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Saiba quais são os sinais que podem indicar uma gravidez de risco

Estudo alerta que a mulher grávida deve conhecer o próprio corpo para prevenir problemas e administrar riscos

gravidez de riscoA gestação em si é uma fase que envolve inúmeras transformações físicas e psicológicas na vida da mulher. Essas transformações que ocorrem podem por si só gerar sensação de angústia, medos, preocupação, entre tantas outras.

Logo após a descoberta da gravidez, é primordial que a mulher realize o acompanhamento médico adequado que garantirá a sua saúde e a saúde do bebê. E é natural que alguns hábitos sejam modificados ou abolidos da vida da mulher na gestação, tanto para a garantia de sua saúde quanto da saúde da criança. Leia também Fumo na gravidez aumentaria o risco de autismo em bebês

Saiba o que é preciso observar em relação à gravidez para prevenir problemas

O estudo Mulheres com gravidez de maior risco foi realizado com 12 mulheres em atenção pré-natal em um serviço público em Cuiabá (MT). A pesquisa salienta que quando as mulheres não têm informações precisas sobre o que ocorre consigo e com o bebê, ficam expostas a novos problemas, sejam físicos ou emocionais, o que implica nas condições de se proteger e de proteger o bebê. O que quer dizer que é essencial que a mulher conheça o próprio corpo e que compreenda sobre os perigos aos quais está exposta. Sendo assim, é de extrema importância que a mulher tome cuidados na gravidez, que preste atenção nos sinais, pois essa observação pode prevenir problemas.

No portal sobre maternidade Trocando Fraldas é explicado que nem toda gravidez de risco é causada por problemas relacionados à saúde. Isso porque algumas mulheres podem se enquadrar em gestação de risco por conta de particularidades. A gravidez de gêmeos, por exemplo, é considerada de risco pelos médicos por conta da condição diferenciada do útero que está preparado apenas para um bebê, o que quer dizer que quando a mulher espera por mais de uma criança, a condição do útero se torna mais delicada e essa gestação precisará ser observada com maior cuidado.

Fique por dentro dos sinais que indicam a importância de maior cuidado na gravidez

Presença de febre – A febre pode ser indicativo de alguma infecção presente e o sintoma deve ser informado imediatamente ao médico. Vale enfatizar que não se deve tomar quaisquer medicamentos sem a devida prescrição.

Sangramentos – Qualquer tipo de sangramento deve ser informado ao médico e no início de uma gestação pode ser indicador de aborto.

Secreção vaginal – A eliminação de secreção de aparência transparente ou leitosa em pequenas quantidades pode representar perda de líquido amniótico (que envolve a criança no útero), portanto, pode ser indicativo de complicação e o médico deve ser consultado imediatamente para uma avaliação.

Cólicas – As cólicas em si costumam ser naturais na gestação quando se parecem com contração ou provocam enrijecimento na região do abdômen, mas quando as cólicas são semelhantes às cólicas menstruais e são acompanhadas por perda de sangue, demandam atendimento médico imediato, pois podem indicar início de aborto.

Ausência de movimentos fetais – A partir do quarto ou quinto mês de gestação, os movimentos fetais podem ser sentidos, mas após esse período, se houver ausência de movimentos por até 12 horas é importante recorrer ao hospital para verificar.

Doenças – Problemas de saúde como pressão alta, diabetes, anemia, problemas cardíacos, entre outros, indicam que a gestação demandará maiores cuidados.

Histórico de aborto ou parto prematuro – Se a mulher já sofreu aborto espontâneo, é importante que o médico esteja ciente e que alguns cuidados sejam tomados. Ter tido um parto prematuro também é sinal para que cuidados sejam redobrados com a nova gestação.

Em caso de qualquer sinal anormal durante a gravidez, o ideal é que a mulher se dirija prontamente ao hospital para verificar se está tudo bem consigo e com a criança.

Fonte

OLIVEIRA, Daniela do Carmo; MANDÚ, Edir Nei Teixeira. Mulheres com gravidez de maior risco: vivências e percepções de necessidade e cuidado. Esc. Anna Nery. vol.19 nº1. Rio de Janeiro Jan/Mar. 2015.

