor patamar desde o trimestre encerrado em março de 2016, quando foi de 10,9%. Para trimestres encerrados em dezembro, é a menor taxa registrada desde 2015, quando ficou em 8,9%.

Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia G1

Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia G1

“Verificamos um aumento significativo (de postos de trabalho) ao longo do ano. Isso tem a ver com contratações em diversas áreas e uma reação do comércio a partir do fim do ano. Claro, nessa época do ano devemos levar em consideração a sazonalidade característica do fim do ano. Precisamos esperar para verificar se essas pessoas permanecerão empregadas”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

“Alguns setores, como construção e indústria, que vinham apresentando quedas, conseguiram contratar”.

Alta na carteira assinada

Segundo o IBGE o maior destaque em relação aos três meses anteriores (julho a setembro) foi o aumento de 1,8% no contingente de empregados no setor privado com carteira assinada, que atingiu 33,7 milhões de pessoas. Na mesma comparação, o número de trabalhadores sem carteira assinada ficou estável, em 11,9 milhões.

“Houve um crescimento expressivo do emprego com carteira assinada, com expansão de 1,8%, o que não ocorria desde o início da série, em 2012″, apontou em nota a analista do IBGE Adriana Beringuy. Ainda assim, o número total de trabalhadores com carteira é cerca de 3 milhões inferior ao recorde da série, alcançado em 2014, quando foram registrados 36,7 milhões.

Informalidade no trimestre

Os dados do IBGE mostraram também que a taxa de informalidade atingiu 41% no quarto trimestre, um contingente de 38,4 milhões de pessoas. A categoria por conta própria, com 24,6 milhões de pessoas, ficou estável no último trimestre. Na comparação com o último trimestre de 2018, houve elevação (3,3%), representando um adicional estimado de 782 mil pessoas.

Taxa de informalidade — Foto: Economia G1

Taxa de informalidade — Foto: Economia G1

Desemprego médio de 11,9% em 2019

No ano de 2019, a taxa média de desocupação foi de 11,9%, ante 12,3% em 2018. Também no ano, a pesquisa apontou um contingente de 12,6 milhões de pessoas desocupadas, 1,7% a menos que em 2018.

Apesar da queda em relação a 2018, esse número de desocupados representa quase o dobro dos 6,8 milhões registrados em 2014, o menor ponto da série.

Evolução da taxa anual de desemprego — Foto: Economia G1

Evolução da taxa anual de desemprego — Foto: Economia G1

2019 teve maior informalidade em 4 anos

Já a taxa de informalidade (soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar) ficou em 41,1% da população ocupada no ano. Esse número equivale a 38,4 milhões de pessoas, o maior contingente desde 2016.

Na passagem de 2018 para 2019, houve uma alta de 4% no número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado (exceto domésticos), para 11,6 milhões de pessoas – o maior patamar da série histórica iniciada em 2012.

Trabalhadores no setor privado — Foto: Economia G1

Trabalhadores no setor privado — Foto: Economia G1

Segundo Adriana, a alta informalidade contribui negativamente para o cenário da Previdência no país: “houve uma mudança no cenário de contribuição previdenciária, também. Isso se deve muito ao crescimento da informalidade. Isso fica claro quando comparamos o momento atual com, por exemplo, o cenário que tínhamos em 2014. Naquela época, o emprego com carteira assinada era o que mais crescia. Hoje, temos um predomínio do trabalho informal – uma grande massa de trabalhadores no Brasil que não contribui. Grande parte formada por trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira, que não contribuem de forma regular”, afirmou.

número de trabalhadores por conta própria também atingiu o maior nível da série, subindo para 24,2 milhões. A maior parte deles (19,3 milhões) não tinha CNPJ – uma alta de 4,1% sobre 2018, e de 3,9 milhões de pessoas desde 2012, segundo o IBGE.

Trabalhadores por conta própria — Foto: Economia G1

Trabalhadores por conta própria — Foto: Economia G1

Entre os trabalhadores com carteira assinada, a alta foi de 1,1% entre 2018 e 2019. A criação de 356 mil vagas interrompeu a trajetória descendente registrada entre 2015 e 2018, mas foi menor que o crescimento da informalidade.

