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Você sabia que mau hálito matinal vem do enxofre?

Foto: mast3r / Shutterstock
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Pela manhã, a halitose acontece porque o organismo fica a noite toda sem alimento. Com isso, o corpo passa a queimar gordura e lipídios e não glicose. Essa queima libera o gás enxofre, o principal responsável pelo mau hálito matinal.
“O fluxo salivar também diminui durante a noite, fazendo com que as bactérias que ficam em cima do dorso da língua passem a liberar ainda mais enxofre”, diz Alênio Calil, vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose) e diretor do CETH (Centro de Excelência no Tratamento da Halitose).

Porém, apesar de natural do organismo, o mau hálito matinal pode ser controlado. “Primeiro é necessário fazer uma hidratação correta durante o dia para que o fluxo salivar fique no nível desejável a noite. Para isso uma boa higienização bucal e a ingestão de água ajudam. Um lanche antes de dormir também vai fornecer energia em forma de glicose para ser queimada durante a fase inicial do sono”, diz o especialista.

Também existe no mercado produtos a base de dióxido de cloro que podem ser usados após a escovação. “Os enxaguantes com essa composição podem ser utilizados para lubrificar a boca e eliminar grande parte de bactérias, minimizando o problema”, diz Alênio.

 

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Receitas caseiras para combater o mau hálito

mau alitoSempre vemos nos comerciais homens e mulheres com “hálito fresco” depois de ter usado uma pasta dental específica. Mas, não é preciso gastar muito com estes produtos que nem sempre contêm ingredientes muito saudáveis. Por isso, se você sofre com mau hálito, leia o seguinte artigo, onde mostraremos receitas caseiras para combatê-lo.

O que é o mau hálito?

O nome médico para o mau hálito é halitose e é mais frequente do que você pensa, já que afeta a grande maioria da população, pelo menos em algum momento da vida. O mau cheiro na boca pode ser originado por diversas razões, porém o mais comum é a falta de higiene na cavidade bucal, o que ajuda na proliferação de bactérias e causa um processo que gera um cheiro desagradável.

Também se relaciona ao mau hálito a escassez de saliva e a secura da boca. As glândulas salivares secretam este fluído, que é constituído por 99% de água, com propriedades antissépticas e que mantêm a boca limpa.

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É realmente muito desagradável o mau hálito, tanto para a pessoa que sofre como para aqueles que estão ao redor. Os afetados tendem a apresentar muita vergonha ou timidez de falar com outras pessoas, pois se sentem sujos ou culpados.

Lizzie, UK; Tony, USA

O consumo de alguns alimentos como o café, o álcool, o alho ou a cebola, assim como fumar, “ajudam” a piorar o mau cheiro na boca. Também existem medicamentos que apresentam como um dos efeitos colaterais diminuírem a produção de saliva e apresentar uma boca seca, o que é sinônimo de mau hálito.

Outra das causas pode ser uma dieta pobre em carboidratos. Estes nutrientes se encontram no macarrão, no pão, no arroz e nos legumes e faz com que o corpo utilize as gorduras como fonte de energia.

Mas a razão mais importante e frequente, sem dúvidas é a proliferação de bactérias. Quando estão em excesso na boca, induzem a formação de placa sobre os dentes, produzindo ácidos e compostos voláteis, responsáveis pelo mau cheiro.

Usar dentadura postiça, ter cáries, fazer obturações de baixa qualidade, sofrer com sinusite, infecções ou feridas, diabetes, indigestão e o estresse são outros desencadeantes para a halitose.

Remédios populares para o mau hálito

  • Utilize uma pasta dental que contenha clorofila ou coma balas de hortelã para eliminar o cheiro ruim da boca.
  • Um remédio natural para a halitose consiste em comer antes do café da manhã um pêssego amarelo.
  • Se o problema é devido à gengivite (gengivas inflamadas ou sangrando), é preciso fazer um enxágue bucal com uma mistura de duas colheres de sálvia vermelha com meio litro de água. Ferva, deixe repousando por uns 20 minutos e depois coa.

