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Número de pacientes com hepatite cresce 20% em 10 anos no Brasil

O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383.

Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017. A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De acordo com o Ministério da Saúde, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia.

Tipo de hepatite

De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Desses, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

O boletim mostra que o tipo C da doença, além de ser o mais letal, é o mais prevalente. Ao todo, 26.167 casos foram notificados em 2018.

A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

O maior número de pessoas com hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas.

Por isso, o Ministério da Saúde estima que, atualmente, mais de 500 mil pessoas convivam com o vírus C da hepatite e ainda não sabem.

Foram notificados ainda 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum desse tipo da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento geralmente evolui para cura.

Também foram registrados 13.992 casos de hepatite B, que pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e pode também ser transmitida de mãe para filho.

Já a hepatite D foi registrada em 145 pacientes. A infecção ocorre quando a pessoa já contraiu o vírus tipo B.

Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Combate

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

“Estamos garantindo prevenção, por meio de vacinas, e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso. É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, diz, em nota, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Além dos testes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite A para menores de 5 anos e grupos de risco. Disponibiliza também vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. Esta vacina também protege contra a hepatite D.

Eliminação da hepatite C

O Brasil tem como meta eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS 100 mil tratamentos para hepatite C.

Neste ano, foram entregues 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues outros 5 mil tratamentos.

Em 2019, o Ministério da Saúde adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros 7 mil tratamentos estão em processo de aquisição.

De acordo com a pasta, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto desde março de 2018. Essa ação, segundo o ministério, coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

 

(Foto: Reprodução/EBC)

Agência Brasil

 

 

 

Vacina de hepatite A passa a ser oferecida em todo o país este mês

vacina1O SUS já está oferecendo a vacina contra o vírus da hepatite A em todo o país. Os três últimos estados que faltavam – São Paulo, Paraná e Roraima – passaram a ter a vacina disponível este mês, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em 29 de julho, a pasta tinha anunciado a inclusão da imunização no calendário vacinal. Desde então, os estados passaram a incluir a vacina progressivamente.

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A imunização é direcionada a crianças de 1 ano até 1 ano e 11 meses. A meta do ministério é imunizar 95% desse público em um ano, o que totaliza três milhões de crianças.

Com a vacinação contra a hepatite A, o Ministério da Saúde passa a oferecer, de graça, 14 vacinas de rotina no calendário. Ainda segundo o ministério, com a nova vacina, o Brasil passa a ofertar todas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Hepatite A
A hepatite A é uma doença infecciosa aguda que atinge o fígado. De acordo com a OMS, a cada ano, ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos no mundo. Nos países com precárias condições sanitárias e socioeconômicas, a hepatite A apresenta alta incidência.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é considerada comum no Brasil, área de risco para a hepatite A. Foram 3,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2013. De 1999 a 2012, foram 761 mortes.

De 1999 a 2013 foram registrados 151.436 casos de Hepatite A no Brasil. A maioria dos casos se concentra nas regiões Norte e Nordeste do país, que juntas representam 55,8% das confirmações do vírus. De 2% a 7% dos casos apresentam a forma grave da doença, que pode levar à hospitalização e à morte.

A principal forma de contágio da doença é a fecal-oral, por contato entre as pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados.

 

 

G1

Vacinação contra hepatite A começa a partir desta sexta-feira e deverá atingir 56,7 mil crianças na Paraíba

vacinaA partir desta sexta-feira (1º), a vacina contra a hepatite A passa a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela será ofertada para crianças de 1 ano até 1 ano e 11 meses, em todo país. Na Paraíba, o público alvo é composto por 56.764 crianças e a meta é vacinar, durante este primeiro ano de implantação, pelo menos 55.914 crianças. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é que no primeiro mês sejam imunizadas cerca de seis mil crianças.

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De acordo com o enfermeiro do Núcleo de Imunização, da Secretaria de Estado da Saúde, Edson Lira, a vacina estará disponível em todas as Unidades de Saúde da Família e nas Unidades Básicas de Saúde. “Os profissionais das unidades estão passando as informações para as famílias e enfatizando a importância dessa nova vacina. É bom lembrar que não se trata de uma campanha e sim da introdução de uma nova vacina de rotina”, disse.

