Arquivo da tag: gravidez

Homem é preso por estupro após adolescente afirma relação sexual e gravidez, em Guarabira

Um homem de 26 anos foi preso na tarde desta segunda-feira (21) acusado por estupro de vulnerável, desacato, desobediência, resistência e lesão corporal, no município de Guarabira, no Agreste da Paraíba. O fato foi registrado por volta das 12h, no Conjunto Ana Kelly.

Segundo a polícia militar, o acusado estava agredindo uma adolescente e teria tirado o bebê à força do colo dela. “Ele pegou sem minha autorização e levou o bebê para um local impróprio”, disse a menor de 14 anos, que ao tentar impedir, foi empurrada e derrubada ao chão.

Durante ocorrência, os policiais militares Tenente Danilo e Cabo Rogério foram agredidos e desacatados pelo acusado e a irmã do mesmo. “Ele estava muito agressivo, resistiu à prisão e desobedeceu às determinações legais da polícia, tentando fugir pelo quintal da casa”, relatos da polícia.

A irmã do acusado, tentando impedir sua prisão veio a jogar uma cadeira na direção da guarnição, atingindo o braço e o pescoço de um dos policiais. A adolescente de 14 anos relatou que mantém relações sexuais com o acusado desde os seus 12 anos de idade, vindo a engravidar do mesmo e dar a luz, aos 13 anos.

Diante dos fatos, as partes envolvidas foram encaminhadas até a delegacia de Polícia Civil para as devidas providências.

Blog do Pedro Júnior

 

 

“Ela estava com suspeita de gravidez”, diz esposo de jovem morta em Guarabira

Rodrigo, de 22 anos, disse em entrevista a repórter Pedro Júnior (Rádio Talismã FM 99,3), que quer ajuda da polícia para desvendar a morte da sua esposa, Deysiane Taynelle, de 23 anos, encontrada morta nesta terça-feira (6), na cidade de Guarabira.

Rodrigo afirmou na entrevista que a morte da sua esposa foi uma covardia. “Sem explicação, ela não devia e nem conhecia ninguém”, disse.

Perguntado se estava sofrendo acusação, Rodrigo disse que jamais teria como fazer isso com ela. “Eu amava muito ela”, declarou.

O delegado Norival Portela do NI – Núcleo de Homicídios da 8ª DSPC, também se pronunciou e afirmou que o crime se trata de um – CVLI – Crime Violento Letal Intencional. Os familiares foram ouvidos e diligências internas e externas estão sendo realizadas no intuito de elucidar o fato.

“Estamos trabalhando no caso e o propósito é elucidar o fato e descobrir o responsável, mas dentro de um trabalho com coletas de indícios que realmente possa surtir efeitos”, frisou Portela em entrevista ao repórter Pedro Júnior.

 

portal25horas

 

 

Mulher descobre gravidez de gêmeos na hora do parto em Maternidade de Mamanguape

Um fato inusitado no Hospital Geral de Mamanguape, localizado no Litoral Norte da Paraíba, aconteceu na semana passada, mas só foi divulgado nesta segunda-feira (1). A dona de casa Ana Daniele de Souza, 31 anos, deu entrada na maternidade da unidade saúde na manhã da quinta-feira (27) já em trabalho de parto e, logo após o nascimento da criança, uma menina a quem os pais chamaram de Rebeca, o pequeno Isaac veio ao mundo, surpreendendo a todos, pois a família não fazia ideia de que se tratava de uma gestação gemelar. As crianças nasceram de parto normal, e devem receber alta nos próximos dias.

Como a família não sabia da existência do outro bebê, assim que nasceu, Isaac foi inserido na lista de beneficiados do projeto de humanização Beija-Flor, desenvolvido na unidade hospitalar. Assim, alguns minutos depois, foi providenciado um kit com o material que o pequeno necessitava neste primeiro momento.

Ainda surpresa com a novidade, a mãe Ana Daniele, moradora da Baía da Traição, conta que está bastante feliz por saber que os filhos mais novos estão bem. “Vim para Mamanguape acreditando que teria o quinto filho, uma menina. Foi um susto para mim e para meu marido saber que levaríamos mais uma criança para casa. Os médicos e enfermeiros estão nos ajudando, inclusive com doações para o nosso pequeno, pois só tínhamos roupinhas e enxoval para uma criança, mas, apesar da surpresa, somos gratos por esse presente”, contou a mãe dos gêmeos.

