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Projeto de Tião Gomes transforma festa da padroeira de Bananeiras em patrimônio histórico, cultural e Imaterial da Paraíba

A Festa de Nossa Senhora do Livramento, padroeira do município de Bananeiras, no Brejo paraibano, pode se tornar um patrimônio histórico, cultural e bem imaterial da Paraíba. Isso será possível através de um Projeto de Lei do deputado estadual Tião Gomes (Avante). A Assembleia Legislativa deverá apreciar o projeto ainda nesta semana.

O deputado que é um dos participantes assíduos do evento justificou o PL informando que a festa é centenária e já está no calendário de um dos mais tradicionais eventos da região do Brejo.

“A festa ocorre anualmente nos dias 5 e 6 de janeiro e coincide com a Festa de Reis. A festa da padroeira tem mais de 100 anos e atrai uma multidão durante os dois dias. Nada mais justo que reconhecer o evento como um patrimônio histórico, cultural e bem e imaterial da Paraíba”, defendeu o deputado.

Tião Gomes ressaltou ainda que durante os dois dias do evento religioso milhares de pessoas participam de novenas, missas, procissão, quermesses e ainda há presença de parque de diversão, comidas típicas, shows e bingo.

Além de assegurar a inserção dos festejos no calendário oficial cultural/religioso do Estado, o projeto facilita a receptação de investimentos por parte do poder público estadual e federal, além de assegurar convênios com instituições públicas e privadas.

 

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Sem Lula, soma de brancos e nulos pode ser recorde histórico

As eleições presidenciais de 2018 podem bater o recorde de votos nulos e brancos. Nas pesquisas em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é apresentado como opção, aproximadamente um em cada quatro eleitores diz que não votará em nenhum candidato no 1º turno.

No último levantamento do Datafolha, 22% dos entrevistados indicaram que vão anular ou votar em branco se Lula estiver fora do páreo. No Ibope, esta taxa foi ainda maior: 29%. Nos cenários em que Lula aparece, os números caem para 11% e 22%, respectivamente.

Lula é o candidato do PT à Presidência, mesmo preso em Curitiba desde 7 de abril
Lula é o candidato do PT à Presidência, mesmo preso em Curitiba desde 7 de abril

Foto: Estrela / Getty Images

Há um elemento imponderável que é a possível transferência de votos de Lula para Fernando Haddad, vice da chapa do PT que substituirá o ex-presidente se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impugnar sua candidatura.

Até o momento, o ex-prefeito de São Paulo aparece com apenas 4% das intenções de voto, de acordo com os dados do Ibope e do Datafolha. As pesquisas indicam que uma parte dos votos de Lula está sendo distribuída entre todos os candidatos, mas a maioria está migrando para brancos e nulos somados.

TSE e discurso dos candidatos

Para o professor de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Romano, a adesão do eleitor quanto à escolha de um candidato vai depender de dois fatores: o caminho que irá tomar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Lula e a capacidade dos presidenciáveis de atrair os eleitores com seus discursos.

“Podemos até fazer prognósticos sobre aumento ou redução do número de eleitores que vão às urnas com um nome definido, mas as decisões dependem das definições da Justiça e de um posicionamento mais claro dos candidatos”, avalia Romano.

Segundo ele, o único partido com uma estratégia clara até o momento é o PT, que pretende manter Lula como candidato até uma eventual e provável impugnação para aumentar a capacidade de transferência de votos para Haddad. “Fora a estratégia do PT, com o Lula até o último momento, todos os demais candidatos estão na fase de ensaio e erro”, afirma.

Candidatos à presidência que participaram dos dois primeiros debates, sem a presença do PT: Cabo Daciolo (Patriotas), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (REDE)
Candidatos à presidência que participaram dos dois primeiros debates, sem a presença do PT: Cabo Daciolo (Patriotas), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (REDE)

Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Por enquanto, segundo ele, “exceto por Lula e Bolsonaro, nenhuma campanha decolou”. Por isso, “o mais provável é que o eleitor do Lula, não podendo votar nele, deságue no voto nulo”.

