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Governo modifica decreto que restringe funcionamento de bares e restaurantes na Paraíba

Foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (23), um novo decreto que modifica o anterior, publicado na terça-feira (22), que restringe o funcionamento de bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência, praças de alimentação e estabelecimentos similares nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro.

No decreto anterior estava delimitado que “somente poderão funcionar com atendimento nas suas dependências até 15 horas, ficando vedada depois desse horário a venda de qualquer produto para consumo no próprio estabelecimento, cujo funcionamento poderá ocorrer apenas através de delivery ou para retirada pelos próprios clientes (takeaway)”, no texto atual há a delimitação de funcionamento acrescentado: de 06h às 15h.

 

paraiba.com.br

 

 

Governo da Paraíba publicará novo decreto com medidas contra a pandemia na próxima semana

Na próxima semana está prevista a publicação de um novo decreto do Governo da Paraíba com medidas de combate a pandemia do novo coronavírus. A informação foi dada pelo governador João Azevêdo (Cidadania), nesta sexta-feira (18), durante entrevista coletiva, no Palácio da Redenção, em João Pessoa. Isso ocorreu após reunião com o prefeito eleito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD).

“Estamos elaborando um decreto que sairá na próxima semana e que trarão algumas medidas que precisam ser adaptadas dentro do plano de já posto em prática pelo Estado”, afirmou o gestor. Azevêdo, como o ClickPB acompanhou, destacou que, como será publicado no fim de ano esse decreto, a proposta será encaminhada para o atual prefeito da cidade, Romero Rodrigues, e uma cópia para o prefeito eleito.

A ideia é que o novo gestor da Rainha da Borborema também acompanhe as medidas que estão sendo adotadas no combate a pandemia do novo coronavírus. O governador da Paraíba não detalhou que medidas serão tomadas. “Esse decreto que sairá tratará desse curto período, nas festas natalinas e de Réveillon. Essas medidas visam proteger as pessoas e evitar aglomerações”, garantiu.

 

clickpb

 

 

Governo lança plano nacional de vacinação contra a Covid-19

Na manhã desta quarta-feira (16), o Ministério da Saúde divulgou o plano de vacinação da população brasileira contra a Covid-19. De acordo com a pasta, o Governo Federal vai distribuir insumos e doses da vacina até os estados e, a partir desse ponto, o estado envia aos municípios que serão os responsáveis pela vacinação das pessoas.

Durante o lançamento do plano, o presidente Jair Bolsonaro elogiou o Congresso Nacional ao falar que os parlamentares foram decisivos durante a pandemia ao acelerar a votação de medidas para combater o novo coronavírus. Da mesma forma, o presidente afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi um órgão fundamental na escolha da vacina a ser oferecida gratuitamente à população.

“Momentos difíceis todos nós tivemos, mas depois da tempestade vem a bonança. É isso o que vislumbramos no horizonte do Brasil, pois temos 27 governadores com um só propósito: o bem comum e a volta à normalidade. Muitas pessoas trabalharam neste objetivo e a grande maioria foram anônimas, mas essenciais para que pudéssemos chegar a esse dia”, declarou o presidente.

O Plano de Vacinação foi desenvolvido pelo Programa Nacional de Imunizações em cooperação com o comitê de especialistas da Câmara Técnica, e baseado em princípios similares aos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como nas considerações sobre a viabilização operacional das ações de vacinação.

Optou-se pela seguinte ordem de priorização: preservação do funcionamento dos serviços de saúde, proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos, seguido da preservação do funcionamento dos serviços essenciais e proteção dos indivíduos com maior risco de infecção.

Durante o lançamento do plano o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que os órgãos e entidades de saúde do País qualificam todo o trabalho desenvolvido pelo ministério na busca pela melhor forma de vacinação dos brasileiros. Além disso, Pazuello destacou a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil como uma das melhores estratégias do mundo.

“Acreditem, o povo brasileiro tem capacidade de ter o maior Sistema Único de Saúde do mundo, de ter o maior programa nacional de imunização do mundo! Nós somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Então para que essa ansiedade e essa angústia? Nós somos referência na América Latina e estamos trabalhando”, ressaltou o ministro.