De acordo com o levantamento, do acréscimo de 1,8 milhão no número de ocupações em 2019, 446 mil foram sem carteira assinada; e a maior parte, 958 mil, são ocupações de trabalhadores por conta própria, dos quais 586 mil sem CNPJ.

“O crescimento dessas atividades – transportadores de serviços de entrega de comida, como o iFood – está ligado ao fato de que muitos trabalhadores não conseguem encontrar um emprego formal, com os vínculos tradicionais. Diante dessa situação, ele vê nessas atividades uma forma de encontrar uma renda que vai garantir sua sobrevivência”, explica Adriana. “A pesquisa mostra que essas atividades são importantes para sustentar o mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos. As atividades tradicionais parecem ter começado a reagir em 2019, mas passamos os anos de 2016, 2017 e 2017 verificando o protagonismo das atividades informais”.

Já o número de trabalhadores domésticos chegou a 6,3 milhões, permanecendo praticamente estável em relação à estimativa de 2018 (6,2 milhões). Mas o número de pessoas com carteira assinada caiu 3%, de 1,819 milhão para 1,764 milhão, enquanto o contingente sem carteira assinada manteve-se estável, somando 4,5 milhões.

Trabalhadores domésticos — Foto: Economia G1

Trabalhadores domésticos — Foto: Economia G1

O número de empregadores totalizou 4,4 milhões em 2019, estável em relação à 2018, mas representando um crescimento de 24,5%, frente ao início da série, em 2012.

Subutilização foi recorde em 2019

O IBGE também apontou que a população subutilizada na força de trabalho (que inclui pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial), que chegou a 27,6 milhões em 2019, uma alta de 1,2% sobre 2018, o maior valor da série e 79,3% acima do menor patamar (15,4 milhões), apurado em 2014.

Rendimento

Os dados mostraram que o rendimento médio real habitual ficou estável na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2019, em R$ 2.340. Já a média anual ficou em R$ 2.330, com pequena variação (0,4%) em relação a 2018.

A massa de rendimento real habitual (R$ 216,3 bilhões) cresceu 1,9% em relação ao trimestre de julho a setembro. Frente ao mesmo trimestre de 2019, houve alta de 2,5%. A média anual (R$ 212,4 bilhões) subiu 2,5% em relação a 2018.

“O rendimento médio verificado na pesquisa ainda não mostra uma reação – está estável”, disse Adriana Beringuy. “Essa estabilidade está associada ao fato de boa parte das pessoas ocupadas estar inserida em ocupações de baixo rendimento. Além disso, setores importantes como indústria, construção e transporte não apresentaram expansão de rendimentos. Ou seja, vemos que há mais gente trabalhando, mas isso não se refletiu no aumento de rendimentos”.

 

TJPB debate atualização dos limites municipais da Paraíba e Censo 2020 do IBGE

A consolidação e modernização dos limites municipais do Estado da Paraíba, que traz mais segurança jurídica às decisões dos magistrados, foi um dos temas do encontro de trabalho entre o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, e o chefe da Unidade Estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Paraíba, Roberto Salgado. Durante uma reunião na manhã desta segunda-feira (20), na Sala da Presidência do TJPB, eles ainda trataram do apoio do TJPB ao Censo Demográfico 2020, que tem início no dia 1º agosto e vai até 31 de outubro.

“A ideia é divulgar o Censo 2020 em nosso site institucional. Também vamos compartilhar com toda a magistratura a demarcação exata dos limites dos municípios paraibanos. Recebi o manual e acredito que todo o juiz precisa conhecer esse estudo feito pelo Instituto. Sem dúvida, é de grande orientação para a Magistratura e de visão técnica”, comentou Márcio Murilo.

Roberto Salgado agradeceu o apoio do presidente do TJPB voltado à realização do Censo. “Márcio Murilo tem demostrado interesse pelo tema, inclusive a respeito das reuniões em vários municípios sobre o detalhamento do Censo”, ressaltou. O chefe do IBGE explicou que o material disponibilizado ao presidente, referente aos limites municipais, foi produzido em convênio com a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) e Assembleia Legislativa, com a consolidação e modernização dos limites municipais do Estado da Paraíba.

