Arquivo da tag: HPV

4 mitos sobre o HPV, vírus de transmissão sexual que afeta maioria das pessoas

Altos níveis de vergonha e desconhecimento estão associados ao HPV, que é sexualmente transmitido e afeta a maioria da população. É o que mostra uma pesquisa recente, realizada pelo Jo’s Cervical Cancer Trust, entidade de apoio a quem tem câncer do colo do útero no Reino Unido.

Apesar de ser a infecção sexualmente transmissível mais comum, o estudo revela que ainda existe um estigma em torno da doença – que pode ter consequências mais sérias do que o próprio papilomavírus humano (HPV).

Uma das conclusões mais preocupantes é que muitas mulheres não realizam o papanicolau, exame ginecológico para diagnosticar a doença, justamente por conta desse estigma.

Das 2 mil participantes da pesquisa, metade disse que se sentia envergonhada e perdeu o interesse pelo sexo por ter contraído o vírus.

O papilomavírus humano (HPV) é a principal causa do câncer do colo do útero
O papilomavírus humano (HPV) é a principal causa do câncer do colo do útero

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Além disso, 35% das entrevistadas responderam que não tinham ideia sobre o que era HPV, enquanto cerca de 60% afirmaram acreditar que era equivalente ao câncer.

No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou em 2017 dados preliminares do Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV, mostrando que a prevalência do vírus na população brasileira é de 54,6% – sendo que 38,4% apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

“Quando recebi a carta com o diagnóstico de HPV, eu não sabia o que era, então procurei na internet e descobri que era uma doença sexualmente transmissível. Pensei imediatamente então que meu parceiro tinha me traído”, disse Laura Flaherty, de 31 anos, cuja história é muito parecida com a de muitas entrevistadas.

“Eu não sabia nada sobre o assunto. Me senti suja. Levei um tempo para entender que o vírus pode ficar inativo por muito tempo e que é bastante comum. Ninguém próximo a mim sabia disso”, acrescentou Flaherty, que foi diagnosticada com câncer do colo do útero em 2016.

O estudo mostrou que há uma necessidade urgente de disseminar mais informações sobre o HPV, uma vez que o conhecimento é capaz de salvar vidas.

Derrubando os mitos sobre HPV

Mito 1: ‘HPV é transmitido apenas sexualmente’

Fato: a transmissão do HPV acontece geralmente por meio de relações sexuais sem proteção, mas também pode ocorrer pelo contato com a pele ou mucosas infectadas.

Mito 2: ‘HPV é um sinal de promiscuidade’

Fato: estimados 80% dos seres humanos vão contrair o vírus em algum momento da vida. É muito fácil ser contaminado e passar adiante – e você pode ser contagiado na primeira vez que tiver qualquer tipo de relação sexual.

Mito 3: ‘HPV significa que tenho câncer’

Fato: existem pelo menos 200 tipos de HPV. Cerca de 40 deles afetam a área genital, o que significa apenas que eles residem nessa área. Alguns causam sensações incômodas, mas inofensivas, como verrugas genitais. Cerca de 13 tipos são considerados de alto risco e podem causar câncer do colo do útero, além de outros cânceres genitais, assim como câncer de boca e garganta – mas é mais raro.

Mito 4: ‘Se você tem HPV, vai saber’

Fato: o HPV não apresenta sintomas e, na maioria dos casos, o sistema imunológico libera o corpo da infecção. O exame de papanicolau identifica quaisquer células anormais.

Um dos objetivos é mudar a mentalidade das pessoas sobre o HPV. E acima de tudo, como a fundação Jo sugere, incentivar que as mulheres falem mais sobre o tema.

O HPV não é transmitido apenas sexualmente, mas também por meio do contato com a pele ou mucosa infectadas
O HPV não é transmitido apenas sexualmente, mas também por meio do contato com a pele ou mucosa infectadas

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

“Fazer exame preventivo, para ver se você tem HPV, é a maneira mais eficaz de identificar se você corre risco de desenvolver câncer do colo do útero”, diz Robert Music, presidente da Jo’s Cervical Cancer Trust.

