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UEPB oferece atendimento gratuito para pessoas com problemas de pele

A Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está com inscrições abertas para atendimento dermatofuncional da população em geral e comunidade acadêmica.

O público-alvo são pessoas que tenham disfunções como gordura localizada (sobrepeso, mas não obesas), celulite, linfedema, pele flácida, feridas com dificuldade de cicatrização, acne (com sinais inflamatórios) e pele com aderências/retrações devido a procedimentos cirúrgicos ou queimaduras.

Os atendimentos serão realizados até o mês de dezembro, nas quartas e sextas-feiras, das 7h30 às 10h30, na Clínica Escola, localizada no Câmpus de Bodocongó, em Campina Grande.

Os interessados devem preencher formulário on-line (https://goo.gl/forms/o2Umdsxut8TQ2HV23) e, em seguida, enviar uma foto da região que precisa de tratamento para o e-mail do professor Ciro Franco de Medeiros Neto (cirofranco2@gmail.com), que coordena a atividade.

Mais informações sobre este serviço da Clínica Escola podem ser obtidas no blog: https://fisioterapiauepb.blogs… ou pelo telefone (83) 3315-3346.

 

clickpb

 

 

Aplicativo gratuito permite consulta de locais que ficarão sem energia na Paraíba

aplicativoUm aplicativo gratuito permite aos consumidores paraibanos consultar locais que ficarão sem energia devido a manutenções na rede elétrica do estado. Através do Energisa On, os usuários podem acessar mapa e verificar locais e datas em que o serviço será suspenso.

O aplicativo está disponível no site da concessionária de energia, na guia “Manutenção de Rede”. Após informar município e bairro a ser consultado, o usuário é informado a respeito dos dias, horários e ruas em que ocorrerão as próximas interrupções na área pesquisada.

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É necessário ressaltar, no entanto, nem sempre que uma área precisa de manutenção, o serviço é suspenso. Algumas tecnologias adotadas pela Energisa possibilitam a realização de aparos sem o desligamento da rede, como gerador móvel, subestação móvel, transferência de carga, manutenção em rede energizada e megajumper.

O desligamento programado só acontece quando não é possível o emprego dessas tecnologias. São nesses casos que os clientes são informados do horário em que o fornecimento de energia elétrico será suspenso através do aplicativo.

Aplicativo é gratuito e está disponível no site da EnergisaFoto: Aplicativo é gratuito e está disponível no site da Energisa
Créditos: Reprodução

 

portalcorreio

Horário eleitoral ‘gratuito’ é pago e sem transparência

propagandaEmissoras de televisão e rádio deixaram de pagar ao menos 3,57 bilhões de reais de impostos nos últimos 12 anos para exibirem o horário eleitoral gratuito. Mas não é possível saber qual o tamanho do benefício de cada rede. CartaCapital solicitou à Receita Federal os valores, discriminados por emissora e ano, mas o órgão negou a divulgação desta informação.

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A Lei de Acesso à Informação prevê, desde 2011, que informações de interesse público sejam divulgadas pelo governo. Para recusar as informações, a Receita recorreu ao artigo 198 do Código Tributário Nacional de 1966. Segundo esta legislação, não é permitido divulgar qualquer informação sobre “a situação econômica ou financeira” de empresas.

A reportagem argumentou que não desejava toda a informação fiscal das emissoras, mas somente o valor referente às isenções do horário eleitoral. Não seria necessário divulgar quanto uma emissora paga de impostos, mas somente quanto deixa de pagar com o espaço reservado aos políticos. Desta forma, as informações particulares estariam guardadas.

Diante do recurso, a Controladoria Geral da União, responsável pelas apelações sobre a lei, questionou à Receita: “Como a informação do valor específico da renúncia fiscal dada a cada emissora pode expor a sua situação financeira e econômica?”.

Em resposta, o órgão afirmou que “o sigilo fiscal protege todo e qualquer item que esteja inserido no conjunto das informações que componham a situação financeira e econômica do contribuinte. (…) Toda e qualquer informação, mesmo que isoladamente, e num menor grau, acaba por expor uma realidade financeira ou econômica.” A Controladoria Geral da União concordou com o argumento da Receita e estes gastos não devem ser revelados. 

Ano Valor da isenção
2002 R$ 121,5 mi
2003 R$ 174,1 mi
2004 R$ 238,6 mi
2005 R$ 283,5 mi
2006 R$ 494,6 mi
2007 R$ 150,7 mi
2008 R$ 420,4 mi
2009 R$ 201,1 mi
2010 R$ 604,3 mi
2011 R$ 207,2 mi
2012 R$ 436,3 mi
2013 R$ 239,7 mi
Total R$ 3.572,1 mi

 

Como o valor é calculado

Emissoras de rádio e televisão ganham para ceder espaço de televisão a candidatos e partidos (em ano eleitoral) e a partidos (em todos os anos). O benefício não é cedido diretamente pelo governo, mas por meio de impostos sobre o lucro que deixam de ser pagos à Receita Federal.

