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Grandes bancos fecharão ainda este ano centenas de agências

Bradesco, Itaú e Banco do Brasil vão fechar cerca de 1.200 agências até o final de 2020, em um esforço que atribuem à transformação da demanda dos clientes.

A medida, acompanhada de PDVs (programas de demissão voluntária), serve para reduzir custos em um período em que as receitas dos bancos podem ser afetadas pela queda dos juros às taxas mínimas históricas.

Os grandes bancos começam a manifestar, também, preocupação com a concorrência das fintechs (empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros) e começam a ajustar suas gigantescas estruturas e custos a essa nova realidade.

Assim, a diminuição da presença física dos três maiores bancos do país vem acompanhada de volumes mais altos de despesas e investimentos mais fortes em tecnologia da informação e nos canais digitais.

O fechamento de agências é puxado pelos dois maiores bancos privados do país, que deixarão de atender em 800 pontos entre este e o próximo ano. O Banco do Brasil, que não tem uma projeção específica sobre o fechamento de agências, já encerrou 417 instalações apenas neste ano.

Até o terceiro trimestre deste ano, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil já fecharam 749 agências em comparação há um ano atrás.

Essa redução foi mais visível no BB, que diminuiu em 11% suas estruturas tradicionais no período, para 3.684 agências. Já o número de instalações que considera digitais e especializadas ficou praticamente estável.

Bradesco e Itaú, por sua vez, diminuíram em 1,8% e 5,7%, respectivamente, o número de agências físicas disponíveis aos seus clientes no período.

Entre os grandes que têm ações negociadas em Bolsa, apenas o Santander seguiu na contramão e teve uma alta de 1,8% no número de instalações.

Em termos gerais, agências especializadas são voltadas para o atendimento de segmentos específicos, como o corporativo de pequeno ou grande porte. Já as digitais são agências físicas com horário de atendimento ampliado, mais atendimento pessoal, mas também com ferramentas e serviços automatizados. Também têm permitem o contato com o gerente da conta ou com especialistas de investimentos por videoconferência, por exemplo.

Para Vitor França, economista do SCPC Boa Vista (Serviço Central de Proteção ao Crédito), não são todas as regiões do país que conseguem receber bem essas mudanças. Ele diz que, ao cruzar informações de renda e acesso à internet com o fechamento de instalações, é possível notar que esse movimento acontece de forma intensa em áreas mais ricas.

“Muita gente de regiões com menor acesso à internet ou renda mais baixa ainda são extremamente dependentes de agências físicas. O limite para o encerramento de agências é exatamente o fato de que essas instituições são grandes e chegam a lugares que essas novas concorrentes não chegam”, acrescenta.

De acordo com o diretor sênior de instituições financeiras da Fitch Ratings, Claudio Gallina, mesmo que o ambiente das fintechs ainda seja algo relativamente novo no sistema financeiro, já é possível ver impactos em alguns segmentos -como o de maquininhas de cartões e meios de pagamentos–, bem como um esforço significativo dos grandes bancos em não ficar para trás.

“Apesar de vermos reduções de agências e de pessoal, também observamos altos investimentos em TI [tecnologia da informação] e gastos decorrentes de toda essa movimentação. Há aquisições de novas companhias tecnológicas, aportes de dinheiro para modernização de sistemas e os custos recorrentes da decisão de enxugamento das estruturas”, afirma Gallina.

No Itaú, as despesas com pessoal cresceram 4,2%, em parte por causa do PDV avberto no meio do ano. No Bradesco, que iniciou o PDV em agosto, a alta foi de 12,9%.

 

FOLHAPRESS

 

 

Incêndio de grandes proporções atinge a Serra Preta, em Mãe D’Água, no Sertão da Paraíba

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Serra Preta, em Mãe D’Água, no Sertão da Paraíba. De acordo com o comandante Regional do Corpo de Bombeiros, coronel Saulo Laurentino, o fogo começou desde o último domingo (21) e está totalmente descontrolado. Equipes de bombeiros realizam força tarefa para tentar combater o incêndio, mas local é de difícil acesso.

