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Suspensão de gastos com festejos juninos da PB deve gerar economia de mais de R$ 1 milhão

torresO decreto suspendendo o patrocínio dos festejos juninos nas cidades da Paraíba, publicado nesta terça-feira (19), no Diário Oficial do Governo do Estado, deve gerar uma economia de pouco mais de R$ 1 milhão. A estimativa foi feita pelo Secretário de Comunicação Institucional do Governo do Estado, jornalista Luís Torres.

“Se você contar tudo é capaz de passar de R$ 1 milhão em termos de economia, mas vale ressaltar que essa suspensão se restringe apenas ao patrocínio com estrutura e contratação de bandas”, disse.

Segundo Torres, o decreto não atingirá os eventos já conduzidos pelo Governo do Estado, a exemplo do Salão do Artesanato, em Campina Grande e também não privará os municípios de receberem o aparato logístico necessário para a realização de seus eventos.

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“O decreto suspende o patrocínio, o gasto e o investimento do governo com festejos e eventos, ressalvados, obviamente, aqueles que são já conduzidos exclusivamente pelo Estado, a exemplo do Salão de Artesanato. Mas em geral pega todos os municípios da Paraíba e todos os eventos, mas isso não inclui a questão de todo o apoio logístico que o governo naturalmente concede aos municípios, tais como o aparato de Segurança, Bombeiros, Saúde, Detran, todo o trabalho e estrutura do estado que diz respeito aos serviços que são necessários, estes estão garantidos e assegurados, não haverpa comprometimento nesse sentido”, explicou.

O decreto suspende por 60 dias despesas voltadas para a realização de “festividades, eventos culturais, solenidades, confraternizações, festas, enfeites, presentes e outras situações similares, ressalvados os casos relacionados às ações governamentais”.

“Ficam suspensas, pelo prazo de 60 dias, a contar da publicação deste decreto, as despesas públicas para quaisquer beneficiários com finalidade de patrocínio e de apoio à realização de festividades, eventos culturais, solenidades, confraternizações, festas, enfeites, presentes e outras situações similares, ressalvados os casos relacionados às ações governamentais. As disposições contidas neste artigo não se aplicam aos serviços públicos essenciais das áreas de saúde, segurança e educação, desde que a prática de tais atos esteja condicionada à existência de disponibilidade orçamentária e financeira”, diz o decreto.

REAÇÃO

Já o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), reagiu ao decreto do governador Ricardo Coutinho (PSB), que suspendeu despesas com festividades nos próximos 60 dias, o que implicará no veto ao apoio do governo ao Maior São João do Mundo, que conta com 30 dias de festa.

O tucano lamentou a decisão do socialista ao afirmar que a crise hídrica não justifica a ausência de repasses da administração estadual para o São João de Campina Grande.

“Só tenho a lamentar. A falta de água nós enfrentamos, não é a primeira vez. O argumento seria ter investido previamente”, disse.

Romero Rodrigues afirmou ainda que o fato de o governo não promover festividades juninas paralelas só comprova os fins eleitoreiros do evento realizado no ano passado.

PB Agora

Pedidos para fazer ligações pelo Whats podem gerar sequestros e golpes

clone-do-whatsappDepois de uma longa espera, os usuários do WhatsApp para Android finalmente puderam comemorar a chegada do recurso de chamada de voz no mensageiro. Porém, ainda em fase de testes, a atualização chegou para poucos felizardos. Em decorrência disso, uma onda de usuários com a nova versão, e supostamente muito “solícitos”, se ofereceram para fazer chamadas de voz pelo app a outros donos de Android – única forma de conseguir o novo recurso. Porém, quais serão os riscos de divulgar o número do telefone na Internet?

Depois de anunciar a nova funcionalidade, muitos usuários se ofereceram através de comentários em blogs e sites da web para fazer as chamadas de voz, e assim, “repassar” o novo serviço do mensageiro a outras pessoas. Isso levou – e continua levando – milhares de leitores a divulgarem seus números de telefone. E para avaliar os riscos que estas pessoas estão correndo, o TechTudo entrou em contato com o Especialista da Informação Digital da Symantec, Nelson Barbosa, que alertou para os problemas por trás destas ações impensadas.

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Conheça os perigos
Barbosa explicou que existem diversas formas de usar o contato telefônico de alguém de forma mal-intencionada e que esta atitude pode trazer muitas dores de cabeça aos internautas. “Os problemas são muitos e podem ir desde chateações simples como os famosos trotes ou ligações de call centers até inconvenientes mais graves, como as ligações de falsos sequestros – modalidade de golpe muito frequente no Brasil, em que os ladrões fingem estar com algum familiar da pessoa e pedem dinheiro em troca. Normalmente, eles descobrem alguns dados pessoais da vítima e usam as informações para a situação parecer mais real”, explicou Barbosa.

