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‘Foi doloroso’, diz paraibana que perdeu cerca de R$ 80 mil em golpe do ‘Don Juan’

A história começa com muito carinho e atenção, se desenvolve para uma relação amorosa e acaba com um golpe financeiro. Esse é o padrão do golpe do “Don Juan”, do qual uma paraibana foi vítima em 2017. Após receber promessas falsas de amor, ela acabou perdendo cerca de R$ 80 mil – poupados com muito sacrifício – que achava que estavam sendo destinados para a compra de um carro e um imóvel.

“Foi doloroso aceitar a realidade. Uma tortura, sentimentos de culpa, raiva de si mesmo, revolta, depressão, vergonha e tantos outros que contribuíram para me fazer sentir destruída em várias dimensões da vida – econômica, sentimental e afetiva”, declarou.

Os dois se conheceram durante uma festa de São João em Bananeiras, no Brejo paraibano. Ele afirmava ser empresário e geólogo e trabalhar para a Petrobrás. Desde o início, o suspeito se mostrou gentil, prestativo e solícito, fazendo com que ela se sentisse atraída afetivamente por ele e que o casal começasse a namorar.

Com pouco tempo, começaram os planos de casamento, e ele sugeriu que os dois comprassem um carro e um apartamento. “Como sendo eu uma simples funcionária pública e ele se apresentando como um funcionário efetivo da Petrobrás e tendo mais uma pensão da esposa que falecera, a qual era promotora pública em Salvador, jamais poderia imaginar que a minha renda ou qualquer patrimônio material meu pudesse interessá-lo”, disse.

O homem explicou a ela que iria fazer uma viagem, alegando que iria trabalhar em uma plataforma da Petrobrás. De lá, ele pediu que parte do dinheiro para a entrada das duas compras fosse depositada para ele. Depois disso, os contatos com ele começaram a ficar mais escassos e Mariângela nunca mais o viu.

“Foram anos e anos fazendo economia, juntando e poupando até chegar ao valor que ele roubou sem piedade, isso além de abusar da minha afetividade, usando como um objeto, tornando vítima de seu cruel golpe”, disse a vítima.

Logo a funcionária pública descobriu que o nome que ele usava era falso e que ele nunca trabalhou para a Petrobrás. Também descobriu que as negociações do apartamento e do carro eram falsos e que existiam vários processos em andamento, por estelionato, contra o homem que a enganou.

Suspeito de aplicar golpe do 'Don Juan' se comunicava com a vítima por mensagens (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Suspeito de aplicar golpe do ‘Don Juan’ se comunicava com a vítima por mensagens (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Caso de polícia

Em João Pessoa, a vítima acionou a Delegacia de Defraudações e Falsificações para investigar o ex-namorado. Mais de seis meses depois, o delegado Lucas Sá explicou que o caso segue na Justiça, esperando alguma decisão, e que o suspeito responde ao processo em liberdade.

“Esse tipo de golpe consiste no ganho de confiança e depois na solicitação de valores a título de empréstimo. No entanto esses valores nunca são devolvidos”, esclareceu o delegado.

Para o policial, é importante que outras pessoas sejam alertadas sobre golpes como esse. Ele orienta que qualquer pessoa procure a Delegacia de Defraudações e Falsificações sempre que desconfiar de alguma negociação.

“A recomendação é de nunca passar valores de maneira informal. Deve sempre procurar fazer através de contrato (contrato simples – uma página) e recibo dos valores entregues. Pedindo sempre a cópia do documento de identificação. Se for um golpista, ele vai ‘cair fora’. No entanto, quase todas as vítimas não fazem isso. Agem sempre com base na confiança e depois são lesadas”, explicou Lucas Sá.

G1

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Tião diz que choro de Aracilba foi falso, mas revela que PSL garantirá legenda

tião aracilbaO deputado estadual Tião Gomes, presidente do PSL da Paraíba, disse na manhã desta terça-feira (22), que o choro durante anunciou de adesão da ex-secretária de Finanças do Estado e candidata a deputada estadual, Aracilba Rocha (PSL) ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), foi falso e que seu apoio já existia, pois ela já estava rompida com o governador Ricardo Coutinho (PSB).