“Com apoio das instituições, a exemplo do Tribunal de Justiça, tenho certeza que o Censo 2020 será um sucesso”, avaliou Roberto Salgado. Também estavam presentes o coordenador de Comunicação do Censo Demográfico 2020 e supervisor de Disseminação de Informação do IBGE-PB, Jorge Alves; o coordenador de Base Territorial do IBGE-PB, do Censo 2020, Fernando Lins; e coordenador operacional do IBGE-PB do Censo 2020, Francisco Eugênio.

Cerca de 1,1 milhão de domicílios devem ser visitados nos 223 municípios paraibanos, ao longo dos três meses do Censo. Apenas no Estado, a operação vai envolver o trabalho de mais de quatro mil pessoas para coleta de dados, supervisão e apoio técnico-administrativo.

Conforme o artigo 1º da Lei nº 5534/68, toda pessoa natural ou jurídica de direito público ou de direito privado que esteja sob a jurisdição da lei brasileira é obrigada a prestar as informações solicitadas pelo IBGE para a execução do Censo Demográfico (Decreto-lei nº 161, de 13 de fevereiro de 1967, art. 2º, § 2º). As informações prestadas terão caráter sigiloso, serão usadas, exclusivamente, para fins estatísticos, e não poderão ser objeto de certidão, nem, em hipótese alguma, servirão de prova em processo administrativo, fiscal ou judicial.

Assessoria

 

 

Mais de três milhões buscam emprego há mais de 2 anos, diz IBGE

Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão à procura de emprego há dois anos ou mais no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso representa 25,2% dos 12,5 milhões de desocupados do país.

Ainda segundo o IBGE, cerca de 1,8 milhão, ou 7,1% dos desocupados, estavam há menos de um mês procurando emprego. A taxa de desemprego no país no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre.

A Pnad-Contínua divulgada hoje trouxe ainda dados sobre taxa de desemprego dos estados. O estado de São Paulo foi o único a apresentar queda na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre deste ano. A taxa recuou de 12,8% para 12% no período em São Paulo.

Segundo a pesquisadora da IBGE, Adriana Beringuy, a queda ocorreu devido à redução do número de desempregados e não em função do aumento da ocupação.

Já Rondônia foi o único estado com alta na taxa de desemprego, ao passar de 6,7% para 8,2%. As outras 25 unidades da federação tiveram estabilidade na taxa, de acordo com os dados do IBGE.

As maiores taxas foram observadas nos estados da Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). Já os menores níveis foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve altas em Goiás (que passou de 8,9% para 10,8%) e Mato Grosso (de 6,7% para 8%). Três estados tiveram queda neste tipo de comparação: São Paulo (13,1% para 12%), Alagoas (de 17,1% para 15,4%) e Sergipe (17,5% para 14,7%).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) foi de 24% no país. Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%.

Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

Desalentados

O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) foi de 4,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil) e no Maranhão (592 mil) e os menores em Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O percentual de pessoas desalentadas foi de 4,2%. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Empregos formais

Santa Catarina tinha o maior percentual de empregados com carteira assinada (87,7%). Já o menor percentual estava no Maranhão (49,9%).

As unidades da federação com maior percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado foram Maranhão (50,1%), Pará (49,9%) e Piauí (49,9%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%).

Agência Brasil

 

 

 

IBGE: desigualdade de renda volta a subir e é a maior desde 2012

O Brasil, que já é um dos 15 países mais desiguais do mundo, conseguiu ver a concentração de renda aumentar fortemente no ano passado, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra Domicílios Contínua (Pnadc), que trata de todas as fontes de rendimento, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. Por qualquer medida que se use, os mais ricos no país concentraram renda, enquanto os mais pobres sofreram com queda na renda e nas condições de vida.

A renda média do 1% dos trabalhadores mais ricos subiu de R$ 25.593 para R$ 27.744, alta de 8,4%. Já entre os 5% mais pobres, o rendimento do trabalho caiu 3,2%. Nesse grupo, o ganho mensal baixou de R$ 158 para R$ 153.