Com relação a Haddad, Romano diz que o eventual sucesso de sua candidatura dependerá do poder de articulação política do ex-presidente, mesmo preso desde o dia 7 de abril em Curitiba, e da liberdade que ele terá para debater estratégias com membros do partido e da campanha. “Se o Lula conseguir a proeza de transferir 60% dos votos para o Haddad, com certeza o número de brancos e nulos cairá”.

A evolução dos votos brancos e nulos

As eleições de 1º turno para presidente com a maior quantidade de votos nulos e brancos desde a redemocratização foi a de 1994, seguida de perto pela de 1998, de acordo com dados do TSE. Em cada uma delas, a soma de nulos e brancos foi de 18,8% e de 18,7%, respectivamente. Nas duas, o eleito foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

De 2002 a 2014, a preferência do eleitor por algum candidato se manteve razoavelmente estável, oscilando entre 8% e 11%. Em ordem cronológica, a soma de nulos e brancos em cada uma delas foi de 10,4%, 8,4%, 8,6% e 9,6%. Em todas elas, o PT saiu vencedor, sendo as duas primeiras com Lula e as outras com Dilma Rousseff, que acabou sofrendo o processo de impeachment no segundo mandato, em 2016.

Para o professor da Unicamp Roberto Romano, a desconfiança da população nas instituições representativas e até na própria democracia se intensificou nos últimos anos. “Essa situação estrutural pode se manifestar em uma situação conjuntural da eleição”, acredita.

De uma forma geral, Romano acredita que a tendência do eleitorado é de não se mobilizar para as eleições. “Temos uma histórica divergência de perspectiva entre a sociedade brasileira e os partidos políticos. Há uma espécie de divórcio entre a opinião pública e a política, que tende a se agravar. Nessa eleição, isso está cada vez mais evidente”.

Terra

Inspeção vai examinar patrimônio histórico-patrimonial das cidades do “Caminhos do Frio”

O Tribunal de Contas da Paraíba formalizou a abertura de um processo de Inspeção Especial para examinar o acervo histórico-patrimonial dos municípios paraibanos que participam do roteiro “Caminhos do Frio” no período de julho a setembro de 2017. A iniciativa, segundo o presidente do TCE, André Carlo Torres Pontes, atende a uma preocupação manifestada pelo conselheiro Vice-Presidente, Arnóbio Alves Viana, durante sessão do Tribunal Pleno.

O processo de inspeção especial vai incluir as prefeituras de Areia, Pilões, Remígio, Solânea, Serraria, Bananeiras, Matinhas, Alagoa Nova e Alagoa Grande e terá como relator do processo o conselheiro Arnóbio Alves Viana. Para ele, a falta de preservação do patrimônio histórico e cultural dos municípios paraibanos, especialmente no que diz respeito à descaracterização arquitetônica dos principais centros urbanos das cidades paraibanas, citando como exemplo Bananeiras, um dos mais ricos patrimônios histórico e cultural do Estado.

O conselheiro André Carlo explicou que o Tribunal de Contas ficará atento à questão levantada pelo conselheiro Arnóbio Viana, e buscará os meios técnicos disponíveis para fiscalizar a preservação do patrimônio histórico de cada município. “Temos a consciência de que a preservação do patrimônio histórico e cultural é um preceito constitucional e se insere entre as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal”, reiterou o presidente, ao recomendar o encaminhamento do processo.

A coordenação dos trabalhos na inspeção especial que o TCE realizará no roteiro do “Caminhos do Frio” ficará a cargo do conselheiro Arnóbio Viana, que deverá acionar para o debate, por meio da Presidência, os setores competentes e envolvidos, a exemplo do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (IPHAEP), CREA e as Secretarias municipais do Turismo e do Meio Ambiente.