Edson lembra ainda da importância da vacina: “Nessa faixa etária, as crianças ainda estão tomando suas vacinas de rotina e esta será uma maneira de prevenir mais uma enfermidade”. A meta do Ministério da Saúde é atingir três milhões de crianças em todo país. A introdução da nova vacina é uma ação do Ministério da Saúde e marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

Hepatite A – Os principais sintomas da hepatite A são: pele e olhos amarelados, vômitos, cansaço, urina com coloração escura e fezes esbranquiçadas. A hepatite A é considerada uma forma branda de hepatite e não resulta em consequências mais graves. Em alguns casos, ela não apresenta sintomas.

A hepatite A é habitualmente benigna e raramente apresenta uma forma grave (aguda e fulminante) que pode levar à hospitalização ou morte em 2% a 7% dos casos graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos da doença no mundo. No Brasil, estima-se que ocorram por ano 130 novos casos a cada 100 mil habitantes.

Não existe tratamento específico para a hepatite A. Este é realizado apenas com repouso e alimentação balanceada. Geralmente, o organismo se recupera após 4 a 15 semanas. O tempo de recuperação depende de características pessoais do indivíduo contaminado e da quantidade de vírus presente no organismo.

A prevenção da hepatite A inclui, principalmente, medidas de higiene pessoal, como lavar as mãos antes das refeições, e a ingestão de água e alimentos de origem confiável.

Secom PB

Paraíba registra 252 casos de hepatite em 2014 e doença é mais comum entre homens

Secretaria Estadual de Saúde
Secretaria Estadual de Saúde

As hepatites são inflamações do fígado. Podem ser causadas por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem causar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O dia 28 de julho marca a luta mundial contra a hepatite.

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De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, de janeiro até 9 de julho, foram notificados 130 casos de hepatite A; 77 de hepatite B e 45 confirmados de Hepatite C. Nas três hepatites, é constatado que a doença atinge, na grande maioria, pessoas do sexo masculino. Quanto à faixa etária, a hepatite A acontece, com maior frequência, em crianças menores de 12 anos; a hepatite B em homens com idade entre 25 e 59 anos e a hepatite C em homens de 40 a 59 anos.

Segundo a gerente operacional das DST/AIDS/Hepatites Virais da Paraíba, Ivoneide Lucena, 190 dos 223 municípios (85,2% ) e 681 serviços contam com pelo menos um profissional de nível superior da área de saúde, treinado nas boas práticas da realização do teste rápido de Hepatite B e C.

Ela explicou que as hepatites virais (A, B,C,D e E) são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Na Paraíba, circulam os vírus A, B e C. “Este dia serve também pra gente lembrar as ações que vêm sendo realizadas, cotidianamente, na luta contra as hepatites virais, em todo Estado”, disse.

Os medicamentos para o tratamento das Hepatites B e C são dispensados em farmácias do Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais, presentes nos 12 municípios sede das Gerências Regionais de Saúde: João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos, Cajazeiras, Cuité, Monteiro, Piancó, Catolé do Rocha, Sousa, Princesa Isabel e Itabaiana.

Brasil

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, sendo este último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de que as doenças evoluam (tornando-se crônicas), causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

Tão severo quanto o tipo C, a hepatite B faz cerca de 700 mil vítimas ao ano no mundo. A boa notícia é que, no Brasil, a doença pode ser prevenida gratuitamente.

A vacina contra a hepatite B está disponível na rede pública – para todas as pessoas até 49 anos de idade – e nas clínicas privadas – para todas as idades. Para estar protegido contra a doença, são necessárias três doses. Assim como o vírus da AIDS, o da hepatite B é sexualmente transmissível, porém seu contágio atinge altos índices, chegando a ser 100 vezes maior do que por HIV1.

A vacinação contra a hepatite B foi introduzida no Brasil há 15 anos, o que faz com que a maioria dos novos casos sejam notificados em pessoas nascidas antes de 1999. “Assim como em outras campanhas, a cobertura vacinal da hepatite B em bebês e crianças é muito grande. O maior problema está na conscientização de jovens e adultos, faixa etária que, em sua maioria, não está vacinada e é sexualmente ativa”, comenta o Dr. Renato Kfouri, Presidente da SBIM – Sociedade Brasileira de Imunizações. “É importante que as pessoas sexualmente ativas entendam a gravidade e as consequências da doença”, complementa.

