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Fome extrema atinge mais de 113 milhões no mundo, diz relatório da ONU

Mais de 113 milhões de pessoas em 53 países sofreram “insegurança alimentar aguda” em 2018, afirma um relatório global da ONU sobre a crise alimentar divulgado nesta terça-feira (2).

O relatório apresentado pela União Europeia (UE), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), entre outras organizações, destaca que o problema afeta principalmente o continente africano.

Os países que atravessaram as mais graves crises alimentares são Iêmen, República Democrática do Congo, Afeganistão, Etiópia, Síria, Sudão, Sudão do Sul e o norte da Nigéria.

Dominique Burgeon, chefe de emergências da FAO, afirmou que os países africanos são atingidos de forma “desproporcional” pela fome aguda, com quase 72 milhões de pessoas afetadas. Segundo o documento, nos últimos três anos, cerca de 50 países vivem dificuldades cada vez maiores para alimentar a suas populações.

A principal causa da insegurança alimentar em todo o mundo foram as guerras. Cerca de 74 milhões de pessoas, ou seja, dois terços da população que enfrenta a fome aguda, estavam em 21 países ou territórios localizados em zonas de conflito, assim como já havia ocorrido em 2017.

“Nesses países, até 80% das populações afetadas dependem da agricultura”, afirmou Burgeon. “Estas pessoas precisam receber assistência humanitária de emergência para poder se alimentar e condições para impulsionar a agricultura.”

Em 2018, o número total de pessoas que sofreram fome aguda apresentou leve redução em comparação a 2017 (124 milhões). Isso pode ter ocorrido em razão de alguns países estarem menos expostos a riscos climáticos violentos, como secas, inundações ou chuvas.

“Este recuo no valor absoluto é um epifenômeno”, minimizou Burgeon. A redução ocorreu “devido à ausência do fenômeno climático ‘El Nino’, que afetou muito as culturas na África Austral e no Sudeste Asiático em 2017”.

“Por causa dos violentos ciclones e tempestades em Moçambique e no Malawi este ano, já sabemos que esses países estarão no relatório do ano que vem”, observou.

José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, avalia que, apesar da ligeira queda em 2018 no número de pessoas com insegurança alimentar aguda, a forma mais extrema de fome, “o número ainda é alto demais”.

Ele diz que é preciso investimentos de grande porte no desenvolvimento, ajuda humanitária e na construção da paz “para construir a resiliência das populações afetadas e pessoas vulneráveis”, acrescentando que “para salvar vidas, também temos que salvar os meios de subsistência”.

O diretor-executivo do PAM, David Beasley, observou que para erradicar a fome é necessário atacar suas causas fundamentais. “Conflitos, instabilidade, impacto dos choques climáticos. Rapazes e moças precisam ser bem nutridos e educados, as mulheres precisam ser verdadeiramente fortalecidas, a infraestrutura rural deve ser fortalecida para conseguirmos esse objetivo de fome zero”, destacou.

O relatório pede o fortalecimento da cooperação entre a prevenção, preparação e reação no atendimento às necessidades humanitárias urgentes e às causas profundas, que incluem as mudanças climáticas, choques econômicos, conflitos e deslocamentos.

G1 

 

 

Papa Francisco doa 25 mil euros para o combate à fome na África

Papa Francisco em visita à FAO em 2014 (Foto: FAO/Alessandra Benedetti/Arquivo)

O Vaticano enviou uma carta ao diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, para informar uma doação à organização de 25 mil euros (R$ 91,3 mil) para o leste da África. A oferta, considerada sem precedentes, pretende ajudar as pessoas que  enfrentam insegurança alimentar e fome na região. A informação é da ONU News.

A carta foi redigida pelo observador permanente da Santa Sé junto à ONU em Roma, monsenhor Fernando Arellano. Nela, o papa afirma que a quantia era “uma contribuição simbólica para um programa da FAO que apoia as famílias afetadas por conflitos e secas em áreas rurais. A doação do papa é parte de uma promessa que ele fez durante uma mensagem a uma conferência da agência, que tem sede em Roma, no início desse mês.

O monsenhor Arellano explicou que o gesto “pretende encorajar os governos a contribuir com a FAO”. Cerca de 22 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar em seis países do leste africano que enfrentam crises de fome: Sudão do Sul, Etiópia, Quênia, Somália, Uganda e Tanzânia.