“Essa questão de Aracilba é algo que já existia, pois ela já pensava em votar em Cássio há algum tempo”, disse Tião. Depois de minimizar a adesão da aliada de partido, Tião falou que pode acionar a justiça eleitoral contra Aracilba, mas que por enquanto, irá garantir a legenda para ela.

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Tião disse ainda que esta não foi a primeira traição da ex-secretária, “a primeira traição foi quando ela quis tomar  o PSL há 40 dias com o ex-senador Ney Suassuna”.

Na manhã dessa segunda-feira (21), Aracilba concedeu entrevista coletiva para na anunciar o apoio a Cássio, e na ocasião, explicou através de uma carta os motivos que levaram o rompimento politico com o governador Ricardo Coutinho. Emocionada e chorando, ela revelou que foi “perseguida, isolada, ameaçada e humilhada pelo grupo”.

Clickpb

Serra diz que nunca foi pré-candidato a vice de Aécio

Foto: AE
Foto: AE

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou neste domingo (18) que nunca foi pré-candidato à vice-presidência da República na chapa do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O mineiro deve anunciar seu vice até 14 de junho, data da convenção do PSDB.

 

“Nunca fui pré-candidato a vice. Também inexistem ‘interlocutores’ atuando em meu nome. Da minha boca, nunca ninguém ouviu nada a respeito”, disse Serra.

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O tucano também afirmou que vai se candidatar a uma vaga no Legislativo e que estará junto com o partido para vencer a inércia que tomou conta do país. “Serei candidato a um cargo no Legislativo Federal – Câmara ou Senado. E só! No mais, estarei junto com o meu partido no esforço para vencer esta estranha mistura de atraso e inércia que tomou conta do país.”

 

A teoria de que o ex-governador seria um bom nome para a vice de Aécio nasceu de aliados de Serra. Entre os tucanos, o único consenso é de que o tema acabou por contribuir para que o clima entre Aécio e Serra venha se tornando menos tempestuoso. Os dois disputaram por anos o protagonismo político dentro do PSDB.

 

“Com humor, observo que a afirmação de que ‘Serra e os serristas pressionam para ter o lugar de vice’ não se encaixa em nenhuma dessas categorias: isso já faz parte do chamado ‘jornalismo criativo’, que, entendo, pertence ao terreno da ficção”, disse o ex-governador.

 

Contudo, começa a ganhar corpo uma articulação para que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central de Lula, seja vice na chapa de Aécio Neves. A possibilidade de o PSD romper o acordo para apoiar Dilma Rousseff e se aliar aos tucanos nas disputas nacional e paulista levou o Planalto a marcar conversa de Kassab com a presidente nesta semana conforme informou o Painel deste domingo. Lula também entrou no circuito.

 

A lista de possíveis vices de Aécio inclui ainda representantes de outros três partidos. No PSDB, além de Serra, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) era tido como principal nome. Contudo, no dia 7 de maio, ele se envolveu em uma briga com um blogueiro do PT e foi criticado por seu temperamento. A deputada Mara Gabrilli (SP) também é a outra cotada no PSDB.

Folha Press

Ricardo diz que rompimento com Cássio foi bom para a PB, mas ainda procura motivos

ricardoO governador Ricardo Coutinho (PSB) em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM nesta segunda (19) declarou que o rompimento com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi ‘bom’ para a Paraíba e reclamou que três meses depois ainda procura saber o motivo da separação.

Coutinho destacou que há três meses procura saber o motivo do rompimento e que por ‘incapacidade’, por não existir ou por ‘esperteza’ não se diz concretamente. “Acho que para a Paraíba isso não foi ruim porque, na essência, temos formas diferentes de ver o mundo, fazer política. Temos formas diferentes de ver e agir e meu projeto político é diferente, todo mundo sabe”, destaca.

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O socialista continuou apontando divergências entre ele e o tucano: “Somos diferentes no trato da coisa pública, no quesito participação popular, diferente nos investimentos públicos ou privados”, diz.

 

Para o governador, a população vai ter a ‘oportunidade histórica’ de fazer o confronto de políticos ‘que ao meu entender é ultrapassada com a nova política – que tirou comodidade, que tinha que tirar – mas trouxe a Paraíba para um novo patamar de desenvolvimento’.