Assessora de Comunicação – portal Trocando Fraldas

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STF decide que aborto nos 3 primeiros meses de gravidez não é crime

stfA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (29) descriminalizar o aborto no primeiro trimestre da gravidez. Seguindo voto do ministro Luís Roberto Barroso, o colegiado entendeu que são inconstitucionais os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto. O entendimento, no entanto, vale apenas para um caso concreto julgado pelo grupo nesta terça.

A decisão da Turma foi tomada com base no voto do ministro Luís Roberto Barroso. Para o ministro, a criminalização do aborto nos três primeiros meses da gestação viola os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, o direito à autonomia de fazer suas escolhas e o direito à integridade física e psíquica.

No voto, Barroso também ressaltou que a criminalização do aborto não é aplicada em países democráticos e desenvolvidos, como os Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Holanda, entre outros.

“Em verdade, a criminalização confere uma proteção deficiente aos direitos sexuais e reprodutivos, à autonomia, à integridade psíquica e física, e à saúde da mulher, com reflexos sobre a igualdade de gênero e impacto desproporcional sobre as mulheres mais pobres. Além disso, criminalizar a mulher que deseja abortar gera custos sociais e para o sistema de saúde, que decorrem da necessidade de a mulher se submeter a procedimentos inseguros, com aumento da morbidade e da letalidade”, decidiu Barroso.

Apesar de admitir a descriminalização do aborto nos três primeiros meses, Barroso entendeu que a criminalização do procedimento pode ser aplicada a partir dos meses seguintes.

“A interrupção voluntária da gestação não deve ser criminalizada, pelo menos, durante o primeiro trimestre da gestação. Durante esse período, o córtex cerebral – que permite que o feto desenvolva sentimentos e racionalidade – ainda não foi formado, nem há qualquer potencialidade de vida fora do útero materno. Por tudo isso, é preciso conferir interpretação conforme a Constituição aos Artigos 124 e 126 do Código Penal, para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre”, disse Barroso.

Prisões

O caso julgado pelo colegiado tratava da revogação de prisão de cinco pessoas detidas em uma operação da polícia do Rio de Janeiro em uma clínica clandestina, entre elas médicos e outros funcionários. Os cinco ministros da Primeira Turma votaram pela manutenção da liberdade dos envolvidos. Rosa Weber, Edson Fachin acompanharam o voto de Barroso. No entanto, Marco Aurélio e Luiz Fux não votaram sobre a questão do aborto e deliberaram apenas sobre a legalidade da prisão.

Agência Brasil

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Em um ano de epidemia, vírus Zika mudou a forma como mulheres encaram a gravidez

gravida-e-mosquitoO medo das consequências da infecção do vírus Zika e o impacto emocional das primeiras notícias sobre a epidemia mudaram o significado da gravidez para a mulher brasileira desde o fim de 2015. Nesta sexta-feira (11) completa um ano desde que o Ministério da Saúde decretou a epidemia como Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.

A técnica de enfermagem Rosângela Veloso trabalha há mais de 20 anos no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, conhecida como maternidade da Encruzilhada, no Recife (PE). Acostumada à rotina de auxiliar os médicos nos exames de ultrassom, ela conta que a epidemia afetou o comportamento das pacientes. “Antigamente, a preocupação era o sexo, hoje em dia é o tamanho da cabeça. Os médicos dizem que a fase da gravidez mais atuante para desencadear a síndrome é de cinco meses em diante, mas no primeiro ultrassom ela já quer saber o tamanho da cabeça”, relata Rosângela.

O obstetra e gestor executivo da maternidade, Olímpio Moraes Filho, tem a mesma impressão de sua colega. “Antigamente as mulheres iam felizes fazer ultrassom, hoje parece que estão entrando numa câmara de gás, parece uma tortura, é um medo tremendo. A gravidez tornou-se um sofrimento muito grande para as mulheres e não estamos oferecendo informações seguras para elas, porque a zika surgiu há pouco tempo”.