O papa Francisco tem feito da solidariedade um grande tema do seu pontificado. Ele deve visitar a sede da FAO em 16 de outubro próximo para marcar o Dia Mundial da Alimentação, que este ano  terá como tema Mude o futuro da migração. Invista em segurança alimentar e desenvolvimento rural.

Por ONU News

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Soldado amamenta bebê que chorava de fome durante abordagem policial

“Agente sai de casa pra trabalhar, não sabe o que vai ter pela frente. Temos que estar dispostos a ajudar”, diz Ana Maria Fernandes de Figueiredo. A soldado da Polícia Militar viveu um dia de serviço inusitado no domingo (4). Durante uma abordagem, ela amamentou um bebê de pouco mais de 20 dias de vida, em Belém. O momento foi registrado e viralizou nas redes sociais.

Episódio inusitado foi registrado e viralizou nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)

Episódio inusitado foi registrado e viralizou nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo a PM, ela estava na viatura de ronda, quando viu um homem carregando um bebê muito pequeno. “Ele não levava nada, nenhuma bolsa. Andava apressado com o bebê, que estava chorando muito”, relata. Os policiais, então, pediram para falar com o homem, que estava sem documentação.

Ele explicou que é lavador de carros, e que a esposa havia saído para buscar dinheiro no local onde trabalhava. “A gente liberou ele, mas como o bebê chorava muito, fomos até um hotel da região para abrigar a criança e averiguar a situação”, conta Ana Maria.

Segundo a PM, o homem mostrou um papel do Conselho Tutelar, que estava em seu bolso. O ofício mostrava que ele já tinha uma filha, que fora levada para um abrigo. “Ele disse que já tinha perdido um filho e não queria perder outro. Nos passou o número da esposa e entramos em contato”.

Mãe de um menino de dois anos, a soldado se sensibilizou com o desconforto da criança. O pai da pequena Luíza disse que a menina sentia fome. A policial, então, ofereceu-se para amamentar a bebê. O pai e o sargento autorizaram, e a criança foi alimentada.

“A gente olha uma criança chorando, numa situação daquela. Temos que suprir as necessidades dela. Quando eu me dispus a amamentar, e o pai autorizou na hora, ele estava agoniado com o choro”, diz. “A gente pensa no nosso filho, mãe é mãe”.

Alerta

Apesar do ato de solidariedade que foi a amamentação da pequena Luíza, a prática não é recomendada pelos médicos. Segundo a pediatra da Santa Casa do Pará, Giselle Toscano, a orientação é que ninguém amamente o filho de outra pessoa.

“A princípio, a recomendação é essa. Porque a pessoa (que amamenta) pode ser portadora de alguma doença contagiosa, ou faça uso de alguma medicação que possa fazer mal ao bebê. Mas se a mulher tiver com a saúde em dia, é outra situação”, diz.

A pediatra explica que, em caso de doação de leite materno, há um processo que garante a segurança alimentar ao bebê que vai consumir o leite de terceiras. “O leite doado à Santa Casa, por exemplo, vai para o Banco de Leite, é pasteurizado, passa por diversas etapas, até que é oferecido aos bebês”.

G1

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50 mil crianças correm risco de morrer de fome na Nigéria, diz Unicef

fomeQuase 50 mil crianças que vivem no nordeste da Nigéria, a região onde o grupo jihadista Boko Haram operou nos últimos anos, correm risco de morrer no próximos 12 meses devido à desnutrição avançada, alertou nesta sexta-feira (16) o responsável de nutrição do Unicef neste país, Arjan de Wagt.

Após a recuperação do acesso a zonas que tinham sido tomadas pelo grupo terrorista, a partir de abril, descobriu-se que o nordeste da Nigéria sofre uma crise humanitária mais grave do que se imaginava.

Uma ofensiva do Exército obrigou nos últimos meses as forças do Boko Haram a se retirarem mais ao norte, onde estima-se que haja 2 milhões de pessoas que seguem fora do alcance das organizações de ajuda.

“Ao norte de Borno ainda há muitos distritos que são completamente inacessíveis para nós”, indicou o representante do organização de proteção infantil.

