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Corinthians encerra jejum em clássicos, bate Santos e mantém folga

brasileirãoO Corinthians finalmente sofreu com o forte calor das 11h (de Brasília) no Campeonato Brasileiro, reclamação de muitas equipes nacionais. A alta temperatura, contudo, não impediu a equipe paulistana de fazer grande duelo contra o Santos, em Itaquera, pela 27ª rodada do torneio. O bom desempenho, no que talvez tenha sido a melhor atuação do time em um clássico na competição, foi suficiente para o fim de jejum de nove partidas sem vitórias contra os rivais. Pior para a equipe da Baixada Santista, que levou 2 a 0 com gols de Jadson alcançados na reta final do duelo.

Em campo, o Corinthians justificou os quase 40º C da matinê paulistana e fez um duelo quente contra o rival. Melhor em campo, os donos da casa tiveram as principais chances para sair na frente do placar, mas sofreram com erros de finalização ou com o goleiro Vanderlei. Na reta final do confronto, contudo, Jadson, em pênalti bem marcado pela arbitragem e em rápido contra-ataque, garantiu o triunfo que mantém a folga alvinegra na ponta.

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O time paulistano mantém a liderança do Campeonato Brasileiro com pelo menos a mesma vantagem que tinha até antes do duelo. A equipe vai aos 57 pontos e agora torce contra o Atlético-MG, vice-líder com 49 pontos que pega o Flamengo ainda nesta tarde. O Santos, por sua vez, fica mais longe do G-4, em oitavo com 40 pontos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 x 0 SANTOS

Data: 20 de setembro de 2015
Horário: 11h (horário de Brasília)
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Árbitro:  Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Rodrigo Pablo Zanardo e Alex Ang Ribeiro
Público pagante: 41.748 pessoas
Renda: R$ 2.649.100,00
Gols: Jadson, aos 40 minutos do segundo tempo e aos 43 minutos do segundo tempo
Cartão amarelo: Ricardo Oliveira, Marquinhos Gabriel, Neto Berola e Werley (Santos) Elias e Felipe (Corinthians)
Cartão vermelho: Werley e David Braz (Santos)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Yago; Ralf; Jadson, Elias (Cristian), Renato Augusto e Malcom (Lucca); Vagner Love (Danilo). Técnico: Tite

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Marquinhos Gabriel (Leandro); Gabriel (Neto Berolo) e Ricardo Oliveira (Paulo Ricardo). Técnico: Dorival Júnior

 

 

Uol

Casais trocam filhos por viagens, sonhos de consumo e folga no orçamento

A terapeuta Maria Helena Novaes*, de 40 anos, optou por não ter filhos. Com uma renda confortável, ela dificilmente teria realizado o sonho de conhecer o mundo se tivesse engravidado. E essa escolha teve mais ligação com dinheiro do que com falta de tempo ou dedicação.

Thinkstock/Getty Images

Casal com renda de R$ 5 mil pode acumular R$ 3,3 milhões em 30 anos, com 25% do que iria para os filhos

Ela e o marido traçaram um planejamento financeiro para desfrutar da vida de turistas. “Sempre viajamos duas vezes por ano, mas, se tivéssemos filhos, não conseguiríamos bancar todo o conforto e mimos dessas viagens”, conta Maria Helena.

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Gisele Céo*, de 33 anos, deixou de ser dependente dos pais há pouco tempo, ao passar em um concurso público federal. Com renda em torno de R$ 6 mil, ela não tem vergonha em dizer que prefere não comprometer seu orçamento com as despesas de um filho, embora diga gostar de crianças.

“Agora que posso decidir como gastar meu dinheiro como bem entender, vou me endividar por anos, sem fazer minhas vontades? Não, existem outras formas de encontrar realização além de filhos, e o dinheiro proporciona algumas delas, por que não?”.