Como prevenir a hepatite B

Como a infecção por hepatite B pode ser transmitida pelo contato com sangue, sêmen, fluidos vaginais e outros fluidos corporais de alguém que já tem infecção por hepatite B, a única forma efetiva de prevenção é a vacinação.

Com indicação para todas as pessoas até 49 anos no mercado público, a Sanofi Pasteur, a Divisão de Vacinas da Sanofi, contribui em parceria com o Instituto Butantan para o fornecimento desta vacina ao PNI, garantido assim a disponibilização para toda a rede pública em um esquema vacinal dividido em três doses: 0, 1 e 6 meses.

Independentemente da idade, alguns grupos específicos também podem se vacinar no SUS – Sistema Único de Saúde:

gestantes;

manicures e pedicures;

profissionais do sexo;

militares;

profissionais de saúde;

caminhoneiros;

usuários de drogas;

pessoas que fazem sexo com pessoas do mesmo sexo;

coletores de lixo;

tatuadores.

Além disso, pessoas de todas as faixas etárias também podem ser vacinadas nas clínicas privadas de todo o País.

Sintomas da hepatite B

Após a infecção, os sintomas podem demorar até seis meses para aparecer, sendo que os primeiros são:

fadiga;

falta de apetite;

dores nos músculos e nas articulações;

febre baixa;

pele amarelada e urina escurecida.

Mesmo num quadro crônico, com o fígado danificado, os pacientes podem não apresentar sintomas. Ao longo do tempo, essas pessoas podem ter sintomas de lesão hepática crônica e cirrose do fígado.

 

PortalCorreio

Com 106 casos notificados de Hepatite, Estado alerta sobre importância da vacina

hepatiteA Secretaria de Estado da Saúde faz um alerta à população para a importância da vacinação contra o Sarampo. A imunização, segundo explica a gerente executiva de vigilância em saúde, da (SES), Talita Tavares, é feita por meio da vacina tríplice viral, que imuniza também contra rubéola e caxumba.

“Desde o mês de maio temos registro de casos reagentes para sarampo no município de João Pessoa, e a melhor forma de controlarmos a doença é a vacinação. A imunização está disponível nas unidades básicas de saúde de todos os municípios”, destacou Talita.

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De acordo com dados da SES, até o dia 31 de julho foram notificados 106 casos de sarampo na Paraíba, com destaque para João Pessoa com 95 notificações e dois casos confirmados, e Bayeux com quatro notificações e sem a confirmação de caso.

Talita Tavares explica que as crianças devem tomar duas doses da vacina, sendo a primeira ao completarem 12 meses de idade e a segunda com 15 meses. Para os adolescentes (11 a 19 anos), está indicado o esquema de vacinação da tríplice viral quando não se comprovar o esquema de duas doses. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose, administrar a segunda dose, sendo o intervalo mínimo entre as doses de 30 dias. Já para os adultos, deve-se administrar uma dose em homens de 20 a 39 anos de idade e em mulheres de 20 a 49 anos de idade (com exceção das gestantes) que não apresentarem comprovação vacinal.

As pessoas com viagem programada para o exterior devem estar vacinadas seguindo o preconizado no calendário básico de vacinação para criança, adolescente e adulto pelo menos 15 dias antes do embarque. Profissionais das áreas da saúde, educação e turismo, e caminhoneiros também devem ser imunizados.

Diante da ocorrência de casos reagentes no município de João Pessoa, a SES/PB recomenda às Secretarias Municipais de Saúde que alertem aos agentes e profissionais de saúde das unidades públicas e privadas, enfatizando que diante de um caso suspeito de sarampo seja feita a notificação nas primeiras 24 horas por telefone à SMS, SES/PB ou CIEVS (2318.7331 ou 8828.2522 – funcionamento 24 horas), onde serão dadas as informações necessárias quanto ao isolamento domiciliar até o final do período de transmissibilidade (4 dias após o início do exantema), coleta sorológica, PCR e bloqueio vacinal seletivo dos contatos do caso suspeito em até 72 horas.

