Arquivo da tag: Garotinho

Garotinho paga fiança para sair da prisão no Rio

 (Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo)
(Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo)

O TRE/RJ informou na noite desta sexta-feira (25) que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho já pagou a fiança de R$ 88 mil, estabelecida pelo TSE como condição para a revogação de sua prisão domiciliar.

O tribunal regional relatou, em nota, que recebeu nesta sexta o comunicado com o voto da ministra Luciana Lóssio, anulando a decisão inicial de prisão. Ainda segundo o TRE, após a notificação, o juízo da 100ª Zona Eleitoral (Campos dos Goytacazes) determinou que fosse aberta uma conta depósito para o pagamento da fiança e comunicou o advogado de Anthony Garotinho. “A fiança, no valor de R$ 88 mil, já foi paga”, acrescentou o tribunal, em nota.

Ainda de acordo com o TRE, o Juízo da 100ª ZE já entrou em contato com o Juízo da 3ª Zona Eleitoral (Flamengo – Capital), que abrange o domicílio do ex-governador, para que seja feita a verificação de antecedentes de Garotinho. Depois do procedimento, o oficial de justiça deve cumprir a decisão que revogou a prisão e, além disso, pegar a assinatura de Garotinho no documento em que ele se compromete a cumprir todas as medidas cautelares impostas no despacho judicial.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia revogado o mandado de prisão contra Garotinho, decretado nesta quinta (24). A determinação da Justiça havia sido decretada antes da operação Chequinho, da Polícia Federal, que prendeu suspeitos de envolvimento com um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Na mesma decisão que anulava a prisão, o TSE estabeleceu uma série de restrições. Os ministros proibiram Garotinho de ter contato com testemunhas do processo e determinaram que ele não poderá mudar de endereço e se ausentar da residência por mais de três dias sem avisar o juiz do caso.

Garotinho também não poderá retornar, até o final do processo, a Campos de Goytacazes, município do Rio administrado pela mulher dele, Rosinha Garotinho, no qual ele exercia o cargo de secretário de Governo.

Segundo as investigações, o ex-governador comandava um esquema de compra de votos na cidade.

Garotinho foi preso no dia 16 acusado de, como secretário municipal, ter ampliado o programa social Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário, para corromper eleitores.

A defesa do ex-governador afirma que ele passou mal após ser preso na semana passada. Na ocasião, Garotinho foi levado para o Hospital Souza Aguiar, da rede pública.

De lá, foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.

Prisão domiciliar
No dia 18, a relatora do caso no TSE, ministra Luciana Lóssio, liberou Garotinho para uma cirurgia do coração em hospital particular, desde que ele pagasse do próprio bolso, e também autorizou que cumprisse prisão domiciliar.

Na sessão desta quinta no TSE, o advogado de Garotinho, Fernando Fernandes, protestou contra os atos do juiz Glaucenir Silva do Oliveira, que mandou retirar Garotinho à força do hospital particular para voltar à prisão.

“Não se viu nesse país cenas tão horríveis, grotescas e desumanas como foram televisionadas. […] Cenas de desumanidades que já não se vê em locais de guerra. Os atos cometidos poderiam ter chegado ao fim com um cadáver”, reclamou o advogado.

A relatora do caso no TSE avaliou que a prisão preventiva não era necessária por, segundo ela, não ter ficado provado risco às investigações e também de repetição de novos crimes.

Luciana Lóssio também questionou na sessão a veracidade de depoimentos dados por testemunhas de acusação e ponderou que, como a eleição em Campos já terminou, não poderia mais haver possibilidade de compra de votos.

Outros cinco membros do TSE acompanharam a recomendação de Luciana Lóssio para revogar a prisão do ex-governador: Admar Gonzaga, Luiz Fux, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia e Gilmar Mendes.

Já o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Herman Benjamin, votou para manter a prisão domiciliar.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

TSE revoga prisão de Garotinho, mas impõe fiança de R$ 88 mil

garotinhoO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogou nesta quinta-feira (24) o mandado de prisão decretado na semana passada contra o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que estava cumprindo prisão domiciliar. Para ser solto, no entanto, ele deverá pagar uma fiança de R$ 88 mil.