Com isso, o Índice de Gini, que mede a concentração de renda e, quanto mais perto de 1, pior, subiu de 0,538 para 0,545, considerando todas as rendas das famílias – trabalho, aposentadorias, pensões, aluguéis, Bolsa Família e outros benefícios sociais. É o maior Gini desde 2012.

Uma das razões para o aumento da desigualdade em 2018 foi o aumento da precarização do mercado de trabalho, com aumento dos empregos informais. No ano passado, eram 35,42 milhões de pessoas, em média, recorde da série histórica do IBGE.

Segundo Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad Contínua, o fenômeno tem relação com a crise no mercado de trabalho, que afetou especialmente o extrato de trabalhadores com menor qualificação e menor remuneração.

— A população ocupada vem crescendo, o rendimento vem crescendo, mas essa ocupação vem da informalidade. Por isso percebemos esse aumento da desigualdade — afirma Maria Lucia — Os mais pobres acabam sofrendo mais do que aqueles com carteira de trabalho ou os funcionários públicos.

No mercado de trabalho, a concentração também aumentou. O Índice de Gini da renda do trabalho subiu de 0,501 para 0,509, a maior taxa desde 2012. E, apesar da piora na desigualdade, a cobertura do Bolsa Família caiu nos últimos anos , mostra o estudo do IBGE.

Com o aumento da concentração de renda, o topo da pirâmide no Brasil está se apropriando de uma fatia maior da renda nacional. O 1% mais rico recebe 12,2% de todos os rendimentos no país. Em 2017, essa fatia era de 11,7%. São R$ 34,8 bilhões nas mãos de pouco mais de 2 milhões de pessoas.

Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, os resultados apresentados indicam um agravamento de um cenário tradicionalmente histórico no país.

— A desigualdade brasileira é algo histórico, bastante forte. Com esse aumento (da desigualdade), permanecemos como um país com um índice bastante complicado.

10% mais ricos têm mais que 80% mais pobres

Já os 10% mais pobres abocanharam bem menos: 0,8% da massa de rendimentos em 2018 contra 0,9% em 2017. Significa dizer que 20 milhões de pessoas ficaram com apenas R$ 2,2 bilhões.

A pesquisa do IBGE também mostrou que mais da metade dos brasileiros têm renda inferior a um salário-mínimo . E constatou que as disparidades de rendimento são grandes entre brancos e negros. O trabalhador branco recebe 75% a mais do que pretos e pardos .

“A parcela dos 10% com menores rendimentos da população detinha 0,8% da massa, vis à-vis 43,1% dos 10% com os mais rendimentos. Além disso, cabe observar que este último grupo mostrou possuir uma parcela da massa de rendimentos superior à dos 80% da população com os menores rendimentos (41,2%)”, diz a pesquisa.

Segundo a pesquisa, o ganho médio do topo da pirâmide de renda era “33,8 vezes mais que o rendimento médio da metade da população com menores rendimentos (cujo rendimento médio mensal era de R$ 820)”, constata a publicação.

Essa diferença é a maior desde 2012, início da nova pesquisa do IBGE, quando era de 33,1 vezes. A distância salarial vinha caindo até 2014, ficou estável até 2016. No ano seguinte, começa a subir.

Sudeste, a região mais rica do país, convive com o maior abismo salarial. O 1% mais rico ganha 34,4 vezes mais que os 50% mais pobres, que conseguiram manter apenas os R$ 971 que ganhavam, ligeiramente acima do salário mínimo vigente em 2018 de R$ 954.

Os trabalhadores que estão entre 30% mais pobres perderam renda em 2018. Recomposição salarial só acontece para os que estão dos 40% mais ricos para cima.

 

O Globo

 

 

Paraíba atinge mais de 4 milhões de habitantes em 2019, diz IBGE

A população paraibana cresceu e atingiu os 4,018 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa com o total de habitantes dos estados e dos municípios foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (28). A estimativa se refere a 1° de julho de 2019.

O número representa um aumento de 0,54% em relação ao que havia sido estimado pelo IBGE em 2018, quando o total de habitantes na Paraíba era de 3,99 milhões de pessoas.

João Pessoa é a cidade com o maior número de habitantes em 2019, assumindo um total de 809 mil pessoas. O aumento populacional com relação a 2018 foi de, aproximadamente, 9 mil habitantes. Em seguida, está Campina Grande, com 409,7 mil habitantes e, depois, Santa Rita, com 136,5 mil pessoas.

