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Gravidez, grito, crack, fotos e saber de traição ‘motivam’ mortes de mulheres

 (Foto: Krystine Carneiro/G1)
(Foto: Krystine Carneiro/G1)

Morreram porque engravidaram, gritaram, sabiam de traição, tiraram fotos com outro homem, reconheceram estupradores, ou até porque alguém precisava consumir crack. Essa foi a realidade para algumas das mulheres vítimas de violência na Paraíba. Na Semana da Mulher, o G1 relembra casos marcantes de mulheres que morreram por “motivos” banais.

Com a atuação da polícia e ajuda de mobilizações sociais, é possível ver Justiça sendo feita. Os assassinatos de Briggida Lourenço, Aryane Thais, Fernanda Ellen e das mulheres de Queimadas, por exemplo, foram desvendados e os autores estão presos. Outros casos, como as mortes de Vivianny Crisley e Rebeca Cristina, ainda estão em andamento, mas com os acusados presos, aguardando julgamento.

Briggida Lourenço foi morta pelo ex-marido, em João Pessoa (Foto: Reprodução/Facebook)Briggida Lourenço foi morta pelo ex-marido, em João Pessoa (Foto: Reprodução/Facebook)

Briggida, morta porque tirou fotos com um homem
A professora Briggida Rosely, de 28 anos, foi encontrada morta dentro do próprio apartamento, em João Pessoa, em junho de 2012. Ela foi achada por vizinhos com sinais de estrangulamento. O ex-marido dela, o fotógrafo Gilberto Stuckert, foi condenado por homicídio qualificado a 17 anos e seis meses de prisão e cumpre pena em regime fechado no Presídio Sílvio Porto.

Durante o julgamento, ele assumiu ter cometido o crime e disse estar arrependido. Gilberto disse que amava Briggida e que perdeu a cabeça por ter visto um álbum de fotografias dela com outro homem, no dia em que foi procurá-la. Eles tinham passado oito anos casados e o ex-marido não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com o depoimento do réu, o casal brigou, trocou xingamentos, ela bateu nele e ele revidou. De acordo com os autos, Gilberto Stuckert asfixiou Briggida por ação mecânica, sem lhe dar qualquer chance de defesa.

Aryane Thais foi encontrada morta em 2011, em João Pessoa (Foto: Arquivo Pessoal)Aryane Thais foi encontrada morta em 2011, em João Pessoa (Foto: Arquivo Pessoal)

Aryane Thais, morta porque estava grávida
Mais de seis anos depois do crime, o bacharel em Direito Luiz Paes de Araújo Neto foi preso, em junho de 2016, pela morte da jovem Aryane Thais, que tinha 22 anos quando foi assassinada.

O corpo seminu da vítima foi encontrado às margens da BR-230, em João Pessoa. Segundo a perícia, Aryane estava grávida e o pai do bebê seria Luiz Paes. O exame foi encontrado no bolso da vítima. Para o Ministério Público, Paes matou Aryane porque não queria assumir a paternidade e simulou uma cena de crime sexual para confundir a polícia.

Luiz Paes foi condenado a 17 anos e seis meses em regime fechado pelo assassinato de Aryane Thais. A condenação aconteceu em setembro de 2013, mas, durante cerca de três anos, ele recorreu da sentença nos tribunais paraibanos e em Brasília, mas teve todos os pedidos negados. Em junho de 2016, ele se entregou à Justiça e desde então cumpre pena em regime fechado no Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa.

Corpo de Fernanda Ellen foi encontrado enterrado no quintal do vizinho (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)Corpo de Fernanda Ellen foi encontrado enterrado no quintal do vizinho (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Fernanda Ellen, morta por cinco pedras de crack
A estudante Fernanda Ellen, de 11 anos, passou três meses desaparecida, de janeiro a abril de 2013. O corpo dela foi encontrado enterrado no quintal do vizinho da família, Jefferson Soares, no Alto do Mateus, em João Pessoa. A polícia chegou até o assassino a partir da identificação do destino do celular da menina, que foi trocado por cinco pedras de crack dias depois de ter sido roubado.