Marília Domingues / Fernando Braz

 

Prefeitura de Mari cuidará de prédio onde funciona rádio comunitária; termo de preservação foi assinado junto com DNIT

O DNIT ( Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a prefeitura municipal de Mari celebraram o termo de preservação do patrimônio histórico da antiga rede ferroviária na cidade, conforme indica o documento aqui publicado. Assim sendo, a prefeitura de Mari, através do departamento de cultura do município deverá administrar os prédios que fazem parte do rol de preservação histórica da antiga rede ferroviária. “Para nós é um imenso prazer cuidar de um patrimônio tão importante para nossa cidade, que tanto nos serviu em outrora”, disse o prefeito Marcos Martins. Para Assis Firmino, diretor de cultura do município, “os bens da antiga rede ferroviária devem ser preservados e nós teremos o maior cuidado para isso, vamos zelar pelos bens que nos foram confiados pelo governo federal, através da autarquia federal DNIT”.

  Codecom – prefeitura de Mari

Maranhão renega aliança com Ricardo e diz que experiência anterior de união foi ruim

zé maranhãoO ex-governador José Maranhão (PMDB) renegou, nesta quarta-feira (07), a possibilidade de uma aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB) nas eleições deste ano. O peemedebista disse que já teve a experiência de união com o socialista uma vez e que ela foi ruim.

“A gente teve uma experiência no passado e não deu certo, não foi boa. Não houve essa conversa no partido e não pode haver essa aliança porque nosso candidato está firme no seu propósito”, disse em entrevista à rádio Correio FM.

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Maranhão falou, ainda, que não firmar aliança com Ricardo é até uma questão de ética. “É uma questão de ética porque isso nunca foi conversado com o partido, não foi discutido. E essa conversa se tivesse que existir teria que ser com Veneziano”, falou.

 

BLOGDOGORDINHO

Exclusivo: Trauma entra com protocolo para decretar morte cerebral de jovem que foi jogada de veículo na BR 230

mae-de-khaterineUma equipe da TV Arapuan estava no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, quando a mãe da jovem Khaterine de 17 anos, foi informada da morte cerebral da garota, na manhã desta quarta (30).

A mãe, que tinha dado entrevista exclusiva ao Sistema Arapuan nesta terça (29), tinha esperanças de que a jovem conseguisse se recuperar.

Ao receber a informação de que o Hospital iria iniciar o protocolo para constatar a morte encefálica, a mãe caiu em prantos, porém a morte cerebral só poderá ser confirmada após terem terminado todos os exames

Equipes da central de transplantes já estão apostos aguardando o desfecho desses exames.

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São três exames de protocolo e dois deles já constataram a morte cerebral, contudo o socorrista que atendeu a jovem afirmou que ela ainda reage a alguns estímulos.

A Polícia ainda não tem pistas do acusado de ter jogado a jovem do veículo na BR 230 na noite de sexta (26), mas já tem informações do modelo, cor e da placa.

Mais informações em instantes.

Marília Domingues / Washington Luis

 

A Petrobras já foi solução para Dilma. Hoje é fonte de problemas

FESTA: Desde o início do governo Lula, em 2003, a Petrobras foi loteada por partidos políticos (Ricardo Stuckert/PR)
FESTA: Desde o início do governo Lula, em 2003, a Petrobras foi loteada por partidos políticos (Ricardo Stuckert/PR)

O PT sempre usou a Petrobras como arma política. Nas duas últimas campanhas, seus candidatos diziam que o PSDB privatizaria a empresa se reconquistasse o poder. Acusados de mercadores do patrimônio nacional, os tucanos não tiveram repertório para responder aos ataques. A Petrobras foi usada como vitrine para alardear a competência administrativa de Dilma Rousseff — e, antes, a sorte de Lula pela descoberta em seu governo do “bilhete premiado” do pré-sal. Lula proclamou a autossuficiência do petróleo, sonho geopolítico histórico do Brasil. Em 2010, Lula defendeu a eleição da desconhecida ministra Dilma, apresentando-a como a responsável pelo novo modelo energético brasileiro, em que predominariam a oferta abundante de energia e a cobrança de tarifas cada vez menores dos consumidores. No palanque, ela foi a “Mãe do PAC”, gestora hábil, eficiente, a contraposição perfeita ao apagão de 2001, que foi vendido ao eleitorado como clara inépcia do governo Fernando Henrique. A estratégia funcionou em 2002, 2006 e 2010. Em 2014 pode funcionar, mas para os adversários. “A Petrobras virou a OGX da Dilma”, ironizou Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB.

