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Em Bananeiras, global Mirian Leitão esbanja elogios a PB em crítica a Bolsonaro

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem sido alvo de críticas dos participantes do Primeiro Festival Literário de Bananeiras, organizado pela prefeitura da cidade. Neste sábado, a jornalista Mirian Leitão, da TV Globo, criticou posturas do presidente em relação à região Nordeste e elogiou os voluntários que estão participando da retirada do óleo que contamina as praias da região.

Leitão foi convidada para participar da mesa redonda sobre ‘Análise e perspectiva do Brasil contemporâneo’, ao lado de Sérgio Abranches. A discussão foi mediada pelo jornalista Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco, afiliada à Rede Globo em João Pessoa. “Eu nunca achei que Paraíba fosse um nome feio, Paraíba é nome bonito, Paraíba é elogio. Eu precisava dizer claramente que eu senti na hora que foi uma reação tão forte que eu tive. Engraçado que, no mesmo dia ele fez um ataque a mim e um ataque ao Nordeste. Eu disse, bom, eu e o Nordeste, está escrito nas estrelas”, declarou a jornalista, sob aplausos.

Mirian Leitão disse que as universidades, no atual contexto político, “estão sendo um pólo de resistência”. A jornalista citou um relato que ouviu de uma professora sobre ‘o que está acontecendo na UFPB’. Ela ainda discorreu sobre meio ambiente e se emocionou ao falar sobre o trabalho de voluntários para a retirada do óleo nas praias do litoral nordestino. “Na dificuldade, o povo vai à frente, o povo vai fazendo, o povo vai ensinando. Eu estou entendo a lição que está sendo dada, estou preocupada com a saúde de todo mundo que está em contato com produtos tóxicos, mas ao mesmo tempo emocionada com isso”, resumiu.

O evento

O Primeiro Festival Literário de Bananeiras, organizado pela Prefeitura de Bananeiras, tem como objetivo estimular literatura local e prestigiar nomes estaduais e nacionais, promovendo também a cultura e o turismo da região. Na programação, constam nomes como a jornalista Míriam Leitão, a cientista política Mônica Sodré e o escritor Laurentino Gomes, entre outros. A programação do evento é gratuita e conta com oficinas, lançamento de livros,  contação de histórias, saraus, mesas redondas e outras atividades.

 

Polêmica Paraíba

 

 

Ministro fala em crise global de vacinas e aumento do custo para o SUS

Durante viagem a Washington, nesta segunda-feira (30), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o mundo passa por uma crise na produção de vacinas que deve ter impacto no preço que o governo brasileiro paga pelo produto.

Segundo o ministro, não faltam recursos para a compra de vacinas –que são oferecidas gratuitamente pelo SUS– mas sim fornecedores que atendam às demandas do país. Assim como os Estados Unidos, o Brasil vive hoje um surto histórico de sarampo.

sSAÚ”A crise da vacina é global, já que o sarampo voltou em praticamente todos os continentes. […] Os preços das vacinas, a gente imagina que deve ter tendência de alta, porque vai acabar prevalecendo a lei de mercado”, declarou o ministro em Washington.

“Entre nossas soluções está a decisão de iniciar o complexo industrial de vacinas na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, um investimento alto, mas é uma questão de segurança ter seu fornecedor principal de suas vacinas principais”, completou.

Mandetta participou de reunião com ministros da Saúde das Américas na capital americana e disse que a OMS (Organização Mundial da Saúde) precisa discutir o preço da imunização e também estabelecer metas de vacinação entre 2020 e 2030.

Ele afirma que há uma campanha de não vacinação alimentada por notícias falsas na internet que deve ser combatida. No entanto, o ministro discorda do que chama de “medidas punitivas”, como as implementadas por Nova York, que impôs multa àqueles que se recusavam a vacinar crianças, por exemplo.
“Não sei sobre essa coisa mais punitiva, no caso é mais de construção de cidadania e consciência.”

