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Veja o que muda com o fim da franquia de bagagem

bagagemQuem comprar passagem aérea a partir desta terça-feira (14) vai ter que ficar atento às regras de cobrança de bagagens que deverão ser implementadas pelas companhias aéreas. Entra em vigor amanhã o novo regulamento aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o transporte aéreo de passageiros, que prevê a possibilidade de as empresas cobrarem por qualquer bagagem despachada.

Cada empresa está definindo como será feita a cobrança pela bagagem, por isso os passageiros devem se informar antes de comprar a passagem. A GOL e a Azul anunciaram que terão uma classe tarifária mais barata para os clientes que não despacharem bagagens. A Latam disse que continuará com a franquia de 23 quilos nos próximos meses, mas ainda este ano passará a cobrar R$ 50 pela primeira mala e R$ 80 pela segunda despachada nos voos domésticos. A Avianca disse que não vai cobrar pelo despacho de bagagens no início da vigência da nova resolução, pois prefere estudar a questão mais profundamente durante os próximos meses.

A possibilidade de cobrança de bagagens vai valer para quem comprar passagem a partir de amanhã (14), ou seja, quem já tiver a passagem comprada antes desse dia não vai sofrer as alterações. Atualmente, as companhias são obrigadas a oferecer um limite de bagagem sem custo para os passageiros (23 quilos, no caso de voos domésticos, e duas malas de 32 quilos para voos internacionais). Com a mudança, as empresas terão total liberdade para oferecer passagens com ou sem franquia, que poderá ser contratada na hora da compra do bilhete ou no momento do check-in.

Além da liberdade para a cobrança da bagagem despachada, a Anac determinou que a franquia de bagagem de mão deve passar de 5 para 10 quilos.

Justiça

O fim da franquia de bagagens está sendo questionado na Justiça pelo Ministério Público Federal e pela Ordem dos Advogados do Brasil. Além disso, o Senado aprovou um projeto proibindo o fim da franquia, mas a matéria ainda tem que ser analisada pela Câmara dos Deputados.

Veja a lista das novas regras da Anac:

Antes do voo:

– As empresas aéreas deverão informar o valor total a ser pago pelo consumidor no anúncio da passagem, já incluídas as taxas aeroportuárias e tarifas de embarque.

– O consumidor deve ser informado sobre as principais regras de alteração do contrato, o valor do reembolso, tempos de voo e conexão e regras de bagagem, como valor de excesso e franquia praticada pela empresa.

– Na hora da venda da passagem, serviços e produtos adicionais não podem estar pré-selecionados, para evitar que o consumidor acabe comprando sem querer um serviço.

– As empresas devem oferecer passagens com regras mais flexíveis para alterações. Pelo menos uma das opções de passagem deve garantir 95% de reembolso ao passageiro no caso de mudanças.

– As multas para alteração da passagem ou reembolso não podem ultrapassar o valor pago pela passagem.

– As empresas deverão corrigir erros na grafia do nome do passageiro sem ônus, para evitar problemas de embarque e cobranças indevidas.

– O consumidor terá 24 horas para desistir da compra da passagem sem ônus, no caso de passagens compradas com mais de sete dias antes da data do voo.

– As mudanças de horário, itinerário ou conexão no voo pela companhia devem ser avisadas com antecedência mínima de 72 horas ao passageiro. Se a alteração for superior a 30 minutos, o passageiro tem direito a desistir do voo.

– As empresas aéreas não são mais obrigadas a oferecer franquia de bagagens aos passageiros. As companhias poderão decidir a franquia de bagagem oferecer, e o consumidor poderá escolher o serviço.

– A franquia da bagagem de mão passa de 5 para 10 quilos, observado o limite de volume e as regras de segurança da Anac.

– As empresas deverão oferecer informações mais claras sobre o pagamento de excesso de bagagem, para evitar o “fator surpresa” no despacho. Atualmente, o preço do excesso depende da tarifa comercializada em cada voo. Com a mudança, o passageiro deverá saber quanto vai pagar pelo excesso na hora da compra da passagem.

