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Frei Anastácio comemora decisão favorável à sua candidatura a deputado estadual

frei anastacioO deputado estadual Frei Anastácio (PT) teve seu pedido de candidatura deferido em segunda instância. Segundo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, a documentação que faltava que ele entregasse para que a candidatura fosse aceita foi incorporada ao processo.Para o deputado, a decisão, apesar de ser um alívio, não foi inesperada.

“Não tinha dúvidas de que não seria necessário recorrer a Brasília, pois se resolveria aqui, uma vez que não havia nada que pudesse impedir nossa candidatura e nossa reeleição”, afirmou o deputado.

Ele destacou, ainda, que não tinha motivos para duvidar da justiça e que nunca fugiu dela. “Sempre me fiz presente quando convocado. Cumpri meu papel como cidadão”, declarou.

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O deputado diz ter sido prejudicado pelo processo. “Foi desgastante. Saí perdendo com isso, mas estou recuperando. De ontem para hoje, por meio das mídias sociais, estamos recebendo apoios importantes”, afirmou.

João Thiago com Fernando Braz

Frei Anastácio comemora nome de Lucélio para o senado e diz que decisão repercute em todo estado

frei anastacio“A iniciativa de colocar Lucélio Cartaxo como pré-candidato ao senado, na chapa do PMDB, está repercutindo muito bem em todo o estado.” A afirmação é do deputado estadual Frei Anastácio, líder do PT na Assembleia Legislativa, que se encontra cumprindo agenda junto a lideranças do PT, movimentos sociais, sindicatos, ONG’s, trabalhadores rurais e agricultores familiares no Cariri,Vale do Piancó,Médio e Alto Sertão.

O parlamentar disse que já está divulgando o sucesso dessa aliança com o PMDB que, agora com o nome de Lúcélio Cartaxo, se fortalece ainda mais. “O nome de Lúcélio, além de deixar o PT com chances reais de eleger seu primeiro senador, na Paraíba, pode trazer a unidade do partido”, argumentou Frei Anastácio.

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O parlamentar relatou que um exemplo disso, é a posição favorável tirada pelos tradicionais aliados do deputado federal Luiz Couto, em Serra Branca. “Lá, a Executiva Municipal do partido e os vereadores da legenda tiraram como encaminhamento apoiar a pré-candidatura de Lucélio Cartaxo. o ex-presidente do Diretório Municipal de Serra Branca, que foi candidato a prefeito em 2012 pelo partido, Ednaildo Saraiva,grande aliado do deputado Luiz Couto, já manifestou que Lucélio Cartaxo é um bom nome para ocupar o senado e que pode trazer a unidade partidária”,disse Frei Anastácio.

Fortalecimento do palanque de Dilma na Paraíba

O parlamentar também disse que está muito feliz porque essa posição de aliança com o PMDB, e o nome de Lucélio para o senado, vem sendo defendida por ele desde o mês de março.  “Esse posição foi protocolada, junto à direção do PT estadual, em março, e defendida em nível nacional através de documento assinado por Frei Anastácio, Giucélia Figueiredo, Ronaldo Cruz, Hermano Maia, Josenilton Feitosa, Antônio Barbosa, Jonathan Pontes, David Soares, Aristides Villar e José Ivonaldo”, disse o deputado.

O líder do PT enfatizou que todos esses petistas pertencem às forças internas Movimento PT, Democracia Socialista e Articulação de Esquerda. “Nós tomamos essa posição ressaltando que a aliança com o PMDB e o nome de Lucélio ao senado fortalecem o futuro palanque para reeleição da pré-candidata Dilma Rousseff, a Presidência da República”, disse o deputado.

Assessoria

Decisão da Justiça sobre cultos afro-brasileiros surpreende até frei e pastor

candombleA indignação de religiosos de diferentes cultos contra a decisão do juiz federal Eugênio Rosa de Araújo vai engrossar o protesto planejado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Representantes católicos já estão garantidos.

