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TRT anula demissão de portador de HIV e condena empresa a pagar R$ 10 mil

trtO Tribunal do Trabalho da Paraíba (13ª Região) determinou que a empresa Vivivan Transportes – Eireli readmita um trabalhador portador do vírus HIV. No processo, a defesa informa que o ex-empregado começou a trabalhar em janeiro de 2015 e que a carteira de trabalho só foi assinada em março. Para assinar a carteira, a empresa exigiu a realização de exames admissionais, incluindo o teste de HIV. Passados oito dias da apresentação dos exames, a empresa o dispensou, sem justificativa.

A defesa alega no processo que o trabalhador portador do vírus HIV tem as mesmas obrigações e os mesmos direitos em relação aos demais e, caso ocorra uma redução da capacidade laborativa do empregado portador do vírus, o empregador poderá transferi-lo para outra função, sem redução de salário. Em função da demissão também pediu a condenação da empresa por dano moral

A empresa alegou que não houve demissão discriminatória e afirma que existiram outras demissões no período da dispensa do trabalhador, o que confirma a tese de redução de custos. Informou, ainda, que demissões ocorreram com os menos experientes, não havendo nenhuma indicação de dispensa discriminatória. Pediu a cassação do mandado de reintegração e a reversão da condenação em relação aos danos morais.

Dano moral

“Não há que se falar em estabilidade ou garantia de emprego aos portadores de doenças graves. Todavia, o direito potestativo do empregador de dispensar imotivadamente seus empregados não é absoluto e encontra limites na ordem jurídica trabalhista, a qual possui um conjunto principiológico que tem por finalidade garantir a proteção ao trabalhador, prezando pela continuidade da relação de trabalho e zelando pela manutenção de um patamar civilizatório mínimo, vedando práticas discriminatórias”, diz um trecho da decisão do desembargador Paulo Américo Maia Filho relator do processo.

No acórdão, citou o artigo 3º, parágrafo IV da Constituição Federal: “Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, acrescentando que este é um dos objetivos fundamentais da República.

O desembargador cita que “nos termos do art. 1º, da Lei 9.029/95, é vedada a adoção de qualquer prática discriminatória na admissão ou manutenção da relação de emprego, e conforme Súmula 443 do TST, se presume discriminatória a dispensa sem justa causa dos portadores de doenças graves que suscitam estigma ou preconceito, como no caso do vírus HIV”. Em relação ao dano moral, a decisão estabeleceu a condenação no valor de R$ 10 mil (Processo 0131067-75.2015.5.13.0002).

MaisPB

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260 mil brasileiros sabem que têm HIV e não se tratam, diz ministério da Saúde

aidsO Ministério da Saúde informou que 260 mil pessoas sabem que estão infectadas pelo HIV no Brasil e não estão se tratando. Outras 112 mil têm o vírus e não sabem por não apresentarem os sintomas, de acordo com a estimativa do governo. A coletiva de imprensa desta quarta-feira (30) chama atenção para o Dia Mundial de Combate à Aids, que ocorre nesta quinta (1º).

De acordo com a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, essas pessoas que sabem que estão infectadas e não recebem o tratamento estão, em maior parte, em negação com relação ao vírus. Ou seja, não aceitam que podem desenvolver a doença.

“O jovem muitas vezes nega sua condição sorológica. Para ele é mais complicado aceitar do que para uma pessoa acima de 50 anos”, disse Benzaken.

Somando as duas estimativas – dos brasileiros que sabem e não sabem que estão com o vírus e não tomam o coquetel contra a Aids – temos 372 mil pessoas sem o tratamento contra o HIV.

No total, o Governo Federal fez uma estimativa que 827 mil pessoas estejam vivendo com a doença no país. Destas, 715 mil já foram diagnosticadas e 455 mil estão em tratamento. O grupo destas pessoas que recebem a medicação no Brasil tem 410 mil pacientes com carga viral indetectável, com uma boa qualidade de vida e pouca chance de transmissão.

Em 2015, foram realizados 8,5 milhões de testes de HIV no Brasil. O estado com o maior número de casos por 100 mil habitantes é Roraima, com uma taxa de 8,1, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 5,4, e pelos estados do Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, ambos com um índice de 5,0 casos por 100 mil habitantes. A média nacional é de 2,5.

