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Gestantes agora integram grupo de risco da Covid-19 e especialista destaca cuidados com higiene e isolamento social

Enxoval montando e aguardando ansiosamente para ser mãe pela primeira vez. A autônoma Mayara Nascimento, que está com 16 semanas de gestação e parto previsto para setembro deste ano, está em sua primeira gestação e afirma ter se surpreendido ao saber que passou a integrar o grupo de risco para Covid-19, doença provocada pela ação do coronavírus no organismo humano. “Apesar de saber e, de certo modo, esperar os riscos da doença para as gestantes, confesso que me surpreendi, já que almejamos sempre o melhor”, declara.

O Ministério da Saúde incluiu gestantes e mulheres que deram à luz até 45 dias no grupo de risco para o novo coronavírus. Antes, apenas gestantes de alto risco estavam entre os mais vulneráveis para evoluir para quadros graves. O médico ginecologista e obstetra do Hapvida em João Pessoa Romeu Menezes Neto destaca que essas mulheres devem ter cuidados redobrados, com atenção especial a medidas de higiene e reforço do isolamento social.

A surpresa por ingressar no grupo de risco vem acompanhada do medo pelo desconhecido, assim como é para muitas pessoas estejam elas no grupo de risco ou não. “Tenho medo, pois como é uma doença nova o receio é contrair e assim transferir para o bebê, até porque não existe um estudo preciso sobre o assunto ainda”, explica.

Apesar do receio Mayara assegura que está tomando as recomendações passadas pelo Ministério da Saúde. “Sempre que preciso sair para realizar algum exame ou para as consulta de pré-natal, faço uso de máscaras e mantenho distância. Se o local tiver lavabo, lavo sempre as mãos com água e sabão, caso contrário, uso álcool em gel”, afirma.

A dona de casa Juliana Rodrigues também se encontra no grupo de risco, mas diferente de Mayara Nascimento, que espera pelo seu primeiro filho, Juliana há 14 dias foi mãe pela terceira vez. Apesar de no âmbito da maternidade a dona de casa ter mais experiência que a autônoma, quando o assunto é Covid-19, não tem conhecimento que não provoque receio pelos danos que a doença pode causar. “Meu medo maior é pelos meus três filhos, então o que eu puder fazer para preservá-los, farei”, assegura a mamãe.

Juliana Rodrigues também tem tomado os devidos cuidados e seguido as recomendações das autoridades de saúde. “Primeiramente tenho evitado sair de casa, não estou recebendo visitas e sempre higienizo as mãos”, declara.

Seja para Juliana ou para Mayara, o médico ginecologista e obstetra do Hapvida afirma que em relação aos cuidados para combater à Covid-19 as orientações são seguir o que determina o Ministério da Saúde e que vale para toda população. “Cuidados com higiene, lavar as mãos com sabão, uso do álcool em gel na ausência de água e sabão, evitar levar às mãos ao nariz, boca e olhos e o principal, que é obedecer o distanciamento social”, ressalta.

O obstetra destaca que no caso de Juliana e tantas outras mulheres que se encontram no puerpério esses cuidados devem ser redobrados. “Isso porque após o parto as mulheres ficam mais propensas a ter complicações graves com a Covid-19”, reforça.

Além disso, Romeu Menezes Neto lembra que gestantes que tiveram ou têm alguma comorbidade a mais, como asma, hipertensão, diabetes ou doenças crônicas, e gestantes no terceiro trimestre devem redobrar os cuidados, pois se enquadram em grupo de risco maior.

Saiba Mais – As gestantes e puérperas foram incluídas no grupo de risco para Covid-19 por meio de uma determinação do Ministério da Saúde que, segundo informações da pasta, as mulheres que se enquadram nesse perfil estão mais vulneráveis aos efeitos da doença ocasionada pelo coronavírus. Não existem estudos conclusivos acerca da comprovação de um perigo maior da Covid-19 para grávidas e puérperas, mas a decisão foi tomada levando em consideração a ação de outros coronavírus e vírus gripais já conhecidos e estudados anteriormente.