Entre os exemplos de conscientização listados pelo ministro está a proposta de a carteira de vacinação ser obrigatória para a matrícula não só em creches –como funciona atualmente– mas também para o ensino médio e universitário no Brasil, além de fazer o controle dos vacinados durante a apresentação para o alistamento no Exército.

As medidas, porém, precisariam ser aprovadas pelo Congresso.
Como resultado da falta de vacinação, os Estados Unidos já registraram mais de mil casos de sarampo somente este ano e vivem o maior surto da doença desde 1992.

No Brasil, os casos de sarampo também continuam crescendo e, somente nos últimos 90 dias, foram confirmados 4.507 casos da doença, a maior parte deles em São Paulo.

Para enfrentar o surto, Nova York chegou a impor multas àqueles que se recusassem a vacinar as crianças, além de proibir alegações religiosas como justificativa para a não vacinação.

Isso porque comunidades ultraortodoxas chamaram atenção das autoridades americanas devido a preocupações dos pais de que a vacina contra o sarampo poderia causar autismo, um boato sem comprovação científica alimentado por vídeos amplamente espalhados na internet.

Segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, 33 novos casos foram confirmados no país entre maio e junho, a maior parte em Nova York. Até agora, o mais grave surto de sarampo entre os americanos havia ocorrido em 1992, com 2.126 infecções pelo vírus.

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e considerada grave, sobretudo em crianças menores de cinco anos e pessoas com baixa imunidade.

Antes considerada eliminada no Brasil, a doença voltou a registrar casos e a circular no país em 2018. Naquele ano, foram registrados 10.330 casos.

Diante do novo cenário, Mandetta afirma que “não gosta de se comprometer com o tempo” quando o assunto é discutir quando o país receberá de volta o certificado de livre da doença para o sarampo. Avalia, no entanto, que isso será encaminhado com as campanhas de vacinação previstas para este ano.

O ministro disse ainda que pediu parceria com os EUA principalmente na área das doenças negligenciadas, como a leishmaniose, por exemplo, e nas pesquisas envolvendo genética, uma área que, na sua avaliação, o Brasil “ficou para trás na corrida.”

Antes de viajar a Washington, Mandetta acompanhou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Nova York para a abertura da Assembleia Geral da ONU, na semana passada.

 

FOLHAPRESS

 

 

Sorria! Brasil é o 16º em ranking global de felicidade

O Brasil subiu oito posições e chegou ao 16º lugar no ranking de felicidade divulgado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês), uma iniciativa da ONU. O país mais feliz do mundo, segundo a pesquisa, é a Suíça, seguida por Islândia, Dinamarca, Noruega e Canadá. Foto: Marcelo D'Sants / Frame
Brasil está entre os países mais felizes do mundo

Foto: Marcelo D’Sants / Frame

Já o país mais triste é Ruanda, que sofreu com um genocídio nos anos 1990. A Síria, assolada por uma guerra civil, também está entre os menos felizes, assim como Togo, Burundi e Benin. O índice considerou 158 países com base em dados do instituto de pesquisa Gallup.

O ranking estuda o quanto as pessoas se consideram felizes, mas ele estima também o quanto dessa felicidade se deve a variáveis como PIB per capita, expectativa de vida, níveis de corrupção e liberdades individuais. Contaram a favor do Brasil a expectativa de vida e o apoio social (que significa ter com quem contar em situações problemáticas). O objetivo do ranking é influenciar em políticas públicas.

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“Cada vez mais a felicidade é considerada uma medida adequada de progresso social e um objetivo da política pública”, diz o relatório. “Um número cada vez maior de governos nacionais e locais estão usando dados sobre felicidade na busca por políticas que possam permitir que as pessoas tenham uma vida melhor”, completa. O SDSN é composto por integrantes do meio acadêmico, de governos e do setor privado. O primeiro relatório foi lançado em 2012.