Em relação ao recebimento das vacinas, Pazuello explicou que “todos os estados da Federação serão tratados de forma igualitária e proporcional. Não haverá nenhuma diferença. Todas as vacinas produzidas no Brasil ou pelo Butantan, Fiocruz ou qualquer indústria terá prioridade do SUS”, concluiu o ministro da Saúde.

Segundo o documento, os grupos prioritários para vacinação são trabalhadores da área da saúde (incluindo profissionais da saúde, profissionais de apoio, cuidadores de idosos, entre outros), pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população idosa (60 anos ou mais), indígena aldeado em terras demarcadas, comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas, população em situação de rua, morbidades (diabetes mellitus; hipertensão arterial grave (difícil controle ou com lesão de órgão alvo),  doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal,  doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido,  anemia falciforme,  câncer,  obesidade (grau III), trabalhadores da educação, pessoas com deficiência permanente severa, membros das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema de privação de liberdade, trabalhadores do transporte coletivo, transportadores rodoviários de carga, população privada de liberdade.

De acordo com o Secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, apesar de ter sido lançado hoje, o plano de operacionalização da vacinação contra a Covid-19, não é definitivo, mas “pretende dar início à vacinação apresentando grupos prioritários e dando condições aos estados e municípios para que possam realizar suas imunizações”, explicou o secretário, que ainda destacou terem sido compilados 10 eixos prioritários como a comunicação, avaliação de orçamento e disponibilidade da vacina.

Fonte: Brasil 61

 

 

FPF cancela Campeonato Paraibano de 2021 por falta de recurso do governo

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (14) na sede da Federação Paraibana de Futebol (FPF), De acordo com a Federação, o Campeonato Paraibano da 1º divisão não será realizado em 2021 por falta de recursos que seriam repassados pelo Governo do Estado.

De acordo com ata da reunião, em contato com representantes do Governo do Estado, os secretários Marialvo Laureano e Letácio Tenório, os dirigentes foram informados que “os valores prometidos não seriam pagos de forma imediata”. Além disso, “caso tais valores prometidos no início do ano não fossem recebidos pelos clubes até 31 de dezembro de 2020, eles perderiam o direito de receber, pois se trata de Renúncia Fiscal”.

Com base nessa informação, os clubes acreditam que sem o recurso seria inviável a realização da competição que envolve a elite do futebol paraibano em 2021, visto que não tem como arcar com as despesas relacionadas a manutenção dos clubes, como por exemplo, a folha salarial dos jogadores”.

Ainda com base na ata da reunião, ficou decidido que “não haverá Campeonato Paraibano da 1º Divisão 2021”.

A reunião contou com a presença da presidente da FPF, Michelle Ramalho, além de dirigentes da arbitragem e representantes dos clubes do Botafogo-PB, Atlético de Cajazeiras, Campinense, Treze, Sousa, Perilima, Nacional e São Paulo Crystal.

Veja documento na íntegra:

PB Agora

 

Governo descarta Auxílio Emergencial em 2021 e aposta em investimento de R$5,73 bilhões no Bolsa Família

O Banco Mundial aprovou empréstimo de R$ 5,73 bilhões para ajudar a garantir a expansão do Programa Bolsa Família.  A medida integra um projeto de parceria do banco multilateral com o Governo Federal para preservar a renda da população mais afetada pela pandemia do novo coronavírus.

Os recursos destinados pelo banco beneficiarão cerca de 3 milhões de pessoas que ficaram temporariamente pobres ou que não puderam ingressar no programa anteriormente. Atualmente, o programa social atende mais de 14 milhões de famílias. A medida, em conjunto com o Auxílio Emergencial, foi uma das ações do governo tomadas para auxiliar a população brasileira.

