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Trump propõe separar filho de mãe na fronteira

Guillermo Arias / AFP
Guillermo Arias / AFP

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DSI) está estudando a proposta de separar as mães e os filhos que atravessarem ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos. A mudança permitiria ao governo manter os pais presos durante o processo de deportação, enquanto as crianças ficariam sob custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (DHS), numa condição “menos restritiva” possível até que possam ser colocadas aos cuidados de um parente nos Estados Unidos ou de um tutor indicado pelo Estado.

Atualmente, famílias de imigrantes contestando a deportação ou pedindo asilo geralmente são soltas rapidamente e têm permissão para ficar nos Estados Unidos até que seus casos sejam resolvidos. Isso acontece principalmente porque uma decisão do tribunal federal impede a detenção prolongada de menores.

O presidente americano, Donald Trump, já pediu o fim desta política, que chamou de “prende e solta”. Funcionários do governo, no entanto, disseram que ainda não há decisão tomada. A Casa Branca também não comentou a proposta.

Em um comunicado à agência Reuters, o DHS disse que a viagem é perigosa, e em muitos casos as crianças — trazidas por pais, outros familares e contrabandistas — são exploradas, abusadas e até podem perder a vida.

Mas Henry Cuellar, deputado democrata no Texas, rebateu a proposta em um comunicado:

— É quando deixamos a segurança de fronteira e entramos na violação de direitos humanos. Separar mulheres de seus filhos é errado. Ponto final.

DETENÇÕES AUMENTARAM

Cerca de 54 mil crianças e seus tutores foram detidos entre 1º de outubro de 2016 e 31 de janeiro deste ano — é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

No Congresso, deputados republicanos têm argumentado que as mulheres imigrantes estão dispostas a arriscar a viagem com seus filhos porque têm a certeza de que serão soltas rapidamente e suas audiências levarão anos para acontecer.

A diretora executiva do Centro Nacional de Imigração, Marielena Hincapie, disse que o governo terá que estar disposto a enfrentar desafios legais, se decidir impor a política de separação.

O Globo

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Trump diz que muro na fronteira com o México já está sendo elaborado

 (Foto: Reuters/Carlo Allegri)
(Foto: Reuters/Carlo Allegri)

Washington, 8 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que o muro que prometeu construir na fronteira com o México “está sendo elaborado”, será “grande” e “de muita ajuda” para garantir a segurança do país.

“O muro está sendo elaborado atualmente”, comentou Trump em discurso perante uma conferência de chefes de polícia e oficiais das forças da ordem ao argumentar que, ao contrário do que alguns pensaram, “não estava brincando” durante a campanha eleitoral quando prometeu erguer a barreira.

“Eu não brinco sobre coisas assim, teremos um muro. Será um grande muro e fará muito, será de muita ajuda. Perguntem a Israel sobre muros. Os muros funcionam? Só perguntem a Israel. Eles (os muros) funcionam se forem feitos da maneira certa”, insistiu o republicano.

Em outro momento ao longo do discurso desta quarta-feira, o líder americano afirmou que “é hora de deter” a entrada de drogas nos Estados Unidos.

Essas declarações de Trump coincidem com a visita de hoje a Washington do chanceler do México, Luis Videgaray, que pretende se reunir com os secretários americanos de Segurança Nacional, John Kelly, e de Estado, Rex Tillerson.

Além da construção do muro, cujo custo deve ser pago pelo México, segundo Trump, a relação bilateral passa por um momento tenso pela intenção do líder americano de renegociar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA), do qual ambos os países fazem parte junto com o Canadá.

Vários veículos da imprensa vazaram na semana passada parte do conteúdo de uma conversa por telefone na qual Trump supostamente propôs ao colega mexicano, Enrique Peña Nieto, o envio tropas ao México.

Em entrevista à emissora “Fox”, Trump afirmou que nessa ligação Peña Nieto parecia estar “muito disposto” a receber ajuda dos Estados Unidos para combater os cartéis.

No entanto, o porta-voz da presidência mexicana, Eduardo Sánchez, respondeu nesta semana em outra entrevista com um “não contundente” à suposta proposta de Trump de enviar tropas.

EFE

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Obama faz apelo para que Rússia tire tropas da fronteira com Ucrânia

obamaO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o aumento da presença de tropas russas na fronteira com a Ucrânia não é normal e pediu para que Moscou recue suas tropas e inicia conversas para baixar as tensões.