“No entanto, o HPV pode ser confuso, por isso temos que encontrar uma maneira de normalizar o conceito, para que as pessoas não se sintam envergonhadas em dizer que têm o vírus.”

Incidência

O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, o quarto que mais mata – e um dos poucos que pode ser prevenido com vacina.

Desde 2008, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a vacina contra o HPV, houve um rápido declínio no contágio e na incidência da doença em algumas partes do mundo.

Segundo a OMS, a vacina reduz em 70% as chances de desenvolver câncer do colo do útero se for aplicada em jovens entre 12 e 26 anos, antes do primeiro relacionamento sexual.

Em 2008, a OMS aprovou a vacina contra o HPV, que, segundo a organização, reduziria em 70% a infecção causadora do câncer do colo do útero
Em 2008, a OMS aprovou a vacina contra o HPV, que, segundo a organização, reduziria em 70% a infecção causadora do câncer do colo do útero

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

E, em algumas áreas onde as vacinas foram administradas, o benefício é evidente.

Por exemplo, um estudo do Royal Women’s Hospital, na Austrália, constatou uma redução de 86% nas infecções por HPV em jovens de 18 a 24 anos que receberam três doses da vacina, e de 76% entre aqueles que tomaram apenas uma dose.

No Reino Unido, os números são semelhantes. As infecções diminuíram entre adolescentes de 12 a 18 anos.

Já na América Latina, o cenário é diferente. Apesar da rápida implementação da vacina em seus primeiros anos, a cobertura foi reduzida devido a algumas anomalias que foram atribuídas à sua aplicação.

No Brasil, desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina contra o HPV para crianças e pré-adolescentes de 9 a 14 anos, seguindo recomendação da OMS. Mas, até hoje, apenas 48,7% das meninas nesta faixa etária foram imunizadas.

BBC News Brasil

ALPB aprova programa para conscientizar sobre vacinação contra HPV nas escolas

A Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, nesta quarta-feira (4), o Projeto de Lei 1.268/2017, de autoria do deputado Ricardo Barbosa, que cria o Programa de Conscientização e Esclarecimento sobre a Importância da Vacinação Contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), nas escolas da rede pública estadual e privada do estado.

“Esse projeto tem muita importância para a nossa Paraíba, diante do que vem acontecendo, o crescimento de câncer no nosso estado é muito grande. Essa divulgação é significativa para que todos os órgãos e a população possam se engajar. Porque o HPV é uma doença muito perigosa e quanto mais divulgação, melhor para a nossa população”, disse o presidente da Comissão, deputado Antônio Mineral.

Na reunião também foi aprovado o projeto 1.387/2017, do deputado Adriano Galdino, que sobre a obrigatoriedade da disponibilização de bula em medicamentos manipulados por farmácias e ervanárias.

Portal Correio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Meninos começam a ser vacinados contra HPV na rede pública

vacina-hpvMeninos na faixa etária de 12 a 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de vacinação de todo o país. Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta, já que no ano passado, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos. Assim, o Ministério continua com a mesma determinação, que é de fazer mais com os mesmos recursos financeiros.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca a importância da vacinação nos meninos. “A inclusão dos adolescentes faz parte de um conjunto de ações integradas que o Ministério da Saúde tem realizado com o objetivo de conseguir mais resultados com os recursos financeiros já disponíveis. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, afirma o ministro Ricardo Barros.

Outra novidade é a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Até o ano passado, a faixa etária para o público feminino era de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina no Calendário Nacional, em 2014, já foram imunizadas 5,7 milhões de meninas com a segunda dose, completando o esquema vacinal. Este quantitativo corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.