Redução da transmissão

A transmissão do vírus de mãe para o filho (crianças com menos de 5 anos) foi reduzida em 36% nos últimos seis anos. De acordo com o ministério, uma ampliação da testagem no pré-natal e reforço na oferta de medicação para as gestantes contribuíram para a queda das taxas.

Também compareceram à apresentação dos dados o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, e a diretora da Unaids no Brasil, Georgiana Braga, entre outras autoridades sobre a doença.

G1

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OMS recomenda antirretrovirais para portadores de HIV em estágio inicial

remedio-contra-hivTodas as pessoas com HIV deveriam receber medicamentos antirretrovirais o mais rapidamente possível após o diagnóstico, o que significa que 37 milhões de pessoas no mundo inteiro precisariam estar em tratamento, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (30).

Ensaios clínicos recentes confirmaram que o uso precoce de medicamentos prolonga a vida das pessoas com o vírus da Aids e reduz o risco de transmissão da doença para parceiros, disse a OMS em um comunicado que estabelece um novo objetivo para seus 194 Estados membros.

Sob as diretrizes anteriores da OMS, que limitavam o tratamento às pessoas cuja contagem de células imunes tivesse caído abaixo de um determinado limiar, 28 milhões de pessoas eram consideradas elegíveis para a terapia antirretroviral.

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Todas as pessoas em situação de risco “substancial” de contrair o HIV também devem receber a terapia preventiva, e não apenas os homens que fazem sexo com homens, disse a OMS.

“Todo mundo vivendo com HIV tem o direito a um tratamento que salva vidas. As novas diretrizes são um passo muito importante no sentido de garantir que todas as pessoas que vivem com HIV tenham acesso imediato a tratamento antirretroviral”, disse Michel Sidibe, diretor executivo da Unaids.

A medida levará a um aumento acentuado na demanda por medicamentos antirretrovirais que normalmente são dados como um coquetel de três drogas para evitar o risco de o vírus desenvolver resistência.

Os principais fornecedores de medicamentos para o HIV incluem a Gilead Sciences, a ViiV Healthcare, da qual a GlaxoSmithKline é acionista majoritária, e vários fabricantes indianos de medicamentos genéricos.

Antirretrovirais para tratar infecção pelo HIV  (Foto: AFP)
Antirretrovirais contra infecção por HIV (Foto: AFP)

 

G1

 

Testes com nova vacina indicam proteção total contra vírus HIV

hivA abordagem da vacina, cujo estudo acaba de ser publicado na revista Nature, é bastante radical.

Normalmente, as vacinas treinam o sistema imunológico para combater infecções. Mas nessa nova vacina os pesquisadores do instituto de pesquisa Scripps, com sede na Califórnia, alteraram o DNA dos macacos para dar às células deles propriedade para combater o HIV.

A equipe diz que a descoberta é “incrível” e que vai começar os testes em humanos em breve. Consultados pela BBC, cientistas independentes – não ligados ao instituto – também se entusiasmaram com os resultados do teste.

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DNA

A técnica usa terapia genética para introduzir uma nova seção de DNA dentro das células musculares saudáveis.

Nessa parte de DNA há tipos de “instruções” para a criação de ferramentas para neutralizar o HIV, que então é bombardeado para fora da corrente sanguínea.

Nos testes, os macacos ficaram protegidos contra todos os tipos de HIV durante ao menos 34 semanas.

Como os macacos também desenvolveram proteção diante de altas doses do vírus, isso também pode ajudar pacientes que já tenham HIV, de acordo com os cientistas.

“Estamos mais perto de uma proteção universal (contra o HIV) do que qualquer outra abordagem feita por outras vacinas”, disse o cientista Michael Farzan, um dos líderes do estudo. “Mas ainda temos muitos obstáculos, especialmente em como fazer uma vacina segura para ser aplicada em um grande número de pessoas.”

Isso porque em uma vacinação convencional, o sistema imunológico responde apenas depois de estar diante de uma ameaça.

