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Novo vírus da gripe com ‘potencial pandêmico’ é encontrado na China

Uma nova cepa do vírus da gripe com potencial de causar uma pandemia foi identificada na China, segundo um novo estudo.

Essa linhagem surgiu recentemente e tem os porcos como hospedeiros, mas pode infectar seres humanos, dizem os autores da pesquisa.

Os cientistas estão preocupados com o fato de que ela poderia sofrer uma mutação ainda maior e se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e desencadear assim um surto global.

Eles dizem que a cepa tem “todas as características” de ser altamente adaptável para infectar seres humanos e precisa ser monitorada de perto.

Como se trata de uma nova linhagem do vírus influenza, que causa a gripe, as pessoas podem ter pouca ou nenhuma imunidade a ela.

Ameaça pandêmica

Uma nova cepa do influenza está entre as principais ameaças que os especialistas estão monitorando, mesmo enquanto o mundo ainda tenta acabar com a atual pandemia do novo coronavírus.

A última gripe pandêmica que o mundo enfrentou, o surto de gripe suína de 2009 que começou no México, foi menos mortal do que se temia inicialmente, principalmente porque muitas pessoas mais velhas tinham alguma imunidade a ela, provavelmente por causa de sua semelhança com outros vírus da gripe que circulavam anos antes.

O vírus da gripe suína, chamado A/H1N1pdm09, agora é combatido pela vacina contra a gripe que é aplicada anualmente para garantir que as pessoas estejam protegidas.

A nova cepa de gripe identificada na China é semelhante à da gripe suína de 2009, mas com algumas mudanças.

Até o momento, não representou uma grande ameaça, mas o professor Kin-Chow Chang e colegas que o estudam dizem que devemos ficar de olho nele.

Qual é o perigo?

O vírus, que os pesquisadores chamam de G4 EA H1N1, pode crescer e se multiplicar nas células que revestem as vias aéreas humanas.

O vírus H1N1, que causou uma pandemia de gripe — Foto: Reprodução

O vírus H1N1, que causou uma pandemia de gripe — Foto: Reprodução

Eles descobriram evidências de infecção recente em pessoas que trabalhavam em matadouros e na indústria suína na China.

As vacinas contra a gripe atuais não parecem proteger contra isso, embora possam ser adaptadas para isso, se necessário.

Kin-Chow Chang, que trabalha na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, disse à BBC: “No momento estamos distraídos com o coronavírus e com razão. Mas não devemos perder de vista novos vírus potencialmente perigosos”.

Embora esse novo vírus não seja um problema imediato, ele diz: “Não devemos ignorá-lo”.

Os cientistas escrevem na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências britânica, que medidas para controlar o vírus em porcos e monitorar de perto as populações trabalhadoras devem ser rapidamente implementadas.

O professor James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, disse que o trabalho “vem como um lembrete salutar” de que estamos constantemente sob o risco do surgimento de patógenos e que animais de criação, com os quais os seres humanos têm maior contato do que com a vida selvagem, podem ser uma fonte de vírus pandêmicos.

G1

 

Caminhoneiros e agentes portuários podem se vacinar contra a Gripe a partir de 16 de abril

Caminhoneiros e trabalhadores portuários de todo o Brasil entram como grupo prioritário na segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que começa no dia 16 de abril. Serão distribuídos 2 milhões de doses da vacina para todo o país. Esses trabalhadores podem se vacinar em qualquer parte do país, independentemente do município e do estado em que residem. A essas duas categorias se juntam motoristas de transporte coletivo, doentes crônicos, profissionais das forças de segurança e salvamento e povos indígenas.

O Ministério da Infraestrutura solicitou ao Ministério da Saúde a inclusão dessas categorias, que atuam em atividades essenciais ou ações de prevenção e combate à Covid-19. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, explica.

