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Aeroporto lotado, festa, e corredor humano: Botafogo-PB apresenta o lateral Léo Moura

O saguão do Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, ficou lotado. A festa foi grande para recepcionar Léo Moura no começo da tarde desta sexta-feira. Cantos entoados, batuque e um corredor humano da torcida do Botafogo-PB para o lateral após sair da porta de desembarque. O momento teve direito a muitas selfies e vídeos.

Léo Moura recepcionado pela torcida no aeroporto de João Pessoa — Foto: Josemar Gonçalves/Botafogo-PB

Léo Moura recepcionado pela torcida no aeroporto de João Pessoa — Foto: Josemar Gonçalves/Botafogo-PB

No aeroporto, cerca de 2 mil torcedores, segundo estimativa do marketing do clube (a Polícia Militar da Paraíba informou que não levanta esse dado por ser uma área da Infraero), recepcionaram Léo Moura, que não deu entrevista. Ele seguiu para o CT do Botafogo-PB, onde foi apresentado oficialmente e conversou com a imprensa.

– Nunca passei por um momento desse de ser recebido dessa forma. Fiquei muito feliz e emocionado. Agradecer a todos que foram no aeroporto. Espero que dentro de campo possa fazer o que essa torcida espera. Toda a diretoria que fez esse esforço em me trazer aqui. O primeiro contato foi com Warley (Santos, ex-Selecão, Grêmio e São Paulo, que hoje é gerente de futebol). Obrigado, Warley. Ele foi o cara que começou e depois falou com o presidente, treinador, a diretoria inteira. Fico feliz em acreditarem em mim. Pode ter certeza que vou fazer o máximo para dar alegria a todos vocês.

Lateral na entrevista coletiva no CT ao lado da diretoria do Botafogo-PB — Foto: Lucas Barros/TV Cabo Branco

Lateral na entrevista coletiva no CT ao lado da diretoria do Botafogo-PB — Foto: Lucas Barros/TV Cabo Branco

O lateral-direito de 41 anos, com passagens marcantes por Grêmio e Flamengo, falou sobre em qual posição vai atuar no Botafogo-PB: no setor de origem, onde construiu uma carreira vitoriosa, ou no meio?

– Tanto na lateral, como no meio, vou ajudar de qualquer forma. Vou conversar com o treinador, onde ele prefere que eu coloque meu futebol à disposição. Esperar para que ele decida. Gosto muito de jogar na lateral. Toda minha carreira pude jogar e desfrutar daquilo que eu sei fazer que é jogar futebol. Mas se precisar também de mim no meio também me sinto muito bem em jogar. Agora está nas mãos do treinador. O que ele decidir vou acatar.

Léo Moura distribui brindes para a torcida na apresentação — Foto: Josemar Gonçalves/Botafogo-PB

Léo Moura distribui brindes para a torcida na apresentação — Foto: Josemar Gonçalves/Botafogo-PB

Léo Moura vai vestir no Botafogo-PB a camisa 88 em alusão ao ano que o clube vai completar de história em 2020. Mas também tem outros significados para ele:

– É um número que gosto também, é o ano de nascimento da minha esposa e tive a felicidade de vestir a camisa 88 no Grêmio e conquistar títulos. Acredito que aqui não vai ser diferente, pode ter certeza.

Depois da entrevista coletiva, o jogador foi apresentado no gramado do CT com direito a muitos fogos e saudações da torcida nas arquibancadas. No começo da noite, Léo Moura participa de uma ação dentro de um shopping, no bairro de Mangabeira, com direito a fotos e autógrafos para sócios-torcedores.

Jogador vai vestir a camisa 88 no clube paraibano — Foto: Josemar Gonçalves/Botafogo-PB

Jogador vai vestir a camisa 88 no clube paraibano — Foto: Josemar Gonçalves/Botafogo-PB

 

GE

 

 

Profissionais do Trauma de CG fazem corredor humano em gratidão a doação de órgãos de menino morto

Dois meninos em São Paulo receberam os rins de origem da doação de órgãos de uma criança que morreu no Hospital de Trauma de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O menino de 11 anos morreu de uma hemorragia cerebral, decorrente de uma malformação arteriovenosa, nessa sexta-feira (1).