“É muito importante que os pais tenham a consciência de que a vacinação começa na infância, mas deve continuada na adolescência. Pais e responsáveis devem ter, com os adolescentes, a mesma preocupação que têm com as crianças. A proteção vai ser muito maior se nós ampliarmos, cada vez mais, o calendário de vacinação da nossa população”, ressaltou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

manchetepb

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Na Paraíba, mais de 100 mil meninas devem ser vacinadas contra o HPV

vacinaMeninas de 9 a 11 anos da Paraíba já podem tomar a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer do colo do útero. No estado, mais de 100,5 mil meninas deverão receber a vacina. Para isso, o Ministério da Saúde enviou 105,5 mil doses do imunobiológico ao estado. A expectativa do Ministério da Saúde é a de vacinar 4,94 milhões de meninas em todo o país. Junto com o grupo de adolescentes de 11 a 13 anos vacinadas no ano passado, essa pode ser a primeira geração praticamente livre do risco de morrer do câncer do colo do útero. A meta é vacinar, em parceria com as secretarias estaduais e municipais da saúde, 80% do público-alvo.

A novidade para este ano é a inclusão de 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV. Mais suscetível a complicações decorrentes do HPV, esse público tem probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral. A inclusão do grupo como prioritário para a prevenção segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI) do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em conformidade com o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“A vacina é extremamente segura, uma proteção para a vida. Além de proteger a menina, os estudos mostram que a comunidade também fica protegida. Por isso, devemos alertar os pais e responsáveis sobre a importância da vacina. A parceria com as escolas é fundamental nesse esforço do Ministério da Saúde. Precisamos contar com a colaboração dos pais e das escolas para conseguir alcançar a nossa meta e começar a escrever uma outra história no nosso país de enfrentamento à essa doença, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata as mulheres no Brasil”, reforçou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante o evento de lançamento da campanha, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (9/3).

A vacina está disponível desde o início de março nas 36 mil salas de vacinação. Para este ano, o Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios que façam parcerias com as escolas públicas e privadas, repetindo a estratégia adotada na primeira dose da vacina, quando 100% do público estimado, de 4,95 milhões de meninas de 11 a 13, foi vacinado. Já a segunda dose, que teve o foco a administração apenas nos postos de saúde, alcançou 2,9 milhões de meninas, atingindo 58,7% do público-alvo. Na Paraíba, 99,2% das adolescentes de 11 a 13 anos receberam a primeira dose da vacina. Já na segunda fase da campanha, a adesão foi de 60,7%.

“Com a introdução da vacina, podemos reduzir drasticamente os casos de câncer do colo do útero e a taxa de mortalidade. Com isso, poderemos ter a primeira geração de mulheres livre da doença. Para isso, é importante que as meninas completem o esquema vacinal, tomando as três doses da vacina, conforme o calendário preconizado pelo Ministério da Saúde. Quem ainda não tomou a segunda dose, não pode deixar de tomar”, alerta Chioro.

ESQUEMA VACINAL – Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. A partir de 2016, serão vacinadas as meninas de 9 anos.

As meninas de 11 a 13 anos que só tomaram a primeira dose no ano passado também podem aproveitar a oportunidade de se prevenir e procurar um posto de saúde ou falar com a coordenação da escola para dar prosseguimento ao esquema vacinal. Isso também vale para as meninas que tomaram a primeira dose aos 13 anos e já completaram 14. É importante ressaltar que a proteção só é garantida com a aplicação das três doses.

Para as mulheres que vivem com HIV, o esquema vacinal também conta com três doses, mas com intervalos diferentes. A segunda e a terceira doses serão aplicadas dois e seis meses após a primeira. Nesse caso, elas precisarão apresentar a prescrição médica.

Desde março de 2014, o SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia em quem segue corretamente o esquema vacinal. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.

A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em mais de 50 países, por meio de programas nacionais de imunização. Estimativas indicam que, até 2013, foram distribuídas cerca de 175 milhões de doses da vacina em todo o mundo. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Agência Saúde

Saúde amplia faixa etária do público que recebe vacina contra HPV

vacinaDe acordo com o Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em 2015 a faixa-etária do público que deve ser imunizado contra o vírus do Papiloma Humano (HPV) vai ser ampliada. Agora as meninas de 9 a 11 anos de idade também devem receber a vacina.

