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Golpistas atacam mulher e levam quase R$ 6 mil em Guarabira

Nessa quarta-feira (21), por volta das 13h, na Avenida Padre Inácio de Almeida, no Centro de Guarabira, uma mulher foi vítima do golpe ‘saidinha de banco’ ao sair de uma agência bancária (Caixa Econômica Federal), quando se deparou com uma carteira de porta cédulas, que teria caído das mãos de um homem que estava à sua frente. O golpista agradeceu à vítima pelo gesto e prometeu gratificar a mulher com uma quantia de R$ 100 e mais uma sandália.

A mulher foi induzida a caminhar por um local ermo e lá teve sua bolsa contendo R$ 5.450,00 mil subtraída pelos indivíduos, que agiram em dupla. A polícia foi acionada, fez diligências, mas não conseguiu localizar os golpistas.

A polícia orienta que as pessoas quando forem abordadas por elementos desconhecidos, principalmente quando estiverem saindo de agências bancárias, acionem imediatamente a PM e que evitem pegar objetos no chão.

Diversas pessoas já foram vítimas do mesmo golpe, conhecido como ‘saidinha de banco’, mas mesmo havendo orientação, marginais que integram uma quadrilha continuam agindo na surdina, mapeando os movimentos de pessoas que se tornam potenciais vítimas e causando sérios prejuízos.

A informação foi dada pelo repórter Zé Roberto no radiofônico Jornal da Manhã, da Constelação FM de Guarabira.

 

portal25horas

 

 

Mulher é vítima de “saidinha de banco” em Guarabira. Golpistas levam R$ 1.700,00

Uma dupla de criminosos formada por um homem e uma mulher aplicou um golpe conhecido como “saidinha de banco”, em uma mulher, na cidade de Guarabira, Agreste paraibano. O golpe foi na manhã desta sexta-feira (2) quando uma senhora saia de umas das agencias bancarias da cidade. A vítima foi identificada pelo nome de Elza, 53 anos, moradora do Distrito de Cacheira dos Guedes, em Guarabira.

O golpe foi flagrado pelas câmeras de segurança, existentes no percurso por onde os criminosos levaram a sua vítima. A vitima é conduzida por uma rua do centro da cidade de Guarabira, a Napoleão Laureano, “antiga rua da Telpa”.

O homem que aparece na imagem simula ter perdido a carteira, que por sua vez é vista pela vitima, que de boa vontade vai entregá-lo e aí o golpe começa. A vitima está trajando uma blusa azul, a outra mulher, de cabelo loiro, é apontada pela polícia como parceira no golpe.

A vítima havia saído da Caixa Econômica Federal.

 

portalmidia

 

 

 

Obama bate na Globo e decepciona golpistas

obamaA cena mais importante da visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos ocorreu na entrevista coletiva na Casa Branca. Você sabe do que se trata. Sorteada para fazer uma pergunta, a repórter Sandra Coutinho, da Globo News, colocou uma questão que iria deixar Dilma e o governo brasileiro em posição delicada. Depois de dizer, como se fosse um fato objetivo sabido de todos, que o governo brasileiro se vê como um líder mundial, enquanto Washington encara o país de forma menor, como uma liderança regional, Sandra Coutinho perguntou: “Como conciliar essas duas visões?”

Dilma não teve tempo de responder. Melhor pessoa entre os presentes para esclarecer como Washington “encara o país”, Barack Obama saiu na frente e corrigiu a pergunta: “Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é uma voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”, disse.

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Obama ainda acrescentou: “O Brasil é um grande ator global e eu disse para a presidente Dilma na noite passada que os Estados Unidos, por mais poderosos que nós sejamos, e por mais interessados que estejamos em resolver uma série de problemas internacionais, reconhecemos que não podemos fazer isso sozinhos”.

A reação de Obama tem importância pelo conteúdo e pela forma. Indo além do jornalismo, no qual todo repórter tem o direito de colocar a questão que achar pertinente para toda autoridade que lhe dá essa chance, é possível discutir ideias.

No complicado contexto atravessado pelo país, a pergunta ajudava a rebaixar o governo brasileiro aos olhos do governo norte-americano, constrangendo Dilma perante seu anfitrião e perante a audiência da emissora no Brasil.