A percepção dos profissionais da maternidade comprova-se por estudos feitos com as grávidas. O Instituto Patrícia Galvão e o Data Popular divulgaram pesquisa com gestantes de todas as regiões do país que fizeram o pré-natal pelo SUS, no contexto da epidemia. O estudo mostra que 6 em cada 10 têm medo de fazer o ultrassom e descobrir que o bebê tem microcefalia. Apesar do temor, mais da metade delas gostariam de fazer mais exames durante o pré-natal. A pesquisa revela ainda que 31% dessas mulheres não programaram a gravidez, 23% temem o período da gestação devido à possibilidade do bebê ter algum problema e 99% delas sabem que se a gestante for infectada pelo zika, o bebê pode ter microcefalia.

A preocupação é ainda maior entre aquelas que não planejaram a gestação, realidade comum entre as pacientes da maternidade da Encruzilhada. “Nós temos uma clientela normalmente de baixa renda, com pouca informação. Só procura informação a respeito da zika e dos males que o mosquito provoca quando engravidam.  A maioria do nosso público é jovem, meninas com menos de 20 anos. Elas chegam aqui amedrontadas, com pouca informação sobre como lidar com aquela situação, porque para elas é tudo muito novo. E agora mais essa problemática do vírus com a probabilidade do bebê nascer com sequelas.”, relata a técnica de enfermagem Vilma Martins.

Planejamento e direitos reprodutivos

Os riscos da epidemia e o desconhecimento sobre os reais efeitos da Síndrome Congênita do Zika levaram o Ministério da Saúde, e em seguida a Organização Mundial da Saúde, a recomendarem que as mulheres adiassem os planos de engravidar. A recomendação acendeu o debate acerca do planejamento familiar e dos direitos relacionados à reprodução e à sexualidade.

Para a representante do Fundo de População das Nações Unidas, Fernanda Lopes, a crise trouxe uma oportunidade de falar sobre os direitos reprodutivos e planejamento familiar.  “A epidemia do vírus Zika revela primeiro que os direitos das mulheres não são considerados como direitos de primeiro plano, em especial o direito em decidir por uma gravidez nesse momento, dentro desse contexto de emergência sanitária, em especial, o direito de planejar de forma voluntária, sem coerção, sem discriminação, sem violência a sua vida reprodutiva” defende Fernanda.

A decisão de engravidar ou não e quantos filhos ter é um direito previsto na Constituição Federal. O artigo 226 diz que o casal tem liberdade de planejar sua vida familiar e reprodutiva e o Estado deve garantir os recursos para exercício desse direito. Em 1990, o Brasil regulamentou essa questão com a edição da Lei do Planejamento Familiar que, entre outros pontos, inclui o direito à esterilização voluntária. Apesar das políticas, a gravidez não planejada é uma realidade no Brasil: segundo o Inquérito Nacional sobre o Parto e o Nascimento, 30% das mães entrevistadas não queriam engravidar.

A recomendação para adiar ou planejar a gravidez esbarra em outro direito: o de acesso aos métodos contraceptivos, principalmente entre a população que está mais vulnerável à epidemia. A Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM 2014) revela que 89,4% das mulheres não grávidas tinham acesso a contraceptivos orais e injetáveis, em serviços públicos ou privados de saúde. Entre as jovens de 13 a 19 anos, 13,2% não tinham acesso. As regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentaram as maiores proporções de acesso nulo aos métodos, 15% e 10,4%, respectivamente.

As Unidades Básicas de Saúde deveriam ter todos os métodos contraceptivos disponibilizados para a população. Mas, na prática, há dificuldades para atender toda a demanda. A farmácia popular da maternidade do Cisam, no Recife, por exemplo, mantém o estoque com as doações que recebe de laboratórios farmacêuticos e as remessas não são constantes. Os postos de saúde passam por problemas semelhantes.

Paraíba – Em João Pessoa (PB), uma das unidades de saúde da família oferece todos os métodos contraceptivos, mas os que são mais utilizados, pílula combinada e injetável, acabam logo. A remessa que deve ser enviada anualmente pelo Ministério da Saúde para municípios acima de 500 mil habitantes não chega no prazo.