Com a ampliação da faixa etária, o Ministério da Saúde busca alcançar a cobertura vacinal de forma rápida com a administração das duas doses. Além disso, a terceira dose, cinco anos depois, funcionará como um reforço, prolongando o efeito protetor contra a doença. O Ministério da Saúde está investe R$ 360,7 milhões na aquisição de 12 milhões de doses da vacina.

Em 2014, 98.052 meninas entre 11 e 13 anos receberam a primeira dose da vacina, o que representa 99,19% de cobertura. Quanto à segunda dose, 60.237 meninas foram imunizadas, ou seja, 60,56%. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde é de 80%.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“Ainda não atingimos a meta das meninas que tomaram a segunda dose, mas a SES já planeja com as regionais e municípios estratégias para que possamos alcançar essa população, juntamente com essa nova faixa etária que vai entrar agora, em 2015. É importante lembra que este ano nós iremos vacinar prioritariamente as meninas de 9 a 11 anos, e também aquelas de 11 a 13 anos que não receberam a segunda dose da vacina ano passado ou que irão tomar a primeira dose”, explicou o enfermeiro do Núcleo de Imunização da SES, Edson Lira.

A vacina para a nova faixa etária vai estar disponível a partir da próxima segunda-feira (9), nas escolas ou nas Unidades de Saúde da Família. “O local onde será oferecida a vacina ficará a critério de cada município, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações, deixamos a critério de cada município a realização da segunda dose ano passado, assim eles conseguiram ver qual a melhor estratégia. Teve município que ofereceu a primeira dose nas escolas e quando mudou para a unidade de saúde perdeu muitas meninas, então, cada município vai avaliar qual a melhor estratégia para que possamos atingir o maior número de meninas”, explicou Edson.

O objetivo da vacina contra o HPV no Brasil é evitar o câncer do colo do útero, reduzindo assim a incidência e a mortalidade pela enfermidade. A vacina é um excelente método de prevenção primária que proporciona uma maior proteção à infecção pelo HPV. Edson Lira alerta para a importância das adolescentes receberem a vacina. “É preciso alertar e sensibilizar tanto as adolescentes quanto os pais sobre a importância dessa vacinação contra o HPV para a prevenção do câncer do colo de útero futuramente. É importante que a adolescente leve o cartão de vacinação. Na aplicação da primeira dose, a adolescente receberá uma carta-lembrete da segunda dose, pois muitas não voltam e a proteção só estará completa com as três doses”, concluiu.

Vacina – É administrada por via intramuscular (injeção de apenas 0,5 ml em cada dose) e confere imunidade contra os tipos 6,11,16 e 18. Para receber a dose, a adolescente deve apresentar o cartão de vacinação com documento de identificação.

Cada uma deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose. A vacina HPV pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação do PNI, sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma delas.

A vacina contra o HPV apresenta eficácia de 98,8% contra o câncer de colo de útero, porém não substitui a realização do exame preventivo, o Papanicolau, nem o uso de preservativos.

HPV – É um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio da relação sexual. Também pode ser transmitido de mãe para filho no parto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os vírus 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero. Aproximadamente 0,5% das mulheres contaminadas pelo vírus desenvolvem o tumor. Se houver tratamento adequado, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

 

 

Assessoria

Meninas de 12 e 13 anos têm até dezembro para receber a vacina contra o HPV

HPVMeninas na faixa etária de 12 e 13 anos têm até o fim do mês de dezembro para receber a vacina contra o HPV. A partir de 1º de janeiro de 2015, essa imunização só estará disponível na rede pública para meninas de 9 a 11 anos, e em 2016, só meninas de 9 anos terão acesso à vacina. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, essa é a idade preconizada pela Organização Mundial da Saúde.

