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Com cuidados redobrados com higiene, pele precisa de atenção especial

A pandemia do novo coronavírus transformou os hábitos de higiene da população. Se antes da disseminação do vírus a higienização das mãos não era uma prioridade, hoje os cuidados foram redobrados e ganharam ainda mais valor. Lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% antes, durante e depois de qualquer atividade virou a rotina de pessoas no mundo inteiro, sem contar na higienização dos alimentos e superfícies que precisam ser feitas com produtos que, muitas vezes, têm alta concentração química.

Se por um lado, a higienização ajuda a prevenir a contaminação do vírus, por outro, a frequência do uso de produtos químicos pode prejudicar a saúde da pele, sobretudo, das mãos. Para manter os cuidados com a higienização das mãos e não prejudicar a saúde da pele, a dermatologista Michele Moreno, do Hapvida Saúde alerta sobre os cuidados e ensina como deve ser feita a hidratação das áreas mais expostas.

Em tempos de prevenção o contato com produtos de limpeza se tornou mais frequente, esse contato pode causa problemas à pele?

“O contato frequente com os produtos de limpeza gera o ressecamento das mãos. Isso por que nossa pele possui glândulas sebáceas que realizam a lubrificação da pele através da produção do sebo. No uso constante de substâncias abrasivas, como água sanitária, detergentes e álcool em gel, fator 70%, que é o que está se preconizando muito por conta da higienização necessária para combater a COVID-19, pode ocorrer uma perda excessiva dessa proteção de oleosidade pela própria agressão direta dos produtos. Por não está preparada, o contato acaba rompendo essa proteção inicial da pele, deixando a barreira cutânea mais exposta e mais propensa a essa ruptura, o que facilita a infecção dos microorganismos presentes na nossa pele. Além de gerar desconforto, dores, aspecto ressecado, facilidade de descamação por conta da esfoliação dos queratinosos”, explica.

Como recuperar a pele ressecada?

“A hidratação é fundamental. Depois de tantos dias de confinamento, as mãos já começam a dar sinais de ressecamento. Para prevenir ou reduzir esses efeitos, o ideal é passar um creme hidratante pelos menos 3 ou 4 vezes ao dia depois de lavar as mãos. Além disso, muitas pessoas não tinham o hábito de lavar louça e fazer a limpeza da casa, o que também vai contribuir para o ressecamento das mãos. Então, hidrate bastante”, orienta.

O contato frequente com esses produtos pode desenvolver alergias? Nesse caso, o que fazer?

“A dermatite de contato é uma reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia. Ela pode se apresentar de duas formas. Irritativa, causada por substâncias ácidas ou alcalinas, como sabonetes, detergentes, solventes ou outras substâncias químicas. Pode aparecer na primeira vez em que entramos em contato com o agente causador, o que ocorre com um grande número de pessoas. E,  alérgica, que surge após repetidas exposições a um produto ou substância. Depende de ações do sistema de defesa do organismo, e por esse motivo pode demorar de meses a anos para ocorrer, após o contato inicial. Em ambos os casos, o ideal é buscar um dermatologista para avaliar a dermatite e prescrever o medicamento correto”, aconselha.

Em casos de pessoas alérgicas, os cuidados precisam ser redobrados?

“As pessoas alérgicas são as que mais sofrem nesse momento. No geral, elas já sabem o que as causam alergias e o aconselhável é evitar esses produtos e usar produtos hipoalergênicos e lavar as mãos após a exposição a substâncias que podem provocar a irritação também ajuda na prevenção. Esses também já costumam ter suas pomadas específicas para o seu nível de alergia, o indicado é usá-las sempre que perceber qualquer irritação”, alerta.

Ao lavar as mãos é aconselhado fazer a lavagem do rosto também?

“O rosto precisa ser higienizado apenas duas vezes ao dias, caso seja necessária a higienização mais frequente por uso de maquiagem, por excesso de oleosidade ou sujeira, o aconselhado é usar outras substâncias mais adequadas, a exemplo das soluções de limpeza que não são sabonetes e consegue remover toda a sujeira preservando a barreira cutânea. Outro produto que pode ser usado na limpeza do rosto, é a água micelar”, ensina.

Como manter a saúde da pele?

“Aumentar a quantidade de água, sendo até 3 litros por dia, evitar exposição excessiva ao sol, manter uma dieta rica em frutas e verduras, que contenham muitas fibras, evitar o uso excessivo de sabonetes, buchas, banhos muito quentes e prolongados são algumas práticas importantes para manter a saúde da pele”, encerra.

