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Papa diz que pessoas que rejeitam homossexuais ‘não têm coração humano’

O Papa Francisco afirmou durante uma conversa com o comediante britânico Stephen K. Amos – que ainda não foi ao ar, mas teve trechos antecipados nesta sexta-feira (19) pela rede de televisão “BBC” nas redes sociais – que as pessoas que rejeitam os homossexuais “não têm coração humano”.

Na conversa para o programa “Pilgrimage: The Road To Rome”, o comediante conta ao Papa Francisco que não é crente e que viajou a Roma “em busca de respostas e fé”.

“Porém, como homem gay, não me sinto aceito”, disse Stephen.

Diante dessa questão, o Papa Francisco disse imediatamente que dar “mais importância ao adjetivo [gay] do que ao substantivo [homem] não é bom”.

“Todos somos seres humanos, temos dignidade. Se uma pessoa tem uma tendência ou outra, isso não lhe tira a dignidade como pessoa”, disse Francisco.

“As pessoas que decidem rejeitar o outro por um adjetivo não têm coração humano”, acrescentou Francisco, deixando Amos visivelmente emocionado.

O Papa Francisco já havia defendido em várias ocasiões a necessidade de respeitar pessoas homossexuais e, na viagem de retorno a Roma após uma visita ao Brasil, em 2013, perguntou quem era ele para julgar os gays.

 

G1 

Foto: Carlos Jasso/Reuters

 

Turquia define sexo entre homossexuais como antinatural; sexo oral também entra na lista

gaysSuprema Corte da Turquia fez uma definição jurídica de “sexo natural”, dentro de uma ação aberta em 2014, que assinala que as relações homossexuais e o sexo oral são condutas antinaturais, repercutiu nesta segunda-feira a imprensa turca.

“O comportamento sexual natural dos seres humanos é a relação sexual de um homem com uma mulher por meio da união de seus órgãos sexuais”, assinalou o veredicto, publicado pelo jornalCumhuriyet .

Como contraposição, o alto tribunal indicou que condutas não naturais são “o sexo em grupo, as relações homossexuais, o sexo com animais e todo tipo de comportamento sexual anal e oral”.

O Supremo pediu uma pena maior para um homem que foi flagrado em seu escritório com vídeos de conteúdos transexual, lésbico e anal, o que seria uma “amostra de relações sexuais contra natura”.

Embora o tribunal não tenha indicado a pena imposta nesse caso, se sabe que ele foi julgado por um artigo que pune armazenar material pornográfico “anormal”.

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Cumhuriyet criticou a Corte por igualar as relações homossexuais, orais e anais com a zoofilia, o que transgride decisões anteriores do próprio Supremo.

Selcuk Candansayar, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Ghazi de Ancara, também criticou a decisão. Ele disse à Efe que o problema é o tribunal reivindicar para si a definição do que é natural e do que não é.

“O Supremo considera toda forma de relação sexual que não sirva para a reprodução como antinatural e a criminaliza”, indicou Candansayar.

Cumhuriyet classificou a decisão de escandalosa e lembrou que é contrária outra da autoridade estatal islâmica da Turquia, a Diyanet, que despertou uma grande controvérsia no país.

Ao responder uma consulta pública divulgada em seu site , a Diyanet indicou que os desejos sexuais de um pai por sua filha poderiam não ser pecaminosos, embora não haja unanimidade sobre isso entre as diferentes escolas do islã.

“Para alguns, que um pai beije sua filha com luxúria ou a acaricie com desejo não tem nenhum efeito sobre o casamento do homem”, indicou a instituição.

Após uma forte onda de críticas, a Diyanet, que equivale a um Ministério da Religião, retirou essa resposta de seu site e disse que sua explicação tinha sido tirada de contexto.

A oposição laica e várias organizações civis criticam seguidamente o governo islamita que dirige o país desde 2002 e que impõe suas visões religiosas, invadindo o espaço privado dos cidadãos.