Conforme o coronel Saulo Laurentino, o fogo chegou a ser controlado entre a quarta (25) e esta quinta-feira (26), mas, como o local é de difícil acesso, as chamas teriam se alastrado na manhã desta sexta-feira e estão totalmente descontroladas na região.

A dificuldade de controle acontece pelo local ser uma região de serra e mata fechada. “O fogo estava tranquilo, mas depois perdeu o controle novamente, está totalmente descontrolado, e tem uma área muito grande queimada, o local é de difícil acesso, e até então a gente não consegue verificar a quantidade da área atingida”, explicou o comandante.

Conforme Saulo Laurentino, a terra no local é bastante íngreme. “O fogo é no pico da serra. O combate é desgastante, porque as viaturas só conseguem chegar até um certo ponto, então precisamos levar todo o material de combate caminhando até o local, é cerca de uma hora caminhando só pra chegar lá em cima”, salientou.

O comandante afirma que ainda não é possível precisar as causas do incêndio. “A gente não tem nenhuma informação nesse sentido ainda, só depois de conseguirmos controlar o fogo é que poderemos avaliar o que pode ter provocado o incêndio, isso vai ser determinado após uma perícia no local”, pontuou.

No local permanecem três viaturas do Corpo de Bombeiros. Ainda segundo o coronel Saulo Laurentino, as equipes se revezam para o trabalho de combate ao fogo. “Além das equipes, estamos recebendo apoio de voluntários da região”, destacou.

Fogo está totalmente descontrolado, segundo bombeiros, em Mãe D'Água, na Paraíba — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Fogo está totalmente descontrolado, segundo bombeiros, em Mãe D’Água, na Paraíba — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

 

G1

 

 

Festival Literário de Bananeiras acontece em Outubro com lançamento de livros e grandes nomes nacionais

Bananeiras no Brejo paraibano tem seu reconhecimento por realizar grandes eventos como o tradicional São João Pé de Serra em junho e ser uma das sedes da Rota Cultural Caminhos do Frio, no mês de agosto.

Não poderia ser diferente ao lançar neste mês a realização do I Festival Literário, que já nasce grande contemplando aos que visitarem a cidade entre os dias 25 e 27 de Outubro com várias intervenções culturais.

Estão previstos lançamento de livros, feiras, contação de histórias, saraus e diversas ações culturais pela cidade. Nomes como Laurentino Gomes, Jorge Caldeiras, Sergio Abranches e Miriam Leitão estão confirmados.

Ascom-PMB   

 

Estudioso afirma que grandes açudes devem receber recarga significativa apenas em Março e Abril

acudes-paraibaPara o físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira, os grandes açudes que abastecem as cidades do Cariri, Sertão e Alto-sertão paraibano, devem receber recargas significativas apenas em Março e Abril.

De acordo com o estudioso, as chuvas que devem atingir o semiárido em Dezembro, Janeiro e Fevereiro, devem armazenar água de forma significativa apenas em barreiros. Com o cenário climático próximo da normalidade, afirma Rodrigo, Março e Abril serão os meses com chuvas mais intensas, e que devem oferecer maior recarga para os mananciais, pontua.

Ainda segundo ele a La Niña muito fraca deve influenciar pouco na distribuição das chuvas nos próximos meses, conforme já afirmado, outra base utilizada pelo estudioso para realizar essa analise, baseia-se no fato de que as condições oceânicas deverão estar desfavoráveis no próximo trimestre, ou seja, é bem provável que o Atlântico Norte esteja mais quente que o Atlântico Sul na altura da costa do Nordeste, fato que também desfavorece elevados índices pluviométricos principalmente em Janeiro e Fevereiro.