O coração já foi doado a uma criança de 13 anos, no Ceará. O fígado foi doado para uma pessoa internada no Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.

Uma das crianças que recebeu um rim do menino que morreu em Campina Grande tem sete anos. A outra tem 11 anos, assim como o doador.

Na saída do corpo do menino da ala médica do Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, a equipe preparou um corredor humano em solidariedade à mãe que perdeu o filho e em gratidão pela doação dos órgãos.

A mãe foi amparada por profissionais do hospital até a saída. Uma pessoa deixou uma mensagem durante o corredor humano. “Que Deus lhe dê o descanso eterno.”

Veja o vídeo do momento do corredor humano

clickpb

 

Papa diz que pessoas que rejeitam homossexuais ‘não têm coração humano’

O Papa Francisco afirmou durante uma conversa com o comediante britânico Stephen K. Amos – que ainda não foi ao ar, mas teve trechos antecipados nesta sexta-feira (19) pela rede de televisão “BBC” nas redes sociais – que as pessoas que rejeitam os homossexuais “não têm coração humano”.

Na conversa para o programa “Pilgrimage: The Road To Rome”, o comediante conta ao Papa Francisco que não é crente e que viajou a Roma “em busca de respostas e fé”.

“Porém, como homem gay, não me sinto aceito”, disse Stephen.

Diante dessa questão, o Papa Francisco disse imediatamente que dar “mais importância ao adjetivo [gay] do que ao substantivo [homem] não é bom”.

“Todos somos seres humanos, temos dignidade. Se uma pessoa tem uma tendência ou outra, isso não lhe tira a dignidade como pessoa”, disse Francisco.

“As pessoas que decidem rejeitar o outro por um adjetivo não têm coração humano”, acrescentou Francisco, deixando Amos visivelmente emocionado.

O Papa Francisco já havia defendido em várias ocasiões a necessidade de respeitar pessoas homossexuais e, na viagem de retorno a Roma após uma visita ao Brasil, em 2013, perguntou quem era ele para julgar os gays.

 

G1 

Foto: Carlos Jasso/Reuters

 

Testemunha relata que caminhão caiu de shopping de João Pessoa por erro humano, diz polícia

(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma testemunha ocular da queda de um caminhão do 3º andar do edifício garagem do Manaíra Shopping, em João Pessoa, relatou em depoimento à Polícia Civil que o acidente aconteceu por erro humano, segundo o delegado da Delegacia de Acidentes de Veículos, Alberto Jorge. O caso aconteceu na sexta-feira (28) e o motorista morreu.

De acordo com o delegado, a testemunha era um funcionário da mesma loja para a qual o motorista trabalhava. Ele contou que a vítima tentou ligar o caminhão sem entrar no veículo, colocando a mão esquerda no pedal da embreagem e usando a direita para girar a chave.

No entanto, o caminhão estava em marcha e o motorista foi atingido pelo veículo. Ele teria caído no chão antes do caminhão quebrar a mureta e ficar pendurado no prédio. “É uma versão bem confiável porque ele estava lá, presenciou”, explicou o delegado.

A Polícia Civil ainda aguarda resultados da perícia e imagens do circuito interno de vigilância do shopping para confirmar a versão da testemunha e concluir a investigação sobre o acidente. “Eu espero que a gente consiga visualizar nas imagens”, comentou Alberto Jorge.

No dia do acidente, a assessoria do shopping havia informado que “as causas do acidente ainda serão investigadas e o estabelecimento está dando total apoio para a perícia, mas, o mais provável é que ele tenha ligado o carro com marcha, que arrancou e quebrou a mureta”.

O homem chegou a ser atendido pela equipe médica do shopping e, logo em seguida, pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). A equipe do SAMU prestou atendimento, fez massagem cardíaca, mas o motorista não sobreviveu. De acordo com a equipe que foi ao local, o homem morreu ainda no estacionamento.