“Essa vacinação será feita nos postos de saúde, incluindo as cidades portuárias. E o caminhoneiro poderá se vacinar em qualquer posto de saúde do Brasil, se identificando por meio da carteira de trabalho, carteira do sindicato, da cooperativa ou de seu registro de transportador de cargas. Também pode apresentar carteira de habilitação C, D e E”.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o objetivo é atender quase que a totalidade desses grupos durante a campanha de vacinação.

“A meta é atender, pelo menos, 90% de todo esse público prioritário em todas as fases da campanha”.

O Ministério da Saúde lembra que a vacina contra Influenza não age contra a Covid-19, mas protege contra os três tipos de gripe mais comuns registradas no ano passado: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). Dessa forma, ajuda os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico do coronavírus, já que os sintomas são semelhantes aos da gripe.

 

agenciadoradio

 

 

Segunda fase da campanha de vacinação contra gripe começa quinta-feira

Começa na próxima quinta-feira (16) a segunda fase da Campanha de Vacinação Contra a Gripe. Depois dos idosos e profissionais de saúde, agora será a vez de serem imunizados os profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.

Para tanto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu início nesta segunda-feira (13) à distribuição do primeiro lote de vacinas para esta segunda fase. “Até o momento, 108 mil doses já foram repassadas para as Gerências Regionais de Saúde para esta segunda fase da Campanha. Cada município deverá ter estratégias para que os grupos prioritários tenham acesso à vacinação e evitar aglomeração”, informou a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga.

Na terceira fase da Campanha, prevista para começar no dia 9 de maio, serão vacinados professores, crianças de seis meses a menores de seis anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena, pessoas acima de 55 anos e pessoas com deficiência.

A meta da vacinação contra a gripe é imunizar, pelo menos, 90% de cada um desses grupos, até o dia 22 de maio. O dia “D” de mobilização nacional para a vacinação acontece no sábado, dia 9 de maio.

Dados – Na primeira fase da Campanha de Vacinação contra a Gripe a Paraíba vacinou 483.329 pessoas. Até então, o Estado atingiu 88,70% dos idosos e 83,19% dos trabalhadores de saúde.

Vacinação antecipada – Neste ano, o Ministério da Saúde antecipou o início da campanha contra a gripe, de abril para março, para proteger os públicos prioritários. Esta vacina não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, auxilia os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico da gripe, já que os sintomas são parecidos, para chegar mais rapidamente à conclusão do diagnóstico de coronavírus. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde.

 

pbagora

 

 

Gripe não é uma “doencinha”, alerta epidemiologista da Fiocruz

O Ministério da Saúde, em articulação conjunta com Secretarias municipais e estaduais de Saúde, realiza, até o dia 22 de maio, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O Ministério investiu mais de R$1 bilhão para adquirir 75 milhões de vacinas, que serão aplicadas ao longo de três fases. Mas, se o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, como definir quem vai receber a imunização?

As vacinas distribuídas imunizam contra três tipos de vírus causadores da gripe: o Influenza A H1N1, o Influenza A H3N2 e o Influenza B. As mais de 70 milhões de doses serão destinadas às populações que correm mais risco ao serem contaminadas e de sofrerem complicações causadas por esses vírus. São as pessoas mais propensas à contaminação e aquelas para quem a letalidade do vírus é maior.

O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz, Cláudio Maierovitch, explica que, embora seja comum, a gripe não é uma doença inofensiva. Ele chama a atenção para o fato de que, para determinadas parcelas da população, a gripe causada pelo vírus Influenza pode ser fatal.

“Muita gente pensa que gripe é uma ‘doencinha’, que é uma coisa simples. No entanto, a gripe causada pelo vírus chamado Influenza é uma doença que, além de incomodar muito, pode ser grave. Todos os anos morre muita gente por Influenza no Brasil e no mundo inteiro. O seu risco é maior principalmente para as pessoas mais idosas e para aquelas que já tem algum tipo de doença crônica, como doenças respiratórias, doenças cardíacas, diabetes, as gestantes… Então, é muito importante que as pessoas adotem todas as medidas possíveis para se prevenir da Influenza.”