“Você tem visto uma variedade de tropas se juntando ao longo daquela fronteira sob a forma de exercícios militares”, disse Obama ao programa “This Morning” da emissora CBS, durante entrevista na Cidade do Vaticano. “Mas isso não é o que a Rússia estaria fazendo normalmente.”

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Obama disse que a movimentação pode não ser nada além de um esforço para intimidar a Ucrânia, mas também pode ser uma preliminar para outras ações. “Pode ser que eles tenham planos adicionais”, disse.

Reuters

Crime ‘subterrâneo’, tráfico de pessoas age mais em regiões de fronteira

FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

Entre 2005 e 2011, um terço dos indiciados por tráfico de pessoas foi pego em região de fronteira. A pesquisa Diagnóstico sobre Tráfico de Pessoas nas Áreas de Fronteira no Brasil mostra que, dos 384 indiciamentos, 128 foram registrados na fronteira brasileira que abrange 15.719 quilômetros em 11 estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia e Santa Catarina.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que os números estão longe de refletir a realidade e classificou o tráfico de pessoas de “crime subterrâneo”, devido à dificuldade de verificar a ocorrência. “O número de inquéritos e de vítimas são muito pequenos perto daquilo que nós presumimos ser a realidade”, disse na sexta-feira (18) o ministro, no lançamento da pesquisa.

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A maioria das vítimas é formada por mulheres na faixa dos 18 a 29 anos. Além delas, fazem parte do grupo crianças e adolescentes, travestis e transgêneros, geralmente em condição de vulnerabilidade, seja pelas condições socioeconômicas, por conflitos familiares ou pela violência sofrida na família de origem. Em geral, o aliciamento é feito por alguém próximo à família.

O estudo mostra que, além dos tipos mais comuns de tráfico – para exploração sexual e para trabalho em regime análogo à escravidão, presentes em praticamente todos os estados fronteiriços – outras modalidades foram registradas. Entre elas, estão meninos que recebem a falsa promessa de aliciadores de que vão se tornar jogadores de futebol profissionais no exterior. Esses casos nos estados do Acre, Paraná e Pará. No Paraná, também foi relatado casos de adolescentes sul-coreanos eram trazidos ao Brasil por aliciadores para jogar futebol e ficaram com os passaportes retidos.

O trabalho também mostra casos de crianças adotadas em cidades do interior para servir de trabalhadoras domésticas nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já os estados de Roraima, do Pará, do Amapá, de Mato Grosso do Sul, do Rio Grande do Sul e Paraná tiveram casos de pessoas exploradas para atuar como mulas para o tráfico de drogas (transportar substâncias proibidas).

A pesquisa mostrou ainda o desconhecimento sobre o tráfico de pessoas indígenas nas regiões mais remotas e que migram de um estado para outro, de um país para outro. “Tráfico de índios que são forçados muitas vezes a serem mulas para transportar drogas e de índios que são levados para mão de obra escrava em plantações, na Região Sul do país”, disse Cardozo.

Para Cardozo, é preciso investir em campanhas de conscientização da população para combater esse tipo de crime. Em maio de 2013, o Ministério da Justiça e o Escritório das Nações Unidas para sobre Crimes e Drogas (Unodc) lançaram a campanha “Coração azul” para inibir o tráfico de pessoas. As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia Nacional, ou Disque 100 e pela Central de Atendimento a Mulher, Ligue 180.

 

Luciano Nascimento, da Agência Brasil

Força Nacional forma 163 agentes para conter tráfico na fronteira

força tarfeaA Força Nacional de Segurança Pública formou nesse sábado (28) 163 policiais militares que atuarão na área de fronteira de 11 estados, combatendo principalmente o tráfico de armas e de drogas a partir de países vizinhos. A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, disse que atualmente há 43 missões em curso no país, com objetivos diferentes – desde atuação em catástrofes, sob o comando do Corpo de Bombeiros, investigações, feitas pela Polícia Civil, até distúrbios civis, com a atuação de policiais militares na manutenção da ordem.

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Criada em 2004, a Força Nacional de Segurança tem como diferencial, segundo a secretária, a integração das diversas áreas de segurança do país. “A Força Nacional é hoje uma família do Brasil. Temos policiais cadastrados, de todos os estados brasileiros, prontos a qualquer momento à mobilização, de todas as instituições que compõem a segurança pública. Essa é uma diversidade que nenhuma instituição do país tem.”