A juíza Anna Carla Falcão entendeu que Jeferson matou a estudante para roubar o celular dela e, por esse motivo, ele não foi a júri popular, como acontece nos casos de homicídio. A menina foi morta por asfixia, em consequência de um estrangulamento. Depois do crime, ele enterrou o corpo para que ninguém descobrisse que ela estava morta.

Assassino confesso, Jefferson Luís Oliveira Soares  foi condenado a 31 anos de prisão pela morte de Fernanda Ellen e segue preso em regime fechado no Presídio PB1.

Izabella Monteiro e Michelle Domingues morreram após estupro coletivo em Queimadas (Foto: Arquivo Pessoal)Izabella Monteiro e Michelle Domingues morreram após estupro coletivo em Queimadas (Foto: Arquivo Pessoal)

Izabella e Michelle, mortas porque reconheceram estupradores
No crime conhecido como a “Barbárie de Queimadas”, cinco mulheres foram estupradas e duas delas mortas porque reconheceram os agressores, que eram supostos amigos das vítimas. O crime aconteceu em fevereiro de 2012, no município de Queimadas, no Agreste paraibano. As mulheres foram chamadas para uma festa de aniversário e lá, durante o que seria uma comemoração, foram estupradas pelos “amigos” que simularam uma assalto e usaram máscaras para não serem reconhecidos. O estupro coletivo seria um “presente” para o aniversariante.

Izabella Monteiro, de 27 anos, e Michelle Domingues, de 29, no entanto, os reconheceram. Uma delas foi morta com quatro tiros em uma rua central da cidade e a outra foi assassinada com três tiros na estrada para Campina Grande.

Os autores do crime foram presos quando acompanhavam o cortejo dos caixões para o cemitério. Três adolescentes foram condenados a cumprir medidas socioeducativas, e seis dos réus foram condenados pelos crimes de cárcere privado, formação de quadrilha e estupro.

O mentor da barbárie, Eduardo dos Santos Pereira, só foi condenado dois anos depois, em júri popular, a 108 anos e dois meses de prisão. Ele foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores, porte ilegal de arma e cinco estupros, além de lesão corporal contra um dos adolescentes envolvidos no crime.

Com exceção dos adolescentes, que já cumpriram três anos de internação no Lar do Garoto e foram soltos em 2015, todos os outros envolvidos permanecem presos em regime fechado no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1. Eduardo vai cumprir a pena em regime fechado até que ela seja extinta, uma vez que o período para progressão para o semiaberto, com base nos 108 anos aos quais ele foi condenado, é de mais de 40 anos, enquanto que a de extinção da pena é de 30.

Vivianny Crisley estava desaparecida após festa em boate de João Pessoa, Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Vivianny Crisley ficou desaparecida após festa, em João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Vivianny Crisley, morta porque gritou
A vendedora Vivianny Crisley passou 15 dias desaparecida após ser vista saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa, entre outubro e novembro de 2016. O corpo dela foi encontrado carbonizado, em uma mata, em Bayeux, na Grande João Pessoa.

Três homens foram presos suspeitos de participação no crime. Primeiro Allex Aurélio Tomás dos Santos, em João Pessoa, e, em seguida, Jobson Barbosa da Silva Júnior, conhecido como Juninho, e Fágner das Chagas Silva, apelidado de Bebé, no Rio de Janeiro.

Segundo eles, o trio conheceu Vivianny na noite do crime, no bar em que eles estavam e de onde saíram de carro para procurar outro lugar onde encerrar a noite. Como não acharam outro bar aberto, foram para a casa de Juninho, em Bayeux, próximo ao local onde o corpo de Vivianny foi encontrado. Ela foi golpeada sucessivamente com chave de fenda na cabeça e seu corpo foi queimado com a ajuda de gasolina e um pneu.