Pessoas sem filhos são cada vez mais numerosas no Brasil. O percentual de casais que optaram por não gerar herdeiros cresceu de 14% para 19% entre 2002 e 2012, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no ano passado.

“Mais caro que um carro de luxo e um cruzeiro pelo mundo”

Thinkstock/Getty Images

Grupo dos sem filhos ganhou o apelido dink nos EUA (“dupla renda, sem filhos”)

De tão representativo, o grupo dos sem filhos ganhou o apelido de “dink” nos Estados Unidos (abreviação de “double income, no kid”, ou “dupla renda, sem filhos”). A economista e psicanalista francesa Corinne Maier, autora do livro “Sem Filhos – 40 Razões Para Você Não Ter”, admite ter se arrependido de engravidar e um dos motivos foi financeiro.

“Um filho custa uma fortuna. Está entre as compras mais caras que um consumidor médio pode fazer em sua vida. Em matéria de dinheiro, custa mais caro que um carro de luxo do último tipo, um cruzeiro ao redor do mundo, um apartamento de quarto e sala em Paris. Pior ainda, o custo total pode aumentar no correr dos anos”, diz, em trecho do livro.

Um cálculo feito pelo professor da ESPM e presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), Adriano Maluf Amui, mostrou que, dependendo da condição econômica dos pais e da disposição em investir no futuro do filho, os gastos com o rebento podem variar entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão ao longo de 21 anos – considerando-se apenas gastos básicos, com educação, saúde e lazer.

“O custo de criar um filho aumentou muito para a nova geração em idade fértil”, diz o educador financeiro do instituto Dsop, Reinaldo Domingos. Levando-se em conta o aumento do custo da educação e o prolongamento da dependência para perto dos 30 anos de idade, a decisão por ter filhos passa cada vez mais pela condição financeira do casal.

“Se você não quer comprometer 25% do que ganha, não tenha filhos”

Os pais precisarão desembolsar, no mínimo, 25% de todo o ganho familiar nesta nova vida, como um investimento, ao longo de décadas, estima Domingos. “Se você não quer comprometer 25% da sua renda com outra pessoa, não tenha filhos”, alerta o educador financeiro.

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Ausência de filhos não garante vida financeira confortável, alerta educador do Dsop

Embora não ter filhos gere uma economia considerável, alerta Domingos, essa opção está longe de garantir uma vida financeira tranquila. Da mesma forma, quem gerou uma vida pode ter pleno controle de seu orçamento. A educação financeira, lembra, nada tem a ver com a escolha em ter filhos.

Se o casal for excessivamente consumista, mesmo sem filhos, pode se frustrar por não conseguir formar uma poupança ou fazer um plano de previdencia como gostaria. Já uma pessoa controlada e com perfil investidor pode ter dinheiro de sobra para suas realizações pessoais, ao lado dos filhos.

Portanto, diz Domingos, ao considerar motivos financeiros dentro da opção de ter filhos, deve-se levar em conta não só quanto se ganha, mas como a pessoa lida com o dinheiro. Deve-se pesar sonhos e prazeres: por exemplo, sem filhos, pode-se destinar os 25% para umqa doação, para um plano de aposentadoria ou um estilo de vida mais confortável.

Economia dos “sem filhos” pode ser direcionada para outros sonhos

O educador financeiro do Dsop calculou três casos hipotéticos de quanto um casal pode acumular ao longo de décadas com a quantia que deixaria de investir se tivesse filhos. A estimativa considerou aportes mensais de 25% da renda familiar, levando em conta um rendimento médio de 0,65% por mês e a inflação anual de 5,91% ao ano (correspondente ao IPCA do ano passado):

CASO 1 – Renda de R$ 2 mil

Investimento mensal: R$ 500,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 452.290,18

Valor acumulado em 30 anos: R$ 1.345.061,76

CASO 2 – Renda de R$ 5 mil

Investimento mensal: R$ 1.250,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 1.130.725,46