No Brasil, partidos e candidatos não podem comprar espaço publicitário na televisão como empresas fazem. Políticos podem anunciar somente em horários predeterminados, calculados a partir do tamanho de cada bancada no Congresso Nacional.

O benefício recebido pelas emissoras é calculado, no entanto, a partir das tabelas de publicidade destes veículos. O governo paga 80% do valor que uma empresa pagaria pelo tempo em que as inserções são feitas. É como se o governo anunciasse no tempo cedido às emissoras.

Da Rede Globo a uma rádio no interior de qualquer estado, todas são beneficiadas. O uso do termo “gratuito” esconde, assim, a realidade de que o governo paga este espaço na televisão e no rádio.

 

cartacapital

“As políticas econômicas neoliberais aumentam o trabalho gratuito das mulheres”

Universidad Autónoma de Sinaloa
Universidad Autónoma de Sinaloa

“O feminismo é a teoria critica que interpela mais profundamente as bases da sociedade, porque não está pensando apenas no público, mas também no privado”, é o que diz Rosa Cobo Bedia (foto), teórica feminista espanhola, docente, pesquisadora e, principalmente, militante pelos direitos das mulheres. Foi assessora ministerial no governo de Rodríguez Zapatero. E, nessa entrevista, adverte sobre as consequências provocadas pela luta de igualdades de gêneros nos planos de ajuste tanto em seu país como em toda a Europa. Também traz o debate em torno da prostituição e analisa o que mudou na Espanha com a lei contra a violência de gênero.

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Em sua visita a Buenos Aires, onde veio a convite de uma organização regional de mulheres, a Cladem, Rosa Cobo Bedia, falou sobre as consequências da luta por igualdade entre homens e mulheres nos planos de ajuste, o debate em torno da prostituição – trabalho ou exploração sexual? – as mudanças trazidas pela lei contra a violência de gênero sancionada há uma década na Espanha, entre outros temas.

Eis a entrevista.

Como as lutas pela igualdade entre homens e mulheres estão afetando as políticas neoliberais na Europa?

A Europa já está totalmente envolvida nas políticas econômicas neoliberais e são muitos os seus efeitos. Contudo há dois básicos, que podem ser identificados analiticamente. O primeiro deles é o aumento do trabalho gratuito por parte das mulheres. Na medida em que o Estado abdica das funções que desempenhava até o momento, essas tarefas são transferidas para as famílias, nas quais são as mulheres que passaram a assumi-las. Trata-se de invisibilizar esse processo de deslocamento. Ao mesmo tempo, os salários baixaram em demasiado e, então, as famílias de classe média prescindiram de uma ajuda doméstica, tarefas que passaram a serem feitas pelas mulheres. Com menos dinheiros nos lares, também tende-se a preparar outro tipo de comida: já não mais um bife, mas pratos mais elaborados que são mais baratos, mas que demandam mais trabalho. O cargo de cozinhar também fica para as mulheres. De 2003 a 2014, o trabalho gratuito das mulheres na Espanha, subiu 4,3%. É um dado paradigmático. Imagine-se em um país da América Latina, como ocorreu há alguns anos atrás no Peru ou no Brasil, que tenha um crescimento anual dessa magnitude. Esse trabalho gratuito das mulheres aumenta, sobretudo, outro fenômeno, que também é historicamente novo: a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho. E para isso, têm o dobro da jornada de trabalho.

Qual é o segundo efeito?

As mulheres têm entrado no mercado de trabalho a partir dos anos 60 e 70, em um processo de perda de direitos para os trabalhadores e de uma redução muito significativa dos salários. Em 1973, a partir do golpe militar de Pinochet, o Chile se transformou num primeiro laboratório onde foram aplicadas as políticas neoliberais; em seguida foi a Argentina, Inglaterra… A redução dos salários nos últimos vinte anos tem sido fatal. Isto é, as mulheres entram no mercado de trabalho na mesma posição que têm na sociedade: em uma posição de óbvia desigualdade em relação aos homens. As mulheres são maioria nos trabalhos de tempo parcial, na economia paralela, nos empregos mais precários, são as mais presentes nos chãos de fábrica mais desqualificados. A maior parte dos salários mais baixos são femininos.

O paradigma que explica esse fenômeno com muita nitidez é justamente o do chão das fábricas. Tende-se a pensar que estão presentes apenas na América central e no Sudeste asiático. Ora isso é muito falso: as montadoras, por exemplo, estão invadindo o mundo inteiro. Na Espanha também as vemos. Os dois grandes fenômenos que explicam a posição de exploração das mulheres são a indústria de um lado, e a prostituição de outro.

São as duas metáforas explicativas da sorte das mulheres no século XXI. Há outro efeito que já não tem haver exclusivamente com as mulheres, mas que também podeter uma leitura feminista: o alargamento do mercado e redução significativa da capacidade de manobra do poder político, para poder gerir o mercado com uma chave social democrata, keynesiana, de redistribuição econômica. Em termos gerais, as políticas econômicas neoliberais estão causando um grande aumento da desigualdade social, formando um abismo entre pobres e ricos, um fenômeno que, há muitas décadas, era completamente desconhecido na Europa. É um processo que está veiculado principalmente a revolução do século XIX, com aquele capitalismo que explorava de uma forma impiedosa, mais do que em qualquer outro momento do último século.

