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Hipertensão requer cuidado redobrado na gravidez

Cardiologista explica como a doença funciona e qual a melhor forma de prevenir
O período gestacional envolve mudanças comuns no corpo da mulher como o aumento dos seios, ganho de peso e alterações no sono, até quadros mais sérios como elevação de pressão arterial que pode levar à hipertensão gestacional. Esta situação ocorre quando a pressão sanguínea nas artérias atinge valor igual ou maior que 140mmHg/90mmHg e pode acometer mulheres que já possuíam a doença antes de engravidar e também mulheres que possuíam pressão arterial normal até antes da gestação. A hipertensão gestacional é mais comum nos últimos três meses de gravidez, mas pode manifestar-se em qualquer período após a 20ª semana de gestação.

Segundo últimos dados do Ministério da Saúde, a mortalidade maternal caiu cerca de 56% entre 1990 e 2015, no entanto, os óbitos ainda são altos no país. A hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas durante a gravidez no Brasil e acontece por diversos motivos, incluindo histórico familiar, sobrepeso, diabetes e mulheres acima dos 40 anos.

Outros fatores que podem levar à doença são a presença de doenças cardiovasculares prévias e outras doenças sistêmicas.

“Apesar de se apresentar de forma assintomática muitas vezes, existem alguns sintomas que podem ser relacionados com a condição como inchaço nos membros inferiores, dor de cabeça, dor no peito e visão comprometida. Nos casos mais graves pode ocorrer convulsão e a mulher entrar em coma”, afirma o cardiologista Diego Garcia.

Lizandra Rebergue Bani, 37 anos, descobriu a hipertensão há 10 anos após fortes dores de cabeças. A comunicóloga conta que buscou ajuda médica para investigar os sintomas e acabou recebendo o diagnóstico da doença. “Minhas dores de cabeça eram persistentes e passei a monitorar minha pressão, foi então que notei que estava muito alta”.

É fundamental buscar auxílio médico logo nos primeiros sintomas para investigar as causas e buscar o tratamento mais adequado. Para quem recebe o diagnóstico da doença e deseja ser mãe é ainda mais importante um acompanhamento médico para ter uma gravidez mais saudável possível.

Lizandra seguiu estas recomendações à risca e procurou o médico antes mesmo de engravidar para entender o que poderia ser feito, já que ela utilizava medicamentos para estabilizar a doença. “Assim que descobri ser hipertensa, iniciei o tratamento e quando decidi ser mãe já estava orientada sobre o que eu precisava fazer para seguir com a gravidez”.

Hipertensão Gestacional pode evoluir e prejudicar a saúde de mãe e filho

Em alguns casos a hipertensão na gravidez pode progredir para a pré-eclâmpsia – aumento da pressão arterial que ocorre no 3º trimestre de gestação. A condição, que acometeu famosas como Beyoncé e Kim Kardashian, atinge também cerca de 5% das gestantes brasileiras, segundo o Ministério da Saúde.

Não existem ainda evidências concretas sobre a causa da pré-eclâmpsia. Especialistas acreditam que a doença se inicia na placenta – órgão que nutre o feto durante a gravidez.

“Acredita-se que a pré-eclâmpsia ocorra como consequência das alterações endócrinos-metabólicas, vasculares e hemodinâmicas presentes na gestação”, explica o cardiologista.

Situação pode se agravar

A eclâmpsia é considerada uma complicação gerada da pré-eclâmpsia e se caracteriza principalmente por alterações neurológicas graves como convulsões e coma. Estas podem ser fatais se não forem tratadas de forma imediata

Entre os principais sintomas estão a presença de proteínas na urina, dores de cabeça persistentes, aparecimento de edemas, vertigens, sonolência e até mesmo perda de consciência.

“O tratamento e acompanhamento médico ainda é a principal maneira de controlar a doença e evitar uma das principais complicações como é o caso da síndrome HELLP, caracterizada por uma grave alteração que consiste na destruição dos glóbulos vermelhos, diminuição das plaquetas e até mesmo lesões no fígado, provocando aumento das enzimas hepáticas e bilirrubinas no exame de sangue”, explica Garcia.

“Manter um estilo de vida saudável e o bom controle de doenças crônicas são as principais medidas para quem quer prevenir a ocorrência da hipertensão arterial”, finaliza Garcia.

*Dr. Diego Garcia é medico cardiologista com área de atuação em cardiologia geral, ecocardiografia, cardio-oncologia, medicina preventiva e medicina do estilo de vida.

 

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Anvisa recolhe Losartana e outros lotes de remédios para hipertensão

A Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem adotando uma série de medidas após a detecção de impurezas, chamadas de nitrosaminas, no princípio ativo ‘sartana’, que é um dos ingredientes utilizados na fabricação de medicamentos para o tratamento de hipertensão arterial (pressão alta). Uma das medidas já executadas pelo órgão é a determinação do recolhimento de lotes específicos do produto, visando a proteção da saúde da população.  Confira aqui os lotes dos medicamentos que devem ser recolhidos.

No Brasil, além do recolhimento de lotes de medicamentos, as ações da Anvisa incluem a suspensão da fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação. No total, foram efetuadas 14 suspensões de três insumos (losartana, valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais.