Na mesma decisão, a Corte eleitoral determinou uma série de restrições ao ex-governador: além de proibição de contato com testemunhas no processo a que responde, ele não poderá mudar de endereço e se ausentar de sua residência por mais de 3 dias sem avisar o juiz do caso.

Também não retornar, até o final do processo, à cidade de Campos de Goytacazes (RJ), cidade onde teria, segundo as investigações, comandado um esquema de compra de votos.

Garotinho foi preso no último dia 16 sob suspeita de, como secretário municipal, ampliar o programa social Cheque Cidadão para corromper eleitores.

Segundo a defesa, ele passou mal após a prisão e foi levado para o Hospital Souza Aguiar, da rede pública. De lá, foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu.

Na última sexta (18), a ministra Luciana Lóssio, do TSE, liberou Garotinho para uma cirurgia do coração em hospital particular, pago por seu próprio bolso, e, posteriormente, determinou sua prisão domiciliar.

Na sessão desta quinta no TSE, o advogado de Garotinho, Fernando Fernandes, protestou contra os atos do juiz Glaucenir Silva do Oliveira, que mandou retirar Garotinho à força do hospital para voltar à prisão, na semana passada.

“Não se viu nesse país cenas tão horríveis, grotescas e desumanas como foram televisionadas. […] Cenas de desumanidades que já não se vê em locais de guerra. Os atos cometidos poderiam ter chegado ao fim com um cadáver”, disse o advogado.

Relatora do caso no TSE, Luciana Lóssio entendeu que a prisão preventiva não era necessária, por não ficar provado risco às investigações e também de repetição de novos crimes. Além de questionar a veracidade de depoimentos dados por testemunhas, disse que, como a eleição em Campos já terminou, não poderia mais haver possibilidade de compra de votos.

Acompanharam a ministra outros cinco membros do TSE: Admar Gonzaga, Luiz Fux, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia e Gilmar Mendes. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Herman Benjamin, votou para manter a prisão domiciliar.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Garotinho ofereceu propina de R$ 5 milhões para evitar prisão, diz juiz

garotinhoA Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) solicitou à Polícia Federal para que investigue denúncia do juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, de que o ex-governador Anthony Garotinho e o filho dele Wladimir Matheus teriam oferecido R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões, por meio de terceiros, para influenciar o magistrado e evitar a prisão do ex-governador. O relato foi feito à Procuradoria Eleitoral pelo próprio juiz, que decretou a prisão do ex-governador e determinou a transferência dele do Hospital Municipal Souza Aguiar para o hospital penitenciário do Complexo Prisional de Gericinó, em Bangu.

De acordo com o procurador regional eleitoral Sidney Madruga, o magistrado relatou que intermediários do ex-governador procuraram pessoas próximas dele para oferecer o dinheiro.

– Foram duas propostas: uma de R$ 1,5 milhão e outra de R$ 5 milhões.

Ainda segundo Madruga, as propostas de propina foram feitas há cerca de um mês, e o juiz resolveu fazer a denúncia agora para preservar as investigações e a operação.

O advogado de Garotinho, Fernando Augusto Fernandes, nega as acusações e informou que vai representar contra o juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazespelo pelo crime de denunciação caluniosa.

“As atitudes do juiz, as cenas grotescas da semana passada e o abuso de autoridade merecem resposta unicamente jurídica. E o juiz irá responder criminalmente por denunciação caluniosa, previstos no Artigo 339″, diz o advogado em nota.

O procurador ressalta que essa não é a única tentativa de interferência nas investigações da Operação Chequinho, sobre uso do programa Cheque Cidadão na compra de votos em Campos, que está sendo investigada. A procuradoria apura também ameaça a um procurador eleitoral de Campos que participava das investigações. Madruga ressalta, porém, que a amaeaça ainda está sendo investigada sob sigilo e não pode ser atribuída a Garotinho.

Ele também enviou ofício à Polícia Federal solicitando explicações sobre o pedido feito pela Corregedoria da Polícia Federal para ter acesso ao inquérito, após Garotinho rerpresentar no órgão contra o delegado responsável pelo caso.

