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Exame genético confirma que preso estuprou cinco na região de Campina Grande, diz polícia

Exames de material genético confirmaram que um homem preso em outubro do ano passado estuprou pelo menos cinco vítimas em Campina Grande e Esperança. O preso, de 42 anos, é suspeito de ter estuprado pelo menos 15 mulheres na região. A informação foi confirmada no domingo (7) pela polícia.

O homem foi preso por moradores na zona rural do município de Esperança no dia 31 de outubro depois que ele teria tentando estuprar uma idosa, mas foi flagrado por vizinhos. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola e uma motocicleta com placas do estado de Pernambuco.

Segundo a polícia, o material genético colhido em uma das mulheres vítimas de violência foi confrontado com outras amostras presentes no banco nacional de perfis genéticos, para que houvesse a confirmação sobre a autoria dos crimes.

O suspeito estava sendo procurado pela polícia há mais de três meses e, depois de preso, foi reconhecido por pelo menos 15 mulheres vítimas de estupro em Esperança, Areial, Montadas, Pocinhos, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça e Remígio.

Os detalhes da investigação devem ser divulgados em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (8).

G1

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Paraíba será primeiro Estado do Brasil a implantar banco genético de condenados

dnaDados genéticos de condenados por crimes dolosos com violência grave e por crimes hediondos serão coletados a partir da próxima semana no Estado. A medida vai atender a Lei Federal nº 8.072/2012, que alterou a Lei de Execuções Penais, e será executada pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), por meio do Instituto de Polícia Científica (IPC), em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com o perito Sérgio Marques, administrador do Banco Estadual de Perfis Genéticos, o IPC já recebeu da Gerência Executiva da Seap um cadastro com nomes de 95 condenados que estão na Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, em Mangabeira, e a coleta de material genético será iniciada na próxima semana. “Essa primeira etapa do trabalho será finalizada ainda em setembro e a partir daí iremos realizar a coleta em outras unidades prisionais, incluindo aquelas do Sertão do Estado”, explicou.

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O representante do Instituto ainda acrescentou que a Paraíba já tem um banco de dados genéticos com informações colhidas em locais de crime, que são compartilhadas com outros Estados do país por meio do CODIS (Combined DNA Index System), software do FBI e adquirido pelo Brasil.

O secretário da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, frisou que a iniciativa da Paraíba revela comprometimento dos órgãos envolvidos pela pasta, a fim de prevenir e solucionar crimes no Estado. “Além da interação em caráter nacional, no que se refere aos presos condenados, ainda temos o Banco de Dados de locais de crime, que contribui para a elucidação desses casos e qualifica ainda mais o trabalho policial”, afirmou. Ele ainda acrescentou que o Laboratório de DNA da Paraíba foi o primeiro a ser implantado no Norte e Nordeste do Brasil e conta hoje com equipamentos de alta capacidade, além de oito peritos pós-graduados.

Para o secretário de Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, este é mais um passo importante no processo de modernização do sistema prisional do Estado. “Esta é uma Lei do ano de 2012, que modifica a Lei das Execuções Penais, datada de julho de 1984 e acrescenta a mesma o artigo nono, que versa sobre a identificação do perfil genético de DNA com técnica adequada e incolor, que é exatamente o que vai acontecer a partir de agora, com a coleta de saliva e o acondicionamento deste material em banco de dados que ficará sob responsabilidade do IPC, que vem nos apoiando de forma incondicional neste processo”, comentou.

Banco nacional de perfis genéticos – O compartilhamento de informações entre as unidades federativas e o Banco Nacional de perfis genéticos é realizado por meio de uma Rede Integrada de Bancos de Perfis. Todo o trabalho é acompanhado por um Comitê Gestor, que tem representações das Secretarias da Segurança de todos os Estados, do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, entre outros.

As informações contidas nos bancos de dados não poderão revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de gênero, de acordo com as normas internacionais dos direitos humanos. Estes dados são sigilosos e ao término do prazo estabelecido em lei para a prescrição do delito haverá a exclusão do perfil genético dos sentenciados.

Segundo a lei, serão incluídas na rede informações de condenados por homicídios, latrocínio, extorsão qualificada pela morte, extorsão mediante sequestro e na forma qualificada, estupro, estupro de vulnerável, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e, ainda, o favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente, ou ainda de vulnerável.

SecomPB

Estudo genético explica por que cão é o melhor amigo do homem

LupinhoPesquisadores descobriram que as adaptações que permitiram com que cachorros conseguissem digerir carboidratos foram cruciais para a domesticação dos animais. Para chegar a esta conclusão, uma equipe de cientistas suecos comparou os genomas de cães e lobos e identificou 36 regiões com genes relacionados ao desenvolvimento cerebral e ao metabolismo do amido.