 

clickpb

 

 

 

Alterações hormonais da gravidez afetam a pele

Dr. Thiago Guidi dá dicas de como prevenir as estrias após a gestação

Segundo pesquisa da Universidade de Washington, publicada no “International Journal of Dermatology”,  75% das futuras mães sofrem com os melasmas, manchas escuras que costumam aparecer no rosto. Além disso, 90% das gestantes estão vulneráveis ao aparecimento de estrias na barriga e nos seios. De acordo com estudos da Universidade de Michigan de 2018, entre 50% e 90% das mulheres têm as tais marquinhas na pele.

Durante e após a gravidez é comum que apareçam estrias no corpo da mulher. Isso acontece porque a gestação provoca uma distensão na pele, gerando uma ruptura de fibras colágenas e elásticas.

“´É preciso muito paciência e compreensão nesta fase tão iluminada, algumas linhas dos corpo ficam mais escuras, as axilas, virilha e região íntima também, algumas podem apresentar espinhas, talvez uma queda de cabelo, manchas como melasma e as tão temidas estrias,” comenta Dr. Thiago Guidi, médico do Instituto Guidi.

Esse esticamento da derme geralmente ocorre em alguns lugares do corpo feminino como barriga e seios. As estrias também podem aparecer nos culotes, na região dos glúteos e na raiz das coxas. Além disso, o ganho de peso e a genética podem contribuir para o aparecimento delas.

“A maior procura por abdominoplastia (remoção de pele abdominal por cirurgia plástica) é por causa de estria, Prevenir sempre foi melhor do que remediar… Não deixe que essa fase tão importante deixe marcas desagradáveis na sua pele.” explica o médico

  • Não use bucha ou sabonetes em regiões corporais de risco como abdome e cintura;
  • Evite banhos com água muito quente;
  • Tome colágeno tipo 1 e 3 após o sexto mês de gestação;
  • Evite roupas apertadas, e dê preferência a tecidos 100% algodão;
  • Ganhe menos que 12 a 13kg, e jamais coce a pele;
  • Use hidratantes 3x ao dia e após cada banho;
  • Beba muita água.

“Outra dica é tomar colágeno em pó após o sexto mês de gestação, ele não tem risco e é recomendado por muitos ginecologistas. Não ganhar mais que 11kg, e;você pode passar hidratantes sobrepostos por B-Pantol, e óleos,” finaliza DR. Guidi

 

DR THIAGO COSTA GUIDI  – CRM: 130225-SP:

Graduado em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto;

Pós-Graduação Latu Sensu em: Medicina Estética; Laser em Medicina; Cosmiatria; e Dermatologia Estética e autor do Método Zero Estrias. https://institutoguidi.com.br/

 

 

 

Alterações hormonais da gravidez afetam a pele

Dr. Thiago Guidi dá dicas de como prevenir as estrias após a gestação

Segundo pesquisa da Universidade de Washington, publicada no “International Journal of Dermatology”,  75% das futuras mães sofrem com os melasmas, manchas escuras que costumam aparecer no rosto. Além disso, 90% das gestantes estão vulneráveis ao aparecimento de estrias na barriga e nos seios. De acordo com estudos da Universidade de Michigan de 2018, entre 50% e 90% das mulheres têm as tais marquinhas na pele.

Durante e após a gravidez é comum que apareçam estrias no corpo da mulher. Isso acontece porque a gestação provoca uma distensão na pele, gerando uma ruptura de fibras colágenas e elásticas.

“´É preciso muito paciência e compreensão nesta fase tão iluminada, algumas linhas dos corpo ficam mais escuras, as axilas, virilha e região íntima também, algumas podem apresentar espinhas, talvez uma queda de cabelo, manchas como melasma e as tão temidas estrias,” comenta Dr. Thiago Guidi, médico do Instituto Guidi.