Valor acumulado em 30 anos: R$ 3.362. 654,41

CASO 3 – Renda de R$ 10 mil

Investimento mensal: R$ 2.500,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 2.261.450,91

Valor acumulado em 30 anos: R$ 6.725.308,81

 

iG

Duas policiais de folga evitam roubo lutando contra assaltante no Sertão da Paraíba

Policiais foram ao encontro de jovem que era vítima de assalto
Policiais foram ao encontro de jovem que era vítima de assalto

Um ato heroico de duas policiais do destacamento feminino do 14º Batalhão da Polícia Militar conseguiu evitar um assalto após as mulheres entrarem em luta corporal com o assaltante na tarde dessa quarta-feira (21) no município de Cajazeiras, no Sertão do estado, a 468 de João Pessoa.

As duas policias estavam de folga e viram uma jovem sendo atacada por um assaltante em plena rua. Elas pararam o carro, se aproximaram e uma delas mandou que o assaltante soltasse a moça e deitasse no chão. Como ele não atendeu, as duas policiais foram para cima dele e lutaram com o assaltante que, conforme contaram, tinha mais de 1,80 m de altura.

“Quando chegamos, ele estava com o braço agarrado no pescoço da vítima, tentando tomar o celular. A moça reagia e já tinha rasgado a camisa dele. Por conta disso já estava cheia de hematomas fruto de agressões. Como ele não nos atendeu quando dissemos que éramos policiais e que ele largasse a moça e deitasse no chão, partimos para salvar a jovem”, contou a soldado Verônica, uma das policiais do episódio.

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Ela disse que foi uma reação imediata e, mesmo se não fosse policial, a decisão teria sido a mesma. “Principalmente quando as vítimas são idosos, crianças ou mulheres, a reação acontece e a gente tenta fazer alguma coisa para ajudar”, desabafou.

A soldado relatou ainda que não sabia se o assaltante estava armado, mas percebeu que ele estava com algum objeto na cintura, no entanto, a policial acredita que não era uma arma.

As duas militares estão na Polícia Militar há quase dois anos e entraram na corporação na mesma turma. Elas estavam de folga e desarmadas e se o bandido estivesse armado naquele momento, soldado Verônica acredita que todos ali estariam correndo risco. “Mesmo assim, fizemos o que achamos correto naquele momento, acho que se ele estivesse armado talvez tivesse atirado na gente”, confessou.

Policiais militares estavam de folga, mas foram tentar ajudar a vítimaFoto: Policiais militares estavam de folga, mas foram tentar ajudar a vítima
Créditos: Reprodução/ Facebook/ Roberlândia Rodrigues 

O assaltante estava de moto e ainda teria tentado fugir no veículo, mas foi impedido pelas duas policiais. Sem o celular e sem a moto, o assaltante correu a pé e ainda foi perseguido pela soldado Gilberlândia, por alguns metros, mas conseguiu fugir.

Depois do susto, a vítima agradeceu às duas heroínas que a levaram até a delegacia da cidade para que fosse prestada queixa. De acordo com a soldado Verônica, outras queixas de assalto na mesma área foram prestadas e as características do assaltante repassadas pelas vítimas são as mesmas do autor dessa tentativa frustrada.

Com as características físicas e com os dados da motocicleta apreendida, o assaltante foi identificado pela polícia. Trata-se de um adolescente de 17 anos, que fez 18 anos nesta quinta-feira (22). Ele continua foragido.

“Nós acreditamos que ele vinha praticando assaltos no local há algum tempo. Conseguimos localizar a casa da mãe dele e conhecemos uma mulher batalhadora que confessou que o filho era usuário de drogas, mas não sabia que ele estava praticando assaltos”, relatou.

Como o suspeito quando cometeu a infração ainda era menor de idade, deve responder pelo ato como menor.