Também foi determinada a fiscalização de todas as empresas fabricantes de medicamentos contendo ‘sartanas’ disponíveis no mercado brasileiro. Até o momento, foram avaliadas 29 empresas e 111 medicamentos comercializados em 2018. Com relação ao recolhimento, ao todo os lotes recolhidos já somam aproximadamente 200.

A Anvisa também determinou a avaliação dos processos de qualificação dos fornecedores para os medicamentos à base de ‘sartanas’ e a realização de testes para os produtos com insumos farmacêuticos ativos com possível formação de nitrosaminas durante a sua síntese química, entre outras medidas.

Riscos

Embora o risco seja muito pequeno, estudos apontam que as nitrosaminas têm potencial ou provável risco de causar câncer caso os medicamentos sejam consumidos todos os dias, em sua dose máxima, durante cinco anos seguidos.

Nessas condições, autoridades europeias calcularam que o risco de câncer associado ao consumo contínuo do medicamento é de 0,00017%, ou um caso para cada grupo de 6 mil pessoas. Portanto, o risco é muito baixo e está associado ao consumo diário e contínuo, em altas doses e por um longo período.

Por estes motivos, a Anvisa esclarece que o consumo desses medicamentos não oferece risco imediato para as pessoas que fazem uso deles e que eles são eficazes para o tratamento de pressão alta, mas recomenda que sejam trocados por outro de igual valor terapêutico.

Manutenção do tratamento

Para quem tem em casa o medicamento com o mesmo número de algum lote recolhido, a Agência orienta que o tratamento de hipertensão não seja interrompido até que se faça a troca por outro medicamento. Isso porque a interrupção pode causar sérios prejuízos imediatos, como risco de morte por derrame, ataques cardíacos e insuficiência renal.

De acordo com a Anvisa, existem diversas alternativas medicamentosas para terapias de pressão alta e, por isso, não há risco de desabastecimento ou falta de medicamentos.  Ou seja, há no mercado brasileiro medicamentos da mesma classe terapêutica e com os mesmos princípios ativos e concentração.

A troca do medicamento deve ser feita mediante orientação de um médico ou de um farmacêutico.  O cidadão também pode entrar em contato com a empresa, por meio do serviço de atendimento ao consumidor, e solicitar a troca do seu medicamento que consta na lista de lote recolhido.

(Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

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Hipertensão: tratamento contínuo evita consequências graves ao organismo

Com alta prevalência no Brasil, atingindo mais de 30 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão não recebe a atenção que merece diante da sua gravidade. De acordo com o cardiologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Lucas Velloso Dutra, muitas pessoas ainda se medicam apenas quando há o registro de aumento da pressão e ignoram o tratamento contínuo.

Essa tática, comentada pelo especialista, não traz benefícios à saúde e pode piorar o quadro do paciente. “A hipertensão, por ser uma doença crônica, deve ser tratada de forma contínua a fim de se ter um controle pleno. Apenas tratar por demanda aumenta mais as chances de desenvolver consequências graves ao organismo, como AVC e infarto”, explica.

A importância de controle da doença vai além de evitar esses dois problemas. A lista de riscos desenvolvidos pela pressão alta ainda envolve a perda de função de diferentes órgãos, como os rins. Dutra lembra que a enfermidade é um fator de risco para o surgimento de doenças arteriais periféricas, coronárias e também da insuficiência renal.

Considerada uma doença silenciosa, ou seja, sem sintomas aparentes, é preciso atenção redobrada nas formas de prevenção, que incluem acompanhamento médico, prática de atividade física, alimentação saudável, controle do diabetes, não fumar e evitar estresse.

O cardiologista aconselha também a aferição da pressão de forma rotineira, a fim de manter o controle em dia. Porém, é bom ter em mente que essa prática deve ser realizada em momentos específicos, evitando qualquer interferência. “Para a aferição ser mais precisa é importante que a pessoa esteja calma, em um lugar sem barulho”, conclui.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde – Hospitais, conquistado por dois anos consecutivos, 2017 e 2018.

 

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Assessoria de imprensa

No Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, esclareça os principais mitos e verdades sobre a doença

Foi instituído em 26 de abril o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, doença crônica que atinge um em cada quatro brasileiros. Apesar da alta incidência, o problema ainda gera muitas dúvidas entre a população. Para ajudar a conscientizar as pessoas sobre os cuidados básicos que podem ajudar a evitar esse tipo de problema, além de outras doenças mais graves que podem ser decorrentes da hipertensão, o Dr. Lucas Silva Possebon, especialista em cirurgia cardiovascular da SulAmérica, esclarece alguns dos principais mitos e verdades relacionados ao tema.

Adotar hábitos de vida saudáveis, como uma boa alimentação e a prática de atividades físicas com regularidade, contribui para manter a pressão arterial a níveis mais baixos.

Verdade! Adotar hábitos de vida saudáveis desde a infância e a adolescência reduz as chances de desenvolver hipertensão. Para evitar o problema no futuro, além de outras doenças cardiovasculares, recomenda-se uma ingestão controlada de sódio e de álcool, assim como evitar o tabagismo. A prática de atividades físicas também é muito importante para reduzir o risco de hipertensão. Cerca de 30 minutos de atividade moderada durante cinco dias na semana já é suficiente. E vale lembrar que evitar o sedentarismo ajuda a controlar não só a pressão arterial, mas também a prevenir outros problemas de saúde.