– As empresas devem apresentar regras mais claras sobre procedimentos e documentação para embarque.

– Os passageiros devem cumprir requisitos para embarque, como documentos, vistos e vacinas e devem atender a instruções e avisos

Durante o voo:

– O passageiro deve informar à empresa aérea se carrega na bagagem bens de valor superior a R$ 5,2 mil. O objetivo é evitar conflitos em casos de extravio de bagagem e facilitar eventuais indenizações

– As empresas não poderão cancelar automaticamente o trecho de retorno quando o passageiro avisar que não fará uso do trecho de ida. Ou seja, se o passageiro perder o trecho de ida, ele pode utilizar o trecho de volta, mediante aviso à companhia aérea. A regra vale para voos domésticos

– Caso a empresa deixe de embarcar o passageiro, por overbooking por exemplo, ele deve ser indenizado em cerca de R$ 1 mil para voos domésticos e R$ 2 mil para internacionais

– A Anac decidiu manter os direitos dos passageiros no caso de atrasos ou cancelamentos de voos, como comunicação, alimentação, transporte e hospedagem. No entanto, houve alteração na regra: a hospedagem em hotel deve ser oferecida pela empresa apenas em caso de necessidade de pernoite. Em outros casos, a acomodação pode ser feita em outros locais, como nas salas VIP dos aeroportos.

Depois do voo:

– As bagagens extraviadas devem ser restituídas em até sete dias para voos domésticos. Atualmente, o prazo é de 30 dias. Para voos internacionais, o prazo permanece em 21 dias.

– As despesas do passageiro em função do extravio de bagagem, como compra de roupas e itens necessários, devem ser ressarcidas, no caso de passageiros que estejam fora de seu domicílio. O passageiro deve ser indenizado em até sete dias após o registro do extravio.

 Agência Brasil

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Quase 70% do mundo possui internet sem franquia, mostra relatório da ONU

internet-no-celularEm meio à polêmica sobre a intenção de algumas operadoras de telecomunicações brasileiras limitarem os dados na banda larga fixa, ressurgiu o debate sobre qual é o principal modelo ofertado em todo o mundo: franquia ou ilimitado? Para justificar uma possível efetivação da franquia, defensores da restrição chegaram a afirmar que a banda larga fixa limitada já é tendência em outros países.

Contudo, dos 190 países monitorados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), 130 deles oferecem prioritariamente planos de banda larga fixa com internet ilimitada. Ou seja, 68% dos países optaram por modelos sem franquia. A UIT é o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por criar padrões e recomendações globais sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

No fim de cada ano, a organização publica o relatório Medição da Sociedade da Informação, que traz dados atualizados sobre as telecomunicações, e divulga o ranking de países de acordo com o nível de acesso às TICs, conhecido como Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI).

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O último relatório, publicado em novembro de 2015, mostra que a Coreia do Sul continua na liderança entre os países melhor avaliados, seguida pela Dinamarca e Islândia. O Brasil está apenas na 61º posição, bem distante dos Estados Unidos (15º), que possui um dos modelos mais competitivos do mundo. Na frente do Brasil,  também estão três países sul-americanos: Uruguai (49º), Argentina (52º) e Chile (55º).

Do dez países mais bem posicionados no ranking de desenvolvimento das TICs, apenas três aplicam prioritariamente planos limitados: Reino Unido, Luxemburgo e Islândia. Os demais optavam, até a data do levantamento, por modelos ilimitados. Entre eles, a líder Coreia do Sul e a segunda colocada, a Dinamarca.

indíce de desenvolvimento das tics

O relatório destaca também a grande ascensão do serviço móvel de celular, que chegou a mais de 7,1 milhões de inscrições em todo o mundo. Enquanto isso, a adesão à internet cabeada ainda aumenta lentamente em relação aos outros anos monitorados. Atualmente, há 800 milhões de consumidores de banda larga fixa.