Segundo De Wagt, as novas avaliações revelaram que pelo menos 244 mil crianças estão em condição de desnutrição grave unicamente no estado de Borno, e “uma quinta parte delas foi achada literalmente à beira da morte”.

Para superar esse estado, os menores necessitam ser nutridos em primeira instância com alimentos terapêuticos.

Nos três estados do norte da Nigéria, a ONU calcula que 4,4 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária urgente e que cerca de 55 mil pessoas adicionais estão em “condições similares à crise de fome”, disse o representante do Unicef.

“O nível de sofrimento e desnutrição nesses lugares é extremamente alto, com 12% de desnutrição severa, que é algo que normalmente não se vê e ressalta a gravidade do que está ocorrendo no local”, declarou De Wagt por telefone desde Abuja.

O representante sustentou que, em seus 20 anos de experiência em contextos similares, a última crise comparável foi a ocorrida na Somália em 2011.

Confisco de alimentos e terras agrícolas
Uma das razões para que a população do norte da Nigéria tenha chegado a este extremo é que os milicianos de Boko Haram se apoderaram nos últimos cinco anos dos terrenos agrícolas e os habitantes não puderam cultivar suas próprias terras com fins de autoconsumo.
Uma das razões para que a população do norte da Nigéria tenha chegado a este extremo é que o Boko Haram se apoderou das terras agrícolas e confiscou alimentos da população.

De Wagt sustentou que outra prática comum dos membros da organização terrorista foi a de confiscar os alimentos da população, que com a passagem dos anos foi esgotando suas reservas, incluídos os animais que criavam.

“Não há cultivos e todos dependem da ajuda humanitária, pelo menos até o final da próxima colheita, que será em outubro do próximo ano”, disse o especialista em nutrição.

Sobre o número de crianças que podem ter morrido até agora pela desnutrição, o Unicefconsidera que é impossível fazer um cálculo sério porque muitos morreram em suas casas e não há registros.

Considera-se que uma avaliação realista só pode ser feita com visitas casa por casa, para as quais foram contratados 1,5 mil colaboradores que ao mesmo tempo informarão às famílias da existência dos programas nutricionais do Unicef.

O grande problema para cumprir com as metas é o pouco financiamento dos programas do organização na Nigéria, lamentou De Wagt.

G1

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Assista: moradores de Alagoa Grande comem ratos para matar a fome

Alagoa-GrandeMoradores da comunidade Barreira de Alagoa Grande impressionaram internautas de todo o Brasil ao revelarem que caçam roedores para complementar a alimentação. Todos os dias crianças e adolescentes saem para as áreas pré-selecionadas a fim de capturarem ratos.

A reportagem do Portal AG1, de Alagoa Grande, registrou um dos “caçadores” exibindo os roedores momentos antes de seguirem para a panela.

Apesar de a maioria dos moradores ter acesso ao programa Bolsa Família, eles afirmam que o dinheiro que recebem nem sempre dá para comprar a “mistura”.

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O Portal AG1 também apurou que as famílias não recebem qualquer ajuda da Prefeitura de Alagoa Grande, e não conhecem a Secretária de Desenvolvimento Social do município. Um dos moradores relatou que foi difícil até conseguir um enterro digno para seu filho que não resistiu a situação de miséria vivida pela família e morreu, dois dias depois de nascido.

A nutricionista Patrícia Lima disse que o consumo de roedores é perigoso devido à transmissão de doenças e por também estarem próximos a comunidades sem esgotamento sanitário.

Patrícia explicou que os ratos podem ser vetores de inúmeras doenças e os moradores, quando caçam, podem se infectar dentro de casa quando “limpam” e tratam o rato para comer.

A nutricionista fez o esclarecimento na página da UOL por ocasião de uma matéria na qual os moradores do sertão piauiense comiam ratos para sobreviver.

Rafael San com AG1

Padre propõe a moradores greve de fome contra obra do Dnit em Cabedelo

rodoviaUm grupo de moradores de Cabedelo não está satisfeito com o projeto de alargamento da BR 230 na cidade. O Padre Noberto, pároco em Camboinha, está propondo uma greve de fome entre moradores, caso o Governo Federal decida dar continuidade à obra.
Em uma reunião de moradores, o padre propôs que fosse arrancado o marco zero da BR 230 de Cabedelo e posto depois da cidade. Ele lamentou que a ampliação na rodovia tenha na rota, casas, igreja, comércios e pontos de cultura que devem desaparecer com o alargamento da via.
A verba para criação de mais uma faixa na BR 230, no trecho de Cabedelo a Bayeux já teria sido aprovado através do Programa de Aceleração do Crescimento e a obra pode entrar em execução. Moradores de Cabedelo, onde começa a ‘Rodovia Transamazônica’ devem ter imóveis desapropriados para a passagem da BR.