O histórico familiar pode influenciar no desenvolvimento da hipertensão.

Verdade! O fator genético tem contribuição importante no desenvolvimento da hipertensão, embora ainda não existam variantes genéticas para que os médicos possam predizer o risco de determinada pessoa desenvolver o problema. Vale ressaltar, no entanto, que essa predisposição associada a fatores ambientais, como a qualidade da alimentação do indivíduo, tende a contribuir de forma mais incisiva para o surgimento da hipertensão arterial.

Se eu não apresento sintomas de hipertensão, então significa que não tenho o problema.

Mito! A hipertensão é uma doença silenciosa e, quando os sintomas se manifestam, normalmente é um sinal de que o quadro já está agravado, ou seja, a pessoa pode ter desenvolvido alguma doença mais séria como consequência da pressão alta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, apenas um em cada cinco adultos mantém a pressão arterial sob controle.

Determinados grupos populacionais têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão.

Verdade! Entre esses grupos está a população idosa. Estudos mostram que 75% das pessoas com mais de 70 anos têm hipertensão arterial, por exemplo. Isso ocorre devido a alterações nas paredes dos vasos, como a calcificação e o endurecimento das artérias, decorrentes do próprio envelhecimento, que favorecem o aumento da pressão arterial. Além disso, alguns estudos já apontaram que pessoas negras também têm uma maior probabilidade de desenvolver hipertensão, embora ainda não se saiba qual o gene que contribuiu para isso.

Pessoas obesas são mais propensas à hipertensão.

Verdade! O excesso de peso é associado a uma maior prevalência de hipertensão independentemente da idade. Se a pessoa ganha 2,5kg de gordura, ela já tem maior risco de desenvolver a doença. Vale alertar que o acúmulo de gordura na barriga, bastante comum entre a população brasileira, também está diretamente associado à hipertensão.

Dormir bem ajuda a controlar a pressão arterial.

Verdade! Durante a fase profunda do sono são produzidos alguns hormônios que atuam diretamente na regulação da pressão arterial. Então, se o indivíduo dorme mal, ele pode ter uma menor produção desses hormônios, e isso vai acarretar em um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Hipertensão tem cura.

Mito! A hipertensão não tem cura, porém mudanças no estilo de vida são recomendadas não só para a prevenção, mas por também reduzirem a probabilidade de problemas maiores decorrentes da pressão alta. Mesmo depois que o paciente já toma remédio, a associação do tratamento medicamentoso com o não medicamentoso – ou seja, a adoção de hábitos saudáveis – é benéfica.

O estresse contribui para elevar a pressão arterial.

Verdade! O estresse participa tanto do desencadeamento quanto da manutenção da hipertensão arterial, ou seja, a pessoa tanto pode desenvolver pressão alta por conta de situações estressantes ou, caso já tem um quadro de hipertensão, pode agravá-lo. Diferentes técnicas de controle do estresse e seu impacto na redução da pressão arterial têm sido estudadas, entre elas a meditação e musicoterapia. Embora ainda não esteja comprovada uma associação dessas atividades com uma menor probabilidade de hipertensão, o certo é que evitar se estressar faz toda a diferença para uma melhor qualidade de vida.

A hipertensão pode aumentar o risco de outras doenças, como infarto e AVC.

Verdade! A hipertensão é associada frequentemente a alterações funcionais ou estruturais de órgãos como coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doenças renais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão contribui direta ou indiretamente para 50% das mortes relacionadas a complicações cardíacas.

A SulAmérica disponibiliza conteúdos sobre este e outros temas de saúde e bem-estar por meio do site do Programa Saúde Ativa (www.sulamerica.com.br/saudeativa), que tem o objetivo de incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, prevenindo doenças e proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Alícia Baptista

 

 

Consumo de fibras ajuda a combater a hipertensão

como-as-fibrasAs fibras alimentares são a parte não digerível do alimento vegetal, a qual resiste à digestão e à absorção intestinal, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso. Portanto, durante o processo digestivo, as fibras alimentares não sofrem qualquer tipo de modificação, muito embora exerçam uma série de efeitos fisiológicos positivos à saúde.

Elas podem ser divididas de acordo com a sua solubilidade. As fibras solúveis apresentam uma elevada capacidade de retenção de água, formando assim uma espécie de gel no trato digestório. Dentre as fibras solúveis temos, entre outras, as pectinas, que são fibras estruturais encontradas em frutas e legumes.

As fibras insolúveis são parte constituinte da estrutura de células vegetais e podem ser encontradas especialmente nas camadas mais externas de cereais integrais, além de verduras e legumes. As fibras contribuem para o funcionamento intestinal adequado. Além disso, elas ajudam no controle da glicemia, dos níveis de colesterol e são aliadas da dieta.

Toda fibra prebiótica é solúvel, porém nem toda fibra solúvel é prebiótica. As fibras prebióticas, como a inulina e os fruto-oligossacarídeos (FOS), também estimulam o aumento de bactérias consideradas boas no nosso intestino e inibem o crescimento de bactérias consideradas ruins. Dessa forma auxiliam para uma microbiota intestinal saudável.