Esse esticamento da derme geralmente ocorre em alguns lugares do corpo feminino como barriga e seios. As estrias também podem aparecer nos culotes, na região dos glúteos e na raiz das coxas. Além disso, o ganho de peso e a genética podem contribuir para o aparecimento delas.

 “A maior procura por abdominoplastia (remoção de pele abdominal por cirurgia plástica) é por causa de estria, Prevenir sempre foi melhor do que remediar… Não deixe que essa fase tão importante deixe marcas desagradáveis na sua pele.” explica o médico

Não use bucha ou sabonetes em regiões corporais de risco como abdome e cintura;
Evite banhos com água muito quente;
Tome colágeno tipo 1 e 3 após o sexto mês de gestação;
Evite roupas apertadas, e dê preferência a tecidos 100% algodão;
Ganhe menos que 12 a 13kg, e jamais coce a pele;
Use hidratantes 3x ao dia e após cada banho;
Beba muita água
.

“Outra dica é tomar colágeno em pó após o sexto mês de gestação, ele não tem risco e é recomendado por muitos ginecologistas. Não ganhar mais que 11kg, e;você pode passar hidratantes sobrepostos por B-Pantol, e óleos,” finaliza DR. Guidi

DR THIAGO COSTA GUIDI  – CRM: 130225-SP:

 Graduado em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto;

Pós-Graduação Latu Sensu em: Medicina Estética; Laser em Medicina; Cosmiatria; e Dermatologia Estética e autor do Método Zero Estrias. https://institutoguidi.com.br/

Redes Sociais:

Instagram: @drguidi
Facebook: institutoguidi

 

Hipertensão requer cuidado redobrado na gravidez

Cardiologista explica como a doença funciona e qual a melhor forma de prevenir
O período gestacional envolve mudanças comuns no corpo da mulher como o aumento dos seios, ganho de peso e alterações no sono, até quadros mais sérios como elevação de pressão arterial que pode levar à hipertensão gestacional. Esta situação ocorre quando a pressão sanguínea nas artérias atinge valor igual ou maior que 140mmHg/90mmHg e pode acometer mulheres que já possuíam a doença antes de engravidar e também mulheres que possuíam pressão arterial normal até antes da gestação. A hipertensão gestacional é mais comum nos últimos três meses de gravidez, mas pode manifestar-se em qualquer período após a 20ª semana de gestação.

Segundo últimos dados do Ministério da Saúde, a mortalidade maternal caiu cerca de 56% entre 1990 e 2015, no entanto, os óbitos ainda são altos no país. A hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas durante a gravidez no Brasil e acontece por diversos motivos, incluindo histórico familiar, sobrepeso, diabetes e mulheres acima dos 40 anos.

Outros fatores que podem levar à doença são a presença de doenças cardiovasculares prévias e outras doenças sistêmicas.

“Apesar de se apresentar de forma assintomática muitas vezes, existem alguns sintomas que podem ser relacionados com a condição como inchaço nos membros inferiores, dor de cabeça, dor no peito e visão comprometida. Nos casos mais graves pode ocorrer convulsão e a mulher entrar em coma”, afirma o cardiologista Diego Garcia.

Lizandra Rebergue Bani, 37 anos, descobriu a hipertensão há 10 anos após fortes dores de cabeças. A comunicóloga conta que buscou ajuda médica para investigar os sintomas e acabou recebendo o diagnóstico da doença. “Minhas dores de cabeça eram persistentes e passei a monitorar minha pressão, foi então que notei que estava muito alta”.

É fundamental buscar auxílio médico logo nos primeiros sintomas para investigar as causas e buscar o tratamento mais adequado. Para quem recebe o diagnóstico da doença e deseja ser mãe é ainda mais importante um acompanhamento médico para ter uma gravidez mais saudável possível.

Lizandra seguiu estas recomendações à risca e procurou o médico antes mesmo de engravidar para entender o que poderia ser feito, já que ela utilizava medicamentos para estabilizar a doença. “Assim que descobri ser hipertensa, iniciei o tratamento e quando decidi ser mãe já estava orientada sobre o que eu precisava fazer para seguir com a gravidez”.