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Os populares pretendem entrar na Justiça contra as pretensões do Dnit, mas o religioso revelou descrença na ação e acusou oficiais de justiça de Cabedelo de aceitarem suborno para privilegiar interesses de empresas da ‘cidade portuária’.

Écliton Monteiro – MaisPB

América Latina enfrenta epidemia de obesidade após luta contra a fome

obsidadePaola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no mundo.

Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.

O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.

“Comprar um combinado para a família de frango frito, batatas fritas e refrigerante pode alimentar a mim e meus três filhos a um preço que posso pagar”, disse Flores, uma secretária, que aguardava na fila.

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Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.

Mais ricos, mais gordos
Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura.

Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida.

Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.

“No passado, o principal problema que tínhamos na América Latina era a subnutrição. Nós tentamos enfatizar programas de alimentação escolar e suplementos para as famílias”, disse Yenory Hernandez-Garbanzo, encarregada de nutrição na Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).

“Agora, temos de olhar para a foto maior. Estávamos alimentando essas famílias com uma grande quantidade de energia, mas não as ensinamos a ser equilibradas em suas dietas”, disse Yenory à Reuters.

Problema grave
A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

“A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição.

Segundo o Instituto Nacional do México para a Saúde Pública, o país enfrenta a crise de obesidade mais aguda da região, com 70% dos adultos com sobrepeso ou obesos. A obesidade custou à economia mexicana cerca de US$ 5,5 bilhões em 2008, disse Florencia. Se o problema não for solucionado, a previsão é que a cifra chegue a US$ 12,5 bilhões em 2017.

Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.

Especialistas dizem que uma das razões por que a obesidade é um problema tão grande na América Latina advém do poder das empresas multinacionais de alimentos e bebidas, em especial as dos Estados Unidos.

“Um dos maiores problemas aqui é a influência da indústria de alimentos”, afirmou a especialista em nutrição Melissa Vargas, da FAO. “Elas têm … um monte de influência política e dinheiro para a publicidade.”

G1

Chocolate amargo engorda menos do que uma barra de cereal. Saiba enganar a fome

balançaSabe quando chega perto da hora do almoço, ou durante o período da tarde, e bate aquela fome? Pois saiba que muitos alimentos podem ajudar a controlar isso, prolongando a sensação de saciedade. E melhor ainda, tudo isso com alimentos saudáveis. Entre as opções de estão a banana, o iogurte e até mesmo os biscoitos com fibras. A chia é outro alimento que está na lista dos que são ideais para segurar a fome.

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Mitos e verdades sobre a digestão

Para ajudar nessa tarefa e ainda explicar os benefícios de cada um desses itens, o Tempo de Mulher convocou dois especialistas em nutrição para dar dicas sobre como driblar aquela fominha básica. São eles, a nutricionista funcional, Andrezza Botelho, e o nutricionista Gabriel de Carvalho, presidente de honra do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional. Vamos às dicas?

BANANA

Fácil de carregar na bolsa, ela tem fibras e dá uma sensação de saciedade. Essa fruta contém ainda potássio, ferro e triptofano, que ajudam ainda a dar pique para enfrentar a rotina. Mas não exagere, pois ela é um pouco calórica (cada uma tem, em média, 90 calorias). Por isso, nada de comer três bananas de uma vez, ok?

IOGURTE OU BISCOITOS COM FIBRAS

Esse é outro alimento fácil de levar na bolsa. Um bom iogurte (há tantas opções no mercado) ajuda a tapear a fome. Se preferir, coloque aveia que a sensação de saciedade aumentará. Além disso, uma alternativa para aliviar aquele desejo louco por doces é comer biscoitos integrais. Mas o excesso pode engordar.