Benefícios comprovados das fibras

Melhoram o trânsito intestinal: As fibras auxiliam na prevenção e tratamento da constipação intestinal. As fibras insolúveis agem aumentando o volume fecal e estimulando a motilidade intestinal pela distensão do cólon. Já as fibras solúveis contribuem pela captação de água e são fermentadas no trato gastrointestinal, estimulando assim o crescimento de bactérias benéficas, que melhoram o trânsito intestinal e a frequência de evacuações.

Auxiliam no controle glicêmico: As fibras solúveis tornam mais lento o processo de absorção dos carboidratos. Com isso, não há picos de glicose e consequentemente os picos de insulina não acontecem.

Quanto mais insulina o corpo produz, mais os órgãos começam a se tornar resistentes a ela, ou seja, solicitam que mais desse hormônio seja utilizado para colocar a glicose dentro de suas células. Este quadro se chama resistência à insulina, e conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2, quando o hormônio produzido pelo corpo não é suficiente mais para absorver todo o açúcar no sangue.

Auxiliam no controle dos níveis de colesterol: As fibras solúveis, como a betaglucana presente na aveia, produzem efeitos físicos no intestino delgado com a formação de geis solúveis que alteram a absorção de colesterol do organismo, auxiliando assim no controle dos níveis séricos de colesterol e reduzindo o risco cardiovascular. Além disso, a fermentação das fibras solúveis no intestino grosso gera componentes como ácidos graxos de cadeia curta que podem reduzir a síntese de colesterol no fígado. As fibras insolúveis, por sua vez, podem se ligar a sais biliares e também contribuir para a redução na absorção de parte de gorduras e do colesterol.

Contribuem para a perda de peso: As fibras alimentares estimulam a saciedade, pois refeições ricas em fibras são processadas mais lentamente, retardando o esvaziamento gástrico, promovendo assim a maior e mais prolongada sensação de saciedade, impactando na redução da ingestão alimentar. Além disso, as fibras alimentares, em geral, estão presentes em alimentos de baixa densidade calórica, contribuindo para um maior volume à refeição e maior saciedade.

Aveia é uma ótima fonte de fibras - Foto: Getty Images
Aveia é uma ótima fonte de fibras

Aliadas do coração: O aumento de consumo de cereais integrais, frutas e vegetais em geral é uma medida primária recomendada para a redução do risco de doenças cardiovasculares (DCV). O caráter protetor do consumo tanto de fibras insolúveis quanto solúveis na alimentação diária estaria relacionada aos níveis controlados de colesterol, da glicemia e insulinemia, além do menor risco à obesidade, que também é fator de risco cardiovascular.

Auxiliam o sistema imunológico: Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produtos da fermentação de fibras solúveis no intestino, funcionam como fonte de energia para a nutrição das células da própria mucosa intestinal e as fibras solúveis fermentadas convertem-se também em nutrientes importantes para o desenvolvimento da população bacteriana benéfica atuando favoravelmente sobre a microbiota intestinal.

Esse aumento inibe o crescimento de possíveis bactérias patogênicas, que causam efeitos deletérios ao organismo, por mecanismo de competição. Em última instância, isso auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, contribuindo para a diminuição do risco de infecções gastrointestinais.

Benefícios em estudo das fibras

Ajudam a prevenir a hipertensão: Apesar de diversas pesquisas já evidenciarem os benefícios das fibras na prevenção de doenças cardiovasculares, em relação à hipertensão, o mecanismo fisiológico que explicaria a regulação da pressão arterial pelo consumo de alimentos fonte de fibras alimentares ainda não é plenamente compreendido. Estudos populacionais demonstram o efeito positivo do consumo de cereais integrais, como a farinha de trigo e o arroz, frutas, legumes e verduras diariamente. Contudo, ainda são necessárias pesquisas com o objetivo de elucidar se o efeito depende propriamente da fibra alimentar ou de algum outro componente presente no alimento fonte. O benefício poderia ser em parte atribuído ao melhor controle de peso e da sensibilidade à insulina, que são observados frente ao maior consumo de fibras.

Ajudam a prevenir as hemorroidas: Este benefício é uma consequência do fato das fibras melhorarem a função intestinal. Afinal, as hemorroidas são agravadas pelo esforço prolongado e exagerado para a evacuação, elementos presentes na constipação intestinal. Dessa forma, se o baixo consumo de fibras alimentares pode agravar a constipação intestinal, poderá contribuir para a evolução e surgimento de complicações graves relacionadas às hemorroidas.

Ajudam a prevenir as úlceras: As úlceras são lesões na mucosa que podem acometer todo o trato gastrointestinal. As refeições ricas em fibras alimentares insolúveis e solúveis possivelmente estimulam positivamente os fatores de proteção da mucosa e reduzem hormônios que estimulam a secreção gástrica (como a gastrina), potencialmente auxiliando em menores lesões na mucosa.

Ajudam a proteger contra o câncer de cólon: O mecanismo de proteção promovido pelas fibras alimentares insolúveis e solúveis em relação ao câncer de cólon pode estar envolvido com fatores como o aumento do trânsito intestinal que reduziria a exposição e contato de substâncias carcinogênicas com a parede do intestino grosso e manutenção da população de bactérias intestinais benéficas ao organismo. Acredita-se, também, que fermentação de fibras solúveis pelas bactérias presentes no intestino grosso, gerando como produtos finais os ácidos graxos de cadeia curta, poderiam regular e inibir a diferenciação de células neoplásicas, o que poderia prevenir o câncer.

