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Pesquisa: 70% da população acredita que é possível governar sem corrupção

Em novembro, a Ipsos realizou uma pesquisa com 1.200 pessoas para analisar a opinião dos brasileiros sobre as atitudes quanto à corrupção. Para 70% dos entrevistados, é possível governar sem corrupção. Além disso, 73% discordam da frase “o que vale são políticos e partidos que roubam, mas fazem”.

Outro questionamento realizado no estudo é como o tema é debatido na sociedade brasileira. Quando perguntados se o tema da “corrupção” é mais ou menos discutido do que se deveria, metade da amostra indica que o assunto é mais abordado do que se deveria, versus 32% que acha que o conteúdo é menos discutido que o ideal.

O levantamento ainda aponta que 51% dos brasileiros acreditam que é pouco discutido “como acabar com a corrupção” enquanto 31% afirmam o contrário. 44% dos participantes também acham que as consequências da corrupção são pouco debatidas (versus 39% que afirmam o oposto). Em outras palavras, a maioria dos entrevistados indica uma demanda sobre maior debate quanto as soluções para a corrupção do que o assunto por si.

“Os resultados apontam para a necessidade da evolução do tópico na agenda pública. Mesmo que haja, de certa forma, a percepção de saturação da discussão acerca de “corrupção” em si entre o público geral, existe a demanda para que outras camadas relevantes do tema sejam exploradas”, afirma Rupak Patitunda, gerente da Ipsos Public Affairs.

Com margem de erro de 3 pontos percentuais, a pesquisa da Ipsos realizou 1.200 entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros.

MaisPB

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RC fala de desafio de governar com orçamento menor e declara quadro da PB como “preocupante”

ricardo_coutinhoA queda da arredação com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do repasse do Fundo de Participação do Estado (FPE) caiu, até agosto, R$ 345 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, foi o que informou o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Ele falou sobre o desafio de governar o estado com um orçamento menor do que na sua primeira gestão. Segundo Coutinho, serviços não foram fechados porque a administração estadual tem feito remanejamentos de orçamento, tirando de uma área e direcionando para outra.

“Este ano, até agosto, a perda real de ICMS e FPE chega a R$ 345 milhões, do FPE R$250 milhões e o restante de ICMS. O desmantelo da economia nacional está nos maltratando e nós, no meio de tudo isso, não fechamos nenhum serviço, estamos mantendo, agora eu sei o custo disso, ou seja, tira de um lado, coloca em outra, e vamos tocando para que os serviços não fecham ou não percam a qualidade”, declarou.

Para o governador, o quadro dos estados brasileiros para 2017, especialmente, a Paraíba é preocupante. “Se observar bem, é um quadro preocupante para todos os estados, e particularmente, para a Paraíba”, disse.

blogdogordinho

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Renata vence a eleição e será a primeira mulher a governar Belém (PB)

renataA população de Belém (PB) elegeu, no domingo passado, a sua primeira prefeita após cinquenta e nove anos de emancipação política do município. Com a votação de 5.401 votos (50,90% dos votos válidos), Renata Christinne (PMDB), esposa do ex-prefeito Roberto Flávio, tendo como vice-prefeito eleito o ex-vereador Zé Santana, derrotou o atual prefeito Edgard Gama (PSB), o qual obteve 4.038 votos (38,05% dos votos válidos). Maioria de 1.363 votos pró Renata, umas das maiores diferenças já registradas nas eleições municipais realizadas em Belém.

Por outro lado, o atual prefeito Edgard Gama entra para a história política de Belém como o primeiro prefeito não reeleito, apesar de ter recebido o apoio da empresária Aline Barbosa, proprietária da Indústria Alimentícia 03 de Maio, do empresário e deputado estadual Ricardo Marcelo e sua esposa Crisneilde, do governador Ricardo Coutinho e da maior bancada de vereadores da Câmara Municipal, ou seja, do maior grupo político e econômico já formado em Belém.