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A área de energia se tornou um poço de piche de problemas. O Brasil importa petróleo. Antes de os poços do pré-sal renderem um centavo sequer, deles parecem jorrar apenas alcatrão e terebintina política. O risco de racionamento de eletricidade, antes inexistente no discurso oficial, foi reclassificado para “baixo” — mas é alto. As tarifas, comprimidas por ímpeto populista e estatizante, em breve vão obedecer às implacáveis leis econômicas, buscar seu patamar realista, e os brasileiros vão pagar a conta — seja pelo aumento de impostos para recompor as finanças públicas, seja pelos dígitos a mais nas contas de luz e na bomba de gasolina. Dilma e sua equipe econômica acreditam ter um dique capaz de segurar essas pressões inflacionárias e empurrar a encrenca para 2015. Pode até ser. Mas um desses problemas já escapou. É justamente o que vinha sendo a solução: a Petrobras.

A empresa de petróleo tem um e­­x-diretor preso pela Polícia Federal. O loteamento político já dá sinais de que minou sua eficiência. O uso da Petrobras para pagar o bilionário subsídio no preço da gasolina fez com que secassem recursos para áreas e atividades vitais — entre elas, a manutenção das plataformas marítimas, as quais, segundo os próprios responsáveis, que não conseguem se calar diante do descalabro, estão quase todas sucateadas.

Visto de fora, o quadro apresentado pela Petrobras também é horroroso. Ela perdeu 30 bilhões de dólares em valor de mercado, a maior queda entre as empresas brasileiras. A Petrobras vale hoje a metade do que valia antes de Dilma subir a rampa do Planalto. A estatal passou de pedra a vidraça, e os rivais já farejaram a fraqueza. A presidente acusou o golpe e, na semana passada, deflagrou uma operação de contenção de danos.

Um indicador infalível de que a coisa não está boa para um político é o fato de ele apanhar até quando faz a coisa certa. Dilma ficou em péssima luz durante toda a semana passada por uma avaliação equivocada de seu comportamento em 2006, quando presidia o conselho de administração da Petrobras e o órgão autorizou por unanimidade a compra de uma refinaria em Pasadena, Texas. O caso, revelado por uma reportagem de VEJA em 2012, tem contornos suspeitos — mas não por causa de Dilma e, tudo indica, até mesmo apesar dela. O episódio ressurgiu no noticiário depois que a presidente respondeu a uma indagação feita pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre seu papel na aprovação do negócio. Dilma convocou Graça Foster, presidente da Petrobras, que já chegou ao Planalto com uma nota explicativa pronta. Dilma considerou o texto vago e protocolar. Rasgou o papel e pôs-se a escrever de próprio punho a resposta.

Pôs um ponto-final e determinou que a nota fosse enviada ao jornal, que a publicou, e, assim, começou um vendaval de versões e interpretações, quase todas contra a presidente.

 

Robson Bonin, Rodrigo Rangel e Daniel Pereira

Cássio diz que “a Paraíba não foi inventada nos últimos 3 anos” por Ricardo Coutinho

O senador Cássio Cunha Lima desabafou na manhã desta sexta-feira (21) na reunião da executiva do PSDB, em Patos, sertão da Paraíba. Durante o encontro, Cássio foi enfático ao afirmar que “a Paraíba não foi inventada nos últimos 3 anos”.

Em tom de indiretas, Cássio criticou o governo de Ricardo Coutinho ao afirmar que a falta de diálogo é “coisa do século passado, de coronelismo, de ditador”. Ainda alfinetando, o senador destacou em seu discurso que “quem governa respeitando a dignidade humana faz mais e faz melhor”.

Na reunião da executiva do partido, foi aprovada por unanimidade a tese de candidatura própria do PSDB para o governo do Estado. Foram feitas três perguntas aos filiados presentes no evento: se aprovavam a continuidade da aliança com o PSB, se aprovavam a candidatura própria do partido e qual seria a cor da campanha. Os tucanos reprovaram a continuidade da aliança, aprovaram a candidatura própria e escolheram amarelo como cor de campanha.