O estudioso remonta a História: com La Niña intensa, e condições do Atlântico mais favoráveis em Janeiro e Fevereiro, açudes grandes receberiam mais água:

1985, 1986, 2001 e 2011 foram anos de La Niña intensa nos meses de Janeiro e Fevereiro, consequentemente as chuvas naqueles Janeiros e Fevereiros ocorreram em valores muito elevados, fato que produziu recarga significativa em vários açudes grandes que abastecem cidades do semiárido da Paraíba.

Para 2017, o físico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira afirma que temos a perspectiva de uma estação chuvosa próxima do normal, e que não é o ideal, já que dos cerca de 75 grandes açudes que abastecem as cidades do Cariri, Sertão e Alto-sertão do estado, cerca de 68 estão secos ou quase secos, fato que representa a pior crise hídrica da História do semiárido do estado.

Ele disse que o cenário de chuvas para próximo ano ainda pode mudar, mas que a realidade da transposição, que se arrasta desde 2006, é motivo de vergonha para o país, pois já deveria ter sido concluída.

Limeira ainda prevê chuvas em Janeiro e Fevereiro nas quatro maiores cidades do semiárido do estado: Patos, Sousa, Cajazeiras e Pombal.

Mais Patos

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Deputado estadual critica Reforma Política e defende fim de partidos grandes: “Só tem corruptos”

tiao-gomesO deputado estadual Tião Gomes (PSL) foi mais um, além do deputado Janduhy Carneiro (PTN), a criticar o texto que propõe a Reforma Política (PEC 36/2016) no país. Tião usou a tribuna do plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para defender as pequenas legendas ressaltando que são os pequenos partidos que, segundo ele, moralizam o país. Em seu discurso, o parlamentar pediu a extinção de partidos como o PMDB, PSDB e PT.

O texto propõe o fim das coligações, que segundo Tião, pode excluir os partidos pequenos de participar de eleições proporcionais. O deputado do Brejo paraibano foi enfático ao criticar a proposta que já foi aprovada em primeiro truno pelo plenário do Senado. “Querem acabar com os pequenos partidos nesse país. Querem deixar só os grandes, mas deveria ser o inverso, acabar com os grandes e deixar os pequenos, porque nos grandes só tem corruptos”, disparou Tião.

Para Tião Gomes, escândalos que vêm sendo noticiados atualmente envolvem, em sua maioria, as grandes legendas partidárias do país. “Você pega o PMDB, pega o PP, o PSDB e o PT também e só vê coisas que não prestam para o país. (…) Esta é a grande reforma que querem para o país?”, questionou Tião. O deputado do PSL destacou que são os pequenos partidos que atualmente “moralizam o Brasil”.

Tião apontou seu ‘canhão’ direto para Brasília e afirmou que os maiores casos de corrupção envolvem, principalmente, o Congresso Nacional e são denunciados pelos pequenos partidos. “Os pequenos partidos estão lá para fiscalizar. São dois ou três deputados, mas que falam. Então querem tirar esses pequenos partidos para deixar os grandes, que estão desonrando a política nacional. Hoje, nós temos vergonha de dizer que somos deputados, vereadores e são eles, lá em cima, os culpados”.

PB Agora

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Incêndio de grandes proporções atinge Serra de Teixeira há dois dias, no Sertão da PB

Reprodução/Patos Online
Reprodução/Patos Online

Um incêndio de grandes proporções atinge parte da vegetação da Serra de Teixeira, no Sertão paraibano, desde o sábado (6). Segundo a Polícia Militar, as chamas estão sendo controladas, mas ainda não há previsão para conclusão do serviço. Até a manhã desta segunda-feira (8), não havia registro de feridos.

De acordo com o sargento Isidro Ferreira, a área onde ocorre o incêndio é difícil acesso, mas as equipes de combate ao fogo estão conseguindo chegar. A demora em conter completamente as chamas, segundo ele, é devido às condições do terreno. Este fator inclusive pode ter sido o próprio motivador do incêndio.