Em terceiro lugar na eleição, o ex-prefeito Tarcísio Marcelo (PSD), irmão do deputado Ricardo Marcelo e da empresária Aline Barbosa, os quais romperam com TM e apoiaram o candidato à reeleição derrotado, obteve 1.122 votos (10,57% dos votos válidos). Já o candidato Pinto (PSOL) obteve 51 votos (0,48% dos votos válidos).

Somados os votos de todos os candidatos concorrentes, a prefeita eleita de Belém, Renata Christinne, ainda venceria a eleição com a maioria de quase duzentos votos, comprovando a grande liderança política que se tornou ao lado do seu esposo Roberto Flávio, prefeito de Belém por dois mandatos (2005-2012), reeleito com 6.090 votos (60,04% dos votos válidos) em 2008.

correiobelenense

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Novos prefeitos irão governar a partir de janeiro com FPM 13,6% superior ao deste ano

fpmA estimativa do Tesouro Nacional para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2017 será 13,6% maior do que os valores estimados para este ano na Paraíba. O aumento é superior aos 10% de média esperada pela Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), mas não ameniza a situação dos municípios paraibanos, que dependem desses repasses para se sustentar.

De acordo com o Tesouro, são estimados R$ 2.574.690.252,00 para 2017. A estimativa para este ano era de R$ 2.266.418.115,00. O secretário executivo da Famup, Anderson Pereira, ressalta que a diferença de pouco mais de R$ 3 milhões, quando diluída entre os municípios e considerando a inflação, aumento do salário mínimo e reajuste do piso nacional dos professores, é ínfima e não ajudará os municípios a saírem da crise em que se encontram.

“Essa turma (de prefeitos) que está saindo agora está fazendo um verdadeiro milagre, porque os recursos que chegam não cobrem as despesas. Para você ter uma ideia, o recurso que a previdência coloca nos municípios, com pagamento de pensão e aposentadoria é maior do que aquilo que o município recebe de FPM”, exemplifica Pereira.

Praticamente todos os municípios paraibanos dependem do FPM para garantir o básico, a exemplo do pagamento da folha de pessoal. As exceções são João Pessoa e Campina Grande.

De acordo com um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que avaliou a expectativa de arrecadação do governo federal, os números para 2017 são pessimistas. O governo tem reduzido a expectativa do FPM desde a publicação da LOA (Lei Orçamentária Anual), e as projeções estão cada vez menores a cada publicação dos relatórios.

Este ano, o FPM será de 24,5% do montante arrecadado de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Assim, o Fundo deve ficar em torno de R$ 86,1 bilhões este ano, considerando os repasses extras de julho e dezembro.

blogdogordinho

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Ricardo afirma que não usará nenhuma fórmula mágica para governar; ‘ vou apenas adequar o novo governo’, disse

ricardo-coutinhoO governador Ricardo Coutinho afirmou que não irá usar nenhuma fórmula mágica para governar no seu novo mandato. “ Tenho a  ideia e a compreensão  muito clara  de que ninguém inventa nada  é importante fazer, qualificar melhor  Não tenho nenhuma fórmula mágica para o dia primeiro de Janeiro.   Tenho sim  um processo que está em curso e vou adequar ao  novo governo”, disse o governador.

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Ele deixou claro que  irá anunciar um novo governo, mas que irá  fazer as mudanças que julgar importante  ‘”para qualificar mais a gestão e ao mesmo quero que a Paraíba possa construir os grandes planos estratégicos”, justificou.

Ricardo Coutinho disse grandes obras  na área de infra-estrutura hídricas estão em andamento  e espera concluí-las com ajuda da presidente Dilma Roussef  principalmente no diz respeito a normalização do repasse dos recursos, “ que com certeza  ela fará um governo muito melhor do que o primeiro”, afirmou o governador.

Ele disse também que o  Turismo é um ponto fundamental para a Paraíba e precisa ser cuidado de  forma profissionalizada. Para isso o governador anunciou que irá lançar um edital de gestão compartilhada, de terceirização do Centro de Convenções com objetivo de atrair eventos.

