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Redação do Enem que desrespeitar direitos humanos pode receber nota zero

Entre as regras a serem seguidas pelos candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na elaboração da prova de redação está o respeito aos direitos humanos. Quem defender ideias avaliadas como contrárias aos direitos humanos poderá receber nota zero na redação.


De acordo com a Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017, divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), algumas ideias e ações serão sempre avaliadas como contrárias aos direitos humanos, como: defesa de tortura, mutilação, execução sumária e qualquer forma de “justiça com as próprias mãos”, isto é, sem a intervenção de instituições sociais devidamente autorizadas.

Também ferem os direitos humanos, a incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica e a explicitação de qualquer forma de discurso de ódio voltado contra grupos sociais específicos. Segundo o Inep, apesar de a referência aos direitos humanos ocorrer apenas em uma das cinco competências avaliadas, a menção ou a apologia a tais ideias, em qualquer parte do texto, pode anular a prova.

No ano passado, quando o tema da redação foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, foram anuladas as redações que feriram os direitos humanos porque incitaram ideias de violência ou de perseguição contra seguidores de qualquer religião, filosofia, doutrina, seita, inclusive o ateísmo ou quaisquer outras manifestações religiosas, além de ideias de cerceamento da liberdade de ter ou adotar religião ou crença e que tenham defendido a destruição de vidas, imagens, roupas e objetos ritualísticos.

De acordo com o Inep, a prova de redação do Enem sempre exigiu que o participante respeite os direitos humanos, mas, desde 2013, o edital do exame tornou obrigatório o respeito ao tema, sob pena de a redação receber nota zero.

A prova de redação, que será aplicada no dia 5 de novembro, exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. O candidato deve apresentar uma proposta de solução para o problema proposto, a chamada intervenção, respeitando os direitos humanos Também deve ser apresentada uma referência textual sobre o tema.

Agência Brasil

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Couto denuncia à CDH ameaças contra alunos de ocupações em Bananeiras

luiz-coutoDepois de visitar as várias ocupações de escolas e universidades promovidas por estudantes em João Pessoa, Cabedelo, Bananeiras e Areia, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) anunciou, durante pronunciamento na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira, 22, que vai levar ao conhecimento da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa as ameaças explícitas e veladas que têm sido feitas contra os alunos por membros do MBL ou setores ligados à direita radical no Estado da Paraíba.

O deputado ouviu relatos de estudantes sobre a tortura psicológica à qual têm sido expostos, ameaçados que são de suposto risco de prisão por parte da Polícia Federal por causa da ocupação a prédios públicos. Em outros casos, as provocações são feitas de maneira ostensiva, por grupos que se declaram como representantes do MBL, e chegam a acusar os alunos de consumo de drogas ou álcool, chamam-os de “vagabundos” e incitam os manifestantes a reagirem ao achincalhe com violência.

No campus de Bananeiras, onde também compareceram integrantes do comando de greve do IFPB-Guarabira, as representantes do movimento Estudantil “Ocupa Campus III” entregaram ao deputado uma intimação: “Foram intimados e citados os senhores Ademilson Bezerra Teixeira e Cid Eduardo Barreto Menezes e outros estudantes e servidores que se encontram participando do movimento de ocupação, para que no prazo de 24h, desocupassem pacificamente o prédio público, em referência, sob pena de intervenção judicial direta. Portanto, espero que a Advocacia Geral da União e a Justiça Federal levem em conta a luta dos estudantes, que é uma luta justa, em defesa da Educação, do Emprego e da Universidade Pública gratuita, de qualidade e comprometida as causas do povo paraibano”, relatou Luiz Couto.

O deputado ainda fez um registro enfático de sua solidariedade aos estudantes que promovem as ocupações na Paraíba: “Tenho que elogiar por merecimento a coragem, a resistência e o exemplo que esses alunos responsáveis pelas ocupações têm dado a todo o país. Eles são uma massa forte, inspiradora e disposta à luta por um país melhor. Estão em trincheiras pacíficas, fazendo seu brado ecoar por todo o país e dizendo que não aceitam a crueldade do golpe, não querem uma escola que os façam apenas repetir conceitos, sem uma análise crítica. Não aceitam o desmonte da educação, a diminuição de recursos, não querem e se erguem contra o retrocesso”.

