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Bolsonaro sobre Guedes: “Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu”

Em sua primeira viagem ao Nordeste como presidente da República, Jair Bolsonaro voltou a fazer apelos aos governadores da região em prol da reforma da Previdência. Ele comentou também a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, à revista Veja, na qual o chefe da pasta afirmou que deixa o governo caso a proposta enviada ao Congresso vire uma “reforminha”.

“É um direito dele. Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu. Logicamente ele está vendo uma catástrofe, é verdade, eu concordo com ele, se nós não aprovarmos algo realmente muito próximo ao que enviamos ao parlamento. O que Paulo Guedes vê, e ele não é nenhum vidente, nem precisa ser para entender que o Brasil vai viver um caos econômico sem essa reforma”, destacou o presidente.

Bolsonaro está em Pernambuco para a aprovação do Plano de Desenvolvimento do Nordeste. Ele participou de uma reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) com os governadores do Nordeste – região em que foi menos votado na eleição do ano passado – e de Minas. Ouviu pedidos de mais investimento no plano.

Ao pedir mais empenho deles na reforma, discurso que repete sempre que se encontra com eles e demais chefes dos Executivos estaduais, Jair Bolsonaro voltou a falar que a Previdência beneficiará não apenas as contas da União, mas também dos Estados e municípios, que enfrentam gravde crise financeira.

“Nós temos um desafio pela frente, e não é meu, é também dos senhores governadores e prefeitos. Independente da questão partidária, é a reforma da Previdência, sem a qual não podemos sonhar em botar em prática parte do que nós estamos acertando aqui nesse momento”.

 

Congresso em Foco

 

 

Sem crédito, pagamento do Bolsa Família para em setembro, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, se o Congresso Nacional não aprovar o projeto de crédito suplementar de R$ 248 bilhões, necessário para cumprir a regra de ouro, travará os pagamentos do governo. De acordo com o ministro, sem o crédito, os pagamentos de subsídios param em junho, de benefícios assistenciais em agosto e, do Bolsa Família, em setembro. “Tenho que apostar que o Congresso vai aprovar o crédito suplementar”, completou ele, durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Guedes reforçou a necessidade de aprovação da reforma da Previdência e disse que o crescimento desses gastos pode impedir a tentativa do governo de “salvar o País”. “Pode não dar tempo”, afirmou.

Eles ponderou ainda que, como ministro da Economia, “manda muito pouco” e que não é ele quem decide onde são feitos cortes orçamentários, já que o presidente Jair Bolsonaro indica as prioridades do governo. “As pessoas acham que eu tenho muito mais poder do que eu tenho. O poder está em quem vai sancionar leis”, concluiu.

Imposto sobre dividendos

O ministro da Economia afirmou ainda que há outros temas que precisam ser endereçados no contexto econômico como, por exemplo, a tributação em cima de dividendos, mas que a reforma da Previdência é mais urgente neste momento. “Não vou cuidar do imposto em dividendos agora porque daí a Previdência já explodiu. É preciso desarmar essa bomba”, disse.

 

Exame

Foto: Adriano Machado/Reuters

 

 

Guedes é chamado de ‘tchutchuca’ e sessão da CCJ é encerrada

Acabou em briga e troca de palavrões o primeiro teste do ministro da Economia, Paulo Guedes, na audiência pública na Comissão de Constituição de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a reforma da Previdência.

Depois de seis horas e meia de sessão com sucessivos bate-bocas com a tropa da oposição, o ministro caiu na provocação do deputado Zeca Dirceu (PT-PR) que o acusou de ser “tigrão” com os aposentados, idosos de baixa renda e agricultores, mas “tchutchuca” com privilegiados do Brasil.

O ataque do petista, filho do ex-ministro, José Dirceu, levou à explosão final de Guedes que reagiu com destempero fora do microfone. “Eu não vim aqui para ser desrespeitado, não. (…) Tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas. (…) Isso é ofensa. Eu respeito quem me respeita. Se você não me respeita, não merece meu respeito”, afirmou.

Zeca começou as críticas perguntando a razão pela qual Guedes começou as reformas com a da Previdência e não alterações que afetassem os banqueiros.

A partir daí, o clima ficou insustentável e o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), teve que acabar com a audiência. Sem experiência e com apenas 27 anos, ele não conseguiu conduzir com firmeza a audiência. Por pelo menos outras vezes, a alta tensão e a gritaria dominaram a audiência.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu depois da sessão. “Chamar um ministro de ‘tchutchuca’ é um absurdo”, afirmou ao Estado. “É péssimo para a Câmara. Paulo Guedes tem dialogado com respeito com o Parlamento”.

Acusado de mentiroso, rentista do mercado financeiro e cruel por querer formar uma “legião de pobres” com a capitalização da Previdência, Guedes partiu para um embate direto com os oposicionistas, com ironias e ataques aos dois governos do PT.

Um dos momentos mais tensos foi quando os deputados se intrometeram na sua resposta à pergunta do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) sobre a idade que as empregadas domésticas se aposentam.

Com fúria, o ministro questionou os parlamentares da oposição: “por que vocês não botaram imposto sobre dividendos, porque deram dinheiro para a JBS?”. Se voltando para os parlamentares, Guedes rebateu: “nós estamos há três meses e vocês tiveram 18 anos (de poder) e não tiveram coragem de mudar”.

Houve reação dos deputados atacados por Guedes. Diante da gritaria, Guedes reagiu: “A Casa não está me respeitando. A Casa não me dá o direito de falar”.