Terra

CNJ obriga cartórios a celebrar casamento entre homossexuais

casamento-gayOs cartórios de todo o Brasil serão obrigados a celebrar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios terão de converter as uniões estáveis homoafetivas em casamento civil, mesmo que ainda não haja previsão legal para isso.

A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada por 14 a 1. A conselheira Maria Cristina Peduzzi foi a única a votar contra a aprovação da resolução, sob o argumento de que, para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o Congresso teria de aprovar um projeto de lei. Há projetos em tramitação no Congresso sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo.

A resolução aprovada pelo CNJ diz que: “É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”. E acrescenta que, se houver recusa dos cartórios, será comunicado o juiz corregedor para “providências cabíveis”.

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O presidente do CNJ afirmou que a resolução remove “obstáculos administrativos à efetivação” da decisão do Supremo. “Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso.”

O subprocurador da República, Francisco de Assis Sanseverino, manifestou-se contra a aprovação da resolução e citou os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que foram favoráveis ao reconhecimento da união homoafetiva, mas deixaram claro que a decisão não legalizava o casamento.

Estadão

1 em cada 5 empresas não contrataria homossexuais, diz estudo

empregoPesquisa feita pela Elancers, empresa de sistemas de recrutamento e seleção, com 10 mil empresas, mostra que 1 em cada 5 não contrataria homossexuais para determinados cargos. Entre as empresas consultadas, cerca de 1.500 responderam a pesquisa online, envolvendo 2.075 recrutadores. Os profissionais ouvidos são essencialmente mulheres – 75% do total, e 44% têm idade entre 26 e 35 anos.

“Quando 11% dizem que não contratariam homossexuais para determinados cargos, eles se referem essencialmente a cargos executivos que, via de regra, representam a empresa em público. Somados aos 7% que dizem que não contratariam homossexuais de modo algum, temos um cenário onde quase um quinto das empresas não contrataria homossexuais no Brasil”, diz Cezar Tegon, presidente da Elancers.

De acordo com ele, a pesquisa contrasta com outras realizadas nos Estados Unidos, por exemplo, onde os homossexuais têm 40% menos chance de serem chamados para uma entrevista.

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“Embora a legislação brasileira proíba as empresas de dizerem que determinada vaga é para homem ou mulher, o que poderia caracterizar uma discriminação de gênero, o fato é que algumas empresas estão sim preocupadas com a sexualidade de seus empregados”, alerta Tegon.

Segundo uma profissional de empresa de recrutamento e seleção, embora seja fácil condenar uma empresa que se recusa a contratar homossexuais, a verdade é que essas empresas operam no Brasil, onde a própria sociedade tem restrições a profissionais declaradamente homossexuais em determinados ambientes.

“Quando falamos de escolas, por exemplo, as restrições a homossexuais são evidentemente maiores, por várias razões, mas principalmente o receio em relação à reação dos pais dos alunos. As empresas também rejeitam profissionais declaradamente homossexuais para posições de nível hierárquico superior, como diretores, vice-presidentes ou presidentes, pois acreditam que esses cargos via de regra representam a organização em eventos públicos e a associação de imagem poderia ser negativa para a companhia”, explica.

Por outro lado, explica Tegon, há universos de trabalho onde o homossexual declarado não só é aceito como até cultuado. “No segmento da moda ou design de interiores, o homossexual declarado é muito bem aceito e parece mesmo existir o consenso de que eles são melhores profissionais do que homens ou mulheres. No entanto, parece evidente, também, que as mulheres homossexuais declaradas sofrem uma discriminação maior”, diz.

 

G1

Homossexuais organizam grupos para realização de sexo sem camisinha na Paraíba e no Brasil

camisinhasCada vez mais os relatos de pessoas que estão tentando passar o vírus da Aids para a frente intencionalmente estão se tornando comuns. Basta uma simples pesquisa na internet pela palavra “bareback” que é possível encontrar várias páginas que divulgam  e incentivam o sexo sem camisinha entre homens. Grupos se reúnem para promover orgias sexuais. A intenção é experimentar o risco, o perigo de contrair a doença. Também é possível aprender como conseguir transmitir o vírus. Quais as formas mais simples e mais eficientes sem que o receptor sequer note isso.