Ascom do Dep. Luiz Couto

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Estudo mostra que cachorros compreendem os humanos

caesAntes de falar com o cachorro, é melhor medir as palavras. Um estudo da Universidade de Eotvos Lorand, na Hungria, mostrou que os cães compreendem o que as pessoas dizem — e como elas dizem. Ao escanear o cérebro dos animais no exame de ressonância magnética funcional, os cientistas descobriram que o processamento do discurso nos hemisférios direito e esquerdo do órgão acontece da mesma forma que nos humanos. Isso significa que o melhor amigo é capaz de interpretar o diálogo e a forma como ele é entonado.

Este é o primeiro estudo de imagem a demonstrar que um animal não primata também processa as palavras. Diferentemente do que se imaginava, o trabalho, publicado na revista Science, indicou que os cães não apenas associam determinados sons a objetos. Eles conseguem entender o significado do vocábulo. Tanto que só se sentirão felizes se o diálogo estiver bem casado com a entonação. Não adianta dizer “bom garoto” ou “vamos passear” com a cara amarrada. Pode até ser que ele abane o rabinho — mas nem tanto quanto faria caso a conversa fizesse sentido. “O incentivo funciona como uma recompensa. Mas isso funciona melhor se tanto a palavra quanto a entonação estiverem em sintonia”, diz o neurocientista Attila Andics, principal autor do estudo.

Para fazer os testes, os pesquisadores treinaram 13 cães de diferentes raças (incluindo sem raça definida), de forma que ficassem imóveis dentro da máquina de ressonância magnética, um exame não invasivo e que não provoca danos à saúde. Então, eles monitoraram a atividade cerebral dos animais à medida que ouviam o que seus treinadores diziam. As palavras de incentivo (“Muito bem”, “Bom menino” e “Esperto”) eram ditas em um tom de voz negativo, positivo ou neutro. Enquanto isso, os cientistas investigavam o comportamento das regiões cerebrais que diferenciam vocábulos com e sem significado e entonações positivas das desagradáveis.

As imagens mostraram que o hemisfério esquerdo do cérebro processa as palavras com significado, enquanto que o direito identifica entonações de incentivo daquelas neutras e negativas. Estudos anteriores mostraram que humanos e cachorros usam essa mesma região auditiva para processar sons emocionais não verbais, sugerindo que o mecanismo de processamento das entonações acontece independentemente do discurso.

De acordo com Andics, quando os animais ouviam entonações positivas, a região do cérebro associada à sensação de recompensa e que, também em humanos, se ativa em resposta a estímulos agradáveis, como comida e carinhos, entrava em ação. Em relação às palavras, porém, não adiantava dizer algo positivo de forma negativa ou neutra. O centro de recompensa cerebral só se manifestava quando os vocábulos eram ditos com uma entonação interpretada como incentivadora. “Então, os cães não só diferenciam o que dizemos e como dizemos, mas também conseguem combinar os dois para interpretar corretamente o que as palavras realmente querem dizer. Isso é muito parecido com o que os humanos fazem”, observa Andics.

O neurocientista destaca, porém, que o trabalho não investigou a inteligência animal: “Não é que tenhamos mostrado o quão inteligentes são. O que fizemos foi demonstrar a semelhança na forma em que processam o discurso”, explica. De acordo com ele, acredita-se que os cachorros compreendem cerca de mil palavras. A habilidade de compreensão independe de raça, diz. “Não achamos que exista uma grande diferença entre raças; na verdade, acreditamos que os padrões devam ser similares em outros mamíferos também.”

Evolução Andics afirma que o trabalho tem duas importantes implicações. A primeira diz respeito à relação entre humanos e seus melhores amigos. “Os resultados podem ajudar a fazer com que a comunicação e a cooperação entre cães e humanos fique ainda mais eficientes”, diz. A outra é que, para ele, a descoberta poderá levar a uma compreensão melhor sobre a evolução da linguagem no homem. “O que faz o léxico unicamente humano não é a capacidade neural de processá-lo, mas a nossa invenção de seu uso”, escreveu, no artigo.