Deficiência de fibras

Um dos primeiros sinais da carência de fibras no organismo é a constipação. Quando o consumo é insuficiente, observa-se o aumento de tempo do trânsito intestinal, diminuindo o volume de água do bolo fecal, tornando as fezes ressecadas e escassas.

A longo prazo, o consumo insuficiente de fibras alimentares pode promover o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis. A alimentação pobre em fibras pode aumentar o risco de desenvolvimento de diverticulose em indivíduos com maior predisposição, uma vez que a falta de fibras reduz o volume fecal e prolonga o período de trânsito intestinal, aumentando a pressão na luz do intestino e o risco de hérnias.

Fontes de fibras

As fibras solúveis e insolúveis podem ser encontradas nas frutas e nos cereais integrais, como arroz, trigo, centeio, cevada e a aveia (esta última é uma grande fonte de fibras insolúveis). As leguminosas, como feijões, lentilha, grão de bico e ervilha, são fontes de fibras solúveis. Já as verduras e legumes contam com boas quantidades de fibras insolúveis. As sementes, como a chia, linhaça e semente de abóbora, também contam com fibras.

Medidas para aumentar o consumo de fibras

Algumas atitudes simples do seu cotidiano são capazes de aumentar a ingestão de fibras. São elas:

  • Na hora de escolher o arroz, pães e massas, prefira as versões integrais em substituição aos refinados, já que boa parte das fibras (e alguns nutrientes) são perdidos com o refinamento dos cereais. Para uma melhor adaptação às versões integrais, uma estratégia é incluir 50% da porção na versão integral e 50% na versão refinada e, gradualmente, aumentar a proporção da parte mais rica em fibras
  • Nas refeições principais, reserve ao menos metade do espaço no prato para a porção de legumes e verduras, que poderá incluir a folha de legumes, além dos talos
  • Mantenha os feijões na sua dieta, este alimento é uma ótima fonte de fibras insolúveis e solúveis
  • Nos lanches intermediários, uma sugestão é incluir palitinhos crús de legumes, como cenoura e pepino, além de incluir no preparo de sanduíches vegetais folhosos, como agrião, rúcula, alface e repolho
  • A inclusão de vegetais e legumes também pode ser realizada em outras preparações, como tortas
  • As frutas também devem fazer parte da alimentação diária, dando preferência ao consumo de frutas inteiras, com a casca e o bagaço. No caso do consumo da fruta na forma de sucos naturais, a recomendação é evitar coar a bebida
  • Leia os rótulos dos produtos que está comprando, assim, você consegue optar por aquele com maior quantidade de fibras
  • Muitos legumes podem ser ingeridos com as cascas, como a batata, batata doce e cenoura, basta lavar muito bem antes do consumo.

Quantidade recomendada de fibras

São recomendados, para indivíduos adultos acima de 20 anos, o consumo de ao menos 25 a 35 gramas de fibras alimentares, sendo cerca de 70 a 75% de fibras insolúveis e 25 a 30% de fibras solúveis, diariamente. No entanto, em muitos países, o consumo de fibras é muito inferior ao orientado, devido à adoção de hábitos alimentares pouco saudáveis.

Suplemento de fibras

A suplementação de fibras alimentares pode ser indicada em indivíduos que não conseguem atingir a quantidade mínima ideal de fibras pela alimentação, apresentando queixas como constipação ou diarreia, em que é necessária a regulação do trânsito intestinal pela suplementação de fibras solúveis. É importante frisar que, independentemente do uso ou não de suplementos, a alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis devem ser estimulados com o objetivo de se obter todos os efeitos benéficos que os alimentos fontes de fibras alimentares podem proporcionar ao organismo e de que é necessário acompanhamento de profissional da saúde para avaliar a indicação do suplemento de fibra alimentar e de acordo com as necessidades individuais.

Feijão é uma ótima fonte de fibras - Foto: Getty Images
Feijão é uma ótima fonte de fibras

Para algumas gestantes, as modificações alimentares não são o suficiente para que elas tenham um bom trânsito intestinal. Adicionalmente, alguns suplementos à base de ferro e cálcio, podem agravar esse quadro. Neste caso, poderá ser indicado o consumo de suplementos de fibras alimentares para grávidas com acompanhamento nutricional e médico. As crianças devem sempre ser estimuladas a consumir a quantidade adequada de fibras pela alimentação e o uso de suplementos restrito somente a situações específicas em que não é possível almejar a quantidade necessária, em casos selecionados de constipação intestinal, auxílio no controle do colesterol elevado e na obesidade.

Riscos do consumo em excesso de fibras

Raramente são observados efeitos adversos graves decorrentes do consumo excessivo de fibras alimentares pela alimentação. Em alguns alimentos fontes de fibras, como os cereais integrais e alguns vegetais folhosos, a presença de outros componentes como o fitato e o oxalato, respectivamente, podem interferir na absorção de minerais diminuindo a sua disponibilidade, como o zinco, ferro e cálcio, nutrientes que demandam maior cuidado, especialmente em grupos populacionais específicos como crianças, gestantes e idosos.