O frei franciscano David Raimundo dos Santos diz que o magistrado demonstrou desconhecer as religiões afro-brasileiras. “A definição de religião que o juiz tem na cabeça revela total desconhecimento das teses teológicas”. Ele avalia que o texto justifica a mobilização dos adeptos do candomblé e umbanda. “Caso os membros das religiões afro façam protestos, terão o apoio de nós, católicos”, afirmou o frei.

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O pastor batista Henrique Vieira também pretende apoiar possíveis manifestações contrárias à decisão. “Essa decisão desrespeita a identidade cultural e religosa que é legítima. É uma violência que se dá no âmbito do discurso”, observou.

O babalorixá Marcio Jagun, autor da denúncia à procuradoria, considerou que o juiz reforçou o preconceito contra as religiões. “O magistrado acabou fundamentando as agressões. Se ele, enquanto autoridade, desconsidera como manifestação legítima, acaba referendando as agressões”,desabafou.

Juiz disse que cultos afro-brasileiros não são religião

Os adeptos das religiões afro-brasileiras, que lutam há tempos para garantir respeito à sua fé, sofreram duro golpe na Justiça. Uma decisão do juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio, considerou que a umbanda e o candomblé não são manifestações religiosas. O posicionamento gerou revolta e um protesto está sendo programado.

O texto polêmico é do dia 28 de abril, quando o juiz negou liminar de uma ação proposta pelo Ministério Público Federal que pedia a retirada da internet de 15 vídeos tidos como ofensivos às crenças de matriz africana. “As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões”, escreveu. O magistrado considerou que os vídeos apenas manifestavam a livre expressão de opinião. O MPF recorreu contra a decisão.

Em outro trecho, opinou que cultos afro “não contêm os traços necessários de uma religião, a saber, um texto-base (Corão, Bíblia etc) ausência de estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado”. Isso revoltou os seguidores dessas crenças.

“Ele ofende a lei quando decide com uma opinião preconceituosa”, questionou o babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. “O Papa Francisco me recebeu como líder religioso e o juiz não me reconhece como tal?”. Membros da Igreja concordam com Ivanir. “A tradição africana é oral, o que não impede que o candomblé tenha uma teologia sistematizada”, explica o frei franciscano David Raimundo dos Santos.

Babalaô Ivanir dos Santos foi recebido pelo Papa Francisco, na visita ao Brasil, como líder religioso

Foto:  Divulgação

Ivanir pretende representar contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça, além de chamar uma manifestação que terá também representantes católicos , evangélicos e integrantes de outras religiões.

A decisão do juiz surpreendeu o procurador Jaime Mitropoulo, responsável pela ação, que até esperava alguma resistência, mas nada parecido. “Nos causou ainda mais espanto que na decisão ele se sentiu no direito de dizer o que é ou não religião”, afirmou Mitropoulo.

De acordo com o MPF, a decisão fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Federal e o Estatuto de Igualdade Racial. Mitropoulo critica também a manutenção dos vídeos considerados ofensivos e preconceituosos: “O poder público é obrigado a coibir o uso abusivo dos meios de comunicação social a fim de evitar que sejam propagadas mensagens com conteúdos que caracterizem discriminação de cunho religioso”.

Procurado, o juiz federal informou, por meio da assessoria, que não faria comentários sobre o caso.

Procuradoria: há uma intenção de associação ao ‘mal’

A maioria dos vídeos expõe cultos com práticas de exorcismo. Em um deles, um homem supostamente possuído por uma entidade diz que é homossexual e que está com o vírus HIV. “Você está vendo que ele está falando em linguagem, em dialeto de Candomblé”, diz o pastor que conduz a conversa com o homem.

Em outro vídeo, um pastor afirma que não existe como alguém ser de bruxaria e de magia negra, ou ter sido, e não falar em dialeto africano. Para a procuradoria, há nos vídeos intenção de estabelecer uma associação ao ‘mal’ e do ‘demônio’ com as manifestações religiosas de matriz africana.