Por isso, o Ministério da Saúde direciona a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe para a população mais suscetível a complicações decorrentes da gripe. A primeira etapa da campanha, que vai até o dia 15 de abril, por exemplo, é voltada para os dois grupos mais vulneráveis ao vírus Influenza: idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.

O presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, ajuda a entender que a criação de grupos prioritários parte de uma questão matemática: a quantidade de doses disponíveis para imunização corresponde a um terço da população brasileira, aproximadamente. Ele explica o motivo da população entre 6 e 55 anos, que não apresenta problemas crônicos ou respiratórios, não ser contemplada pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.

“São grupos que não costumam adoecer com a mesma gravidade de que gestantes, crianças, idosos ou portadores de doenças crônicas. Por isso, em um primeiro momento, não estão contemplados na Campanha do Ministério. Infelizmente, nós vivemos em um país de 200 milhões de habitantes e não há vacina disponível para todos. Neste ano de 2020, estamos vacinando um terço da população brasileira, mais de 70 milhões de doses, o que é uma boa parcela da população vacinada.”

A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe vai do dia 16 de abril até o dia 8 de maio. Neste período, serão vacinados membros das forças de segurança e salvamento, doentes crônicos, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.

No dia 9 de maio começa a terceira etapa, em que serão imunizados: professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena, pessoas com 55 anos ou mais e pessoas com deficiência. A campanha se encerra no dia 22 de maio.

Em caso de fila, as pessoas, principalmente os idosos, devem manter distância de pelo menos 2 metros de distância da outra pessoa.

Para mais informações sobre a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, acesse: saude.gov.br/vacinabrasil.

 

agenciadoradio

 

 

Ministério da Saúde inclui caminhoneiros e motoristas de transporte coletivo no calendário de vacinação contra a gripe

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que novos grupos prioritários foram incluídos no calendário da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários vão poder se vacinar a partir de 16 de abril, segunda fase da campanha.

Nesta segunda etapa, portanto, membros das forças de segurança e salvamento, doentes crônicos, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários serão o público-alvo. O cronograma inicial previa que professores das redes pública e privada seriam vacinados no mesmo período. Agora, os educadores compõem os grupos prioritários na terceira fase, que começa em 9 de maio.

O ministro explica que a mudança foi possível porque as escolas estão fechadas devido à pandemia do coronavírus. Assim, com a volta às aulas adiada, os professores serão imunizados na última fase.

“Normalmente, a gente tinha professores das escolas públicas e privadas como parte do segundo grupo de vacinas. E o intuito era não ter falta às aulas por gripe dos professores. Como estamos com todas as escolas paralisadas, invertemos e passamos o pessoal da segurança para ser junto com os serviços essenciais, nesta segunda etapa.” 

A inclusão de caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários entre os grupos prioritários é resultado de uma parceria entre os ministérios da Saúde e Infraestrutura, chefiada por Tarcísio Gomes de Freitas.

O ministro da Infraestrutura afirma que há logística pronta para receber esses profissionais em rodovias de todo o país. Segundo ele, os 130 postos de atendimento a caminhoneiros que funcionam com orientações e entrega de produtos de higiene e alimentação, também devem auxiliar na oferta de vacinas.

“Os profissionais de transporte terão esse suporte. Eles entram na prioridade assim que acabar a vacinação dos idosos e dos profissionais de saúde. Isso é muito importante, porque vai garantir esse conforto a mais.” 

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 1 bilhão para comprar 75 milhões de doses da vacina. Neste ano, a campanha foi antecipada de abril para março, com o objetivo de facilitar o diagnóstico do coronavírus, que tem sintomas semelhantes aos da gripe e evitar a sobrecarga do Sistema de Saúde. É importante ressaltar que a vacina protege contra os três vírus Influenza que causam a gripe, mas não protege contra a Covid-19.

Com as alterações, o cronograma ficou assim: idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde são os alvos da primeira fase; a partir de 16 de abril, é a vez dos membros das forças de segurança e salvamento, doentes crônicos, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários; a terceira etapa tem como prioritários, além dos professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena, pessoas com 55 anos ou mais, pessoas com deficiência.