Para alguns grupos de pessoas, ingerir muitas fibras pode ser prejudicial. É o caso de quem tem luz intestinal reduzida como a Doença de Crohn e estenose. Uma alimentação pobre em fibra pode ser benéfica durante o período de inflamação e crise para redução da dor abdominal e outros sintomas, uma vez que minimiza a produção de resíduos à matéria fecal. Indivíduos com trânsito intestinal acelerado e grave distensão abdominal também necessitam de restrição de fibra alimentar até a melhora dos sintomas, quando então a alimentação deve ser gradualmente normalizada.

Ingestão de líquidos

Para melhorar a função intestinal é imprescindível que a ingestão de fibras seja acompanhada de hidratação suficiente por meio do consumo de líquidos em abundância, especialmente de água, de forma fracionada ao longo do dia. Além da hidratação, pelo consumo constante e fracionado de líquidos, o consumo de fibras pode ser associado ao uso de probióticos (cepas de bactérias benéficas ao organismo) com o objetivo de promover o crescimento e recolonização do intestino em situações específicas, como após a terapia com uso de medicamentos antibióticos.

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Hipertensão é silenciosa e pode afetar os olhos, os rins e causar demência

hipertenso_pulsoO Bem Estar falou sobre os mitos e verdades que envolvem a pressão arterial, tanto a baixa quanto a alta. O nosso consultor, o cardiologista Roberto Kalil, e o nefrologista Decio Mion estiveram no programa pra tirar as principais dúvidas.

A pressão arterial é a força que o coração faz, apertando (sistólica) e relaxando (diastólica), para mandar sangue para o corpo e garantir que todos os vasos e veias sejam oxigenados. O problema de pressão existe por causa da vasoconstrição. Segundo o dr Décio Mion, a veia é como se fosse uma mangueira. Enquanto a água flui, o sistema está normal. Mas se pressionarmos o bico da mangueira, a pressão aumentará (e a água acaba indo mais longe).

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HIPERTENSÃO:
– Só idosos têm hipertensão. MITO. A hipertensão é uma junção de carga hereditária com hábitos de vida ruins e pode se manifestar até em jovens.

– Se eu não tenho nenhum sintoma, minha pressão é normal. MITO: A hipertensão é uma doença silenciosa. Os “sintomas” que podem aparecer já indicam algum comprometimento. No caso da dor: não é a pressão que dá dor de cabeça, mas sim a dor (qualquer dor) eleva a pressão.

– A pressão é estável durante todo o dia. MITO: A pressão arterial tende a ser maior nas primeiras horas da manhã e tende a diminuir pela noite. A pressão varia a cada batimento, e varia com emoções e atividades físicas.

– O estresse causa aumento da pressão. VERDADE: o estresse aumenta a frequência cardíaca e libera substâncias (adrenalina e noradrenalina) que contraem os vasos sanguíneos, causando um descompasso no sistema. Mas o estresse crônico NÃO LEVA ao desenvolvimento do quadro de hipertensão.

– Tomar café aumenta a pressão. MITO: Consumir mais de 5 xícaras de café pode levar a um leve aumento da pressão, principalmente em quem não o consome regularmente. Mas consumir café cronicamente com moderação diminui casos de diabetes e, a longo prazo, as propriedades antioxidantes da bebida ajudam na capacidade de dilatação dos vasos e diminuem a oxidação de gorduras, ajudando no controle da pressão arterial.

– Fumar aumenta a pressão. VERDADE. A nicotina estimula a produção de adrenalina e noradrenalina, que aumentam a frequência dos batimentos cardíacos e da pressão, dificultam a passagem do sangue e aumentam a necessidade de oxigênio. Hipertensos que fumam aumentam a chance de ter arterosclerose, a obstrução do vaso, impedindo o fluxo sanguíneo.

– Idosos e diabéticos têm mais dificuldade em controlar a pressão arterial. VERDADE. Com a idade e com o diabetes, há uma perda do controle dos centros nervosos que controlam a pressão dos vasos.

HIPOTENSÃO, A PRESSÃO BAIXA:
– Em caso de pressão baixa, o melhor a fazer é colocar um pouco de sal embaixo da língua. MITO. Segundo o dr Décio Mion, a ingestão de sal só aumenta a pressão em 24h ou 48h, após a ação das funções renais. A recomendação, em casos de quedas bruscas, é sentar ou deitar e elevar as pernas. De maneira regular, é recomendado fazer uma boa hidratação e controlar a alimentação. Procurar saber se a pressão baixa está sendo causada por alguma outra condição de saúde que merece cuidado.

– Calor pode alterar a pressão arterial. VERDADE. O calor estimula a dilatação das veias, baixando a pressão.

ALIMENTAÇÃO:
– Controlar o consumo de sal é um importante fator na luta contra a hipertensão. VERDADE. O sal estimula a contração dos vasos sanguíneos. E não é só o sal que colocamos na comida (no preparo ou à mesa) que precisa ser controlado, mas também os alimentos com sódio, que é usado como conservante. Embutidos, macarrão instantâneo (50% da recomendação diária), lasanha congelada (61% da recomendação diária) são alguns alimentos que devem ser evitados.