De acordo com os depoimentos dos três, a motivação do crime foi o fato dela ter gritado dentro do carro e ficar “perturbando” o trio para ir para casa. Nenhum dos suspeitos revelou se havia intenção de estuprar Vivianny e, por conta do estado do corpo, a perícia também não conseguiu constatar se houve violência sexual.

Allex Aurélio, Jobson Barbosa e Fágner das Chagas foram denunciados pelo Ministério Público, em fevereiro, por sequestro, homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e crueldade, e ocultação de cadáver. Os três estão aguardando julgamento presos no Presídio PB1, para a própria segurança deles.

O advogado de Jobson, Bruno Deriu, informou que não foi intimado e que não vai se pronunciar sobre o caso no momento. Os advogados dos demais acusados não foram localizados.

Rebeca Cristina foi morta em João Pessoa em julho de 2011 (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco/Arquivo)Rebeca Cristina foi morta em João Pessoa em julho de 2011 (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco/Arquivo)

Rebeca Cristina, morta porque sabia demais
O indiciamento do acusado de matar Rebeca Cristina só aconteceu cinco anos depois do crime. Rebeca, com 15 anos, foi estuprada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, na tarde do mesmo dia.

O único suspeito do crime é o cabo da Polícia Militar Edvaldo Soares da Silva, que era padrasto de Rebeca. Segundo o inquérito policial, há pelo menos 22 indícios de envolvimento dele no crime. Para a polícia, a menina foi morta porque descobriu um caso extraconjugal do padrasto após ver mensagens no celular do suspeito. Ele está preso no 1º Batalhão de Polícia Militar, aguardando julgamento desde julho de 2016.

O promotor Marcus Leite o denunciou por estupro e homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante circunstâncias que impossibilitaram a defesa da vítima. Para o Ministério Público, não há dúvidas da participação dele no crime.

O advogado de Edvaldo, Gabriel Cirne, por sua vez, garante que não há nenhuma prova material que comprove envolvimento dele no crime e tem convicção de que ele vai ser absolvido se for a júri popular. A tese da defesa vai se basear na negativa de autoria do crime.

“Ele cumpriu a escala de trabalho no dia do crime, a perícia constatou que o material genético que estava nela não era dele. O problema é que ele usou a mídia, e a mídia devastou a pessoa dele. Mas nessa fase do processo, sob a luz do contraditório e da ampla defesa, as anomalias vão aparecer e todo mundo vai constatar a inocência de Edvaldo”, disse o advogado.

A primeira audiência de instrução do caso está marcada para esta quinta-feira (9), às 14h. Um inquérito complementar segue aberto para identificar uma segunda pessoa que estaria envolvida no crime. De acordo com o delegado Glauber Fontes, esta pessoa seria o executor do crime, mas o padrasto estaria nas proximidades do local onde a menina foi morta.

G1 PB

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Guarabira sediará Grito dos Excluídos 2016

cartaz-gritoA Diocese de Guarabira se prepara para o 22º Grito dos Excluídos. Este ano o evento terá como lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada e mata” e o tema “Vida em primeiro lugar”.

Cada edição é realizada em uma Paróquia específica e esta será a vez da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe no bairro do Nordeste em Guarabira.

As atividades do Grito dos Excluídos acontecerão no sábado, 10 de setembro, a partir das 13h, com a participação de várias caravanas paroquiais dos diversos recantos da Diocese.

Em nível nacional o evento ocorre na Semana da Pátria, mais precisamente no dia 07 de setembro; porém na Diocese de Guarabira a celebração se realiza no sábado pós feriado da independência. Em 2015, o evento foi sediado em Pilõezinhos.