Ascom

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Taxa de desemprego sobe pelo 7º trimestre seguido e bate recorde histórico

carteira_de_trabalhoA taxa de desocupação no Brasil subiu pelo 7º trimestre seguido e atingiu a marca de 11,8% da população brasileira de 14 anos ou mais aptas a trabalhar. A taxa representa a maior já registrada desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

Os dados constam da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) referente ao 3º trimestre de 2016, divulgada nesta terça-feira (22).

O percentual representa um contingente de 12 milhões de pessoas sem trabalho no terceiro trimestre, contra 11,586 milhões registrados no segundo trimestre de 2016. No final do segundo trimestre, a taxa de desemprego estava em 11,3%.

O principal alvo do desemprego no País são jovens com idades entre 18 e 24 anos: um em cada quatro nesta faixa etária estão sem emprego.

O nível de instrução também interfere no emprego: a desocupação é maior entre aqueles que tem o ensino médio incompleto (21,4%).

Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 14,4%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (5,8%).

Entre os brasileiros ocupados, a maioria é formada por homens (57,2% do total) e tem de 25 a 59 anos (78,5% do total). Quanto ao salário, a remuneração média mensal no Brasil foi de R$ 2.015 no 3º trimestre considerando todos os trabalhadores com 14 anos de idade ou mais. O valor representa uma leve alta em relação aos R$ 1.997 registrados no 2º trimestre de 2016.

Mal aproveitados
O IBGE também mede a quantidade de brasileiros mal aproveitados no mercado de trabalho, cálculo que considera a taxa de desocupação, taxa de desocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial.

Ao todo, esse somatório é de 22,9 milhões de pessoas — o que corresponde a 21,2% do total de trabalhadores.

Agência Brasil

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Ouro inédito! Robson Conceição bate francês e leva título histórico no boxe

Robson Conceição não tinha sonhos grandes. Invocado, queria ser que nem o tio Roberto, famoso por brigar na rua. Virou o “Terror” do bairro humilde onde nasceu, em Salvador. Ao descobrir o boxe, trocou os socos nas ruas pelos ringues e viu que poderia sonhar mais alto. Para alcançá-los, ralou. Foi feirante, vendeu picolé na praia, foi ajudante de pedreiro… Perdeu na estreia em duas Olimpíadas, Pequim 2008 e Londres 2012. Mas o destino lhe guardava algo grandioso. Na insistência e no talento, virou campeão olímpico. Em casa. Com o Pavilhão 6 do Riocentro pulsando, ele derrotou o francês Sofiane Oumiha por decisão unânime, com 3 a 0 (30-27, 29-28 e 29-28) na noite desta terça-feira. Aos 27 anos, colocou seu nome na história ao conquistar a primeira medalha de ouro do boxe brasileiro nos Jogos Olímpicos. Hoje, não é mais o “terror”. É o orgulho de Boa Vista. Orgulho de Salvador. Orgulho da Bahia. Orgulho do Brasil.

– Estou vivendo um sonho. Agradeço ao povo brasileiro pelo apoio. Ainda não caí na real. Tive uma infância humilde, mas graças a Deus, nunca me faltou o pão de cada dia. E essa minha luta diária, de acordar cedo, ir para a escola e ajudar a minha avó na feira, hoje, foi recompesada por isso. Hoje sou campeão olímpico! Agradeço a todos que me apoiaram, às mensagens positivas, ao bairro de Boa Vista de São Caetano… Essa medalha não é só meu sucesso, é sucesso de minha família, meus amigos, treinadores… – celebrou.

 

robson conceição, boxe, brasil (Foto: REUTERS/Peter Cziborra)Robson Conceição ajoelha após árbitro anunciar vitória na final (Foto: REUTERS)

Para alcançar o maior resultado do país na nobre arte em Olimpíadas, Robson batalhou. Tanto em Pequim, 2008, quanto em Londres, 2012, perdeu na primeira luta. Aprendeu com os tropeços e esbanjou serenidade no Rio. Convenhamos, não deve ser fácil disputar uma competição deste porte. Imagine uma final olímpica. Mas este baiano, cada vez que entrava no ringue, impressionava pela serenidade. O ringue, na verdade, virou o quintal de sua casa, como o que utilizou para aprender os primeiros socos com seu primo, ainda na infância.