Assessoria de Imprensa

 

Gestantes agora integram grupo de risco da Covid-19 e especialista destaca cuidados com higiene e isolamento social

Enxoval montando e aguardando ansiosamente para ser mãe pela primeira vez. A autônoma Mayara Nascimento, que está com 16 semanas de gestação e parto previsto para setembro deste ano, está em sua primeira gestação e afirma ter se surpreendido ao saber que passou a integrar o grupo de risco para Covid-19, doença provocada pela ação do coronavírus no organismo humano. “Apesar de saber e, de certo modo, esperar os riscos da doença para as gestantes, confesso que me surpreendi, já que almejamos sempre o melhor”, declara.

O Ministério da Saúde incluiu gestantes e mulheres que deram à luz até 45 dias no grupo de risco para o novo coronavírus. Antes, apenas gestantes de alto risco estavam entre os mais vulneráveis para evoluir para quadros graves. O médico ginecologista e obstetra do Hapvida em João Pessoa Romeu Menezes Neto destaca que essas mulheres devem ter cuidados redobrados, com atenção especial a medidas de higiene e reforço do isolamento social.

A surpresa por ingressar no grupo de risco vem acompanhada do medo pelo desconhecido, assim como é para muitas pessoas estejam elas no grupo de risco ou não. “Tenho medo, pois como é uma doença nova o receio é contrair e assim transferir para o bebê, até porque não existe um estudo preciso sobre o assunto ainda”, explica.

Apesar do receio Mayara assegura que está tomando as recomendações passadas pelo Ministério da Saúde. “Sempre que preciso sair para realizar algum exame ou para as consulta de pré-natal, faço uso de máscaras e mantenho distância. Se o local tiver lavabo, lavo sempre as mãos com água e sabão, caso contrário, uso álcool em gel”, afirma.

A dona de casa Juliana Rodrigues também se encontra no grupo de risco, mas diferente de Mayara Nascimento, que espera pelo seu primeiro filho, Juliana há 14 dias foi mãe pela terceira vez. Apesar de no âmbito da maternidade a dona de casa ter mais experiência que a autônoma, quando o assunto é Covid-19, não tem conhecimento que não provoque receio pelos danos que a doença pode causar. “Meu medo maior é pelos meus três filhos, então o que eu puder fazer para preservá-los, farei”, assegura a mamãe.

Juliana Rodrigues também tem tomado os devidos cuidados e seguido as recomendações das autoridades de saúde. “Primeiramente tenho evitado sair de casa, não estou recebendo visitas e sempre higienizo as mãos”, declara.

Seja para Juliana ou para Mayara, o médico ginecologista e obstetra do Hapvida afirma que em relação aos cuidados para combater à Covid-19 as orientações são seguir o que determina o Ministério da Saúde e que vale para toda população. “Cuidados com higiene, lavar as mãos com sabão, uso do álcool em gel na ausência de água e sabão, evitar levar às mãos ao nariz, boca e olhos e o principal, que é obedecer o distanciamento social”, ressalta.

O obstetra destaca que no caso de Juliana e tantas outras mulheres que se encontram no puerpério esses cuidados devem ser redobrados. “Isso porque após o parto as mulheres ficam mais propensas a ter complicações graves com a Covid-19”, reforça.

Além disso, Romeu Menezes Neto lembra que gestantes que tiveram ou têm alguma comorbidade a mais, como asma, hipertensão, diabetes ou doenças crônicas, e gestantes no terceiro trimestre devem redobrar os cuidados, pois se enquadram em grupo de risco maior.

Saiba Mais – As gestantes e puérperas foram incluídas no grupo de risco para Covid-19 por meio de uma determinação do Ministério da Saúde que, segundo informações da pasta, as mulheres que se enquadram nesse perfil estão mais vulneráveis aos efeitos da doença ocasionada pelo coronavírus. Não existem estudos conclusivos acerca da comprovação de um perigo maior da Covid-19 para grávidas e puérperas, mas a decisão foi tomada levando em consideração a ação de outros coronavírus e vírus gripais já conhecidos e estudados anteriormente.

Dados – O Brasil registrou, na cidade do Recife, em Pernambuco, a primeira morte de mulher grávida pela Covid-19 no último dia 5 de abril. Porém, um dia antes foi realizado um parto de emergência para retirado do bebê segue internado.  A mãe da criança era uma mulher de 33 anos, que estava gestante de 32 semanas quando acometida pela doença causada pelo coronavírus.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Prefeito de Araruna anuncia distribuição de cestas básicas e kits de higiene

O prefeito da cidade de Araruna, Vital Costa, anunciou para o mês de abril a distribuição de 3 mil kits de higiene com detergente e sabão em barra e a substituição do peixe da Semana Santa por 3 mil cestas básicas para as famílias carentes do município.

Vital pediu que essas pessoas não saiam de casa, já que a Secretaria de Assistência Social fará a entrega das cestas e do kit de higiene nas residências.