A coordenadora de Saúde da Mulher e da Rede Cegonha de João Pessoa, Tanea Lucena, reforça que a oferta de todos os métodos é essencial para o trabalho de planejamento familiar, principalmente entre jovens e adolescentes.“Eu sempre digo que tudo começa no planejamento da vida sexual e reprodutiva. Quando a gente fala no planejamento da vida sexual e reprodutiva são mulheres e homens, não tem como eles ficarem de fora. Porque a gente entende que tendo acesso na unidade de saúde, com o aconselhamento correto, com atividades educativas, isso vai reduzir bastante a questão não só das DST’s, mas de gravidez indesejada. Sabemos que hoje alguns problemas de saúde que acometem o bebê podem ser evitados por meio das consultas. Ela chega na unidade de saúde e diz que quer engravidar daqui a dois ou três meses. A partir dali ela começa a fazer uso de alguns medicamentos que previnem vários problemas neurológicos. A gente sabe que uma grande parte dos nascidos, em quase todos os municípios, são de gravidez que não foi planejada”, afirma Tanea.

Em nota, o Ministério da Saúde respondeu que “apoia e promove ações de saúde sexual e reprodutiva, por meio da disponibilização de orientações, informações e métodos contraceptivos, sempre com respeito à autonomia e ao direito de exercer a sexualidade e a reprodução, livre de discriminação, imposição e violência.” A nota diz ainda que, de 2011 a 2015, o ministério distribuiu em todo o país 2,4 bilhões de preservativos masculinos e femininos e investiu, no mesmo período, R$ 160,6 milhões na aquisição de diferentes métodos. No caso do estado da Paraíba, o ministério alega que foram enviados em 2015 e no primeiro semestre de 2016, mais de 400 mil contraceptivos, entre ampolas injetáveis, cartelas de pílulas e o dispositivo intrauterino (DIU).

Considerando a possibilidade de transmissão sexual do vírus Zika e outras doenças, o ministério orienta que “deve haver envolvimento e corresponsabilização de homens adultos, adolescentes e jovens na escolha e no uso do método e na dupla proteção” e recomenda, em especial às gestantes e seus parceiros, a utilização de preservativos masculinos ou femininos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal).

Agência Brasil

 

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Gravidez aumenta risco de AVC em jovens, não em mais velhas, diz pesquisa

GrávidaOs médicos vêm alertando há muito tempo as mulheres de que a gravidez tardia aumenta a probabilidade de acidente vascular cerebral (AVC), mas um estudo publicado nesta segunda-feira sugeriu que, na verdade, apenas as mulheres jovens enfrentam esse risco.

As conclusões, publicadas na revista científica Journal of the American Medical Association (Jama) Neurology compararam as taxas de incidência de AVC, também chamado de derrame cerebral, entre as mulheres grávidas e as não grávidas de diferentes faixas etárias.

Estudos anteriores tinham se concentrado na comparação das taxas de AVC entre as mulheres grávidas de diferentes idades – concluindo que a doença era mais comum entre as mulheres mais velhas -, mas não tinham incluído grupos de controle de mulheres não-grávidas nas diferentes faixas etárias para comparação.

“Apesar do acidente vascular cerebral ser um evento raro em mulheres jovens, 18% de todos os acidentes vasculares cerebrais em mulheres com menos de 35 anos foram associados com a gravidez”, disse o estudo liderado por Eliza Miller, da Universidade de Columbia.

“Em contraste, entre as mulheres mais velhas em idade fértil, 1,4% dos acidentes vasculares cerebrais estavam associados com a gravidez”, acrescentou.

As conclusões foram baseadas em dados de mulheres internadas devido a derrames cerebrais no estado de Nova York de 2003 a 2012.

Das mais de 19.000 mulheres admitidas por AVC durante essa década, pouco mais de 4% estavam grávidas ou tinham dado à luz nas últimas seis semanas.

Mulheres com 24 anos ou menos tinham mais que o dobro de risco de sofrer um acidente vascular cerebral na gravidez ou no período de seis semanas após o parto (14 AVCs por 100.000 mulheres) do que as mulheres não grávidas da mesma faixa etária (seis AVCs por 100.000 mulheres).

Entre as mulheres com entre 25 e 34 anos, o derrame cerebral associado à gravidez ocorreu em uma taxa de 21,2 por 100.000 mulheres grávidas, em comparação com 13,5 por 100.000 entre as mulheres não grávidas.