Terra

Filme de cineasta paraibano, rodado em Campina com atriz global, estreia em circuito nacional

filme paraibanoO primeiro filme paraibano, rodado em Campina Grande, estreia em circuito nacional nesta quinta-feira (22), nas salas de cinema do Rio de Janeiro e em Aracaju. Trata-se do longa-metragem “Tudo Que Deus Criou”, dirigido pelo paraibano André da Costa Pinto. O filme tem no elenco nomes como Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Glays e Paulo Vespúcio. Na semana passada, o filme foi lançado em Porto Alegre no RS.

Baseado em uma história real, a trama de “Tudo que Deus Criou” acompanha o cotidiano do jovem Miguel, que precisa driblar traumas e obstáculos e sente a necessidade de sustentar a família dele, vivendo uma espécie de triângulo amoroso com os personagens interpretados por Letícia Spiller e Paulo Vespúcio. A mãe de Miguel, Da Guia (Maria Gladys), sua irmã Ângela (Guta Stresser) e seu cunhado (Claudio Jaborandi) formam uma família urbana de classe média-baixa que enfrenta nuances de alegria, amor e um misto de tragédia.

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O filme que já participou de vários festivais no Brasil, devem chegar nas salas de cinema de Campina Grande e João Pessoa na próxima semana. Exibições em São Paulo e Salvador, Natal e Maceió também estão programadas. André da Costa Pinto alerta que se as salas conseguirem um bom número de espectadores, o filme ficará mais tempo em cartaz.

Para o diretor,que recentemente falou com exclusividade ao PBAgora,  essa estreia em circuito nacional é um marco para a Paraíba, e mostra que mesmo com poucos investimentos, o Estado ainda tem potencial para produzir grande filmes. Segundo ele, a produção audio visual no Estado vive um bom momento, principalmente, devido a nova safra de atores, produtores e diretores. “A estreia de Tudo Que Deus Criou” é um marco pra história da Paraíba e do cinema do Nordeste. Com isso nós conseguimos mais investimentos para conseguir fazer mais filmes”, explicou.

Aos 26 anos, nascido na Paraíba, o diretor idealizador do Comunicurtas, o festival de áudio visual de Campina Grande, promovido pela UEPB, tem no currículo o curta documental “Amanda & Monick”, exibido e premiado em diversos festivais do país, e o longa ficcional “Tudo o que Deus Criou”.

Como um Forrest Gump da Paraíba, o cineasta André da Costa Pinto, gosta de contar histórias incríveis. Incríveis até demais, pois cabe aqui o sentido literal da palavra: difíceis de acreditar.

Em filmes, ele já falou de uma cega ninfomaníaca e virgem, um ex-frade paraibano que virou político transexual pioneiro na França e um senhor que, a partir de sonhos, esculpia obras comparadas às de Leonardo da Vinci.

O longa paraibano “Tudo que Deus Criou”, de André da Costa Pinto tem ao menos um trunfo para chamar a atenção: a presença da atriz global Letícia Spiller. Como uma cega de trinta anos que está atrás de sua primeira experiência sexual com um homem, a atriz se reinventa e se coloca dentro de um outro patamar em sua carreira com o filme, que faz parte da Mostra Olhares Brasil do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

A personagem de Letícia, contudo, divide o protagonismo com dois outros: um jovem que se traveste à noite para ganhar a vida e um trabalhador dos correios que, depois de ficar viúvo, começa a ter um caso com tal jovem.

Outro papel importante é o de Guta Stresser, ainda que menor e menos essencial para a trama que o de Spiller. Direto de “A Grande Família”, Guta faz uma pobre dona de casa com sérios entraves sexuais. Ela está bem nesse papel, provando que tem potencial muito maior do que seus trabalhos anteriores no cinema e na televisão fariam supor. Percebe-se na tela o quanto a doação de Guta ao papel foi intensa.