“São três mil famílias que estão no Cadastro Único do Governo Federal, são pessoas carentes que iriam receber o peixe da Semana Santa e nós não vamos entregar o peixe, vamos entregar três mil cestas básicas, vamos entregar nas residências de vocês”, frisou o gestor.

Fonte: Ivan Filmagem

 

 

Câncer de pênis por má higiene matou cinco homens em 2019

Assim como a higiene do nosso corpo, com o banho diário, dar atenção aos órgãos sexuais também é uma forma de cuidar da saúde. Infelizmente, para muitos homens e muitas mulheres, o assunto ainda é visto como tabu. Conversar sobre as “partes baixas” é certeza de faces ruborizadas, risos nervosos e fugas pela tangente.

Há os que, além de não tocarem – nem no assunto em nem no local – sequer têm coragem de tirar dúvidas com o médico e – pior ainda – não fazem a higiene corretamente. Por conta disso, correm o risco de desenvolver doenças, algumas com sequelas graves e que podem levar à morte.

A doença inflamatória pélvica, transmitida pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, é uma delas. O mal pode levar à esterilidade e, se não tiver tratamento precoce, provoca sepse e óbito. De 2009 a 2018, foram 16 mortes na Paraíba associadas a essa doença. Até o fim de setembro, duas mortes.

Portanto, não se trata apenas de uma questão de banho básico, de usar um desodorante íntimo para camuflar um odor mais forte, usar um hidratante na pele ou uma depilação, mas fazer a limpeza correta, lavar e secar bem e procurar um médico sempre que surgirem sinais diferentes do normal como coceira, corrimento, dor. Só ele pode diagnosticar o que há de errado e recomendar os produtos ou medicações indicados para cada situação, evitando o aparecimento – ou a piora – de patologias.

E tem outros pormenores nessa história. Pelas diferenças físicas, homens e mulheres precisam de métodos específicos nesse processo, tanto no que diz respeito à higiene quanto à saúde. Essas atitudes fazem parte da prevenção de doenças e incômodos futuros na ‘área de lazer’. Enquanto elas buscam o ginecologista para complementar a sequência de cuidados, eles vão – ou deveriam ir – ao urologista.

Ginecologista explica tudo

Os cuidados com as partes íntimas têm que ser diários, mas nos dias mais quentes, a higiene íntima feminina deve ser realizada pelo menos três vezes ao dia com utilização dos dedos para lavar os órgãos genitais externos – a vulva – e, de preferência, com sabonete líquido.

O produto em barra pode modificar o PH – que é a medida do nível da acidez da região – facilitando a proliferação de bactérias, fungos, entre outros invasores. A explicação é da ginecologista Laura Maia, membro da Sociedade Paraibana de Ginecologia.

Ela ressaltou que é desnecessária a utilização de duchas ou outros meios para fazer a higiene íntima. Esse tipo de acessório, conforme a especialista, pode provocar lesões na pele.

Passa o dia inteiro fora de casa?

Dê preferência às saias e vestidos, pois são roupas que permitem uma ventilação adequada. Outra orientação é trocar as roupas íntimas ao menos uma vez ao dia e, quando possível, dormir sem calcinha ou com roupas largas para aumentar a ventilação dos genitais.

Banhos

O banho deve ser com água corrente para favorecer a remoção mecânica das secreções. Concluída esta etapa, é preciso secar cuidadosamente as áreas lavadas com toalhas de algodão secas e limpas, que não agridam a região.

“Os banhos de assento só são indicados se houver recomendação médica, onde se prioriza o efeito medicamentoso de algumas substâncias prescritas ou onde quer se aproveitar os efeitos físicos promovido pela temperatura da água”, ressaltou Laura Maia. Para evitar o ressecamento local, o tempo de higiene genital não deve ser superior a dois ou três minutos.

Depilação

Toda mulher sabe que a depilação íntima promove uma sensação de limpeza e conforto da área genitoanal, e ela está liberada pelos ginecologistas, mas sem excessos. A frequência deve ser a menor possível, segundo a ginecologista, contudo a extensão da área depilada dependerá da individualidade de cada mulher. “É preciso lembrar que o excesso de pelos pode contribuir para o acúmulo de resíduos e secreções”, destacou.

Após a depilação, o uso de substâncias calmantes – como água boricada e soluções de camomila – pode ajudar. “As peles ressecadas deverão ser hidratadas assim como se faz nas demais áreas do corpo”, lembrou. Para isso, deve ser usado um hidratante não oleoso, abrangendo apenas as regiões de pele, sem englobar a mucosa.