CHOCOLATE AMARGO

“Esse tipo de chocolate, quando sem açúcar, é perfeito. Uma barra de 25 gramas, muitas vezes, tem menos calorias do que uma barra de cereal e, obviamente, como ele tem muito menos carboidratos, vai engordar bem menos. Além disso, como tem gordura, vai proporcionar mais saciedade”, afirma Gabriel.O chocolate amargo tem ainda os compostos do cacau – que aumentam a produção de serotonina, responsável pela sensação de felicidade – e que, junto com substâncias como feniletilamina [conhecido como o hormônio da paixão], magnésio e vitamina B6, ajudam na síntese de neurotransmissores [substâncias químicas que têm como função transmitir impulsos nervosos de um neurônio para outro].

CASTANHAS

“Já as castanhas são ricas em gorduras insaturadas [que ajudam a reduzir o colesterol ruim] e fibras, além de retardar o esvaziamento gástrico [a transferência do alimento que está no estômago para o duodeno, que é a primeira parte do intestino delgado*]. Com isso, a pessoa tem uma sensação de saciedade por mais tempo”, diz nutricionista funcional Andrezza Botelho.

*faz parte do sistema digestivo

CENOURA E PEPINO

“Faça palitinho de cenouras e/ou coma pepino sempre que bater aquela fome. Pode ser aquele pepino em conserva também. Tem o gosto salgadinho e ácido que algumas pessoas precisam para tapear a fome”, afirma o nutricionista Gabriel de Carvalho, presidente de honra do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional.

CHIA

“Quando você coloca uma colher de semente de chia e deixa de molho, na água (mínimo 30 minutos), ela começa a formar uma espécie de gel, que é fibra solúvel. Consumir esse gel retarda o esvaziamento gástrico e aumenta a sensação de saciedade”, recomenda a nutricionista funcional Andrezza Botelho.

BATATA DOCE E OVO

A batata doce, rica em carboidratos de baixo índice glicêmico [ou seja, libera açúcar em menor quantidade no sangue] e fibras, garantindo absorção gradual do carboidrato. Com isso, a sensação de saciedade é prolongada.”Ovos cozidos ou mexidos são fontes de proteína que demoram um tempo maior para fazer digestão, se comparados aos carboidratos, e não geram picos de glicêmica (liberação de açúcar no sangue)”, afirma Andrezza Botelho.

 

MSN Saúde e Bem Estar

 

Cidade mais ‘dilmista’ do Brasil, Belágua enfrenta pobreza e fome

(Foto: Clarissa Carramilo / G1)
(Foto: Clarissa Carramilo / G1)

A maior votação proporcional alcançada pela presidente reeleita Dilma Roussef (PT) aconteceu em Belágua, a 280 km de São Luís, na região leste do Maranhão. Na cidade de apenas 6.524 habitantes, 93,93% dos votos válidos (3.558 votos) foram dados à candidata petista enquanto Aécio Neves (PSDB) obteve 230 votos.

Pela segunda vez, Belágua entra no cenário nacional por apresentar índices expressivos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em dezembro do ano passado, o município registrou o maior salto econômico do país, subindo mais de mil posições no ranking de cidades por PIB per capita. Reportagem do G1 mostrou que o maior ganho da população foi sair da situação de pobreza extrema para a pobreza, impulsionada pelos programas de assistência social do governo federal somados à produção artesanal e venda de farinha de mandioca.

Tem gente que quer o anzol, a isca e o peixe, mas tem gente que luta pra pegar o peixe”
Raimunda Nonata, 34, lavradora

Dez meses depois, o G1 voltou a Belágua para saber como está a cidade mais “dilmista” do Brasil e constatou que o cenário é o mesmo. Na maior parte do município, falta saneamento básico, água encanada e pavimentação das ruas, por exemplo, mas a população garante que já foi pior.

Neste mês, segundo a Caixa Econômica Federal, 1.292 famílias cadastradas receberam verba do Bolsa Família na cidade. Se consideramos a base mínima de 4 pessoas por família utilizada pelo IBGE, o programa beneficia de forma direta aproximadamente 5.168 pessoas, o equivalente a 79,2% da população belaguense.

Dados do IBGE apontam que, em Belágua, a incidência de analfabetismo é de 52,11%. Apenas três ônibus estão na frota local de veículos e dois hospitais públicos municipais oferecem um pequeno leque de serviços de saúde. A população tem maioria concentrada nas faixas etárias de 5 a 9 anos e 10 a 14 anos. A estimativa é de que, entre 2010 e 2014, o crescimento populacional tenha sido de 667 pessoas, o que leva a população a 7.191 habitantes no total.