Marco Civil diz que internet não pode ser bloqueada

Em 2014, o Congresso Nacional aprovou a lei Lei nº 12.965, conhecida como Marco Civil da Internet, que classifica a rede como serviço essencial aos brasileiros. “Hoje, se você é um adovgado e precisa de protocolos oficiais, só consegue tirar certidões pela internet. Para fazer um curso à distância, a mesma coisa. Por isso, a internet é um serviço essencial”, explica Flávia Lefèvre, conselheira do Terceiro Setor do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) e representante da Associação de Consumidores Proteste. De acordo com esse entendimento, qualquer tipo de bloqueio da internet no Brasil se torna ato ilegal.

“Antes mesmo do comparativo com outros países, nós precisamos observar que o Marco Civil da Internet não permite que serviços essenciais sejam interrompidos no Brasil”, explica Flávia Lefèvre.

Sobre a possibilidade de as empresas limitarem a velocidade após o uso da franquia, Flávia não considera a medida ilegal, desde que respeitem um patamar mínimo de velocidade capaz de suprir os serviços públicos essenciais. Em 2011, o Plano Nacional de Banda Larga determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecesse um parâmetro mínimo de qualidade da rede, que se traduz hoje na internet popular com velocidade mínima de 1 Mbps, voltada para assinantes de baixa renda. Na visão da conselheira, esse é o único parâmetro mais claro do que seria essa velocidade mínima. “E olha, se você considerar o que é o mínimo para a UIT[da ONU], esse número seria de, pelo menos, 2 Mpbs.”

A Telefônica, responsável pela Vivo, que oferece em seus planos atuais a possibilidade de limitar ou bloquear a velocidade após o vencimento da franquia, disse que “cumpre todas as determinações legais e regulatórias existentes”. A empresa afirma também que “nunca aplicou bloqueio ou redução de velocidade no serviço de banda larga fixa”, apesar de prever essa possibilidade em contrato. A Claro, responsável pela NET, que também opera com a possibilidade de limitação dos dados, não respondeu à reportagem até a publicação.

Franquias no Brasil são insuficientes para consumo multimídia

No dia 18 de abril, o diretor da Anatel, João Rezende, chegou a dizer que “a questão da propaganda do ilimitado acabou de alguma maneira desacostumando os usuários. Foi uma má educação ao consumo que as empresas fizeram ao longo do tempo”, referindo às mudanças nas franquias.  No entanto, no dia 22 de abril, a Anatel decidiu proibir, por tempo indeterminado, que as operadoras brasileiras ofereçam planos com franquia, até que a questão seja analisada “com base nas manifestações recebidas pelo órgão”.

A polêmica sobre a implementação de franquias mobilizou internautas brasileiros que criaram a campanha #InternetJusta, com petições online e duras críticas ao modelo de franquia – que já existe no serviço de internet móvel 3G e 4G.

Durante o debate, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha foram citados como exemplos países que aplicam o modelo que limite o pacote de dados por mês. Contudo, essa não é a regra preferencial da maioria dos países. China, Singapura, Canadá e Alemanha, por exemplo, estão entre os que optam preferencialmente pelo modelo ilimitado, conforme o relatório da UIT. Para a organização da ONU, os Estados Unidos, na verdade, entram na conta dos países com planos ilimitados, pois possuem uma grande concorrência com os dois modelos de acesso no mercado.

Estados Unidos x Brasil

A competição norte-americana pelo melhor modelo de banda larga fixa se reflete na opinião dos estadunidentes em fóruns online. Em 2011, o usuário KwayZee perguntou no fórum bodybuilding.com se o seu novo plano com 50 GB/mês seria uma quantidade decente para ele. “Eu faço um monte de streamings de Netflix e preciso de uma quantidade decente para jogar”.