Redação com Universidade de Eotvos Lorand, na Hungria

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Detentos de Guarabira denunciam maus-tratos e Direitos Humanos aponta irregularidades

Divulgação/MPF
Divulgação/MPF

Relatório divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-PB) aponta uma série de irregularidades constatadas em penitenciárias da cidade de Guarabira, Agreste paraibano, a 98 km de João Pessoa. Entre os problemas indicados pelos detentos estão: falta de colchões e alimentos; truculência por parte de agentes; mulheres submetidas à revista íntima vexatória; e desperdício de comida levadas por familiares dos presos. Os diretores dos dois presídios visitados negaram as acusações.

A visita de profissionais do CEDH-PB às unidades penitenciárias ocorreu no dia 11 de julho. Após ouvir os detentos, o Conselho listou recomendações ao Estado, como garantia de dignidade, saúde e boa alimentação aos presos. O CEDH-PB pediu também que a Administração Penitenciária investigue denúncias de maus-tratos e suspenda imediatamente métodos vexatórios de revista íntima. Segundo os detentos, mulheres são obrigadas a ficarem nuas e agachadas durante o procedimento, realizado com detector de metais manual. Veja relação completa de recomendações mais abaixo.

Violência

Na Penitenciária Regional Vicente Claudino Pontes, presos disseram que agentes jogam no lixo comidas levadas por familiares em dias de visita, além de serem truculentos na hora de acordá-los. Conforme as denúncias, os profissionais chegam a ameaçar e agredir os detentos, além de efetuar tiros dentro das celas.

Os presos disseram também que são obrigados a delatar companheiros quando solicitam mudança de cela por se sentirem em risco. Entre os abusos listados pelos detentos estão ainda: disparo de arma de borracha para quem tira a camisa devido ao calor; surras com lâmina de facão e suspensão de banho de sol.

Segundo divulgado pelo CEDH-PB, os presos informaram que alguns agentes trabalham embriagados, o que altera ainda mais os ânimos na unidade penitenciária. Conselheiros também disseram no documento que encontraram 97 presos no regime fechado, 30 no regime aberto, 48 no semiaberto e dois recolhidos numa cela chamada de “isoladinho”, um deles doente mental.

Ao Portal Correio, o diretor da Penitenciária Regional, Charles Mota, disse que ainda não tinha sido notificado sobre o relatório. Ele negou todas as denúncias feitas pelos presos:

“Nada disso tem fundamento. Estou aqui há um ano e meio e nunca nenhum deles denunciou casos de maus tratos. Se tivesse mesmo ocorrido faríamos um exame de corpo delito e isso teria sido comprovado. É muito fácil falar e não provar. A questão da revista íntima vexatória também é mentira. Nenhuma mulher fica nua ou seminua e o identificador de metais não é manual. O procedimento é feito em um banquinho, onde elas se sentam sem precisar tirar a roupa”, garantiu.

Precariedade

Na Penitenciária João Bosco Carneiro, detentos reclamaram que há pouca comida e, por vezes, o que é servido vem estragado. Eles também denunciaram falta de colchões e celas úmidas. Conforme o relatório, muitos detentos informaram que são tratados com respeito. Casos de maus-tratos, segundo eles, são raros, mas ocorrem em alguns plantões.

As reclamações mais frequentes dos detentos foram com relação aos processos judiciais. Os conselheiros ouviram que existem na unidade muitos presos sem audiência e já sentenciados com tempo de progressão de regime. Os internos informaram que há apenas dois defensores públicos que trabalham em duas tardes. Muitos disseram que não têm acesso aos defensores públicos.