– Nas outras duas edições, eu era muito jovem, não tinha muita experiência. Agora, com a ajuda da confederação (de boxe), que vem me apoiando muito e me levou para vários campeonatos, eu consegui pegar muita experiência. E agora, graças isso, eu sou campeão olímpico hoje. Primeiro pugilista campeão olímpico do Brasil. Agora quero festa em Salvador! – declarou.

Robson Conceição fecha os olhos para celebrar o ouro inédito para o Brasil (Foto: Getty Images)Robson Conceição fecha os olhos para celebrar o ouro inédito para o Brasil (Foto: Getty Images)

A LUTA

A pressão da torcida em cima de Oumiha era enorme. A entrada deixou perceptível. Quando o brasileiro adentrou o ginásio, a plateia, em uníssono, berrou que “o campeão chegou”. Na vez do francês, o “uh, vai morrer!” foi na mesma medida. Mas foi Oumiha quem disparou os primeiros golpes, com jab e direto. Robson tratou de colocar ordem na casa e conectou dois bons cruzados e um overhand. O francês respondeu furando a guarda do rival em três oportunidades. Robson controlava o centro do ringue e busca jogar na média distância. Um direto de direita balançou Oumiha. Escaldado com os golpes na cabeça, o francês levantou mais a guarda e foi golpeado na linha de cintura, mas procurou jogar nos cruzados. Sereno, o baiano mantinha a estratégia, mas Oumiha tentou era perigoso e procurava jogar overhands por cima dos cruzados. Uma direita desequlibrou Robson, que terminou o round com um contra-ataque bem colocado, mas com um ferimento na altura do olho direito. Faltavam seis minutos para o ouro.

Robson Conceição - boxe (Foto: REUTERS/Peter Cziborra)Robson Conceição aplica golpe no adversário francês (Foto: REUTERS/Peter Cziborra)

No segundo assalto, Robson Conceição usou mais seus jabs em um primeiro momento. A arquibancada explodia toda vez que o brasileiro tocava o rival. Oumiha tentava entrar no raio de ação e, quando conseguia chegar na curta distância, ameaçava. Mas é difícil se aproximar do baiano sem ser punido. As combinações de jab e direto e os cruzados mostraram-se muito efetivas. Com menos de um minuto para o fim do assalto, uma direita derrubou o rival, mas o árbitro central não abriu contagem. Oumiha se arriscou nos segundos finais, mas não dava para tirar a vantagem aberta pelo brasileiro. Faltavam três minutos para o ouro.

Era só administrar. Robson sabia disso. Consciente, não caía na pilha da torcida que pedia “porrada no francês”. Mas os golpes entravam nos momentos certos, e Oumiha sofria. Não precisava mais controlar o centro do ringue e caçar sua presa. Circulando com calma, apenas se aproveitou do desespero do francês, que, mesmo inferior tecnicamente, mostrou coração ao buscar a luta o tempo todo. Robson esquivava, se mexia, caminhava para o lado e era preciso nas investidas. Mostrou com quantos golpes se faz um campeão olímpico e garantiu para o Brasil o primeiro ouro da história do país na nobre arte. Não faltava mais nada. Pode comemorar, Robson! Pode comemorar, Brasil!

– Eu esperava que fosse mais fácil. Mas o adversário mostrou muita garra, muita técnica. Tive que ir para frente porque o adversário era um cara muito bom nos contragolpes. Eu tive que partir para cima, a estratégia era tomar um golpe e acertar três, quatro. Foi a luta mais difícil que tive nos jogos olímpicos, a luta mais difícil que tive até hoje em minha vida. Mas Graças a Deus consegui superar – contou.

A TRAJETÓRIA ATÉ A DECISÃO

Robson Conceição foi soberano em sua campanha até a decisão. Além de conseguir um nocaute técnico na estreia, venceu seus outros oponentes por decisão unânime. O GloboEsporte.com agora relembra os confrontos que o brasileiro teve durante a Olimpíada Rio 2016.