O especialista alerta ainda que existe outra modalidade de golpe sendo divulgada pela Internet, em que os cibercriminosos enviam um link para o celular do usuário e pedem para acessá-lo, garantindo que assim ele vai conseguir baixar o recurso de chamada de voz do WhatsApp.

A mensagem falsa, em tradução livre diz: “Parabéns!! Você foi convidado a experimentar o Ligações Por WhatsApp! Convide 10 amigos ativos no WhatsApp para ativar o Ligações por WhatsApp”. Ao clicar no botão “Activate Now”, o usuário é redirecionado para um site fraudulento, que captura todos os contatos daquele telefone. O portal, então, passa a enviar spams para seus amigos, além de não ativar a função de chamadas de voz via mensageiro.

O que fazer para conseguir o recurso?
Como dica para os usuários que não querem aguardar a liberação oficial do recurso, Barbosa recomenda pedir ligações de voz apenas para pessoas conhecidas. “Opte por contatos do seu ciclo social. Assim, você limita o alcance do seus dados pessoais e diminui muito os riscos que vai correr ao divulgar seu telefone. Até porque, muito provavelmente àquele amigo, que é do seu meio, já terá seu telefone na agenda dele”, explicou o especialista.

Já divulgou seu telefone. E agora?
Se você já divulgou seu telefone na Internet e não existe a possibilidade de apagar àquela publicação, o jeito agora é não correr mais nenhum risco, evitando falar com pessoas que você não conhece. Barbosa explica que se algum desconhecido entrar em contato com você, o recomendado é não responder as mensagens. “Se você não sabe quem é aquele contato, ignore-o. Não abra mais as mensagens, nem acesse nenhum link enviado por ele. Pode ser um golpe, e o link pode comprometer o seu smartphone”, disse.

180 Graus

China pode gerar 3ª onda da crise econômica pós-2008

china1O editor de economia da BBC, Robert Peston, investigou como a desaceleração econômica da China pode levar a uma “terceira onda” da crise econômica que abalou o mundo em 2008. Além do artigo abaixo, o resultado desse trabalho é a reportagem especial “How China Fooled the World” (“Como a China enganou o mundo”, em tradução livre), transmitido no Reino Unido pelo canal de TV BBC 2 nesta semana .

 

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Poucas pessoas já ouviram falar da cidade chinesa de Wuhan. Mas ela, mais do que qualquer outra cidade do país, evidencia como as três extraordinárias décadas de modernização e enriquecimento da China, bem como seu milagre econômico, parecem estar perto do fim – e por que isso traz um sério risco para os mercados mundiais.

 

O prefeito de Wuhan, Tang Liangzhi, está gastando o equivalente a quase R$ 800 bilhões em um plano de desenvolvimento de cinco anos que tem como objetivo transformar a cidade – que já tem 10 milhões de habitantes – em uma megametrópole mundial capaz de disputar com Xangai o posto de segunda maior cidade do país.

 

O ritmo dos gastos em Wuhan é impressionante: estão em construção centenas de edifícios residenciais, anéis viários, pontes, ferrovias, um sistema de metrô e um aeroporto internacional. O centro da cidade está sendo demolido para dar lugar a um centro comercial, incluindo um arranha-céu de mais de 600 metros de altura que custará R$ 11,9 bilhões.

 

A reforma de Wuhan serve para contar uma história mais ampla. Nos últimos anos, a China construiu um novo arranha-céu a cada cinco dias, mais de 30 aeroportos, sistemas de metrô em 25 cidades, as três pontes mais extensas do mundo e mais de 9,6 mil quilômetros de rodovias de alta velocidade, além de empreendimentos imobiliários comerciais e residenciais em larga escala.

 

Há duas formas de enxergar esse movimento: trata-se, é claro, de uma modernização necessária em um país que se urbaniza rapidamente. Mas é também um sintoma de uma economia desequilibrada, cujas recentes fontes de crescimento não são sustentáveis.

 

Associada às recentes tensões nos mercados financeiros, a desaceleração econômica chinesa pode ser vista como uma terceira onda da crise iniciada em 2007 e 2008 (a primeira foi a crise em Wall Street e na City de Londres; a segunda, a da zona do euro).

Estímulo

Wuhan, na ChinaWuhan é palco de grandes obras de infraestrutura

Em 2008, após o colapso do banco Lehman Brothers, o mundo presenciou um encolhimento dramático do comércio mundial. Isso foi catastrófico para a China, que tinha um crescimento muito dependente das exportações ao Ocidente. Quando as economias ocidentais pararam, diversas fábricas chinesas foram paralisadas.

 

Na ocasião, a BBC testemunhou hordas de migrantes chineses pobres sendo forçados a voltar para suas aldeias. A situação alarmou o governo e ameaçou o acordo implícito entre o Partido Comunista e a população chinesa, que abriu mão de direitos democráticos em troca de prosperidade econômica.

