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Flu goleia e adia vaga direta do timão à fase de grupos da Libertadores

timãoO Fluminense entrou em campo, neste domingo, no Maracanã, pela penúltima rodada do Brasileirão, apenas para cumprir tabela. Afinal, já não tem mais chances de classificação à Taça Libertadores. O Corinthians ainda briga para tentar se garantir na fase de grupos da competição continental, mas acabou adiando a decisão para a última rodada. O Alvinegro até começou bem, abrindo o placar logo no início, mas o Flu virou, venceu por 5 a 2, e atrapalhou os planos do Timão. Fred (2), Ralf (contra), Edson e Conca marcaram para a equipe das Laranjeiras. Guerrero e Danilo descontaram para o Alvinegro, que ainda perdeu um pênanlti.

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Os corintianos deixaram o gramado reclamando muito da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, que marcou penalidade inexistente a favor do Fluminense (a falta de Fábio Santos em Kennedy foi fora da área). Mano Menezes, que acabaria expulso por reclamação, ainda discutiu com um torcedor e avisou que está mesmo deixando o clube.

Com o resultado, o Corinthians segue com 66 pontos, em quarto lugar. A posição no G-4 está garantida, mas a equipe tenta evitar a fase inicial da Libertadores. Para isso, precisará vencer o Criciúma na próxima rodada para não depender de tropeço do Internacional, com quem disputa a terceira posição. O Fluminense, com 61, cumprirá tabela com o campeão Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Fred comemora gol do Fluminense contra o Corinthians (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)Fred comemora gol do Fluminense contra o Corinthians (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

 

O jogo

O Corinthians foi melhor durante boa parte do primeiro tempo. Com marcação firme no meio-campo, a equipe paulista dificultava as ações do Fluminense, que tinha mais a bola, mas tocava de lado, sem conseguir forar o bloqueio alvinegro. Quando teve a bola nos pés, o Timão mostrou qualidade no passe e entrosamento. O gol de Guerrero, logo aos 4 minutos, mostrou isso: lindo passe de Renato Augusto para Malcom, que tentou marcar com um leve toque de bico. Cavalieri espalmou, e a bola sobrou para o peruano abrir o placar. Como a entrada da área do Corinthians estava congestionada, o Flu tentava pelo alto. Aos poucos, foi se aproximando do gol. Fred chegou a marcar aos 35, mas estava impedido e teve o lance anulado. Aos 39, de tanto insistir, os cariocas chegaram ao empate: Sobis cobrou falta da esquerda, e Ralf subiu para cortar, mas fez contra.

O segundo tempo foi todo do Fluminense. O Corinthians entrou em parafuso e passou apresentar falhas defensivas. O Tricolor se aproveitou e desandou a marcar gols. A virada veio pelo alto, onde o Timão era mais vulnerável. Aos 12, Carlinhos cruzou da esquerda, e Edson subiu mais que Fábio Santos para marcar. Nervosos, os alvinegros perderam o controle. Aos 17, Gil derrubou Conca na área: pênalti, que Fred converteu.

A essa altura, Mano Menezes era xingado e discutia com torcedores corintianos no Maracanã. A um deles, respondeu, de acordo com com relato do repórter Bruno Laurence, da TV Globo:

– Pode deixar que já, já eu vou sair – disse, afirmando que não ficará mesmo em 2015.

O Fluminense, se aproveitando dessa pane dos corintianos, fez mais um, aos 25, novamente com Fred cobrando pênalti. Aliás, uma jogada bem polêmica e que acabou provocando a expulsão do técnico corintiano. Fábio Santos derrubou Kennedy fora da área, mas a arbitragem assinalou a penalidade. Inconformado, Mano reclamou muito. O jogo ficou paralisado por cinco minutos até que o treinador deixasse o campo.

Os últimos minutos foram alucinantes: aos 37, o Corinthians teve pênalti a favor, mas Cavalieri defendeu cobrança de Fábio Santos. No minuto seguinte, Danilo diminuiu de cabeça, após cruzamento de Jadson – dois reservas que haviam acabado de entrar. O Timão poderia até ter empatado a partida, mas Cavalieri fez duas grandes defesas. No fim, o Flu, mesmo com um a menos (Marlon foi expulso), conseguiu chegar ao quinto gol, com Conca, já aos 46.

 

Globoesporte.com

Vai pra onde? Emparelhados, Flu e Santos dividem a rota do G-4

Walter e Gabriel, referências ofensivas de Fluminense e Santos em Volta Redonda
Walter e Gabriel, referências ofensivas de Fluminense e Santos em Volta Redonda

O Brasileirão mal recomeçou e já coloca Fluminense e Santos em um confronto direto. Bastou uma rodada para que o cenário de antes da pausa para a Copa do Mundo mudasse. Os cariocas, vice-líderes até a última quarta-feira, saíram do G-4 com a derrota por 3 a 2 para o Criciúma e começam o domingo em sétimo lugar, a pior posição que ocuparam até agora. O Peixe saltou cinco postos. Saiu de décimo para quinto depois de vencer o Palmeiras por 2 a 0. Com a vitória do Grêmio sobre o Figueirense, na noite de sábado, caiu para sexto. Santos e Flu estão separados por um ponto – 17 a 16 -, mas emparelhados na rota da zona de classificação para a Libertadores. O jogo deste domingo, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pode começar a definir um novo rumo para ambos. A partida começa às 18h30 (de Brasília).