Como resposta, outros participantes desse fórum foram taxativos ao dizer que 50GB seria insignifcante para o seu objetivo. O usuário Desice chegou a exemplificar o problema: “você poderá ter uma vida difícil somente vendo vídeos em 240p e 360p [baixas resoluções] no Youtube… e menos internet significará mais academia? Obrigado, Deus, pela minha banda larga ilimitada”, brincou.

Outros usuários narraram suas experiências com pacotes que nunca reduziram a velocidade após a estourar o limite contratual, mas recomendaram, sempre que possível, a opção pela rede ilimitada.

Enquanto o plano citado no fórum oferecia 50GB por mês, no Bbrasil um plano de 1 Mbps da empresa NET possui franquia de apenas 20 gb por mês. Considerando que um filme em HD da Netflix consuma 3GB por hora*, o assinante brasileiro desse plano conseguiria ver apenas 6 filmes em alta definição por mês – isso se ele não gastar a franquia com outras atividades como navegar no Facebook ou fazer uma videoconferência. Depois de estourar o limite, o contrato da Net informa que a empresa poderá reduzir a velocidade do usuário.

No caso da empresa Vivo (que adquiriu recentemente a GVT) um plano de 4 Mbps promete a mesma franquia de 50GB, que é suficiente para ouvir 13 dias seguidos de música ou rádio web (150 MB por hora) ou, então, baixar apenas um game que possui em média 50 GB.

Depois de estourar o limite, o contrato da Vivo alerta que poderá reduzir a velocidade ou, até mesmo, bloquear a internet a critério exclusivo da empresa. Veja o trecho abaixo:

As empresas OI e TIM não entraram no comparativo porque seus contratos, promocionalmente, não restringem a navegação de acordo com o consumo do assinante. .

*O consumo de dados por tipo de atividade foi calculado de acordo com as informações disponíveis no site da empresa de consultoria Teleco.

Agência Brasil

Claro, TIM e Vivo cortarão 3G após fim de franquia de pré-pago

celularAs operadoras Claro, Vivo e TIM iniciarão depois do Natal o corte da internet móvel dos clientes dos planos pré-pago e controle que usarem toda a franquia antes do fim do mês. Navegar com velocidade reduzida será bem mais difícil a partir de janeiro.

Os clientes da Claro que usarem todo o pacote contratado terão o serviço de navegação suspenso a partir do dia 28. A Vivo estenderá a mesma estratégia, já implantada para gaúchos e mineiros, a partir do dia 30 para mais 11 Estados e o Distrito Federal.

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A mudança será aplicada a usuários dos planos da Vivo nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além do Distrito Federal.

A TIM publicou em seu site que, a partir de 15 de janeiro, a conexão será interrompida ao limite da franquia diária para planos Infinity Web 10, Web 30, Web 100, Web 10+Torpedo, Web30+Torpedo e Turbo 7. A implementação começa nos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo (na área de DDD 19, no interior). Os planos Infinity Pré, Infinity Controle, Liberty Controle e Liberty Controle Express também serão afetados.

Para os clientes da Oi dos planos pré-pago e controle, desde o dia 9 não é mais possível manter o acesso à internet com velocidade reduzida ao fim da franquia.

No dois casos (planos pré e controle), para restabelecer o acesso à web, o cliente gastará mais, pois a opção será comprar mais créditos (no plano pré) ou contratar um pacote adicional. O cliente do plano controle também pode migrar para um pacote com franquia superior, mais caro.

As operadoras devem avisar os clientes sobre as alterações nos planos de serviços e ofertas com, no mínimo, 30 dias de antecedência, segundo o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações.

O corte da conexão ao fim da franquia já acontece em outros países. As operadoras afirmam que o modelo de redução de velocidade após o consumo dos pacotes pode criar uma percepção negativa dos serviços.

Uol

Operadoras de telefonia móvel vão cortar acesso à internet quando franquia do cliente acabar

internet-no-celularA partir de desta terça-feira (9), os clientes da operadora Oi que usarem todo o pacote de internet móvel que foi contratado terão o serviço de navegação suspenso. A mudança vai valer para clientes dos planos pré-pago e de controle da operadora. Quem quiser continuar com acesso à internet deverá recontratar o pacote de dados ou contratar um pacote adicional avulso. Outras operadoras também vão adotar a mudança no sistema ainda neste ano.