Você mencionou a prostituição… o que pensa sobre a postura de algumas organizações que argumentam que deve-se regulá-la como um trabalho?

É um debate complicado que está presente em muitas partes do mundo e que por muito tempo está em um lugar marginal, contudo finalmente conseguiu um lugar da agenda política dos países europeus. A maior parte do feminismo inclina-se para consideração de que a prostituição é uma forma de exploração das mulheres. Tenho adesão a este olhar. Também é certo, e devemos levar em consideração, que nos países que têm estados de bem-estar mais desenvolvidos na Europa, como é o caso da SuéciaNoruegaFinlândia e Islândia, chegou-se a conclusão de que trata-se de uma forma extrema de exploração sobre as mulheres. E estão sendo elaboradas políticas orientadas a penalizar o cliente e colocar sobre a mesa, políticas e recursos que tornem possível que as mulheres – que estão vivendo da prostituição – possam sair dela. É muito importante colocar como manifesto a maneira com a qual o feminismo está tentando tirando o foco da mulher prostituída para o homem prostituidor, ou seja, aquele que se chama de cliente que, ao meu ver, está sendo feito de uma forma bastante branda. Não acredito que devemos chamá-lo assim, porque é reconhecer ruma relação comercial.

Aqueles que defendem a prostituição como um trabalho, fundamentam sua postura no direito, por parte das mulheres, a decidir sobre seu próprio corpo, o mesmo argumento com o qual o feminismo defende o direito ao aborto. O que você pensa sobre essa abordagem?

Há uma escolha quando há a possibilidade de escolher. Quando não há possibilidade de escolher, não. Uma mulher extremamente pobre, com poucos recursos culturais e que tenha sido abusada sexualmente em sua infância – porque a maioria das mulheres que exercem a prostituição sofreram essa violência, e esse é um aspecto que não se comenta – que possibilidade de escolha ela tem? O que há são circuitos semi-institucionalizados pelos quais as mulheres transitam para a prostituição, que são os mesmos pelos quais circulam as armas, drogas, órgãos. As mulheres vão dos países mais pobres para os mais ricos, e seguem esses circuitos.  Não se pode dizer alegremente que a prostituição é um trabalho como qualquer outro, porque a maior parte das mulheres que a exercem não querem exercê-la. Não estou colocando em discussão a existência de grupos reduzidíssimos de mulheres que exercem prostituição e que a consideram um trabalho. Coordenei um trabalho de pesquisa entre 2010 e 2013, financiado peloInstituto da Mulher na Espanha.

Nessa época entrevistamos as mulheres que exerciam a prostituição e nenhuma delas desejava realiza-la, mas o faziam porque era uma possibilidade mais segura de obter uma renda, principalmente em momentos que o mercado de trabalho se reduziu a extremos insólitos. Para as mulheres resta essa forma de pagamento para poder viver, assim como para outras pessoas resta a venda de um rim. Mas mesmo assim isso não quer dizer que seja aceitável. Não podemos renunciar a construção de uma imagem de como queremos que o mundo seja e, a partir do ponto de vista ético e social, não me parece que nessa imagem possa haver grupos de mulheres para uso sexual de todos aqueles homens que queiram fazê-lo. Uma lei serve para enviar uma mensagem para a sociedade. Quando se legaliza a prostituição envia-se a mensagem a todas as nossas mulheres jovens – e eu estou pensando em minha filha, que tem 12 anos – de que se trata de uma atividade aceitável. Desde já não quero que minha filha, nem que nenhuma jovem – porque são as jovens que basicamente alimentam esse campo – recebam como mensagem que a prostituição é um trabalho como qualquer outro, porque realmente não o é.

Que sequelas a prostituição deixa nas mulheres?

O uso de álcool e de drogas é altíssimo entre elas. Quando as entrevistei, me disseram que têm que beber e usar drogas porque para elas é impossível deitar-se com um homem e logo com outro e depois com outro. Além disso, é uma atividade que as desgasta em demasiado porque enquanto se deitam com os homens têm que terum nível de controle fortíssimo para que não se excedam, não utilizem a violência, para que permaneçam o tempo que tiver que estar, para que não as obriguem a fazer coisas que não querem fazer. É um desgaste psicológico extremamente forte e é um processo de desempoderamento brutal. Muitas delas não utilizam esta palavra, contudo o significado é esse.

Que interesse há por traz dos planos de legalização e sindicalização da prostituição?