Definição caso – Toda pessoa (independentemente da situação vacinal) que apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes de sinais e sintomas como tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente do histórico de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou de contato, com alguém que viajou e da situação vacinal de tríplice viral, deve procurar um serviço de saúde para avaliação.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. Por se tratar de uma doença transmitida diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, sendo essa forma de transmissão responsável pela elevada contagiosidade da doença.

Paulo Cosme

País terá centros de referência para tratar hepatite C com nova terapia

Hepatite CAté o fim do primeiro semestre estarão funcionando em todo o país centros de referência para tratar a hepatite C com três medicamentos, conforme determinação do Ministério da Saúde. Segundo a médica Cristiane Vilella, responsável pelo atendimento a pacientes com a doença no Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, na zona norte, inicialmente esses centros serão responsáveis pelo tratamento de pacientes com fibrose avançada, ou seja, aqueles que têm a doença em estágio mais grave.

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“Antes, tínhamos o tratamento com terapia dupla, que ainda continua. Muitos pacientes não precisam do tratamento novo”. A médica explicou que os pacientes que têm os tipos 2 e 3 do vírus C não pode usar, já que os novos remédios se destinam exclusivamente aos portadores do vírus tipo 1. “Os outros continuam a ser tratados com a terapia dupla”.

Os novos centros funcionarão em hospitais universitários e em unidades do SUS. Segundo a médica, é possível que a curto e médio prazos outros centros sejam incluídos nesta lista, porque há muitos pacientes aguardando tratamento. “Inicialmente, como sabemos que o tratamento está associado a muitos efeitos colaterais e é novo, pacientes como, por exemplo, os [que têm] cirrose hepática que possam descompensar, precisam ser atendidos em hospitais de referência que tenham médicos capacitados”, disse.

Os dez centros no estado do Rio de Janeiro vão funcionar em hospitais universitários, na capital e em Niterói, e nos hospitais dos Servidores, da Lagoa, de Bonsucesso e na Santa Casa de Misericórdia. Segundo a médica, estes locais são grandes centros que já tratam os pacientes com hepatite C há mais de dez, 20 anos.

Os pacientes de São Paulo poderão tratar a doença em 24 centros de referência. Para o infectologista Paulo Abrão, responsável pelo Ambulatório de Hepatites Virais e Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Brasil tem uma rede de tratamento de hepatite C que precisa ser melhorada nos moldes do que aconteceu com o tratamento da aids, que no início era complicado e depois teve a rede estruturada progressivamente.

“Acho que o que está acontecendo agora é uma ampliação e uma estruturação melhor desta rede e isso tem que continuar, por que o número de pacientes é muito grande e precisamos de mais centros do que esses que vão começar. Esta é uma oportunidade de ampliar e organizar melhor a rede com a nova medicação, para acolher os pacientes que precisam, da mesma forma como foi feito com o [tratamento do] HIV nos últimos 20 anos”.

Os centros terão uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas e psicólogos, seguindo orientação do Ministério da Saúde. Como serão instalados em locais com pacientes em tratamento há até 20 anos, cada hospital já tem um número de pessoas sendo atendidas e que estão sendo selecionadas.

“Em princípio, esses pacientes serão aqueles que iniciarão o tratamento”, disse Cristiane Vilella. Ela explicou que à medida que os médicos identifiquem outros pacientes que necessitem do tratamento, podem entrar em contato com um dos centros para dar referência desse paciente.

Segundo a médica, a cura da hepatite C sempre foi possível. Ela explicou que algumas pessoas até conseguiram se curar sem qualquer tratamento porque a doença não progrediu, mas é um número reduzido. “Isso é a minoria. Em cem pessoas que adquiriram a hepatite C, 20 ficam curadas sem qualquer tratamento. As outras, nem todas precisam tratar, porque a doença não progride. Na verdade quem precisa tratar são pessoas com a doença mais avançada. A cura nesse grupo de pacientes ainda não é total”.