Procurado pela reportagem, o diretor da penitenciária, Carlos Henrique Elias da Silva, falou que ainda não tinha tomado ciência do teor do relatório. Ele negou denúncias de maus-tratos, revista vexatória e comida estragada, mas reconheceu que faltam colchões para alguns presos. Segundo ele, o problema será solucionado em no máximo 15 dias. “Nossa demanda já foi autorizada pelo Estado, vamos receber 100 colchões em no máximo 15 dias”, contou. O gestor também comentou reclamações sobre processos:

“Temos defensores atendendo nas segundas e sextas-feiras. O problema é que às vezes o preso reivindica progressão baseado em um processo, mas outros dois ou três os seguram no presídio. Não há negligência. Inclusive, em setembro vamos receber um mutirão carcerário, onde a juíza Lilian Cananéia vai analisar todos os processos. Quem tiver direito à progressão vai recebê-la imediatamente”, disse.

O CEDH-PB divulgou que penitenciaria está em boa conservação e abriga, atualmente, 337 internos, sendo 125 condenados e 212 provisórios.

Veja abaixo as recomendações que o CEDH-PB emitiu às unidades prisionais visitadas:

1- O Estado da Paraíba deve providenciar com urgência reforma das instalações do Presídio Regional de Guarabira Dr. Vicente Claudino de Pontes, adequando-as de forma a assegurar o respeito à dignidade dos detentos, bem como regularizar o funcionamento da escola e propiciar trabalho e atividades de lazer dentro do espaço de confinamento;

2 – O Estado da Paraíba deve promover a separação entre os apenados provisórios e definitivos, bem como a implantação/funcionamento da Comissão Técnica de Classificação nas duas unidades;

3 – O Estado da Paraíba deve, com urgência, desativar ou assegurar condições de dignidade humana aos espaços de isolado/reconhecimento, assegurando condições mínimas de habitabilidade, ventilação, e salubridade;

4 – O Estado da Paraíba deve assegurar o funcionamento completo e integral das equipes de saúde das unidades prisionais, implantando ponto com registros de entrada e saída para todos seus integrantes, inclusive o médico. Deve ainda agilizar o tratamento dos detentos que necessitam de serviços médicos externos, principalmente cirurgias;

5– A Administração Penitenciária deve assegurar água e alimentação de boa qualidade a todos os internos;

6 – A Administração Penitenciária deve investigar cumpridamente as alegações de maus-tratos durante os plantões, advertindo os plantonistas a respeitarem a legislação no que tange ao tratamento dos presos;

7 – O Poder Judiciário, conjuntamente com a Defensoria Pública do Estado, deve adotar os procedimentos para realização do mutirão carcerário nos presídios de Guarabira com a brevidade requerida, averiguando a situação individual de cada um e a possibilidade de progressão ou medidas alternativas ao encarceramento;

8- O Ministério Público do Estado da Paraíba deve instituir livro de visitas e relatórios de visitas mensais aos presídios de Guarabira;

9- O Estado da Paraíba deve suprimir de imediato a revista íntima vexatória nos visitantes, adotando providências alternativas para a garantia da segurança das instalações;

10 – O Estado da Paraíba e a direção do presídio devem prestar contas por escrito, das providências tomadas para cumprimento desta recomendação no prazo de 30 dias após seu conhecimento.

portalcorreio

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“Pílula do câncer” começa a ser testada em humanos nesta segunda-feira (25)

pilulaComeçam nesta segunda-feira (25) os testes em humanos com a fosfoetanolamina, o composto que ficou conhecido como a “pílula do câncer”. As atividades estarão concentradas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, e a substância será utilizada por 10 pacientes.

Esse primeiro grupo determinará a segurança da dose, e se não houver efeitos colaterais, a pesquisa muda de fase, abrangendo mais 200 pacientes.

Serão avaliadas as reações em dez tipos de câncer: cabeça e pescoço, mama, pulmão, colo, fígado, pâncreas, melanoma, estômago, colo uterino e próstata. Os testes devem avançar e, se os resultados obtidos nas fases forem positivos, mil pessoas participarão do processo, recebendo doses da pílula.

Para o governador de São Paulo, essa fase é fruto de trabalho dos pesquisadores e vem sendo aguardada com muita expectativa. “Primeiro houve aprivação pela Faculdade de Medicina e depois agora pela Conep. E começa o trabalho na segunda-feira. Estamos com bastante esperança que isso possa trazer um avanço no tratamento”, disse Geraldo Alckmin.