Vou dizer desta maneira: há momento nos quais não se pode fazer desaparecer os fenômenos sociais que são extraordinariamente duros para os que têm que vivê-los, trata-se de optar pelas saídas que melhorem suas condições de vida. Porém já temos dados nítidos e categóricos, como os relatórios que foram publicados após muitos anos da sua legalização na Holanda, que argumenta que com a legalização da prostituição não houve melhora das condições de vida das mulheres que a exerciam. Assim, não devemos nos esquecer desse argumento. Se a tendência é a de “desnormatizar” as relações de trabalho de setores cada vez mais amplos de trabalhadoras e trabalhadores, nos quais não há contratos – isso chama-se de flexibilização – me pergunto: Como é possível elaborar contratos para as mulheres que exercem a prostituição se, como ocorre na Europa principalmente,  a maioria não têm documentos porque são imigrantes? Sua vida não melhora. O que melhora com a legalização é a vida dos traficantes, dos donos dos bordéis e dos homens que sabem que terão corpos que são mercadorias à sua disposição.

Que mudanças houve na Espanha na última década em relação à violência de gênero a partir das leis que foram aprovadas para sancionar e implementar outras medidas para sua prevenção?

A partir de 2004 começou-se a fazer políticas públicas de igualdade de gênero e, nesse marco, aprovou-se uma lei contra a violência de gênero. Havia mais expectativas em torno dessa lei frente as quais conseguiu-se realmente satisfazer. O mais importante, acredito eu, é a mensagem que foi enviada a sociedade de que a violência contra as mulheres não é aceitável a partir do ponto de vista moral e social. O limite da tolerância baixou. Isso foi muito bom. Tornou-se, além disso, um tema de debate social, político e público de um tema que era considerado privado. O problema se tornou visível para muita gente, para as quais, até o momento, era invisível. A lei tem uma parte impositiva, que se centra no castigo ao agressor, e outra, propositiva, que assinala que a violência contra as mulheres não pode desaparecer se não forem feitas políticas de prevenção, que têm haver com educação sexual nas escolas, com a introdução do problema da desigualdade entre homens e mulheres nos estudos primários, secundários e universitários. Essa parte é a que não foi cumprida. Nesse ponto também temos que dizer que a direita tem sido extramente agressiva contra as políticas de prevenção. Nunca aceitou introduzir a educação sexual no currículo escolar.

Os últimos anos, que têm sido os piores na Espanha desde que a democracia foi reinstaurada, visto as políticas de ajuste que têm sido brutais, tem ocorrido o desaparecido completo das políticas sociais e os recursos para as mulheres – mesmo que não apenas para elas – de modo que a lei contra a violência de gênero está sendo esvaziada de conteúdos.

Na Argentina observa-se uma exacerbação da violência contra as mulheres, com casos de mulheres queimadas vivas por seus parceiros ou ex-parceiros em diversos casos que se repetem. O mesmo fenômeno é observado na Espanha? A que você acredita que poderia estar relacionado?

Poderíamos falar de um grande exemplo da violência patriarcal, que é de um homem que considera que sua parceira é sua propriedade – como no século XIX, quando não tínhamos muitos direitos civis – e, frente à possibilidade de que ela possa ter voz, autonomia, ou possa ir embora, utilizam diversas formas de violência, que em alguns casos termina no assassinato. Esse é o exemplo da violência patriarcal que estamos costumadas a ver e que as feministas têm conseguido identificar analiticamente de modo que temos provocado uma conscientização e também introduzido a questão na agenda política de muitos países. Depois, vimos que houve um surgimento de novas formas de violência patriarcal. Estou pensando nos feminicídios da Cidade de Juarez (México) e em como os crimes contra as mulheres aos finais de semana estão aumentando em alguns lugares da América Central. Trata-se de adolescente que saem por aí para tomar uma bebida e são violentadas coletivamente por vários homens e, em alguns casos, são mortas. Em gangues da América Central, para que algumas mulheres possam acender como membros de pleno direito são obrigadas a passar por vexações, desde ter relações sexuais com os chefes até a terem que aguentar violências físicas. Isto é, estão surgindo formas de violência perpetradas por um homem que não é parente da vítima. Pode-se interpretar desta maneira: as mulheres conseguiram, a partir dos anos 70, mais liberdade, mais igualdade, mais autonomia, mais independência econômica e, pela primeira vez na história – e isto é inédito – podemos dizer “não” aos homens. E não apenas podemos dizer, mas de fato o dizemos.  As taxas de divórcio são altíssimas em muitas partes do mundo, sobretudo em setores de classe média e média baixa. E não apenas na Europa. As taxas de natalidade, além disso, vem descendendo. São maneiras de dizer não ao conceito de família patriarcal tradicional. Parece que os homens não podem aceitar esse processo: que as mulheres lhes digam não. Por exemplo: 13% das mulheres alemãs não querem ter filhos e não os têm. É completamente inédito. Parece que na medida em que as mulheres ganham direitos e podem dizer não aos homens individualmente, os homens coletivamente respondem com um tipo de agressividade e de violência que não estava na maneira de relacionar-se entre os homens e as mulheres. Não tem sentido como fato isolado tomar uma mulher, tortura-la, violá-la, jogar-lhe cal puro, porque os atos de violência têm sempre uma dimensão instrumental. Isso quer dizer que, eu exerço violência contra alguém porque isso irá me produzir benefícios. E, todavia, estes atos seguem sem ter, aparentemente, essa dimensão instrumental. Apenas a têm se olharmos dentro de um contexto mais amplo. As vítimas do feminicídio da Cidade Juarez são mulheres que saíram do domínio masculino, vão pelas ruas, pelas noites aos bares, têm uma vida autônoma. Essa é o pano de fundo desses assassinatos. Uma violência dessas características faz com que seu pai, seu irmão, seu namorado, vão te buscar em teu trabalho, na escola, e que um número muito menor de mulheres saiam às ruas sozinhas principalmente em determinadas horas. Faz com que elas não tenham confiança para saírem sozinhas.