Já nesta abordagem, a terapia genética transforma células em fábricas que expelem constantemente “matadores de HIV” – e as implicações a longo prazo disso são desconhecidas.

Apesar dos entraves, cientistas de outras instituições comemoraram os resultados.

“Essa pesquisa é bastante inovadora e é uma promessa que nos leva em duas importantes direções: obter uma proteção a longo prazo contra o HIV e colocar o vírus em remissão, no caso de pessoas já infectadas”, disse o pesquisador Anthony Fauci, do National Institutes of Health, dos EUA.

BBC Brasil

Homens jovens são população onde HIV mais cresce na Paraíba, diz Saúde

AidsHomem, jovem, entre 19 e 35 anos. Esse é o perfil dos novos paraibanos infectados com o vírus HIV. Este ano, das 322 notificações da doença feitas pela Secretaria Estadual de Saúde, um terço foi registrado entre jovens. É quase um novo caso identificado no estado por dia.

Segundo Ivaneide Lucena, da Gerência Estadual do Programa DST/AIDS, a exposição a situações de risco e o não uso de preservativos contribuem para esse novo cenário da AIDS na Paraíba, que segue uma tendência identificada no País inteiro. Um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que o número de casos de HIV positivo no Brasil cresceu 11% entre os jovens nos últimos oitos anos.

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“A AIDS não tem cara, qualquer pessoa pode vir a adquirir o vírus. Não existe mais grupo de risco, e sim situação de risco. Qualquer pessoa que passar por uma relação sem preservativo pode ser contaminada e contrair a doença”, reforça Ivaneide.

Na Paraíba, o Hospital Clementino Fraga é referência em HIV/Aids em João Pessoa e tem um serviço especializado para gestantes HIV positivas. Em Campina Grande, o servico funciona no Hospital Universitário Alcides Carneiro e o Hospital Universitário Lauro Wanderley. Além desses, existem os serviços de Atendimento Especializado (SAE) Em Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande e Patos.

Para cada caso notificado, dez não diagnosticados
De 1985 até agora, a Paraíba registrou 6 mil casos de HIV positivo. Desse total 3 mil estão em tratamento com medicamentos antirretrovirais distribuídos pela rede pública estadual de saúde. Este número, no entanto, pode ser até 100 vezes maior. De cada caso notificado, 10 deixaram de ser diagnosticados, segundo Ivaneide Lucena, da Gerência Estadual do Programa DST/AIDS. “Um percentual de 30 mil pessoas tem AIDS e não sabe”, revela.

Por isso, a importância da realização do exame de AIDS e dos testes rápidos que podem ser feitos nos postos de Atenção Básica de Saúde, em 195 dos 223 municípios da Paraíba. “É passar num serviço de saúde e fazer o teste, o resultado sai em meia hora”, destacou Ivaneide.

A Aids é uma doença que ataca o sistema imunológico, fazendo com que o organismo fique fragilizado, podendo ser contaminado com o vírus de várias outras doenças. O vírus responsável pela doença é o HIV (vírus humano da imunodeficiência), fazendo da Aids a quarta doença que mais causa morte no mundo. Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de um mês para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Por conta disso, o mais aconselhável é que se faça o exame após esse período.

 

G1 PB

Mulheres são mais vulneráveis ao HIV e sofrem mais preconceito

AidsA aids é mais recorrente entre homens do que entre mulheres, no Brasil, mas a diferença vem diminuindo ao longo dos anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 1989, a proporção era de seis casos de aids no sexo masculino para cada caso no sexo feminino. Em 2011, a equivalência baixou para 1,7 caso em homens para cada caso em mulheres – de uma proporção de 500% caiu para 70%.

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Hoje (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, a diretora da Federação Internacional de Planejamento Familiar, Carmen Barroso, destacou que também é preciso atentar para a questão de gênero quando o assunto é saúde. Em entrevista ela afirmou que as mulheres são mais vulneráveis à doença, e as soropositivas sofrem mais preconceito.

“O mais importante é a vulnerabilidade social do que a vulnerabilidade biológica, porque a menina sente muito mais pressão para ter uma relação sexual sem proteção do que o rapaz. O rapaz tem mais controle se usa ou não uma camisinha”, destacou Carmen.