Apresentada como um simples dado objetivo, um elemento da paisagem assim como as colunas da Casa Branca, a teoria de que o governo brasileiro tem uma visão errada sobre si mesmo — e sobre o lugar do país no mundo, portanto — embute uma crítica política conhecida à atual política externa brasileira, alimentada por analistas e formuladores ligados ao PSDB e a círculos conservadores da capital americana. Mas está longe de ser uma unanimidade em Washington, onde, ao contrário do que se pensa no Brasil, não vigora o Pensamento Único.

Ao dizer que o governo se acha mais do que realmente é na visão dos EUA, a pergunta sugere que nossa diplomacia precisa reconhecer seu lugar, vamos dizer assim. Precisa achar um caminho para “conciliar” a visão de brasileiros e norte-americanos sobre nosso papel no mundo, pois do jeito que está não pode ficar. Você entendeu o que está por trás disso, certo?

Mas não só. Quando um repórter da Folha — exercendo o sagrado direito de perguntar — colocou uma questão que remetia à Lava Jato, o que também iria atingir a presidente brasileira, Obama respondeu de forma exemplar que não iria se manifestar sobre um assunto que aguarda decisão judicial. Uma reação adequada, num país que inspirou Alexis de Tocqueville a definir a separação de poderes como a base da democracia moderna, não é mesmo?

A reação de Obama tem outro elemento importante — a luz dos antecedentes. Em 1962, quando João Goulart se recusou a participar do bloqueio a Cuba, a CIA e a Casa Branca passaram a considerar o Brasil como “o mais urgente problema da América Latina”, recorda o historiador Muniz Bandeira.

Poucas pessoas sabiam, naquela época, mas John Kennedy havia acertado, nos bastidores, apoio ao movimento militar que derrubou Goulart em março de 1964. Mesmo em publico, Kennedy não deixava de manifestar sua hostilidade em relação ao governo brasileiro, fazendo declarações que não tinham “precedente na história das relações internacionais,” como recorda Muniz Bandeira num livro indispensável, “O governo João Goulart.”

Referindo-se a um presidente em pleno exercício de um mandato legítimo, Kennedy dizia — em entrevistas — que considerava a situação do Brasil das “mais penosas” por causa da inflação de 5% ao mês, o que anulava a “ajuda americana e aumentava a instabilidade política.” Kennedy cobrava e reclamava, sem rodeios: “o Brasil deve tomar providências. Não há nada que os Estados Unidos possam fazer em benefício do povo brasileiro enquanto a situação monetária e fiscal for tão instável.”

Com sua atitude, 63 anos depois, Obama decepcionou os adversários do governo — que aguardavam um sinal, com graus possíveis de sutileza, de desagrado com Dilma e seu governo.

O sinal não veio e essa é a notícia da visita.

E é curioso notar que há algo semelhante entre a reação de Obama na coletiva da Casa Branca e a resposta firme, educada, mas muito pertinente, de Marieta Severo a um comentário de Faustão no programa de domingo.

Ouvindo uma versão tropical do discurso típico de um país “que não conhece o seu lugar”, Marieta reagiu: “Estamos numa crise mas vamos sair dela.” Sem nenhuma agressividade, mas com a firmeza de quem não tem disposição para servir de escada para discursos apocalípticos sobre o Brasil, a atriz prosseguiu: “eu sou sempre otimista”. O país caminhou muito. Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos.”

Pode-se dizer, assim, que nos últimos dias ocorreu uma situação fantástica e inesperada. De pontos tão distantes do planeta e do universo das ideias políticas de nosso tempo, personalidades tão diferentes e mesmo opostas pela visão de futuro, Barack Obama e Marieta Severo mandaram dizer que discordam do discurso de fim de mundo que se tornou a melodia base da Globo, alimentando tanto programas de entretenimento como o jornalismo.

Engraçado, não?

 

brasil247

Golpistas das ruas se unem aos golpistas da política

manifestoRepresentantes de 26 movimentos que têm ido às ruas protestar contra corrupção e denúncias sobre o governo estiveram nesta quarta-feira (15), no Congresso Nacional, para entregar uma pauta de reivindicações. Recebidos pela oposição, eles cobraram atitudes efetivas em torno da pauta e das mudanças reivindicadas nos protestos.

De acordo com o porta-voz do movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer, os militantes têm cumprido seu papel ao se manifestar, cobrando punições aos corruptos e ações efetivas de combate a novos casos de corrupção. Agora, segundo ele, está na hora de os políticos trabalharem pelo interesse da população no Congresso Nacional.