A família da Rute Silva, moradora de Bebedouro, distrito de Campo Formoso na Bahia é beneficiada com o auxílio. Segundo ela, sem o benefício seria impossível manter a casa neste momento de pandemia. “Aqui no Nordeste, onde a gente mora, está difícil ter trabalho e o Bolsa Família nos ajuda. O benefício ajuda a comprar alimento para nossa família e com o fim do Auxílio Emergencial vai ser difícil. O que vamos fazer com R$ 190,00 para segurar uma família? O preço do alimento está um absurdo!”, questiona.

De acordo com o economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, José Luiz Pagnussat, não há o temer em relação a esse empréstimo, uma vez que o piso deste gasto é relativamente pequeno e o retorno dessa injeção pode movimentar a economia brasileira. (Confira a entrevista completa abaixo)

“Com o fim do Auxílio Emergencial a ideia de ampliar o alcance do Bolsa Família é altamente positiva para a economia brasileira uma vez que, a transferência de renda às famílias mais pobres, acaba aumentando a circulação de dinheiro na economia. Tendo demanda vai ter mais produção, emprego, mais gente com salário demandando bens e serviços e assim, a economia reativa”, analisa.

Na última semana o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o Auxílio Emergencial será encerrado em 31 de dezembro e o benefício do Bolsa Família é o plano A do governo para programas de assistência à população mais pobre.
“Qual o plano para o Auxílio Emergencial? Remoção gradual. Está marcado para o dia 31 de dezembro deste ano acabar com o Auxílio. Já foi R$ 600, caiu para R$ 300 e ele acaba e nós voltamos para o Bolsa Família”, afirmou.

O acordo de empréstimo entre o Banco Mundial e o Governo Federal será celebrado por meio do Ministério da Economia, com execução e implementação do Ministério da Cidadania. O investimento também será utilizado no aprimoramento do programa para 2021, a partir da experiência adquirida com o Auxílio Emergencial.

Os especialistas da instituição financeira apoiarão o Ministério da Cidadania na reestruturação das políticas, avaliações de impacto, estudos sobre renda e empregabilidade, conexões para qualificação profissional e mercado de trabalho. Além disso, estão previstas inovações no conceito e simplificação da estrutura do Bolsa Família, com foco na primeira infância, educação financeira e valorização do mérito.

Fonte: Brasil 61

 

 

Governo conclui obras de recuperação da barragem Pilões até dezembro

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (Seirhma), conclui até o próximo mês de dezembro as obras de recuperação da barragem Pilões, no município de São João do Rio do Peixe, no Sertão paraibano. A obra está sendo executada no maciço do vertedouro do açude e era reivindicada pela população, pela existência de um vazamento há 30 anos.

A barragem Pilões faz parte da Bacia do Rio do Peixe e atende a população para o abastecimento de água e piscicultura.  Conta com um volume máximo de 13 milhões de metros cúbicos, comprimento de 150m e altura de 11m. O investimento para recuperação é de R$ 882.876,98 e a previsão de entrega da obra é dezembro de 2020.

A obra consiste na recuperação do vertedouro com injeções de calda de cimento para preenchimento dos vazios encontrados na alvenaria de pedra. Está sendo aplicada também resina a base de poliuretano, para tratamento das fissuras e trincas encontradas no vertedouro, com objetivo de estancar o vazamento na estrutura.

A ação faz parte do Programa de Recuperação de Barragens, que vem sendo realizado na Paraíba em 150 barragens monitoradas pela gestão estadual, por meio da Seirhma e pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).  O programa objetiva realizar monitoramento com frequência das barragens, visando deter o avanço do desgaste pelo tempo. O investimento no PMB é de R$ 30 milhões, com recursos do Estado. A previsão de conclusão é abril de 2021.

O programa, que está na quarta etapa, já executou cerca de 50 por cento das obras.  Essa etapa dos trabalhos foi dividida em três lotes, que estão sendo efetuados simultaneamente, beneficiando reservatórios do Sertão no lote um, do Litoral no lote dois e a barragem de Gramame/Mamuaba, que abastece a Capital, no lote três, num total de 66 barragens.