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  • A salsinha é um excelente remédio para a halitose. Ferva duas xícaras de água com vários raminhos e dois cravos inteiros. Mexa todo o tempo. Filtre e utilize como enxaguante bucal duas vezes ao dia.
  • Misture uma colher de bicarbonato com meia xícara de água e realize um enxágue bucal pela manhã ao se levantar e pela noite antes de ir dormir.
  • Logo depois de comer, mastigue um cravo de cheiro, canela em ramo ou anis, excelentes para refrescar o hálito.
  • Bata no liquidificador 250 gr de cenouras, 125 gr de pepinos e 125 gr de espinafre. Beba meio copo depois de cada refeição.

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  • Prepare um suco com um pêssego, um quarto de uma manga, meia toranja, meia xícara de água e dois ramos de erva-doce. Extraia o suco da toranja e depois bata tudo no liquidificador. Beba todos os dias ao meio dia.
  • Prepare uma infusão com uma colher de erva-doce e uma xícara de água, deixe ferver dez minutos e beba depois de cada refeição.
  • Ferva uma colher e absinto com uma xícara de água fervendo. Tape, deixe refrescar. Beba uma xícara depois das refeições.
  • Ferva por alguns minutos ¼ de xícara de suco de framboesa. Adicione ¼ xícara de água, 2 gotas de óleo de hortelã-pimenta e ¼ de infusão de tomilho. Faça gargarejos e enxágue depois de cada refeição.

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  • Ferva duas colheres de sementes de feno-grego com uma xícara de água durante cinco minutos. Tape e deixe refrescar e beba 1 xícara depois das refeições.
  • Verta uma colher de tomilho e 1 de orégano fresco em uma xícara de água. Ferva por cinco minutos e depois faça enxágues a cada duas horas, utilize a mistura o mais quente possível.
  • Mastigue antes das refeições muitos condimentos como, por exemplo, várias sementes de endro. Outra opção são as sementes de romã.

Dicas para evitar a halitose

  • Evite consumir cebola, pepperoni, queijo, salame, café, doces, vinho e cerveja.
  • Leve uma escova de dente com você para escovar os dentes depois de comer, se estiver fora de casa, por exemplo.
  • Beba bastante água, para favorecer a secreção de saliva que combatem as bactérias nocivas.
  • Pratique Hatha Yoga: está comprovado que este exercício e a dieta vegetariana fortalecem a capacidade digestiva, o que evita a halitose.
  • Masque chiclete sem açúcar, o que favorece a salivação.
  • Evite alimentos que sejam muito secos ou fibrosos e aumente o consumo de saladas cruas.
  • Não passe muito tempo sem ingerir nenhum alimento. Por exemplo, uma cenoura no meio da manhã é uma boa opção. 

Imagens cortesia de Randy Wick, Ekke, Gui Seiz, Jonny Goldstein, Tim Sackton, Duncan Holmes.

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Mau hálito prejudica vida social de crianças

Foto: Shutterstock
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Já é difícil para um adulto enfrentar os problemas decorridos da halitose, para uma criança a situação é ainda mais delicada. O mau hálito pode atrapalhar o relacionamento com o grupo, uma vez que é desagradável conversar com alguém e sentir o odor da boca. Em um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 63% das crianças, entre três e 14 anos, tinham problemas com mau hálito.

 

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A psicóloga Miriam Barros, especialista em terapia familiar, explica que as crianças podem simplesmente se afastar, colocar apelidos e fazer daquilo motivo de chacota no grupo. “Isso acontece por imaturidade, porque as crianças querem se sobressair no grupo ou porque não tem noção do quanto aquilo afeta o amigo que tem o problema, um exercício que pode ser feito é ajudar a criança a se colocar no lugar do outro”, diz.

 

Segundo a especialista, o melhor caminho para os pais é tratar o caso com naturalidade, não ignorar o problema e procurar ajuda de um profissional.