Diante dos líderes oposicionistas, ele cobrou organização, por parte da oposição, para garantir que as reivindicações sejam atendidas. “Faz sete meses que as ruas se organizam e vêm protestar. Isso é sem precedentes no Brasil. Se até as ruas são capazes de se organizar, por que é que a oposição não pode?”, cobrou Chequer.

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Assim como ele, a líder do Vem Pra Rua em São Paulo, Janaína Lima, também cobrou que os oposicionistas trabalhem pela aprovação das pautas e não permitam acordos que beneficiem os envolvidos nos escândalos. “Temos que ser vigilantes com essa pauta, para que parlamentares que agora dizem ser a favor dessa pauta, depois não votem contra qualquer um desses itens; para que as investigações sobre a Lava Jato não virem um acordão”, disse ela.

Em resposta, os oposicionistas se comprometeram com a pauta. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), pediu que o foco seja as convergências. “Nós temos que procurar focar nas convergências. E isso nós vamos fazer sem preconceitos de parte a parte. Nós viemos aqui dizer um sonoro sim para o que vocês vieram trazer”, disse aos ativistas.

Entre as reivindicações estão o pedido ao Supremo Tribunal Federal e ao procurador-geral da República de uma “abertura de investigação por crime comum da cidadã Dilma Vana Rousseff” e a apreciação, “com transparência”, dos pedidos de impeachment contra a presidenta, que forem apresentados ao Congresso.

Os ativistas também pedem o afastamento do ministro José Antonio Dias Toffoli, do STF, “por não atender ao critério de imparcialidade”. Ontem (14), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou o arquivamento de um pedido de impeachment contra Toffoli, apresentado na semana passada, por considerar que os argumentos não correspondiam ao pedido.

“As principais reivindicações têm a ver com a absurda corrupção que existe no país, de forma estrutural. Elas não dizem respeito apenas à Operação Lava Jato, mas dizem respeito à estrutura do Judiciário. As ruas repudiam totalmente a escolha de [Luiz Edson} Fachini para o Supremo Tribunal Federal, sendo envolvido no julgamento do Petrolão. O impeachment do ministro Toffoli foi arquivado, as ações do Congresso até agora não vêm seguindo as reivindicações das ruas – do Congresso como um todo. Nós saímos daqui com a promessa de senadores e deputados de que o foco será total nas reivindicações das ruas”, disse Rogerio Chequer.

Os líderes do movimentos de rua também pedem apoio “incondicional” ao juiz Sérgio Moro, que vem conduzindo os processos da Operação Lava Jato na primeira instância, assim como ao Ministério Público e à Polícia Federal no âmbito dessas investigações. Pedem ainda a indicação de servidores concursados, de carreira, inidôneos e com amplo reconhecimento e competência comprovada, para cargos nos tribunais superiores, no Ministério Público Federal e no Tribunal de Contas da União. Nesse aspecto, os movimentos cobram do Senado que faça “controle efetivo da capacidade dos indicados, por meio de sabatina, com critérios objetivos de imparcialidade, convidando técnicos da Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público Federal para compor o grupo avaliador”.

Em carta que precede a apresentação das reivindicações, os militantes não poupam críticas ao Partido dos Trabalhadores e dizem que “vivemos um quadro assustador de corrupção no seio dos poderes constituídos. A corrupção é histórica, sim, e nem por isso admissível. Há 12 anos porém, ela se tornou sistêmica e se institucionalizou na máquina pública, em níveis sem precedência, como nunca antes visto”, diz o texto.

Relembrando a Carta ao Povo Brasileiro, apresentada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, na campanha de 2002, e que é considerada como um dos fatores preponderantes para ele ter sido eleito, os ativistas dizem que o documento de agora é uma nova carta. “O Partido dos Trabalhadores teve 13 anos de poder para mudar o Brasil, conforme prometeu em sua Carta ao Povo Brasileiro, em 2002. Ele recebe agora, do mesmo povo, uma carta que repudia a situação na qual o país foi deixado”, ressalta o texto.

 

 

brasil247

Golpistas pagam R$ 10 por hora para quem divulgar protesto anti Dilma

fora dilmaContinuam chegando relatos sobre gastos dos grupos que organizam o protesto do próximo domingo pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Neste caso, as informações são do tuiteiro Marcus Pessoa, quem flagrou uma militante dos grupos anti Dilma de Recife oferecendo R$ 10 reais por hora para quem se dispuser a panfletar a favor do protesto pelo impeachment da presidente que ocorrerá naquela e em outras capitais no próximo domingo.