Hipertensão Gestacional pode evoluir e prejudicar a saúde de mãe e filho

Em alguns casos a hipertensão na gravidez pode progredir para a pré-eclâmpsia – aumento da pressão arterial que ocorre no 3º trimestre de gestação. A condição, que acometeu famosas como Beyoncé e Kim Kardashian, atinge também cerca de 5% das gestantes brasileiras, segundo o Ministério da Saúde.

Não existem ainda evidências concretas sobre a causa da pré-eclâmpsia. Especialistas acreditam que a doença se inicia na placenta – órgão que nutre o feto durante a gravidez.

“Acredita-se que a pré-eclâmpsia ocorra como consequência das alterações endócrinos-metabólicas, vasculares e hemodinâmicas presentes na gestação”, explica o cardiologista.

Situação pode se agravar

A eclâmpsia é considerada uma complicação gerada da pré-eclâmpsia e se caracteriza principalmente por alterações neurológicas graves como convulsões e coma. Estas podem ser fatais se não forem tratadas de forma imediata

Entre os principais sintomas estão a presença de proteínas na urina, dores de cabeça persistentes, aparecimento de edemas, vertigens, sonolência e até mesmo perda de consciência.

“O tratamento e acompanhamento médico ainda é a principal maneira de controlar a doença e evitar uma das principais complicações como é o caso da síndrome HELLP, caracterizada por uma grave alteração que consiste na destruição dos glóbulos vermelhos, diminuição das plaquetas e até mesmo lesões no fígado, provocando aumento das enzimas hepáticas e bilirrubinas no exame de sangue”, explica Garcia.

“Manter um estilo de vida saudável e o bom controle de doenças crônicas são as principais medidas para quem quer prevenir a ocorrência da hipertensão arterial”, finaliza Garcia.

*Dr. Diego Garcia é medico cardiologista com área de atuação em cardiologia geral, ecocardiografia, cardio-oncologia, medicina preventiva e medicina do estilo de vida.

 

www.digitaltrix.com.br

 

Bactérias presentes no útero podem dificultar gravidez

Silenciosa, doença provocada pela ação de bactérias atrapalha a fixação do embrião

Especialistas descobriram que mulheres que passam por tentativas frustradas para engravidar podem sofrer com a ação dos conhecidos patógenos, que tornam o útero um ambiente difícil para a evolução da gravidez. No entanto, foram descobertos dois testes capazes de identificar quando existem bactérias nocivas na parte interna do órgão e qual a característica delas. Diante do resultado, é possível indicar a conduta apropriada e aumentar as chances de gravidez.

Segundo o especialista em reprodução humana assistida, Georges Fassolas, o útero, assim como qualquer cavidade do corpo, é povoado por bactérias que ajudam no funcionamento do órgão e por outras que atrapalham literalmente, provocando uma doença conhecida como endometrite crônica.

A infecção acontece na mucosa endometrial, ou seja, dentro do útero, onde o embrião precisa se fixar para que a gravidez evolua. De acordo com estudos recentes, a doença está presente em 40% das mulheres inférteis, 66% das mulheres com histórico de falhas de implantação e 57% das que sofrem com aborto de repetição.

Felizmente, há pouco tempo foram criados dois testes capazes de identificar a doença: ALICE (Análise de Infecção por Endometrite Crônica) e EMMA (Análise Metagenômica do Microbioma Endometrial), que são realizados apenas em pacientes que sofreram falha de implantação.

“Ainda não foi descoberto o que provoca o surgimento das bactérias ruins no útero, assim como ainda não se tem conhecimento sobre a função dos lactobacilos, as bactérias do bem, nesse órgão. Porém, acredita-se que a presença dos lactobacilos aumenta as chances de implantação”, explica Georges, que também é diretor da Clínica Vivitá.

O teste ALICE é capaz de identificar até nove patógenos responsáveis pela infecção na mucosa endometrial, como Mycoplasma, Ureaplasma, Enterobacteriaceae, Enterococcus, Streptococcus e Staphylococcus. Com o exame, é possível avaliar se o ambiente microbiano uterino está favorável à implantação do embrião. Caso o teste aponte a presença de bactérias nocivas, o médico é capaz de indicar o antibiótico específico para a solução do problema. Após a conduta, uma biópsia é feita para saber se o remédio teve a ação esperada.