“O terreno está muito seco, com vegetação rasteira e umidade bem baixa. Tudo isso contribui para queimadas. Qualquer atrito com uma pedra ou reflexo com espelho, por exemplo, pode causar fogo. E justamente por conta das condições do terreno o fogo se alastra com mais facilidade e dificulta o trabalho dos bombeiros”, informou o sargento, ao Portal Correio.

Portal Correio

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Síndrome do Pensamento Acelerado atinge quem vive em grandes centros e quer estar conectado o tempo todo

estressePensar em várias coisas ao mesmo tempo, participar de muitas reuniões, checar o celular a todo momento e chegar ao fim do dia com a sensação de que são necessárias mais 24 horas para cumprir todas as obrigações. Era assim que se sentia a jornalista Flavia Lobo, de 40 anos. Ela se cobrava demais no trabalho e na elaboração da tese de mestrado. Não percebeu que o excesso de perfeccionismo e a má gestão do próprio tempo anunciavam o esgotamento físico e emocional.

“Me cobrava estar perfeita no trabalho e perfeita com a demanda do estudo. Um dia, voltando do mestrado, eu passei mal dentro do ônibus. Eu tive um desmaio curto, mas foi um desmaio. E desci do ônibus bastante fraca, no meio do caminho. O meu corpo inteiro doía. Como se fossem câimbras, ele doia muito. Eu fui ao hospital, os médicos vieram conversar comigo, eles falaram: Flávia, você está com o que a gente chama de Burnout. Ou seja, é como se você tivesse queimado o seu corpo até o talo”.

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O excesso de informações no dia a dia e a rotina desgastante são os principais fatores para o surgimento de sintomas típicos de ansiedade. A falta de atenção, dificuldades de memória, fadiga e, principalmente, alterações no sono e irritabilidade são características da chamada Síndrome do Pensamento Acelerado. O termo ainda não é amplamente adotado por psicólogos e psiquiatras, mas pessoas relatam sentir os sintomas. Pesquisador do assunto, o psiquiatra Augusto Cury explica que essa vontade de querer checar e resolver tudo ao mesmo tempo funciona como uma bomba-relógio para a saúde e pode impactar as relações pessoais.

“A Síndrome do Pensamento Acelerado ocorre devido aos excessos de uma sociedade altamente consumista e urgente. Por exemplo: excesso de informação, excesso de uso de smartphones. Há jovens que têm depressão…angústia, quando ficam algumas horas sem contato com redes sociais. Adultos que ficam o dia inteiro no celular, inclusive no final de semana, o que trai a sua saúde, o seu sono. Tenha uma conexão com o celular, mas tenha uma conexão consigo mesmo”.

Já a professora do departamento de psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, Elisa Bretzke, pondera e afirma que a sensação de sobrecarga mental nem sempre é sinal de algum transtorno.

“Essa dificuldade que algumas pessoas referem de se sentirem sobrecarregadas podem acontecer em uma variedade de contextos. Ela pode ser uma coisa normal, esperada, se a pessoa está numa situação de vida que tem uma demanda maior. Ela pode ser um sintoma de transtorno de ansiedade, uma depressão. Ou ela pode ser uma adaptação a alguma circunstância normal da vida”.

A palavra de ordem para quem sofre os sintomas do Pensamento Acelerado é… desacelerar. Dedicar períodos a momentos de descanso e lazer, se cobrar menos e procurar uma atividade física são formas de aliviar a correria. Professora de yoga há 10 anos no Rio, Roberta de Amorim conta que muitos alunos relatam sintomas de ansiedade.

“A maioria dos alunos é assim, né? A maioria das pessoas que procura a gente, claro que tem outros motivos, mas 98% das pessoas são aceleradas demais.  Vivem no 220. Então eles querem, até pelo estresse. A ansiedade também é causada pelo estresse que a pessoa está vivendo. Então a prática do ioga ajuda bastante”.