O Dia

Após polêmica, frei volta a celebrar missa em BH e número de fiéis dobra

frei-volta-a-missaCerca de 2.000 pessoas assistiram à missa celebrada às 11h deste domingo (9) pelo frei Cláudio van Balen, 81, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, zona sul de Belo Horizonte. O frei, ligado à ala mais progressista da Igreja Católica e defensor da Teologia da Libertação –e que há cinco décadas celebra a missa nesse horário–, havia sido afastado em janeiro pela Arquidiocese de Belo Horizonte e Província Carmelita de Santo Elias, mas retornou à função após pressão dos fiéis.

A presença de 2.000 pessoas na missa representa o dobro do público que normalmente frequentava as celebrações das 11h de domingo na igreja. O templo, que tem capacidade para 800 pessoas sentadas, foi tomado fiéis que acabaram ocupando espaços laterais e parte do altar, e dezenas de pessoas ficaram do lado de fora da igreja.

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Depois que o sinete do altar tocou três vezes, frei Cláudio van Balen entrou e foi aplaudido com entusiasmo pelos fiéis –alguns choravam. O frei, então, levantou a mão direita pedindo silêncio, e a missa pode começar. Balen nada falou sobre seu afastamento.

“Em nome do pai, amém. Excluídos sejam incluídos, pela nossa prática do bem. É missão de todos a convivência transformadora”, disse o frei no rito inicial. “Apegados ao poder, maltratamos irmãos”, continuou.

Após o afastamento do frei, a missa das 11h do dia 26 de janeiro (um domingo) foi tomada por uma manifestação de fiéis, que protestavam contra a saída do religioso. As cerca de mil pessoas que tinham ido assistir à missa impediram que ela fosse realizada pelos freis Evaldo Xavier, 47, e Wilson Fernandes, 31, que assumiu a paróquia no início do ano.

Após o episódio, a Arquidiocese e a Província Carmelita proibiram as missas do frei e fecharam a igreja, mas os fiéis compareceram ao local no último domingo (2), entoaram cânticos católicos, rezaram e protestaram contra a ausência do frei. Foi então que, na segunda-feira (3), a Arquidiocese e a Província Carmelita voltaram atrás e anunciaram o retorno do frei.

Emoção

A estudante Silvia Couto Gonçalves de Souza, 26, aluna da escola da Apae (Associação de Pais e Amigo dos Excepcionais) de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, sentou-se ao pé do altar para assistir à celebração, mas rezou pouco: Silvia chorou durante toda a celebração. Olhava para o frei, abaixava a cabeça, e chorava.

“Ela gosta muito do frei Cláudio. Já se acostumou com ele”, disse a mãe de Silvia.

A médica geriatra Diana Carvalho Ferreira, 33, rezou acompanhou a missa do lado de fora da igreja. Ao lado do filho Raul, que no sábado (8) completou um mês de idade, ela disse que a missa era “especial”.

“Não poderia ficar com ele lá dentro, cheio do jeito que está. Ele ainda não foi batizado, mas fiz questão de trazer. Essa missa é especial. O frei Cláudio explica bem a religião na prática, no dia a dia, na nossa vida. A gente consegue colocar os ensinamentos religiosos em prática.”

 

Uol

Para Frei Betto, espírito do Natal foi tomado por ‘ânsia consumista’

natalO escritor Frei Betto, comentarista da Rádio Brasil Atual, ressaltou nesta segunda(23) que a celebração do Natal se tornou “ânsia consumista para tentar encobrir nosso débito com outras pessoas” por meio dos presentes trocados no dia 25 de dezembro. A obrigação de presentear, segundo Frei Betto, “transforma em compulsório o que deveria ser gratuidade”.

De acordo com o comentarista, o Natal é um período de reflexões, expectativas e simplicidade. “Talvez aquele amigo prefira uma boa conversa do que o presente embalado sob selo de grife.”

 

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Frei Betto argumenta que a data e as festividades adquiriram significado mercadológico e consumista. Para o escritor, poucas pessoas conseguem pensar que existem trabalhadores como garçons, cozinheiras, camareiras, faxineiras, guardas rodoviários, porteiros e seguranças, que “se privam da comemoração para garantir as nossas festas”.

“Livres de preconceitos, seríamos e faríamos os outros mais felizes”, afirmou, ao relembrar sua infância em Belo Horizonte e os natais com menor apelo consumista dos anos 1950.