O estigma, o preconceito e o estereótipo também incidem com mais força nas mulheres. Baseada em pesquisas feitas na América Latina, ela aponta que “tanto na família quanto no trabalho, a mulher é muito mais exposta à violência ou ao estigma do que o homem”.

De acordo com a especialista, que atua junto às comissões da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo com estudos sobre aids, gênero e saúde, a relação desigual de poder que ainda existe em muitos casais acaba tornando a mulher vulnerável. Na hora de optar por usar a camisinha, por exemplo, muitas mulheres não se sentem com poder de negociação diante dos homens, o que também está relacionado à dependência econômica e a outras relações desiguais entre os gêneros.

Essa situação pode ser confirmada quando são analisadas as formas de contágio com o vírus. Dados do Ministério da Saúde revelam que 86,3% das mulheres soropositivas, em 2012, foram infectadas por meio de relações heterossexuais. Entre os homens, essa situação gerou 43,5% dos casos.

Já em relação à transmissão, tem diminuído a chamada transmissão vertical do HIV, que é quando o vírus passa da mãe para o bebê, o que o Ministério da Saúde considera ser fruto de políticas voltadas para as gestantes. Nessas situações, Carmen Barroso destaca que é papel dos serviços de saúde divulgar a existência do teste, a importância do teste, para que toda mulher escolha fazê-lo ou não.

“Tem que respeitar a autonomia da mulher grávida, ela tem o direito de ser informada sobre o teste e suas implicações, e ela tem o direito à confidencialidade. Aquele resultado é ela que deve saber, e é ela que deve divulgar, se quiser divulgar”, avalia Carmen.

Segundo o ministério, quando as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Dentre essas medidas estão o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto.

Agência Brasil

Saúde da PB disponibiliza testes rápidos de HIV nesta segunda

testeO Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, oferece durante esta segunda-feira (1), testes rápidos de detecção de Aids. A ação integra a programação especial da Secretaria de Estado da Saúde para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Na terça-feira (2), a mesma a ação será levada ao Porto de Cabedelo.

Neste domingo (30), os testes rápidos e distribuição de kits de prevenção (preservativos masculinos e femininos) ocorre no Busto de Tamandaré, praia de Tambaú, também na Capital.

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Com motoristas – Na manhã do sábado (29), quando o evento começou, as equipes da SES contaram com parceria do Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega do Estado (Sindmae-PB). A ação foi iniciada às 8h no Posto Fiscal de Caaporã – divisa Paraíba e Pernambuco, tendo como principal público alvo motoristas, caminhoneiros e assistentes de cargas.

Além da distribuição de testes rápidos de HIV, foram disponibilizados exames de glicemia (nível de açúcar no sangue), vacina contra a Influenza, aferição de pressão, preservativos masculinos e femininos e material educativo com informações sobre doenças como tabagismo, tuberculose e hanseníase.

Segundo a assistente social e técnica na Gerência Operacional de DST/Aids e Hepatites Virais, Mailsa Gomes, a ação foi estratégica por atingir diretamente um público considerado vulnerável à Aids. “Motoristas viajam constantemente e, em uma dessas viagens, pode ser que eles tenham contato sexual com uma pessoa infectada. Nossa missão é repassar conhecimentos e salientar que qualquer relação sexual sem camisinha, inclusive a oral, é considerada uma situação de risco”. Mailsa disse que o contato com os motoristas foi positivo e de fácil aceitação. “Muitos deles chegaram se dispondo a fazer o teste. É interessante porque eles se sentem cuidados e abraçados com os serviços de saúde”, disse ela.

De acordo com Márcio Kleber, participante do Sindmae-PB, com a rotina atribulada, muitos motoristas não têm tempo de ir ao médico e fazer acompanhamento adequado. “Esta ação do Governo, em parceria com o Sindmae-PB, é muito importante. A carga horária desses profissionais é muito extensa e muitas vezes eles não têm oportunidade de fazer exames ou consultas. Aqui eles podem realizar exames, receber orientações para que possam seguir com uma saúde de qualidade”, afirmou.