Os derrames eram mais comuns entre as mulheres com idades entre 35 a 44, mas, surpreendentemente, não houve praticamente nenhuma diferença na taxa de incidência de AVC entre as mulheres grávidas (33 por 100.000) e as não grávidas (31 por 100.000).

Na faixa etária seguinte, de 45 a 55, as taxas de AVC foram muito mais elevadas entre as mulheres não-grávidas (74 por 100.000) do que entre as mulheres grávidas (47 por 100.000).

“Embora as mulheres grávidas mais velhas tenham tido maiores taxas de acidente vascular cerebral na gravidez do que as mulheres grávidas mais jovens, o risco delas sofrerem um AVC foi semelhante ao das mulheres da mesma idade que não estavam grávidas”, disse o estudo.

“Mas em mulheres com menos de 35 anos, a gravidez aumenta o risco de acidente vascular cerebral, que mais do que dobra no grupo mais jovem”, acrescentou.

Mais pesquisas são necessárias para entender por que a gravidez aumenta o risco de derrame em mulheres jovens, disseram os pesquisadores.

“Embora as mulheres mais velhas tenham um risco maior de apresentar muitas complicações na gravidez, o risco maior de acidente vascular cerebral pode não ser um deles”, disse o estudo.

Uol

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Veja os perigos ao ingerir álcool na gravidez

gravidaPesquisa realizada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo aponta que 22,7% dos médicos que acompanham o pré-natal de mulheres grávidas desconhecem os perigos da ingestão de álcool nesse período. Esses médicos disseram recomendar até uma dose de vinho às suas pacientes.

Cláudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, esclarece que não há níveis seguros para o consumo. “Qualquer dose de álcool, em qualquer fase da gestação, é extremamente prejudicial, pode levar a alterações que não tem mais cura”, disse.

Para o estudo, foram ouvidos 1.115 médicos pré-natalistas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo o estudo, 44,8% das pacientes sequer informam ao médico se consomem ou não bebidas alcoolicas.

De acordo com Cláudio, a ingestão de álcool na gravidez pode levar à Síndrome Alcoolica Fetal, responsável por má formação do feto, com efeitos a longo prazo. “O vinho em pequenas doses teria um efeito protetor cardiovascular, essa informação está certa. Só que não precisa consumir o vinho durante a gestação. Na balança do custo-benefício, melhor não utilizar álcool durante a gestação”, disse.

A médica pediatra neonatologista Conceição Aparecida de Matos Segre explica que, quando a mulher ingere a bebida, o álcool cai diretamente na corrente circulatória do feto e se acumula no líquido amniótico. “Fica com um verdadeiro reservatório de álcool, que o bebê fica ingerindo, e que demora muito mais para eliminar”, disse.

O bebê tem o sistema nervoso central afetado e a mulher pode até sofrer aborto. Quando nascem, os bebês podem apresentar má formação no rosto e desenvolver problemas à medida que crescem, como retardo mental, dificuldades de aprendizagem, hiperatividade e problemas motores.

Como médica, Aparecida já presenciou muitos pacientes com a síndrome. “O primeiro caso que eu vi na minha vida, em 1978, eu nem sabia o que era a síndrome. Nasceu o bebezinho com um rostinho meio diferente. A equipe achou esquisito, era um bebê muito irritado, chorava muito, tinha tremores. Fomos estudar e descobrimos que, em 1973, nos Estados Unidos, dois autores caracterizaram essa síndrome”, conta.

Com Agência Brasil

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Como comunicar a gravidez no local de trabalho

(Crédito: Fotolia)
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Comunicar a gravidez no local de trabalho não deveria ser motivo para insegurança ou apreensão entre as mulheres. Infelizmente, alguns gestores mudam de comportamento com a funcionária depois que ela comunica que está grávida.

Foi isso o que aconteceu com a diretora jurídica P.E., 35 anos, mãe de duas meninas _uma de 3 e outra de 6 anos. Ela foi transferida de um projeto de destaque em uma multinacional assim que avisou a chefia sobre sua gestação.

Segundo ela, o trabalho dos seus sonhos foi parar nas mãos de um colega do sexo masculino. O projeto foi premiado, o colega ficou com todos os créditos e ela não recebeu nenhum reconhecimento pelo trabalho.