Já o teste EMMA é capaz de identificar se o perfil das bactérias encontradas na mucosa endometrial é favorável à implantação do embrião. O teste permite saber se antes de tentar engravidar é necessário realizar um tratamento de infertilidade. “É possível identificar a população e a quantidade de lactobacilos. Se tiver quantidade inadequada, são aplicados óvulos vaginais de lactobacilos durante sete dias para melhorar a capacidade de fixação do embrião”, explica Fassolas.

Nos dois testes uma pequena amostra do tecido endometrial é coletada por biópsia, realizada no próprio consultório médico, sem necessidade de anestesia ou acompanhamento para a paciente. Os testes podem ser realizados em qualquer momento do ciclo menstrual. A única restrição é durante o ciclo menstrual.

Fassolas explica que outros fatores podem impedir que o embrião consiga se fixar no útero. “Não podemos pensar apenas que bactérias podem impedir o processo da gravidez. Existem outros fatores que também atrapalham, como trombofilia e fatores imunológicos, capazes de influenciar e diminuir a implantação dos embriões”, esclarece o médico.

Rose Oliveira

 

Gravidez na adolescência tem queda de 17% no Brasil, diz pesquisa

A gravidez na adolescência teve uma queda de 17% no Brasil segundo dados preliminares do Sinasc (Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos) do Ministério da Saúde. Em números absolutos a redução foi de 661.290 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos em 2004 para 546.529 em 2015. A região com mais filhos de mães adolescentes é o Nordeste (180.072 – 32%), seguido da região Sudeste (179.213 – 32%). A região Norte vem em terceiro lugar com 81.427 (14%) nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos, seguido da região Sul (62.475 – 11%) e Centro Oeste (43.342 – 8%).

A queda no número de adolescentes grávidas está relacionada a vários fatores como, “expansão do programa Saúde da Família, que aproxima os adolescentes dos profissionais de saúde, mais acesso a métodos contraceptivos e ao programa Saúde na Escola que oferece informação de educação em saúde”, destacou a diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), Thereza de Lamare.

O número de crianças nascidas, de mães adolescentes nessa faixa etária, representa 18% dos 3 milhões de nascidos vivos no país em 2015. O Ministério da Saúde tem implementado ações para reduzir ainda mais esse percentual, com a divulgação de ações em educação sexual e direitos reprodutivos. Hoje 66% das gravidezes em adolescentes são indesejadas. Para reduzir os casos de gravidez não planejada, o Ministério da Saúde investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. Uma das iniciativas é a distribuição das Caderneta de Saúde de Adolescentes (CSA), com as versões masculina e feminina. A caderneta contém os subsídios que orientam o atendimento integral dos jovens, com linguagem acessível, possibilitando ao adolescente ser o protagonista do seu desenvolvimento.

Para prevenção da gravidez, o Ministério da Saúde distribui a Pílula Combinada, Anticoncepção de Emergência, mini-pílula, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, e diafragma, assim como preservativo feminino e masculino. Recentemente, a pasta anunciou a oferta de DIU de Cobre em todas as maternidades brasileiras, o que inclui as adolescentes dentro desse público a ser beneficiado. Pois é uma alternativa a mais para a adolescente que já teve uma gravidez precoce. “O DIU é um método que dura 10 anos, de longa duração e não precisa da adolescente ficar lembrando, o que é um fator importante para evitar a gravidez”, explica Thereza de Lamare.

180 Graus

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Gravidez, grito, crack, fotos e saber de traição ‘motivam’ mortes de mulheres

 (Foto: Krystine Carneiro/G1)
(Foto: Krystine Carneiro/G1)

Morreram porque engravidaram, gritaram, sabiam de traição, tiraram fotos com outro homem, reconheceram estupradores, ou até porque alguém precisava consumir crack. Essa foi a realidade para algumas das mulheres vítimas de violência na Paraíba. Na Semana da Mulher, o G1 relembra casos marcantes de mulheres que morreram por “motivos” banais.