A cidade com menos habitantes é a de Parari, no Cariri paraibano, com 1,7 mil pessoas. São José do Brejo do Cruz vem em seguida, com 1,8 mil habitantes e, em terceiro, Riacho de Santo Antônio, com 1,9 mil pessoas.

pbagora

 

 

Brasil atinge 210 milhões de habitantes, diz IBGE

A população brasileira foi estimada em 210,1 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa com o total de habitantes dos estados e dos municípios se refere a 1° de julho de 2019 e foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (28).

O número representa um aumento de 0,79% na comparação com a população estimada do ano passado. Em 2018, o IBGE estimou um total de 208,5 milhões pessoas.

O estado de Roraima teve o maior aumento populacional, de 5,1%. Ano passado, a população estimada lá era de 576,5 mil habitantes, e este ano chegou a 605,7 mil — mais 29,1 mil pessoas.

Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, tem vivido uma onda de chegada de imigrantes venezuelanos devido à crise econômica, política e social no país vizinho. Apesar de ter registrado o maior aumento percentual, Roraima continua sendo o estado menos populoso.

São Paulo permanece na frente como a unidade da federação com mais habitantes: 45,9 milhões de pessoas. Ano passado, a população paulista era de 45,5 milhões. Este ano, aumentou em mais 380,1 mil pessoas — ou 0,8%.

O IBGE deve dar detalhes sobre o crescimento populacional brasileiro em entrevista coletiva às 9h, no Rio de Janeiro.

Principais destaques

  • A população brasileira total cresceu 0,79% entre 2018 e 2019. Entre 2017 e 2018, havia crescido 0,82%.
  • A população de Roraima cresceu 5,1%, a maior alta entre todos os estados. Continua sendo a unidade federativa menos populosa do país.
  • São Paulo é o estado mais populoso, com 45,91 milhões de pessoas, seguido por Minas Gerais (21,16 milhões), Rio de Janeiro (17,26 milhões) e Bahia (14,87 milhões).

População brasileira

Unidades da federação População 2018 População 2019 Variação percentual 2018/2019 Variação absoluta 2019/2018
Acre 869.265 881.935 1,46% 12.670
Alagoas 3.322.820 3.337.357 0,44% 14.537
Amapá 829.494 845.731 1,96% 16.237
Amazonas 4.080.611 4.144.597 1,57% 63.986
Bahia 14.812.617 14.873.064 0,41% 60.447
Ceará 9.075.649 9.132.078 0,62% 56.429
Distrito Federal 2.974.703 3.015.268 1,36% 40.565
Espírito Santo 3.972.388 4.018.650 1,16% 46.262
Goiás 6.921.161 7.018.354 1,40% 97.193
Maranhão 7.035.055 7.075.181 0,57% 40.126
Mato Grosso 3.441.998 3.484.466 1,23% 42.468
Mato Grosso do Sul 2.748.023 2.778.986 1,13% 30.963
Minas Gerais 21.040.662 21.168.791 0,61% 128.129
Pará 8.513.497 8.602.865 1,05% 89.368
Paraíba 3.996.496 4.018.127 0,54% 21.631
Paraná 11.348.937 11.433.957 0,75% 85.020
Pernambuco 9.496.294 9.557.071 0,64% 60.777
Piauí 3.264.531 3.273.227 0,27% 8.696
Rio de Janeiro 17.159.960 17.264.943 0,61% 104.983
Rio Grande do Norte 3.479.010 3.506.853 0,80% 27.843
Rio Grande do Sul 11.329.605 11.377.239 0,42% 47.634
Rondônia 1.757.589 1.777.225 1,12% 19.636
Roraima 576.568 605.761 5,06% 29.193
Santa Catarina 7.075.494 7.164.788 1,26% 89.294
São Paulo 45.538.936 45.919.049 0,83% 380.113
Sergipe 2.278.308 2.298.696 0,89% 20.388
Tocantins 1.555.229 1.572.866 1,13% 17.637
Brasil 208.494.900 210.147.125 0,79% 1.652.225
G1