A pessoa que andou fazendo essa oferta no Twitter usa em seu perfil nessa rede social o nome de Mariana Brito e se diz “jornalista (com diploma), escritora, cientista política, economista, ex-BBB e Miss Brasil 2010”.

Conforme relata Marcus Pessoa, essa pessoa apagou a postagem sobre oferta de dinheiro para trabalhar pela manifestação anti Dilma do próximo domingo logo após publicá-la, o que se pode supor que se deveu a alguém tê-la alertado de que estava fazendo besteira.

Esse episódio sugere que pode haver alguma ilegalidade nesses gastos para financiar protestos contra a presidente da República. Com a palavra, as autoridades.

 

brasil247

Ditadura brasileira era o modelo dos golpistas chilenos

A historiadora britânica Tania Harmer, da London School of Economics, foi quem descobriu a existência dos papéis diplomáticos chilenos que descrevem a participação do Brasil no golpe de 1973. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a historiadora revela como a ditadura instaurada no Brasil foi usada de modelo pelos chilenos.

Por Roberto Simon, em O Estado de São Paulo

 



O Estado de São Paulo:
 Além do apoio material do Brasil em 1973, a sra. aponta para o ‘exemplo’ brasileiro aos militares chilenos. Como é isso?

Tania Harmer: Os golpistas chilenos não queriam criar uma democracia nos moldes dos EUA, mas uma ditadura militar como a instaurada no Brasil em 1964. Eles queriam recriar esse Brasil no Chile para frear a “ameaça comunista” e “restabelecer a ordem”. E foi isso o que fizeram.

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E por que Salvador Allende e Cuba subestimaram a ameaça que a ditadura brasileira representava aos planos da esquerda latino-americana?
Primeiro, os EUA eram o foco principal dos movimentos de esquerda da região. E havia a crença de que Washington era uma potência imperial, capaz de manipular tudo na América Latina, usando seu poder econômico, financeiro e político. O regime militar que nasceu no Brasil após o golpe de 1964 passou a ser visto pela esquerda como um fantoche do imperialismo americano. As charges nos jornais cubanos mostravam um ditador brasileiro com fios de marionete sendo manipulado pelo Tio Sam. Mas isso era equivocado, pois os generais brasileiros não estavam sob controle dos EUA, eles iam atrás do que consideravam o interesse nacional do Brasil, mesmo se isso entrasse em conflito com os americanos. Foi um erro de interpretação fundado na ortodoxia marxista e nunca houve uma compreensão mais elaborada sobre as relações entre Brasília e Washington.

O que tornou a ‘questão chilena’ tão explosiva?
Parte da importância que o Chile ganhou tem a ver com o contexto internacional do fim dos anos 1960 e o pavor, em algumas capitais, diante do risco de ver revoluções se espalharem. Hoje, não entendemos bem isso, pois, no fim, essa ameaça foi frustrada. Mas, na época, era uma possibilidade real. No início dos anos 1970, o regime militar brasileiro havia se consolidado totalmente, mas havia temores em sua vizinhança: na Bolívia, de Juan José Torres (governo nacionalista de esquerda), no Uruguai, com a guerrilha dos Tupamaros e, depois, no Chile.

O caso chileno era particular?
Sim, era um tipo de revolução nova, fora do modelo cubano, um governo marxista democraticamente eleito. Todos os olhos, portanto, estavam voltados para o Chile, não apenas os do Brasil. Estudante britânicos, americanos e mexicanos de esquerda foram ao Chile ver o que estava acontecendo. O país era um centro para a Teologia da Libertação, era a sede da Cepal e, claro, destino de exilados de vários países, incluindo o Brasil.

Brasil e EUA atuaram juntos contra Allende?
Digamos que eles trocaram informações, mas operaram em caminhos paralelos. Quando Médici esteve com Nixon na Casa Branca, em dezembro de 1971, os brasileiros informaram aos americanos o que estavam fazendo contra Allende, abrindo as portas para uma colaboração futura. Mas havia diferenças: em uma lógica de equilíbrio de poder, o Brasil temia um governo de esquerda na vizinhança, enquanto Bolívia e Uruguai também passavam por momentos delicados. Os EUA, por sua vez, viam Allende como um desafio a sua hegemonia regional e a sua credibilidade, dentro de um contexto de Guerra Fria, enquanto se negociava uma retirada do Vietnã.

 

Portal Vermelho