Dados – O Brasil registrou, na cidade do Recife, em Pernambuco, a primeira morte de mulher grávida pela Covid-19 no último dia 5 de abril. Porém, um dia antes foi realizado um parto de emergência para retirado do bebê segue internado.  A mãe da criança era uma mulher de 33 anos, que estava gestante de 32 semanas quando acometida pela doença causada pelo coronavírus.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

PL prevê ensino a distância para alunas gestantes e lactantes

Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei nº 6384/19, apresentado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que tem como principal objetivo garantir a possibilidade do ensino a distância para estudantes gestantes e lactantes do ensino superior. O PL prevê o acompanhamento das aulas remotamente desde que sejam operacionais e dentro das possibilidades didáticas para as gestantes no oitavo mês e, também, durante três meses após o nascimento do bebê.

A estudante de Biomedicina Débora Ferreira, 21, está no oitavo mês de gestação e opina sobre o projeto: “Acho super válido porque quanto mais perto do fim da gestação mais difícil fica a questão de locomoção, então, poder estudar em casa me traz tranquilidade por saber que posso cuidar da minha saúde e do meu bebê sem deixar de estudar”, diz a estudante.

A futura mãe que nunca passou por problemas gestacionais na faculdade afirma já ter presenciado alguns casos constrangedores. “Uma aluna estava com o quadro de gravidez de risco, precisando ficar internada durante dois meses, o que a fez perder avaliações. Ao regressar à instituição portando o atestado, somente um professor permitiu que a avaliação fosse realizada, outro só permitiria caso o pagamento de R$110 fosse efetuado”, relata.

Atualmente, a Lei 6.202/75 já assegura a estudantes grávidas o direito de serem assistidas pelo regime de exercícios domiciliares. O projeto de lei proposto por Nogueira foi aprovado no senado e, atualmente, aguarda a tramitação nas comissões dos Direitos da Mulher, Seguridade Social e Família, de Educação e Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmera dos Deputados.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

 

 

Mulheres do grupo de gestantes “mães que cuidam” recebem enxovais em Caiçara

caiçaraA entrega aconteceu na tarde desta quinta-feira, 14 de maio, na sede do CRAS, em Caiçara.

25 Mulheres com período de gravidez se aproximando dos nove meses, ou já completos, receberam o enxoval, como parte do programa que assiste mulheres grávidas, através do grupo de gestante, “mães que cuidam”, coordenado pelo CRAS, acompanhado pela Secretaria de Assistência Social do município.

A Secretária de Assistência Social, Suelí, disse que a gestão tem se empenhado para dar assistências a quem mais precisa das políticas públicas. A Coordenadora técnica do CRAS, Vivian Sales, destacou que o objetivo do CRAS é oferecer o apoio necessário em todos os momentos da vida da mulher, mas principalmente nos últimos instantes da gravidez, quando se considera ser um momento especial. Já a Assistente Social do CRAS, Diamantina, conversou com as mulheres sobre os seus direitos durante a gravidez.

O Prefeito Cícero participou da entrega dos enxovais, e disse que se sente feliz por ver políticas públicas chegando até às futuras mamães, e principalmente por chegar a quem mais precisa.

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As mulheres assistidas pelo programa participaram de oficinas para confecções de lembrancinhas e tiveram todo um acompanhamento com psicólogo e assistente social.

O Secretário de Administração Pública, Júnior Félix, também prestigiou o evento.

O enxoval é composto por banheira, fraudas descartáveis e de pano, coeiro, conjunto de roupinhas, entre outros produtos.

Assessoria.