A médica disse que as novas drogas permitirão um aumento significativo da possibilidade de cura. Ela esclareceu que, o grande benefício dessas novas drogas ainda não é encurtar o tratamento. “O grande benefício é aumentar a chance de cura”. Segundo Cristiane, alguns medicamentos que começaram a ser usados no exterior e ainda não chegaram ao Brasil começam a ser autorizados para tratamentos que permitem uma redução importante no tempo de tratamento.

Fonte: Agência Brasil

Agricultor com hepatite morre sem receber assistência do Município de Dona Inês

familiaDesde o mês passado (23/01/2013), que o Bananeiras Online havia tornado público a situação do agricultor, José Freire de Assis, 42 anos, residente no sítio Raposa, Município de Bananeiras, mas votante e cadastrado no Município de Dona Inês, onde o mesmo estava com hepatite e vinha sofrendo com esta doença desde o mês de setembro de 2012.

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O Bananeiras Online juntamente com a Primeira Igreja Batista de Bananeiras se preocuparam com este caso e resolveram fazer alguma coisa por esta família, sendo assim, no dia 25 de janeiro se deslocaram até Dona Inês a procura do Prefeito, da Secretária de Saúde e da Assistente Social do Município. Na ocasião foram atendidos pela Secretária Adjunta de Saúde, Elilde Albino, a qual se comprometeu de passar todas as informações a Secretária de Saúde sobre o caso, na finalidade de ajudar esta família. Não satisfeito, foram à procura da Assistente Social, Sofia Ulisses, que estava, “coincidentemente”, ao lado do prefeito Antônio Justino. Após exporem toda a história da família, o Prefeito e a Assistente Social se comprometeram de ajudar a vítima com medicamentos e a família com cestas básicas, entre outras coisas, que você pode conferir na entrevista concedida ao Bananeiras Online.

Confira a entrevista com a Assistente Social de Dona Inês

Logo sabendo da morte de José Freire de Assis, procuramos o irmão da vítima, José Raimundo da Silva, 34 anos, conhecido por Grilo, que relatou ao Bananeiras Online como seu irmão faleceu. “Segunda-feira (11) ele passou mal e foi levado com urgência para o Hospital de Guarabira, onde ficou internado por três dias, estava com a barriga muito dura. Na quinta-feira ele apresentou uma melhora, mas por volta das 13 horas ele teve uma hemorragia interna, sendo encaminhado imediatamente para o Hospital de Emergência e Trauma em João Pessoa. Quando foi na madrugada da quinta para sexta ele faleceu”.

Sendo questionado se alguma visita, por parte do Município de Dona Inês, foi feita a casa de seu irmão para prestar assistência, José Raimundo da Silva disse: “Não recebemos visita, nem apoio de ninguém da prefeitura de Dona Inês-PB, pelo contrário, meu pai, Raimundo, foi pedir ao prefeito Antônio Justino um carro para levar meu irmão ao Hospital de Guarabira e ele negou, o prefeito disse que não tinha condições”, destacou o irmão da vítima.

O corpo de José Freire de Assis foi enterrado na manhã do último sábado (16) em Dona Inês.

Dona Maria Freire de Assis, 65 anos, mãe da vítima, está em estado de choque, pois este é o segundo caso de morte na família, faz apenas seis meses que ela perdeu sua filha, que morreu aos 41 anos de idade de leucemia. Pedimos ao Município de Dona Inês que se sensibilize e preste urgentemente assistência à família, pois esta mãe carece de ajuda psicológica.

Este caso serve de alerta para os agentes de saúde, que trabalham e convivem diretamente com a população, eles também são responsáveis de levar as necessidades do povo até a Secretaria de Saúde e não apenas se preocupar em pesar crianças, mas de informar as necessidades de toda família.

Sabemos que este não é um caso isolado e que esta morte poderia ter sido evitada, caso houvesse uma assistência por parte dos órgãos competentes. Quantos “Josés” e “Marias” estão precisando de assistência nesses municípios e infelizmente há quem se preocupe mais com seu status do que com o pobre necessitado e esquecido pelos órgãos públicos, sendo lembrado apenas em época de eleição, sendo o voto a única moeda de troca. Até quando iremos ficar a mercê desta política mesquinha?