Em 2014, a vacina passou a fazer parte do calendário de imunização, portanto, mesmo as meninas de 11 a 13 anos que ainda não tomaram a primeira dose poderão procurar um posto. “A menina que fez 11 anos vai ao posto, recebe a primeira dose, seis meses depois, a segunda, cinco anos depois, recebe a dose de reforço”, explicou Chioro, em entrevista.

Enquanto 97,7% do público-alvo passaram pela primeira fase da imunização, apenas 49% das 4,9 milhões de meninas na faixa etária tomaram a segunda dose. “Não há proteção sem a segunda dose”, ressaltou o ministro.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Chioro atribui a baixa adesão a três fatores. Primeiramente, essa é uma faixa etária que não tem outras vacinas, então é mais difícil alcançá-la. O ministro também acredita que a estratégia adotada no começo da campanha era mais eficiente – “estados e municípios, que são os responsáveis pela aplicação, levaram a vacina às escolas e aos postos de saúde, mas na segunda ela foi disponibilizada apenas nos postos”.

Além disso, o ministro acredita que algumas meninas ficaram assustadas com a notícia de supostas reações à vacina no interior de São Paulo. “É uma vacina extremamente segura, não era uma reação à vacina, era medo, estresse, não pode ser lido pela população como alguma coisa nociva. O Ministério da Saúde tem absoluta segurança”. Até 2013, 175 milhões de pessoas foram imunizadas em todo o mundo.

A vacina contra o HPV oferecida no Sistema Único de Saúde protege as meninas contra quatro subtipos da doença, entre eles o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. “Se todas as meninas se vacinassem, poderíamos ter a capacidade de diminuir em 70% os mais de 5.200 óbitos que tivemos em 2012”, disse o ministro. Os subtipos 6 e 11 são responsáveis por 90% das verrugas genitais e anais.

Agência Brasil

Adolescentes entre 11 e 13 anos devem tomar segunda dose da vacina contra HPV na Paraíba

vacina-hpvAs adolescentes de faixa etária entre 11 a 13 anos devem tomar a segunda dose da vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), como forma de garantir a proteção contra o vírus que provoca o câncer de colo do útero.

As garotas precisam tomar todas as doses previstas na vacinação: a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos depois. Mais de 2,2 milhões de meninas já tomaram a segunda dose da vacina contra o HPV desde o início da nova fase da campanha, em 1º de setembro. O número representa 45% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de meninas de 11 a 13 anos. Na Bahia, cerca de 95,8 mil adolescentes, já foram vacinadas, ou seja, 25,1% do público total.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A vacina faz parte do Calendário Nacional de Imunização do SUS (Sistema Único de Saúde) e está disponível durante todo o ano nos postos de vacinação. As adolescentes devem seguir o cronograma de intervalo entre uma dose e outra. A primeira dose sozinha não protege contra o vírus.

O câncer do colo do útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina e terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, reforça a importância de convocar os responsáveis pelas adolescentes para que levem as meninas até os postos de saúde para tomarem a segunda dose.

Neste ano, são vacinadas as adolescentes do primeiro grupo de 11 a 13 anos, em 2015, a vacina vai ser oferecida para as adolescentes de nove a 11 anos e, em 2016, as meninas de nove anos. O Ministério da Saúde garante a segurança da vacina. Atualmente, ela é utilizada em mais de cinquenta países, com cerca de 175 milhões de doses aplicadas.

 

clickpb

Faltam vacinas contra HPV em algumas unidades básicas de saúde

Getty Images
Getty Images

Natanaeli Vitória tem 11 anos e reside no conjunto habitacional Major Veneziano, em Campina Grande. Em março deste ano ela recebeu a primeira dose da vacina contra HPV e, ontem pela manhã, percorreu as unidades básicas de saúde (UBS) dos bairros Três Irmãs, Catingueira e Cidades a procura da segunda dose da vacina. Apenas quando chegou ao Centro de Saúde Francisco Pinto, que funciona na rua Venâncio Neiva, no Centro da cidade, conseguiu encontrar a vacina, mesmo assim, a garota não conseguiu ser imunizada porque a aplicação da segunda dose só pode acontecer exatamente seis meses após a aplicação da primeira e a data é 27 de setembro.