Embora seja mais comum em adultos, a Síndrome do Pensamento Acelerado também pode atingir crianças e adolescentes. Por apresentarem traços semelhantes, transtornos de ansiedade podem ser confundidos com hiperatividade. Foi o que aconteceu com a estudante de psicologia Natália Margem, de 23 anos. Na adolescência, ela foi diagnosticada como hiperativa e tomou ritalina por cinco anos. Hoje, depois de ter passado pela faculdade de psicologia, ela afirma que o diagnóstico estava errado…

“Tudo começou com as notas baixas do colégio. Eu sou uma pessoa acelerada, falo alto, é uma coisa minha. É uma coisa controlável mas que não precisa ser diagnosticada como hiperatividade. As vezes é um momento. Hoje em dia eu sou bem menos ansiosa do que eu era com 12 anos de idade”.

Não há dados oficiais sobre a incidência da Síndrome do Pensamento Acelerado, cuja nomeclatura ainda não é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. No entanto, segundo os últimos dados da OMS, de 2013, 10% dos brasileiros sofrem de algum transtorno ligado à ansiedade.

 

 

CBN

“Impeachment interessa às grandes companhias de petróleo”

adalbertoO impeachment da presidente Dilma Rousseff, encampado pelo PSDB e outras siglas da oposição, interessa somente às grandes companhias de petroleo, aos agentes nacionais que têm a ganhar com a saída da Petrobras da exploração de petroleo.

A visão é do sociólogo Adalberto Cardoso, 53, diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em entrevista à Folha de S. Paulo deste domingo, 25. Para ele, é ingenuidade não identificar interesses externos na crise política. “Trata-se da segunda maior jazida do planeta. Existem interesses geopolíticos de norte-americanos, russos, venezuelanos, árabes”, lembrou.

“A Lava Jato está mexendo com profundos interesses empresariais e políticos. Aqueles que estão clamando pelo impeachment estão querendo impedir que essa limpeza continue. O impeachment hoje serve aos corruptores e aos corruptos. A história recente mostra que há um certo viés na ação anticorrupção, principalmente no Paraná”, diz Alberto Cardoso.

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O sociólogo, autor de dez livros, critica a atuação do juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro. “Só petista ou próximo ao PT vai para cadeia. Há uma profunda revisão do que é o nosso capitalismo e o agente desse processo é o governo. Nenhum outro governo jamais fez isso. Está agindo sobre o coração do capitalismo brasileiro, que é inteiramente corrupto. É essa imbricação entre o público e o privado que está sendo desvendada hoje. Infelizmente, pelo viés antigovernista dos agentes da PF, não se investigou nada da época do FHC. Sergio Moro é um juiz ligado de muitas maneiras ao PSDB. Sua esposa é assessora do PSDB. Por um viés da radicalização política, está se colocando na cadeia membros do PT. Esse processo vai ter um impacto de longo prazo no partido”, afirmou.

Sobre a aprovação pela Câmara do projeto que amplia a terceirização de trabalhadores, Alberto Cardoso diz que metade da Câmara é composta por empresários, que apoiam o projeto e têm muito a ganhar com ele, sem exceção. “Ele precariza as relações de trabalho e gera redução de custos. Vai haver uma pressão muito grande por parte do lobby empresarial e financeiro. Mas haverá também povo na rua fazendo barulho. Político preocupado com sua sobrevivência ouve a rua. Político preocupado com sua reeleição ouve quem paga a campanha. Isso vai criar uma tensão séria no Congresso”, afirmou.

Cardoso classificou como um “suicídio político” para qualquer partido [apoiar o projeto]. “No caso do PMDB é mais grave porque ele foi o patrono da Constituição de 1988. O projeto da terceirização é um tiro no peito da Constituição de 88, pois destrói direitos sociais e do trabalho no Brasil. O custo para os partidos será muito alto se isso passar e isso foi percebido. Paulo Pereira da Silva deu um tiro na cabeça com esse projeto”, afirmou.