– Potássio ajuda no controle da pressão. VERDADE. A inclusão de alimentos ricos em potássio, como banana, mamão, melão, espinafre, tomate, feijão e cenoura, podem ajudar no controle e manutenção das veias e vasos.

AO LONGO DOS ANOS:
– A pressão alta pode afetar os olhos. VERDADE. A hipertensão agride as artérias, inclusive as que alimentam as estruturas dos olhos. A hipertensão pode causar alterações na mácula, estrutura responsável pela visão de detalhes.

– A pressão pode afetar os rins. VERDADE. O rim é um órgão muito vascularizado, por isso a hipertensão pode sobrecarregar seu funcionamento e, ao longo do tempo, comprometer funções vitais e levar à insuficiência renal.

– A hipertensão pode causar demência. VERDADE. A hipertensão prolongada pode levar a uma progressiva e irreversível perda das funções intelectuais, resultante de lesões cerebrais. Os quadros de hipertensão podem causar doença aterosclerótica difusa em pequenas artérias cerebrais, que pode levar à atrofia mesangial temporal, demência vascular e à doença de Alzheimer.

G1
 

Especialistas alertam para riscos da hipertensão e defendem hábitos saudáveis

 

hipertensaoNo Dia Nacional de Combate à Hipertensão, lembrado na quinta (25/4), especialistas alertam para os riscos da doença, que pode causar problemas cardíacos, renais e mesmo cerebrais. Todos os anos, cerca de 300 mil brasileiros morrem em decorrência de doenças cardiovasculares resultantes da chamada pressão alta.

De acordo com o coordenador do Centro de Hipertensão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o cardiologista Lucimir Maia, o sedentarismo, o excesso de peso e o excesso de sal nos alimentos, além do estresse, do tabagismo e do alcoolismo, estão entre os principais fatores de risco para a hipertensão.

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Hábitos como dormir bem, praticar atividades físicas e se alimentar de maneira saudável, segundo ele, fazem parte do tratamento indicado para hipertensos e também como forma de prevenir o problema. Se não for controlada, a pressão alta pode provocar lesões nos rins, cegueira e até demência (perda de memória).

Para a professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), cardiologista Maria Cláudia Irigoyen, a hipertensão deve ser vista como uma doença traiçoeira por ser silenciosa, ou seja, por não apresentar sintomas específicos. “Uma eventual dor de cabeça, um sangramento no nariz ou uma tontura pode ser sinal de que a pessoa está com o problema”, alerta

Ela ressaltou que quem tem casos da doença na família pode apresentar o quadro de forma mais precoce. “Quem é filho de hipertenso tem de medir a sua pressão, porque é a única forma de saber se tem ou não [a pressão alta], mas não quer dizer que obrigatoriamente terá a doença”.

“[O índice] 14 por 9 seria o limite daquilo que a gente pode aceitar como pressão normal. Embora a gente diga que a pressão ideal seja 12 por 8, se aceita até 14 por 9, pois ainda está dentro de uma faixa de normalidade. A partir daí sim, nós temos de tomar cuidado, tomar providências”, concluiu.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de um terço das pessoas no mundo tem pressão alta. Em 2008, 40% dos adultos com 25 anos ou mais sofriam de hipertensão. No mesmo ano, 17,3 milhões de pessoas morreram apenas em razão de doenças cardiovasculares. Cerca de 80% dos óbitos provocados por doenças não transmissíveis são registrados em países de baixa e média renda.

Agência Brasil

Comer fora de casa aumenta risco de excesso de peso e hipertensão

self-serviceEntre os paulistanos, quem tem o hábito de comer fora de casa tem também maior risco de estar acima do peso. Essa é a conclusão de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (ver foto em destaque), que ainda mostrou que a variedade de alimentos consumidos em restaurantes e lanchonetes, mais ricos em gordura, está associada a um maior índice de hipertensão.

O estudo se baseou em dados do Inquérito de Saúde de Base Populacional no Município de São Paulo (ISA-Capital), feito entre 2008 e 2009 e financiado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 834 pessoas entrevistadas, entre adolescentes, adultos e idosos, das quais 32% afirmaram fazer pelo menos uma refeição fora de casa por dia.

Segundo os resultados da pesquisa, 59% dos frequentadores de restaurantes apresentam excesso de peso ou obesidade. Já na população geral adulta da cidade de São Paulo, 47,9% se enquadra na categoria de excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2011. Ainda segundo o estudo, 26% dos que comem fora têm hipertensão. Na população geral, de acordo com a Vigitel, esse índice é de 22,5%.

As refeições mais frequentemente realizadas fora são as intermediárias, como o lanche da manhã ou o lanche da tarde: 45% dos que comem fora afirmaram ter consumido essas refeições em estabelecimentos comerciais; 30% consomem o almoço; 15% consomem o café da manhã e 10% consomem o jantar. A média de calorias consumidas fora de casa por refeição foi de 628 calorias.

Gordura

Segundo a nutricionista Bartira Gorgulho, autora do estudo, o consumo de alimentos gordurosos é facilitado em restaurantes e lanchonetes. “De maneira geral, as pessoas comem mal independentemente do lugar. “Observamos que, quando se come fora de casa, há um consumo maior de gordura. A oferta é maior e as pessoas procuram comer o que não têm tanta oportunidade de comer dentro de casa, como uma variedade maior de carnes e frituras””, diz.