Pascom – Diocese de Guarabira

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Dom Lucena fala sobre a programação do Grito dos Excluídos

 (Foto: Joab Freire / Nordeste1)
(Foto: Joab Freire / Nordeste1)

A XXI edição do Grito dos Excluídos, na Diocese de Guarabira, acontece neste sábado (12) em Pilõezinhos. Com o lema, “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” e o tema “A vida em primeiro lugar”, o evento reunia caravanas de diversas paróquias da Região.

O Bispo Diocesano Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira (9) no Seminário São José, para falar sobre o evento que, segundo ele, acontece em dois momentos.

“Temos dois momentos do Grito dos Excluídos aqui na nossa região, hoje quarta-feira, teremos uma mesa redonda, sobre o tema da vida ‘Que país é este que mata gente’ e sábado, a partir das 13h30, teremos algo com toda a sociedade, seremos acolhidos na entrada de Pilõezinhos, sairemos numa caminhada pelo centro da cidade, onde teremos falas, apresentações e a Celebração pela Vida”, explicou o Bispo.

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O Grito dos Excluídos acontece a 21 anos todo o dia 7 de Setembro, data em que se comemora o Dia da Independência do Brasil, contudo na Diocese de Guarabira a mobilização acontece sempre no sábado posterior ao feriado. O evento acontece em todo o Brasil com representantes das minorias e da sociedade em geral.

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Ao final um café foi servido aos representantes da imprensa. (Foto: Jean Ganso)

 

 

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Padre escandaliza-se com grito de “Fora Dilma” do arcebispo da Paraíba: “Estou estupefato”

padredjacyO padre Djacy Brasileiro, “feroz” defensor da presidente Dilma e do Partido dos Trabalhadores nas redes sociais, escandalizou-se com participação do arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Paggoto, no ato público realizado ontem contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma.
Com uma bandeira do Brasil e um apito, o arcebispo participou ativamente no dia de ontem, do ato em João Pessoa, que reuniu milhares de pessoenses.

“Meu Deus! Minha Nossa Senhora! Sinceramente, sem palavras, sem palavras, sem palavras. Estou estupefato” lamuriou-se o padre Djacy Brasileiro.

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polemicaparaiba

No grito e com croata inspirado, Fla bate Atlético-MG e vence a terceira seguida

leoNo grito da arquibancada e com croata, o Flamengo sobe a ladeira do Brasileiro. Com participação decisiva de Eduardo da Silva, autor de um gol e quem sofreu um pênalti, e com mais de 40 mil rubro-negros na arquibancada, o time venceu a terceira seguida na competição, 2 a 1 sobre o Atlético-MG, de virada. O resultado levou o Flamengo à 13ª posição na tabela, com 19 pontos, enquanto o Galo caiu para oitavo, com 23 pontos.

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Vanderlei Luxemburgo tinha dois desfalques: Alecsandro, suspenso, e Paulinho, lesionado. Sem seus dois atacantes, o técnico supreendeu e recheou o meio de campo com cinco jogadores. A novidade foi Luiz Antonio entre os titulares. Já Levir Culpi estava sem Pierre, Leandro Donizete e Marcos Rocha.

Na próxima rodada, o Flamengo vai até Criciúma, no domingo, enfrentar o time da casa. Já o Atético-MG, no sábado, recebe o Internacional no Independência.

O jogo

A surpresa de Luxemburgo, encorpando o meio de campo com mais jogadores, provou-se pouco eficaz. Se o Flamengo povoava a área, dava mais espaços atrás para as rápidas saídas de Maicosuel e Diego Tardelli pelo ataque do Atlético-MG. Ambos buscavam as pontas para tentar lançar Jô, centralizado no ataque.

Em dois erros, o Atlético-MG ensaiou um ataque, mas não conseguiu. A desatenção rubro-negra, no entanto, custaria caro aos nove minutos. Em cobrança de lateral ainda no campo de defesa, João Paulo não marcou ninguém e a bola sobrou para Maicosuel. Rápido, ele avançou pela direita, fintou Cáceres e Wallace e bateu cruzado diante de um Paulo Victor que nada pôde fazer. Atlético na frente. 1 a 0.