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Ainda sem Fred, que pediu uma folga de dez dias após fracassar com a seleção brasileira na Copa, o Tricolor espera que Walter, substituto do camisa 9, desencante. Além do jogo contra o time catarinense, o atacante passou em branco contra Bahia, Atlético-MG e Inter (não está incluído na lista o amistoso contra a Itália, no qual também não marcou). Até agora, foram dois gols no Brasileiro, ambos contra o São Paulo.

O Santos também vai a campo sem seu camisa 9. Leandro Damião, ainda se recuperando de uma entorse no tornozelo, sequer viajou para Volta Redonda. O Alvinegro, porém, tem sabido se virar bem sem o centroavante. Após três vitórias seguidas, o Peixe confia, de novo, no trio Rildo, Geuvânio e Gabriel – este último o artilheiro santista em 2014 com 14 gols. Para manter a “seca” de Walter, a aposta é a defesa menos vazada do Brasileiro até agora, com cinco gols sofridos.

A partida terá transmissão do SporTV (menos para o Rio de Janeiro) e do Premiere, pelo sistema pay-per-view. O GloboEsporte.com acompanha tudo em Tempo Real.

HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)

 

 

Fluminense: ainda sem Fred, o Fluminense terá a dupla de ataque com Rafael Sobis e Walter. Na lateral esquerda, Carlinhos é desfalque. Ele terá de cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Chiquinho é o substituto provável, mas o lateral Fernando, que retornou de empréstimo, e até o zagueiro Fabrício são alternativas. Nas demais posições, será o mesmo time que perdeu para o Tigre. A formação: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Henrique e Chiquinho; Jean, Cícero, Wagner e Conca; Rafael Sobis e Walter.

Santos: em relação ao time que derrotou o Palmeiras na última quinta-feira, a única novidade é a volta do lateral-direito Cicinho, que cumpriu suspensão. Assim, o Peixe vai a campo com: Aranha; Cicinho, David Braz, Bruno Uvini e Eugenio Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio, Rildo e Gabriel.

HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)

 
Fluminense: Diguinho, com lesão no tornozelo direito, e Fred, de folga após retorno da Copa do Mundo. Carlinhos cumpre suspensão.

Santos: Gustavo Henrique (joelho direito), Patito Rodriguez e Leandro Damião (ambos tornozelo) se recuperam de lesões. Edu Dracena, Vinícius Simon, Jubal e Thiago Ribeiro estão clinicamente liberados, mas readquirem a forma física e estão fora.

header pendurados 690 (Foto: arte esporte)

Fluminense: Chiquinho e Conca.

Santos: Gabriel e Jubal.

Header arbitragem o arbitro 690 (Foto: Arte / Globoesporte)

 

árbitro Leandro Pedro Vuaden - Fluminense x Santos (Foto: Editoria de Arte)

 

 

Por 

Morre Washington, ídolo do ‘Casal 20’do Flu nos anos 80

casal-20-fluO ex-atacante Washington Cesar Santos, ídolo de clubes como Atlético-PR e Fluminense, morreu na manhã deste domingo em Curitiba.

Washington tinha 54 anos e sofria de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que não tem cura. O ex-jogador estava internado em casa, onde foi encontrado morto neste domingo por um enfermeiro por volta das 6h.

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A notícia foi lamentada pelos atuais integrantes do elenco do Fluminense. No retorno da partida em Barueri (SP) contra o Bahia, na qual o time carioca venceu por 1 a 0, o técnico Cristóvão Borges externou a tristeza pela notícia.

“Quando ele veio para o Fluminense, eu fui para o Atlético-PR na transação. Sabia da história dele no Fluminense – um grande artilheiro, decisivo em momentos importantes”, disse Cristóvão, pesaroso. “Estamos todos bastante tristes. Desejamos conforto à família dele, que todos se restabeleçam. Todos os tricolores estão muito tristes com o que está acontecendo”, completou.

Nascido na cidade de Valença (BA), Washington passou por clubes como Galícia (BA), Corinthians e Internacional antes de chegar ao Atlético-PR. No clube rubro-negro, consagrou a dupla de ataque formada com Assis, conquistando o campeonato paranaense de 1982.

A dupla se transferiu para o Fluminense em 1983, ganhando a alcunha de “Casal 20” – o apelido é uma referência a uma famosa série de TV do início dos anos 80. No Rio, Washington foi tricampeão carioca (1983, 1984 e 1985), além de faturar o Campeonato Brasileiro de 1984.

O atacante deixou o Fluminense em 1989, passando por clubes como Botafogo, União São João, Atlético-PR, Desportiva (ES), Santa Cruz, Galícia e Fortaleza, antes de encerrar a carreira em 1996 pelo Foz do Iguaçu (PR).