Higiene íntima não é higiene interna

Cada fase da vida deve ser respeitada, mas os cuidados de higiene são semelhantes em mulheres adultas e crianças. Nas adultas, um dos alertas da ginecologista Laura Maia é não confundir a higiene íntima com a ‘higiene interna’. “Esta última, é desnecessária e pode produzir mudança da flora normal da vagina”, frisou.

Ainda de acordo com a médica, a presença de bactérias do grupo Lactobaccilus sp tem fundamental importância em manter o PH ácido. A associação do grupo Lactobaccilus sp  com a higiene adequada auxilia na proteção da região.

Nas crianças, a higiene deve ser feita da mesma maneira da adulta, lembrando que o uso de fraldas pode provocar dermatites pelo contato com a urina e as fezes. As mamães devem ficar atentas: limpeza sempre da frente para trás. Nos adolescentes, um dos problemas comuns é a foliculite – tipo espinha – por conta da oleosidade da pele.

Período menstrual e absorventes

No período menstrual, o sangue pode funcionar como meio de cultura para crescimento de bactérias. Por isso, a higiene deve ser intensificada. O ideal é que a troca dos absorventes seja feita várias vezes, sem ultrapassar o período de quatro horas. Além disso, o conselho é lavar a região íntima com maior frequência, principalmente se o fluxo for intenso.

Nos casos em que há muita transpiração, perda de urina ou se houver secreção vaginal excessiva, o uso de absorventes externos sem película plástica – os famosos protetores diários – pode ser uma boa indicação para diminuir a umidade local, segundo Laura Maia. O espaço entre uma troca e outra também não deve ultrapassar quatro horas.

Quem usa absorventes internos deve evitar o exagero. “Eles devem ser utilizados esporadicamente. Por exemplo, para práticas esportivas, e principalmente, nas aquáticas”, recomendou.

E depois do ‘número dois’? Limpar ou lavar?

A higiene após a evacuação também é uma forma de prevenir problemas e a recomendação da ginecologista Laura Maia é lavar a região, o que deve sempre ser feito de frente para trás – dica que também vale para o uso do papel higiênico. A medida ajuda a evitar a contaminação das bactérias provenientes da região anal.

Quando a rotina diária não permite o asseio adequado, podem ser utilizados lenços umedecidos na limpeza. Ela ressaltou, porém, que os perfumados devem ser evitados, pois podem irritar a pele.

Camisinha sempre

O uso do preservativo tem importância tanto na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis quanto para evitar uma gravidez indesejada.

Na hora do amasso

Uma recomendação importante da ginecologista Laura Maia para evitar o aparecimento de doenças é procurar urinar antes e depois do ato sexual.

Algumas doenças que podem ser prevenidas

  • Escabiose
  • Herpes genital
  • Tricomoníase
  • HIV
  • Sífilis
  • Hepatite C
  • Monilíase.

Fonte: Laura Maia, ginecologista.

Sinais de que algo não vai bem

  • Mau cheiro
  • Vermelhidão
  • Prurido (coceira)
  • Corrimento
  • Dor
  • Bolhas
  • Feridas (úlceras)

79

É o número de óbitos, na Paraíba, por câncer de pênis no período de 2009 a 2018. Em 2019, até o mês de setembro, foram 5 óbitos. A doença, conforme o Ministério da Saúde, está associada à má higiene íntima.

E os meninos? 

Os meninos também precisam seguir algumas regrinhas para cuidar da área genital, lavando bem a região com água e sabão durante o banho, enxugando bem depois. Ao urinar, a orientação do urologista George Guedes Pereira, é manter retraída a pele do prepúcio para evitar que as últimas gotas de urina fiquem acumuladas na glande, deixando-a úmida. Isso pode causar mau odor ou proliferação de fungos.

“As micoses são as infecções mais frequentes na região da glande e prepúcio decorrentes de má higiene”, disse. Diabéticos têm maior predisposição ao aparecimento deste tipo de infecção. O médico explicou que, às vezes, secreções podem se acumular sob o prepúcio, que é a pele da extremidade do pênis que recobre a glande. Se esta área não estiver bem limpa, estas secreções acumuladas se transformam em esmegma, uma substância espessa e mal cheirosa, composta de secreções oleosas da pele, juntamente com células mortas da pele e bactérias.

O problema é mais comum em homens com fimose, mas pode ocorrer em qualquer pessoa com prepúcio, se este não é regularmente recolhido para limpar a glande. “A maioria dos especialistas acredita que o esmegma em si, provavelmente não causa câncer de pênis, mas pode irritar e inflamá-lo, o que pode aumentar o risco da doença”, alertou.