G1

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Em 79º lugar, Brasil estaciona no ranking de desenvolvimento humano da ONU

ONUO programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou nesta terça-feira (21) o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), e o Brasil se manteve no 79º lugar no ranking que abrange 188 países, do mais ao menos desenvolvido. O relatório foi elaborado em 2016 e tem como base os dados de 2015.

O IDH é um índice medido anualmente pela ONU e utiliza indicadores de renda, saúde e educação.

O ranking mundial de desenvolvimento humano dos países apresenta o índice de cada nação, que varia de 0 a 1 – quanto mais próximo de um, mais desenvolvido é o país. No RDH divulgado nesta terça, o Brasil registrou IDH de 0,754, mesmo índice que havia sido registrado em 2014.

Conforme o relatório da Pnud, esta foi a primeira vez desde 2010 que o IDH do Brasil se manteve no mesmo patamar:

A evolução do IDH do Brasil de 2010 a 2015, segundo as Nações Unidas (Foto: Arte/G1)

A evolução do IDH do Brasil de 2010 a 2015, segundo as Nações Unidas (Foto: Arte/G1)

A ONU divide os países entre os que têm o desenvolvimento humano “muito alto”, “alto”, “médio” e “baixo”.

Veja na imagem abaixo quais países ocupam os primeiros lugares no ranking mundial de IDH; os que estão próximos à faixa do Brasil; e os que ocupam os últimos lugares no ranking (na sequência, saiba mais sobre o IDH dos países vizinhos; e os índices do Brasil para educação e desigualdade):

Ranking mundial de desenvolvimento humano, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Foto: Arte/G1)

Ranking mundial de desenvolvimento humano, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Foto: Arte/G1)

América Latina

Na América do Sul, alguns países vizinhos ao Brasil apresentaram índices de desenvolvimento humano melhores.

O Chile, por exemplo, ficou em 38º lugar, com IDH 0,847; a Argentina, em 45º lugar (IDH 0,827); o Uruguai, em 54º lugar (IDH 0,795); e a Venezuela, em 71º lugar (IDH 0,767).

No Mercosul, o único abaixo do Brasil no ranking é o Paraguai, no 110º lugar (IDH 0,693). O país se enquadra naqueles com desenvolvimento humano “médio”, segundo a ONU. Outros países vizinhos, como Equador (IDH 0,739) e Colômbia (IDH 0,727), ficaram nas posições 89 e 95, respectivamente.

Na América Central, também há países melhores classificados do que o Brasil. Cuba, por exemplo, está no 68º lugar (IDH 0,775); Trinidad e Tobago, no 65º lugar (IDH 0,780); e Barbados, na 54ª posição (IDH 0,795).

Brics

Entre os Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o país está atrás somente da Rússia, no 49º lugar (IDH 0,804).

Na sequência, entre os países do grupo, aparecem China, no 90º lugar (IDH 0,738, excluída Hong Kong); África do Sul, na 119ª posição (IDH 0,666); e Índia, no 131º lugar (IDH 0,624).

Desigualdade

Ao elaborar o Relatório de Desenvolvimento Humano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento também divulga o “IDH ajustado à desiguldade”.

Nem todos os países têm esse índice medido pela ONU. No caso do Brasil, o Pnud afirma que, se for levado em conta o “IDH ajustado à desigualdade”, o índice de desenvolvimento humano do país cairia de 0,754 para 0,561 e o Brasil cairia 19 posições no ranking mundial. Países vizinhos como Argentina e Uruguai também perderiam posições, 6 e 7, respectivamente.

Entre os 20 primeiros países do ranking, classificados entre as nações com desenvolvimento humano “muito alto”, somente Países Baixos, Islândia, Suécia e Luxemburgo ganhariam posições, se levada em conta a desigualdade social. Estados Unidos, Dinamarca e Israel, por exemplo, cairiam.

Escolaridade e expectativa de vida

Um dos itens que compõem o IDH é a expectativa de anos de estudo dos cidadãos. De 2010 a 2013, esse número subiu de 14 anos para 15,2 anos, mas, desde então, não aumentou, se mantendo o mesmo em 2014 e em 2015.