“Fiquei frustrada pelo fato de o projeto ser transferido para um colega que tinha acabado de entrar na empresa pelo simples fato de eu estar grávida”, diz P., que pediu para não se identificar.

“Fiquei com sensação ruim, de algo que foi tirado de mim. Entendo que eu sairia de licença, mas poderiam ter reconhecido minha participação de alguma forma. Foi meio como se fosse uma punição por eu ter ficado grávida, por ficar de licença.”

O relacionamento com alguns colegas também mudou. “Além de tirarem a minha posição naquele trabalho, ainda fiquei com medo de perder o espaço que levei anos para conquistar quando retornasse da licença-maternidade”, relata a advogada.

A executiva ainda ficou mais alguns anos nessa empresa antes de trocar de emprego. Quando  ficou grávida da segunda filha, fazia seis meses que ela havia feito a mudança de companhia.

“Fiquei muito nervosa, tinha acabado de entrar na empresa. Fiquei alguns dias sem dormir pensando em como ia contar”, diz a advogada.

Ela tinha dois chefes, um brasileiro e um americano. “Com o brasileiro foi tranquilo. Com o americano, deu pra sentir que ele não gostou. Senti cinismo e hostilidade na sua voz. É uma coisa muito velada, nunca é escancarada. Mas ele não foi bobo de falar nada, pois sabe que não pode fazer discriminação.”

Para a advogada, o principal problema é a forma como as empresas diferenciam homens de mulheres quando o assunto é família.

“O mundo do trabalho é injusto e cruel para as mulheres. As mães sofrem uma pressão que os homens não sentem. A mulher fica grávida, mas o filho  e as responsabilidades são dos dois. Falta as empresas se conscientizarem e tratarem os dois a mesma forma. A mulher avisa o chefe que está grávida e recebe uma cara de desânimo. O homem fala que vai ser pai e todo mundo fica feliz.”

Apesar da implicância do chefe americano, P. não perdeu o emprego. Mas afirma que no mundo ideal ela não deveria ter ficado noites sem dormir com medo de dar a notícia da gravidez aos chefes.

“Eu não precisava ter sofrido tanto. Hoje não perderia nenhuma noite de sono com essa preocupação. Mas também não me imagino com uma carreira executiva em uma multinacional com três filhos. Essa é uma preocupação que os homens não têm”, afirma ela.

Como dar a notícia da gravidez ao chefe então? A analista comportamental e coach Tayná Leite diz que neste momento, menos é mais. “Basta um comunicado simples: ‘Estou grávida, esta é a previsão de parto’ e basta.”

Segundo ela, não existe um momento ideal para fazer o anúncio –o que importa é que aconteça quando a gestante se sentir confortável para compartilhar a notícia.

Se a funcionária ainda não estiver grávida, mas tiver tomado a decisão de engravidar, não é necessário antecipar o desejo de aumentar a família para os colegas do escritório.

“Além de ser muito pessoal, tentar engravidar não é sinônimo de conseguir”, aconselha. “Além disso, a mera informação de estar com a intenção de engravidar já pode trazer prejuízos para a profissional, que muitas vezes pode ser excluída de projetos e desconsiderada para promoções, sendo duplamente penalizada.”

Para quem chefia uma mulher grávida, Tayna recomenda ter compreensão “A gravidez de uma mulher é um evento ainda erroneamente tido como individual –como se fosse só dela a responsabilidade por aquela crianç – e isso dificulta muito o jogo”, conclui a analista comportamental.

7 mitos que toda mulher acredita na gravidez

 

gravidezQuando uma mulher fica grávida, várias coisas mudam na vida da futura mamãe. Além dos cuidados que se deve tomar, existem outras coisas que aparecem a deixando mais preocupada. Dentre essas coisas, algumas são consideras mitos pelos médicos.

Pesando nisso, separamos alguns desses mitos para você:

1. Desejos de grávidas

É um dos mais famosos mitos que sempre são ouvidos pelas futuras mamães e papais. A ideia de que o bebê nascerá com uma mancha na pele se a gestante não ingerir determinado alimento é completamente absurda e sem qualquer fundamento.