A meta da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe é vacinar, pelo menos, 90% de cada um desses grupos, até o dia 22 de maio. O dia “D” de mobilização nacional para a vacinação acontece no sábado, dia 9 de maio.

E, para mais informações sobre a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, acesse: saude.gov.br/vacinabrasil.

 

agenciadoradio

 

 

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira com idosos e profissionais de saúde, na PB

Começa nesta segunda-feira (23) a 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Serão vacinados, primeiramente, os idosos e os trabalhadores de saúde que atuam na linha de frente do atendimento à população. A campanha foi antecipada e a decisão é mais uma medida de proteção a esses públicos, em especial aos idosos, já que a vacina é uma proteção aos quadros de doenças respiratórias mais comuns, que, dependendo da gravidade, pode levar a óbito.

A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários. Ano passado, a Paraíba atingiu 94,44%. Foram recebidas no primeiro envio 246 mil doses que já foram encaminhadas aos municípios paraibanos.

A segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 16 de abril e contempla professores de escolas públicas e privadas, profissionais de segurança e salvamento e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Na sequência, a partir do dia 9 de maio, que também é o Dia D, a campanha será aberta para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população indígena, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade. A vacinação será encerrada no dia 23 de maio.

“Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o Programa Nacional de Imunizações programou duas semanas de intervalo entre a primeira e terceira fase”, explicou Isiane.

Em 2020, até a 10ª semana epidemiológica (incompleta), dos 223 municípios da Paraíba, nove (4%) notificaram casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados. Do total de hospitalizados, 23 casos foram sinalizados com SRAG no ano de 2020, o que representa uma redução de 30% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, que registrou 33 casos.

Em 2019, foram notificados nove óbitos por SRAG, sendo cinco deles em João Pessoa. Já em 2020, até o momento, foram notificadas cinco mortes, três delas na capital e duas no sertão do estado.

Vacinação a domicílio

De acordo com o Ministério da Saúde, a priorização dos idosos nessa primeira etapa, mesmo diante da não eficácia da vacina de Influenza contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para a Covid-19. Além disso, a pasta considera os estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos.

Uma preocupação é evitar que essas pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precisem fazer deslocamentos no período esperado de provável circulação do vírus no país. O Governo do Estado recomenda que os municípios lancem estratégias de vacinação dos idosos casa a casa, para evitar aglomeração nos serviços de saúde.

Cidades que já anunciaram vacinação a domicílio para idosos

  • Conde: A Secretaria de Saúde da Prefeitura do Conde vai vacinar os idosos em suas residências pelas equipes das UBS na qual são atendidos.
  • Patos: A Prefeitura de patos pede que os idosos não se desloquem às Unidades de Saúde para procurarem vacina. Todos os idosos serão vacinados em suas residências.
  • Campina Grande: As equipes de Estratégia de Saúde da Família farão um cronograma para levar as vacinas, de rua em rua, para que os idosos não precisem ir até as unidades de saúde. Para os idosos que moram em áreas descobertas, ou seja, aquelas em que não há unidade de saúde, o agendamento poderá ser feito pelo Whatsapp lançado pela Secretaria de Saúde para essa finalidade: (83) 98700-1533. Já os trabalhadores em saúde devem se vacinar nas unidades de saúde onde trabalham ou nos Centros de Saúde.
  • Cabedelo: Nesta segunda-feira (23), a Secretaria Municipal de Saúde (Sescab) vai dispor de 24 carros exclusivos para ir em busca dos idosos em seus residências. O esforço concentrado pretende imunizar boa parte dessa população, evitando que ela se dirija à USF. Cada carro conduzirá um agente de saúde e um técnico em enfermagem. Nos demais dias, também haverá uma busca ativa pelos idosos. A meta é imunizar todos em suas residências.