Barreiro onde é depositado o lixo em casa de Belágua, MA (Foto: Clarissa Carramilo / G1)Barreiro onde é depositado o lixo em casa de Belágua, MA (Foto: Clarissa Carramilo / G1)

Leve melhoria
Eleitor convicto de Dilma, José Raimundo Nonato Silva, de 51 anos, hoje é dono de um comércio, mas prefere declarar a profissão de lavrador. Casado e pai de três filhos, ele conta que abriu a venda depois do Bolsa Família e afirma que nunca deixou de trabalhar por causa do benefício.

Além de produzir farinha, Raimundo Nonato agora é comerciante (Foto: Clarissa Carramilo/G1)
Além de produzir farinha, Raimundo Nonato agora
é comerciante (Foto: Clarissa Carramilo / G1)

“Sou da roça mesmo. Tenho esse negócio aqui, mas eu faço farinha. Antes do Bolsa Família, eu só vendia farinha. Ela [Dilma] melhorou, tinha muita família que tava passando mal, passando fome. Agora come direitinho, tem uma coisinha pra comprar no comércio, compra comida, paga roupa”, explica.

Ele admite que muita gente na cidade deixou de trabalhar por causa do benefício e considera a atitude um erro. “Aqui tem muita pessoa que depois que recebeu essa bolsa, parou de trabalhar. Tá errado. Isso daí é uma ajuda que ela deu pro camarada pra ter mais aquele negócio, pra trabalhar, pra ter mais. Agora, o pessoal pega isso e não quer fazer mais roça, não quer fazer carvão, não quer mais trabalhar?”, protesta.

Questionado se ele consideraria votar no candidato Aécio Neves, Seu José Raimundo é categórico. “De jeito nenhum. Eu não conheço ele, o pessoal dele nunca fez nada aqui pra mim”, revela. Informado de que algumas pessoas não concordam com os programas do governo, ele disse que gostaria de conversar com alguém que pense assim. “Tem gente que não entende as coisas, né? Eu tinha tanta coisa pra falar pra uma pessoa dessa”, avisa.

Raimunda Nonata critica quem quem se apega aos benefícios e deixa de produzir riquezas (Foto: Clarissa Carramilo/G1)
Raimunda Nonata critica quem quem se apega
aos benefícios (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

Dilmista crítica
Já a lavradora Raimunda Nonata, 34, conta que votou na Dilma, mas não por causa do Bolsa Família. Ela discorda de quem se apega ao benefício e deixa de “produzir riquezas”.

“Nossa cidade é a quarta das mais mal desenvolvida [no estado] e dentro do nosso município tem muitas riquezas. Existe campo pra pessoa trabalhar, só que, hoje, a gente vê que o próprio pessoal do município não se importa”, reclama.

Para Raimunda, a má distribuição e aplicação de recursos na cidade leva parte da população a necessitar de programas do governo federal para sobreviver. Ela afirma que o voto na presidente reeleita foi uma segunda chance para a petista mostrar um trabalho melhor.

“Hoje, a gente votou nela [na Dilma] dando uma segunda oportunidade, mas se continuar assim, não vou mais votar nesse partido. A gente vê que tem muito recurso pra pobreza, mas é mal distribuído e quem sofre é o pobre. Aí, as pessoas se apegam à questão do Bolsa Família, mas o nosso município não pode depender só disso. Tem várias pessoas que não têm oportunidade pra cursar um curso e fazer uma faculdade aqui. Eu vejo gente que usa isso pra se empenhar, pra levar o filho pra escola, mas nem todas as pessoas têm o bom senso de fazer isso. Tem gente que quer o anzol, a isca e o peixe, mas tem gente que luta pra pegar o peixe”, acrescenta.