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A mudança na cobrança da internet após o fim da franquia foi adotada inicialmente pela operadora Vivo, em novembro. Antes, quando o cliente atingia o limite da franquia, tinha a velocidade reduzida, mas não suspensa. Segundo a Oi, o fim da velocidade reduzida, aliada ao novo modelo de cobrança por pacotes adicionais, é uma tendência mundial por garantir melhor experiência de navegação aos usuários de internet móvel.

A partir do dia 28 deste mês, os clientes da Claro dos planos pré-pago e controle também terão a internet bloqueada após atingirem o limite de dados do plano contratado. Para continuar navegando, eles poderão adquirir pacotes adicionais de franquia. Segundo a Claro, os clientes já estão sendo informados das novas medidas, que permitirão que os clientes usem seus pacotes de internet sempre em alta velocidade, sem reduzí-la após o consumo de sua franquia.

A Vivo, que começou a mudança pelos estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, vai ampliar a estratégia a partir do próximo dia 30 para os usuários pré-pagos e controle do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Pará, de Rondônia, de Roraima e do Tocantins. A empresa diz que já avisou aos clientes sobre o ajuste nos planos, que deverá ser implementado nos próximos meses para os clientes de planos pré-pagos e controle de outros estados, bem como para os usuários pós-pagos.

A TIM vai adotar o bloqueio do acesso à internet após o consumo da franquia somente para os clientes que aderirem à oferta Controle Whatsapp, que garante envio ilimitado de mensagens por meio do aplicativo. A operadora diz que continua avaliando as diferentes possibilidades e não prevê qualquer ajuste em seus planos atuais. “Os clientes necessitam de franquias cada vez maiores e de uma experiência de internet de alta qualidade e, nesse contexto, o modelo de redução de velocidade após o consumo dos pacotes pode criar uma percepção negativa do serviço”, diz a operadora.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as regras do setor permitem às empresas adotar várias modalidades de franquias e de cobranças, mas o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações determina que qualquer alteração em planos de serviços e ofertas deve ser comunicada ao usuário, pela prestadora, com antecedência mínima de 30 dias.

 

EBC

Corte de internet ao fim de limite da franquia compromete WhatsApp

whatsappCom o corte da internet após o fim do limite da franquia, idealizado pelas operadoras de telefonia móvel do país e já colocado parcialmente em prática pela Vivo, os usuários tendem a perder o acesso ao WhatsApp –um dos aplicativos mais utilizados nos celulares e smartphones.

“Ao fim do limite do pacote de dados, as operadoras, ao invés de cortar o serviço, optaram por reduzir a velocidade do acesso. O benefício permite que o usuário, mesmo extrapolando a cota contratada, possa fazer pelo menos o básico, que inclui as mensagens de texto pelo WhatsApp ou a consulta de um e-mail”, afirma Eduardo Tude, da consultoria de telecomunicações Teleco, que caracteriza a mudança das operadoras como uma “tendência natural”.

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Segundo ele, em outros países da América do Norte, da Europa, e da Ásia, o corte é algo natural ao fim da conta contratada. “Ou você contrata um plano adicional ou você fica sem o serviço. Não há outra alternativa.” No Brasil, no entanto, a possibilidade do acesso limitado foi adotada com o intuito de disseminar o uso da internet no celular, conta Tude. Postura similar também foi adotada em outros países da América Latina.

A mudança agora proposta pelas operadoras, na opinião de Tude, é um reflexo da mudança da demanda dos próprios usuários. “O benefício já não tem agradado tanto os usuários, que, muitas vezes, reclamam da baixa qualidade do acesso. O que se quer é uma internet cada vez mais veloz”, disse ele, que acrescenta: “Além disso, hoje a velocidade mais baixa é disponibilizada pelo uso da rede 2G, mas a tendência é que ela seja eliminada para dar espaço a uma tecnologia de maior capacidade.”