Guedes foi em frente com as críticas e disse que eram fake news a informação de que no Chile havia muitos suicídios por conta da Previdência.

O bate-boca recomeçou quando Guedes falou que era caso de internação de que quem não via a necessidade de reforma. O que se seguiu foi nova explosão dos deputados.

No primeiro embate, que levou à queda da Bolsa e alta do dólar, teve como estopim o sistema de capitalização. Guedes disse aos deputados: “Se quiserem, embarquem seus filhos no avião em que vocês estão e vão acabar como Rio de Janeiro, Minas Gerais”.

A fala do ministro foi recebida com aplausos dos parlamentares governistas, enquanto representantes da oposição gritavam “Chile”, em alusão aos problemas previdenciários pelos quais passam o país, citado como exemplo de sucesso por Paulo Guedes. “O Chile tem quase o dobro da renda per capita do que o Brasil, acho que a Venezuela está melhor”, ironizou.

O ministro então começou um bate-boca com deputados oposicionistas, principalmente com Henrique Fontana (PT-RS), a quem Guedes respondeu: “Deputado, fale mais alto do que eu”.

Com a confusão generalizada – que incluiu deputados homens mandando colegas mulheres “calarem a boca” e outras mulheres saindo em defesa das deputadas atingidas -, Guedes acalmou os ânimos e pediu desculpas.

“Me aconselharam a não reagir, mas tentei ser atencioso. Sou muito respeitoso. Cometi o erro de interagir. Assim que eu interagi, vocês transformaram em outra coisa”, afirmou. “Meu papel é relativamente simples, quem vai julgar são os senhores. Com a maior franqueza, não cabe a mim entrar no debate político. Tenho que dar explicações e não preciso me exaltar, me desculpe”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acompanhou a sessão em vários momentos num gesto de apoio a Guedes, mas não se intrometeu. O líder do governo, Major Vitor Hugo (PFL-GO) teve uma participação tímida sem defesa contundente.

Com a forte pressão dos deputados, o ministro acabou fazendo um desabafo ao afirmar que pode estar “errando de várias maneiras”, mas que procura fazer o melhor.

Em audiência na Comissão de Constituição (CCJ) da Câmara, Guedes refutou o título de “rentista” dado pelos parlamentares. Ele disse que ao entrar para o governo “sem dúvida” está perdendo financeiramente.

“Eu posso estar errando em várias maneiras. Eu posso estar errado. A única garantia que eu dou é que estou tentando fazer o meu melhor”, desabafou.

O ministro cutucou os políticos. Disse que não gostaria de ser chamado de rentista da mesma maneira que não apontava para um deputado dizendo que ele é praticante da velha política. “Eu não classifico ninguém”, disse.

Na defesa do fim dos privilégios, ele aproveitou para cutucar o Legislativo afirmando que os parlamentares têm aposentadorias 20 vezes superior em média a do INSS. Ele destacou que a aposentadoria média dos parlamentares é de R$ 28 mil, enquanto a dos trabalhadores da iniciativa do INSS que recebem pelo INSS é de R$ 1,4 mil.

 

Estadão

 

 

Produção literária e jornalística de Linaldo Guedes pode ser acessada em único site

 

A produção literária e jornalística de Linaldo Guedes vai poder ser acessada, agora, em um único site. Já está on line o www.linaldoguedes.com, site do poeta e jornalista paraibano que completa agora em fevereiro 22 anos de imprensa e tem três livros de poemas publicados, além de participação em dezenas de outras obras lançadas no país.

Criado pelo web design Kécyo Pimentel, o linaldoguedes.com reúne toda a produção intelectual e artística de Linaldo Guedes, além de fotos e vídeos com o poeta paraibano.

A idéia, segundo Linaldo, foi reunir em um mesmo local toda a sua produção. “Tenho muitos textos, poemas inéditos e matérias de uma forma geral espalhados por várias páginas do mundo virtual. O site tem o objetivo de colocar esta produção num só local, para facilitar o acesso do leitor”, afirma.

No site, o leitor encontrará matérias, entrevistas e artigos da carreira profissional de Linaldo Guedes, que desde 1991 vem atuando nos principais veículos de comunicação do estado, ocupando as mais diversas funções (de repórter a editor), tendo atuado também em órgãos públicos e sido diretor de Jornalismo da Secretaria de Comunicação do Estado.

O site traz, também, a seção Fortuna Crítica, com textos sobre a obra literária de Linaldo Guedes e entrevistas com ele. Na seção Poemas, o leitor encontrará inéditos de Linaldo que ficaram fora de seus três livros e raridades, como parcerias com poetas contemporâneos e poemas da época do Poecodebar, o grupo de poesia coletiva paraibano que existiu no início dos anos 90 e agitou a literatura no estado. Em vídeos, o internauta vai poder acessar entrevistas feitas por Linaldo com nomes como Arnaldo Antunes, e matérias sobre a obra do poeta. Em fotos, a galeria de imagens dos eventos culturais de Linaldo.

Linaldo Guedes criou em 2004 o blogue Zumbi escutando blues, que será desativado após a transferência dos arquivos para o site. É autor de três livros de poemas – Metáforas para um duelo no sertão (Editora Patuá), Intervalo Lírico (Forma Editorial) e Os zumbis escutam blues (Textoarte/A União). Natural de Cajazeiras, está em João pessoa desde 1979 e atualmente é editor executivo do portal REPORTERPB (www.reporterpb.com.br).

Linaldo Guedes para o Focando a Notícia