O diretor do Departamento da Força Nacional, tenente-coronel Alexandre Aragon, disse aos policiais formados hoje, de 19 estados, atuarão na fronteira do país como a primeira linha de defesa. Normalmente, a Força Nacional auxilia as polícias dos estados, quando há solicitação dos governos ao Ministério da Justiça. Os militares passaram por capacitação na base da Força Nacional, na cidade do Distrito Federal do Gama, entre 9 e 27 de setembro. Também participou da cerimônia o adido militar da China, Wang Xiaojun, representando o maior Exército do mundo.

Regina Miki lembrou que a Força Nacional também estará pronta para atuar em casos de crise durante a Copa do Mundo de 2014, sediada por 12 capitais brasileiras. “Ficamos na retaguarda das forças estaduais e das forças federais para, em uma eventualidade, entrar em ação. Nossa expectativa, é obvio, é que não atuemos, que fiquemos sempre nessa contenção, mas em necessidade, nosso pessoal está capacitado para tanto”, disse.

 

 

Agência Brasil

Forças Armadas iniciam operação ao longo de toda fronteira brasileira

 

 

exercitoBrasília – O Ministério da Defesa informou no sábado (18), em nota, que as Forças Armadas iniciaram nesta manhã a Operação Ágata 7 em toda extensão da fronteira brasileira com dez países sul-americanos. Ao todo 25 mil militares e agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e de agências governamentais participam desta edição, considerada pelo ministério, a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre o Oiapoque (AP) e o Chuí (RS).

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De acordo com o Ministério da Defesa, antes de a operação ser deflagrada, “o governo manteve contatos com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar”.

A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).

Ainda segundo a Defesa, durante a mobilização militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

Ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus; do Oeste (CMO), em Campo Grande; e do Sul (CMS), em Porto Alegre.

Em quase dois anos já foram realizadas seis edições da Operação Ágata em uma faixa de fronteira que compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Fonte: Agência Brasil

Jornalista é morto por homens armados na fronteira do Brasil com o Paraguai

Nessa quinta-feira (25/4), um jornalista foi morto a tiros por homens armados no norte do Paraguai, na fronteira seca com o Brasil. Carlos Manuel Artaza faleceu antes de chegar ao Centro de Emergências Médicas de Assunção.
Crédito:Reprodução
Jornalista morreu em emboscada na fronteira com o Brasil
Segundo a Zero Hora, Artaza, que era radialista e trabalhava para um órgão público da região, foi vítima de uma emboscada quando chegava em casa, na noite da última quarta-feira (23/4), após uma festa para comemorar a vitória de Pedro González ao governo.

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No mesmo local, a fronteira seca entre Brasil e Paraguai, já foram registrados outros assassinatos de jornalistas em 2013. O radialista Juan Arístides Martínez e o proprietário da rádio 98.5 FM, Marcelino Vázquez, também foram executados com tiros.
O crime aconteceu um dia antes do Dia do Jornalista no Paraguai.
Portal IMPRENSA

SIP cobra investigações do assassinato de jornalista paraguaio na fronteira com o Brasil

Na última quinta-feira (7/2), a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, pela sigla em espanhol), cobrou investigações do assassinato do jornalista paraguaio Marcelino Vázquez, dono e diretor da rádio Sem Fronteiras 98.5 FM, morto em Pedro Juan Caballero, fronteira com o Brasil, informou o portal Infobae.

Crédito:Divulgação
Entidade cobra investigação sobre assassinato de jornalista
“Instamos as autoridades a investigar o caso com diligência para esclarecer e trazer os responsáveis à justiça, pois esta é a maneira mais eficaz de acabar com a violência e impunidade”, expressou Claudio Paolillo, presidente de la Comissão de Liberdade de Imprensa da SIP.

A cidade de Pedro Juan Caballero é conhecida pelo grande cultivo de maconha e por ser um dos principais pontos de receptação das chamadas “drogas pesadas”. Jornalistas que trabalham na cidade enfrentam ameaça constante.
O crime
Na última quarta (6/2), por volta das 19h, o radialista deixou os estúdios da 98,5 FM e foi para uma boate, da qual também era dono. No caminho, dois homens em uma motocicleta atiraram diversas vezes contra ele. O empresário chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a RSF, o assassinato provavelmente é obra do crime organizado do país.
Redação Portal IMPRENSA