Por que se as conquistas conseguidas pelas mulheres nas últimas décadas são relacionadas com as lutas feministas, mas o feminismo continua não sendo visto com bons olhos?

Porque é uma teoria crítica da sociedade que trata de colocar em questão um sistema de dominação, estabelecido pelos homens coletivamente sobre as mulheres. Todas as teorias críticas da sociedade sempre geram muita resistência social e rejeição por aqueles que não se beneficiam: ocorreu com o marxismo, o anarquismo, o ambientalismo em países como Brasil e Costa Rica. No caso do feminismo é mais grave porque, como dizia um filósofo francês do século XVII, os homens são juiz e júri ao mesmo tempo. Os homens veem seus privilégios ameaçados e o feminismo os interpela diretamente em sua cara e os diz que os privilégios devem acabar, e eles respondem que as coisas não são assim, pois respondem a uma ordem natural. Ninguém quer que deixem de fazer a cama, de cuidar dos filhos, de desenvolver sua carreira profissional, de ir jogar cartas, tomar uma bebida, ou dividir as listas eleitorais dos partidos e do poder, afinal isto é o que está no centro de tudo. O patriarcado tem subsistido com ordens econômicas muito diferentes, contudo acredito que é um momento histórico muito especial e que há uma aliança para a morte do patriarcado e do neoliberalismo porque nós mulheres somo trabalhadoras idôneas para um novo mercado de trabalho sem contratos, para pessoas intercambiáveis. E as mulheres sempre têm sido definidas como intercambiáveis. Não sei aqui, mas na Espanha se dizia: “O que uma mulher pode fazer, pode ser feito por outra”, que é uma maneira de dizer que não se requer qualificação profissional nem transformação cultural. No chão das fábricas qualquer um pode trabalhar, porque repete-se sempre o que deve ser feito. O feminismo é a teoria critica que interpela mais profundamente as bases da sociedade, porque não está pensando apenas no público, mas também no privado. Não queremos apenas ter um trabalho bem pago, entrar na política e participar em todos os reais espaços de poder, mas, além disso, também vamos iluminando as relações de poder que existem dentro das famílias.

 

 

Por Mariana Carbajal,

Do Página/12

E agora, Skype? App gratuito faz ligações sem exigir conexão com internet; entenda

ringoOs serviços multimídia oferecidos pelo mensageiro Skype inauguraram um novo patamar no campo da comunicação. E apesar de oferecer recursos de qualidade a seus usuários, o aplicativo deixa, por vezes, muita gente na mão: se a conexão com a internet falhar, suas chamadas serão necessariamente interrompidas. Lançado nesta semana para Android, iOS e Windows Phone, o app Ringo promete abalar a soberania do software adquirido pela Microsoft.

Sem exigir conexão com a internet, o novo serviço para dispositivos móveis permite a realização de telefonemas internacionais por meio de uma rede de telefonia local. Mas isso não é tudo: o serviço pode ser até 25% mais barato se comparado às taxas cobradas pelo Skype em ligações feitas a outros países. Disponível atualmente a 16 países (incluindo o Brasil), o ousado aplicativo pode ser baixado gratuitamente a partir dos links elencados a seguir:

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Nota: a versão de Ringo para o Windows Phone pode ser baixada por quem configurou seu aparelho para funcionar na região dos “Estados Unidos”. Nestes primeiros dias de lançamento do app, a primeira ligação internacional pode ser feita gratuitamente – nos EUA, descontos de até 80% para chamadas locais estão sendo oferecidos aos usuários.

Como funciona?

O trunfo de Ringo está na forma de gerenciamento de chamadas. Por ter a capacidade de “rotear” ligações, o aplicativo faz, primeiramente, uma assinatura local para cada um de seus contatos internacionais. Na hora em que a ligação para outro país é feita, o sinal, depois de ser enviado por cabos submarinos que interligam os continentes, é convertido para sua rede local. É dizer, grosso modo, que sua chamada internacional adquire o “perfil” de ligações feitas para sua própria região – o que causa uma redução substancial no valor das ligações realizadas.

Sinais enviados por cabos submarinos são convertidos em chamadas locais.

Os países abarcados pelos serviços de Ringo são atualmente os seguintes: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Hong Kong, Alemanha, Japão, Itália, México, Polônia, Espanha, Suíça, Cingapura, Reino Unido, EUA e Holanda. Informações sobre o custo de chamadas para cada uma dessas regiões podem ser conferidas por meio do site de Ringo (clique aqui).