Paulo Cosme

“Tenho admiração pela forma de RC governar”, diz gestor após reunião

pref.araçagiO prefeito da cidade de Araçagi, Didi de Braz, declarou na noite desta quarta-feira (9) que tem admiração pela forma do governador governar após reunião com o socialista para discutir obras do Pacto pela Desenvolvimento Social em sua cidade
“Tenho admiração pela forma de Ricardo governar sempre priorizando a população, a coletividade. O engajamento do governador em ajudar o município a resolver os problemas”, ressaltou o gestor.

O prefeito de Araçagi destacou os investimentos do governo do Estado no município e na região a exemplo da adutora Araçagi/Guarabira; a inauguração de uma delegacia de polícia; reforma de escolas; doação de ônibus escolares; construção de uma passagem molhada no sítio Mulunguzinho e a melhoria de estradas na região.

Ainda na noite de ontem, Ricardo Coutinho também recebeu a prefeita de Monte Horebe, Cláudia Aparecida, que apresentou o andamento dos projetos do programa estadual.

“Precisávamos ampliar nossas salas de aula para oferecermos mais vagas. Estamos conseguindo isso graças ao apoio do governo. O Pacto já está possibilitando, junto a nossa política educacional, melhorar os indicadores a exemplo da queda da taxa de analfabetismo, rendimento e evasão escolar. Esse é um caminho a ser seguido”, completou a prefeita.

Ricardo destacou o trabalho desenvolvido pelo Governo da Paraíba na construção da melhoria dos indicadores sociais.

“Nossa determinação é ajudar os municípios dentro do que estiver ao alcance do Estado e o Pacto Social é uma experiência bem sucedida em que tem contribuído para a melhoria dos indicadores sociais na educação e na saúde”, frisou o governador.

MaisPB

com Secom-PB

Em nota, prefeito eleito de Bananeiras agradece votos de eleitores e promete governar com humildade

 

O prefeito eleito do município de Bananeiras, Douglas Lucena (PPS), enviou nota à imprensa onde agradece aos eleitores pela votação obtida. No documento, Douglas também agradece o apoio de Ramalho Leite e da atual prefeita Marta Ramalho e promete governar a cidade com respeito e humildade.

Confira a nota na íntegra:

Nota de agradecimento pela eleição em Bananeiras-PB.

Faço esse agradecimento hoje porque na segunda-feira fomos agradecer na cidade, nos distritos e em várias comunidades o voto de confiança depositado pelo bem de Bananeiras e a terça-feira foi o primeiro dia de descanso físico e mental.

Agradeço inicialmente a Deus, que nos conduz, orienta, capacita e protege, permitindo que mais uma vitória pudesse ser comemorada.

Quero agradecer aos 6.562 bananeirenses que manifestaram livremente a confiança nas nossas propostas, minhas e de Matheus, no dia 07 e nos concederam a maior votação já direcionada para um prefeito em nossa terra e a maior vitória política dos últimos 16 anos. A verdade sempre vence!

Retribuiremos essa confiança, tenham certeza, com vontade, energia, coragem, vibração, disposição e muito trabalho, sobretudo para os que mais precisam.

O voto não é somente uma expressão de confiança, é uma delegação de responsabilidades.

Recebo essa delegação conferida pelo povo de Bananeiras com bastante humildade, serenidade, tranquilidade, entusiasmo e absoluto respeito por todos que participaram da nossa eleição.

Agradeço aos catorze candidatos a vereador da nossa coligação, que lutaram ombro a ombro conosco e ajudaram a alicerçar e pavimentar mais um êxito eleitoral.

Parabenizo os 11 vereadores eleitos, mas de forma especial, congratulo os sete vereadores vitoriosos ao nosso lado, que obtiveram uma espetacular votação e conquistaram a maioria absoluta das cadeiras da Câmara Municipal.