O gol precoce desconcertou o Flamengo. Sem armação, o time se embolava no meio de campo, fosse com erro de passe ou desarmes adversários. E, na defesa, tinha um temor: João Paulo era uma avenida para Alex Silva avançar. Everton tentou ajudar e, com isso, deixou o ataque mais longe. Aos 21 minutos, o Flamengo chegou mais no grito da torcida e Luiz Antonio, de longe, fez seu último ato no jogo: um chute de longe que resultou em dificuldades para Victor.

Dois minutos depois, Luxemburgo desistiu do esquema. Com Arthur isolado no ataque, ele colocou Nixon na vaga de Luiz Antonio para prender mais a bola na frente. O Flamengo até chegou mais na frente e, aos 36 minutos, João Paulo lançou Everton na área pelo lado esquerdo. O camisa 22 avançou e chutou cruzado, mas Victor fez boa defesa e, no rebote, a zaga conseguiu afastar. E o primeiro tempo chegara ao fim.

Na volta para a etapa final, o Flamengo continuava a sua caça Às investidas de Maicosuel pelo lado direito do ataque. Jô, inoperante, recebeu bola em boas condições aos cinco minutos, mas a dominou de forma bisonha. O jogo se caracterizava mais pelos erros, o que tornava o jogo truncado. Mas da arquibancada veio o maior reforço rubro-negro.

Em um Maracanã cheio, a voz que emana da arquibancada acordou. E o Flamengo, mais no embalo do que na tática, foi junto. Aos 14 minutos, Marcelo chutou forte de fora da área, na pressão, mas Victor defendeu. Luxemburgo, então, viu que era hora de mudar. De uma vez só, sacou Márcio Araújo e Arthur para as entradas de Lucas Mugni e Eduardo da Silva. Deu certo de forma quase instantânea.

Como o Atlético-MG já estava mais recuado diante do grito da torcida, Pedro Botelho pareceu confuso. Sem raciocinar ele deu carrinho impiedoso em Eduardo da Silva na ponta direita da área, aos 18 minutos. Pênalti bem assinaldo que Léo Moura cobrou mal, no canto esquerdo, mas deu sorte. Victor tocou na bola, mas ela passou por baixo de seu corpo e fez explodir o Maracanã. 1 a 1.

O gol de empate fez a partida ficar mais aberta. Ambos os times se lançaram ao ataque com o som da torcida, vibrante, ao fundo. Mugni, de longe, arriscou, mas Victor defendeu. Aos 25 minutos, a força rubro-negra da arquibancada se traduziu, de novo, em campo. João Paulo recebeu bola na esquerda e cruzou para a área. Eduardo da Silva, com bela impulsão, conseguiu o cabeceio no lado esquerdo de Victor, que, de novo, tocou na bola, mas a viu morrer no fundo da rede. Virada rubro-negra. 2 a 1.

O Atlético-MG, entregue, perdia até divididas depois da virada que sofrera. Apenas André, de cabeça, obrigou Paulo Victor a fazer boa defesa. Mas não tinha jeito. O Flamengo virou, com sua torcida e seu croata, e segue subindo no Brasileiro.

ESPN Brasil

Sob o lema “um Estado a serviço da nação”, Grito dos Excluídos chega à sua 18ª edição

Na próxima sexta-feira (7), acontece a 18ª edição do Grito dos Excluídos, sob o lema “Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta direitos a toda população”. Organizações e movimentos sociais realizarão uma série de atividades em todo o país.
“O Estado tem o dever de dar à população brasileira o acesso ao sistema de saúde, à educação, terra, trabalho, transporte, moradia e lazer. No entanto, isso acontece de forma precária e, em alguns casos, não ocorre”, denunciam o movimentos sociais.
De acordo com informações da rede Jubileu Sul, no ano passado, o governo destinou 45,05% (R$708 bilhões) de seu orçamento para o pagamento da dívida pública, enquanto apenas 4,07% (R$63,93 bilhões) foram gastos com saúde, e 0,02% (R$314,2 milhões) com saneamento.
O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular dos trabalhadores do campo e da cidade que acontece tradicionalmente na semana da Pátria. A concentração principal ocorrerá em Aparecida, interior de São Paulo, às 9h20, em frente à Basílica. No entanto, em todo o país devem ser realizadas mobilizações.