 

Por Luciana Rodrigues

Vândalos arrombam escola, roubam e destroem equipamentos em dia de folga ‘suspeita’ de vigia

Imagem Niaranjan do O'
Imagem Niaranjan do O’

A Escola Municipal Violeta Formiga, em Mandacaru, foi arrombada na madrugada desta terça-feira (11). O Arrombamento aconteceu de ontem para hoje, os vândalos levaram computadores e objetos, além de espalharem os equipamentos por toda a escola.

Ao chegar, a diretora da escola, Sônia, encontrou equipamentos eletrônicos e instrumentos musicais do lado de fora, jogados na calçada. Os ladrões quebraram o bebedouro e também espalharam por toda a dependência o material escolar que seria distribuído, merenda escolar e instrumento musicais.

Nem o auditório escapou das ações dos ladrões, também foi arrombado e tiveram os extintores esvaziados. De acordo com a Polícia Militar, até um órgão (instrumento musical) foi encontrado do lado de fora da escola.

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Segundo a diretora do turno da noite Maria, o vigia da escola teria informado, por outra pessoa às 20h de ontem que não iria trabalhar, pois estaria doente. Maria disse que por ser tarde da noite não encontrou o segundo vigia para substituir. Portanto a escola passou a noite sem segurança.

A Escola tem 800 alunos matriculados e foi contemplada pelo Correios e Telégrafos em 2013 com mais de dois mil brinquedos e parte deles foram levados.

Foto: Niaranjan do O’
Foto: Niaranjan do O’

Wagner Mariano / Jota Ferreira

 

paraiba.com.br

Flu busca virada polêmica sobre a Ponte e mantém folga na liderança

Com uma dose considerável de sofrimento e outro punhado de polêmica, o Fluminense manteve nove pontos de folga sobre seu concorrente mais próximo, que agora é o Atlético-MG. O líder do Brasileirão venceu a Ponte Preta por 2 a 1, de virada, após levar gol no primeiro minuto da partida em São Januário. Os lances do triunfo tricolor foram questionáveis: o de Fred nasceu de um pênalti inexistente, em toque de mão de Luan, e o de Gum se originou em falta discutível sobre Marcos Júnior.

A atuação do Fluminense não foi das melhores. Ganhou mais no sufoco do que na qualidade depois de Luan abrir o placar para a Ponte Preta – que mais matou tempo do que jogou futebol no segundo tempo. No fim, alívio para o líder, que conseguiu manter a distância de nove pontos sobre o Atlético-MG (68 contra 59), que também virou seu jogo – 2 a 1 sobre o Sport. O Grêmio, outro concorrente, empatou por 1 a 1 com o Botafogo e ficou com 57. É justamente o próximo adversário do Flu, quarta-feira, no Engenhão.

O Fluminense, até este domingo, havia saído atrás no placar em seis das 29 partidas. E virara apenas uma delas. A segunda veio em uma cabeçada de Gum aos 43 minutos do segundo tempo.

– Papai do Céu tem me abençoado. Sou um cara feliz, é um momento especial, e fico feliz de poder ter feito esse gol decisivo e ajudado o Fluminense nessa reta final do campeonato, que é muito difícil. Nós queremos o título – afirmou Gum

A Ponte Preta segue com 37 pontos. É a 14ª, dez à frente da zona de rebaixamento. O time de Campinas volta a campo na quinta-feira, no Recife, contra o Sport.

Gum fluminense gol ponte preta (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Zagueiro voador: Gum abre os braços para comemorar gol de cabeça(Foto: Dhavid Normando/Photocamera)

Gol precoce

Três toques de perna direita: o domínio, a ajeitada para encaixar o corpo e a conclusão. Um segundo de viagem no espaço para a bola: da chuteira de Luan até o ângulo de Diego Cavalieri. E uma revolução nas perspectivas do líder do Campeonato Brasileiro para a partida em São Januário. Com um minuto de jogo, o golaço do atacante da Macaca já deixou o Fluminense na obrigação de uma virada.