RBA

Diocese de Guarabira celebra Dia de Pentecostes neste domingo; haverá romaria de Frei Damião

freidamiãoA diocese de Guarabira, através da reitoria do Santuário de Frei Damião, realiza neste fim de semana a 25ª Romaria de Frei Damião e as homenagens alusivas à Pentecostes. O evento que tem apoio da Prefeitura Municipal de Guarabira inicia-se neste sábado (18), com missa pela manhã na igreja matriz de Santo Antônio, no bairro Novo, e termina no domingo (19), com a Romaria saindo da catedral de Nossa Senhora da Luz rumo ao Santuário de Frei Damião, onde será celebrada a Missa de Pentecostes no largo do santuário, presidida pelo bispo diocesano Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena.

 

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Confira a programação na íntegra

 

Sábado – 18/05

19:30h – Missa na igreja matriz de Santo Antônio

21:00h – Vigília de Pentecostes

 

Domingo – 19/05

04:00h – Após a Vigília, Caminhada Luminosa saindo da igreja matriz de Santo Antônio, finalizando com retorno a mesma.

08:00h, 10:00h e 12:00h – Missas no Santuário de Frei Damião, com atendimento de confissões durante toda a manhã.

14:00h – Saída da Romaria, da catedral de Nossa Senhora da Luz rumo ao Santuário de Frei Damião, onde haverá uma Missa de Pentecostes no largo do santuário, presidida pelo bispo diocesano, Dom Lucena.

 

Assessoria

Frei Betto: “É preferível morrer que ficar preso”

Hoje, nossas cadeias abrigam 515 mil pessoas em 1.312 unidades prisionais com capacidade máxima para acolher 306.500 detentos. Se o sistema judiciário brasileiro fosse menos lento e mais humanitário, 36 mil detentos já deveriam ter sido soltos ou beneficiados com a progressão de penas.

A Lei de Execução Penal assegura a cada preso seis metros quadrados de espaço na cela. Hoje, a maioria se espreme entre 70 centímetros e um metro quadrado. Daí as frequentes rebeliões.

O Brasil não tem política prisional e muito menos de reintegração social dos detentos. Diante da violência urbana, muitos clamam, ingenuamente, por mais cadeias. Pressionados pelo clamor popular, governos federal e estaduais investem em prisões o que deveriam destinar a escolas.

Nossas cadeias são verdadeiros queijos suíços, com multiplicidade de buracos. De dentro das celas, bandidos usam celulares para extorquir incautos (o golpe do sequestro de parentes) e comandar o crime organizado. Drogam-se com cocaína, maconha, crack, e recebem bebida alcoólica.

Privatizar presídios é a solução? Sim, para enriquecer empresários. Esse sistema estadunidense já é adotado nos estados de Pernambuco, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo e Santa Catarina. A empresa dona do presídio cobra do Estado o que ele gasta, em média, com cada detento: R$ 1.500. E mais R$ 1 mil por cabeça. Ao todo, R$ 2.500 por prisioneiro. Ora, quanto mais tempo o preso permanecer ali dentro, tanto mais lucro. Sem que haja preocupação de reintegração social.

Nossas unidades prisionais estão sucateadas e abandonadas. Pela LOA (Lei Orçamentária Anual), elas deveriam ter recebido do governo federal, este ano, R$ 277,5 milhões. Mereceram apenas R$ 2.579,776,61 – menos de 1% do previsto!

Apenas no Piauí não há superlotação de cadeias. País afora, os presos são confinados em espaços exíguos, promíscuos, sem acesso a atividades esportivas, artísticas, escolares e profissionais.

O que fazer diante da falta de vagas em nossas unidades prisionais? Adotar a pena de morte? Multiplicar o número de penitenciárias?

Estive preso quatro anos (1969-1973). Dois, entre presos comuns de São Paulo – Penitenciária do Estado, Carandiru e Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau.

Nesta última, na qual fiquei mais de um ano, foi possível recuperar alguns detentos através de grupos bíblicos, teatro, desenho e pintura e, sobretudo, pela instalação de um curso supletivo de ensino médio, que interessou 80 dos 400 presos.