– O fim da maldição da estreia

Estrear em Olimpíadas não trazia boas lembranças para Robson Conceição. Nas duas anteriores, Pequim 2008 e Londres 2012, foi eliminado na primeira luta. Mas não dava para cogitar essa possibilidade na Rio 2016. Ele precisava vencer e desejava convencer. E concluiu com maestria. Contra Anvar Yunusov, do Tajiquistão, o brasileiro precisou de apenas um round para celebrar o triunfo. Após domínio no primeiro assalto, Yunusov não voltou para o segundo por conta de uma lesão na mão direita e abriu caminho para o baiano avançar para as quartas de final.

– A primeira pedreira e garantia de medalha

Para ganhar uma medalha olímpica é preciso bater adversários de alto nível. E o primeiro deles foi Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão. A expectativa era de combate parelho, mas Robson Conceição mostrou que seu favoritismo no combate não era em vão. Seguro e técnico, controlou o rival e venceu por decisão unânime, com 3 a 0 (30-27, 29-28 e 30-27), sacramentando o duelo mais esperado, contra seu grande rival Lazaro Alvarez.

– Rivalidade e consagração contra adversário “marrento”

Lazaro Alvarez estava entalado na garganta de Robson. Nas duas vezes que se enfrentaram até então, uma vitória para cada lado. O tira-teima na semifinal olímpica, atuando em casa, era o que o brasileiro queria. No duelo mais difícil da campanha, ele teve dificuldades no primeiro assalto, quando dois juízes pontuaram para o cubano, mas Robson, com a tranquilidade que foi sua marca na Olimpíada, mostrou poder de reação e garantiu a vaga na final com outro 3 a 0 (29-28, 29-28 e 30-27). Depois da luta, ainda criticou o adversário ao chamá-lo de marrento.

globoesporte

Histórico! Primeiro clássico do Allianz Parque é alvinegro

Eduardo Viana/Lancepress!
Eduardo Viana/Lancepress!

O primeiro Dérbi do novo estádio do Palmeiras foi alvinegro. Perfeita taticamente, equipe de Tite saiu na frente com Danilo e, mesmo com dez homens em campo, segurou o resultado até o fim. O Alviverde lutou, tentou furar o bloqueio de todas as formas, mas não conseguiu empatar o jogo.

O primeiro tempo foi dividido em antes e depois do gol de Danilo. Até os 33 minutos, o que se viu foi um Palmeiras indo no embalo da torcida e tentando pressionar o Corinthians que, por sua vez, devido ao maior entrosamento, conseguia tocar mais a bola e criar mais chances.

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Em uma delas, Guerrero marcou mas estava impedido. Em outra, uma bonita troca de passes acabou com chute de Bruno Henrique na trave, após leve desvio de Fernando Prass. O Palmeiras também teria sua chance, com Vitor Hugo, que cabeceou para uma belíssima e difícil defesa de Cássio.

O zagueiro palmeirense, aliás, acabou sendo protagonista da primeira etapa. Aos 33, Vitor Hugo tentou atrasar a bola para Prass, mas a mesma acabou nos pés de Petros, que tocou do lado e achou Danilo. Gol do camisa 20, que assim entrou para a história do Dérbi como autor do primeiro gol do clássico no Allianz Parque.

O gol desmentou o Palmeiras, que passou a ser dominado pelo rival dentro de casa. Enquanto Danilo, Petros & Cia. faziam a bola rolar, os comandados de Oswaldo de Oliveira corriam atrás. Tudo que o torcedor alviverde mais queria era o intervalo. E ele veio…

Para a segunda etapa, como já era esperado, Maikon Leite deu lugar a Dudu. E o Verdão partiu para cima. O camisa 7, logo no início, fez boa jogada, chutou cruzado e quase empatou o jogo. O jogo, contudo, estava controlado pelo Corinthians. Mas Cássio resolveu apimentar o clássico, ao ser expulso pelo segundo cartão amarelo, num suposto lance de cera, quando o gandula colocou uma segunda bola em campo e ele não viu.