 

Profissional da halitose
Como dificilmente a causa do mau hálito é gástrica – em quase 90% dos casos a origem é bucal – o primeiro passo é procurar um dentista. Se a saúde oral está bem e a halitose persistir, o recomendado é consultar um especialista em halitose. “Garanto que seguindo este caminho e estando nas mãos certas, o problema será resolvido”, indica a dentista Paula Rollemberg, especialista em halitose. Uma vez com diagnóstico em mãos, o tratamento é feito de forma multidisciplinar, com otorrinos, nutricionistas, gastros, entre outros.

De olho nas causas
As causas do mau hálito são diversas – cáries, problemas gengivais, aparelho ortodôntico que dificulta a higiene, baixa salivação (xerostomia). Esta última pode ser causada por maus hábitos, como muito tempo de jejum ou pouca ingestão de água. Inflamações nas vias respiratórias – sinusite, amigdalite, rinite ou adenoide – também fazem com que a criança respire pela boca, o que causa uma diminuição da saliva.

 

A halitose também pode ser proveniente das amídalas. Alguns tipos de amídalas têm cavidades que retêm alimentos, o que provoca a proliferação de bactérias e, posteriormente, o mau hálito. “Os pais devem ficar atentos a qualquer alteração no hálito da criança e procurar um profissional para evitar que a criança sofra com a halitose”, afirma o dentista Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose – ABHA.

 

Nada de bafinho em casa
Os pais devem estimular a higiene oral desde a fase em que a criança não tem  dentes. “É preciso fazer uma correta higiene da gengiva e língua com uma gaze umedecida para remover restos alimentares”, recomenda Moura.

 

Quando o primeiro dentinho nascer, já é momento de usar a escova. “Quando o dente está na cavidade bucal já pode ser colonizado por bactérias que causam a doença cárie e se a escovação e o controle da ingestão de carboidratos fermentáveis não acontecerem, a lesão de cárie irá surgir”, explica a dentista Sandra Kalil Bussadori, professora da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

 

Na fase que vai até os cinco anos, a criança tende a imitar os pais. “Por isso a importância dos pais escovarem os dentes na frente das crianças, é uma forma de estimular esse hábito”, indica Marcos Moura.

 

É importante lembrar-se de limpar a língua. É nela que ficam as papilas gustativas – responsáveis por sentirem o gosto do alimento. Os espaços entre as papilas podem acumular restos de comida que, se não forem removidos, fermentam e provocam o bafinho indesejado.

Beta
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Faça um teste para descobrir se tem mau hálito

Foto: Shutterstock
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O grande perigo da halitose é que ela pode ser percebida por todos, menos pela pessoa que sofre desse mal. Isso mesmo, você pode ter mau hálito e nem desconfiar. Ocorre que quando os odores são constantes o bulbo olfativo – que recebe as informações do olfato – fica fadigado. Isso quer dizer que o nariz se acostuma com o cheiro e a pessoa não sente o próprio hálito.

 

Segundo a Associação Brasileira de Halitose – ABHA –, no Brasil, pesquisas revelaram que aproximadamente 30% da população sofre com este problema, cerca de 50 milhões de pessoas. Entre as causas estão o estresse, mudança nos hábitos alimentares, redução do fluxo salivar.  Uma das melhores armas contra o mau hálito é tomar água frequentemente para manter a produção de saliva. “Tudo que altera a produção da saliva gera halitose, e quando ingerimos pouca água, as glândulas salivares ficam preguiçosas e não produzem a saliva adequada”, diz Ana Kolbe, presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca. A especialista explica que com pouca água, a saliva fica viscosa e grudenta, o que permite maior acúmulo da saburra lingual – camada esbranquiçada que fica no fundo da língua. Uma saída para descobrir se está entre a população que sofre com a halitose é perguntar a pessoas íntimas se o problema existe. Caso o constrangimento seja grande, faça o teste e tire a dúvida de uma vez.

 

Basta responder sim ou não.

 

1- Respira pela boca?

 

2- Fuma?

 

3- Bebe pouco líquido?

 

4- Toma bebida alcoólica mais de duas vezes por semana?

 

5- Fica muitas horas em jejum?

 

6- Ronca?

 

7- Sente a boca seca?

 

8- Ao olhar no espelho, nota uma camada esbranquiçada no fundo da língua?

 

9- Tem tártaro?