Com a atuação da polícia e ajuda de mobilizações sociais, é possível ver Justiça sendo feita. Os assassinatos de Briggida Lourenço, Aryane Thais, Fernanda Ellen e das mulheres de Queimadas, por exemplo, foram desvendados e os autores estão presos. Outros casos, como as mortes de Vivianny Crisley e Rebeca Cristina, ainda estão em andamento, mas com os acusados presos, aguardando julgamento.

Briggida Lourenço foi morta pelo ex-marido, em João Pessoa (Foto: Reprodução/Facebook)Briggida Lourenço foi morta pelo ex-marido, em João Pessoa (Foto: Reprodução/Facebook)

Briggida, morta porque tirou fotos com um homem
A professora Briggida Rosely, de 28 anos, foi encontrada morta dentro do próprio apartamento, em João Pessoa, em junho de 2012. Ela foi achada por vizinhos com sinais de estrangulamento. O ex-marido dela, o fotógrafo Gilberto Stuckert, foi condenado por homicídio qualificado a 17 anos e seis meses de prisão e cumpre pena em regime fechado no Presídio Sílvio Porto.

Durante o julgamento, ele assumiu ter cometido o crime e disse estar arrependido. Gilberto disse que amava Briggida e que perdeu a cabeça por ter visto um álbum de fotografias dela com outro homem, no dia em que foi procurá-la. Eles tinham passado oito anos casados e o ex-marido não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com o depoimento do réu, o casal brigou, trocou xingamentos, ela bateu nele e ele revidou. De acordo com os autos, Gilberto Stuckert asfixiou Briggida por ação mecânica, sem lhe dar qualquer chance de defesa.

Aryane Thais foi encontrada morta em 2011, em João Pessoa (Foto: Arquivo Pessoal)Aryane Thais foi encontrada morta em 2011, em João Pessoa (Foto: Arquivo Pessoal)

Aryane Thais, morta porque estava grávida
Mais de seis anos depois do crime, o bacharel em Direito Luiz Paes de Araújo Neto foi preso, em junho de 2016, pela morte da jovem Aryane Thais, que tinha 22 anos quando foi assassinada.

O corpo seminu da vítima foi encontrado às margens da BR-230, em João Pessoa. Segundo a perícia, Aryane estava grávida e o pai do bebê seria Luiz Paes. O exame foi encontrado no bolso da vítima. Para o Ministério Público, Paes matou Aryane porque não queria assumir a paternidade e simulou uma cena de crime sexual para confundir a polícia.

Luiz Paes foi condenado a 17 anos e seis meses em regime fechado pelo assassinato de Aryane Thais. A condenação aconteceu em setembro de 2013, mas, durante cerca de três anos, ele recorreu da sentença nos tribunais paraibanos e em Brasília, mas teve todos os pedidos negados. Em junho de 2016, ele se entregou à Justiça e desde então cumpre pena em regime fechado no Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa.

Corpo de Fernanda Ellen foi encontrado enterrado no quintal do vizinho (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)Corpo de Fernanda Ellen foi encontrado enterrado no quintal do vizinho (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Fernanda Ellen, morta por cinco pedras de crack
A estudante Fernanda Ellen, de 11 anos, passou três meses desaparecida, de janeiro a abril de 2013. O corpo dela foi encontrado enterrado no quintal do vizinho da família, Jefferson Soares, no Alto do Mateus, em João Pessoa. A polícia chegou até o assassino a partir da identificação do destino do celular da menina, que foi trocado por cinco pedras de crack dias depois de ter sido roubado.

A juíza Anna Carla Falcão entendeu que Jeferson matou a estudante para roubar o celular dela e, por esse motivo, ele não foi a júri popular, como acontece nos casos de homicídio. A menina foi morta por asfixia, em consequência de um estrangulamento. Depois do crime, ele enterrou o corpo para que ninguém descobrisse que ela estava morta.

Assassino confesso, Jefferson Luís Oliveira Soares  foi condenado a 31 anos de prisão pela morte de Fernanda Ellen e segue preso em regime fechado no Presídio PB1.