A pressão do Palmeiras não veio como se esperava para quem estava com um a mais em campo. Tite, que havia sacado Guerrero para a entrada do goleiro Walter, colocou duas linhas defensivas, com quatro jogadores. E criou a melhor chance, com Mendoza, que avançou o campo todo e não deslocou Prass no momento da batida.

A chance corintiana acordou o Verdão, que criou a melhor chance na sequência, com Lucas. O goleiro reserva fez um milagre, com os pés. A equipe de Oswaldo de Oliveira se manteve no ataque, mas um Corinthians praticamente perfeito taticamente não deixou que o rival empatasse.

Vitória merecida de quem, por enquanto, é mais entrosado em campo. O primeiro Dérbi do Allianz Parque foi alvinegro. Está na história.

Danilo comemora o único gol do clássico (Foto: Reginaldo Castro)

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)

Data/Hora: 8 de fevereiro de 2015, às 17h

Árbitro: Raphael Claus

Assistentes: Alex Alexandrino e Fernando Afonso G. de Melo

Público/Renda: 28.869 pagantes / R$ 2.646.893,77.

Cartões amarelos: Robinho, Alan Patrick, Fernando Prass (PAL); Bruno Henrique (COR)

Cartão vermelho: Cássio (COR)

GOLS: Danilo, aos 32’/1ºT (1-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Tobio, V. Hugo e Zé Roberto; Amaral (Alan Patrick, aos 16’/2ºT), Gabriel, Allione (Rafael Marques, aos 25’/2T) e Robinho; Maikon Leite (Dudu, intervalo) e Leandro Pereira. Técnico: Oswaldo de Oliveira

CORINTHIANS: Cássio; Edilson, Edu Dracena, Gil e Fabio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Petros (Cristian, aos 49’/2ºT) e Danilo; Mendoza (Luciano, aos 37’/2ºT) e Guerrero (Walter, aos 15’/2ºT). Técnico: Tite

 

R7

Maior campeão da Copinha, Timão tem histórico de promoções ao profissional

(Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)
(Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)

Depois de bater o Botafogo-SP na manhã deste domingo por 1 a 0, o Corinthians levou o nono título da Copa São Paulo de Futebol Júnior da sua história. Com a conquista, o Timão ampliou ainda mais a vantagem em número de taças sobre os rivais. O Fluminense vem logo atrás dos paulistas, tendo levantado o caneco cinco vezes. O Alvinegro faturou o titulo da Copinha em 1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005, 2009, 2012 e 2015.

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Algumas promessas alvinegras se destacaram na competição e chegaram a vingar pelo clube, enquanto outros não deram certo, mas foram emprestados para outras equipes do futebol brasileiro. Em 1999, o Timão venceu o Vasco, e jogadores como o lateral-esquerdo Kléber, o volante Edu Gaspar e os atacantes Ewerthon, Gil e Fernando Baiano subiram para o profissional.

Desses, Edu e Kléber não atuam mais. Atualmente, o ex-volante é gerente de futebol do Timão. Já Kléber defendeu o Figueirense em 2014, mas rescindiu o contrato com o clube catarinense e anunciou a aposentadoria em seguida. Ewerthon, Gil e Fernando Baiano continuam jogando. O primeiro jogou no Atlético Sorocaba, o segundo jogou no ABC-RN e o terceiro passou pelo Mogi Mirim no ano passado.

Em 2004, o Corinthians derrotou o rival São Paulo na decisão. O goleiro Júlio César, o lateral-esquerdo Fininho, o volante Nilton, o meia Rosinei e os atacantes Bobô, Abuda e Jô se destacaram no campeonato e foram promovidos à equipe principal. O arqueiro defende hoje o Náutico, o ala joga no Metalist Kharkiv (UCR) e o volante foi récem-contratado pelo Internacional. Abuda está no Tokyo Verdy (JAP), Bobô atua pelo (Kayserispor – TUR) e Jô segue no Atlético-MG desde 2012.