Confira abaixo a programação das atividades confirmadas até esta quarta-feira (5):

Aparecida (SP)
Concentração no Porto Itaguaçu – Acolhida, animação e mística, às 6h
Saída da Caminhada do Porto até a Basílica, às 7h30
18º Grito dos Excluídos em frente à Basílica – Pátio João Paulo II, às 9h20
Entrada para o Santuário, às 10h
Celebração da 25ª Romaria, na Basílica, às 10h30

Campinas (SP)
Concentração no Largo do Pará, no centro
Às 9h30

Goiânia (GO)
Concentração em frente à Assembleia Legislativa de Goiás, na  Alameda dos Buritis, 231
Às 8h

Manaus (AM)
Concentração na avenida Constantino Neri, em frente ao Parque dos Bilhares
Às 16h

Rio de Janeiro (RJ)
Concentração na esquina das avenidas Presidente Vargas e Uruguaiana, no centro da capital carioca
Às 9h

São Paulo (SP)
Missa às 8h na Catedral da Sé
Concentração às 9h30 na Praça da Sé
Caminhada até o Parque da Independência, às 10h
Ato do Grito dos Excluídos, às 12h
Teatro do Grito: Um de nós sobreviverá, às 13h

Concentração na Praça Osvaldo Cruz, às 9h
Será realizada uma caminhada da avenida Brigadeiro Luiz Antonio até o Monumento das Bandeiras, no Parque do Ibirapuera
Realização: Central de Movimentos Populares (CMP)

Vitória (ES)
Concentração no bairro Jesus de Nazaré, às 8h
Depois uma passeata deve seguir até a Assembleia Legislativa, no centro da capital capixaba

brasildefato

Grito dos Excluídos pede Estado para os pobres e fim de privilégios

A 18ª edição do Grito dos Excluídos terá como tema “Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!”. O Grito prevê atividade em quase todos os estados (com exceção do Acre) e ocorre tradicionalmente em 7 de Setembro, Dia da Independência.

Para Ari Alberti, do Serviço Pastoral dos Migrantes e integrante da coordenação nacional do evento, a ideia é contrapor privilégios dados a setores empresarias, como o agronegócio, às necessidades de políticas públicas que garantam direitos básicos e bem-estar à população em geral.

“Temos visto e sentido o Estado se dando bem com o capital, o agronegócio e a agroindústria. Enquanto isso, os direitos sociais são tratados como um favor. Não é isso que queremos”, diz. “A experiência democrática que vivemos hoje está muito fraca. Temos de ampliar isso e a nossa sugestão é que ela seja direta e participativa. O que nos move nessa luta é o projeto popular”, afirma Alberti.

De acordo com Karina Pereira, da secretaria nacional do Grito, diversos seminários preparatórios estão ocorrendo em todo o país. Para ela, exemplos para criticar o modelo atual não faltam.

“Contra os pobres cada vez mais se acentua um processo de criminalização. Além disso, temos as mudanças no Código Florestal, o extermínio violento da juventude, especialmente nas periferias, a falta de acesso aos bens públicos e a construção de hidrelétricas sem a consulta aos povos”, disse.