Mas a surpresa mesmo é ver Letícia Spiller em um papel ousado, com uma lente de contato falsa que chama a atenção, talvez excessivamente, para sua cegueira. Ela vai frequentemente ao correio para ouvir histórias e poemas que o viúvo lê para ela com paciência e a tensão de quem também carrega alguns traumas.

PBAgora

Corrupção supera crise econômica como maior problema global

economiaUma recente pesquisa realizada com 66.806 pessoas de 65 países, inclusive o Brasil, aponta a corrupção como principal problema do mundo, superando questões como a crise econômica, a desigualdade social e o desemprego.

O estudo foi realizado pelo Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), e divulgado neste mês.

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Do total de entrevistados, 21% deles veem a corrupção como o principal problema global, bem acima de crise econômica (14%), desigualdade social (12%) e desemprego (10%) – que foram as outras opções apresentadas no questionário.

Entretanto, quando se analisam as respostas por país, há grandes diferenças quanto à percepção dos problemas. Corrupção é imbatível em países em desenvolvimento: as cinco primeiras nações que apontam esse como o maior desafio são Filipinas (50%), Indonésia (40%), Brasil (29%), México (29%) e Peru (29%).

Crise econômica

Já em países desenvolvidos, como França, Alemanha e Reino Unido, a corrupção não chama tanto a atenção das pessoas, já que apenas 4%, 6% e 8% de seus entrevistados, respectivamente, alertaram para a questão. A Espanha surge como exceção, onde 20% se preocupam prioritariamente com a corrupção.

Lá o que mais preocupa é a crise econômica (citada por 43% dos gregos e 26% dos norte-americanos), a desigualdade social (apontada por 34% dos alemães, 32% dos austríacos, 27% dos espanhóis e 25% dos franceses), e o desemprego (escolhido por 34% dos italianos).

A análise por blocos regionais também traz resultados interessantes. Corrupção lidera nas Américas, com 19%, puxada pela percepção dos latino-americanos, e no agregado Ásia/Austrália, com 26%.

Desigualdade social, por sua vez, está na primeira posição nas Europas Ocidental (24%) e Oriental (20%), enquanto na África a maior preocupação é colocada sobre a crise econômica (21%).

No Brasil, além dos 29% que optaram por corrupção como maior problema global, outros 9% citaram a desigualdade social, 8%, o desemprego, e 6%, a crise econômica.

Créditos da foto: Arquivo
cartamaior

Justiça Global emite nota sobre posicionamento do Brasil frente às recomendações da ONU no processo de Revisão Periódica Universal

A ONG Justiça Global publicou na sexta-feira (21), uma nota sobre a sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que aconteceu ontem (20), em Genebra, onde o Brasil se posicionou frente às recomendações feitas ao país no segundo ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU), que ocorreu em maio do corrente ano. O país recebeu 170 recomendações na sabatina a que foi submetido pelo Conselho de Direitos Humanos. Acatou 159.

Entre as principais recomendações estão as que dizem respeito a violações causadas por grandes obras e megaeventos esportivos. A delegação peruana solicitou ao país que continue a promover debates internos para melhorar a regulação dos processos de consulta às populações tradicionais, sobre medidas que podem impacta-las diretamente.

Para além das grandes obras de megaempreendimentos, os países também fizeram recomendações a respeito das violações no processo de preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O Canadá manifestou preocupação com as remoções forçadas. Segundo a delegação canadense, “os megaeventos esportivos não podem implicar numa violação de direitos das comunidades, sobretudo as mais pobres”.

Outros destaques foram as recomendações na área de segurança pública e sistema prisional e a implementação do Mecanismo Nacional para a Prevenção e Combate à Tortura.

Veja a nota na íntegra aqui.