Além da falta de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a mãe de Natanaeli, Patrícia Mary, 42 anos, reclamou da falta de informação sobre a campanha de vacinação. “Minha filha perdeu aula hoje (ontem) para procurarmos essa vacina, já percorremos três bairros e não encontramos nada. Foi preciso vir até o Centro para conseguir a segunda dose e mesmo assim não foi possível, porque ela só pode receber a vacina no dia 27 de setembro, quando completar o período de seis meses da aplicação da primeira dose”, relatou.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“A gente mora longe e nem sempre pode ficar andando de um bairro para outro para adivinhar qual o local terá a vacinação. Eu me preocupei porque essa vacina é muito importante para a saúde e decidi ir com minha filha para receber logo a segunda dose”, disse Patrícia Mary.

O que diz a prefeitura

A secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Dercks, disse que as doses das vacinas do HPV já foram distribuídas nas unidades de saúde do município, entretanto, por medida de segurança as vacinas não são todas armazenadas nas unidades. “Essa vacina precisa ser guardada em locais totalmente seguros, uma vez que uma simples queda de energia é o suficiente para comprometer as doses, portanto, nós não fazemos estoque nas unidades. As vacinas são encaminhas de acordo com a demanda de cada área, ou seja, se a vacina não foi suficiente para atender a demanda durante tal período, cada unidade de saúde tem a responsabilidade de comunicar a secretaria para que seja feito o reabastecimento”, ressaltou.

De acordo com a coordenadora de imunização de Campina, Marinalva Cruz, a primeira etapa da campanha de vacinação do HPV realizada em março deste ano no município vacinou 7.552 adolescentes com idades de 11 a 13 anos.

Prevenção

O vírus do papiloma humano (HPV) é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a vacinação está disponível gratuitamente pelo Ministério da Saúde conjuntamente com os municípios.

Para receber a dose, basta procurar uma unidade de saúde e apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A adolescente deve tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, 6 meses depois, e a terceira, 5 anos após a primeira dose.

 

Reações da vacina do HPV criam pânico no país. Tomar ou não tomar, eis a questão

vacinaQuando as pessoas se posicionam contra vacinas, são chamadas de loucas. As vacinas são importantes para evitar doenças em grande escala e no meio disso, há efeitos negativos, é claro. Porém, qual a distância entre casos isolados e um problema que realmente deveria suspender a vacinação? É exatamente esse o caso da vacina contra o HPV, indicada para crianças a partir dos 9 anos – na rede pública, o foco são as meninas.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Desde o começo da vacinação, sabe-se que há efeitos adversos que não foram divulgados aos pacientes e familiares nem pela campanha, nem pela mídia – sim, também sou culpada por isso. Assim como no Brasil, no Japão, França, Espanha, Índia, Colômbia e Estados Unidos a vacina causou problemas leves como desmaios, náuseas, fraqueza muscular, dormência, e mais graves como dor incapacitante, visão turva, histeria (um problema psicológico) e paralisia. Quem teve essas reações, não pode tomar a segunda dose, mas isso não vem sendo divulgado também.

Na cidade de El Carmen, na Colômbia, foram 200 meninas. Em Bertioga (SP), 11 adolescentes tiveram reações e duas delas ainda correm risco de paralisia. No Japão, foram mais de duas mil queixas sobre reações adversas, o que levou ao cancelamento da campanha de vacinação contra o HPV. No Ceará, uma menina de 12 anos ficou cega. Em Viana (ES), mais 11 meninas tiveram reações leves. E esses são apenas os casos registrados e que ganharam espaço na mídia. Os médicos não ligam diretamente os problemas com a vacinação, mas todos os casos aconteceram depois da aplicação da primeira dose. Algumas dessas meninas seguem internadas sem uma previsão de cura ou reestabelecimento da saúde. Tem algo errado aí, não tem?