Bananeiras Online

Saúde quer testar hepatite, sífilis e HIV em 500 mil pessoas em dez dias

O Ministério da Saúde planeja testar 500 mil pessoas em todo o país, durante dez dias, para saber se elas são portadoras do vírus HIV, de hepatites ou sífilis.

Segundo a pasta, é o teste mais abrangente dessas doenças realizado no país e antecede as iniciativas que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro.

Entre 22 de novembro e 1º de dezembro, a rede pública vai oferecer exames rápidos nos postos de saúde e em unidades móveis.

Cada estado vai definir seu plano de ação e encaminhá-lo ao governo até o dia 20.

O teste é feito com uma única gota de sangue, e o resultado sai em meia hora, de forma sigilosa. Se der positivo, a pessoa recebe aconselhamento médico.

O ministério estima que pelo menos 250 mil brasileiros vivam atualmente com o HIV sem saber. Com o diagnóstico em mãos, o indivíduo pode procurar acompanhamento clínico e acesso a medicamentos antirretrovirais, que ajudam a aumentar a qualidade e a expectativa de vida do paciente.

Entre 2005 e 2011, o número de exames rápidos feitos no país aumentou de 528 mil para 2,3 milhões, pelo programa “Fique Sabendo”. Só este ano, de janeiro a setembro, foram distribuídas 2,1 milhões de unidades, e a expectativa do governo é encerrar 2012 com uma remessa de 2,9 milhões de testes só para detectar o vírus da Aids.

Desde 2008, o exame é produzido no Brasil, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

G1

Contaminação por hepatite ameaça trabalho de manicures e tatuadores

Por trabalharem com instrumentos cortantes e perfurantes, sob constante risco de contato com sangue de clientes, manicures e tatuadores são alguns dos profissionais mais vulneráveis a contrair hepatite. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 33 mil novas pessoas são infectadas anualmente no Brasil por hepatites virais.

De olho na proteção dessas pessoas, o Ministério da Saúde abriu o concurso cultural Arte, Prevenção e Hepatites Virais para Tatuadores e Manicures. As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de setembro.  Os prêmios vão de televisões a quantias de R$ 2 mil e R$ 5 mil. O edital está disponível na internet.

Cada vez mais, esses profissionais se tornam conscientes de que devem reforçar a proteção contra a doença, especialmente com o uso de luvas e óculos de proteção, além de realizarem a vacinação. Mesmo conhecendo os riscos, entretanto, nem todos seguem integralmente as recomendações.

“No momento que estou fazendo as unhas do cliente, tomo sempre cuidado, mas não uso luvas, embora sei que tenho que usar. Não consigo ficar com elas por muito tempo, acho desconfortável. Após fazer as unhas [das clientes], lavo as mãos  e passo álcool gel”, disse a manicure Gleiziane Abrantes, 28 anos.

Atualmente, existem três principais tipos identificados de hepatite, uma doença do fígado: A, B e C. Entre 1999 e 2011, foram registrados 120 mil casos da hepatite B e 82 mil da C. A hepatite A tem tido queda de incidência, com 3,6  mil casos em 2011.

A dona de um salão de beleza em Brasília, Marina Praia, entrou em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber como proceder para garantir a segurança de clientes e empregados do empreendimento. Ela recebeu como orientação o uso de autoclave, um equipamento que esteriliza materiais metálicos, como aço e inox, a altas temperaturas.

“Tomo todos os cuidados necessários para evitar as doenças muito divulgadas, desde micose até hepatites e outras doenças mais graves”, explicou Marina.

Cada tipo de hepatite tem diferentes tipos de contágio, sintomas e tratamento. No caso da hepatite A, o tipo mais brando da inflamação no fígado, a doença é transmitida via oral, por meio de água ou alimentos contaminados. É um vírus autolimitado, que as próprias defesas do corpo do portador conseguem combater. O principal sintoma é diarreia.

De acordo com a médica infectologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Celeste Silveira, muitas pessoas contraem a hepatite A e não sabem que estão contaminadas. Celeste explicou que o principal tratamento é repousar, para estimular as defesas do organismo.