João Pessoa

João Pessoa não terá campanha de vacinação a domicílio. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa divulgou os locais onde será vacinada a população idosa dentro da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza. Os locais de vacinação para os idosos podem ser acessados por meio de um link disponibilizado pela prefeitura. No entanto, os idosos em situações mais complicadas, segundo o secretário Adalberto Fulgêncio, serão vacinados em casa.

G1

 

Vacinação contra a gripe começa na segunda com idosos e profissionais de saúde

Começa na próxima segunda-feira (23) a 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza.Serão vacinados, primeiramente, os idosos e os trabalhadores de saúde que atuam na linha de frente do atendimento à população. A campanha foi antecipada e a decisão é mais uma medida de proteção a esses públicos, em especial aos idosos, já que a vacina é uma proteção aos quadros de doenças respiratórias mais comuns, que, dependendo da gravidade, pode levar a óbito. Outra preocupação é evitar que as pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precisem fazer deslocamentos no período esperado de provável circulação do vírus no país.

“O Governo do Estado recomenda que os municípios lancem estratégias de vacinação dos idosos casa a casa, para evitar aglomeração nos serviços de saúde. Esses cronogramas devem ser divulgados previamente para que os idosos aguardem em casa”, informou a chefe do Núcleo de Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde, Isiane Queiroga.

A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários. Ano passado, a Paraíba atingiu 94,44%. “Recebemos nesse primeiro envio 246 mil doses que já foram encaminhadas aos municípios paraibanos”, comunicou Isiane.

A segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 16 de abril e contempla professores de escolas públicas e privadas, profissionais de segurança e salvamento e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. Na sequência, a partir do dia 9 de maio, que também é o Dia D, a campanha será aberta para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população indígena, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade. A vacinação será encerrada no dia 23 de maio.

“Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o Programa Nacional de Imunizações programou duas semanas de intervalo entre a primeira e terceira fase”, explicou Isiane.

Dados – Este ano, até a 10ª semana epidemiológica (incompleta), dos 223 municípios da Paraíba, nove (4%) notificaram casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados. Do total de hospitalizados, 23 casos foram sinalizados com SRAG no ano de 2020, o que representa uma redução de 30% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, que registrou 33 casos.

Em 2019, foram notificados nove óbitos por SRAG, sendo cinco deles em João Pessoa. Já em 2020, até o momento, foram notificadas cinco mortes, três delas na capital e duas no sertão do estado.

Coronavírus – De acordo com o Ministério da Saúde, a priorização dos idosos nessa primeira etapa, mesmo diante da não eficácia da vacina de Influenza contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para a Covid 19. Além disso, a pasta considera os estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos.

Secom-PB

 

 

‘É uma gripe, vamos passar por ela’, diz ministro da Saúde sobre caso suspeito de coronavírus em SP

Em conversa com o blog, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta evitou qualquer tom alarmista diante do primeiro caso de teste positivo do novo coronavírus no Brasil. O caso é de um homem de 61 anos, que mora na capital paulista e que voltou da Itália recentemente.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta — Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta — Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

“Nós vamos nos preparar da melhor maneira. Mas é preciso ter calma. É uma gripe, vamos passar por ela e colocar todas as fichas na ciência”, disse o ministro da Saúde. “E não podemos perder a noção de humanidade”.

Segundo Mandetta, o Brasil tem características climáticas diferentes dos países do Hemisfério Norte, onde surgiu o vírus. Por isso, segundo ele, é preciso saber como esse vírus vai se comportar durante o verão de um país tropical.

“Não sabe se por aqui o vírus acelera ou desacelera. Os vírus se comportam de forma diferente no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul. Esse é um vírus que surgiu em baixa temperatura. Pode não ter o mesmo comportamento. Pode ser para melhor ou para pior”, ressaltou o ministro para em seguida completar:

“O Brasil é um país de pessoas mais jovens e está no verão. Esse é um período pouco propício para um vírus respiratório por aqui”.