Fiz parte da Casa Odon Bezerra e nutro extrema afeição pela atividade legislativa, dessa forma vou construir ao lado dos vereadores um diálogo permanente entre os poderes Legislativo e Executivo no nosso município, tendo sempre como base, lastro e esteio, a responsabilidade com a coisa pública.

Agradeço ainda ao apoio inconteste de Ramalho Leite e da Prefeita Marta Ramalho, que nos confiaram a continuação de sua obra administrativa.

Convivi política e pessoalmente com os dois ao longo dos últimos 8 anos e foi um período, indubitavelmente, de aprendizado.

Agradeço ao apoio de Matheus e sua família, que lançaram conosco as bases de uma união histórica e que repercutirá por muito tempo, uma união que ampliou os horizontes de Bananeiras e que permitiu que o Município sonhasse ainda mais alto.

Na impossibilidade de nominar, um a um, todos os que contribuíram nessa vitoriosa campanha, agradeço aos que me estenderam sua solidariedade, aos que deixaram suas casas e famílias para nos ajudar a passar a mensagem da paz, união e do trabalho, obrigado aos que atenderam nosso pedido e ergueram suas mãos para o céu, junto conosco e fizeram a mais emocionante campanha da qual participei.

A todos, a minha mais terna, apropriada e escolhida gratidão.

Agradeço a minha família, pelo apoio constante, pelas orientações, pelo empenho, por acreditar no meu sonho, que terminou sendo o sonho de tantos, aos meus pais, meu irmão, minha irmã, meus tios e tias, primos e primas, meus sogros e minhas cunhadas, mesmo os que estavam distantes contribuíram com orações, energias positivas e gestos que me fortaleceram e revigoraram o ânimo.

A minha esposa, pela compreensão, carinho, pelo esforço, pelo amor. Plena no abrigo do lar e uma guerreira na causa pelo bem de Bananeiras.

Aos que não votaram conosco ofereço meu respeito pelo contraditório e a certeza de que fui até domingo o candidato de muitos, da maioria dos bananeirenses, mas que a partir de janeiro de 2013, serei o prefeito de todos, indistintamente.

Rogo a Deus, finalmente, que nos ilumine e nos conceda a sabedoria e a temperança necessárias para enfrentar mais esse desafio, que é administrar nossa amada terra.

Muito obrigado Bananeiras, fraterno abraço a todos!

Redação/Focando a Notícia

Município nunca teve mais de um candidato; lideranças se reúnem e decidem quem vai governar

Com 16 anos de existência, o município de Mato Queimado, no noroeste do Rio Grande do Sul, nunca passou por uma disputa eleitoral para a prefeitura. Desde a primeira eleição municipal, em 2000, nunca houve dois candidatos ao cargo de prefeito, restando ao concorrente único apenas cumprir a formalidade e assumir o comando do município.

A cidade, situada a 480 quilômetros de Porto Alegre, tem apenas 1,8 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e se emancipou-se em 1996 de Caibaté. Desde então, adotou um modelo político singular. Segundo o prefeito Orcelei Dalla Barba, antes das eleições as lideranças políticas dos quatro partidos existentes na cidade (PT, PMDB, PTB e PP) se reúnem e decidem quem vai governar o município.

O escolhido é inscrito, então, como candidato único para disputar as eleições municipais. Além disso, nunca houve qualquer candidato de oposição na disputa pelas nove vagas da Câmara Municipal. Os vereadores sempre disputam sob uma coligação única, que envolve os quatro partidos. O prefeito explica que a ideia de se ter um consenso em torno de uma única candidatura vem desde a época em que Mato Queimado buscava a emancipação.

“Tinha-se um histórico do município mãe [Caibaté] e nos municípios da região havia muita disputa política, de muita desavença entre as comunidades em função da disputa política. Queríamos construir algo diferente. Juntamos as lideranças partidárias e entramos em um consenso. E esta já é a quarta eleição na forma consensual, onde não há rivalidade política e onde há respeito mútuo entre os partidos”, explicou Orcelei Dalla Barba.