O evento contou com participação de técnicos e enfermeiros do Complexo Hospitalar Clementino Fraga. A enfermeira Maria do Socorro de Luna Gouveia salientou a função do Hospital: “Verificamos a taxa de açúcar no sangue e a pressão arterial. Verificamos muitos indivíduos com alterações significativas nos exames. Nossa intenção é alertá-los e orientá-los da importância de procurar uma unidade de saúde para fazer exames mais específicos, com jejum de 8h a 12h, para que, em seguida, possa ser iniciado um tratamento adequado”.

O motorista de carreta Dagoberto Moura da Silva, de 57 anos, disse que ação da SES foi muito útil: “Fui surpreendido ao chegar no Posto Fiscal e ver que os exames estavam sendo realizados. Aproveitei para checar se a saúde anda bem e receber novas informações sobre algumas doenças. Nessa rotina de viagens fica difícil ir ao médico, fiquei feliz em poder participar e ver que está tudo bem comigo”, disse.

 

Assessoria

CNBB lança campanha estimulando a população a fazer o teste de HIV

Foto: Agência Brasil A CNBB lançou hoje (27) campanha para estimular as pessoas a fazerem o teste de HIV/aids. Cuide bem de você e de todos os que você ama é o tema da campanha
Foto: Agência Brasil
A CNBB lançou hoje (27) campanha para estimular as pessoas a fazerem o teste de HIV/aids. Cuide bem de você e de todos os que você ama é o tema da campanha

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil  (CNBB) lançouhoje (27) campanha para estimular as pessoas a fazerem o teste de HIV/aids. Cuide bem de você e de todos os que você ama é o tema da campanha, que terá material divulgado nas 8 mil paróquias de todo o Brasil a partir do próximo final de semana, e também na TV e nas rádios. O teste está disponível na rede pública de saúde; é gratuito, seguro e sigiloso.

No lançamento da campanha, em Brasília, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou que mais de 100 mil pessoas têm o vírus HIV, mas não sabem, enquanto 720 mil têm o diagnóstico do vírus e cerca de 350 mil desenvolveram a aids. A incidência da doença entre os jovens está aumentando. O agravamento do número de casos não é só no Brasil, acontece também na Europa e nos Estados Unidos.

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O ministro acentuou que o Brasil enfrenta a epidemia do HIV há 30 anos, e agora a incidência do vírus cresce principalmente no Norte e no Nordeste, em pessoas jovens. “Esses jovens não passaram por algo que a minha geração passou, de ver seus artistas morrerem de forma dramática”, explicou.

O secretário executivo da Pastoral da Aids, frei José Bernardi, disse que a campanha quer sensibilizar as pessoas para a doença. “Fazer o teste é uma forma de cuidar, cuidar de si e das pessoas que amamos”. As peças exploram essa ideia e acrescentam informações úteis sobre a prevenção, sobre o HIV e sobre a aids, distinguindo o vírus da doença, porque algumas pessoas têm o HIV, mas não desenvolvem a aids.

Segundo o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, é muito importante fazer o teste para começar o tratamento o quanto antes, mesmo sem sintomas, e também para barrar a transmissão da doença.

Além disso, Barbosa disse que o fato de a igreja católica encabeçar a campanha ajuda a afastar a carga negativa do teste. “A carga da insegurança, do medo, do estigma. Tudo isso são barreiras. Quando a gente tem a força moral da igreja católica a gente consegue que as pessoas se sintam acolhidas, sem medo de discriminação”, ressaltou o secretário.

Agência Brasil

Americano com HIV é acusado de infectar outros homens nos EUA

(Foto: Reprodução/Google Plus/Ashton Chavez)
(Foto: Reprodução/Google Plus/Ashton Chavez)

Um homem que é HIV positivo foi acusado de ter infectado intencionalmente mais de 20 outros homens com o vírus em San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo a emissora CBS News 8, uma das vítimas disse que Thomas Guerra, de 29 anos, teve um relacionamento com ele durante um ano sem contar que era portador do vírus. Ele fez a descoberta ao ver mensagens no celular de seu então namorado.