Os testes com 210 pacientes devem durar seis meses, e só começaram após aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde. Paulo Hoff, oncologista e diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, descreveu como será o procedimento: “benefício tende a acontecer nos primeiros dois a quatro meses. Pacientes que não tiverem benefícios em quatro meses, dificilmente apresentarão benefício tardio. isso para qualquer tipo d etratamento contra o câncer. Mas vamos dar ao produto toda a possibilidade para que mostre o benefício, o tempo que for necessário”.

Defensor público que acompanhou todo o processo que antecedeu a liberação dos testes em humanos disse que o uso da terapia não pode ser negado.

Daniel Macedo defendeu que os testes clínicos sejam realizados de forma séria para constatar a segurança da “pílula do câncer”: “não estou dizendo que a fosofetanolamina é a cura do câncer. Não estamos afirmando o abandono dos tratamentos convencionais. O que queremos é que ocorra os testes clínicos, com credibilidade”.

A Furp (Fábrica de Remédios do Governo do Estado), encaminhou para os testes no Icesp a substância sintetizada em um laboratório de Cravinhos. Segundo o governo, o pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice,que iniciou a produção da substância, acompanha essa fase de testes.

jovempan

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Secretário rebate denúncias do Conselho de Direitos Humanos sobre presídio do Róger

walber-O secretário da Administração Penitenciária, Walber Virgolino, rebateu as denúncias feitas, nesta quinta-feira (27), pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos na Paraíba (CEDH-PB) que revelam superlotação; vedação de ventilação de celas como forma de castigo coletivo; falta de higiene em celas, internos ainda não condenados definitivamente, submetidos à condição desumana; na Penitenciária Modelo Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger, localizada em João Pessoa (PB).

Walber Virgolino reconheceu que alguns problemas denunciados pelo Conselho são verdadeiros, mas ressaltou que em vários casos o Governo do Estado não pode fazer nada, exemplificando a questão da superlotação.

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“O problema do sistema prisional não é só nosso, são várias vertentes: se prende mal, se julga mal. Nós apenas custodiamos os presos. Pode criar tapurus nas celas que não podemos fazer nada. Só podemos fazer a limpeza nos corredores. Nas celas a higiene deve ser feita pelos detentos”, disparou.

 BlogdoGordinho

Direitos Humanos visita Róger e divulga relatório apontando condições subhumanas; Confira fotos

roger-subhumana2Presos amontoados em condições sub-humanas; denúncias de aberturas de ventilação vedadas como forma de castigo coletivo; internos ainda não condenados definitivamente, submetidos à condição desumana. Essas são algumas das constatações do relatório de visita do Conselho Estadual de Direitos Humanos na Paraíba (CEDH-PB) à Penitenciária Modelo Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger, localizada na capital paraibana. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira, 26 de novembro, pelo CEDH-PB, do qual o Ministério Público Federal (MPF) é órgão integrante.

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Foram duas visitas: a primeira, não anunciada previamente, em 4 de novembro de 2014, não pode ocorrer dentro do presídio, em razão de uma operação “pente fino” que estava sendo realizada, na qual presos eram obrigados a correr nus sob vigilância da patrulha que se encontrava no estabelecimento prisional. Fotos foram tiradas deste procedimento e publicadas no relatório. A segunda visita foi realizada em 10 de novembro, mas os participantes não puderam entrar em todos os espaços do presídio. Verificou-se e documentou-se a situação de desorganização e contínua degradação do estabelecimento destinado a presos provisórios.roger-subhumanas1

As piores situações foram constatadas na área denominada de “isolado”, onde 11 internos estavam amontoados em condições sub-humanas, e nas celas de reconhecimento, destinadas à observação de recém-chegados: duas celas onde estão acomodados 21 e 38 homens, respectivamente. Não há espaço suficiente para todos deitarem e os presos são obrigados a se revezarem para dormir.