Do ponto de vista legal, a mudança também é permitida desde que estabelecida no contrato de prestação de serviço. É o que afirmou Adriana Pereira, diretora de Programas especiais do Procon/SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo). Segundo ela, as operadoras não podem alterar as regras dos contratos em vigência sem a autorização dos clientes.

“Se você já assinou o contrato e o corte não está previsto nele, a operadora é obrigada assegurar que você continue tendo o acesso limitado após o fim do limite da franquia até que o contrato vença”, explicou a especialista, que orientou: “Fique atento e não aprove qualquer alteração no contrato caso não esteja de acordo.” E, caso o corte for realizado mesmo não estando previsto em contrato, Adriana sugere que o consumidor comunique a operadora para fazer falar seus direitos e, em último caso, procure os órgãos de atendimento ao consumidor.

Mas, mesmo estando previsto em contrato, para cortar a internet é preciso que a operadora permita que o usuário possa acompanhar seus usos quando e quantas vezes ele julgar necessário. “Esse controle não pode ser unilateral, como acontece na maioria dos casos”, relatou a diretora do Procon-SP.a

180 Graus

Franquia do Empreender-PB inicia atendimento em Bananeiras

 

08Mais de 20 empreendedores foram atendidos no primeiro dia de funcionamento da Unidade Municipal do Empreender-PB em Bananeiras. Os comerciantes buscaram atendimento para ingressar no processo de aquisição de empréstimo do Programa. A primeira franquia pública do país foi inaugurada, no sábado (27), pelo governador Ricardo Coutinho, que liberou créditos na 2ª região geoadministrativa da Paraíba.

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De acordo com o coordenador Municipal da Unidade de Bananeiras, Daniel Guimarães, a procura pelo crédito do Empreender-PB cresceu ao longo de todo o dia. “A inauguração desta Unidade teve uma repercussão na cidade, e as pessoas estão interessadas, porque já viram outros comerciantes beneficiados que agora têm mais força para investir no próprio negócio”, declarou.

O jovem empreendedor Josias Pereira do Nascimento, de 23 anos, recebeu o crédito de R$ 10.204,00 e disse que vai investir na loja de informática, que possui há cinco anos. “Nunca sobrava dinheiro para estocar material na loja. Eu sempre comprava os suplementos por encomenda. Agora será diferente. Vou ter as peças para vender na hora que o cliente chegar na loja para comprar”, declarou Josias entusiasmado.

A Unidade Municipal do Empreender-PB Bananeiras é a primeira franquia pública do Brasil e foi criada para atender a todos os empreendedores do Município interessados em adquirir crédito do Programa. A unidade fica na Rua Castro Pinto, 312, Centro. Segundo o secretário executivo do Empreender-PB, Tárcio Pessoa, o Empreender-PB pretende desenvolver parcerias com as prefeituras por todo o Estado. Um modelo diferenciado de política pública com alta capacidade de replicação.

A franquia é uma ação pioneira em um governo estadual brasileiro e pretende reunir o que há de melhor entre as estratégias administrativas de franchising e as inovações em política pública. De acordo com Tárcio, o controle, o monitoramento e a capacidade de replicação, que caracterizam uma franquia, são ferramentas fundamentais para o sucesso dessa ação nos municípios paraibanos.

“Todo trabalho nas Unidades será acompanhado pela equipe do Empreender-PB, sendo responsabilidade pelo atendimento e inicialização dos processos para aquisição dos empréstimos da Unidade Municipal. O Empreender PB continua liberando os recursos, com uma pequena contrapartida da prefeitura”, declarou o gestor.

Orçamento Democrático – Durante as plenárias do ciclo do Orçamento Democrático 2013, o governador Ricardo Coutinho entregou, nesse fim de semana, por meio do Empreender-PB, mais de R$ 1,5 milhão em créditos, beneficiando 491 comerciantes da linha Individual.