Terra

Na estreia de Dorival, Flu vence o Náutico, encerra jejum e sai do Z-4

jogoA seca de vitórias do Tricolor chegou ao fim. Na noite desta quinta-feira, na estreia do técnico Dorival Júnior, o Fluminense venceu o lanterna e já rebaixado Náutico por 2 a 0, no Maracanã, e deixou a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. De quebra, encerrou o jejum de nove partidas sem vitória e deu novo ânimo ao seu torcedor na luta contra a queda. Os gols foram marcados por Wagner e Samuel, um em cada tempo.

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Diante disso, a expectativa é de estádio lotado no domingo, quando o Tricolor novamente atuará no Maracanã, no duelo contra o São Paulo, às 17h. Na noite desta quinta, a torcida compareceu em bom número – 26.498 pagantes (30.844 presentes) e apoiou a equipe. Chegou a demonstrar irritação logo no início do jogo com longa troca de passes no campo na defesa, mas trocou as vaias pelo incentivo assim que Digão e Leandro Euzébio abriram os braços e pediram calma.

Paciência é algo que Wagner, autor de um belo gol no jogo, sabe que jogadores e torcedores terão de ter no atual momento do Flu. Apesar da vitória, que levou o time aos 39 pontos, na 16ª colocação, o Tricolor está longe de estar livre do risco. Tem a mesma pontuação do Bahia, primeiro do Z-4.

– Nossa comemoração vai ser sair dessa zona desconfortável. Comemorar mesmo só quando estivermos lá longe – disse o meia Wagner, que pouco festejou seu gol e demonstrou enorme alívio ao marcá-lo.

O Náutico, por sua vez, apenas cumpre tabela na competição. Com 17 pontos, está rebaixado há três rodadas e, mesmo se vencer todas as quatro partidas que faltam, não deixará a última posição. São 25 derrotas e apenas quatro triunfos em todo o campeonato. Resiginado, o goleiro Ricardo Berna, que teve seu nome gritado pela torcida do Fluminense por ter atuado por oito anos nas Laranjeiras, analisou a situação.

– Não saio satisfeito pelo resultado que o Náutico teve. Queremos sair dos 17 pontos, mas está complicado. Ao menos fico feliz pelo reconhecimento da torcida do Fluminense, isso é gratificante para qualquer profissional – disse o goleiro do Náutico, que volta a campo domingo para enfrentar o Bahia, na Arena Pernambuco.

Golaço de Wagner abre o caminho

O Fluminense foi a campo com uma formação diferente em relação a quem vinha sendo adotada por Vanderlei Luxemburgo, demitido na última segunda-feira. Com apenas dois dias de treino, o comandante preferiu colocar o zagueiro Digão na lateral esquerda e o volante Willian à frente dos zagueiros, dando maior segurança ao setor defensivo. O time, de fato, não correu riscos no primeiro tempo e enfim voltou a não sofrer gol em um jogo. Isso não acontecia desde a 19ª rodada, no triunfo por 1 a 0 diante do Bahia.

Na frente, o Flu demonstrou nervosismo, errando passes fáceis – foram 17 na etapa, mas ao menos a escalação com Rhayner e Marcos Júnior abertos pelas pontas deixaram o time mais veloz. Wagner apareceu bem no jogo, arriscando as jogadas e os chutes de média distância. Foi premiado com lindo gol aos 16, ao acertar o ângulo direito de Ricardo Berna com uma bomba de fora da área. O ex-goleiro do Tricolor ainda salvou o Timbu em cobrança de falta de Rafael Sobis, defendida em dois tempos.

Oportunismo de Samuel liquida o jogo

Na etapa final, logo aos 5 minutos, Ricardo Berna não conseguiu evitar mais um gol tricolor. Samuel, que substituiu o lesionado Marcos Júnior no intervalo, aproveitou rebote do arqueiro e empurrou para o fundo da rede. O gol, embora no começo da etapa complementar, liquidou completamente o Náutico, que não esboçou reação. O técnico Marcelo Martelotte chegou a colocar o jovem Saulo, de apenas 16 anos, em campo, já visando um processo de renovação do elenco.

O Fluminense, ao contrário de outros jogos, não correu riscos. O goleiro Diego Cavalieri foi ameaçado somente aos 39, ao espalmar chute perigoso de Diego. Com autoridade e calma, o time tocou bem a bola e controlou a partida. Jean, de fora da área, quase ampliou, mas parou em Berna. No fim, o Flu ainda ficou com um a mais, após a expulsão de Alison em carrinho criminoso em Rafinha.

 

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Flu se reinventa sem Fred e alcança melhor sequência no Brasileiro

fluNo dia 31 de agosto, o Fluminense sofreu uma perda importante em seu elenco. Na derrota por 2 a 0 para o Santos, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, o atacante Fred saiu de campo com uma lesão na coxa direita, que pode tirá-lo dos gramados até o fim da  temporada. Desde então, o técnico Vanderlei Luxemburgo precisou reinventar o time sem seu principal jogador e referência no ataque.