Imagens – As fotos divulgadas com o relatório falam por si da condição desumana dos recém chegados ao Presídio do Róger. São internos que ainda estão sob a presunção legal de inocência, pois não foram condenados definitivamente. Os internos denunciaram ainda que a direção do presídio veda as aberturas de ventilação das celas como forma de castigo coletivo. Outras constatações dizem respeito à ausência total de assistência médica, social, educacional e trabalho. Ainda foram visitadas as celas destinadas à diversidade homoafetiva e aos detidos em razão da Lei Maria da Penha.

Interdição – O relatório renova o pedido de interdição do Róger para recebimento de novos presos, dirigindo o apelo à Corregedoria Geral de Justiça, à Vara das Execuções Penais e à Vara de Penas Alternativas. O relatório será encaminhado, dentre outras autoridades, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tendo em vista que nenhuma das recomendações feitas pelo CNJ, durante inspeção na Paraíba, em 2012, está sendo cumprida.

 Assessoria

Conselho Estadual de Direitos Humanos divulga nota rechaçando declaração de Walber Virgolino

Confira:

Nota de Repúdio

 

 

O Conselho Estadual de Direitos Humanos na Paraíba (CEDH/PB) vem a público lamentar as declarações do Secretário Estadual da Administração Penitenciária sobre a atuação da polícia na repressão às rebeliões. As declarações foram dadas durante entrevista concedida pelo representante do Poder Público Estadual ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, no dia 18 de novembro de 2014, conforme noticiado pelo portal de notícias Parlamento PB, http://www.parlamentopb.com.br/Noticias/?walber-critica-utilizacao-politica-dos-direitos-humanos-18.11.2014.

Na ocasião, segundo o referido portal, ao comentar sobre as rebeliões em presídios no Estado da Paraíba, o representante do Governo afirmou: “Não estou preso e não tenho parente preso. Não dói nada em mim conter uma rebelião. Se eles se matarem, são eles que estão morrendo”. Tal declaração por parte do governo do Estado da Paraíba revela o grau de descaso por parte do Estado em cumprir sua responsabilidade constitucional de proteção à integridade das pessoas detidas sob sua custódia, além demonstrar a falta de interesse do Governo em melhorar o sistema prisional, visto que demonstra que pouco lhe importa o resultado das tragédias anunciadas nos presídios paraibanos, afinal, “se eles se matarem, são eles que estão morrendo”…

Tais declarações por parte do Governo do Estado da Paraíba revelam o pouco compromisso do governo com a salvaguarda do direitos humanos e com a integridade das pessoas presas, contrariando frontalmente o que determina o art. 5º, inciso XLIX, da Constituição Federal, e assumem alta gravidade, tendo em vista ter partido de um Secretário de Estado responsável pela integridade física das pessoas presas.

Infelizmente, apesar das várias recomendações emitidas por este Conselho aos órgãos competentes, pouco ou nada se fez de concreto para evitar iminentes rebeliões e princípios de rebeliões no Estado, como as ocorridas na última semana, nas quais morreram dois apenados, um deles esquartejado.

 

 

João Pessoa, 24 de novembro de 2014

CONSELHO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS NA PARAÍBA

Focando a Notícia, com CEDH-PB

Descubra por que os humanos atraem os mosquitos

mosquitoSabe aquelas doloridas e às vezes perigosas picadas de mosquito que tanto nos incomodam? Pois é uma substância que expelimos a responsável por atrair os insetos. Esta foi a conclusão de um estudo publicado na última edição da revista “Nature”, que mostra que a sulcatona, uma espécie de vapor químico exalado pela pele humana, é a principal razão pela qual os mosquitos se atraem pelo sangue humano.

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Conforme a investigação, o mosquito transmissor da dengue e febre amarela antigamente picava animais selvagens mas, há alguns milhares de anos, aprendeu a reconhecer no cheiro do homem uma fonte de alimento:

— Foi uma boa jogada evolutiva. Nós fornecemos o estilo de vida ideal para os mosquitos. Nós sempre temos água ao redor para que eles se reproduzam, não temos pelos e vivemos em grandes grupos — afirmou Leslie B. Vosshall, professor da universidade Rockefeller, em Nova York, e chefe do Laboratório de Neurogenética e Comportamento.