A média de anos de estudo, por outro lado, manteve neste ano a trajetória de crescimento que vem sendo registrada desde 2010. Naquele ano, eram 6,9 anos. O número, então, subiu para 7,2 anos em 2012 e para 7,7 anos em 2014, por exemplo, chegando a 7,8 anos em 2015. A média brasileira, porém, está abaixo das registradas no Mercosul e nos Brics.

Outro idem levado em conta na composição do IDH é a expectativa de vida ao nascer. Segundo o relatório divulgado nesta terça, a expectativa dos brasileiros manteve a trajetória de crescimento dos últimos. De 2014 para 2015, o índice subiu de 74,5 anos para 74,7 anos.

Desde 2010, o número tem subido. Naquele ano, eram 73,3 anos, depois, em 2011, passou para 73,6 anos; 73,9 anos (2012); e 74,2 anos (2013).

Metodologia

De acordo com a ONU, o Índice de Desenvolvimento Humano leva em cosideração três fatores:

  • Saúde (expectativa de vida);
  • Conhecimento (média de anos de estudo e os anos esperados de escolaridade);
  • Padrão de vida (renda nacional bruta per capita).

Para formular o IDH, o Pnud informou que não coleta dados com os países analisados, mas, sim, checa bases de dados internacionais, como da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as Nações Unidas, é comum, após a divulgação do IDH, países reivindicarem melhores avaliações conforme dados próprios, contrariando o “princípio de independência” que o Pnud defende para o ranking mundial.

O IDH divulgado nesta terça foi elaborado em 2016 com base nos dados de 2015. O relatório do Pnud abrange 188 posições (no caso da China, o IDH de Hong Kong é divulgado em separado).

Segundo a ONU, o índice foi criado como uma forma de se contrapor ao critério de desenvolvimento de um país tendo como base somente o resultado de crescimento econômico, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB).

O organismo internacional diz que outros critérios, como acesso à educação e expectativa de vida, também devem ser usados para medir o desenvolvimento de um país.

G1

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Suspeito de matar menina que foi usada como escudo humano é encontrado morto em presídio em Patos

A pequena Maria Eduarda foi usada como escudo humano por seu vizinho e acabou sendo pega no fogo cruzado
A pequena Maria Eduarda foi usada como escudo humano por seu vizinho e acabou sendo pega no fogo cruzado

Marielson Nascimento Gregório, de 22 anos, foi encontrado morto nesta quinta-feira (12) em uma das celas do Presídio Procurador Romero Nóbrega, na cidade de Patos, Sertão da Paraíba. Ele era suspeito de um duplo homicídio que aconteceu no sábado (7). Uma das vítimas foi a menina Maria Eduarda Oliveira, de 7 anos.

Segundo a Polícia Militar, o homem foi preso após atirar em duas pessoas na rua do Prado, bairro da Liberdade. Maria Eduarda, que brincava na calçada da sua casa, foi atingida por dois disparos e socorrida para o Hospital Regional de Patos, mas morreu ao dar entrada na unidade de atendimento de emergência.

 

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A outra vítima foi Severino Cavalcanti Nunes, de 41 anos. Ele foi atingido por quatro disparos e encaminhado para o Hospital Regional de Patos e depois transferido para o Hospital de Trauma de Campina Grande, mas não resistiu e morreu na terça-feira (10).

Na delegacia, o suspeito confessou o crime e disse que tentava matar um ‘desafeto’, mas se enganou e disparou contra o homem errado, que usou a menina como escudo, e ela acabou sendo atingida. Marielson foi levado para o presídio e, segundo a direção da penitenciária, foi encontrado morto na cela nove, destinada a apenados que não podem conviver com outros detentos.

 

De acordo com o diretor do presídio, José Nunes Neto, todas as medidas de segurança para proteger o suspeito foram tomadas. “Ele cometeu um crime que tem bastante rejeição pelos demais apenados, o assassinato de uma criança de 7 anos. As medidas não foram suficientes para evitar tal situação”, afirmou.