Assessoria

 

 

“Poderia se tornar uma grande fragilidade para o SUS o andamento desse tipo de agenda por parte do governo”, afirma especialista em saúde sobre privatização do sistema de saúde

Neste final de outubro, o Governo Federal editou um decreto que permitia ao Ministério da Economia fazer estudos sobre a inclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Após a repercussão negativa do assunto, no entanto, Bolsonaro voltou atrás da decisão.

Para a professora em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas Marques, há uma série de ressalvas na agenda de parceria público-privada na área de saúde. “Estamos falando de um sistema de saúde que é público, que tem sobre a sua égide a CF e Lei 8080, que diz que a participação privada deve ser complementar. Esse complementar não é muito bem especificado, mas entendemos que em especial, quando falamos de Parcerias Público-Privadas (PPP), imaginamos que o investidor vai obter lucro. Isso não é muito adequado quando falamos em saúde, em especial a atenção primária. Penso que poderia se tornar uma grande fragilidade para o SUS o andamento desse tipo de agenda por parte do governo”, destaca.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “jamais esteve sob análise privatizar o SUS” e que “seria uma insanidade falar isso”. Ele explicou que o decreto visava apenas promover a realização de estudos para que a iniciativa privada pudesse concluir obras inacabadas de UBSs e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Isso deve ter sido uma dessas inúmeras decisões que nós tomamos por dia, que chegam aqui. As coisas que são decisivas vão para o Congresso são examinadas. Uma privatização do SUS teria que ir para o Congresso e o Supremo também teria que opinar”, explicou o titular da pasta, em declaração na comissão mista do Congresso Nacional que trata das medidas de combate à pandemia da Covid-19.

A lei que institui o Programa de Parcerias de Investimentos do governo afirma que a iniciativa é voltada para a ampliação e o fortalecimento entre o Estado e a iniciativa privada, por meio de celebração de contratos, parcerias para execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e outras medidas de desestatização.

O advogado especialista em Direito Público, Leonardo Memória, explica que o decreto que foi editado pelo Executivo é constitucional, embora seja um dos caminhos para a privatização do sistema público de saúde.

“Não é inconstitucional, é uma maneira possível (inclusão das UBS no PPI). Há a situação de passar alguns órgãos para o privado. Não quer dizer que vai ser cobrado, não quer dizer que vai virar privado. A questão é que se vai ter programa de investimento, nenhum privado vai investir sem que haja retorno, ou seja, vai ser praticamente uma concessão administrativa. A administração pública chama o privado para cuidar, porém paga o privado para fazer esse tipo de atualização. Isso é uma forma de privatização”, explica.

Atualmente, algumas unidades de saúde do SUS já contam com a administração da iniciativa privada. É o caso do Hospital do Subúrbio de Salvador, do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) e da Rede de Atenção Primária à Saúde de Belo Horizonte.

Fonte: Brasil 61

 

 

Governo completa mais um ciclo de pagamentos do auxílio emergencial neste domingo (1)

O governo federal vai concluir o terceiro ciclo de pagamentos do auxílio emergencial no próximo domingo (1). Nesta quinta-feira (29), o crédito será disponibilizado para os nascidos em novembro. Até o fim de semana, a transferência é para quem faz aniversário em dezembro.

Com isso, cerca de 6,7 milhões de pessoas vão receber a primeira parcela da extensão do benefício. A ampliação do auxílio emergencial, no valor de R$ 300 ou R$ 600, é paga para 27 milhões de pessoas que se cadastraram por meios digitais ou que integram o Cadastro Único. Já outros 16,2 milhões de cidadãos ainda recebem, neste ciclo, o benefício no valor de R$ 600 ou R$ 1200.

A duração da extensão do benefício vai até 31 de dezembro. De acordo com o Ministério da Cidadania, os gastos com o programa de socorro aos informais, desempregados, autônomos e Microempreendedores Individuais (MEI), já superou os R$ 230 bilhões, alcançando 67,7 milhões de pessoas.

Fonte: Brasil 61

 

 

Governo cogita acabar com aumento real no piso salarial do professor

O governo Jair Bolsonaro quer vincular o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica à inflação, o que elimina o ganho real garantido pela lei atual. A proposta do governo é alterar a Lei do Piso na regulamentação do Fundeb.