Segundo ele, o processo de escolha do candidato único está aberto à população e ressaltou que 40% do eleitorado local são filiados a algum partido político. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE/RS), apenas 8% dos eleitores deixaram de votar nas eleições municipais de 2008 e 10% votaram nulo ou em branco – o que demonstra que 82% dos eleitores compareceram às urnas e apoiaram seu nome, explica. Nas duas eleições anteriores, a maioria da população também havia votado em seu antecessor, Nelson Hentz, que também será seu sucessor, pois é o único a disputar as eleições deste ano.

“Existe um percentual pequeno da população, de pessoas que entendem que deveria se ter uma abertura e uma oportunidade de escolha com dois ou mais candidatos”, disse Dalla Barba. Segundo ele, caso algum eleitor não esteja satisfeito, existe a possibilidade de concorrer por outro partido.

Para o paranaense Flavio Artur Birck, de 41 anos, proprietário de um posto de gasolina na cidade, esse é um modelo político ideal, porque não há brigas entre os políticos e a cidade funciona bem. “É muito bom. Somos um lugar pequeno. Não sei se existe outro município no país que faz o que a prefeitura daqui faz pelo contribuinte”, conta ele que mora em Mato Queimado desde 1981,.

Em relação aos vereadores, o morador conta que é comum os candidatos fazerem campanha batendo de porta em porta. Nesta eleição, são 12 candidatos. Todos da mesma coligação, “União por Mato Queimado”, que reúne.

Já José Ori Paiva, que nasceu na área onde hoje é Mato Queimado há 45 anos e trabalha na Câmara Municipal, concorda que o consenso em torno de uma candidatura é benéfico porque evita rachas políticos que possam prejudicar a comunidade, mas pondera. “Politicamente, se perde um pouco da democracia. Talvez não seja da vontade de todos os moradores ter o candidato tal a prefeito. Depois de aberto, livre [o processo], poderia ter outros candidatos.”

Para o pesquisador Geraldo Tadeu Monteiro, diretor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), a falta da existência de oposição política em Mato Queimado é realmente um problema para a democracia.

“Nos municípios onde há maior competição política, abre-se espaço para que os problemas sejam debatidos de forma mais aberta. Quanto maior a competitividade do sistema, melhor para a população, para que o poder público sofra mais pressão, fiscalização e vigilância. Isso é uma regra geral”, explicou.

Segundo ele, a inexistência de uma oposição na Câmara dos Vereadores torna a situação ainda mais problemática. “A função das oposições nos regimes democráticos é muito de fiscalizar e criticar as ações do governo, exercendo certa função de controle sobre o poder. E se o sistema não permite a existência da oposição, ele continua operando de modo próprio, sem nenhum controle da população, que favorece todo tipo de arranjo.”

O município de Mato Queimado tem uma economia majoritariamente agrícola e um Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), de 0,739 (segundo dados de 2009). O índice, medido pela Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, avalia a educação, a saúde, a renda e o saneamento de cada um dos 496 municípios gaúchos.

O Idese de Mato Queimado, que está abaixo da média estadual de 0,776, coloca o município na 132ª posição. Mesmo comparando apenas com os 11 municípios da microrregião de Cerro Largo, onde se situa a cidade, o Idese de Mato Queimado está abaixo da média, de 0,757, e é apenas o sétimo colocado, atrás de Caibaté, que tem índice de 0,746.

Segundo a prefeitura, o município tem quatro escolas públicas (sendo duas municipais) e cinco postos de saúde, que atendem a pequenas emergências. Caso haja problemas médicos mais graves, o município mantém convênios com hospitais em municípios vizinhos maiores e três ambulâncias para transportar os pacientes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das 620 casas do município, 601 são conectadas a uma rede de abastecimento de água e 615 têm energia elétrica. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita alcança R$ 13.431, e a renda média per capita nas famílias, R$ 573.

Agência Brasil