G1

Mundo tem 2 bilhões de pessoas em países sem lei contra tráfico humano

a cantora Ivete Sangalo ao lado da equipe da ONU que elaborou o relatório sobre tráfico humano (Foto: Raquel Morais/G1)
a cantora Ivete Sangalo ao lado da equipe da ONU que elaborou o relatório sobre tráfico humano (Foto: Raquel Morais/G1)

Pelo menos 2 bilhões de pessoas – quase 30% da população mundial – vivem em países sem a devida proteção legal contra tráfico de pessoas, informou nesta quinta-feira (4) o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O dado faz parte do Relatório Global 2014 sobre tráfico humano, lançado nesta quinta em Brasília.

Se tem uma coisa que aprendemos sobre esse delito é que é preciso um engajamento muito forte da sociedade”
Jorge Chediek, coordenador Residente do Sistema Nações Unidas no Brasil

De acordo com o documento, o número de crianças vítimas do crime cresceu 5% entre 2011 e 2014 em comparação ao período entre 2007 e 2010. Elas representam um terço das vítimas do tráfico de pessoas. O relatório aponta ainda que 70% de todas as vítimas são do sexo feminino.

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A organização afirma que nenhum país está imune à questão: há casos registrados de vítimas de 152 nações, levadas à força para outras 124. O tráfico ocorre principalmente dentro das fronteiras nacionais ou dentro de uma mesma região. Segundo o estudo, o tráfico transcontinental afeta principalmente nações ricas.

Embaixadora da Boa Vontade da campanha Coração Azul, contra o tráfico humano, a cantora Ivete Sangalo disse ser necessário estimular na sociedade a importância de combater a prática. Ela classificou a situação como “crime odioso”.

“Essas pessoas temem por suas vidas e pelas vidas dos seus familiares”, disse. “Uma das maneiras mais eficazes de combater esse crime é pela denúncia. Eu, por meio da minha música e da minha popularidade, sou instrumento dessa divulgação.”

Entre as modalidades em que houve crescimento nos últimos cinco anos está o tráfico para trabalhos forçados – incluindo os setores industrial e da construção, a produção têxtil e atividades domésticas, que teve aumento de oito pontos percentuais em relação a 2007 – de 32% das ocorrências para 40%. As mulheres são 35% das vítimas desses casos.

O crime encontra, no entanto, variações nos continentes. Enquanto na Europa e na Ásia Central o tráfico ocorre, na maioria dos casos, para exploração sexual, na Ásia Oriental e no Pacífico a motivação mais frequente é o trabalho forçado. Na América, há um equilíbrio entre ambos os tipos.

O relatório aponta ainda alta taxa de impunidade: 40% dos países relatou apenas algumas ou nenhuma condenação, e ao longo dos últimos anos não houve “aumento perceptível” na resposta ao crime, segundo a ONU.

A cantora Ivete Sangalo ao lado da equipe da ONU que elaborou o relatório sobre tráfico humano (Foto: Raquel Morais/G1)A cantora Ivete Sangalo ao lado da equipe da ONU que elaborou o relatório sobre tráfico humano (Foto: Raquel Morais/G1)

Coordenador Residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek afirmou ser necessário que todos os setores se mobilizem para diminuir o tráfico de pessoas. “Se tem uma coisa que aprendemos sobre esse delito é que é preciso um engajamento muito forte da sociedade.”

Realidade brasileira
Dados do UNODC mostram que, com o crescimento econômico, o Brasil passou a ser também um país de destino de pessoas traficadas. Em geral, as vítimas estão em vulnerabilidade social, econômica e cultural. Entre 2010 e 2012, 41 pessoas foram indiciadas pelo crime. No mesmo período, 97 foram processadas e 33 condenadas.

Ivete Sangalo afirmou ser positivo ter havido punição. “Eu acho que isso é uma vitória, apesar de nos deprimir, porque existe esse crime, há pessoas que praticam esse crime, mas eu acho que é o começo de uma nova postura”, disse. “É tão subterrâneo, é um submundo tão desgraçado.”