Nos dois anos em que trabalhei no Palácio do Planalto (2003-2004), tentei ressaltar a urgência de reforma em nosso sistema prisional. Em vão.

As delegacias e os estabelecimentos de apreensão de menores funcionam como ensino fundamental do crime. Os presídios, como ensino médio. As penitenciárias, como ensino superior.

Como é possível que o Estado não consiga algo tão simples quanto evitar a entrada de celulares na cadeia? Alguém consegue passar com celular escondido no controle dos aeroportos? Isto sim, merece ser imitado dos EUA: detentos usam orelhões para se comunicar com seus familiares e todas as ligações são grampeadas.

Nossos policiais são, em geral, despreparados, a ponto de considerarem direitos humanos como alforria de bandidos; alguns carcereiros dificilmente resistem à corrupção e tratam o preso como inimigo, e não como reeducando; o sistema prisional não é pensado tendo em vista a reinserção do preso como cidadão na sociedade.

A educação é a solução, fora e dentro das prisões. Como evitar a criminalidade se 5,3 milhões de jovens brasileiros, com idade entre 18 e 25 anos, estão fora da escola e sem trabalho?

Nossas penitenciárias poderiam funcionar como escolas profissionalizantes. Aulas de mecânica, alfaiataria, computação e culinária, associadas ao aprendizado de idiomas e à dedicação a práticas esportivas e artísticas (teatro, música, literatura), certamente esvaziariam as nossas cadeias. O progresso no curso equivaleria a retrocesso na pena.

Se o Estado e a sociedade não cuidam dos presos, eles mesmos tratam de buscar o que mais lhes convém: auto-organização em comandos; rede de informantes entre carcereiros e policiais; vínculos com os bandos que atuam em liberdade. E nós, cidadãos, pagamos duplamente: por sustentar um sistema inoperante e ser vítimas da recorrente espiral da violência.

Por Frei Betto, em Adital

Seca: Frei acusa falta de ação do Estado; Hervázio rebate: ‘oposição quer que Governo faça chover’

O deputado estadual, Frei Anastácio (PT), autor do requerimento aprovado nessa quarta-feira (7), que cria uma comissão na Assembléia Legislativa para lidar com os problemas da seca no Sertão paraibano, argumentou que o Estado não tem planejamento para resolver os problemas da seca.

“Comissão se cria muito, mas essa comissão vai ter uma posição frente ao governo do Estado, frente a presidente Dilma, frente aos ministérios com o efeito de minimizar o sofrimento do povo”, colocou o petista.

Anastácio ainda afirmou que o Governo Federal libera recursos, mas o Estado não está atento. O líder do Governo na Assembléia, Hervázio Bezerra (PSDB) respondeu: “vamos desmitificar tudo isso. Eu já me antecipei e fiz a convocação de uma audiência pública, com representantes do Governo Federal e do Estado”, disse.

“O que a oposição quer é que o Governo faça chover e, lamentavelmente o Governo não tem esse poder”, ironizou Hervázio.

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, por unanimidade, na sessão ordinária desta quarta-feira (07), que seja constituída a comissão suprapartidária da seca. O requerimento 3.907/2012, teve autoria do deputado Frei Anastácio (PT), tem como objetivo levar representantes de todos os partidos com assento na Casa de Epitácio Pessoa, para visitar as regiões atingidas pela estiagem e fazer gestão junto aos governos estadual e federal, no sentido de conseguir meios para minimizar os efeitos da estiagem e amenizar o sofrimento do povo paraibano.

Pedro Callado / Eri Alves

Guerra de batinas no PT: frei ataca padre e diz que postura de colega é ruim; aliados estão insatisfeitos

O deputado estadual Frei Anastacio (PT) criticou nesta quarta-feira (31) a atuação política do deputado federal Luiz Couto (PT) diante do último pleito em João Pessoa, que mesmo sendo filiado ao Partido dos Trabalhadores, optou por apoiar a candidatura do adversário do PSB.

Para Anastácio, o trabalho desenvolvido pelo parlamentar Couto é importante, mas a postura dele diante do pleito na Capital foi muito ruim e causou a insatisfaçao de aliados.