Caiçara: Gestantes recebem enxovais do “Programa Chá de Bebê”

enchovaisCom o objetivo de garantir o acompanhamento à mulheres que estão em período de gestação, a Prefeitura de Caiçara, através do Programa implantado pelo CRAS, “Chá de Bebê”, entregou na tarde desta quinta-feira, 11 de dezembro, enxovais para 30 mulheres que estão prestes a ganharem bebê.

 

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Durante o período em que foram acompanhadas as mulheres receberam orientações de psicólogas, orientações de nutricionistas e receberam todo o acompanhamento pré-natal. O programa também oferece oficinas de artesanato. Durante o evento foi exposto parte do material produzido pelas participantes do programa.

 

Com esta ação, já são mais de 100 mães que foram beneficiadas com o “Chá de Bebê”, somente este ano.

 

O enxoval conta com quite básico de higiene, roupas, toalha de banho, frauda descartável, escovinha, fraudas de pano, calça enxuta e cueiros.

 

O Evento contou com a participação do Secretário de Administração Geral, Júnior Félix, dos Vereadores Jailson Vieira e Iara Lopez e de toda a equipe do CRAS.

 

Outra ação

 

Ainda na tarde desta quinta, o CRAS concluiu as atividades com o grupo de idosas que é assistido pela Secretaria de Assistência Social. Houve distribuição de brindes e brincadeiras.

 

Assessoria

10 posições sexuais confortáveis para gestantes

A gravidez é um período de extremas mudanças para a mulher, tanto corporais como emocionais. Junto com a gestação surgem inúmeras dúvidas, entre elas as que se referem à vida sexual. “Será que devo continuar mantendo relações normalmente?”, “Vai machucar o meu bebê?”, “Pode provocar um aborto?” são algumas questões comuns. “O sexo na gestação é saudável, desde que não haja restrição médica, risco de sangramento ou de parto prematuro”, afirma a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, especialista em sexualidade humana.

Desta maneira, o pré-natal tem mais uma função importante. Além de acompanhar o desenvolvimento do bebê, o obstetra que acompanha a gestante também poderá avaliar se há contraindicações com relação ao sexo.

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De acordo com a médica, mesmo estando liberada para o ato sexual, boa parte das mulheres – e até mesmo muitos parceiros – acredita que a penetração possa prejudicar o crescimento do bebê ou provocar um aborto. Mas isso não acontece, segundo explica a obstetra. “O bebê está protegido pelo colo do útero, pelo tampão vaginal e pela bolsa amniótica”, diz Flávia.

Já no final da gestação, outra preocupação comum é que a prática do sexo possa adiantar o parto. A desconfiança tem fundamento. É que o sêmen muda o PH vaginal e, junto com o orgasmo, pode estimular o início das contrações uterinas. “Em tese, isso pode acontecer, sim. O esperma tem prostaglandina, um dos desencadeadores do trabalho de parto. No entanto, o volume é muito pequeno e, na prática, não é o que se percebe”, esclarece o ginecologista e obstetra Armindo Hueb, especialista em partos de risco.

Renato Munhoz (Arte iG)

A posição campeã no quesito conforto é a ‘De Ladinho’, ou seja, aquela que a mulher fica de costas para o parceiro

Posições mais recomendadas

Quando se fala em sexo na gestação é preciso ter em mente que, com o passar dos meses, algumas limitações corporais vão surgindo naturalmente, especialmente por conta do crescimento da barriga e, às vezes, até dores na coluna. Desta forma, os casais devem priorizar o conforto, para que a mulher consiga sentir prazer durante o ato sexual.

E a posição campeã no quesito conforto é a “De Ladinho”, ou seja, aquela que a mulher fica de costas para o parceiro, segundo comenta a sexóloga Carmen Janssen. “Assim a mulher apoia a barriga na cama e fica com o corpo mais descansado”, diz.