 

brasil247

ENTREVISTA: Juventude precisa estar no centro das grandes políticas federais

Com uma longa trajetória de militância em movimentos juvenis, Gabriel Medina é o novo titular da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), órgão vinculado à Secretaria Geral da Presidência da República. Nomeado em janeiro de 2015, o ex-titular do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) promete colocar os jovens mais no centro das principais políticas e programas federais, neste novo mandato da presidenta Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores – PT).

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Medina assumiu a SNJ no início deste ano. Foto: Reprodução.

 

Para começar, no último mês, a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) lançou a III Conferência Nacional de Juventude que, assim como nas edições anteriores realizadas, em 2008 e 2011, respectivamente, deve articular e mobilizar milhares de jovens em cidades e nos estados para discutirem e apresentarem suas demandas em 2015. O tema desta edição é “As várias formas de mudar o Brasil”.

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As convocatórias para as etapas municipais e estaduais começam em maio próximo e a etapa nacional deve acontecer no fim de novembro, segundo Medina. De acordo com ele, a principal novidade deste ano será a participação via Internet e meios digitais através da plataforma Noosfero, onde podem ser criadas redes sociais.

“Participação”, aliás, foi um dos temas destacados por ele durante sua fala no 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ) realizado em Manaus, no início deste ano. “Cultura, comunicação e participação, para mim, formam um trio de possibilidades da construção de uma nova arquitetura de participação social, inclusive, de práticas políticas de formas de organização juvenil. Acho que tem uma potência muito grande nestas áreas”.

Foi baseando-se no exemplo dos jovens militantes da Pastoral da Juventude (PJ) que o secretário estimulou outros jovens a se dedicarem a uma causa revolucionária, a se sentirem parte de um país e militarem em busca da transformação da sociedade. “[A PJ] É uma grande escola de quadros políticos, nesse debate de política de juventude eu não conheço nenhum outro movimento que tenha maior experiência, maior acúmulo do que a PJ. Eu acho que é a que mais se dedica a discutir políticas de juventude como organização, como coletivo”. Para conversar sobre o assunto, ele deu entrevista exclusiva à Adital. Confira os principais trechos:

Juventude no centro das políticas públicas

“Nestes 10 anos da política nacional de juventude, nós precisamos dar um salto no sentido de colocar o tema juventude mais no centro das agendas dos grandes programas, das grandes políticas federais. Isso foi tentado, tem um esforço, mas, na realidade, ainda pouco se absorveu no conjunto dos principais programas e políticas, de dar essa concepção. No momento em que a presidenta Dilma anuncia o tema do ‘Brasil, Pátria educadora’, eu acho que é a oportunidade da gente também colocar [a juventude] no centro, já que a gente está tratando de educação e o grande público alvo é o jovem”, afirma Medina. “Outro ponto é colocar a juventude mais no centro do [programa] ‘Brasil Sem Miséria’, isso significa pensar melhor como ter programas que atendam, de fato, à juventude”, acrescenta.

Citando as Jornadas de Junho de 2013, quando os jovens protagonizaram protestos pelas ruas do país, Gabriel Medina ressalta que o tema “reforma urbana”, ligado à infraestrutura das cidades, requer reflexões além de mobilidade. “Onde os jovens se socializam? [Precisamos pensar] pontos de encontro e socialização de jovens. A ausência de equipamentos culturais e esportivos é uma tônica muito forte”, observa.