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O homem disse que denunciou o caso para alertar outras pessoas sobre as ações do acusado, que também usa o nome de Ashton Chavez.

“Havia centenas, se não milhares de mensagens nas quais ele fala sobre ter infectado intencionalmente outras pessoas com HIV”, disse a vítima. “Mensagens nas quais ele diz que é negativo às pessoas e outras nas quais ele se gaba de tê-las enganado. É cruel. Não sei como alguém pode tratar outro indivíduo assim.”

A vítima, que não se identificou disse que tinha um relacionamento estável com Guerra, e que já havia passado vários feriados com a família do suspeito.

“Sua arma é usar seu corpo para infectar as pessoas. Não sei porque ele está fazendo isso. Ele está mudando as vidas dessas pessoas para sempre, e elas não têm ideia do que está acontecendo com elas”, disse o homem.

Guerra foi formalmente acusado pela promotoria de San Diego por expor outra pessoa ao HIV, uma contravenção que pode ser punido com no máximo seis meses de prisão. Ele negou as acusações no caso.

Ele participará de uma nova audiência na próxima semana, na qual as mensagens de texto serão incluídas no processo. A promotoria espera pode acusa-lo de um crime, que pode ser punido com até 8 anos de prisão.

 

G1

19 milhões de pessoas não sabem que estão infectadas pelo HIV, alerta Unaids

aidsDos 35 milhões de pessoas que vivem com HIV no mundo, 19 milhões não sabem que estão infectados. Os dados foram divulgados hoje (16) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids). O órgão alertou que, para dar fim à epidemia até 2030, é preciso ampliar esforços para acabar com a lacuna de pessoas sem diagnóstico e, consequentemente, sem acesso ao tratamento.

O relatório destaca que, na África Subsaariana, quase 90% das pessoas que testaram positivo para HIV buscaram acesso à terapia antirretroviral. Dessas, 76% alcançaram a supressão da carga viral, reduzindo significativamente o risco de transmissão para seus parceiros. Estudos recentes indicam que, para cada 10% de ampliação na cobertura antirretroviral, os casos de novas infecções caem 1%.

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De acordo com o Unaids, os esforços globais para aumentar o acesso aos medicamentos antirretrovirais estão funcionando. Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a fazer uso da terapia, totalizando 13 milhões de soropositivos em tratamento no mundo. A estimativa é que, atualmente, cerca de 13,9 milhões de pessoas façam uso de antirretrovirais.

“Se acelerarmos os esforços até 2020, estaremos no caminho certo para acabar com a epidemia em 2030”, disse o diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé. “Se não conseguirmos, corremos o risco de aumentar significativamente o tempo que seria necessário para isso – adicionando uma década, se não mais”, completou.

Ainda segundo o relatório, atingir a meta de encerrar a epidemia de aids até 2030 significaria evitar 18 milhões de novas infecções por HIV e 11,2 milhões de mortes relacionadas à doença entre 2013 e 2030.

Atualmente, 15 países contabilizam mais de 75% dos 2,1 milhões de casos de novas infecções registrados em 2013. Na África Subsaariana, apenas três países – Nigéria, África do Sul e Uganda – somam 48% dos casos de novas infecções no mundo.

O Unaids alerta que países como República Democrática do Congo, Indonésia e Sudão do Sul estão “abandonados” em relação ao combate ao HIV, com baixas taxas de cobertura antirretroviral e quedas mínimas ou nulas nos índices de infecção.

Dados do órgão mostram também que o risco de infecção é 28 vezes maior entre usuários de drogas; 12 vezes maior entre profissionais do sexo; e até 49 vezes maior entre mulheres transgênero (homens que se identificam como mulheres). Na África Subsaariana, meninas adolescentes e jovens mulheres representam um de cada quatro novos casos de infecção.

“Não haverá o fim da aids sem que as pessoas sejam colocadas em primeiro lugar, sem assegurar que as pessoas que vivem a epidemia sejam parte de uma nova estratégia”, disse o diretor-executivo do Unaids. “Sem uma abordagem centrada nas pessoas, não conseguiremos avançar na era pós-2015”, concluiu.

 

Unaids

Agência Brasil