Adital

PROERD – 4º BPM participa do 3º Dia Temático Ação Global – Amigos da Escola em Guarabira

 

O TC Ysmar Mota Soares – Comandante do 4º BPM e o Major Givaldo – Subcomandante do 4º BPM e Chefe Regional do PROERD participaram do projeto Amigos da Escola da Rede Globo no seu 3º Dia Temático na cidade de Guarabira. O evento foi realizado nesta sexta-feira, dia 31 de Agosto a partir das 8h 00min, desenvolvendo atividades culturais e socioeducativas até 12h 00min no Ginásio de Esportes Portuguesão, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho.

Seguindo a temática ‘O Valor da Leitura’, o evento apresentou o projeto local ‘Leitura em Ação’, que incentiva o hábito entre as crianças e adolescentes da comunidade. O dia também teve a participação de crianças contadoras de história, levando a imaginação da meninada para longe e estimulando a leitura através de teatrinhos e fantoches.

Os participantes do evento acompanharam algumas demonstrações do Coral Infantil, teatral, a banda de fanfarra e variados estilos de danças, todas vinculadas ao Programa Mais Educação, promovido pelo Ministério da Educação e que desde 2008 oferece atividades optativas de cunho pedagógico e cultural em escolas públicas de todo o país.

Várias tendas culturais foram instaladas no ginásio, cada uma com uma temática: a literatura de cordel, literatura infantil, festas juninas, centenário de Luiz Gonzaga, leituras diversas e fábulas, bem como as tendas dos parceiros: Polícia Militar com o PROERD – desempenhando oficinas de combate as drogas e a violência, distribuindo panfletos educativos e divulgando o Programa de Rádio PROERD em sua casa e a CPtran orientando sobre o trânsito! Os Bombeiros estavam demonstrando como se faz os primeiros socorros.

4º BPM para o Focando a Notícia

Comissão Global pede fim de leis e políticas que infringem os direitos humanos das pessoas com HIV

Em 9 de julho a Comissão Global sobre HIV e Direito – organismo independente reunido pelo Programa das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento (Pnud) – apresentou seu relatório na sede central das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos. O documento denuncia o impacto negativo que as leis punitivas têm sobre os direitos humanos e sobre a resposta ao HIV. O relatório também formula recomendações ousadas para corrigir o problema.

“O que descobrimos foi uma epidemia de más legislações que estão custando vidas. Devemos acabar com a epidemia de más legislações e promulgar leis baseadas nos dados, no sentido comum e nos direitos humanos”, acrescentou Festus Mogae, ex- presidente de Botswana e membro da Comissão.

Mesmo com um chamado da OnuAids para retirar leis punitivas e substituir por legislações protetoras, muitos países seguem mantendo leis, políticas e práticas que infringem os direitos humanos, exacerbam a discriminação e impedem que se realizem esforços nacionais e mundiais para abordar o HIV.

Durante a apresentação do relatório “HIV e Direito: riscos, direitos e saúde” se destacou que o estigma, a discriminação e os enfoques legais punitivos há tempo são reconhecidos como barreiras à resposta contra o HIV, o que agudiza a vulnerabilidade ante a enfermidade – especialmente entre as populações chave com um maior risco de infecção – e dificulta que as pessoas e as comunidades tenham acesso à prevenção, tratamento, cuidado e serviços de ajuda para o HIV.

No caso das mulheres, a Comissão – um grupo independente de líderes políticos e sociais de todo o mundo – assinalou que elas estão governadas em muitas partes do mundo por sistemas jurídicos plurais nos quais o direito tradicional perpetua sua desigualdade social e econômica. Isto faz com que as mulheres sejam vulneráveis às relações e/ou à violência sexual que as coloca em risco de infecção pelo HIV. A Comissão falou das realidades de muitas mulheres grávidas que vivem com HIV e que enfrentam a discriminação na atenção sanitária.

Por isso, os comissionados fizeram um chamado aos governos para que usem o direito para proteger as mulheres da desigualdade e da violência. Também chamaram aos governos a acabar com as barreiras legais que impedem que os jovens tenham acesso à informação e serviços para o HIV, assim como à educação sexual; tudo isso necessário para evitar a infecção pelo HIV.