 

Como resposta, o governo chinês lançou um pacote de estímulo de dimensões gigantescas – o equivalente a R$ 1,5 trilhão de gastos estatais diretos – e instruiu que bancos “abrissem a carteira” e emprestassem dinheiro como se não houvesse amanhã.

 

A estratégia funcionou, a seu modo. Enquanto muitas das economias ocidentais e o Japão estagnaram, a China viveu anos de grande expansão, retomando o crescimento na casa dos 10% anuais.

 

Mas as fontes de crescimento eram limitadas e, desde então, mudaram.

 

Excessos e crédito

Mesmo antes do pacote de estímulo, a China investia a taxas maiores do que quase todos os demais países na história.

 

Antes da crise de 2008, o investimento estava em torno de 40% do PIB, três vezes mais do que a maioria dos países desenvolvidos. Após a crise, graças aos estímulos e às obras de infraestrutura, os investimentos subiram para 50% do PIB, um nível sem precedentes, e ali continuaram.

 

A questão é que, quando uma grande economia investe nesse ritmo para criar empregos e riqueza, possivelmente não obterá retorno de grande parte dos investimentos – que são muito maiores do que qualquer decisão racional dos empresários.

 

É por isso que a China tem vastos empreendimentos imobiliários – ou mesmo cidades inteiras – com luzes que nunca foram acesas e com estradas que mal foram percorridas por veículos.

 

O que torna tóxica uma grande parte desse investimento é seu financiamento: uma explosão nos empréstimos. A proporção das dívidas chinesas em relação ao PIB tem crescido rapidamente.

 

A analista Charlene Chu, que era da agência Fitch, explica a fartura de crédito: “A maioria das pessoas sabem que houve uma grande expansão de crédito na China, mas não conhecem sua dimensão. No começo de 2008, o setor bancário chinês tinha um tamanho em torno de US$ 10 trilhões. Agora, tem entre US$ 24 e 25 trilhões. Esse aumento é equivalente ao total do setor bancário comercial americano, que levou mais de um século para ser constituído”.

 

O Ocidente aprendeu a duras penas os perigos de um sistema financeiro que cria muito crédito rapidamente. Além disso, no caso da China, boa parte dos endividamentos está oculta, financiada por instituições chamadas de “shadow banks” (bancos sob a sombra, em tradução literal), à margem do sistema financeiro tradicional.

 

Não há exceções na história das finanças: conceder empréstimos nessa escala faz com que os devedores não consigam quitar suas dívidas e implica em grandes perdas aos credores. A questão não é se isso vai acontecer, mas quando e qual a dimensão dos seus efeitos.

 

É por isso que vimos alguns episódios recentes de estresse nos mercados financeiros chineses, o que pode prenunciar problemas mais graves.

 

Perigos

Quando o crescimento é gerado por um grande período de investimento lastreado em dívida, há dois desdobramentos possíveis: se essa grande expansão é encerrada cedo o bastante e de modo controlado e a economia é retomada de maneira sustentável, ocorre uma retração econômica, mas desta forma evita-se um desastre. No entanto, se a concessão de crédito passa dos limites, uma crise se torna inevitável.

 

Então, qual será o desfecho do milagre econômico chinês?

 

O governo anunciou reformas que, em tese, podem reequilibrar a economia nos próximos anos ao trocar o investimento baseado em crédito por outro baseado no consumo.

 

Mas as reformas estão em estágio inicial, e a concessão de crédito continua. E mais: a atual explosão de investimentos nos setores imobiliário e de infraestrutura tem gerado tantos lucros a milhares de autoridades do Partido Comunista que há dúvidas quanto à habilidade do governo central em implementar mudanças.

 

Além disso, existem as consequências sociais: um crescimento econômico mais lento pode não ser suficiente para satisfazer a ânsia dos chineses por mais empregos e um padrão de vida melhor, algo que pode desencadear protestos populares.

 

Mas e se a bonança de crédito não for contida? Poderíamos estar diante de uma crise que chacoalharia não apenas a China, mas o mundo inteiro.

 

O recente crescimento chinês deu forma ao mundo como o conhecemos hoje: propiciou aos ocidentais a compra de produtos baratos e, para países exportadores (como o Brasil), a venda de commodities. O outro lado é que os preços mundiais dos alimentos e da energia subiram e a influência chinesa no resto do mundo mudou o equilíbrio de poder global.

 

Será que uma China enfraquecida traria benefícios ao Ocidente? Talvez não fosse algo totalmente ruim. Mas uma China repentinamente incapaz de prover o crescente padrão de vida esperado por seu povo seria um país mais instável – e também mais perigoso.

 

BBC Brasil