2. Bebê cabeludo

Quando a futura mamãe sente azia, significa que o bebê será cabeludo. O mito antigo não possui base científica e não deve ser levado a sério. A irritação e possíveis desconfortos no estômago normalmente estão relacionados a alterações hormonais.

3. Sexo na gravidez

Ao contrário do que muitos pensam, fazer sexo durante a gravidez não prejudica o bebê e o pênis não incomodará o feto. Seguindo pequenas regras e posições específicas, especialmente nos últimos meses de gestação, o casal pode transar tranquilamente.

4. Sexo do bebê pelo formato da barriga

O mito de que barriga pontuda indica gravidez de menino e redonda significa gravidez de menina não possui relevância científica.

5. Comer por dois

O período normalmente pode deixar a mulher com mais fome, mas não significa a necessidade de exagerar nos pratos ou forçar o apetite. Manter um cardápio equilibrado e o peso sob controle, aliás, é mais saudável para a mãe e para o bebê.

6. Gatos na gravidez

Além de ser cruel abandonar o animal de estimação, ele não é responsável por transmitir doenças se vive dentro de casa e está com a vacinação em dia.

7. Exercícios físicos

Com orientação médica e acompanhamento, a gestante só terá benefícios em manter o corpo ativo.

Fonte: Bolsa de Mulher

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Existem diferenças na gravidez de menino e de menina

meninoNovo estudo feito na Austrália prova que meninos, aparentemente, podem causar mais problemas do que as meninas quando ainda estão no útero da mãe. Segundo a pesquisa, que levou em conta quase 600 mil nascimentos entre 1981 e 2011, foi descoberto que complicações mais sérias na gravidez são mais frequentes em mulheres grávidas de meninos.

Considerando o tempo de gestação, os meninos são definitivamente mais apressados! Comparados às meninas, eles têm 27% de chances a mais de nascerem prematuros entre a 20ª e 24ª semana de gestação. Quando a 30ª semana se aproxima, o risco de nascimento aumenta em 24%. Já, nas 34ª a 36ª semanas, as probabilidades aumentam em 17%.
Falando sobre diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, os riscos também são maiores em mulheres que esperam meninos.

 

“O sexo do bebê pode estar associado diretamente a essas complicações na gravidez,” comenta a autora do estudo Petra Verburg, do Instituto de Pesquisa Robinson da Universidade de Adelaide na Austrália. Ela acrescenta que, enquanto as causas disso não são descobertas, “são grandes as chances de ser tudo culpa da genética”.

Uma explicação possível, de acordo com a coautora Claire Roberts, outra pesquisadora do mesmo instituto, é que a placenta (que nutre o feto em desenvolvimento) é diferente se o bebê for um menino ou uma menina.

“A placenta é extremamente importante para o sucesso da gravidez”, diz Claire. “Nós acreditamos que a diferença de sexo e a relação com a placenta estão sendo comprovadas. O próximo passo é entender as possíveis consequências dessa diferença e como elas influenciam na gravidez”, esclarece ela.

Pensando nisso, cuidados diferenciados podem ser estabelecidos para as mães, a depender do sexo do bebê. “Nossos resultados indicam que podem existir intervenções específicas quando se espera um menino ou uma menina”, explica Petra. “Estamos investigando outros fatores que podem gerar essas complicações na gravidez”.

Enquanto isso, o conselho para as mulheres grávidas de meninos é o mesmo que para todas: comer direito, não fumar e se exercitar.

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Como amenizar o inchaço durante a gravidez?

gravidezAs impressões das grávidas sobre o inchaço durante a gestação variam: parecia um balão, fiquei igual a um planeta, meu pé era de um elefante, estava como um pão saindo do forno. Segundo o ginecologista Gustavo Ventura Oliveira, a retenção de líquido, esse mal que acomete muitas grávidas, ocorre porque os hormônios da gestação promovem uma grande modificação no organismo materno, como uma maior quantidade de sangue circulando, o ganho de peso e a alteração na filtração dos rins.

“O inchaço – ou edema – é comum na gestação, mas é preciso que o médico, durante as consultas de pré-natal, afaste outras doenças, como anemia, diabetes gestacional, alteração cardíaca, renal, no fígado e hipertensão na gestação, que é a pré-eclâmpsia, doença que pode provocar o parto prematuro trazendo riscos para a gestante e o bebê”, diz o especialista.