A Paraíba não está livre disso. Em uma rápida pesquisa pelo Facebook foi possível encontrar pelo menos três perfis de pessoas que se identificam como praticantes da perigosa modalidade, tanto como gift givers (quem tem o vírus de presente para dar) quanto como bug chasers (quem é negativo, mas aceita correr o risco de aduirir a doença). Infelizmente todas as tentativas de aproximação destas pessoas foram infrutíferas.

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Também encontramos um blog que reúne os adeptos da prática e os interessados em mais informações. No blog não há postagens. Apenas o pedido para que o interessado na prática deixe seu e-mail para um futuro contato.

Em outro blog é possível ter lições sobre como conseguir convencer seu parceiro a não usar camisinha ou até furar camisinhas para transmitir a doença mesmo assim. São os conhecidos “clubes do carimbo”, que “carimbam” pessoas e querem transmitir a doença deliberadamente.

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), autor do projeto de lei que prevê que a transmissão consciente do vírus da aids se torne crime hediondo, lamenta a vulnerabilidade dos jovens a este risco.

“Muitos jovens são vulneráveis a grupos organizados por meio da internet, que planejam transmitir o vírus HIV furando preservativos. Há casos em que homofóbicos contratam garotos de programas soropositivos para espalhar a doença entre os homossexuais”, exemplifica.

Para a especialista em visibilidade das pessoas com HIV, Angelita Lucas, muito desta exposição se deve ao fato de que, com todos os medicamentos que foram criados para a melhoria da qualidade de vida dos soropositivos, o tempo de sobrevivência foi esticado e o convívio com ela se tornou menos agressivo, e, por isso, as pessoas parecem não sentir mais tanto medo de contrair o vírus.

“A aids, hoje, é considerada uma doença crônica. Ou seja, é possível conviver com ela. Se por um lado há esta facilidade de convívio, por outro há um descuido com relação à prevenção”, diz.

Amor viral –O sexo sem camisinha destruiu a vida de Marco Antônio (nome fictício). Após ter uma parceira fixa por mais de dez anos descobriu que ela tinha lhe passado o vírus após tê-lo traído com um soropositivo.

“Meu mundo caiu no momento em que ela me contou que estava com aids. Eu não sabia se tinha mais ódio da traição ou do fato de ter contraído a doença. Ela era a minha melhor amiga, a mulher com quem eu queria passar a vida, e ela simplesmente destruiu isso. Ela me expôs a algo que eu carregarei para o resto da vida”, disse.

Hoje ele é casado com outra mulher. Ele lamenta não ter filhos. “Mas queremos adotar. Ela sabe da minha condição. Tenho medo de transmitir o vírus para ela ou para a criança. É como uma condenação, e eu não quero isso para os meus filhos”, explicou.

Em pêlo – Apesar disso, ainda tem muita gente que parece querer a pena capital pela contaminação com o vírus. Em um dos sites em que o Bareback é divulgado, os membros do grupo (todos de São Paulo) são convidados para um grupo no Whatsapp onde organizam encontros e orgias. Sempre sem camisinha. Sempre com o risco de se contaminar.

“Tenho recebido muitos, mais muitos e-mails de xxxxx de todos os locais do Brasil e do exterior. O nosso grupo no whattsapp tá bombando. Cheio de vídeos e fotos de foxxx na pele, sem capa, sem borracha”, comemora o organizador deste blog, um dos mais visitados quando o assunto é a divulgação do bareback. Tentamos contato com ele, mas não houve, também, resposta.

O mundo daqueles que querem correr o risco de contrair a doença ainda é muito fechado. Para muitos deles, como Fernando, a escolha pelo sexo sem preservativo é mais do que querer correr riscos. É querer tirar do seu grupo, os homossexuais, o estigma do próprio vírus.

Em entrevista para o site Vestiário, o empresário, que organiza festas bareback em São Paulo. “Em uma festa que promovi com 20 pessoas apenas um usou”, revelou.