Para entender as bases evolutivas desta atração, os investigadores examinaram os genes que fazem os mosquitos preferirem picar os humanos. Nas décadas de 1960 e 1970, cientistas que visitavam uma região do Quênia, na África Oriental, observaram que duas populações de mosquitos — que viviam a apenas centenas de metros de distância — apresentavam comportamentos totalmente distintos.

A subespécie Aedes aegypti formosus colocava seus ovos ao ar livre e preferia picar animais da floresta. Já seus parentes próximos Aedes aegypti tinham o hábito de se reproduzir em jarros de água e se alimentar do sangue humano.

Em 2009, um novo grupo de pesquisadores viajou à região para coletar os insetos e estudar seus genes. Os cientistas identificaram um grupo de 14 genes no genoma do mosquito que estão fortemente ligados à atração pelos seres humanos e por receptores de um odor em particular, que se destacou como altamente atrativo aos mosquitos.

Entretanto, além da sulcatona, os investigadores destacam que há provavelmente outros odores e genes que ajudam a explicar essa atração dos mosquitos ao ser humano. opção.”

 

Zero Hora

Comissão de Direitos Humanos investigará vídeo e armação contra José Dirceu

dirceuA Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara decidiu oficiar a Justiça sobre o vazamento de imagens obtidas ilegalmente durante visita à cela do ex-ministro José Dirceu, no Complexo Penitenciário da Papuda, na última terça (29). As imagens ilegais foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo imediatamente após a visita e reproduzidas por vários outros órgãos da imprensa.

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Na quarta-feira (30), o Governo do Distrito Federal (GDF) abriu investigação para apurar o caso e já encaminhou à Corregedoria da Câmara a lista com todos os integrantes da comitiva. O objetivo, segundo a assessoria do GDF, é identificar e processar o autor das imagens ilegais.

De acordo com o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), a comitiva formada por ele e outros quatro colegas – Luíza Erundina (PSB-SP), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Arnaldo Jordy (PPS-PA))  e Mara Gabrilli (PSDB-SP) – foi proibida de realizar imagens no local pela juíza da Vara de Execuções Penais, Débora Valle de Britto, que autorizou a visita ao Complexo.

“Nós informamos a todos que não poderiam fazer imagens, nem mesmo levar o celular, mas não ficamos vigiando ninguém, porque presumimos que todos iriam respeitar o direito à privacidade do preso”, afirmou Nilmário.

Entretanto, alguém desobedeceu a ordem legal e expôs indevidamente a imagem do preso à imprensa. Segundo ele, só os deputados deveriam entrar na unidade em que ficam as celas, mas dois assessores, um de Jordy e outro de Mara, descumpriram a determinação.

Imagens feitas da comitiva à entrada do presídio mostram que o assessor de Jordy, Vicente Bezerra, vestia camisa com o mesmo padrão listrado usado pelo responsável pelo vídeo que, por descuido, deixou que a manga da camisa aparecesse na gravação. Mas, à Carta Maior, Vicente negou a autoria. “Eu nem pude entrar na unidade. Fiquei esperando na sala do diretor, com minha filmadora desligada. Só os deputados entraram”, justificou.

Nilmário afirma que a Comissão cumpriu estritamente as ordens da justiça, tanto que os fotógrafos e cinegrafistas da Agência Câmara, que acompanham a diligência oficial, não entraram na unidade em que ficam as celas. Segundo ele, apenas dois assessores descumpriram a ordem: o cuidador da deputada Mara, que é cadeirante, e o do Jordy. A deputada e seu assessor, entretanto, não chegaram a entrar na cela, porque a cadeira de rodas não passou pela porta.

A deputada Luíza Erundina, revoltada com as informações equivocadas que Jordy e Mara repassaram sobre a situação de Dirceu, questionou até mesmo a presença deles do grupo: Jordy é suplente da Comissão e Mara nem faz parte do grupo. “Eu não sei o que eles estavam fazendo ali com a gente”, questionou.

 

 

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