Neste sábado, o Fluminense venceu por 2 a 1 a Portuguesa, de virada, pelos pés dos jogadores que assumiram responsabilidades na ausência de seu artilheiro e capitão. Com um gol cada nesse jogo, Rafael Sobis e Wagner tomaram conta de um grupo jovem e levaram o time a concluir a sua melhor sequência no Campeonato Brasileiro, chegando ao nono lugar, com 26 pontos.

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– O time mudou o comportamento, voltou a ser o time de guerreiros, da virada. A torcida canta isso na arquibancada e já vi muitas vezes os jogadores conseguirem resultados importantes desta forma. Estava adormecido esse comprometimento dos jogadores e estão resgatando isso de doar ao máximo. Havia 50% de jogadores da base relacionados para o jogo com a Portuguesa dentro de uma competição muito difícil – comentou Luxemburgo

Desde a lesão de Fred, o Fluminense ainda não perdeu. São quatro jogos, com duas vitórias (1 a 0 contra o Bahia e 2 a 1 contra a Portuguesa) e dois empates (2 a 2 com o Atlético-MG e 1 a 1 com o Atlético-PR, ambos fora de casa). Sobis já havia marcado contra o Atlético-PR e Wagner no empate com o Atlético-MG.

Wagner, inclusive, sequer havia feito gols neste Campeonato Brasileiro antes dessa sequência. Os gols contra Atlético-MG e Portuguesa foram os seus primeiros na competição. Sobis chegou a sete.

– Acho que momento é de todo mundo dar um pouco. Estamos melhorando, mas longe do ideal. Na fase ruim, as coisas são mais difíceis de acontecer. É manter a tranquilidade – comentou Sobis, sem esquecer a importância de Fred, mesmo nessa boa sequência de resultados sem ele. – Que volte rapidamente, pois o time precisa muito dele.

Antes, a melhor série de jogos do time na competição havia acontecido entre a 10ª e a 12ª rodada, quando contou com Fred nos jogos contra Cruzeiro (1 a 0), Ponte Preta e Vitória (ambos 1 a 1). Na sequência, o técnico já era Vanderlei Luxemburgo.

Para o próximo jogo, quarta-feira, contra o Criciúma, em Santa Catarina, Luxemburgo contará mais uma vez com a dupla formada por Wagner e Sobis. O treinador não tem utilizado um centroavante de ofício na sequência positiva. Samuel atuou como titular apenas na vitória sobre o Bahia.

 

 

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Flu joga só o suficiente para bater o Quissamã e dormir na ponta: 3 a 0

O Fluminense não precisou fazer muita força para derrotar o Quissamã por 3 a 0, pela quinta rodada da Taça Guanabara. O resultado no Moacyrzão faz com que o Tricolor termine o sábado na liderança do Grupo B, com 11 pontos, um a mais do que o Flamengo, que joga neste domingo contra o Nova Iguaçu. O Audax, que bateu o Madureira neste sábado, também soma dez pontos.

Apesar do placar elástico, o Fluminense encontrou dificuldades para furar a retranca do Quissamã. O belo gol de falta marcado no fim do primeiro tempo por Jean – convocado durante a semana para a seleção brasileira – foi importante para que o time voltasse mais tranquilo para a segunda etapa, quando a vantagem aumentou graças a Wagner e Fred, outro representante tricolor no time de Felipão.

– Estava brincando ali com o pessoal, pois fazia tempo que o Fred não me dava um passe para gol. Todo mundo que saiu do banco contribuiu bastante para a vitória. Os 11 (titulares) também lutaram muito, o jogo foi amarrado no primeiro tempo – afirmou Wagner, que chegou a três gols em cinco rodadas no estadual.

O time do interior, que continua sem marcar um gol sequer, tem apenas um ponto e ocupa a última colocação do Grupo A. O jogo em Macaé teve 4.600 pagantes (5.970 presentes) e renda de R$ 80.830. Na próxima rodada, o Fluminense faz o clássico contra o Vasco, no sábado de carnaval, às 17h (de Brasília), no Engenhão. Usará novamente os titulares, no último teste antes da estreia na Libertadores, no dia 13, contra o Caracas, na Venezuela. Já o Quissamã pegará o Bangu, em Moça Bonita, também às 17h de sábado.

Jean comemora gol do Fluminense contra o Quissamã (Foto: Ricardo Ayres / Photocamera)Entre Bruno e Marcos Junior, Jean comemora seu gol contra o Quissamã (Foto: Ricardo Ayres / Photocamera)

A partida começou a toda velocidade, e logo no início, no espaço de um minuto, cada equipe criou uma boa chance. Aos três, o Flu ameaçou com Thiago Neves em cobrança de falta que quase complicou a vida do goleiro Ricardo – ele defendeu com a perna direita. E no contra-ataque foi a vez de Cavalieri repetir o colega após chute de Bruno Neves. Embora a postura tricolor fosse mais ofensiva, o jogo era equilibrado, pois Quissamã aparecia com frequência na área adversária.