No ano seguinte, o Corinthians faturou a Copinha pela sexta vez após vencer o Nacional-SP. O lateral-esquerdo Bruno Bertucci, o volante Bruno Octávio e os meia Elton e Ronny surgiram como joias e opções para o time profissional. Bertucci disputará o Paulistão deste ano pela Portuguesa, o volante defende o Marcílio Dias (PR), Elton está Al Fateh (SAU) e Ronny defende as cores do Herta Herlim (ALE).

O hepta em 2009 veio em cima do Atlético-PR. A garotada do Terrão que se acabou sendo promovida para o profissional foi formada pelo volante Boquita e o meia Lucas Sasha. O volante chegou a rodar em várias equipes do país, mas atualmente está no Marília. Já Sasha atua no Hapoel Aviv (ISR).

O último título corintiano conquistado antes deste domingo aconteceu quatro anos mais tarde, após vitória sobre o Fluminense. O goleiro Matheus Vidotto, o zagueiro Marquinhos, o lateral-esquerdo Denner, o volante Gomes, os meias Giovanni e Matheusinho e o atacante Douglas Tanque participaram do oitavo título do Timão e se destacaram no torneio.

O arqueiro continua treinando no alvinegro com os profissionais. O zagueiro Marquinhos defende o PSG, da França, e o lateral-esquerdo defendeu o Boa Esporte em 2014. O volante Gomes e o meia Matheusinho atuaram no ano passado pelo Guaratinguetá. Giovanni disputou a Série B pela Portuguesa, enquanto o Douglas atuou pela Ponte Preta, tendo conquistado o acesso para a Série A do Brasileirão deste ano.

LANCENET!

Ramalho Leite toma posse no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano nesta sexta-feira (25)

 

ramalhoO jornalista e escritor Ramalho Leite toma posse nesta sexta –feira (25) no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano na cadeira 45, que tem como patrono Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Melo e como fundador Dorgival Terceiro Neto. O novo sócio do IHGP será saudado pelo historiador Renato Cesar Carneiro. A solenidade de posse ocorrerá na sede da instituição, a rua Barão do Abiahy e será presidida pelo historiador Joaquim Osterne Carneiro.

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Na mesma ocasião, Ramalho Leite lança mais um livro que se somará a outros já incorporados ao mercado editorial de autores paraibanos. O novo livro faz parte das comemorações dos 120 anos de A União, embora com atraso. A obra denominada “A Botija de Camucá”, enfeixa uma série de artigos publicados naquele jornal durante o período em que o autor foi seu diretor superintendente. Dividido em secções que tratam de assuntos do cotidiano, políticos e memórias,  o livro inclui ainda um adendo com um depoimento sobre a intervenção do diretório acadêmico Epitácio Pessoa da Faculdade de Direito, durante o regime militar.

“Camucá”, explica o autor, era o nome do antigo distrito de Bananeiras, hoje cidade de Borborema, onde nasceu. O titulo do livro é também uma homenagem a esse pequeno distrito, cenário da primeira história da coletânea e mistura personagens reais e fictícios-um pequeno conto baseado em fatos reais.

O livro está a venda na Livraria do Luiz, na Galeria Augusto dos Anjos e na Livraria da Academia Paraibana de Letras.

 

Assessoria

Com novidade argentina, Fla tenta fugir de histórico ruim dos lanternas

(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Desde a implantação do sistema de pontos corridos, o Campeonato Brasileiro costuma apresentar tendências. A partir de 2006, a competição passou a ser jogada com 20 clubes.

A partir dali, a situação dos lanternas na 10ª rodada costuma representar sofrimento até o fim, como é o caso do Flamengo este ano, ao cair para última colocação depois de perder para o Atlético-PR, quarta-feira, em Macaé.