Roupas íntimas

As roupas íntimas de algodão e mais folgadas são as mais recomendáveis aos homens. As apertadas comprometem o funcionamento testicular e o atrito de sungas ou cuecas lavadas ou secas de forma inadequada ocasionam abrasões na virilha com inoculação de fungos. Daí, pode surgir um tipo de micose mais frequente no verão em que surge uma mancha escura ou vermelha na região.

Quando procurar um especialista

  • Dor na região genital, durante ou após a micção, relações sexuais ou o banho;
  • Aparecimento de manchas ou verrugas na pele da região genital;
  • Aumento do volume associada ou não a dor nos testículos.

Depilação e foliculite

A depilação genital pode predispor ao aparecimento de inflamações da raiz do pelo, a foliculite, que inicialmente pode se assemelhar a uma ‘espinha’. Para evitar que isso aconteça, o urologista George Guedes Pereira recomenda que se preserve um comprimento de pelo suficiente para que ele se dobre – e não espete sua raiz – ao ser pressionado contra a pele.

Prevenindo para não remediar

Diante da iniciação sexual cada vez mais precoce dos jovens e do aumento crescente na incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na população em geral, o especialista George Guedes Pereira ressalta que é fundamental o uso de preservativo em todas as relações.

“É de fundamental importância a obrigatoriedade do uso de preservativos durante o ato sexual. O desejo, a oportunidade, o desconhecimento, o excesso de autoconfiança, levam ao negligenciamento de sua utilização. Eles precisam ser conscientizados dos riscos e implicações inerentes que persistirão por meses após esse prazer fugaz, podendo perdurar até pelo resto de suas vidas”, alertou.

Para o urologista, a questão dos hábitos de higiene e cuidados com a saúde são assuntos que precisam ser abordados abertamente nas escolas por professores ou agentes de saúde capacitados. “Os jovens estudantes são igualmente semeadores de informações em seus ambientes familiares e grupos sociais”, lembrou.

E então, o que é fimose?

Fimose é a condição médica em que o prepúcio encontra-se em excesso. Nem sempre requer tratamento cirúrgico, conforme o urologista George Guedes Pereira. “A cirurgia pode ser indicada naqueles que apresentem dificuldade em exteriorizar a glande com o pênis em estado de ereção ou mesmo flácido, causando desconforto às relações sexuais, prejudicando o uso de preservativos ou até a higiene, nos portadores de balanopostite de repetição, que é a inflamação da glande e prepúcio mais comumente por fungos”, esclareceu.

No entanto, quem passou pela correção cirúrgica tem menos predisposição a desenvolver alguns tipos de DSTs ou até mesmo câncer de pênis. “O freio meatal, uma prega que liga o prepúcio ao meato da uretra, exerce a função fisiológica de ocluir a uretra durante a penetração do pênis, impedindo a entrada  de secreções que possam contaminar. Deve-se, portanto preservá-lo o suficiente para que exerça esse papel”, completou.

*Texto de Lucilene Meireles, do Jornal CORREIO

 

 

Mil brasileiros têm o pênis amputado todos os anos por falta de higiene

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) cerca de 1000 homens têm o pênis amputado parcial ou totalmente todos os anos. O motivo? Em sua maioria, falta de higienização adequada nessa região do corpo.

Isso porque a limpeza correta da genitália evita infecções causadas por fungos e bactérias, diminuindo os chances do desenvolvimento de câncer peniano. “A higienização diminui as chances do homem obter HPV [papilomavírus humano], vírus sabidamente relacionado ao desenvolvimento da doença”, afirma Alexandre César Santos, membro da SBU-SP, à GALILEU.

Por isso é essencial que o homem limpe a região com sabonete e água abundantes, removendo todas as secreções — principalmente as que ficam nas dobras na região do prepúcio. A secagem correta da região também é essencial, ou seja, usar uma toalha úmida para enxugar o pênis muitas vezes não resolve, é preciso utilizar uma seca ou papel higiênico.

Em relação aos pêlos, Santos afirma que podem ser aparados, mas não devem ser removidos totalmente. “Eles têm a função natural de manter a pele úmida e ajudar algumas glândulas que ajudam na hidratação local. Sua remoção pode resultar em abcessos ou foliculite”, diz o especialista.

O médico da Sociedade Brasileira de Urologia também conta que a questão socioeconômica está relacionada com a maior incidência de casos de câncer peniano no país: cerca de 2% da população. Mas não é só isso, “muitas vezes por vergonha ou medo o homem não busca o médico, o que é grave, pois a doença pode se agravar e atingir camadas mais profundas do órgão”.

Por isso, Santos lembra que é essencial buscar um profissional ao menor sinal de problema. Os homens precisam ficar de olho na aparição de manchas, verrugas, úlceras e feridas: “Quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e da não remoção do pênis”.