As eleições municipais deste ano também estarão entre os temas abordados. Para Alberti, a sucessão de denúncias envolvendo políticos tem afastado o povo da política, com reflexos negativos para a sociedade. “A eleição está dentro de um processo que não podemos ignorar, mas temos a impressão de que a política eleitoral e partidária deixou de ser coisa séria. Precisamos resgatar isso”, disse.

Para Karina, a união de movimentos, pastorais e sindicatos é o que pode ajudar no processo de construção de um novo modelo de governo.

“Em São Paulo, onde está instalada a secretaria nacional do Grito, temos visto ações do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que são contrárias ao povo. A forma violenta de remoção da população pobre, dos moradores de rua e como foi tratada a questão da ‘cracolândia’. O Grito serve para denunciar essas práticas seja aqui ou em qualquer outra parte do Brasil”, disse a organizadora.

Segundo Alberti, é preciso ir além de políticas assistencialistas, que não atacam as raízes dos problemas causados pelas desigualdades sociais. “Cobramos uma política que faça mudanças estruturais e profundas no país”, afirmou. O tema do Grito dos Excluídos deste ano será também tratado na 5ª Semana Social Brasileira, prevista para maio de 2013, em Brasília.

redebrasilatual

Preparação para o Grito dos Excluídos 2012 já começou em todo o país

O Grito dos Excluídos – mobilização nacional que acontece em todo o Brasil no dia 7 de setembro – já está tomando forma. Em várias cidades estão sendo realizadas atividades de preparação como seminários e encontros para debater o lema do ano e organizar a série de mobilizações que vão protagonizar a Semana da Pátria.

A 18ª edição do Grito tem como lema ‘Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população’. De acordo com Wagner Marques, das Pastorais Sociais de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), o tema está ligado à 5ª Semana Social Brasileira e buscou dar voz à população.

“O tema escolhido quer trabalhar com a cidadania sobre a questão dos direitos. Aqui em Belo Horizonte nos estamos abordando mais de perto e tentando conscientizar sobre a questão do voto, por ser um ano eleitoral, e da saúde, que foi o tema da Campanha da Fraternidade deste ano”, explica.

Wagner aponta que em Belo Horizonte já foram realizados seis encontros para preparar o Grito dos Excluídos na região. A próxima atividade será um seminário, que acontecerá de 8h às 13h, dia 11 de agosto, na Escola Estadual Paulo Mendes Campos (Avenida Assis Chateaubriand, 429, Floresta – BH).

A programação do Seminário contempla análise de conjuntura, debate Geral sobre o lema e oficinas temáticas que vão focar: criminalização da pobreza; privatização e PPPs; saúde e agrotóxicos; violência contra a mulher; eleições e corrupção; reforma urbana; defesa do meio ambiente e mineração; educação e cultura.

Todos os interessados/as em participar deste momento de formação são convidados. O seminário é aberto e gratuito. Para informações e inscrições, escrever para gritodosexcluidosbh@gmail.com ou ligar para (31) 3428-8046.

As ações de preparação e formação de BH vão culminar no dia 7 de setembro na Praça da Estação. A partir das 8h terá início a concentração para em seguida começar a passeata. Os/as participantes/as vão acompanhar um trio elétrico e seguir cantando e escutando a fala de lideranças até a chegada à Praça 7 de Setembro, onde haverá um grande abraço de paz em volta da praça.

Em outras cidades brasileiras, os eventos e ações ligados ao Grito dos Excluídos também já estão sendo preparados. No dia 17 de maio aconteceu em Fortaleza, no Ceará, o Encontro Estadual de Preparação ao Grito dos Excluídos para pensar a realização do Grito 2012 na região. Em 17 de julho, a Ação Social Arquidiocesana promoveu a 1ª reunião de preparação para o Grito em Salvador, na Bahia. Neste mesmo dia, o Fórum Regional das Pastorais Sociais de Teresina (Piauí) realizou a 1ª Plenária do Grito dos Excluídos 2012. No dia 14 de agosto, o Fórum vai realizar o “Dia D do Grito” para reivindicar, protestar e compartilhar todas as atividades que foram já foram realizadas. As demais regiões e dioceses do país também estão preparando caminhadas, manifestações em frente a órgãos públicos e seminários para debater e refletir o lema deste ano.