O time tricolor não está acostumado a sair atrás no placar. Mas não tinha jeito: era tentar mudar o panorama ou sofrer com a desconfiança da aproximação dos rivais na tabela. O gol modificou o comportamento habitual do Fluminense, que ficou mais apressado. Um exemplo: alçou 14 bolas na área apenas no primeiro tempo, contra 18 do jogo inteiro na rodada anterior, diante do Bahia. Mesmo assim, a bola mal chegou a Fred, que somou apenas três passes nos 45 minutos iniciais.

A Ponte não se constrangeu: abraçou a vitória parcial, mesmo tão cedo, e tratou de tomar conta dela. Quatro jogadores levaram cartão amarelo antes do intervalo – ou por matar jogadas do adversário, ou por ganhar tempo, caso do goleiro Edson Bastos.

A necessidade de virada não deu ao Fluminense as armas necessárias para emparedar a Ponte. A posse de bola foi dividida quase ao meio: 52% para os cariocas, 48% para os campineiros. Mas o Tricolor teve lá suas chances.

Duas delas foram claras. Na primeira, Wagner recebeu pela esquerda e concluiu cruzado, muito perto da trave esquerda de Edson Bastos. Na segunda, Digão surpreendeu ao chegar ao ataque e bater colocado, buscando o ângulo. O goleiro da Ponte voou para espalmar a escanteio.

Fred fluminense gol ponte preta (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Fred comemora em São Januário o seu 15º gol no nacional (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

Pressão e virada

Abel Braga percebeu que seu sistema ofensivo, com Rafael Sobis intercalado com Wellington Nem na aproximação a Fred, não funcionou no primeiro tempo. Wagner também foi discreto. Por isso, o treinador decidiu tirar Sobis e colocar Marcos Junior já na largada do segundo período.

O Fluminense sabia que precisava pressionar seu oponente até o limite do suportável. E a Ponte tinha consciência de que os três pontos valiam ouro. O time visitante resolveu radicalizar um processo já visível no primeiro tempo: matar o máximo possível de tempo.

O projeto da Macaca deu mais certo do que o do Flu até os 30 minutos – e fracassou depois. A Ponte demorou para ser encaixotada em sua defesa. O Tricolor teve muito mais posse e, justamente por isso, criou suas chances. Mas aí apareceu Edson Bastos. O goleiro da Ponte fez duas grandes defesas antes de a segunda etapa chegar à metade: uma em conclusão de Wellington Nem, livre na área, outra de reflexo, em desvio perigoso da defesa.

Conforme passava o tempo, aumentava o sufoco imposto pelos tricolores. Para piorar o drama da Ponte, Wendel foi expulso. Mas o gol do Flu não saía. Fred mandou cobrança de falta a milímetros da trave esquerda da Ponte. Incrível.

Passava dos 30 minutos, e Samuel era a última esperança do Flu. Pois foi justamente em uma jogada com o atacante que saiu o empate. Ele desviou na bola, que foi na direção de Luan e bateu em sua mão. O árbitro deu pênalti. Fred cobrou no meio do gol e igualou o jogo – Edson Bastos ainda desviou de leve.

O jogo virou uma bomba-relógio. Renasceu a chance de vitória para o Fluminense. E ela veio com a cabeça de Gum. Marcos Júnior foi ao chão pela direita em disputa com Renê Júnior. O auxiliar levantou a bandeira com a mão esquerda, apontando falta de ataque. O árbitro Nielson Nogueira Dias marcou falta de defesa. Wagner cobrou, o zagueiro desviou, e o Fluminense garantiu mais uma vitória decisiva na caminhada que parece destinada a ter o título nacional como ponto de chegada.