– Podemos ter aí tentativas de influência de três órgãos públicos que devem ser investigadas – diz o procurador.

Em ofício encaminhado na noite de sexta-feira à chefia da Delegacia de Defesa Institucional da PF-RJ (Delinst), Madruga ressalta ainda a gravidade dos fatos apontados, “que configurariam um caso explícito de corrupção”.

“Os fatos devem ser apurados, em caráter urgente, pelo Ministério Publico e Polícia Federal, pois a situação retratada pelo Magistrado é extremamente grave”, diz no pedido de investigação.

O ex-governador foi preso na quarta-feira em seu apartamento no Flamengo, Zona Sul do Rio, na Operação Chequinho. Ele é suspeito de coação de testemunhas e compra de votos utilizando-se o Cheque Cidadão, programa de complemento de renda do governo de Campos, onde é secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho, mulher dele.

Contrariando as determinações médicas, o juiz Glaucenir de Oliveira determinou a tumultuada transferência de Garotinho do Souza Aguiar – onde ficou internado após passar mal no mesmo dia em que foi preso -, para o presídio em Bangu. O Ministério Público do Rio instaurou procedimento para investigar suposto tratamento privilegiado no hospital.

O ex-governador foi levado na quinta-feira à noite para o hospital penitenciário de Bangu, onde permaneceu até a madrugada deste sábado., quando foi transferido para um hospital particular, por meio de determinação de liminar do Tribunal Superior Eleitoral.

O Globo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Aos berros, Garotinho vai para complexo penitenciário de Bangu onde está Cabral

Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Como aliados, os ex-governadores Anthony Garotinho (PR) e Sérgio Cabral (PMDB) dividiram o mesmo palanque até a eleição de 2006. A partir desta sexta-feira, os arqui-inimigos vão compartilhar o mesmo complexo prisional, o de Gericinó, em Bangu. Após determinação da Justiça, Garotinho foi levado sob protestos para para o presídio José Frederico Marques, no Complexo de Bangu. Uma ambulância dos Bombeiros, acompanhada de policiais federais, pegou o ex-governador no Hospital Municipal Souza Aguiar, , no Centro do Rio, onde estava internado desde ontem após passar mal na superintendência da Polícia Federal. Mais cedo, Cabral foi encaminhado para Bangu 8, onde ficam os presos com ensino superior.

Acompanhado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e a filha e deputada federal Clarissa Garotinho, o ex-governador entrou na ambulância gritando para que não o levassem e pedindo respeito, “porque era um homem enfartado”.

– Me solta, me solta. Eu sou um enfartado. Vocês me respeitem – gritou com a voz bem rouca.

Rosinha também protestou, gritando:

– Meu marido não é ladrão. Deixa eu ir com ele. Eu quero ir com ele – protestou, ao lado da filha que também gritava para não levarem o pai para Bangu.

Vários funcionários foram para a porta do hospital e comemoraram a ida de Garotinho para Bangu, durante a saída da ambulância.

A temporada de Garotinho no Souza Aguiar irritou a Polícia Federal. A Secretaria municipal de Saúde informou hoje que, durante um exame de esforço, Garotinho relatou “dor intensa” no peito, o que pode indicar obstrução nas artérias. Os médicos, então, agendaram para a segunda-feira um cateterismo para investigar se há mesmo a interrupção. O hospital afirma que seguiu o “protocolo da Sociedade Brasileira de Cardiologia”.

O exame foi marcado para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá. A atitude, sem prévia comunicação às autoridades, irritou o delegado responsável pela investigação, Paulo Cassiano.

— A atitude do Souza Aguiar está sob suspeita para nós. Estamos tentando ver uma maneira de fazer a transferência. Foram marcados exames em outro estabelecimento hospitalar, mas isso não pode ser feito sem autorização do juízo, porque ele é um preso e está escoltado pela Polícia Federal — disse o delegado, antes da decisão da Justiça.

Procurada para comentar as críticas, a Secretaria de Saúde não respondeu.