A lei, de 2008, vincula reajuste anual à variação do valor por aluno do Fundeb, o que reflete em aumentos acima da inflação, mas pressiona as contas de estados e municípios. O governo quer que a atualização seja só pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Caso a regra já valesse, o reajuste em 2019 seria de 4,6%. O último aumento pela Lei foi de 12,84%, quando o piso chegou a R$ 2.886,24.

No Dia do Professor (15), o governo fez propaganda nas redes sociais com este índice como se fosse realização da gestão, apesar de ser lei. “Maior reajuste salarial para professores da educação básica desde 2012”, diz mensagem da Secretaria de Comunicação.

A proposta de Bolsonaro consta em posicionamento do governo, obtido pela reportagem, sobre o projeto de regulamentação do Fundeb da Câmara. O fundo direciona à educação básica recursos de uma cesta de impostos acrescidos de complementação da União.

O governo quer que o Congresso vote a regulamentação do Fundeb neste mês para ter tempo de operacionalizar as novas regras. O executivo, entretanto, já trabalha em uma MP (medida provisória) caso o tema não avance até novembro, o que pode corroborar seus entendimentos.

“É uma preocupação do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]/MEC de forma a viabilizar a operacionalização da distribuição dos recursos do Fundeb”, diz o Ministério da Economia.

Principal mecanismo de financiamento da educação básica, o Fundeb foi ampliado neste ano pelo Congresso. A complementação da União vai saltar dos atuais 10% para 23% até 2026, de modo escalonado – em 2021, passa a 12,5%.

O governo sugere a inclusão de artigo no projeto de regulamentação. “Maior complementação da União e a nova distribuição de recursos elevarão significativamente o valor anual por aluno mínimo recebido, o que impactará o piso em cerca de 15,4% ao ano nos próximos seis anos”, diz justificativa.

O mesmo documento prevê que escolas privadas sem fins lucrativos recebam verbas do Fundeb em toda educação básica (hoje isso é limitado onde há falta de vagas, como na educação infantil e no campo). O governo propõe limite de 15% das matrículas para “vencer a resistência”.

“Como se tratam de etapas com demanda praticamente 100% atendida, e visando vencer a resistência a essa ampliação da destinação para a rede privada, sugere-se restringir a autorização a margens, o que evitaria uma migração das vagas da rede pública para a privada”, diz a justificativa do governo.

A proposta vai ao encontro da pressão de entidades religiosas e filantrópicas e conta com apoio de Bolsonaro e do ministro da Educação, Milton Ribeiro. Também tem forte aderência entre parlamentares.

Questionado, os ministérios da Educação e da Casa Civil não responderam.
A pasta da Economia afirmou, em nota, que o governo “considerou prudente” a proposta em razão da sustentabilidade fiscal e, diz, recebe constantes pedidos de alterações na Lei do Piso.

Segundo o ministério, haverá impacto para todas as redes, “quer elas recebam ou não recursos novos”, já em 2022.

A atualização na lei era prevista por parlamentares já na tramitação do Fundeb. Mas há discussões para se chegar a formato que mantenha ganhos reais.

“É um tema importante para definição do financiamento, tratar isso em um projeto de lei tão complexo como esse não seria o ideal”, diz a deputada Professora Dorinha (DEM-TO), uma das autoras do projeto na Câmara que regula o Fundeb.

Para Heleno Araújo, da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), qualquer reformulação deve observar o Plano Nacional de Educação. Meta prevê equiparação salarial dos professores à média de profissionais com a mesma titulação.

“Tem que ter ganho real, se não nunca chegaremos à equiparação”, diz. “Estamos dispostos a discutir, não adianta pra nós ter lei sem aplicação”. Em abril de 2019, oito estados não cumpriam o piso, segundo a CNTE.

Na média, docentes da educação básica ganhava, em 2012, o equivalente a 65% da média dos demais profissionais com nível superior. Chegou a 78% em 2019, mas o próprio MEC, que fez o cálculo, diz que a alta se explica, em grande parte, pelo decréscimo de 13% do rendimento dos demais profissionais.