O fato de os grupos serem organizados por homossexuais pode acabar se projetando em um problema social no futuro próximo. “Com este comportamento eles estão trazendo para si novamente o cognome de grupo de risco”, lamenta Angelita.

Não tem segredo. Grupo de risco é qualquer pessoa que queira fazer sexo sem preservativo. As campanhas não tem sido eficientes no quesito da informação às pessoas, que seguem com esta prática perigosa. E este comportamento não atinge apenas homossexuais. O maior número de casos de aids no Brasil ainda está entre heterossexuais, que também, muitas vezes, praticam o bareback com seus parceiros fixos e eventuais. É este comportamento que tem sido responsável por disseminar o vírus e é este comportamento que preocupa os especialistas no vírus.

“Estou muito preocupada com isso. É um tipo de retorno que não pode ser estimulado, e ainda assim a gente não vê isso sendo combatido. A propaganda do governo sobre a contaminação da aids é marcada por datas específicas, mas este comportamento está se disseminando muito rapidamente”, lamentou Angelita.

João Thiago

Dupla de homossexuais, faz arrastão em lojas de eletrônicos no centro de Guarabira

duplaO crime aconteceu na manhã da última quinta-feira (27), por volta das 10h:00 da manhã, em lojas comerciais que ficam no centro de Guarabira, brejo da Paraíba.

Segundo os funcionários das lojas de eletros ”O Rei dos Discos”, localizada na avenida Dom Pedro II,  e da loja ”Magazine Luíza”, localizada na av. Osmar de Aquino,  um casal de homossexuais chegou às lojas, e enquanto um tirava à atenção dos funcionários, o outro furtava.

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Entre os objetos furtados estão televisores de led e caixas de somviado amplificadas. Os prejuízos estão contabilizados em cerca de três mil reais.

 

A ação era rápida e durava cerca de cinco minutos.

Câmeras de segurança de uma das lojas gravaram a ação da dupla que agia tranquilamente no horário mais movimentado do comércio, a polícia vai usar o vídeo para tentar identificar os acusados.

A imagem registra o momento exato em que um dos acusados levam uma caixa de som de uma das lojas.

portalmidia

Homens sofrem mais agressões à medida que se declaram homossexuais

Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo mostrou que a já tradicional Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorre neste domingo 4, tem razão de escolher como tema a criminalização da homofobia e a lei de identidade de gênero. O levantamento aponta que 72% dos homens que se assumem publicamente como gays já sofreram agressões verbais no trabalho, na faculdade e em ambientes familiares, enquanto 16% dos não assumidos passaram por algo semelhante. A pesquisa também mostra que, entre os assumidos, 21% já foram agredidos, contra 4% dos que preferem não se revelar.

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A pesquisa, feita pelo psicólogo Luiz Fabio Alves de Deus para um mestrado realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP, mostrou, além disso, que, em um grupo de aproximadamente 1200 homens gays, 42% dos que assumem sua sexualidade em todos os contextos sociais (família, amigo, trabalho, escola/faculdade e também ambientes religiosos) já sofreram ameaças por conta da orientação sexual. Enquanto isso, dos que não se assumem, 8% passaram por algo semelhante. No ambiente de trabalho, um quarto dos que se assumem já sofreram constrangimentos, como piadas e discriminação velada. O número cai para zero quando se trata de um gay que não fez a revelação.

Segundo Alves, o aumento das agressões nesses grupos tem a ver a ruptura do padrão heteronormativo da sociedade. “Isso ocorre porque o homossexual que se expõe acaba reivindicando mais direito e espaço para expressar a sua sexualidade.” Alves explica que essa exposição acaba confrontando regras sociais e incomodando pessoas que pensam que o afeto gay não pode ter o mesmo espaço que o afeto hetero.