O Fluminense tinha dificuldades para penetrar na área e ainda vacilava na defesa, dando muito espaço. A saída foi chutar de longe, o que Fred fez aos 25 e assustou Ricardo, que defendeu de soco. O Tricolor passou a perseguir o gol mais de perto, e Fred teve nova chance aos 34, mas desta vez dentro da área. Ricardo pegou de novo. A equipe carioca tanto insistiu que abriu o marcador aos 45: Fred sofreu falta na meia-lua, e Jean bateu com muita categoria e colocou a bola no ângulo esquerdo de Ricardo. Na comemoração, o volante homenageou a mulher grávida e o filho que está para nascer.

Jogo fica ruim, mas Wagner entra e marca

O segundo tempo começou morno, bem diferente do início da partida. Mesmo assim, as iniciativas estavam todas do lado tricolor. Aos poucos, foi apertando o Quissamã, que raramente se aventurava no campo adversário. A torcida tricolor, já impaciente com o time, começou a pedir a entrada de Felipe por volta dos 15 minutos, mas Abel Braga preferiu colocar Wagner, no lugar de Sobis.

O jogo caiu muito na etapa final, com poucos lances de emoção. Finalmente, aos 27, o técnico resolveu colocar Felipe em campo, no lugar de Marco Junior, e animou a torcida. Porém, antes mesmo que ele entrasse em campo, Wagner deu emoção ao jogo ao tabelar com Fred e bater forte e rasteiro: 2 a 0. Abel fechou a sua trinca de substituições colocando Felipe e também Edinho, no lugar de Valencia.

Felipe, que errava seus principais lances, deu uma bola dentro ao se esforçar e dar um carrinho após passe de Wagner. A bola, que ia em direção à área, bateu no braço de Ricardinho. O árbitro marcou pênalti, e Fred bateu ao seu estilo, encarando o goleiro e fazendo 3 a 0.

 

 

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Flu repete na Premiação Brasileirão a festa. Fred, Neymar e R49 brilham

Havia poucas surpresas reservadas para a noite de Premiação Brasileirão 2012, nesta segunda-feira, numa casa de shows em São Paulo. Ao contrário dos anos anteriores, a CBF já havia antecipado, em 23 de novembro, o anúncio dos vencedores. A maior emoção foi quando a arena parecia as Laranjeiras: o time do Fluminense subiu ao palco e, pela segunda vez, ergueu a taça de tetracampeão brasileiro. Com bandeiras tricolores, a festa ficou intensa. Só faltou a volta olímpica. Fred, que levou três prêmios – melhor atacante, artilheiro e craque do campeonato – foi o destaque.

Neymar, que ganhou o prêmio de melhor atacante e o Globolinha, de gol mais bonito, com o golaço do empate por 2 a 2 com o Atlético Mineiro, e Ronaldinho Gaúcho, eleito melhor meia e Craque da Galera com 38% dos votos dos internautas, acabaram sendo os outros que se sobressaíram na glamourosa noite E que provocaram o inusitado.

Os dois já tinham chamado a atenção antes do começo da cerimônia. Neymar não escondeu o lado tiete quando viu Ronaldinho Gaúcho chegar à casa de shows. Aproximou-se do ídolo para uma foto. O mesmo fez Lucas do São Paulo. Já o presidente da CBF, José Maria Marín, havia cochicado ao craque ‘Conto com você’, dando pistas de que o craque atleticano será convocado por Felipão para a seleção brasileira.

Depois, durante a premiação, Ronaldinho e Neymar tiveram que aturar a bricandeira dos presentes à festa. Mas quando se levantou para receber o prêmio de melhor meia, R49 inspirou as primeiras provocações ao ouvir coros de “Vice de novo” e “Mengo”. No de Craque da Galera, ouviu “Olê, olê, olê, olá, Conca, Conca”.

Neymar, quando subiu para levar a taça de melhor atacante, riu quando os tricolores cantaram “O Celso vai te comprar”, numa alusão a Celso Barros, homem forte do Fluminense e presidente da Unimed, anunciante tricolor. E tudo ao som de clássicos da MPB com batida mais eletrônica.

Outro anúncio inédito foi o de Musa do Brasileirão. Ganhou Martina Spier, que desfilou ao som de “Assim você mata o papai”, do grupo de pagode Sorriso Maroto. Ao som de violinos…

Com sete troféus, o grande vencedor em 2012 foi o campeão, o Fluminense. O time das Laranjeiras teve quatro jogadores na seleção – o goleiro Diego Cavalieri, o lateral-esquerdo Carlinhos, o volante Jean e o atacante Fred -, além do técnico Abel Braga. Artilheiro da competição com 19 gols, Fred também foi eleito o craque da competição e subiu ao palco mais duas vezes.

Vice-campeão do Brasileiro, o Atlético-MG aparece logo em seguida, com seis troféus. Quatro jogadores foram lembrados: o lateral-direito Marcos Rocha, a dupla de zaga Leonardo Silva e Réver, além do meia Ronaldinho Gaúcho, que voltou para receber o troféu de Craque da Galera, com 38% dos votos do público. O time mineiro faturou também o prêmio de revelação do ano, com o meia Bernard.