Estatuto da Juventude: Passe livre e meia-entrada

“Esse processo ainda não foi regulamentado. Além de indicações sobre os direitos dos jovens, questões muito concretas têm relação com a meia-entrada, com a limitação de 40%, e a questão do acesso ao transporte, de dois passes livres e dois meio-passes para o transporte interestadual. Isso incluiu a juventude pobre, com renda familiar de até dois salários mínimos; são 16,4 milhões de jovens que vão passar a ter esse direito, que nós achamos que é um direito que precisa ser imediatamente viabilizado”, informou o secretário.

Apesar de não ter sido regulamentado ainda, algumas casas de show já aplicam a limitação de 40% na entrada de jovens aos espetáculos. “Mas nós não temos ainda a inclusão dos jovens pobres nesse processo”, alerta Medina, afirmando que a Secretaria está “muito empenhada em resolver este assunto”. “Porque a grande questão é como o jovem de baixa renda vai se identificar, como a gente reconhece esse jovem de baixa renda nos estabelecimentos comerciais, da cultura, do esporte, e também nas companhias de transporte”, explica.

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Secretário defende que programas federais foquem na juventude. Foto: Reprodução.

 

Educação e trabalho

“Tem um conjunto de discussões em torno da educação que eu acho que deve ser a prioridade, porque você tem aí, dos 15 aos 18 [anos de idade], o maior número de jovens que está no Ensino Básico, no Ensino Médio, e nós precisamos melhorar muito a qualidade do Ensino Médio, que é o grande gargalo, hoje, de formação, e, na minha opinião, esse deve ser um tema muito prioritário”, destacou Medina.

“Outra discussão é a de trabalho, então, nós estamos muito próximos de aprovar um Plano Nacional de Trabalho Decente para a Juventude. Nós temos uma dificuldade de gerar empregos melhores e menos precários para os jovens. A juventude ainda é o maior alvo do emprego precário, da informalidade, dos acidentes de trabalho, de um conjunto de problemas estruturais”, acrescenta o secretário de Juventude.

Neste sentido, o secretário Nacional de Juventude afirma que “o Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego] poderia estar mais articulado com a produção de novas cadeias econômicas e produtivas, vinculadas também a práticas juvenis existentes. A gente pode utilizar esses processos formativos para reconstruir tecidos sociais na periferia, mas com empreendimentos relacionados à cultura, a novas tecnologias, enfim, aproveitar as dimensões da vida do jovem para também encarar o processo de formação técnica, mais vinculado a novas cadeias criativas”.

Participação política

“Às vezes, recebo críticas porque eu acho que há uma nova dinâmica de participação na juventude. Na minha opinião, o jovem está ansioso por ter um diálogo em outro nível com o Estado, muitas vezes, até nem quer dialogar com o Estado e eu acho que isso é natural, isso é positivo, que exista uma dinâmica distinta dos processos em que, tradicionalmente, os jovens se organizaram”, analisa Gabriel Medina.

“Hoje, os jovens anseiam por novos canais de participação, por novas práticas políticas e nós precisamos aprender com isso e saber como conversar com essas formas diferentes de ocupar a rua, de pensar a cidade, de produzir cultura, eu acho que está mais na ordem do fazer, da celeridade das respostas, está mais conectada com o território. Há novas práticas de participação social e o Estado tem sido incapaz e ineficiente de responder”, afirma o secretário.

Por isso, Gabriel Medina defende que é preciso criar outras dinâmicas de participação, aproveitando da Internet e novos meios, nos quais se possa realizar um diálogo sem mediação. “Têm formas do Estado fazer consultas, que não precisam ser, necessariamente, mediadas e podem ser abertas ao cidadão. Nós precisamos aproveitar essas ferramentas, para, de fato, democratizar o Estado e dialogar com as pessoas”.

Violência x Programa Juventude Viva

“O tema da violência é complexo, multidimensional. Quando você olha a questão da violência, você não pode achar que tem [somente] uma causa, são várias causas, que interagem e se complementam, vamos dizer assim. A partir da análise dos números, dos dados, dos processos, você começa a entender que a violência têm algumas causalidades”, ressalta Medina. “A grande maioria dos jovens que morrem, hoje, por homicídios são jovens que estão fora da escola, boa parte vem do sistema de medida socioeducativa, são negros, de família de baixa renda, então, você começa a perceber que tem vários elementos que estruturam essa situação. Por que isso? Então, essas causas precisam ser atacadas”, diz o secretário.