Outra opção recomendada pela especialista, principalmente quando a barriga estiver maior, é aquela chamada de “Agachamento Erótico”, na qual o parceiro fica com as costas na cama e a mulher fica por cima, com uma perna de cada lado. “Nesta posição, ela pode controlar a penetração e o ritmo do sexo”, afirma. No entanto, seja qual for a posição sexual, ao sentir qualquer incômodo, a melhor atitude é interromper o ato e, depois, relatar o ocorrido ao obstetra.

Falta de apetite sexual

Mas não somente as dúvidas sobre a saúde sexual que preocupam as mulheres no período gestacional. Com as transformações no corpo, enjoos, dores nos seios e nas costas, além do “sobe e desce” de emoções por conta das alterações hormonais, muitas grávidas ficam com a libido em baixa. “São muitas mudanças físicas e psicológicas e, às vezes, a mulher tem dificuldade em lidar com o sexo”, diz a sexóloga Carmen Janssen, membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana.

A especialista diz que, se a gestante não se sente à vontade para transar, o melhor a fazer é conversar francamente com o parceiro. No entanto, Carmen lembra que, do ponto de vista físico, a mulher costuma até ter uma maior lubrificação vaginal neste período, o que poderia ajudar na penetração. “Também é importante ressaltar que quanto menos a gente se estimula, menos vontade a gente tem de transar. Então, às vezes, é bom tentar, respeitando sempre as limitações, claro”, afirma a sexóloga.

É claro que a perda da libido não acontece com todas as mulheres. Pelo contrário, algumas se sentem tão felizes e exuberantes com a gravidez que têm até mais vontade de transar, segundo afirma o psiquiatra e sexólogo Joaquim Zailton Motta. Para ele, há ainda outras formas de praticar o sexo, não somente com a penetração, e a gestante pode procurar o caminho mais confortável. “O melhor sexo é aquele que implica a participação do corpo inteiro e, não, o que se foca apenas nos genitais. É preciso explorar todo o corpo, fazer massagens, procurar zonas erógenas. Na gravidez, às vezes aparecem até áreas novas de prazer”, diz Motta.

 

 

iG

Solânea: Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, promove ENCONTRO DE CONVIVÊNCIA com gestantes

 

aderlaneUm evento ocorrido, na ultima quinta-feira,12, em parceria com a Prefeitura Municipal de Solânea e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, intitulado ENCONTRO DE CONVIVENCIA com as gestantes carentes do município, promoveu palestra, dinâmica de afetividade e entrega de enxovais no Centro de Convivência(antigo PETI).

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Contando com a presença do vice -prefeito do município Kaiser Rocha e sua esposa Marcia Rocha, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania Aderlane Maia e do Psicólogo Jivago Fialho, a palestra teve inicio as 09hs30min.

marciaCom um grande publico presente, que contou inclusive com esposos e familiares das gestantes. Após a abertura do evento, com Aderlane Maia, a palestra fiocu por conta de Jivago Fialho, que abordou os temas: a maternidade e os cuidados com a infância e ainda a importância da amamentação como um ato de amor, destacando que a palavra amamentação tem origem em AMA.

Aderlane Maia sugeriu que nos próximos enxovais as gestantes participassem da confecção do vestuário afim de acrescentar o vinculo mamãe bebe, antes mesmo do nascimento, sugestão elogiada por todos do recinto. Logo após a palestra as gestantes receberam os enxovais, e degustaram um lanche preparado especialmente para o momento, assim como todos ali presentes.

 

 

Fonte: Prof. Gederlandio A.Santos Assessoria de Comunicação

NASF e CRAS de Remígio realizam 2º encontro do grupo de apoio a Gestantes

nasfA Prefeitura Municipal de Remígio, através do Núcleo de Apoio a Saúde da Família – o NASF – e do Centro de Referência à Assistência Social – CRAS –, realizaram nessa terça (06/08), no período da manhã, o segundo encontro do grupo de gestantes da cidade de Remígio.

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Na oportunidade, os profissionais do NASF e do CRAS realizaram palestras informativas sobre gravidez e deram orientações as gestantes. Além de palestras de orientação às grávidas, o grupo oferece serviços de saúde e oficinas para confecção de roupas de enxoval para os bebês.