A seleção do campeonato ficou assim: Diego Cavalieri (goleiro, Flu), Marcos Rocha (lateral-direito, Atlético-MG), Réver (zagueiro, Atlético-MG), Leonardo Silva (zagueiro, Atlético-MG) e Carlinhos (lateral-esquerdo, Flu); Jean (volante, Flu), Paulinho (volante, Corinthians), Lucas (meia, São Paulo) e Ronaldinho Gaúcho (meia, Atlético-MG); Neymar (atacante, Santos) e Fred (atacante, Flu). O melhor técnico foi Abel Braga (Flu), e a revelação do campeonato foi o meia Bernard (Atlético-MG). O craque do Brasileirão foi Fred, artilheiro da competição, com 19 gols.

José Maria Marin, Prêmio Brasileirão 2012 (Foto: Miguel Schincariol )Presidente da CBF, José Maria Marin, em momento romântico, beija a mulher (Foto: Miguel Schincariol )

Marín beija a mulher

Pela primeira vez no comando da Premiação do Brasileirão, o presidente da CBF, José Maria Marín, ao lado da mulher, Neusa, começou celebrando os seus 55 anos de casamento e deu um beijo carinhoso na esposa. Depois do romantismo, comemorou a presença de grandes astros e políticos, parabenizou o elenco do Fluminense pelo título e o técnico Abel

Surgiu na Arena a primeira vibração dos presentes. Depois, um time de belas modelos, acompanhadas de vídeo com gritos de torcida, foi ao palco agitar as bandeiras dos clubes brasileiros.

Kleber Machado e a apresentadora da Federação Paulista de Futebol Carolina Galan, que gaguejou no começo, fizeram as honras. Após vídeos com números, foi ao palco o diretor-executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, que revelou ser tricolor de coração.

Depois, o presidente da CBF retornou ao palco para homenagear o vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero. Marín presenteou o dirigente com uma moldura com réplica da camisa da seleção brasileira da Copa de 1958.

– Qual o número? – perguntou Marín.

– Dez! – gritaram os presentes , para, em seguida, o presidente da CBF virar a camisa para mostrar o número usado por Pelé no primeiro título mundia, em 1958.

Musa do Grêmio leva prêmio

Logo depois, a primeira surpresa. Foi anunciada a Musa do Brasileirão, e venceu a candidata do Grêmio, a loura Martina Spier, que desfilou com um vestido preto ao som de “Assim você mata o papai”, música do Sorriso Maroto, sucesso na novela “Avenida Brasil”, tocada ao som de violino…

As premiações seguiram com o trio de arbitragem. Wilton Pereira Sampaio, filiado à Federação Goiana de Futebol, levou o de melhor árbitro. Entre os assistentes, foram eleitos Altemir Hausmann, do Rio Grande do Sul, e Cleber Lucio Gil, de Santa Catarina. Depois, os 11 jogadores eleitos pelos 900 jornalistas subiram ao palco.

A trilha sonora na entrega dos prêmios acabou sendo uma novidade. Quando o presidente Pieter Siemsen, do Fluminense, deu o troféu de melhor lateral-esquerdo a Carlinhos, do seu time, tocou “Explode coração”, samba-enredo do Salgueiro campeão do carnaval de 1993. Clássicos da MPB, com coreografia de dançarinos, fizeram parte da festa com uma batida mais eletrônica. De “Vou festejar” (Jean) a “Carinhoso” (Lucas), “Brasileirinho” (Ronaldinho Gaúcho) e “Fé cega, faca amolada (Fred).

Quando se dirigiu para pegar o seu troféu, Ronaldinho ouviu coros de “Vice de novo” e “Mengo”. Com novo penteado, Neymar subiu ao palco para receber o prêmio de melhor atacante e ouviu “O Celso Barros vai te comprar”.

Na hora da entrega ao prêmio de melhor treinador para o tricolor Abel Braga, Kleber Machado explicou a ausência de Luiz Felipe Scolari, que não pôde comparecer devido ao falecimento de sua mãe, nesta segunda-feira.

Eleito Craque da Galera, Ronaldinho voltou ao palco e ouviu nova provocação “Olê, olê, olê, olá, Conca, Conca”. O craque levou no bom humor. Fred também retornou ao palco para receber o troféu de melhor jogador do campeonato.

Neymar voltu a ser destaque na noite ao vencer o prêmio Globolinha de gol mais bonito no empate de 2 a 2 com o Atlético Mineiro. A jogada foi genial. Começou quando, de costas, o camisa 11 deu um drible entre as pernas de Rafael Marques e passou também por Leonardo Silva. A dupla de zagueiros ficou no chão. Junior Cesar ficou também pelo caminho. Foi quando Neymar puxou para a perna direita, ameçou chutar e, no momento certo, mandou no canto de Victor. O Galo ainda empatou o jogo, mas o lance já havia se eternizado.

A festa chegou ao momento final na hora da entrega das taças. Ao Sampaio Corrêa, do Maranhão, a de campeão da Série D. Ao Oeste, de Itápolis (SP), o da Série C. Ao Goiás, a tão sonhada taça da Série B que reconduz o clube goiano à primeira divisão. E a do Fluminense, a do tetracampeonato brasileiro. Os jogadores e a diretoria subiram ao palco, receberam as medalhas e a taça para nova comemoração. Com bandeira e tudo, a arena parecia as Laranjeiras em festa.