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O deputado estadual Antônio Mineral, único tucano na Assembleia Legislativa, não compareceu ao evento de seu partido. Antônio Mineral tem seu reduto eleitoral na região de Patos e alegou que tinha outro compromisso.

 

click pb

 

Mulher arrastada por carro da PM foi confundida com bandidos, diz filha

Cerca de 200 pessoas participaram do sepultamento de Cláudia Ferreira da Silva, na tarde desta segunda-feira Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Cerca de 200 pessoas participaram do sepultamento de Cláudia Ferreira da Silva, na tarde desta segunda-feira Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

Cláudia Ferreira da Silva, arrastada por uma viatura da PM, foi confundida por bandidos. Pelo menos essa é a opinião da filha da vítima, Thaís Lima, de 18 anos, explicando como aconteceu o incidente no Morro da Congonha, em Madureira, no último domingo.

 

“Eles [os policiais] deram dois tiros nela, um no peito, que atravessou, e o outro, não sei se foi na cabeça ou no pescoço, que falaram. E caiu no chão. Aí falaram [os policiais] que se assustaram com o copo de café que estava na mão dela. Eles estavam achando que ela era bandida, que ela estava dando café para os bandidos”, contou em entrevista ao Bom Dia Rio nesta terça-feira.

 

De acordo com Thaís, o porta-malas do carro não abriu somente na Estrada Intendente Magalhães, onde o corpo de Cláudia foi arrastado por cerca de 250 metros.

 

“Um pegou ela pela calça e outro pela perna e jogou dentro da Blazer, lá dentro, de qualquer jeito. Ficou toda torta lá dentro. Depois desceram com ela e a mala estava aberta. Ela ainda caiu na Buriti [rua, em Madureira], no meio do caminho, e eles pegaram e botaram ela para dentro de novo. Se eles viram que estava ruim porque eles não endireitaram (sic) e não bateram a porta de novo direito?”, disse, Thaís, questionando o motivo de que o corpo do outro baleado permaneceu no local.

 

 

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“Se matou ela, como se fosse bandida, porque deixaram o outro na rua? O corpo dele ficou lá, esperando a perícia”, disse.

 

 

Muro na entrada da comunidade é pichado com frase relatando saudade de ‘Cacau’, apelido de Cláudia

Foto:  Douglas Viana / Agência O DIA

Fechadura sem problemas

Os subtenentes Adir Serrano Machado e Rodney Miguel Archanjo, além do sargento Alex Sandro da Silva Alves, foram presos por crime previsto no Código Penal Militar. Segundo investigações, os PMs alegaram que a porta da caçamba teria aberto porque moradores danificaram a tranca. No entanto, informações preliminares da perícia feita na viatura apontam que, aparentemente, não havia problema na fechadura.

Os acusados ainda alegaram que os moradores teriam tentado tomar a arma de um dos subtenentes. O advogado de um deles, Marcos Espínola, disse que o caso ‘foi um acidente’ e que vai entrar na Justiça com pedido de habeas corpus.

Após prestar depoimentos por mais de 10 horas na 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), os PMs serão ouvidos novamente nesta quarta-feira na 29ª DP (Madureira). A investigação foi desmembrada em três inquéritos diferentes, que vão apurar a morte e o socorro prestado a Cláudia; o suposto auto de resistência registrado pelos PMs (um suspeito foi morto) e o flagrante apresentado por eles. No domingo, os policiais fizeram operação de combate ao tráfico na comunidade. Os outros dois PMs que estavam na ação serão ouvidos na 29ª DP. São eles: Rodrigo Boaventura e Zaqueu de Jesus Bueno.

A necropsia feita no corpo de Cláudia indica que ela morreu por causa do tiro no peito, que causou lesões cardíacas e pulmonares. O corpo também sofreu diversos ferimentos provocados pelo contato com o asfalto, que o marido da vítima, Alexandre Fernandes da Silva, classificou como tendo ficado ‘em carne viva’.

Em nota, a PM diz que não compactua com a conduta dos agentes e que eles foram desligados do 9º BPM (Rocha Miranda). As armas dos PMs foram entregues à perícia.

 

Estadão