No período de 2005 a 2012, a Polícia Federal registrou 222 ocorrências de tráfico de pessoas – incluindo o nacional e o internacional. Já a Divisão de Assistência Consular do Ministério das Relações Exteriores identificou, nos mesmos sete anos, 483 vítimas do crime para exploração sexual e de trabalho.

G1

 

Pós 2015: declaração conjunta reafirma educação como direito humano fundamental

educacaoA educação como um direito humano fundamental. Este foi considerado o ponto crucial da ‘Declaração Conjunta para além de 2015’, do Comitê Gestor da Educação para Todos. A Declaração foi construída a várias mãos durante um processo de negociação e incidência que envolveu a comunidade educativa internacional. Ela propõe novos compromissos, como a garantia de educação a todas as pessoas – da primeira infância à educação superior – e pede atenção redobrada para meninas, mulheres e para as populações marginalizadas.

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2015 é o ano em que vencem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – iniciativa das Nações Unidas que busca a redução da pobreza com base em oito objetivos – por isso, vem sendo analisado o que pode ser feito no marco pós-2015, para seguir avançando em temas como educação, saúde, infância, moradia e trabalho digno.

“A educação é um direito humano fundamental e uma base para a realização humana, a paz, o desenvolvimento sustentável, o crescimento econômico, trabalho decente, igualdade de gênero e cidadania global responsável. Além disso, é um dos principais contribuintes para a redução das desigualdades e da erradicação da pobreza, proporcionando condições e gerando oportunidades para as sociedades justas, inclusivas e sustentáveis”, destaca o documento.

A Declaração tem como finalidade facilitar as discussões e negociações dos Estados-membros das Nações Unidas sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015 global em Nova York (EUA) e formar o núcleo do Quadro de Ação a ser adotado na Conferência Mundial de Educação, que acontecerá em maio de 2015, na Coreia do Sul.

Seu conteúdo propõe que a agenda futura voltada para a educação seja baseada em direitos e reflita uma perspectiva baseada na equidade e inclusão, com atenção especial à igualdade de gênero e à luta para a superação de todas as formas de discriminação dentro da educação, garantindo que ninguém seja deixado para trás. Também ganha destaque o apoio à educação básica gratuita, obrigatória e de qualidade em todos os níveis, desde a primeira infância até o ensino superior.

O Estado deve ser o guardião da educação como um bem público, no entanto, a Declaração destaca o papel fundamental da sociedade civil, comunidades, pais, alunos e outras partes interessadas para a oferta de uma educação de qualidade.

A comunidade educativa internacional também propõe uma abordagem que ofereça múltiplos caminhos de aprendizagem, utilizando métodos tradicionais e inovadores com ajuda da tecnologia; além de reforçar a educação para a cidadania, o desenvolvimento sustentável, comportamentos que promovam a paz, a resolução de conflitos, o entendimento mútuo, a tolerância, o pensamento crítico, o respeito à diversidade cultural e ao meio ambiente.

Para que o nível de evolução e progresso dos países seja medido, os governos deverão definir metas globais em nível nacional e indicadores específicos, de acordo com seu contexto social, político, econômico e cultural; e reforçar seus mecanismos para coletar e relatar com precisão e em tempo hábil os dados. A intenção é que isso promova mais responsabilidade na governança da educação e que assim seja possível conhecer o impacto real das políticas e iniciativas implantadas.

Para conhecer a Declaração Conjunta do Comitê Gestor de Educação Pós-2015’ (em inglês), acesse:http://www.campanaderechoeducacion.org/participacion/wp-content/uploads/2014/05/Joint-Proposal-of-the-EFA-SC-3-June.pdf

 

Adital

Couto diz que CPI descobriu empresários, políticos e até juízes envolvidos com o tráfico humano

LUIZ COUTOO deputado federal Luiz Couto (PT-PB) comentou o trabalho desenvolvido como vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, que encerrou os trabalhos no início de junho.