Os eleitos

Goleiro: Diego Cavalieri (Fluminense)
Lateral-direito: Marcos Rocha (Atlético-MG)
Zagueiro 1: Leonardo Silva (Atlético-MG)
Zagueiro 2: Réver (Atlético-MG)
Lateral-esquerdo: Carlinhos (Fluminense)
Volante 1: Jean (Fluminense)
Volante 2: Paulinho (Corinthians)
Meia 1: Ronaldinho (Atlético-MG)
Meia 2: Lucas (São Paulo)
Atacante 1: Neymar (Santos)
Atacante 2: Fred (Fluminense)
Técnico: Abel Braga (Fluminense)

Revelação: Bernard (meia do Atlético-MG)
Craque do Brasileirão: Fred (atacante do Fluminense)

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Eder Luis brilha entre a garotada e garante vitória do Vasco sobre o Flu

Sem muitas ambições no Campeonato Brasileiro além do recorde na era dos pontos corridos para o Fluminense, e a possibilidade de vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil, para o Vasco, o clássico neste domingo no Engenhão foi bastante movimentado, com as equipes recheadas de jovens brigando para mostrar serviço e garantir espaço em 2013. Porém, venceu a experiência. Eder Luis, que não marcava desde 30 de junho e durante a semana afirmou que gostaria de fechar a temporada com um gol, decidiu a partida. O atacante de 27 anos tirou do Fluminense a chance de superar o São Paulo como melhor dos pontos corridos, marcando duas vezes na vitória cruz-maltina por 2 a 1 no Engenhão – Carleto descontou, de pênalti.

O resultado garante ao Vasco o seu objetivo, desde que o São Paulo seja o campeão da Copa Sul-Americana.

– A gente entrou com responsabilidade, sabia que precisava de pontos, provavelmente para a Copa do Brasil, e deu tudo certo. Pelo menos a última impressão a gente deixou bem, um clássico, a equipe está de parabéns pelo que mostrou, principalmente no segundo tempo – disse Eder Luis em entrevista à Rádio Globo.

O Fluminense, por sua vez, perde a chance de ter a melhor campanha dos pontos corridos, desde que a competição passou a ser disputada com 20 clubes, em 2006 – fecha o campeonato com 77 pontos, um a menos que o São Paulo há seis anos.

– Uma pena, a gente teve a oportunidade de sair na frente, teve mais volume de jogo, mas o Vasco soube aproveitar os momentos dele. Agora é descansar e voltar mais forte no ano que vem – analisou Bruno, único jogador do time principal do Flu na partida, também em entrevista à Rádio Globo.

A torcida tricolor aproveitou para festejar a presença de Conca, craque do título de 2010, que atualmente joga na China e assistiu ao jogo de camarote, tendo seu nome gritado na arquibancada do Engenhão. O público, contudo, foi pequeno: 5.480 pagantes compareceram.

fabio braga fluminense x vasco (Foto: Nelson Perez/Flick Fluminense F.C.)Fábio Braga perdeu uma boa chance de marcar pelo Fluminense (Foto: Nelson Perez/Flick Fluminense F.C.)

Correria e poucas chances de gol

A partida começou bastante movimentada, com os jovens de Fluminense e Vasco mostrando vontade e tentando impor velocidade no gramado do Engenhão. O time de São Januário foi melhor nos primeiros minutos. O chute de Max exigiu grande defesa de Ricardo Berna, e o cabeceio de Douglas foi por cima do gol, mas com perigo. Dez minutos depois, uma boa chance tricolor, com erro na saída de bola do Vasco e finalização para fora de Fábio Braga.

Sem chances claras, o clássico transcorria com muita marcação no meio de campo, correria de ambos os lados e poucas oportunidades criadas, com os times nitidamente sem um entrosamento próximo das equipes que atuaram durante todo o Brasileiro. Aos 23 minutos, Bruno conseguiu uma boa jogada, mas preferiu o arremate quando poderia tentar o passe, e jogou nas mãos de Alessandro o bom ataque tricolor.

Pouco depois, Carleto também tentou de fora da área, mas o goleiro vascaíno não teve dificuldades. Aos 35 minutos, aconteceu o que poderia ser a oportunidade mais clara do Fluminense. Higor recebeu belo lançamento, avançou livre, mas bateu fraco, em cima do goleiro vascaíno.

Eder Luis desequilibra

O segundo tempo começou igualmente veloz e, desta vez, a grande chance nos primeiros minutos foi tricolor. Samuel recebeu de frente para a zaga, entortou Renato Silva, tirou o goleiro Alessandro, mas, na hora de concluir, resolveu fazer graça, olhando para o lado ao chutar. Em cima da linha, Douglas tirou, de cabeça.