Izabella Monteiro e Michelle Domingues morreram após estupro coletivo em Queimadas (Foto: Arquivo Pessoal)Izabella Monteiro e Michelle Domingues morreram após estupro coletivo em Queimadas (Foto: Arquivo Pessoal)

Izabella e Michelle, mortas porque reconheceram estupradores
No crime conhecido como a “Barbárie de Queimadas”, cinco mulheres foram estupradas e duas delas mortas porque reconheceram os agressores, que eram supostos amigos das vítimas. O crime aconteceu em fevereiro de 2012, no município de Queimadas, no Agreste paraibano. As mulheres foram chamadas para uma festa de aniversário e lá, durante o que seria uma comemoração, foram estupradas pelos “amigos” que simularam uma assalto e usaram máscaras para não serem reconhecidos. O estupro coletivo seria um “presente” para o aniversariante.

Izabella Monteiro, de 27 anos, e Michelle Domingues, de 29, no entanto, os reconheceram. Uma delas foi morta com quatro tiros em uma rua central da cidade e a outra foi assassinada com três tiros na estrada para Campina Grande.

Os autores do crime foram presos quando acompanhavam o cortejo dos caixões para o cemitério. Três adolescentes foram condenados a cumprir medidas socioeducativas, e seis dos réus foram condenados pelos crimes de cárcere privado, formação de quadrilha e estupro.

O mentor da barbárie, Eduardo dos Santos Pereira, só foi condenado dois anos depois, em júri popular, a 108 anos e dois meses de prisão. Ele foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores, porte ilegal de arma e cinco estupros, além de lesão corporal contra um dos adolescentes envolvidos no crime.

Com exceção dos adolescentes, que já cumpriram três anos de internação no Lar do Garoto e foram soltos em 2015, todos os outros envolvidos permanecem presos em regime fechado no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1. Eduardo vai cumprir a pena em regime fechado até que ela seja extinta, uma vez que o período para progressão para o semiaberto, com base nos 108 anos aos quais ele foi condenado, é de mais de 40 anos, enquanto que a de extinção da pena é de 30.

Vivianny Crisley estava desaparecida após festa em boate de João Pessoa, Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Vivianny Crisley ficou desaparecida após festa, em João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Vivianny Crisley, morta porque gritou
A vendedora Vivianny Crisley passou 15 dias desaparecida após ser vista saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa, entre outubro e novembro de 2016. O corpo dela foi encontrado carbonizado, em uma mata, em Bayeux, na Grande João Pessoa.

Três homens foram presos suspeitos de participação no crime. Primeiro Allex Aurélio Tomás dos Santos, em João Pessoa, e, em seguida, Jobson Barbosa da Silva Júnior, conhecido como Juninho, e Fágner das Chagas Silva, apelidado de Bebé, no Rio de Janeiro.

Segundo eles, o trio conheceu Vivianny na noite do crime, no bar em que eles estavam e de onde saíram de carro para procurar outro lugar onde encerrar a noite. Como não acharam outro bar aberto, foram para a casa de Juninho, em Bayeux, próximo ao local onde o corpo de Vivianny foi encontrado. Ela foi golpeada sucessivamente com chave de fenda na cabeça e seu corpo foi queimado com a ajuda de gasolina e um pneu.

De acordo com os depoimentos dos três, a motivação do crime foi o fato dela ter gritado dentro do carro e ficar “perturbando” o trio para ir para casa. Nenhum dos suspeitos revelou se havia intenção de estuprar Vivianny e, por conta do estado do corpo, a perícia também não conseguiu constatar se houve violência sexual.

Allex Aurélio, Jobson Barbosa e Fágner das Chagas foram denunciados pelo Ministério Público, em fevereiro, por sequestro, homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e crueldade, e ocultação de cadáver. Os três estão aguardando julgamento presos no Presídio PB1, para a própria segurança deles.

O advogado de Jobson, Bruno Deriu, informou que não foi intimado e que não vai se pronunciar sobre o caso no momento. Os advogados dos demais acusados não foram localizados.