No site do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano é possível encontrar informações e relatos sobre os efeitos adversos. Entre 2006 e 2013 foram distribuídas 57 milhões de doses e registrados 22 mil eventos adversos. Essas reações são as mesmas apontadas pelas meninas nas outras partes do mundo.

A vacina tem uma intenção positiva? Tem. Mas é importante que pais e pacientes tenham em mente os riscos que correm com sua aplicação. É obrigação dos profissionais de saúde clarearem essa questão, é obrigação do governo informar que existem riscos e que nenhuma vacina é 100% segura quando olhada em pequena escala. Os números em grandes populações são interessantes, mas cada vida perdida ou modificada tem um valor inestimável.

Se você tomou vacina ou conhece alguém que tomou, fique atenta às reações adversas e procure um médico o mais rápido possível. Se você teve uma reação desse tipo e está prestes a tomar a segunda dose, converse com um médico de confiança primeiro ou busque informações em estudos (no Centro Cochrane você encontra diversos estudos sobre milhares de temas, todos baseados em evidências científicas) e tome a decisão bem informada.

A decisão de se vacinar é sua e deve ser feita depois de conhecer os riscos que existem. Nossa obrigação, como cidadãos, é tomar o protagonismo da nossa saúde.

A assessoria do Ministério da Saúde nos enviou uma nota de esclarecimento. Leiam, informem-se, mas nunca deixem de tomar decisões tão importantes na nossa vida, como vacinação, sem pesquisar antes e buscar diversas fontes de informação. Veja a nota:

“O Ministério da Saúde reforça que a vacina contra o HPV é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para prevenção do câncer do colo do útero – terceiro tipo mais frequente na população feminina e terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima a prevalência de 15 mil novos casos e cerca de 5 mil óbitos por câncer do colo do útero em 2014. 
 
A vacinação é utilizada como estratégia de saúde pública em outros 51 países, que já realizaram a aplicação de mais de 175 milhões de doses desde 2006, sem registros de eventos que pudessem pôr em dúvida a segurança da vacina.
 
Até o momento, mais de 4,3 milhões de meninas, entre 11 e 13 anos, receberam a primeira dose da vacina contra HPV, o que representa 87,3% da população prevista. A vacina estará disponível nos postos de saúde durante todo o ano. 
 
Para investigar os casos de possíveis eventos adversos de qualquer vacina do calendário nacional, o Programa Nacional de Imunizações mantém o Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos. Desde o início da vacinação, em março de 2014, 97% dos eventos associados à vacina contra HPV foram classificados como leve, reações como dor no local de aplicação, coloração avermelhada da pele, dor de cabeça. Foram confirmados 12 casos de reações alérgicas. Apenas dois casos estão sendo avaliados pelo Comitê para saber se a causa está relacionada ou não à vacinação.
 
No dia 4 de setembro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recebeu 11 notificações de possíveis eventos adversos associados à vacina HPV, ocorrido no município de Bertioga. Destas, três adolescentes foram encaminhadas ao Hospital Guilherme Álvaro para avaliação neurológica e os exames realizados não apresentaram nenhuma alteração. As pacientes continuam sendo monitoradas pelo serviço de saúde. O fenômeno já foi observado em aplicações com outras vacinas injetáveis e nesse momento a hipótese diagnóstica tem associação com a ansiedade ao receber uma injeção (reação de ansiedade pós vacinação).
 