Consulte neste link, por exemplo, as taxas para ligações a algumas das principais cidades do Brasil (tais como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador e outras). Especificações acerca dos valores cobrados para ligações aos demais países podem ser verificadas também através do mesmo endereço. Estaria o Skype prestes a enfrentar tempos de vacas magras? Teste o aplicativo e deixe suas impressões no espaço para comentários abaixo desta notícia.

ATUALIZADO

Atenção! Após os constantes relatos sobre indisponibilidade do app no Brasil, verificamos que o Ringo realmente não pode ser instalado através das lojas brasileiras. Ao acessar o link para download da App Store e da Windows Store, você verá uma mensagem de que o app não está disponível, sendo que somente a troca da loja (ativando a versão americana) dará acesso ao download.

  • Clique aqui para aprender a trocar a região da Windows Store

A Google Play brasileira mostra que o software está disponível, mas não permite o download em nenhum gadget (testamos com os mais comuns, incluindo os principais produtos da Samsung, LG, Sony e Motorola). Assim, o desenvolvedor deve ter colocado restrições que impedem o download do programa.

De qualquer forma, se você baixar através de uma loja americana (seja para Windows Phone ou para iOS) ou conseguir o apk (para o Android), o aplicativo deve funcionar sem problemas e as ligações devem ser realizadas, visto que o desenvolvedor garante, em seu site oficial, que os serviços são compatíveis com nosso país.

Tec Mundo

 

Especialistas em voz farão atendimento gratuito na quarta

vozNa próxima quarta-feira, 16 de abril (Dia Mundial da Voz), médicos e fonoaudiólogos estarão realizando atendimentos gratuitos em pessoas com queixa de rouquidão persistente. A ação será realizada no Hospital Edson Ramalho, na Universidade Federal da Paraíba (Setor de Fonoaudiologia), no Centro Universitário de Ensino (Unipê – Setor de Fonoaudiologia), das 8h30 às 17h.

O objetivo da campanha é oferecer ao público uma oportunidade de atendimento com especialistas da voz, com foco direcionado a distúrbios da voz e à antecipação do câncer de laringe.

Após, o atendimento, quando necessário, as pessoas serão encaminhadas para as unidades públicas responsáveis. Os casos suspeitos de câncer serão encaminhados para o Hospital Napoleão Laureano.

A ação da Campanha da Voz 2014 é promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, a Associação Paraibana de Otorrinolaringologia e a Sociedade Paraibana de Fonoaudiologia.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o segundo país no mundo em número de casos de câncer de laringe. São mais de 15 mil por ano, sendo mais de 8 mil fatais, apesar das chances de cura superarem os 90% se detectado precocemente.

“Mais de 70% da população ativa tem na voz o instrumento de trabalho mais exigido. Os principais agentes agressores da laringe são o fumo e o álcool, alterando a permeabilidade das pregas vocais e, assim, vibratórias”, informou o otorrinolaringologista Josemar Soares, médico cooperado da Unimed JP.

O tabaco é o principal fator de risco para câncer de laringe, que é potencializado ao ser associado ao álcool. De acordo com o Instituto N acional do Câncer (Inca), fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver o câncer de laringe. Quando o fumo é associado ao consumo de bebidas alcoólicas, as chances são 43 vezes maiores. Outros fatores são: histórico familiar, má alimentação, inflamação crônica da laringe causada pelo refluxo gastroesofágico, papiloma vírus (HPV).

RECOMENDAÇÕES NO CUIDADO COM A VOZ Diversos cuidados podem ser tomados para evitar problemas com a voz. Especialistas recomendam uma alimentação regular, evitando jejum prolongado ou abusos alimentares que provoquem azia e má digestão, principalmente antes de dormir.

Outro cuidado importante é manter a hidratação, com a ingestão de, pelo menos, 2 litros de água por dia, em temperatura fresca ou ambiente. Para ter uma voz saudável também é fundamental evitar o abuso de bebidas alcoólicas, tranquilizantes e estimulantes. Estas recomendações devem ser seguidas, principalmente, pelos profissionais que têm a voz como instrumento de trabalho. É o caso, por exemplo, de professores, cantores, atores, locutores, repórteres, telefonistas, operadores de telemarketing, vendedores, leiloeiros e camelôs.

De todos, os professores são os que precisam estar mais alertas. Entre eles, o principal risco é o de desenvolvimento da disfonia, a popular rouquidão. Por conta disso, eles apresentam três vezes mais queixas com a voz do que outros profissionais. Devem, portanto, fazer um trabalho preventivo e curativo com a ajuda de profissionais como o otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo.

MaisPB com Assessoria

Pronunciamentos do Papa durante visita ao Brasil são organizados em livro digital gratuito

papaTodos acompanharam os passos do Papa Francisco nesta visita histórica ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude. Suas palavras ficaram marcadas no coração e na memória de quem esteve no evento ou acompanhou através da imprensa.

Desde o discurso mais formal, em momentos com as autoridades civis ou militares, até às expressões mais simples como “botar água no feijão”, o Papa Francisco emocionou, ensinou e deixou uma nação em silêncio para ouvi-lo falar, aguardando ansiosamente seu próximo pronunciamento.