Outra demanda foi um chamamento à eliminação das leis que criminalizam as pessoas baseando-se em sua orientação sexual e sua identidade de gênero, na posse de drogas para seu uso pessoal e em sua participação em trabalhos sexuais consentidos entre adultos.

Os comissionados também denunciaram a persistência de leis e práticas punitivas em um momento em que o mundo estabilizou o número de novas infecções e aumentou seus conhecimentos sobre a prevenção eficaz do HIV.

Dados

Hoje, de acordó com o relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (OnuAids) 34,2 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo. Destas, 30,7 são adultos, 16,7 são mulheres e 3,4 milhões são menores de 15 anos. África Subsaariana registra o maior número de pessoas infectadas (23,5 milhões) e Oceania tem a menor estimativa (53 mil infectados).

Adital

Brasileiros são os mais otimistas em pesquisa global sobre rumos da economia

Os brasileiros se mostraram os mais otimistas em uma pesquisa global conduzida em 13 países.
A enquete, encomendada pela Confederação Internacional do Comércio, revelou que 69% da população do Brasil acredita que o país esteja indo na direção certa, enquanto 31% está pessimista quanto aos rumos do país. Nesse quesito, os brasileiros foram seguidos pelos canadenses e pelos sul-africanos.
Os brasileiros também se mostraram os mais positivos ao responder uma pergunta avaliando o desempenho econômico do país: 71% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país é boa ou muito boa.
Realizada sob o viés do estado da economia local e mundial, a pesquisa demonstrou grandes variações na percepção do futuro em países com situações bem diferentes.
Os gregos, que atravessam um momento de grandes sacrifícios por causa da imposição de um conjunto de medidas de austeridade, se mostraram os mais pessimistas da enquete: 91% dos entrevistados acham que o país está indo na direção errada.
As entrevistas foram conduzidas em Grécia, Japão, França, Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica, Bulgária, México, Indonésia, África do Sul, Canadá, Alemanha e Brasil.
A Alemanha foi o único país europeu em que a maioria dos entrevistados achou que o país estava indo na direção certa.
A pesquisa, feita pela empresas TNS e Anker Solutions, ouviu cerca de 13 mil pessoas nos 13 países, que representam 20% da população mundial.
O tom geral foi de pessimismo. A pesquisa concluiu que 58% dos participantes disseram que seu país está indo na direção errada; 68% classificam a situação econômica do país em que vivem como ruim e 66% acreditam que num futuro pior para as próximas gerações.
A coleta de dados foi feita entre os dias 10 de abril e 6 de maio deste ano.
Da Redação com ig
Blog Mari Fuxico

Samsung deve passar Nokia e se torna líder do mercado global de celulares

Coreana pode tirar finlandesa do topo da indústria de telefones móveis pela primeira vez em 14 anos, acreditam analistas

Após 14 anos, a Nokia deve perder a liderança no mercado mundial de celulares para a Samsung. Os resultados do primeiro trimestre de 2012 devem apontar o fim da hegemonia da finlandesa, segundo a Reuters.

Desde 1998 a Nokia é a empresa que mais vende celulares no mundo – considerando smartphones e celulares comuns. Mesmo perdendo o mercado dos aparelhos inteligentes para a Samsung, a fabricante finlandesa continuava liderando as vendas por causa dos seus dispositivos tradicionais. Agora, porém, a situação mudou.

Analistas estimam que a Samsung vendeu 88 milhões de celulares pelo mundo entre janeiro e março deste ano, enquanto a Nokia comercializou 83 milhões de unidades no mesmo período, de acordo com anúncio feito na quarta-feira (11/04).

“Após 14 anos como líder global de vendas, a perda do topo vai ser sentida pela Nokia”, afirmou o diretor da CCS Insight, Ben Wood. “Por outro lado, a Samsung receberá a notícia com euforia”, disse.

Olhar Digital