Na audiência do Orçamento Democrático Estadual, em Esperança, na sexta (26) foram liberados R$ 426 mil para 142 empreendedores da 3ª região, e no sábado em Bananeiras, R$ 390 mil a 130 empreendedores da 2ª região geoadministrativa. Ainda através do Empreender-PB o governador atendeu 159 negociantes em Araruna, com entrega de R$ 468.500 mil, e em Riachão, 60 beneficiados receberam cheques no total de R$ 270 mil.

“Você não encontra na Paraíba uma empresa que tenha investido tanto no Estado. O retorno disso é seguir o plano de trabalho. Nossa maior vitória é ver cada um crescer”, declarou o governador.

Até o final das plenárias do Orçamento Democrático mais de R$ 7 milhões serão injetados na economia do Estado com crédito do Programa Empreender-PB, beneficiando 2.440 comerciantes nas 14 regiões do Estado.

 

 

Secom-PB

Primeira franquia pública do Brasil é inaugurada em Bananeiras

 

02Nesse sábado (27), o governador Ricardo Coutinho inaugurou a primeira franquia pública do Brasil – Unidade Municipal do Empreender Paraíba – em Bananeiras, ampliando o modelo de investimento do Programa para as demais prefeituras paraibanas.

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Bananeiras é o primeiro município a receber a unidade do Empreender-PB. A cidade fez parte da rota do Orçamento Democrático neste final de semana e, além de sediar as plenárias e receber a 1ª franquia, também foi palco da liberação de R$ 390 mil em créditos para 130 empreendedores.

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Focando a Notícia com Secom-PB

Governador vai inaugurar franquia do Empreender-PB em Bananeiras neste sábado

 

ricardoO Governo do Estado, por meio do Empreender-PB, vai entregar R$ 1.554,500,00 em créditos nesta sexta-feira (26), em Esperança, e no sábado (27) em Araruna, Riachão e Bananeiras. Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho vai inaugurar a primeira franquia pública do Brasil – Unidade Municipal do Empreender Paraíba – em Bananeiras, ampliando o modelo de investimento do Programa para as demais prefeituras paraibanas.

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“Esta primeira franquia pública do Brasil tem como objetivo desenvolver parcerias com as prefeituras do Estado. É um modelo diferenciado de política pública que terá uma alta capacidade de replicação. Estamos realizando um casamento entre o que há de melhor no modelo de franchising e política pública”, declarou o secretário executivo do Empreender-PB, Tárcio Pessoa.

Segundo ele, a franquia exige controle, monitoramento e a capacidade de ampliar o negócio dentro de um alto padrão de qualidade. Bananeiras será o primeiro município a receber a unidade do Empreender-PB. A cidade está na rota do Orçamento Democrático neste final de semana e, além de sediar as plenárias e receber a 1ª franquia, também será palco da liberação de R$ 390 mil em créditos para 130 empreendedores.

As cidades de Araruna, Riachão e Bananeiras compreendem a 2ª região geoadministrativa da Paraíba, formada por 24 municípios. Ao todo serão beneficiados 491 comerciantes atendidos pela linha de crédito Individual.

Na 2ª e na 3ª região, as liberações acontecem de maneira fracionada. Na sexta (26), em Esperança, uma das 39 cidades da 3ª região, o governador vai entregar R$ 426 mil em créditos para 130 empreendedores. No sábado (27), em Araruna, serão liberados R$ 468.500,00 beneficiando 159 comerciantes. Em Riachão, serão destinados R$ 270 mil para investimentos de 60 negociantes.

O governador Ricardo Coutinho já entregou cerca de R$ 3,6 milhões para financiamentos por meio do Empreender Paraíba, nas duas primeiras semanas de plenárias do ODE. São 860 beneficiados nas 1ª, 2ª, 4ª, 12ª e 14ª regiões geoadministrativas do Estado que receberam os empréstimos nas audiências em João Pessoa, Guarabira, Picuí, Itabaiana e Mamanguape.