Rebeca Cristina foi morta em João Pessoa em julho de 2011 (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco/Arquivo)Rebeca Cristina foi morta em João Pessoa em julho de 2011 (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco/Arquivo)

Rebeca Cristina, morta porque sabia demais
O indiciamento do acusado de matar Rebeca Cristina só aconteceu cinco anos depois do crime. Rebeca, com 15 anos, foi estuprada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, na tarde do mesmo dia.

O único suspeito do crime é o cabo da Polícia Militar Edvaldo Soares da Silva, que era padrasto de Rebeca. Segundo o inquérito policial, há pelo menos 22 indícios de envolvimento dele no crime. Para a polícia, a menina foi morta porque descobriu um caso extraconjugal do padrasto após ver mensagens no celular do suspeito. Ele está preso no 1º Batalhão de Polícia Militar, aguardando julgamento desde julho de 2016.

O promotor Marcus Leite o denunciou por estupro e homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante circunstâncias que impossibilitaram a defesa da vítima. Para o Ministério Público, não há dúvidas da participação dele no crime.

O advogado de Edvaldo, Gabriel Cirne, por sua vez, garante que não há nenhuma prova material que comprove envolvimento dele no crime e tem convicção de que ele vai ser absolvido se for a júri popular. A tese da defesa vai se basear na negativa de autoria do crime.

“Ele cumpriu a escala de trabalho no dia do crime, a perícia constatou que o material genético que estava nela não era dele. O problema é que ele usou a mídia, e a mídia devastou a pessoa dele. Mas nessa fase do processo, sob a luz do contraditório e da ampla defesa, as anomalias vão aparecer e todo mundo vai constatar a inocência de Edvaldo”, disse o advogado.

A primeira audiência de instrução do caso está marcada para esta quinta-feira (9), às 14h. Um inquérito complementar segue aberto para identificar uma segunda pessoa que estaria envolvida no crime. De acordo com o delegado Glauber Fontes, esta pessoa seria o executor do crime, mas o padrasto estaria nas proximidades do local onde a menina foi morta.

G1 PB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Experimento mostra que zika aumenta chance de aborto no início da gravidez

gravidaPesquisadores da Universidade Johns Jopkins, nos Estados Unidos, demonstraram por meio de um estudo com ratos que há maior chance de aborto espontâneo devido à infecção por zika no primeiro trimestre de gestação. O estudo foi publicado nesta terça-feira (21) na “Nature Communications”.

Outros estudos já haviam demonstrado que o vírus da zika pode atravessar a placenta, estrutura responsável por proteger o feto na barriga da mãe. Sabra L. Klein, imunologista e coautora do artigo, desenvolveu junto a seus colegas um modelo de rato com um sistema imune mais parecido com o dos seres humanos.

O grupo de cientistas injetou cepas diferentes do vírus da zika nos animais. Usaram o tipo encontrado nos surtos na Nigéria e no Camboja, em 1968 e 2010, respectivamente. E aplicaram nos ratos o zika mais recente detectado nas epidemias no Brasil e em Porto Rico.

A viabilidade da gestação ocorreu para 71% das gestações da cepa mais antiga e para 56% para o vírus mais recente. Ou seja: há uma taxa de abortos que varia entre 29% e 44% após a infecção. De acordo com o estudo, isso pode ocorrer por uma infinidade de fatores, já que a relação entre o zika e a perda dos fetos ainda não foi totalmente estudada.

Outra fator é que, quando a infecção dos ratos ocorreu no segundo trimestre de gravidez, o número de abortos foi menor. Isso sugere, segundo o artigo, que há menos vulnerabilidade ao vírus com o decorrer da gestação.

“Precisamos encontrar uma forma de impedir a transmissão do zika através da placenta para o feto, porque é onde o dano é causado”, disse Klein. “Nas placentas dos nossos ratos, vemos uma defesa contra o vírus que é montada, mas não é suficiente, especialmente no início da gravidez, tempo que corresponde ao primeiro trimestre da gestação dos seres humanos”.

Os pesquisadores também observaram como funciona a ativação das defesas do corpo contra o vírus nas placentas dos ratos utilizados durante a pesquisa. Eles identificaram alguns receptores em células da placenta usados pelo vírus para chegar até o feto. Tais receptores podem ser alvos potenciais para tratamentos contra a doença, disseram os professores.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br