Homens trans
Homens transsexuais que já passaram pela cirurgia de mudança de sexo também têm chances de desenvolver câncer peniano. Por isso, essa parcela da população também deve se manter alerta aos sintomas. “Se houve contaminação por HPV ou verruga genital antes da cirurgia, a possibilidade do aparecimento do câncer crescem”, relata Santos.

Entretanto, por conta do procedimento cirúrgico, muitas vezes os homens trans têm de ser diagnosticados por ginecologistas, já que a mudança de sexo conta com sistemas da genitália feminina.

*Com supervisão de Isabela Moreira.

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Higiene íntima da mulher: médica aponta mitos e verdades

higiene-intima-da-mulherOs cuidados com a higiene íntima são essenciais para evitar a proliferação de fungos e bactérias que podem causar infecções. Mas muita gente ainda tem dúvidas sobre o que é certo e o que é errado na hora de fazer a higiene local. A ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler esclarece alguns mitos e verdades:

Apenas a parte externa da vagina deve ser lavada no banho? Verdade. 

“Não há necessidade de duchas vaginais, pois ela pode alterar a flora vaginal”, afirma. Segundo a médica, a própria vagina faz naturalmente a limpeza interna.

É indicado retirar todos os pelos pubianos na depilação? Mito.

O pelo tem a função de proteger a região da vagina. Muitas mulheres que os retiram totalmente desenvolvem processos de coceira local.

O jeito certo de se limpar é “de frente para trás”? Verdade.

Esse movimento com o papel higiênico evita a passagem de fezes para a saída do canal de urina, evitando que sejam desencadeadas infecções.

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Lenço umedecido é melhor para limpar a região vaginal que o papel higiênico? Mito.

“O uso contínuo dos lenços pode causar irritações ou reações de hipersensibilidade”, explica. O ideal é que a região seja bem limpa com o papel higiênico.

É normal ter corrimento? Verdade.

O corrimento incolor e sem cheiro é normal. Mas quanto apresenta alguma coloração ou odor, pode ser sinal de infecção.

Usar sabonetes específicos regula o PH da região? Mito. 

A higiene local deve ser feita apenas com água e sabonete comum. Os sabonetes íntimos são indicados apenas nos casos em que as mulheres apresentem alguma alergia a outros tipos de sabonete.

Os protetores diários de calcinha podem causar infecções? Verdade.

Eles abafam a região e esse abafamento propicia o crescimento de fundos e bactérias anaeróbias, que podem desencadear alguns problemas infecciosos.

Durante o período menstrual a região precisa ser lava com mais frequência? Mito.

A troca constante do absorvente interno ou externo – a cada quatro horas, no máximo – é suficiente para que não haja o surgimento de odores.

Roupas muito justas favorecem a proliferação de fungos e bactérias na vagina? Verdade.

Calças ou meia-calças muito apertadas comprimem e abafam a região. Por isso, a dica é optar por peças mais soltas e confortáveis. “A região íntima precisa de ventilação”, explica.

Calcinhas de renda ou lycra são mais indicadas? Mito.

Pelo contrário, esse tipo de material abafa a região. “Prefira as calcinhas de algodão, que melhoram a ventilação. E é aconselhável também dormir sem calcinha”, diz.

Lavar a calcinha durante o banho e deixá-la secar no banheiro faz com que haja proliferação de bactérias? Verdade.

O problema não está na lavagem, mas sim em deixar a calcinha secando no banheiro. Por ser um local úmido, não é indicado para secar roupas, pois favorece a proliferação de fungos.

É preciso passar a calcinha? Mito. 

Se ela secar corretamente, não é necessário passar, pois não há riscos de crescimento de bactérias.

 

 

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Verão: veja como manter em dia a higiene da região íntima

Thinkstock
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Caminhar na praia, mergulhar no mar, nadar na piscina ou simplesmente descansar em um gramado no campo. O verão vem aí, e com ele todas essas atividades de lazer que, associadas ao calor, podem representar perigo à região íntima feminina. Isso acontece porque a maior exposição à umidade e outros elementos aumentam as chances de desenvolver doenças e odores indesejáveis nessa área do corpo. Para evitá-los é preciso tomar alguns cuidados básicos de higiene.

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Você, quando vai à praia ou à piscina, passa o dia inteiro com o biquíni úmido? Pois saiba que isto pode causar problemas na região íntima durante essa época. A umidade e o calor facilitam a proliferação de agentes microscópicos, como fungos e bactérias, causadores de corrimentos e odores desagradáveis.

O ideal é não ficar muito tempo com a roupa de banho molhada – e nunca reutilizar o biquíni sem que esteja bem limpo. Se você for passar vários dias em áreas litorâneas, e não tiver acesso à maquinas de lavar ou não puder levar uma quantidade de roupas de banho para todos os dias, o jeito é lavar durante o banho. Mas cuidado: é preciso secar bem a roupa em locais arejados.