A pesquisa também apontou que, dentre os pesquisados, mais homens com menos de trinta anos fizeram a revelação pública. Alves acredita que, nestes casos, é mais fácil para quem nasceu nos anos 90 lidar com a sua sexualidade por conta do fortalecimento do movimento gay surgido a partir desta década. “O movimento gay comprou a briga e trouxe às pessoas discussões referentes à sexualidade. Os gays cobraram o espaço e facilitaram para os nascidos em 1990, que já cresceram com a ideia de que ser gay é um direito: eles sabem que devem sair do armário, a questão é como. Já os mais velhos pensam que não devem sair do armário.”

Alves percebeu, ainda, que menos negros tendem a se assumir, quando comparados aos brancos homossexuais. Alves explica que isto está relacionado ao acúmulo de preconceitos. Para ele, os homossexuais negros, por já sofrerem preconceitos por sua cor, podem ser impelidos a não admitir para os outros sua sexualidade. “Revelar-se gay é se expor à situação de violência e preconceito. Isso pode ser administrado, pois se o gay sabe que será vítima de preconceito, ele pode não se revelar. Como ser negro não é uma situação que possa ser administrada, pois está na cara, muitos preferem não revelar a sua sexualidade porque a carga de preconceito ficaria ainda maior.”

A discriminação aos homossexuais, ao longo da vida, pode refletir na saúde psicológica dessas pessoas, completa Alves. “São atos contínuos de violência, da infância até a pessoa morrer. Todos os ambientes frequentados por essa pessoa oferecem discriminação, os gays são discriminados em suas casas e até por profissionais da saúde”, afirma. “Relacionei minha pesquisa com outros estudos e vi que na população LGBT tem aumentado as situações de depressão, ansiedade e suicídio.”

Alves não quis fazer um julgamento a respeito do que é melhor para o homem homossexual: se expor, e sofrer mais violência, ou se esconder. “Na pesquisa, percebi que alguns não se assumiam publicamente mas frequentavam lugares gays. É a melhor forma? Só a pessoa pode dizer, é uma escolha individual.” A intenção do estudo, segundo ele, não é fazer com que os gays permaneçam no armário, mas que lutem por políticas públicas que os protejam do assédio e das imposições sociais. “Quando a discriminação é velada, não se defende” lembra.

Parada do Orgulho LGBT
A 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ocorre neste domingo 4. O tema oficial é “País vencedor é País sem Homolesbotransfobia, chega de mortes!”, que pedirá pela aprovação da lei de identidade de gênero, o Projeto de Lei (PL) 5002/2013, sob apreciação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A revindicação vem após uma derrota, significativa, para o movimento LGBT: em dezembro do ano passado, o Senado tirou da sua pauta o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, que reconhecia penas para discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, assim como já existe para preconceito de raça e cor.

A concentração para o evento ocorre na Avenida Paulista, 900, a partir das 10 horas. Os trios devem partir às 12 horas e seguir para a Consolação até a República, onde, às 19 horas, ocorrem, segundo o site oficial do evento, os shows de Wanessa Camargo e Pedro Lima. A atração é aberta ao público.

Serviço
18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
Data: 04 de maio
Horário: Concentração a partir das 10 horas
Local: Avenida Paulista, 900
Evento gratuito

*A pesquisa desenvolvida por Alves contou com dados do projeto SampaCentro e foi realizada com a ajuda da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS e Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp). Os dados foram coletados em 2012.

cartacapital

Dom Aldo fala em ‘Lobby gay’ e vai contra declarações do Papa: ‘Igreja não pode aceitar homossexuais’

papa-e-dom-aldoO arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, voltou a levantar a polêmica do que ele chama de lobby gay que vão de encontro às declarações do papa Francisco. ‘Não podemos aceitar’.

Nesta quarta (19), o arcebispo criticou o ‘Lobby gay fortíssimo’ e destacou que, para ele, existe um aparato por trás disso, inclusive a indústria turística. Ele afirmou que tenta orientar, apesar de não agredir, mas destacou: ‘Não podemos aceitar e temos que orientar as pessoas a respeito da lei natural e da divina’.

