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HSBC anuncia que irá vender e encerrar atividades no Brasil

HSBCO banco britânico HSBC anunciou nesta terça-feira (9) que vai vender e encerrar suas atividades no Brasil e também na Turquia. Uma “participação modesta” será mantida no Brasil para atender grandes clientes corporativos.

As mudanças são parte de um plano de reestruturação para economizar entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões até 2017. O objetivo do banco é concentrar a atuação na Ásia, principalmente na China e na Índia.

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Não está claro ainda o prazo de encerramento de atividades nos dois países tampouco as datas das demissões, que não foram confirmadas pelo grupo.

A instituição financeira ainda deve cortar 50 mil empregos nos dois países, informam a rede “CNN”, a “BBC”, a Reuters e o jornal “The New York Times”.

No Brasil, o banco britânico tem mais de 21 mil  funcionários, segundo a agência France Presse.

Entre 2011 e 2014, o banco já havia cortado 40 mil postos de trabalho, para reduzir os custos e para concentrar o grupo nas atividades consideradas estratégicas.

“Reconhecemos que o mundo mudou e precisamos mudar com ele”, disse o CEO Stuart Gulliver.

O HSBC estuda ainda a possibilidade de transferir sua sede de Londres para a Ásia e busca melhorar suas operações no México e nos Estados Unidos.

Em maio, o principal executivo do banco espanhol Santander no Brasil, Jesús Zabala, declarou que estudaria a possibilidade de adquirir a atividade brasileira do HSBC.

No Brasil, o HSBC tem 853 agências em 531 municípios, 452 postos de atendimento bancários, 669 postos de atendimento eletrônico e 1.809 ambientes de autoatendimento, com 4.728 caixas automáticos. O HSBC Bank Brasil faz parte do Grupo HSBC, corporação internacional sediada em Londres e presente em 73 países e territórios.

G1

PSDB não assina pedido de criação de CPI sobre caso de contas do HSBC

Foi lido nesta sexta (27) o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias de contas secretas feita pelo HSBC. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), que fez o pedido, com o apoio de mais 33 senadores, 6 a mais que o mínimo necessário para a criação de uma CPI, denuncia o papel da mídia nacional, que não tem dado a cobertura que exige o escândalo conhecido como Suiçalão. Os senadores do PSDB, Aécio Neves, Aloysio Nunes e Álvaro Dias não assinaram o pedido.

 

Agência Senado

Para Randolfe Rodrigues,  os grandes veículos de comunicação tem ignorado o escândalo, beneficiando os personagens poderosos envolvidos. Para Randolfe Rodrigues, os grandes veículos de comunicação tem ignorado o escândalo, beneficiando os personagens poderosos envolvidos.

O escândalo envolve a abertura de contas irregulares abertas pelo HSBC para acobertar fortunas de clientes multimilionários, blindando-os de todas as obrigações fiscais e mesmo da comprovação da origem dos recursos, que podem resultar de atividades criminosas.

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O caso que veio a público por meio da imprensa internacional “trata-se de um arrojado esquema de acobertamento da instituição financeira, operacionalizado na Suíça, que beneficiou mais de 106 mil correntistas, de mais de 102 nacionalidades, e cuja monta total de recursos manejados às escuras perfaz um cifra superior a U$ 100 bilhões, entre o período de 1998 a 2007, em que 8.667 deste total são de brasileiros”, explic ao senador na justificativa do pedido da CPI.

O Brasil ostenta a 4ª posição em número de pessoas envolvidas, com uma expectativa de mais de U$ 7 bilhões ocultados do Fisco. Para o senador, “a lista dos titulares das contas certamente guarda estreita relação com outras redes de escândalos do grande crime organizado do país e do mundo.”

Randolfe explica que “em tempos de arrocho fiscal e austeridade, é inadmissível que a sanha fiscal recaia tão somente sob os ombros da classe trabalhadora brasileira, enquanto os grandes concentradores de renda se valem de redes criminosas para ocultar suas vultosas riquezas.”

Ele defende que todo o rigor da lei seja aplicado nas situações concretamente identificadas como irregulares, defendendo o papel do parlamento na apuração e publicização da empreitada.

O senador também critica o fato de que “o escândalo do Suiçalão tem sido sistematicamente ignorado pelos grandes veículos de comunicação e essa seletividade, por assim dizer, deixa cristalino o envolvimento de personagens poderosos, que podem sempre se servir da benevolência de setores da imprensa. É bom que se destaque que a Imprensa mundial tem dado o relevo adequado ao trato da questão.”

“A viabilização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, além de dar efetividade à função fiscalizatória constitucionalmente atribuída ao Parlamento, força todos os segmentos da sociedade a pautarem com transparência o escândalo que beneficiou alguns milhares de sonegadores milionários, joga luz sobre os procedimentos investigatórios em curso e mesmo os otimiza, na medida em que é próprio das prerrogativas de comissões desta natureza contar com os poderes próprios das autoridades investigativas”, diz ainda a justificativa da CPI.

Do Portal Vermelho
De Brasília, Márcia Xavier