O que é

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que todos os anos leva para as ruas de diversas cidades brasileiras pessoas e grupos comprometidos com as causas dos excluídos/as. A mobilização tem três sentidos principais: denunciar o modelo político e econômico que concentra riquezas e renda e condena milhões à exclusão social; tornar público o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; e propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social com a participação ampla de todos os cidadãos e cidadãs.

Todos os anos, desde 1995, o Grito dos Excluídos acontece no dia 7 de setembro – Dia da Independência brasileira – para mostrar que a população do país não está satisfeita apenas com uma independência “politicamente formal”, mas deseja uma verdadeira independência, que passa pela soberania da nação, com a implementação de políticas públicas de forma autônoma e livre.

Adital

Grito da Terra mobiliza centenas de trabalhadores em Brasília

 

Trabalhadores rurais de diversas partes do país se reúnem, nesta quarta-feira (30), em uma grande marcha em Brasília convocada pelo 18º Grito da Terra Brasil (GTB), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Tida como a maior mobilização nacional de agricultores, o GTB reivindica todos os anos melhorias nas condições de vida e de trabalho para a população do campo.

Para o presidente nacional da CTB, Wagner Gomes, que também estará presente no ato, é possível avançar na luta através da mobilização. “A Contag promove todos os anos o Grito da Terra Brasil, em prol das melhorias de vida para os trabalhadores rurais e para a agricultura familiar. E nesta grande mobilização que cobra diretamente o governo federal sobre as principais questões que envolvem a classe trabalhadora do campo é possível avançar rumos às conquistas”, afirma o dirigente.

As negociações com o governo federal envolvendo as principais questões do GTB, já foram feitas dias antes. Várias reuniões entre lideres sindicais rurais e representantes de diversos ministérios já aconteceram. Agora, os trabalhadores e trabalhadoras rurais esperam que o governo federal realmente cumpra com todas as exigências feitas pelos trabalhadores.

A pauta de revindicações será entregue oficialmente durante a marcha dos trabalhadores rurais. Entre as principais reivindicações estão:

Reforma agrária: desapropriação de imóveis rurais, regularização fundiária, Programa Nacional de Crédito Fundiário, sustentabilidade econômica, social e ambiental dos projetos de assentamentos, sustentabilidade ambiental e gestão do Incra;

Política agrícola: orçamento da política agrícola e desenvolvimento da agricultura familiar, enquadramento da agricultura familiar para efeito de acesso às políticas públicas, sistema de proteção à infraestrutura e à produção na agricultura familiar, territorialidade, economia solidária, cooperativismo e associativismo, pesquisa e ATER/ATES e sistema de produção sustentável;

Políticas sociais: políticas de saúde para as populações do campo e da floresta/SUS, política de previdência social, proteção infanto-juvenil, educação do campo, habitação rural, democratização e acesso dos meios de comunicação e inclusão digital e cultura e esporte no meio rural;

Terceira idade: criação da Secretaria Especial da Pessoa Idosa, delegacias de proteção à pessoa idosa e mais rigor na fiscalização dos empréstimos para os aposentados;

Mulheres trabalhadoras rurais: enfrentamento à violência contra as mulheres e autonomia econômica, trabalho e renda para as mulheres;

Organização sindical:
regulamentação da contribuição sindical rural, representatividade das entidades sindicais de trabalhadores rurais e programa de formação para 5 mil beneficiários rurais em 2012;

Relações internacionais: participação da Contag nos espaços institucionais que definem a posição do governo brasileiro nas negociações internacionais e apoio na realização de estudos e análises técnicas que fundamentem políticas de apoio à comercialização dos produtos da agricultura familiar.

Fonte: CTB