O calor e o próprio suor também são inimigos. Em dias mais quentes, principalmente aqueles em que você exerça atividades físicas, o conselho é não usar roupas que abafem a região íntima, como tecidos sintéticos, calcinhas fio dental ou calças apertadas como o jeans.

Além da umidade, outros elementos dentro da água também podem ocasionar alguns problemas para a região íntima. Quanto mais suja e mais poluída, maiores as chances de contaminação. A areia é outro agente que deve ser evitado. Por isso, tenha cuidado com a higiene íntima na hora do banho. O mais aconselhável é usar um sabonete íntimo com pH ácido, semelhante ao pH natural da região genital, , algo muito importante para ajudar a proteger esta região.

Tomando esses cuidados, você estará com a saúde em dia para curtir o melhor do verão.

 

iG

Matadouro sem estrutura e falta de higiene coloca em risco saúde da população do Brejo da PB

MatadouroHá um ditado popular que diz que ‘nem tudo que reluz é ouro’ e essa máxima pode ser aplicada a gestão municipal de Alagoinha, cidade localizada no brejo paraibano com cerca de 12 mil habitantes.

Se alguém contasse apenas, ninguém acreditaria já que na mídia o governo da Prefeita Alcione Beltrão é tido como um dos melhores do brejo e dos últimos 20 anos naquele município. Mas o fato é que as imagens falam mais que mil palavras.

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Nesta sexta-feira (06) o brejo paraibano foi surpreendido com as imagens do descaso do Governo Municipal de Alagoinha com o Matadouro Público daquele município.

O radialista Eraldo Luis publicou em seu microblog Twitter imagens de como é feito o abatimento de gado para consumo humano no matadouro municipal.

Os funcionários que cortam a carcaça não usam luvas ou uniformes, se quer sandálias eles usam durante o trabalho de corte. Em uma das imagens, após realizar o abate e o corte da carne um homem se lava com uma mangueira dentro do próprio matadouro, enquanto as carnes ainda estão penduradas.

 

Crédito: @eraldoluisgba

 

Some-se a isso o fato de cachorros circularem livremente entre os funcionários e ainda fazerem uma ‘boquinha’ com os restos que ficam no chão do matadouro.

Crédito: @eraldoluisgba

 

Na parte externa do Matadouro, de frente ao prédio, no chão é exposto o couro do gado abatido e adultos e crianças trafegam livremente pelo local.

Crédito: @eraldoluisgba

 

Esse é um retrato do descaso do poder público de Alagoinha que agindo desta forma coloca a saúde de uma população inteira em risco.

Prefeitura descumpre normas legais para o abate

De acordo com a lei, todos os funcionários devem usar luvas, máscaras e botas, além de ser obrigatória a presença de um veterinário durante todo o processo de abate dos animais. Depois do abate, a carcaça não pode ter nenhum contato com o chão. Os funcionários têm 40 minutos para retirar as vísceras e evitar que a carne seja contaminada por bactérias.

A venda da carne para a população precisa respeitar normas de armazenamento. O consumidor deve procurar saber a origem da carne.

Versão da Prefeitura

A redação do Expresso PB ainda na noite desta sexta-feira (05) ainda tentou um contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Alagoinha para ouvir a versão da administração municipal a respeito das imagens mas não obteve êxito. De forma que nos colocamos a disposição da referida assessoria, caso tenha interesse em esclarecer os fatos.

Da Redação 
Do Expresso PB/Fotos: @eraldoluisgba

O que é uma boa higiene bucal?

 

619-01727243Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:

  • Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
  • A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;
  • O mau hálito deixa de ser um problema permanente.

Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.

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Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.

Como garantir uma boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter de seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivite e outros problemas bucais.

 

  • Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
  • Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
  • Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
  • Usar enxagüante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.
  • Garantir que as crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.
Técnicas corretas de escovação:
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Coloque a escova em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Movimente a escova, afastando-a da gengiva. Escove delicadamente as partes internas, externas e de mastigação de cada dente com movimentos curtos de trás para frente. Com cuidado, escove a língua para remover bactérias e purificar o hálito.
Uso correto do fio dental:
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Use aproxima- damente 40 centímetros de fio, deixando um pedaço livre entre os dedos. Siga, com cuidado, as curvas dos dentes. Assegure-se de limpar além da linha da gengiva, mas não force demasiado o fio contra a gengiva.