Ele reconheceu a preocupação da população: “Há a pressão da opinião pública. Tem que ter muita calma. Transmitir calma, para evitar o alarmismo. E vamos atravessar essa gripe. Tentar minimizar o máximo o estresse”, comentou.

Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde fará uma entrevista coletiva para comentar o caso, já diante de um segundo teste. Segundo Mandetta, o Brasil já tem se preparado para vários cenários do coronavírus. E já acertou com o Conselho Federal de Medicina, inclusive, um protocolo para a abertura de leitos em caso de necessidade.

“É um inimigo muito difícil. Por isso, é preciso reforçar higiene, evitar lugares aglomerado e apostar numa vacina. Não tem como impedir a entrada no Brasil. Esse vírus chegou de num avião que veio de Milão. Não tem jeito”, observou.

Ele diz que o Brasil está em contato permanente com outros países da América do Sul para monitorar o vírus e que investiu recursos para a compra de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde, além de ter laboratórios capacitados para fazer exames para identificar o novo coronavírus.

G1

 

Brasil totaliza 339 mortes por gripe até junho deste ano

O Ministério da Saúde divulgou o número de mortes causadas pelo vírus da gripe no Brasil em 2019 que totalizou 339 até o dia 28 de junho. As análises das últimas semanas mostraram que a circulação do vírus influenza nas seguintes regiões: Paraná, Amazonas e São Paulo.

De acordo com o boletim epidemiológico da Semana 23 de junho, foram registradas mortes devido a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – causada pelo vírus influenza.

Os casos de influenza chegaram a 1.576 registros, que são considerados os casos mais graves e, por isso, passam por análise laboratorial para identificar o subtipo do vírus.

O ministério informou que o estado do Paraná tem o maior número de mortes do ano, sendo 52 óbitos até o dia 28 de junho. Logo atrás vem o estado do Rio de Janeiro com 41 mortes por gripe. E a terceira posição fica com o Amazonas que registrou 35 mortes e São Paulo com 34.

O que é a vacina da gripe?

A vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas. As vacinas são trivalentes, ou seja, imunizam contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época.

Existem três tipos de vacinas contra influenza:

  • vacinas de vírus fracionados
  • vacinas de subunidades
  • vacinas de vírus inteiros.

 

 

 Minha Vida

 

 

Saúde 74% das mortes por gripe em 2019 foram causadas pelo H1N1

As mortes por gripe no Brasil já somam 199 casos em 2019, de acordo com balanço do Ministério da Saúde até 3 de junho. A maior parte delas (74,4%) foi provocada pelo vírus H1N1.

O número total de mortes é menor do que no mesmo momento do ano passado. Neste mesmo período, a gripe matou 335 pessoas. No entanto, o número de casos de H1N1 aumentou. Em 2018, este vírus estava relacionado com 65% das mortes até a Semana Epidemiológica 21. Neste ano, o aumento foi de quase 10 pontos percentuais.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe terminou no fim de maio, com a imunização de 80% do público-alvo, abaixo da meta de 90% de cobertura. Com isso, as doses remanescentes foram disponibilizadas para toda a população.

Algumas cidades e estados, no entanto, podem manter a imunização restrita aos grupos prioritários (idosos, crianças, gestantes, mulheres que deram à luz há pouco tempo, índios, portadores de doenças crônicas, profissionais da saúde, pessoas privadas de liberdade e alguns servidores públicos).

Confira:

  • Rio de Janeiro mantém a vacinação exclusiva para o grupo prioritário até 15 de junho.
  • Tocantins vai manter a vacina para o grupo prioritário e a liberação para o público-geral será determinada por cada prefeitura.
  • Ceará restringe a vacinação ao público-alvo até 14 de junho.
  • Recife mantém a campanha para o público-alvo por tempo indeterminado.

A vacina não é capaz de causar a gripe em quem recebe. Ela permite que o paciente fique imune aos tipos de vírus mais comuns em circulação sem ficar doente.

A vacina produzida para 2019 protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS): H1N1, H3N2 e linhagem B/Victoria/2/87.

G1