“É muito ruim para ele e pelo que conheço, muitos estão insatisfeitos. Essa posição de silêncio cria um clima ruim dentro da instância partidária. Temos que respeitar. O tempo  vai dizer e ele vai ter que responder pelos atos diante da sociedade paraibana”, disse.

Frei Anastacio deixou a diplomacia de lado e disse sem pestanejar qual o motivo deste silêncio do seu companheiro de legenda.

“É fruto daquilo que ele pensava que iria acontecer. Achou que a candidata do governo estadual iria decolar. Não decolou e isso foi ruim para ele. Agora Couto está sem saida. Apoiar o PT agora é ruim para ele e para todos, ele esta numa situaçao dificil”, explicou.

Vanessa de Melo com informaçoes de Henrique Lima

PB Agora

Sindicalista sousense vai pedir a cassação de Frei Anastácio, e compara AL/PB como uma Galinha

Gervásio Bernardo, Presidente do Sindicato dos Motoristas Efetivos do Município vai ingressar junto a Comissão de Ética da AL/PB com pedido para apurar quebra de decoro parlamentar do Deputado Estadual, Frei Anastácio (PT).

Conforme o Sindicalista é necessário que se apure a conduta vedada do Parlamentar, haja vista a 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande condenou o ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na Paraíba (Incra-PB), Antônio Ribeiro, mais conhecido como Frei Anastácio em uma ação de improbidade administrativa. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), em razão de descaso do réu em responder a questionamentos do órgão sobre denúncias de invasões não apuradas pelo Incra. Frei Anastácio, que atualmente é deputado estadual pelo PT, recorreu e o caso será levado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

– Houve uma condenação. Frei Anastácio representa a sociedade paraibana na Assembleia. Houve o processo, o direito da ampla defesa, houve uma sentença no final. Ele é réu condenado. Acho que está no momento da Assembleia Legislativa dizer o que é que ele representa. AL/PB está parecendo uma Galinha cobrindo os pintos, mas pintos sujos de lama, sustentou.

Gervásio também na representou na Comissão de Ética da AL o Deputado Estadual, Anísio Maia (PT), também por quebra de decorro parlamentar, haja vista, em tese, Anísio está envolvido com esquema fraudulento da pesca na Paraíba.

A FOLHADOSERTAO, ainda não conseguiu conversar com o Deputado Estadual, Frei Anastácio para ouvir sua versão sobre o assunto. Fica o espaço aberto.

Entenda o caso

Em 2007, durante investigações do Ministério Público Federal para apurar denúncia de que o Incra não teria tomado qualquer providência sobre beneficiário de lote em assentamento, que teria participado de invasões em fazendas localizadas no município de Esperança (PB), o MPF requisitou informações do caso ao então superintendente regional, Frei Anastácio. Pela Lei nº 8.629/93 (sobre reforma agrária), será excluído do programa de reforma agrária do governo federal quem for beneficiado ou pretendente de lote em assentamento e for identificado como participante em conflito fundiário.

Em junho de 2007, o Ministério Público enviou ofício ao Incra questionando o andamento do procedimento administrativo. Após reiterar o ofício pela quarta vez, oportunidade na qual foi entregue em mãos, finalmente houve uma resposta do réu, informando que estava apurando os fatos e pedindo prazo de 60 dias para envio de relatório final. Vencido o prazo de 60 dias, o MPF enviou novo ofício solicitando o resultado final do procedimento administrativo. Como o ofício não foi respondido, foi reiterado em 14 de maio de 2009, em 25 de setembro de 2009 e em 4 de março de 2010 sem que se obtivesse qualquer resposta, apesar dos vários contatos feitos por telefone, inclusive através da secretária do superintendente.

Em 18 de março de 2010, Anastácio deixou o cargo de superintendente do Incra, assumindo Marcos Faro Eloy Dunda. O ofício buscando as informações foi, então, dirigido ao novo superintendente, que prestou as informações solicitadas. Em 24 de maio de 2010, o novo superintendente nomeou comissão para apuração dos fatos.

Folhadosertao