Esse foi o caso de Maria Beatriz Luminati, que, com 33 semanas, descobriu que estava com pressão alta. “Cortei o sal, fiquei de repouso e fiz sessões de drenagem linfática. No meu caso, o remédio para controle da pressão também ajudou”, diz.

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Segundo o médico Gustavo Ventura, o ganho de peso excessivo é o principal fator de risco para o inchaço. “Portanto uma dieta equilibrada, com restrição de sódio e com boa oferta hídrica, além de atividade física regular, pode auxiliar a prevenir essa queixa”.

O quadro de inchaço de Laís Caldeira começou a partir das 28 semanas e foi se agravando até o final de gestação – e ainda persistiu por quase um mês após o parto. Ela optou por cortar o sal, o açúcar e passou a tomar quase cinco litros de água por dia. “Voltei para a ioga e fazia alongamento todo dia de manhã. Colocava os pés para cima à noite, deitada no chão com as nádegas na parede”, conta.

De olho no prato

O nutrólogo Fernando Bacalhau explica que as gestantes precisam redobrar a atenção com a alimentação e controlar a ingestão de sal, que leva à retenção de líquido. “Seu consumo deve ser moderado durante os noves meses.”

Segundo o especialista, o recomendado é apostar nos alimentos diuréticos e evitar embutidos e processados, em conserva – como azeitona, pepino, alcaparra –, queijos amarelos, carnes defumadas, temperos industrializados e refrigerantes.

Obrigatório no cardápio

– Vegetais verde-escuro: ricos em magnésio, clorofila e antioxidantes que ajudam na circulação sanguínea. Inclua de quatro a cinco porções por dia.
– Alface, tomate, pepino, cenoura, aipo, chuchu e espinafre: diuréticos e ajudam o organismo a eliminar os líquidos. Consuma diariamente.
– Frutas: uva, maçã, maracujá, limão, pêssego e abacaxi também não podem faltar na alimentação da gestante. Além de ajudarem na manutenção do peso, as frutas são diuréticas.
– Chás: capim-limão, dente-de-leão: são diuréticos, colaboram para o bom funcionamento dos rins e ainda estimulam a eliminação dos líquidos acumulados no corpo.
– Banana, granola, damasco, ameixa: carboidratos complexos que ajudam a regular o organismo e mantêm o açúcar mais tempo no sangue, promovendo energia.

Dicas

“Eu passava cremes com cânfora e mentol e ficava com as pernas em descanso para cima por uns 20 minutinhos todos os dias”, diz Caroline Munhoz.
“Eu não inchei, porque fazia hidroginástica para gestante de segunda a sexta. E usei meia de compressão média 3/4 todos os dias”, diz Cristina Yassuda.

Vital

Governo do Estado ressalta importância da penicilina na prevenção da sífilis durante gravidez

sifilisA Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência Operacional de DST/Aids e Hepatites Virais, divulga recomendações para a prevenção da sífilis congênita através do uso da penicilina benzatina durante a gestação, de acordo com a Portaria Nº 25, de 8 de junho de 2015. Esta portaria torna pública a decisão de recomendar a manutenção, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), da penicilina benzatina para a prevenção da sífilis durante a gravidez.

“Devido ao desabastecimento da penicilina em vários locais do Brasil, devido à falta de matéria-prima no mercado mundial, muitos profissionais estavam trocando a medicação no tratamento da sífilis, porém, a portaria do MS ressalta que, para gestante tem que ser administrada a penicilina, pois é a única medicação que trata tanto a mãe quanto o bebê”, explicou a chefe do Núcleo de DST/Aids e Hepatites Virais da SES, Joanna Angélica Ramalho.

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A SES recomenda que os municípios que ainda dispõem da Penicilina G Benzatina priorizem esta medicação para o tratamento da gestante com sífilis. “Estamos solicitando, ainda, que os municípios nos informem sobre a disponibilidade desta medicação através dos e-mails dstaidspb@gmail.com e joanaspb@hotmail.com”, concluiu Joanna.

Secom-PB