“Essa comissão que investigou o tráfico de seres humanos no Brasil foi um dos maiores desafios que já enfrentei depois da CPI do Extermínio no Nordeste, da qual fui o relator”.

Luiz Couto citou o choro, a dor, o esquecimento, o medo, a injustiça e o aprisionamento como alguns dos sentimentos visualizados “com muita atenção dentro dos olhos das vítimas ouvidas na CPI”.

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O parlamentar ressaltou que a CPI percorreu vários estados brasileiros e chegou a ir até aos Estados Unidos. Constatou que o engano é uma das maiores decepções das vítimas que, segundo ele, levou milhares de brasileiras e brasileiros a outros países para serem explorados “de todas as formas que se possa imaginar”.

“As investigações não pararam somente nestas atrocidades”, completou. “Desvendamos uma rede de aliciadores que vendiam filhos e filhas de pessoas que tinham a característica inocente e a vida carente de informações e políticas publicas”.

Couto afirmou que a CPI do Tráfico de Pessoas construiu fatores importantes para se iniciar uma grande investigação policial, “pois onde passava tinha vítimas denunciando e os acusados omitindo a maneira de atuar e de ganhar dinheiro”.

Luiz Couto destacou que entre os principais responsáveis pela prática do tráfico humano estão grandes empresários que compactuam com o trabalho escravo dentro de suas empresas, políticos envolvidos com vitimas do tráfico de pessoas, juízes cúmplices de algumas adoções ilegais, famílias ricas comprando crianças, advogados preparados para defender o crime de tráfico humano e até funcionários públicos que se utilizam do cargo para auxiliar nesse tipo de tráfico.

 

Ascom do Dep. Luiz Couto

Conheça melhor os barulhos que o corpo humano faz no dia a dia

sonsPode parecer exagerado, mas a verdade é que para fazer barulho basta estar vivo. Todo corpo faz algum tipo de som, e essa variedade vai desde a respiração e a circulação, geralmente mais baixinhos, até estalos de ossos e movimentações dos gases no intestino que todo mundo consegue ouvir.

O Bem Estar desta segunda-feira (28) entrou no corpo humano para explicar de onde vem tanto barulho. Para isso, teve a participação da pediatra Ana Escobar, do clínico geral Antônio Carlos Lopes, e a ajuda de uma nova ferramenta tecnológica, uma mesa holográfica em 3D que ilustrou o que acontece lá dentro do corpo.

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O sistema respiratório é o que mais produz sons no corpo humano. A começar pela própria respiração, que fica bem mais barulhenta quando estamos ofegantes por algum motivo. A respiração também se torna mais perceptível quando estamos com o nariz entupido ou quando o pulmão fica mais cheio de secreção. Em caso de gripe, a pressão dentro da cabeça também faz tapar o ouvido, e ouvimos um estalo.

Outros barulhos que esse sistema faz e podem ser sintomas de doenças são a tosse e o ronco. O ronco, quando exagerado, pode indicar apneia do sono. No caso da tosse, é preciso reparar se ela é seca ou vem acompanhada de catarro, pois cada sintoma pode indicar uma doença diferente.

Do sistema digestório vêm alguns dos sons que mais nos incomodam. Quando comemos, ingerimos ar junto com a comida. Isso, além dos gases que cada alimento contém, provoca uma reação natural, que é a saída desses gases pela boca: o arroto. No intestino, muitas vezes é possível ouvir a comida se movimentando, e esse barulho pode ser ainda maior quando a pessoa está com gases. O que nos leva ao último barulho, que pode ou não vir acompanhado de mau cheiro: a flatulência – ou pum, em português bem claro.

O coração, quando fica acelerado, também pode ser ouvido. Isso só é normal em caso de susto ou grande esforço físico. Caso contrário, é melhor ver um médico.

Quanto aos ossos, é melhor evitar estalar o tempo todo. Nos dedos, o excesso de atrito que o estalo representa pode levar a algum processo inflamatório. Nos joelhos, o barulho pode não ser nada, mas pode também ser sinal de inflamação, então é sempre bom consultar um especialista.

G1