 

(SECOME/PMR)

Senado aprova benefício integral para gestantes de alto risco

Brasília – A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou na quarta-feira (5), em caráter terminativo, projeto de lei que garante à gestante de alto risco licença especial remunerada. Pela proposta da senadora e atualmente ministra da Cultura, Marta Suplicy, as gestantes nessa situação terão direito ao valor total do salário de benefício calculado pela Previdência Social durante todo o período de alto risco.

A matéria vai agora à apreciação da Câmara dos Deputados. A licença especial em caso de risco à gestante ou ao bebê terá que ser comprovada por laudo médico.

A relatora da matéria, Lúcia Vânia (PSDB-GO), destacou que entre 15% e 20% das gestações são consideradas de risco. Isso, segundo ela, exige “repouso e cuidados especiais, para a preservação da mãe e da criança, o que demanda o afastamento da mulher grávida de suas funções profissionais habituais”.

Lúcia Vânia ressaltou ainda que a legislação já contempla a garantia de emprego à grávida, inclusive no período de licença-maternidade de quatro meses. Segundo a senadora, a mesma lei também estabelece o recebimento de auxílio-doença nos casos em questão. “Essa regulamentação [prevista na legislação em vigor], contudo, não é isenta de problemas, o que justifica a aprovação do projeto de lei”.

Entre essas pendências ela destacou que a lei em vigor não prevê os parâmetros de fixação do valor e da concessão do benefício. O projeto define o pagamento do auxílio-doença no valor integral do salário.

Marcos Chagas, Repórter da Agência Brasil
Focando a Notícia

Gestantes com vaga temporária não podem ser demitidas

Este ano, empresários que contratarem funcionários temporários para o período das festas de Natal e Ano Novo devem ficar atentos a direitos extras conquistados por estes trabalhadores.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) modificou, no mês passado, seu entendimento nas súmulas 244 e 378, estendendo o direito à estabilidade no emprego aos contratos temporários, no caso dos empregados que sofram acidente de trabalho e de empregadas gestantes. Isso significa que o contrato firmado com tais funcionários muda de temporário para prazo indefinido em qualquer uma das situações, e eles não podem ser dispensados.

“No caso da mulher que fica grávida, a estabilidade prevista em lei vai desde a concepção até cinco meses após o parto. Já o funcionário que sofrer acidente de trabalho tem seu tempo de afastamento determinado pelo INSS \[Instituto Nacional do Seguro Social], e depois não pode ser demitido por um ano”, explica a advogada Daniela Moreira Sampaio Ribeiro, especialista em direito trabalhista.

A advogada esclarece que, a rigor, não há obrigatoriedade de cumprir a decisão do TST, uma vez que as súmulas editadas pelo órgão não têm força de lei. “O que a súmula está dizendo é que o tribunal pensa dessa forma. Não é obrigatório, mas, se o empregado recorre à Justiça, é certo que vai ganhar.

Todos os tribunais e juízes costumam seguir a orientação do TST”, destaca. Mariana ressalta que o entendimento se aplica a qualquer tipo de contrato com prazo definido. Além das contratações temporárias de fim de ano, estão incluídos, por exemplo, os contratos em caráter de experiência por um período de 90 dias.Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), Antônio Augusto de Morais, o entendimento do TST pode ter como consequência uma desvantagem para as mulheres no momento da contratação.

“O lojista, o empresário, ao fazer a seleção de seus candidatos, poderá dar preferência ao funcionário do sexo masculino, por não existir obrigatoriedade de mantê-lo.”Morais ressalta, porém, que a prática de não dispensar funcionários que sofrem acidente de trabalho, mesmo que seu contrato seja temporário, já é vigente no mercado. “Nenhuma empresa vai demitir um trabalhador que se acidentou. O temporário goza de todos os direitos legais do efetivado, com exceção das férias proporcionais. Apenas o entendimento sobre as gestantes traz novidade”, destaca o empresário.