 

10- Seu intestino é preso?

 

11- Sua gengiva sangra durante a higiene oral?

 

12- Chupa bala ou masca gomas para disfarçar o hálito?

 

13- As pessoas oferecem balas ou chicletes com frequência?

 

14- As pessoas se distanciam para falar com você?

 

15-  Tem o costume de colocar a mão na boca para falar?

 

16- Faz mais de seis meses que não vai ao dentista?

 

17- Faz dieta?

 

Agora passe a língua no punho e aguarde 30 segundos. Se ao cheirar o local sentir um odor desagradável, e foram assinalados dois ou mais itens nas perguntas acima, procure um dentista para tratar a halitose. “Sabemos que 90% das causas do mau hálito estão relacionadas a problemas bucais, assim o dentista deve ser o primeiro profissional a ser procurado para diagnosticar e tratar o mau hálito”, diz Marcos Moura, presidente da ABHA.

 

 

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Nova técnica usa o hálito para diagnosticar doenças cardíacas

Uma técnica desenvolvida por pesquisadores do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas, faz o diagnóstico de insuficiência cardíaca de forma rápida, precisa e mais barata, por meio, apenas, do sopro. O exame é feito com um pequeno aparelho que mede o nível de acetona (substância de cheiro forte, produzida durante os processo de metabolismo do corpo) presente no ar expelido pelo paciente. Quanto maior o nível, mais elevado é o estágio da doença.

A nova técnica pretende facilitar o diagnóstico principalmente em postos de atendimento que não são especializados em doenças do coração. Atualmente, a constatação da insuficiência é feita por um exame de sangue, que verifica a presença de uma substância chamada bnt. “O novo exame é tão preciso quanto o atual, pois observamos que o nível da acetona no ar exalado cresce de maneira proporcional ao nível do biomarcador bnt no sangue”, ressaltou o médico do InCor Marcondes Bacal.

Além disso, o novo exame custará cerca de 30% do valor cobrado na análise do sangue. “O exame de sangue custa mais de R$ 100. A troca vai reduzir custo para os pacientes e até para o SUS [Sistema Único de Saúde]”, destaca o médico.

Segundo Fernando Bacal, a insuficiência cardíaca é a etapa final de uma série de doenças que atingem o coração, como miocardites, doença de chagas, infartos. O órgão fica debilitado e passa a bombear o sangue com menos força. Isso causa retenção de líquidos, inchaços, acumulo de água no pulmão e principalmente falta de ar e cansaço excessivo aos esforços. “Cerca de 10% dos pacientes que atingem esse nível da doença necessitam de transplante e aproximadamente 50% correm o risco de morrer.”

O médico disse que o estudo dessa nova técnica surgiu quando se observou que os pacientes em fase avançada da doença exalavam um forte cheiro pela boca ao falar. “O hálito deles tem um odor peculiar, que chamou a atenção. A pesquisa investigou qual era esse elemento [que causava o cheiro] e identificou a acetona como um novo biomarcador da doença, capaz de confirmar a insuficiência cardíaca”, explicou o médico.

“A acetona não é produzida no dia a dia. Quando acontece é porque há alguma agressão. O corpo a produz para se sustentar e fazer energia de alguma maneira”, explica a também cardiologista do InCor, Fabiana Marcondes Braga, autora de uma tese de doutorado sobre acetona.

O médico, porém, destaca que a análise do sangue exige uma estrutura para ser feita. “No novo aparelho, atualmente pegamos o ar exalado, condensamos com um processo de resfriamento, levamos o líquido para o laboratório e o resultado sai em horas. Mas, com algumas evoluções, vamos conseguir com que o resultado saia imediatamente, no próprio aparelho. Isso vai possibilitar um encaminhamento mais imediato para o tratamento especializado.”

O estudo tem a parceria do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Segundo Marcondes Bacal, o próximo passo é levar a pesquisa para outras universidades. “Vamos tentar aprimorar o aparelho de coleta do ar exalado e depois conseguir uma parceria com indústrias para o desenvolvimento tecnológico. Se tudo der certo, dentro de um ou dois anos a técnica já estará disponível.”

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