 

 

 

colgate.com.br

Anvisa estabelece novas regras para cosméticos e itens de higiene infantis

Maquiagem para crianças é alvo de nova consulta pública da Anvisa (Foto: Reprodução/TV Tem)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu nessa sexta-feira (7) uma consulta pública com novas regras para cosméticos e produtos de higiene destinados às crianças. Entre os 33 itens previstos, cujas indicações e proibições podem ser avaliadas pela população em geral nos próximos 60 dias, estão desodorantes, esmaltes e maquiagens.

Na opinião da dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, crianças não são adultos em miniatura e, por isso, devem usar produtos específicos, que causem menos reação alérgica e levem em conta o peso e a área corporal delas.

“Essa consulta serve para as pessoas entenderem o que está proposto, antes de isso chegar ao mercado. Existe uma demanda das empresas, que querem mais uma fatia de consumidores; das crianças, que se espelham na mãe, nas irmãs e amigas; e dos pais, que incentivam esse comportamento precoce”, avalia a médica.

O foco da indústria de cosméticos, que até então eram os adolescentes, com várias linhas “teen” nas prateleiras de farmácias e supermercados, agora parece estar se voltando para os pequenos.

Prova disso é que, segundo a proposta da Anvisa, uma sombra para os olhos poderá ser usada por crianças a partir de 3 anos, desde que aplicadas por um responsável, e desodorantes para axilas e pés serão destinados ao público a partir dos 8 anos – desde que não sejam em aerossol, para não atingir os olhos, não tenham ação antitranspirante e apresentem sabor amargo, para evitar que os menores ingiram os produtos.

“O desodorante só tira o odor, não bloqueia o suor. Mas em geral, até os 12 anos, a criança não tem cheiro embaixo do braço ou chulé. Se tem, é preciso pensar em puberdade precoce, que é uma doença. Os fungos gostam de outro tipo de suor, que é produzido por glândulas ativadas na adolescência”, explica a dermatologista.

Em caso de uma puberdade antes do tempo, também pode aparecer acne e descer a menstruação das meninas. Para ter certeza do diagnóstico, é feito um exame no punho, que estabelece a idade óssea do paciente.

Outras regras
A Anvisa também prevê que os produtos próprios para crianças não contenham apelo que incentive a compra, como desenhos, imagens de artistas, nomes e cores. Além disso, a remoção deles precisa ser fácil, com uma simples lavagem com água, sabonete ou xampu.

De acordo com a pediatra Ana Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, os produtos precisam sair rápido, sem a necessidade de usar outro cosmético para retirar o primeiro. “E não se deve friccionar a pele da criança, pois isso pode tirar as defesas do corpo”, destaca.

Já o gosto amargo dos produtos não adianta muito, na opinião da médica, pois até senti-lo os pequenos já engoliram o conteúdo. O que pode acontecer, segundo Márcia Purceli, é essa ação de levar o cosmético à boca não se repetir depois disso.

Esmalte, protetor solar e itens sem álcool
A dermatologista diz que, cada vez mais cedo, as meninas têm passado esmalte, mas usam os de adulto porque têm maior duração – não saem na água – e são mais baratos.

“As crianças reclamam que o esmalte infantil é removido no banho e as mães também não querem ficar passando todo dia, desejam algo que dure uma semana. Mas o produto para adultos é uma exposição muito precoce a substâncias tóxicas, que podem causar coceira e alergias no futuro, pois essa é uma fase em que o sistema imunológico, das defesas, ainda está se formando”, explica.

No caso de protetores solares, Márcia esclarece que a linha infantil cria uma barreira maior contra o sol e sai menos na água. Já os repelentes de insetos contêm menos elementos químicos.

“Além disso, nada que seja ingerido por crianças deve ter álcool, para não incentivar o alcoolismo nem prejudicar o fígado”, cita Márcia. Foi por essa razão que a fórmula do fortificante Biotônico Fontoura foi proibida pela Anvisa em 2001, já que continha 9,5% de álcool etílico.

Reparador de pontas é ‘forçação’
Na opinião da dermatologista, a ideia da Anvisa de regulamentar um reparador de pontas específico para os cabelos das crianças já é “forçar a barra”, pois os fios são iguais na infância e na vida adulta.

“O cabelo é uma proteína morta, só a raiz é viva. Por isso que, quando a gente corta, não sente dor. Então pessoas de qualquer idade podem usar um óleo de silicone, de argan”, comenta Márcia.

Segundo a médica, muitas mulheres estão expondo as filhas ainda muito jovens a esmaltes, maquiagens e alisantes de cabelo, porque o medo do bullying é na verdade da mãe, que se preocupa e se incomoda demais com o que os outros vão pensar.

A pediatra Ana Escobar complementa: “Acho que não tem nada a ver incentivar uma criança a usar sombra aos 3 anos. Ela tem que brincar com coisas que estimulem a imaginação e a criatividade, não a vaidade”.

G1