“Precisamos de um formato que assegure a continuidade da valorização dos professores de forma sustentável”, diz Lucas Hoogerbrugge, do Todos Pela Educação.

A lei do piso foi sancionada pelo governo Lula (PT) em 2008. A própria gestão petista encaminhou, no mesmo ano, projeto que previa exatamente o que defende Bolsonaro, com atualização pelo INPC. Um recurso trava o trâmite desde 2011.

A Confederação Nacional dos Municípios é contra por conta do impacto nos cofres. A entidade calculou custo de R$ 8,7 bilhões com o último reajuste.

“O piso nacional deve ser reajustado pela inflação e o ganho real, absolutamente necessário, tem de ser negociado com prefeitos e governadores, que pagam o salários”, diz a consultora Mariza Abreu, que colabora com a CNM.

A professora da UnB Catarina de Almeida Santos, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, diz que baixos salários causam prejuízos na oferta educacional.

“Os estudos, em todo mundo, mostram a importância do professor na garantia do ensino e aprendizagem. O professor precisa ter remuneração condizente para se dedicar à carreira, não precisar correr para outra escola, ter tempo para formação continuada”.

O Ministério da Economia diz que o número de municípios com gastos de pessoal acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal pode dobrar se mantidas as regras, chegando a 1.528 municípios em 2021.

“Os profissionais do magistério precisam ser valorizados e, além do piso, deve-se promover outros mecanismos para tanto, como a capacitação desses profissionais, a vinculação de eventuais reajustes a esta qualificação, a reestruturação de carreiras”.

O pesquisador da FGV João Marcelo Borges diz que a situação é arriscada, com o Congresso paralisado por causa das eleições, uma nova configuração de forças do governo sobre o parlamento e o calendário apertado.

“O mais provável é que o novo Fundeb seja apenas parcialmente regulamentado, por iniciativa legislativa ou MP, o que é frustrante”, diz. “Mas há um cenário pior: a regulamentação atrasar e não ser possível operacionalizar as mudanças em janeiro de 2021, gerando uma crise de financiamento.”

 

FOLHAPRESS

 

 

Nova avaliação do governo mostra o dobro de municípios em bandeira verde, na Paraíba

Uma nova avaliação feita pelo governo da Paraíba, que mostra uma transição de cidades da bandeira amarela para a verde foi divulgada, no início da noite deste sábado (17). Essa é a 10ª avaliação feita pelo Plano Novo Normal do estado e norteia medidas preventivas para impedir o avanço do coronavírus nos municípios.

Sobre as ocupações dos leitos hospitalares de UTI para adultos em todo o estado, uma comparação entre a 9ª e a 10ª avaliação apontam um comportamento de aumento de 2,86% na 1ª Macrorregião de Saúde, que é a área de João Pessoa e região, 0,86% na 2ª Macrorregião, que é a área de Campina Grande e outros 69 municípios, e expressivo aumento de 12,57% na 3ª Macrorregião, que é a região do Sertão.

A avaliação evidencia que subiu de 13 para 26 o número de cidades na bandeira verde, representando 11% com menores restrições em relação às medidas preventivas. Ela leva em consideração indicadores como percentual de novos casos, de mortes, ocupação da rede hospitalar e percentual de isolamento social.

O estudo destaca que municípios classificados em bandeira amarela na 9ª avaliação, feita há duas semanas, permaneceram nessa condição, representando 81% dos municípios paraibanos. Com a transição, seis cidades que estavam em bandeira verde regrediram para a amarela, e outras cidades que estavam na classificação laranja, evoluíram também para a amarela.

De acordo com os dados informados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB), não houve regressão da bandeira amarela para a bandeira laranja, apresentando a mesma redução de 8% dos municípios paraibanos. Ao todo, 13 cidades evoluíram para a bandeira amarela.

Mesmo apresentando uma pequena evolução das bandeiras, a SES diz que isso não significa que a população deve se descuidar, mas ao contrário disso, eu mantenha as medidas de prevenção para não haver piora nos casos. Medidas como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social devem continuar sendo mantidas.

G1