 

“Nossos resultados mostraram que estas adaptações nos ancestrais dos cães modernos permitiram uma dieta rica em amido, ao contrário da dieta carnívora dos lobos, e constituiram algo muito importante para o primeiro passo da domesticação de cão há cerca de dez mil anos”, disse Erik Axelsson, pesquisador do departamento de Bioquímica da Universidade de Uppsala e autor principal do estudo publicado esta semana no periódico científico Nature .

Axelsson explica que estudos anteriores afirmam que a domesticação dos cães começou quando lobos foram atraídos pelos restos de alimentos nos primeiros assentamentos humanos. A partir desta estratégia para se obter alimento começou um processo de seleção natural. O lobo se mostrou mais eficiente para se alimentar da carne e fugir com frequência quando os humanos se aproximavam.

 

“Uma peça totalmente nova para este quebra-cabeça é a descoberta da digestão mais eficiente do amido pelos cachorros”, disse Axelsson. Para ele, isto indica que a eficiente alimentação de restos orgânicos deixados pelos humanos incluía ter um eficiente sistema para digerir os restos dos alimentos em um momento em que o ser humano iniciava a prática da agricultura, justamente com os cereais que compõem alimentos cheios de amido como o pão.

“Apenas os lobos que podiam fazer bom uso dos escassos restos de comida sobreviveram para se tornarem os ancestrais dos cachorros de hoje. Tanto as diferenças de comportamento quanto as diferenças digestivas se mostraram importantes neste processo”, disse.

Genética reflete comportamento
A diferença entre cães e lobos parece mesmo intrigar cientistas. Na semana passada uma pesquisadora da Universidade de Massachusetts em Amherst, nos Estados Unidos, publicou um estudo que analisou o comportamento de filhotes de cães e lobos . O estudo não envolvia análise genética, mas também pode observar diferença importantes entre os animais.

Kathryn Lord, pesquisadora que conduziu o estudo comportamental, concluiu que filhotes de cães e lobos começam a explorar o mundo de forma distinta durante o desenvolvimento. Ela afirmou que e isso explica porque lobos não conseguem ser domesticados.

Perguntado sobre o estudo de Kathryn, Axelsson afirmou que ele reafirma que existem muitas diferenças genéticas que afetam o desenvolvimento dos genes do sistema nervoso dos animais. “Os genes relacionados neste estudo são também genes que governam o desenvolvimento do cérebro. São sinais muito fortes que sugerem que as mutações nestes genes explicariam o que foi reportado no estudo de Lord”, disse.

 

 

iG

Teste genético poderia ajudar a prever câncer de mama, diz pesquisa

Um teste genético poderia ajudar a prever o câncer de mama anos antes de a doença ser diagnosticada, segundo uma nova pesquisa.

O teste analisa como os genes são alterados por fatores externos, como álcool e hormônios, um processo conhecido como epigenética.

Os cientistas acreditam que uma em cada cinco mulheres possui um tipo de “interruptor genético”, ou seja, um elemento que “liga e desliga” genes, que duplica o risco de câncer de mama.

A partir das descobertas, eles esperam desenvolver um exame de sangue simples que possa ajudar a indicar quais mulheres têm maior tendência de desenvolver a doença.

Glóbulos brancos

No trabalho publicado na revista científica Cancer Research, os cientistas do Imperial College London analisaram amostras de sangue de 1.380 mulheres de diversas idades, 640 das quais desenvolveram câncer de mama.

Eles encontraram uma forte ligação entre o risco de ter a doença e a modificação molecular de um único gene, chamado ATM, que pode ser encontrado nos glóbulos brancos.

Os pesquisadores tentaram, então, descobrir o que estava causando esta alteração e procuraram especificamente por um efeito químico chamado metilação, que atua como um “interruptor genético”.

“O desafio agora é como incorporar toda esta nova informação aos modelos de computador que são usados atualmente para prever riscos individuais.”

James Flanagan
Imperial College London

As mulheres que apresentaran os maiores níveis de metilação afetando o gene ATM tinham duas vezes mais chance de desenvolver câncer de mama na comparação com aquelas que apresentaram os níveis mais baixos.

Em alguns casos, as alterações eram evidentes até 11 anos antes de a doença ser diagnosticada.

Epigenética

“Sabemos que a variação genética contribui para o risco de uma pessoa ter determinadas doenças”, disse James Flanagan, que liderou o novo estudo.

“Com esta nova pesquisa, agora também podemos dizer que a variação epigenética, ou diferenças na maneira como os genes são modificados, também tem um papel.”

Flanagan espera que nos próximos anos seja possível descobrir outros genes que afetam o risco de uma mulher apresentar câncer de mama.

“O desafio agora é como incorporar toda esta nova informação aos modelos de computador que são usados atualmente para prever riscos individuais.”

Ainda não se sabe exatamente por que o risco de câncer de mama pode estar ligado a mudanças em um gene de glóbulos brancos, mas a equipe prevê que um exame de sangue pode ser usado em conjunto com outras informações, como histórico familiar e presença de outros genes conhecidos de câncer de mama, para ajudar a identificar as mulheres com maior risco de desenvolver a doença.

BBC Brasil