Terra

Teste rápido de sífilis será incluído em programa para gestantes do SUS

O objetivo é eliminar a transmissão da doença de mãe para filho, até o ano de 2015


Foram apresentadas, na quarta-feira (3), as ações que estão sendo realizadas para implantação do teste rápido de sífilis congênita na rede de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é eliminar a transmissão da doença de mãe para filho, até o ano de 2015.

As ações foram apresentadas durante videoconferência com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Dados de 2011 apontam que são cinco casos de sífilis em mulheres para cada mil nascimentos. O comprometimento do Brasil para a eliminação da sífilis congênita, até 2015, faz parte dos Objetivos do Milênio.

Até o fim do ano, 340 mil testes serão enviados aos estados, que deverão utilizar o exame na estratégia Rede Cegonha, qualificando, assim, o pré-natal que é ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A detecção precoce da doença possibilita o tratamento para que não haja risco de transmissão da gestante para o bebê”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Por isso, para que o diagnóstico e tratamento sejam eficazes, é importante a realização do teste rápido durante o pré-natal.

Fazem parte das estratégias de apoio do ministério para implantação do teste na Atenção Básica a divulgação do material para capacitação de multiplicadores no âmbito da Rede Cegonha, disponível na página especial da rede, e a realização de videoconferências específicas com as coordenações de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), Atenção Básica e Saúde da Mulher.

Esses encontros acontecem mensalmente e têm a função de acompanhar o andamento da implementação do teste e das ações de redução da mortalidade materna nos estados.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, é importante que os estados elaborarem um plano de eliminação da sífilis congênita. “Nós vamos dar todo apoio, mas é importante a mobilização de municípios e dos estados”, enfatizou.

A doença
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência é as pessoas se despreocupam e não buscarem o diagnóstico e o tratamento.

Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. E, se não tratada, a sífilis pode até levar à morte.

A sífilis congênita é a transmissão da doença de mãe para o bebê, também conhecida como transmissão vertical. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte da criança.

O diagnóstico se dá por meio de exame de sangue, que deve ser prescrito no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no terceiro trimestre da gestação e repeti-lo antes do parto, já na maternidade.

Além da transmissão vertical, a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

OMS
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da organização de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos.

Rede Cegonha

FAMERP/Radiologia Diagnóstica O teste rápido de sífilis congênita está sendo implantado na Atenção Básica do Ministério da Saúde

  • O teste rápido de sífilis congênita está sendo implantado na Atenção Básica do Ministério da Saúde

Lançada em março do ano passado pelo governo federal, a Rede Cegonha é um programa que visa garantir atendimento de qualidade a todas as gestantes pelo SUS, desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida do bebê. Ela terá atuação integrada às demais iniciativas do sistema para a saúde da mulher.

A rede prevê, ainda, a qualificação dos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento às mulheres durante a gravidez, parto e puerpério (pós-parto), bem como a criação de estruturas de assistência, como a Casa da Gestante e a Casa do Bebê, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.

As boas práticas de atenção ao parto e nascimento serão exigidas nas maternidades. Uma delas é o direito a acompanhante de livre escolha da mulher durante todo o trabalho de parto. O ambiente em que a mulher dará a luz deve ser adequado para oferecer privacidade e conforto para ela e seu acompanhante. A mulher tem acesso a métodos de alívio da dor e a possibilidade de ficar em contato pele a pele com seu bebê imediatamente após o nascimento, prática que é benéfica para os dois.

Com ações que vão desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do bebê, a Rede Cegonha vem qualificando e ampliando a assistência à mulher e ao bebê. A estratégia já conta com a adesão de mais de 4.759 municípios brasileiros.

Estima-se que, atualmente, 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

Fontes:
Ministério da Saúde
Portal Brasil