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“Na natural homem e mulher se unem no amor para formar uma família e a união homossexual é tolerada enquanto comportamento da pessoa, o que não se pode tolerar é que se imponha uma igualdade como se fosse uma família, não podemos ficar incitando, provocando. Nunca expulsamos ou escorraçamos, mas não podemos aceitar”, destaca.

Para Dom Aldo, as relações homossexuais querem destruir a família e as declarações vão de encontro as recentes falas do Papa Francisco que se mostrou mais tolerante em relação à homossexualidade quando perguntou: ‘Quem sou eu para julgá-los?’.

Com informações da Rádio Correio FM.

Marília Domingues

Na contra mão, países africanos reforçam leis contra homossexuais

bandeira-glbtEnquanto a igualdade de direitos para homossexuais avança a passos largos na Europa e nas Américas — já são 17 os países que permitem o casamento de parceiros do mesmo sexo —, na África, o movimento é inverso. Muitas das 54 nações do continente não só mantêm leis específicas para punir este segmento da população por sua orientação sexual, como buscam novo respaldo legal para uma repressão ainda mais dura. A mistura de populações majoritariamente conservadoras, oportunismo político e extremismo religioso provoca uma escalada de ódio com consequências graves para uma minoria que, mesmo perseguida, não desiste de se fazer ouvir.

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Os dois exemplos mais recentes são Nigéria e Uganda, países que já impunham limites aos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), mas aprovaram novas leis ainda mais restritivas. Na Nigéria, o presidente Goodluck Jonathan sancionou em janeiro a proibição do casamento gay, da defesa dos direitos LGBT e da “propaganda de relacionamentos homossexuais”. No mês anterior, o Parlamento de Uganda aprovou a punição a homossexuais com prisão perpétua, e o presidente Yoweri Museveni — para quem ser gay é uma “anormalidade” — prometeu assinar o texto.

Mas estes são apenas dois de 38 países africanos no quais não ser heterossexual dá cadeia. Em quatro deles, é crime passível de pena de morte: Mauritânia, Somália, Sudão e a própria Nigéria (apenas nos estados do Norte, onde vigora uma rígida interpretação da sharia, a lei islâmica). Em Camarões e Quênia, registros de prisões, espancamentos e mortes de homossexuais são frequentes.

Na visão de quem acompanha o tema, as investidas contra os cidadãos LGBT surgem menos do preconceito e mais de manobras políticas com o objetivo de distrair a população de problemas não resolvidos e assegurar a liderança frente a uma maioria conservadora sobre a qual igrejas cristãs ganharam influência nos últimos 20 anos.

— Neste países, os líderes políticos estão sendo pressionados pela população, e por isso recorrem a leis populistas — disse o escritor queniano Binyavanga Wainaina, cuja saída do armário por meio de um texto no jornal “Guardian”, no mês passado, rodou o mundo. — A Nigéria enfrenta uma crise energética e vai ter eleições em 2015.

Neela Ghoshal, pesquisadora sobre direitos LGBT da ONG Human Rights Watch (HRW), e a diretora de comunicação da Comissão Internacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas (IGLHRC, na sigla em inglês), Roberta Sklar, também destacam o elemento político como incentivador da repressão. Além disso, citam a organização cada vez maior do segmento LGBT em países africanos na última década e as consequentes reivindicações por igualdade de direitos como um incômodo para populações e governos.

— O público LGBT passou a exigir direitos em suas casas, nas ruas, no trabalho. Quando as pessoas passam a exigir direitos, há uma reação negativa — opina Roberta. — Não é só sobre homossexualidade, é sobre o uso do ódio para fins políticos.

Fundamentalismo importado

A presença maciça de religiosos com discurso fundamentalista, principalmente cristãos, também foi lembrada pelos entrevistados ouvidos pelo GLOBO. Segundo Wainaina, a virada ocorreu entre os anos 1980 e 1990, quando missionários vindos dos EUA passaram a atrair milhões de pessoas e, com elas, o interesse dos políticos.

— Apesar das leis, até essa época praticamente ninguém era preso por ser gay — diz.