No estado de São Paulo, vários municípios receberem o mesmo lote e não se observou a ocorrência de qualquer evento adverso pós vacinação, sendo que desde o dia 1º de setembro já foram vacinadas cerca de 20 mil meninas. O Ministério da Saúde esclarece que não há indicação de suspensão deste lote e a vacinação deve continuar em todos os municípios do país”

 

Yahoo

Dois casos graves de reação à vacina contra HPV são investigados no RS

Getty Images
Getty Images

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul está investigando dois casos graves de reação à vacina anti-HPV, que vem sendo aplicada na rede pública em adolescentes do sexo feminino entre 11 e 13 anos desde o dia 10 de março. Nos dois casos, as vítimas tiveram convulsões cerca de uma hora após receberam a primeira dose da medicação e precisaram de atendimento médico para reverter o quadro. Ambas passam bem e não correm risco de vida. No Espírito Santo, nove adolescentes passaram mal depois de serem vacinadas na escola em Cariacica.

Os dois casos no Sul foram registrados na semana passada. Um ocorreu em Caxias do Sul e outro em uma cidade não revelada do interior do Estado. Nem a idade e nem a identidade das duas meninas foram informadas pela Secretaria, que também não divulgou os casos publicamente. As reações são consideradas graves pelo Ministério da Saúde porque não há descrição na literatura médica de convulsões como efeitos colaterais após a aplicação da vacina anti-HPV.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Segundo a coordenadora do Programa de Vacinação da Secretaria, Tani Ranieri, as duas adolescentes não precisaram de internação, mas continuam sendo acompanhadas para medir a extensão do problema neurológico que apresentaram. Nenhuma delas tinha histórico de epilepsia, causa mais comum de convulsões, e necessitaram de atendimento de emergência para reverter o quadro. Segundo a coordenadora, o socorro rápido às adolescentes impediu danos maiores.

– Ainda não podemos afirmar que as convulsões foram causadas pela vacina. É necessário ter cuidado nesses casos porque o medicamento pode levar a culpa por problemas anteriores que não eram conhecidos e que foram apenas desencadeados pelo produto, o que não é a mesma coisa – advertiu a coordenadora.

A aplicação da vacina tem como meta proteger cerca de 2,5 milhões de adolescentes contra a infecção pelo HPV em todo o país – 80% da população feminina da faixa etária entre 11 e 13 anos, segundo o IBGE. Até esta terça-feira, cerca de 83 mil meninas já haviam sido vacinadas no Rio Grande do Sul. No Estado, a meta é vacinar pelo menos 206 mil adolescentes de uma população de 258 mil na faixa etária incluída no benefício.

O vírus HPV pode causar câncer de colo de útero em percentual de 0,5% a 1% das mulheres infectadas. Nos homens, o percentual de câncer de pênis é ainda menor – cerca de 0,05% dos infectados.

A vacina, que é a mesma oferecida na rede privada a um custo médio de R$ 400 por dose, é fornecida pelo laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme. O produto protege contra quatro cepas do vírus, considerados os mais oncogênicos dos mais de 500 tipos de HPV já identificados.

A segunda dose será aplicada a partir de setembro, seis meses após a primeira aplicação, com reforço final daqui a cinco anos. A vacinação prossegue até 10 de abril na rede pública de saúde e nas escolas públicas e privadas.

Segundo a Sociedade Gaúcha de Pediatria (SGP), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos inclui a convulsão na categoria de eventos adversos graves pós-vacina, junto a outros efeitos como tromboembolismo, apendicite e reações alérgicas. Nenhum dos eventos já relatados, entretanto, foi relacionado diretamente à aplicação da vacina de forma científica. Os Estados Unidos já aplicaram cerca de 57 milhões de doses do medicamento.

– Em campanhas massivas como essa, o surgimento de reações adversas raras acaba sempre aparecendo. O recomendável é que a segunda dose não seja aplicada e que essas adolescentes sejam acompanhadas – disse Juarez Cunha, do Comitê de Infectologia e Cuidados Primários da SGP.

Os dois casos já foram relatados ao Ministério da Saúde, que está acompanhando as investigações. Nenhuma autoridade do órgão quis se manifestar sobre as ocorrências.

O Globo