O montante, que chega a mais de R$ 7 milhões serão liberados pelo Governo do Estado, através do Empreender-PB, até o final das 16 plenárias do Orçamento Democrático Estadual. Serão 2.440 empreendedores beneficiados nas 14 regiões geoadministrativas da Paraíba.

O Orçamento Democrático é o instrumento no qual os cidadãos são convidados a participarem das decisões do Governo Estadual sobre a melhor forma de aplicação do dinheiro público em obras e serviços. O Empreender-PB atua nas plenárias do ODE realizando liberação de crédito para todos os empreendedores aprovados no Programa.

 

 

Focando a Notícia com Secom-PB

Conheça os prós e contras de investir numa franquia

De um lado, uma estrutura de gestão pronta para apoiar a empresa. Do outro, a pouca liberdade para apostar em novas oportunidades ou tomar decisões. Para falar sobre as vantagens e desvantagens das franquias, o UOL conversou com especialistas e consultores na área.

De acordo com Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e franquias, entre as principais vantagens, está o fato de o empreendedor receber todo o conhecimento de mercado e gestão do franqueador, o que reduz os riscos.

Não é preciso elaborar um plano de negócios, por exemplo, pois a matriz franqueadora já oferece informações sobre a venda do produto ou serviço e o gerenciamento da empresa. “O empreendedor não é solitário, ele tem a quem consultar no momento de tomar decisões.” Além disso, é o franqueador que determina o preço de venda.

Outra vantagem é trabalhar com uma marca reconhecida. Se o público já conhece a empresa, não há a necessidade de grandes investimentos em publicidade. Por causa disso, ainda, é possível economizar na compra de material e na instalação do negócio. “Se o franqueador tem um nome forte no mercado, há mais flexibilidade nas negociações do ponto de venda e na aquisição de insumos”, diz.

Veja as diferenças entre franquias e modelos próprios de negócios

Franquias Modelo próprio
Suporte do franqueador na gestão Empreendedor gerencia sozinho
Nome reconhecido pelo público Marca nova no mercado
Franqueador escolhe o ponto comercial Empreendedor escolhe o ponto comercial
Plano de negócio é elaborado pelo franqueador Empreendedor tem de pesquisar e montar o próprio plano de negócio
Baixo investimento em publicidade Alto investimento em publicidade
Criatividade e autonomia limitadas Maior liberdade para inovar e decidir
Pagamento de taxa de franquia e royalties Marca criada pelo próprio empresário
Franqueador determina o preço de venda Empreendedor determina o preço de venda
Franqueado tem de se adaptar ao perfil do franqueador Empreendedor cria perfil da empresa, valores e missão
Necessidade de comprovar renda e capital de giro para abrir a operação Empreendedor não precisa comprovar renda e capital de giro, mas precisa calcular e reservar os valores necessários para garantir abertura da empresa

Criatividade e autonomia são limitadas

No entanto, lidar com um modelo de negócio pronto tem suas desvantagens. Na opinião do professor do programa de administração e varejo da FIA (Fundação Instituto de Administração) Claudio Felisoni de Angelo, o franqueado tem menor liberdade de atuação do que um empresário que cria o próprio negócio.

“Na franquia, compra-se uma roupa pronta. O empreendedor tem de se adaptar a ela e não ela se adaptar a ele. A criatividade é limitada. Os produtos e a forma de atuação do franqueador também”, declara.

Até na escolha do local de atuação, a decisão fica a critério do franqueador. O empreendedor pode até sugerir uma região onde acredita que o negócio possa dar certo, mas a palavra final é da matriz.

“O franqueador pode recusar a sugestão do empreendedor e oferecer outros locais onde tem planos de expansão. Cabe ao empreendedor avaliar se é vantajoso ou não. É uma escolha muito limitada aos interesses da empresa.”

 

Uol