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Com as facilidades da tecnologia, a instituição Opus Dei, em seu site, disponibilizou um e-book (livro digital) gratuito com todos os pronunciamentos do Papa Francisco enquanto esteve no Brasil. Agora as palavras do Santo Padre ficam guardadas no coração e também arquivadas no computador (ou impressas).

Acesse o e-book aqui: http://multimedia.opusdei.org/pdf/pt/papa_francisco_jmj_rio.pdf

Pascom Diocesana

Google quer disponibilizar wi-fi gratuito em todo o mundo

Balões ficariam na estratosfera Foto: Reprodução
Balões ficariam na estratosfera Foto: Reprodução

O Google está enviando balões para a estratosfera com o objetivo de disponibilizar wi-fi gratuito ao mundo. Trata-se do Projeto Loon. A ideia é fazer centenas de milhares de balões de alta pressão voarem na Terra e fornecerem internet para bilhões de pessoas. Faz parte do famoso Google X Lab, que trouxe ao mundo o Glass e carros autônomos. Segundo a Wired:

 

Esta é uma proposta audaciosa, e hoje em Christchurch, o Google fez uma conferência à imprensa com o primeiro-ministro da Nova Zelândia para revelá-lo formalmente. O Google também fará o maior teste do Projeto Loon: 50 pessoas em Christchurch dentro de uma faixa de 20 km dos balões verão se eles podem se conectar a partir do céu.

 

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As informações são da revista Wired.

Terra

Projeto de Lei quer regulamentar o transporte gratuito para os alunos universitários de Solânea

 

ConselhoUm Projeto de Lei elaborado pelo Conselho Municipal de Juventude de Solânea quer garantir que o transporte gratuito para os estudantes universitários do município seja regulamentado. Entretanto, para que isso ocorra é necessária a aprovação da proposta pelo Poder Legislativo e a consequente sanção do mesmo pelo Poder Executivo. E, para que esse objetivo seja alcançado, o Conselho se reuniu na última quinta-feira (07) para debater o projeto, além de outras ações voltadas para a juventude.

 

O encontro foi realizado na sede da Ongifa e contou com a presença do vereador Paulo Nunes que, além de representar a Câmara Municipal, também representou o prefeito Beto do Brasil. O parlamentar recebeu das mãos dos integrantes do Conselho da Juventude o projeto para a regulamentação do transporte gratuito para os estudantes universitários e terá o compromisso de entregar a proposta para o gesto municipal.

 

O Projeto de Lei que visa instituir o transporte universitário municipal pede a autorização para o Poder Executivo Municipal de Solânea disponibilizar transporte aos alunos universitário do Município.

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Ele prevê que a prefeitura de Solânea fique autorizada a disponibilizar o transporte de alunos universitários que residem no município que viajam a outras cidades, para cursar Escolas de Nível Superior e outros, desde que obedecida às exigências desta lei.

 

A proposta prevê, ainda, que o transporte será disponibilizado conforme a demanda do município.

 

Confira na íntegra o Projeto de Lei: 

 

LEI Nº 000/2013        

                DE  DE  FEVEREIRO DE 2013

 

Institui o Transporte Universitário Municipal

 

Art. 1° – A presente lei trata da competente autorização para o Poder Executivo Municipal de Solânea disponibilizar transporte aos alunos universitário do Município.

Art. 2° – Fica o Poder Executivo Municipal de Solânea autorizado a disponibilizar o transporte de alunos universitários que residem no município que viajam a outras cidades, para cursar Escolas de Nível Superior e outros, desde que obedecida às exigências desta lei.

Art. 3° – O Transporte será disponibilizado conforme a demanda do município.

Parágrafo Primeiro. Para fins do presente artigo fica o Poder Executivo Autorizado a contratar os serviços de transporte de alunos para outros municípios se necessário, podendo contratar profissionais e empresas que porventura já prestem os serviços ao Município.

Parágrafo Segundo. Caso haja vagas remanescentes de assentos de veículos disponibilizados pelo Município para o transporte universitário será concedido 30% (trinta por cento) das vagas para alunos que frequentam instituições fora do Município de Solânea em cursinhos pré-vestibular, complementação pedagógica ou outros.

Art. 4° – Os interessados deverão cumprir as seguintes exigências:

§ 1º – O estudante deverá requerer os benefícios desta Lei, mediante ficha de inscrição devidamente preenchida e protocolada na Secretaria Municipal de Educação, protocolada no mês de janeiro a Fevereiro de cada ano, comprovando ainda, a matrícula em escola de nível universitário, ou outro, na forma desta lei.

 

§ 2º – O interessado que não efetuar pedido na Secretaria, somente terá direito ao benefício do transporte que trata esta Lei, se houver vaga na quantidade de assentos dos veículos disponibilizados.

 

§ 3º – Os alunos que se envolverem em algazarras ou ocasionarem danos aos veículos, durante o translado ida e volta, após apurada culpa, perderá o direito concedido por um tempo determinado pela Secretária Municipal de Educação, além do ressarcimento dos danos, e, em caso de reincidência responderá um processo judicial por dano ao Patrimônio Público.