Para tratar o problema, o secretário está apostando no programa Juventude Viva, a fim de ter um “pacto pela vida do jovem e dos jovens negros”, já que estes últimos são os principais alvos da violência. De acordo com Gabriel Medina, pesquisas indicam que existem estados do Brasil onde um jovem negro tem 13 vezes mais chances de morrer do que um branco. “Quer dizer, isso é uma realidade que mostra o racismo estrutural e o grau de ineficiência das polícias”, afirma Medina.

Por isso, a ideia é reorganizar o “Juventude Viva” e torná-lo um programa estruturante, que dialogue com as grandes ações já existentes em outros ministérios. Além disso, segundo Medina, é preciso ter um sistema de segurança pública mais eficiente e cidadã, “não uma política pública de repressão”, de forma a atender de maneira mais efetiva aos jovens, que são o público do programa e os alvos da violência. “Estou pra decidir quem vai ser o coordenador, estou ouvindo muito o movimento negro, vai ser um negro ou uma negra que vai coordenar o programa”, diz o titular da SNJ.

Para ele, outra forma de combater a violência é investir no Ensino Médio, “com mais qualidade, mais atrativo, mais conectado, que pensa os desafios da vida, que não seja só um sistema para vestibular ou um sistema deteriorado, que seja mais um presídio que uma escola, seja um espaço de reflexão de formação cidadã. Um Ensino Médio desse vai atrair mais os jovens e, com menos evasão, a gente está trabalhando contra a violência”.

Adital

Tião Gomes se irrita com fim das coligações: “Quem serve de aluguel são os grandes. Veja o PMDB!”

tiãoO Senado Federal aprovou na última terça-feira (10) o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais (deputados federais, estaduais e vereadores). O texto, do ex-senador José Sarney (PMDB), agora será discutido novamente em plenário em três sessões e será submetido à nova votação. O projeto, que foi aprovado em primeiro turno, caso seja aprovado em segundo turno, seguirá para análise do plenário da Câmara dos Deputados.

Entenda – O projeto do ex-senador José Sarney permite que apenas as alianças realizadas entre os partidos no processo eleitoral aconteçam nas eleições majoritárias, ou seja, para presidente, governadores e senadores. Desta forma, o voto dado no candidato de um determinado partido não poderá contribuir para a eleição do candidato de outra legenda.

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A decisão não agradou ao deputado paraibano Tião Gomes, presidente do PSL no estado. Inconformado, o líder partidário comentou a decisão do Senado, que, segundo ele, prejudica os partidos vistos como ‘nanicos’. “Estão tentando dar satisfação a opinião pública usando o argumento que os culpados são os pequenos partidos, e que as coligações proporcionais são o mal da nação e não é”, disse Tião. O parlamentar afirmou que as pequenas legendas são diferenciais dos grandes partidos, que, segundo ele, vivem envolvidos em escândalos. “Está aí o PMDB envolvido em escândalo, o PT envolvido em escândalo, o PSDB. Agora veja se tem algum partido pequeno! Não tem”, garantiu o presidente do PSL.

Tião Gomes concluiu dizendo que com essa decisão do Senado a presença dos partidos pequenos nas câmaras e assembleias será dificultada. “Isso está errado porque é uma maneira dos grandes [partidos] quererem tomar o poder dos pequenos e se perpetuar no poder”, argumentou. Questionado sobre a afirmação de que os partidos menores servem de “aluguel”, Tião foi incisivo: “Quem mais serve de aluguel são os grandes. Veja o PMDB por exemplo!”.

PB Agora