Na opinião do médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), quem come fora de casa não costuma observar o tamanho das porções e, com isso, corre o risco de exagerar. De acordo com ele, os pratos maiores oferecidos pelos restaurantes podem induzir as pessoas a pegar mais comida.

““A comida por quilo é uma grande invenção, mas é preciso refletir o que vai escolher””, diz o nutrólogo.

Um dos erros mais comuns, segundo ele, é servir-se de vários tipos de carboidratos — num mesmo prato arroz, purê de batata e macarrão, por exemplo — ou vários tipos de proteína, como carne bovina, linguiça e frango. “Por outro lado, o espaço para salada geralmente é pequeno. “Esse é o erro mais comum””, diz Ribas Filho.

Para a nutricionista Ariana Fernandes, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), um dos motivos que elevam a quantidade de calorias das refeições feitas fora de casa é a falta de tempo. “Muitas vezes, as pessoas optam por um lanche rápido, que quase sempre é bem mais calórico que uma refeição balanceada.

Desafio diário

Para quem tem de comer fora todo dia, manter uma dieta balanceada é um desafio. A assistente de marketing Karla Ikeda, de 25 anos, conta que a alimentação diária acaba variando conforme a companhia que ela escolhe. “Se saio com o pessoal que come besteira, acabo comendo também. Mas, sempre que posso, tento comer em restaurante por quilo””, diz.

A estratégia para balancear o cardápio, segundo Karla, é preencher metade do prato com salada e a outra metade com arroz, carne e algum legume cozido.

O brasileiro come fora cada vez mais. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta que, em 2003, os gastos com alimentação fora do domicílio entre a população urbana representava 25,7% dos gastos totais com alimentação. Em 2009, essa parcela subiu para 33,1%.

 

 

 

Agência Estado

Hipertensão, diabetes e obesidade estão em drástica ascensão no mundo, diz OMS

O número de pessoas com pressão alta, diabetes e obesidade está drasticamente aumentando em todo o mundo.

O relatório “Estatísticas da Saúde Mundial 2012“, lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na quarta-feira (16/05), dados de 194 países.

“Este relatório é mais uma evidência do aumento dramático nas condições que acarretam as doenças do coração e outras doenças crônicas, particularmente em países de baixa e média renda,” disse a Diretora-Geral da OMS, Margaret Chan.

“Em alguns países africanos, quase a metade da população tem pressão alta.” No mundo, um em cada três adultos sofre desse problema. Cerca de 10% da população mundial vive com diabetes. Se não for tratada, pode ocasionar doenças cardiovasculares, cegueira e insuficiência renal.

O aumento da obesidade também é destacado no documento como um grande risco para a saúde. “Em todas as regiões do mundo, a obesidade duplicou entre 1980 e 2008″, disse o Diretor do Departamento de Estatísticas de Saúde e Informática da OMS, Ties Boerma. “Hoje, meio bilhão de pessoas – 12 % da população – são consideradas obesas.”

Correio do Estado

Um quarto dos brasileiros sofre de hipertensão, segundo pesquisa do Ministério da Saúde

A hipertensão atinge 22,7% dos brasileiros adultos, segundo dados da pesquisa Vigitel do Ministério da Saúde, divulgados hoje (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Quase 60% da população com mais de 65 anos têm a doença, que é considerada crônica.

A prevalência da hipertensão cresce à medida que a população envelhece. Na faixa etária de 18 a 24 anos, apenas 5,4% são diagnosticados com a doença. A partir dos 65 anos, o percentual salta para 59,7%. A doença é mais comum entre as mulheres (25,4%) que entre os homens (19,5%).

Em 2010, a mesma pesquisa apontou que 23,3% da população adulta vivem com pressão alta. Apesar da leve queda na comparação com os dados do ano passado, o ministério considera a taxa estável.

Os cardiologistas alertam para a necessidade de previnir a doença, que avança silenciosamente, sem dar sinais. A hipertensão caracteriza-se pela pressão arterial igual ou superior a 14 por 9.
A população pode, e deve, aferir a pressão regularmente e ter acesso aos primeiros tratamentos nos postos de saúde. “Grande parte da população descobre que tem a doença por acaso, quando vai ao médico. É um erro comum acreditar que, para tratar a doença, você precisa ir ao especialista [em cardiologia]. Não é assim. Quem afere a pressão é a equipe de saúde: o médico, o enfermeiro que é treinado para isso. Nós temos um protocolo em consulta pública para que o enfermeiro conduza as orientações iniciais”.

Os cardiologistas chamam a atenção para os fatores que contribuem para o aumento da pressão arterial. “Os mais comuns são os genéticos e o comportamental: se você costuma exagerar no sal em sua alimentação e é sedentário, as chances de desenvolver um quadro de hipertensão aumentam, além de fatores como o tabagismo, o alcoolismo e o estresse”.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) coordena uma campanha de conscientização em todo o país para reduzir o consumo de sal, açúcar, frituras, temperos prontos, derivados de leite integral, carnes gordurosas e alimentos industrializados, que contribuem para agravar a hipertensão.

Agência Brasil