Família de Natividade deixou de produzir farinha após ser incluída em programa do governo federal (Foto: Clarissa Carramilo/G1)Família de Natividade deixou de produzir farinha após ser incluída em programa do governo federal (Foto: Clarissa Carramilo / G1)

Vida mais tranquila
A dona de casa Maria da Natividade Araújo, 31, é uma das que usa o benefício para ter uma vida mais tranqüila. Antes do Bolsa Família, ela produzia farinha e obtinha renda da venda dos pandeiros, que custavam em torno de R$ 30 a R$ 40. Depois que a família foi incluída no programa, passou a receber R$ 184 e o marido fez um curso profissionalizante de pedreiro.

Na casa de barro e palhoça, a água é preciso ser bombeada de um poço e carregada em baldes. O lixo é jogado e incinerado em buracos abertos no quintal, os chamados “barreiros”. Questionada se ela acredita que é preciso melhorar a qualidade de vida da família, Maria afirma que “sempre pode”, mas que gosta da vida que leva.

Se ele [Aécio] não fizesse nada, a gente mudava de novo. E assim vai, até a gente encontrar alguém que realmente se importe com o país”
Vladerlice Silva, 20, estudante

“Consigo pagar as contas, mercearia de casa e comprar remédio. Farinha agora a gente nem faz mais. O que meu marido ganha [como pedreiro] já ajuda bastante. Por isso eu votei na Dilma, porque melhorou, porque, na roça, o serviço é mais pesado e esse é um benefício que a gente ganha sem trabalhar. Ajuda bastante”, revela.

Peesedebista solitária
Entre tantos eleitores de Dilma, o G1 encontrou apenas uma eleitora do Aécio – a estudante Vladerlice Saminez Silva, 20. Ela conta que votou no candidato tucano porque considerou as propostas dele melhores e revela que não foi a única na cidade a pensar assim. Segundo ela, muita gente não votou no opositor a Dilma com medo de perder os benefícios.

“Votei no Aécio porque achei as propostas dele muito melhores do que as da Dilma. Ela fez coisa boa no governo, mas deveria ter feito mais. Principalmente na segurança e, analisando o debate, achei as propostas dele muito melhores”, disse.

Para Vladerlice, a alternância de governantes no poder seria positiva para o país. “A maioria das pessoas votou nela por causa do Bolsa Família, com medo de perder, mas a gente não tem que pensar não só na gente, mas no país em si e foi isso que eu fiz. Se a pessoa não faz nada, a gente muda. Se ele não fizesse nada, a gente mudava de novo. E assim vai, até a gente encontrar alguém que realmente se importe com o país”, conclui.

Casa de farinha em residência de Belágua, MA (Foto: Clarissa Carramilo / G1)Produção e venda de farinha artesanal é a principal característica da economia belaguense (Foto: Clarissa Carramilo / G1)
Clarissa Carramilo

Somália está à beira de nova crise de fome, alertam ONGs

A Somália, que há três anos viveu uma crise de fome que deixou mais de 250 mil mortos, está à beira de uma nova catástrofe devido à seca na região, que só pode ser evitada por meio de ajuda humanitária urgente, alertaram neste domingo (20) organizações não governamentais (ONGs).

 

Reprodução

Em 2011, a fome deixou quase 260 mil mortos na SomáliaEm 2011, a fome deixou quase 260 mil mortos na Somália

O alerta foi lançado pelo Consórcio de Organizações Não Governamentais da Somália, que inclui 19 instituições locais e internacionais, entre as quais a Action contre la Faim (ACF), Acted, Oxfam, Solidarités International ou World Vision. O comunicado também chama a atenção sobre a falta de fundos para ajudar a evitar a crise.

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“Os sinais de seca reapareceram na Somália […] e não devem ser ignorados para evitar a voltar a cair nas mesmas condições que levaram à catástrofe de 2011”, informou a nota. As ONGs apelaram a uma ajuda urgente e que se prolongue pelos próximos três a seis meses, afirmando que constam menos de 30% dos fundos necessários para fazer face à atual crise na Somália.

No dia 20 de julho de 2011, precisamente há três anos, quando uma das piores secas em 50 anos afetou mais de 10 milhões de pessoas na região do Chifre da África, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou estado de fome em diversas regiões da Somália, onde a situação de guerra e o caos permanente, desde 1991, agravaram a catástrofe climática.

Os seis meses de fome, que se estenderam em todo o país, fizeram quase 260 mil mortos, metade dos quais crianças com menos de 5 anos de idade, uma das piores fomes no mundo nos últimos 25 anos.

Fonte: Agência Brasil