As hepatites B e C são transmitidas sexualmente ou pela via sanguínea. O contágio é feito por meio de sexo sem preservativo e do uso de materiais não esterilizados e de uso compartilhado – como agulhas, alicates e instrumentos cirúrgicos e odontológicos. Os principais sintomas são febre, icterícia (aspecto amarelado na pele e nos olhos) e mal-estar. A faixa etária mais atingida por esses tipos é entre 20 e 39 anos.

A principal diferença entre os tipos B e C de hepatite é o risco de a doença se tornar crônica.  Os sintomas são semelhantes, assim como o tratamento, feito com imunomoduladores – como o interferon – e outros antivirais administrados concomitantemente.

O objetivo do medicamento é estimular as defesas do paciente para que o sistema imunológico combata o vírus. Segundo a médica, cerca de 70% dos casos de hepatite C não são curados e voltam a incidir. O que diferencia as hepatites B e C são testes laboratoriais.

A reincidência da hepatite pode comprometer as funções do órgão e causar câncer ou cirrose – cicatrizes que se formam no fígado, causando um endurecimento do tecido, prejudicando seu funcionamento.

Não há vacinas contra a hepatite A, tipo mais benigno da doença e mais incidente em crianças. Para o tipo C, também não há vacina. Contra a do tipo B, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina, administrada em três doses.

“Eu tomo muito cuidado na hora de fazer a tatuagem para não pegar doenças e também tomo as vacinas recomendadas pelo governo. O profissional que não fizer isso pode contaminar a pessoa e se contaminar. Eu fiz um curso de prevenção contra doenças e caso aconteça algum acidente, sei  quais procedimentos tomar até chegar ao hospital”, disse o tatuador Bruno Pessoa, 38 anos.

Para evitar a contaminação da hepatite C, a médica Celeste Silveira orienta para o uso de preservativos, a realização de exames pré-natais (para evitar o contágio de mãe para filho)  e o não compartilhamento de materiais perfurantes descartáveis, como agulhas e seringas.

Para o tratamento por meio de acupuntura, a opção é manter kit individual de agulhas.  No caso de materiais cirúrgicos e odontológicos, deve ser feita esterilização. Em salões de beleza, deve-se dar preferência ao uso individual de alicates e outros instrumentos. Em estúdios de tatuagem, deve-se observar se são usadas agulhas descartáveis.

“Eu fiz um treinamento que orienta [tatuadores] a trabalhar. Vi os riscos que corremos, todo cuidado é pouco. O curso serve para reduzir ou mesmo eliminar, os riscos de contaminação especificamente na área de tatuagem. Hoje está melhor para trabalharmos, há no mercado os materiais descartáveis. O preço ainda é alto, mas é mais seguro”, informou o tatuador Cláudio Ferreira, 38 anos.

Agência Brasil

Ministro anuncia: SUS distribuirá dois novos remédios contra hepatite C

 

Dois novos medicamentos contra a hepatite C, o telaprevir e o boceprevir, serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, os remédios (inibidores da enzima protease) são considerados mais modernos e eficazes e devem beneficiar cerca de 5,5 mil pacientes com cirrose e fibrose avançada.

O telaprevir e o boceprevir serão tomados por via oral durante período de até 48 semanas. Juntos, os medicamentos têm uma taxa de eficácia de 80% – o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que dura de 48 a 72 semanas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a hepatite é uma doença silenciosa e que, em razão da ausência de sintomas, o diagnóstico é tardio na maioria dos casos. Segundo ele, a pasta fez amplo debate com especialistas e movimentos sociais antes da inclusão dos dois remédios no SUS.

“Não tenho dúvida alguma de que estamos dando um passo bastante decisivo para o tratamento das hepatites”, disse. “Estamos possibilitando, para um conjunto dos brasileiros assistidos pelo SUS, a oportunidade de receber aquilo que há de melhor em relação ao tratamento para as hepatites virais”, completou.

Assim que a incorporação dos remédios for publicada no Diário Oficial da União, a rede pública terá prazo de 180 dias para iniciar a distribuição aos pacientes. A previsão é que os remédios estejam disponíveis no SUS no início de 2013.

Dados do ministério indicam que há cerca de 1,5 milhão de brasileiros infectados pelo vírus da hepatite C, responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática, a doença pode passar despercebida por até 30 anos.

Paula Laboissière/Agência Brasil
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