Globoesporte.com

Nordeste: Militares se recusam a trabalhar na folga, doam sangue e podem ser presos

Foto: ascom

Um homem trabalhador pai de família está em seu dia de folga, junto com seus parentes, mas “de repente” é informado que vai ter que cancelar o lazer para trabalhar de novo. Ou seja, nada de folga. Nada de lazer. Nada de família.

A labuta é fazer a segurança de foliões numa festa de grandes proporções, tipo Micarande (felizmente extinta da humanidade campinense). “E se o sujeito não quiser abrir mão de seu direito e se recusar a sacrificar sua folga?” Aí é simples: vai preso, amigo…

Então pensemos: com que espírito público esse policial vai atuar nessa festa? Por que ele é tão ‘agressivo’ durante as ocorrências nesses eventos? A sociedade sabe que eles estão sendo simplesmente forçados a trabalhar em pleno dia de folga? Você, leitor, com que ‘semblante’ encararia seu cliente nessas circunstâncias? Você gosta de ser obrigado a trabalhar na sua folga? Que nome você daria ao sistema de governo que lhe mandasse preso, caso você dissesse “não, eu já cumpri minhas 44 horas semanais de trabalho [às vezes, mais!]e por isso quero gozar minha folga”?

Não adianta dizer que “quando o candidato faz o concurso sabe como é o regime”. Isso não cola mais. A sociedade tem que andar para frente, e não viver do atraso. Já pensou se o diretor de uma escola mandasse prender os professores caso estes se recusassem a trabalhar no domingo? Que nome você daria a isso? Ora, se a educação e a segurança devem ser “serviços de qualidade” para o governo oferecer ao povo, qual a diferença do professor para o policial?

É hoje!

Não, não estamos falando da Idade Média nem do movimento militar de 1964. Os absurdos acontecem hoje! Com os policiais que você faz questão de bater no peito e dizer “eu que pago o seu salário e mereço respeito!” Tem como respeitar ao menos as horas de folga dele também?…

No estado de Sergipe, onde ocorre um evento chamado Pré-Caju, policiais e bombeiros militares, mesmo de folga, foram obrigados a trabalhar. Mas ao invés de se submeterem a essa versão moderna [?] de escravidão, decidiram doar sangue e não foram sacrificar suas horas de descanso no tal evento. Resultado: foram punidos e podem vir a ser presos.

Por que os policiais são tão agressivos quando abordam foliões?

Quer saber mesmo? Veja a entrevista de um representante da categoria, sobre o caso.

***

JornaldaCidade.Net – Sargento, se os militares estavam de folga, por que eles foram punidos?

Sargento Edgard – Pela necessidade que o sistema tem de amedrontar a tropa, haja vista que o nosso efetivo é reduzido e festas como o pré-caju e outras necessitam de um grande efetivo, que sem cercear a folga dos poucos militares que estão na ativa não tem como efetuar o policiamento desses eventos.

JC.NetFala-se na existência de um documento que prove a inocência deles. Que documento seria esse?

S.E.– É o TAC (termo de ajustamento de conduta) no qual ficou firmado que só iriam ser escalados os voluntários e os de serviço ordinário. Ou seja, escalados para aquele dia de serviço normal.
JC.NetA Amese também acusa o comandante do Corpo de Bombeiros de está fazendo isso por maldade. Por que?
S.E.– A maldade do comandante do Bombeiro está comprovada quando na apuração feita pela tenente Antenora. Ela absolveu todos os militares. Mesmo assim ele desconsiderou a investigação e pediu punição.
JC.NetEles cometeram transgressão disciplinar ou crime?
S.E.– Não cometeram nem transgressão nem crime. Eles estavam de folga e resolveram doar sangue. Portanto, foi um ato solidário. O crime foi escalá-los sem que eles fossem voluntários.
JC.NetA Amese está organizando alguma manifestação para defender esses militares?
S.E.– Nós já estamos defendendo na esfera administrativa, com pedido de reconsideração de ato, e ao persistir a punição iremos até a esfera judicial.
Fonte: Jornal da Cidade