Nas últimas três edições do Brasileiro, o time que ocupava a lanterna da competição na 10ª rodada acabou rebaixado para a Série B. Foi assim com Náutico (2013), Atlético-GO (2012) e Atlético-PR (2011). Desde 2006, quatro escaparam da queda em oito oportunidades.

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Apenas um desses oito times conseguiu fazer uma campanha boa depois de ficar na lanterna na 10ª rodada. Em 2009, o Avaí tinha apenas sete pontos, assim como o Flamengo agora, depois de 10 jogos. No entanto, terminou em sexto lugar, com 57 pontos.

Além do Avaí, também se livraram da queda Atlético-GO (2010), Fluminense (2008) e Náutico (2007). Na primeira edição dos pontos corridos com 20 clubes, o Santa Cruz era o lanterna da competição na 10ª rodada e acabou rebaixado em último lugar.

Para não entrar na rotina das últimas três edições, o Flamengo terá o Internacional, domingo, no Beira-Rio, para se recuperar. Nesse jogo, o técnico Ney Franco não poderá contar com o zagueiro Samir, que sofreu uma lesão na coxa esquerda. Paulinho também deve ficar fora depois de levar uma pancada no tornozelo direito.

A novidade deve ser a estreia do argentino Canteros. O documento que faltava para a sua regularização já chegou e seu nome vai aparecer no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF ainda nesta sexta-feira.

 

Fonte: Globoesporte

Encontro de Brics e Unasul é o feito histórico mais importante desde a Guerra Fria

bricss As reuniões entre os chefes de governo dos Brics, em Fortaleza, e entre esse bloco e o da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Brasília, são o acontecimento mais importante na geopolítica mundial desde o fim da Guerra Fria. “É uma semana histórica que está acontecendo no Brasil”, afirma Emir Sader em seu comentário nesta quinta (17) na Rádio Brasil Atual.

“Eu diria até que é uma espécie de Bretton Woods do sul do mundo, que foi o acordo no final da Primeira Guerra Mundial pelas grandes potências capitalistas para controlar o sistema internacional, do qual surgiu o FMI”, ressalta. O cientista político avalia que a atual situação dos países do centro do capitalismo, União Europeia e Estados Unidos, está na contramão do desenvolvimento com integração, o slogan da reunião dos Brics e da criação de seu respectivo banco.

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“Se eu fosse tipificar o que faz a Europa hoje com sua política de austeridade, é exatamente contrário: recessão com exclusão de direitos. Então, são dois mundos completamente opostos.” Para Sader, a eleição do ex-primeiro-ministro de Luxemburgo,  Jean-Claude Juncker, como presidente da União Europeia, indica “claramente um contraponto” ao que fazem esses países e os Brics. Juncker é a favor do “paraíso fiscal” e é considerado um dos pais do programa de austeridade que provocou grande crise social na Grécia, em Portugal e na Espanha.

Segundo o sociólogo e colunista da RBA, a criação de bancos é um processo longo. “Um integrante da delegação chinesa disse que demoraria dois anos para o Banco dos Brics começar a funcionar”, ressalta, observando que não haveria ainda recursos disponíveis para ajudar a Argentina. O país tem duas semanas para se posicionar em relação à decisão judicial dos Estados Unidos que determinou que o pagamento da dívida com os credores que não participaram de acordo de renegociação.

“Apoio político ela tem, unanimemente. O problema é saber como se consegue brecar a decisão de um juiz que favorece 7%, quando 93% tinham aceitado a renegociação da dívida.” Sader aponta que é o mesmo mecanismo feito pelos Estados Unidos com países africanos. “É uma máfia que tem de ser quebrada”, afirma.

Unasul

Além da criação do Banco dos Brics, o bloco estabeleceu ontem (16) com a Unasul acordos políticos, como a defesa da presença de África e América do Sul no Conselho de Segurança da ONU. O presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, propôs ainda que a Unasul crie um banco que tenha relações com o dos Brics. Sader considera o funcionamento da Unasul precário e que precisa se fortalecer para que a proposta seja viável.

RBA