Neela Ghoshal, da HRW, argumenta que esse movimento aumentou com o avanço da igualdade de direitos no Ocidente.

— Os religiosos fundamentalistas dos EUA perderam relevância no país com avanços como a legalização do casamento gay — explica.

O uso da homofobia como instrumento de dominação popular também tem efeitos nefastos sobre a prevenção e o tratamento da Aids, e logo no continente que concentra 70% dos diagnosticados com a doença no mundo, conta o diretor executivo adjunto do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (Unaids, na sigla em inglês), Luiz Loures. Ele lembra que a homofobia tem aparecido como tendência também em países da Ásia e do Leste Europeu. Consciente das dificuldades de reversão do panorama, ele aposta no diálogo.

— Estamos nos preparando para um desafio de longo prazo e adotando novas estratégias. Por exemplo, estamos trabalhando com as comissões nacionais de direitos humanos e com parlamentares. — explica Loures. — É necessário investir em setores que influenciam o comportamento da sociedade. É importante sensibilizar os setores religiosos. Neste momento, os segmentos religiosos extremistas estão à frente e apoiando leis que são contra a vida. Precisamos urgentemente de vozes ativas que defendam a vida e a dignidade das pessoas.

Apesar do momento difícil, há um certo sentimento de otimismo: Loures cita a vibrante sociedade civil nigeriana, e Neela Ghoshal conta que os gays de Uganda se articulam com movimentos LGBT de outros países. Para Roberta Sklar, países de leis homofóbicas serão pressionados se tiverem que assinar acordos comerciais com nações ocidentais. E Wainaina lembra que a população ainda pode ser majoritariamente conservadora, mas os muitos jovens africanos, com o combustível do acesso fácil à internet móvel após anos de democracia e crescimento econômico — apesar de desigual — têm mais expectativas de liberdades que seus pais. Para ele, o debate tem implicações que vão além da causa LGBT.

— São tempos de mudanças rápidas. Isso ameaça o establishment político.

O Globo

Pesquisa: 42% dos jovens homossexuais não usam camisinha

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostrou que 42% dos jovens homossexuais do sexo masculino deixam por vezes de usar preservativo nas relações sexuais. Os dados foram coletados durante a Parada LGBT de 2013 na cidade de São Paulo.
Profissionais da Casa do Adolescente, unidade da Secretária, ouviram 108 jovens de ambos os sexos, com idades entre 10 e 24 anos, que se consideram lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. No total, 20% afirmaram que o uso de camisinha nas relações por vezes acontece, por vezes, não.

 

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Entre o público do sexo feminino, 43,7% afirmaram nunca usar preservativos nas relações sexuais, contra 3,3% das pessoas do sexo masculino. As mulheres usaram como justificativa principal a crença de que sexo entre mulheres não necessita de prevenção. Já entre os homens, parceiro fixo foi o principal motivo.

 

A pesquisa ainda indicou que 33,3% dos jovens do sexo masculino e 16,7% do sexo feminino ultrapassaram 10 parceiros sexuais. Do total de entrevistados, 87% acham que o público LGBT é mais vulnerável ou corre mais riscos do que os heterossexuais e 20% citaram as doenças sexualmente transmissíveis como principal risco.

 

“Não é por falta de informação que estes jovens deixam de utilizar o preservativo. Eles têm conhecimento, mas por insegurança ou falta de intimidade acabam negligenciando o uso e não exigem isso do parceiro, o que é um erro, pois ficam expostos a diversas doenças sexualmente transmissíveis”, disse Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente.

 

A Casa do Adolescente de Pinheiros serviu como uma espécie de laboratório de novas políticas de saúde para jovens. O local oferece atendimento multidisciplinar, oficinas, bate-papos e terapias em grupo, além de manter o Disque Adolescente, um canal de comunicação para que jovens tirem suas dúvidas sobre sexo seguro, anticoncepcionais, relacionamentos afetivos, entre outros assuntos. O Disque Adolescente funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h, pelo número (11) 3819-2022.

 

Terra