Por ironia, foi Sérgio Cabral mesmo quem inaugurou a unidade de Bangu 8, em 2008. Por lá, já passaram o empreiteiro Fernando Cavendish, ex-amigo do peemedebista e hoje em prisão domiciliar, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o banqueiro André Esteves. Em Bangu 8, estão ex-diretores da Eletronuclear presos na Lava-Jato.

Da passarela da Avenida Brasil, pedestres aguardam a passagem do comboio com Cabral preso – Reprodução de TV

No caminho até a penitenciária, manifestantes se amontoaram nas passarelas na Avenida Brasil e gritavam palavras de ordem enquanto passava o comboio com Cabral. Na porta do presídio, também houve manifestação, assim como na porta da Polícia Fdederal, onde os manifestantes usavam guardanapos na cabeça, lembrando o episódio de um jantar de Cabral com empreiteiros em Paris.

Garotinho também foi encaminhado para o complexo prisional de Bangu após ter alta do hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. O blog de Garotinho continua sendo atualizado mesmo depois de sua prisão. Hoje, uma postagem comemorou a prisão de Cabral.

Com o título “Cabral é preso por corrupção de R$ 224 milhões, bem diferente de Garotinho, acusado por dar Cheque Cidadão aos mais humildes”, o texto diz que “a hora de Sérgio Cabral chegou”.

BANHO DE SOL E VISITAS

Em um ofício enviado hoje à força-tarefa da Lava-Jato, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro, afirma que o sistema prisional do estado está em condições de receber e dar total segurança a Cabral. Em nota, a secretaria informou que todos os internos “são tratados de forma igualitária, com direito a banho de sol, refeições e visitas após o cadastramento”.

Sérgio Cabral chega ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu – Reprodução de TV / Agência O Globo

O cardápio em Bangu 8 é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco. No desjejum, são servidos pão com manteiga e café com leite. O lanche é pão com manteiga ou bolo. Os presos nas duas unidades de Bangu 8, a masculina e a feminina, têm que usar uniforme próprio do sistema penitenciário do Rio.

Bangu 8 foi inaugurado quando os últimos presos da Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, no antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Estácio, foram transferidos para lá. Bangu 8 herdou o nome dessa penitenciária, que tinha sido construída em 1976 como anexo da Penitenciária Milton Dias Moreira, e era destinada a presos políticos oriundos da Ilha Grande.

Antes de Bangu, outros complexos penitenciários ficaram em evidência por abrigar políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção. Na Papuda, em Brasília, ficaram os presos do mensalão. A unidade virou tema de marchinha de carnaval. Com a Lava-Jato, parte dos presos foi levada para a Superintendência da PF em Curitiba e, depois, para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais.

Manifestantes com guardanapos na cabeça acompanham saída de Cabral da PF – TASSO MARCELO / AFP

O Globo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Juiz: Garotinho é ‘prefeito de fato’ de Campos

Foto: André Coelho / O Globo
Foto: André Coelho / O Globo

O juiz da 100ª Zona Eleitoral, Glaucenir Silva de Oliveira, citou da decisão da prisão preventiva que o ex-governador Anthony Garotinho, secretário de Governo em Campos, é o “prefeito de fato” no município. O magistrado afirma que Garotinho exerceu os cargos de prefeito da cidade, governador do Rio e deputado federal e, com isso, amealhou inúmeros contatos políticos que lhe garantiram notória hegemonia política local. Por essa razão, diz o magistrado, o ex-governador detém considerável e inafastável poder sobre pessoas e órgãos públicos.

“Não obstante toda ilicitude demonstrada pelo farto arcabouço probatório constante dos autos, é de se ressaltar que o réu é realmente uma figura política proeminente na gestão deste município, sendo considerado pelas autoridades do Legislativo e do Executivo municipal como o prefeito de fato, ocupando a cadeira de secretário do Governo enquanto sua esposa exerce o cargo de prefeita formal”, apontou o juiz na decisão em que determina a prisão de Garotinho.

Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira em seu apartamento no Flamengo, Zona Sul do Rio. Na superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, onde prestou depoimento, ele passou mal e acabou sendo encaminhado ao hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, no início da noite. Segundo a PF, após receber alta do hospital, o ex-governador será levado para o presídio Frederico Marques, unidade no Complexo de Bangu. A cadeia foi escolhida porque tem estrutura de atendimento médico suficiente para o quadro de desidratação que Garotinho apresentou.