 

§ 4º – Os benefícios desta lei somente serão concedidos caso haja demanda para o preenchimento de pelo menos 60% da capacidade de lotação de um veículo coletivo que possibilite transporte dos alunos.

 

§ 5º – O aluno que suspender a realização do curso – “trancar a matrícula” -, ou outro motivo durante o ano letivo, deverá comunicar a Secretaria Municipal de Educação no prazo de 10(dez).

 

§ 6º – Os alunos universitários deverão eleger um coordenador e um vice – coordenador para juntamente com o Conselho Municipal de Juventude de Solânea representar os alunos nas questões de interesse coletivo atinentes ao transporte universitário.

 

Art. 5º – O Município fornecerá o transporte universitário de alunos para outros Municípios, observando-se o interesse público e a disponibilidade material e orçamentária.

 

Art. 6º – As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por conta de dotação própria do orçamento municipal e o financiamento dos serviços será subsidiado por um Fundo Municipal criado especificamente para esta finalidade e será gerenciado pelo Poder Executivo.

 

Art. 7° – Eventuais omissões necessárias para o fiel cumprimento desta lei poderão ser regulamentadas por decreto.

 

Art. 8º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

 

 

 

Solânea,  de Fevereiro de 2013.

 

 

 

 

Redação/Focando a Notícia

 

Governos investem bilhões para garantir material escolar gratuito a alunos da rede pública

Enquanto os pais de alunos da rede particular reclamam dos preços do material didático exigido pelas escolas de seus filhos, sobretudo dos livros, os governos federal, municipais e de alguns estados investem bilhões de reais para cumprir o que prevê a Constituição Federal e garantir material escolar gratuito aos estudantes das escolas públicas. Mesmo reconhecidos por pais de alunos da rede pública e por representantes do mercado editorial, os programas públicos de distribuição de livros e material escolar sofrem constantes denúncias e questionamentos.

No ano passado, somente o governo federal investiu mais de R$ 1 bilhão para garantir que os mais de 42 milhões de estudantes da rede pública de ensino básico do país recebam, gratuitamente, as obras didáticas que vão usar em salas de aula este ano. Neste ano, mais R$ 66 milhões deverão ser gastos na compra de obras literárias e técnico-científicas que vão ser distribuídas às bibliotecas da rede pública de ensino. Embora alta, a cifra é menor que os R$ 81 milhões que o Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação (FNDE) informa ter investido no programa em 2012. Segundo a coordenadora-geral dos Programas do Livro do Fnde, Sônia Schawartz Coelho, isso não representa uma redução no total de livros comprados.

A estimativa do FNDE é de que, somados os programas nacionais do Livro Didático (PNLD) e Biblioteca da Escola (PNBE), cerca de 140 milhões de livros sejam distribuídos este ano em “regime de mútua cooperação” entre o fundo, as secretarias estaduais e municipais de educação e as escolas vinculadas ao programa.

Criados, respectivamente, em 1929 e em 1998, os programas do Livro Didático e Biblioteca da Escola atendem ao Artigo 208 da Constituição Federal, que estabelece que o “dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. Além disso, são regulamentados por um decreto presidencial específico.[bb]

Além dos livros, muitos estudantes recebem das prefeituras e de alguns governos estaduais parte do material escolar básico. Em São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, a prefeitura promete investir R$ 20 milhões para garantir uniforme e material para 100 mil alunos das creches e do ensino infantil e fundamental da rede municipal. Os kits incluem cadernos, apontadores, giz de cera, borracha, jogo de canetas hidrográficas, régua, pastas com elástico, entre outros itens, além de dois conjuntos de uniforme escolar completos, incluindo meias e tênis.

“A distribuição do uniforme visa à inclusão social e à segurança dos alunos, já que na rede pública há muitos estudantes que não podem comprar esses itens. Segurança porque, com o uniforme, os alunos são mais facilmente identificados. Só que seria um absurdo a prefeitura [exigir isso] dos que não podem comprar”, disse à Agência Brasil o secretário adjunto de Educação de São Bernardo do Campo, Rafael Cunha e Silva. Ele garantiu que, além de atender a todos os estudantes da rede municipal, a prefeitura compra material suficiente para eventuais necessidades ao longo do ano.

Santa Catarina é um dos estados cujo governo também promete distribuir material escolar para os alunos da rede pública estadual. Em 2013, vão ser investidos cerca de R$ 10 milhões para garantir que os mais de 550 mil alunos do ensino fundamental e médio recebam um kit com os itens básicos necessários em sala de aula.[bb]

De acordo com Censo Escolar da Educação Básica, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 84 % dos estudantes do ensino básico do país estavam matriculados em escolas públicas em 2012. As redes municipais respondiam por quase metade (46%) dos cerca de 42 milhões de matrículas em unidades públicas de ensino. As escolas estaduais atendiam a 37% desse total, enquanto a rede federal registrava 1% das matrículas.

Agência Brasil