O juiz afirma que o ex-governador usa desse poder para, cotidianamente, criticar e execrar todos os que, de alguma forma, se insurjam contra os seus comandos, incluindo autoridades políticas, policiais, membros do Ministério Público e do Judiciário.

Segundo o magistrado, a prisão preventiva (sem prazo) é uma medida extrema que serve para garantir a ordem pública, evitando que o ex-governador continue usando os meios de comunicação que domina em Campos para causar estado de temor e insegurança jurídica.

JUIZ VÊ INTIMIDAÇÃO

Glaucenir Silva de Oliveira diz ainda que, sempre que Garotinho tem seus interesses contrariados pela Justiça, tenta denegrir a imagem dos magistrados, imputando-lhes a pecha de suspeitos para julgar os processos. Sendo assim, conclui o magistrado, é evidente que o ex-governador exerce poder de intimidação sobre pessoas comuns.

Garotinho foi acusado de comandar esquema de corrupção eleitoral em Camposdos Goytacases, com o uso do cheque cidadão, benefício que prevê pagamento mensal à população de baixa renda. O ex-governador também foi acusado de coação de testemunhas. Garotinho é secretário de Governo de Campos, governado pela mulher dele, a ex-governadora Rosinha Garotinho.

Delegado responsável pelas investigações, Paulo Cassiano afirmou que Garotinho praticava “intimidação verbal”.

– Ele atrapalhava as investigações com coação a testemunhas, destruição de provas e tentativa de intimidação das pessoas na cidade de maneira geral, mediante a disseminação de um clima de terror. Sexo verbal não agradava ao Renato Russo, e intimidação verbal não me agrada, não faz meu estilo – disse, em referência à música “Eu sei”, da Legião Urbana.

Cassiano ressaltou que o critério técnico para a inclusão de beneficiários no cadastro do cheque-cidadão foi ignorado:

– Essas inclusões (no cadastro do cheque-cidadão) foram feitas pela via política. Candidatos a vereador receberam autorização para cada um, dentro de uma cota, estabelecida pelo senhor Anthony Garotinho, distribuir nos seus redutos eleitorais o cheque-cidadão. Com que objetivo? Ganhar votos, vencer as eleições e se perpetuar no poder.

O delegado disse ainda que as investigações não apontaram para a participação da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, mulher do ex-governador.

– Nenhuma informação nos conduziu à participação dela ou ao conhecimento dela. Todas as informações convergem para a figura do secretário de Governo (Garotinho).

A defesa do ex-governador nega as acusações e ingressou hoje com pedido de habeas corpus para que ele saia da prisão.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Garotinho é preso pela Polícia Federal no Flamengo, na Zona Sul do Rio

Foto: André Coelho / O Globo
Foto: André Coelho / O Globo

O secretário de Governo de Campos e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, acaba de ser preso pela Polícia Federal de Campos, em um apartamento na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, na Zona Sul da cidade. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira.

No último dia 12, o advogado criminalista Fernando Fernandes impetrou um habeas corpus com pedido de liminar para garantir que o Juízo da 100ª Zona Eleitoral não decretasse qualquer prisão provisória contra ele.

Há cerca de um mês a Polícia Federal cumpre mandados de prisão da “Operação Chequinho”, que combate crimes eleitorais em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. No dia 19 de outubro, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária, incluindo os vereadores Miguel Ribeiro machado, de 51 anos, e Ozéias Martins, de 47, além de nove mandados de busca e apreensão, e uma ordem de condução coercitiva. Dois dias depois, a Justiça negou pedidos de habeas corpus dos vereadores.

No dia 26 do mesmo mês, a Polícia Federal prendeu o vereador Kellenson Ayres Figueiredo de Souza (PR), de 55 anos, em uma nova fase da “Operação Chequinho”, e cumpriu outros sete mandados de prisão. Dois dos presos eram chefes de postos de saúde na cidade.

Extra

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br