Apesar de o ritmo da martida ter se mantido acelerado, as chances claras desapareceram. Até os 25 minutos, quando Eder Luis, um dos poucos experientes entre os titulares, recebeu belo lançamento, deixou a zaga para trás e tocou na saída de Ricardo Berna. Pouco depois, aos 28 minutos, Igor Julião foi derrubado na área cruz-maltina, mas o juiz mandou seguir. Aos 34, de novo Eder Luis arrancou, limpou Elivélton e marcou um belo gol: 2 a 0. A vitória parecia garantida, mas o Vasco não se dava por satisfeito. Aos 38, Eder Luis, de novo, aproveitou saída errada de Digão, mas desta vez Berna conseguiu defender.

Dois minutos depois, pênalti para o Fluminense, de Douglas em Marcos Júnior. Carleto cobrou e não deixou Alessandro nem sair na foto: 2 a 1. Marcos Júnior ainda assustou aos 45 minutos, mas o Vasco conseguiu administrar o resultado e encerrar a temporada com vitória.

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Coritiba bate Galo, se garante na Série A e praticamente dá título ao Flu

O Atlético-MG mostrou que em casa é um leão, mas fora não passa de um gato indefeso. Em mais uma partida longe de BH, o time foi derrotado pelo Coritiba, e viu a diferença para o líder Fluminense aumentar para nove pontos. O revés por 1 a 0, gol de Deivid, de pênalti, foi apenas mais um fora de casa, onde a equipe não vence há dois meses e que ainda não triunfou durante todo o segundo turno. Já pelo lado paranaense o resultado só veio a confirmar a permanência da equipe na elite do Brasileirão, após um ano conturbado.

O resultado deixa o Atlético-MG nove pontos atrás do Fluminense, virtual campeão. O lado bom é que Botafogo e Internacionasl tropeçaram na rodada, o que garante ao Alvinegro pelo menos o quarto lugar no Brasileirão, o que lhe garante vaga na Libertadores do ano que vem. Ao Coritiba o alívio por alcançar o número mágico de 45 pontos, agora em décimo lugar, garantindo-se na Série A.

Na próxima rodada, o Coritiba vai a São Paulo, onde encara o Corinthians, no sábado, a partir das 21h (de Brasília), no Pacaembu. Já o Galo viaja para o Rio de Janeiro para duelar com o Vasco, no domingo, às 17h, em São Januário.

Gol do Fluminense…

A partida valia mais para o Galo, que na disputa pelo título da competição, entrou em campo já sabendo do empate do líder Fluminense com o São Paulo, no Morumbi. Um triunfo alvinegro no Alto da Glória significaria a diminuição da diferença de oito para seis pontos do Tricolor carioca.

Mesmo sem ter o que disputar no campeonato, já que estava praticamente livre do rebaixamento com os 43 pontos, o Coritiba entrou de olho em Ronaldinho Gaúcho. William era o encarregado de vigiar o craque alvinegro de perto e logo no primeiro lance mostrou o cartão de visitas ao dar um toque no calcanhar de R49, que sentiu o golpe, caiu, mas foi prontamente atendido pelo médico alvinegro, que o liberou para voltar ao campo.

Deivid comemora gol do Coritiba sobre o Atlético-MG (Foto: Heuler Andrey / Ag. Estado)Deivid comemora gol do Coritiba sobre o Atlético-MG (Foto: Heuler Andrey / Ag. Estado)

Melhor em campo, o Coritiba tratou de deixar o Galo mais nervoso logo aos sete minutos. Everton Ribeiro invadiu a área e foi derrubado por Fillipe Soutto. Pênalti, que Deivid cobrou com maestria para enlouquecer o Couto Pereira com a abertura do placar.

Perdido por um, perdido por dez. A partir de então, o Galo foi com tudo para o ataque. Nada mais importava a não ser a virada. E chegou a exercer uma pressão no ataque, tanto que o goleiro Vanderlei e o zagueiro Escudero apareceram bem e contiveram as investidas do Galo.

Mas a melhor chance da primeira etapa veio dos pés de Lincoln, que recebeu livre de Everton Ribeiro e tocou na saída de Victor. A bola caprichosamente bateu na trave, sobrou no pé de Rafinha, que errou o alvo. Na sequência, Lincoln voltou a acertar a trave, mas o impedimento já havia sido corretamente marcado.

O primeiro tempo terminou com vitória do Coxa e com o técnico Cuca nada satisfeito com o time do Galo. Na saída para o vestiário, o treinador alvinegro gesticulou bastante com os próprios jogadores, demonstrando que não gostou nada da postura da equipe.

Pressão do Galo, mas sem efetividade

Os dois times voltaram sem alterações para a segunda etapa. E o meio-campo do Atlético-MG seguia destoando na partida. Mais pelos volantes Serginho e Fillipe Soutto, que pareciam perdidos no confronto. Depois de ceder espaços e com muitos erros de passe, Serginho deu lugar ao meia Guilherme. Cuca ainda resolveu tirar Jô, pouco municiado, para colocar Leonardo, autor de quatro gols na competição, mesmo na condição de reserva.

Mas as alterações não surtiram efeito. O Galo nem de longe mostrava o futebol que deu a condição de um postulante ao título. Já o Coritiba jogava com o tempo e o nervosismo atleticano ao seu favor.

Ronaldinho Gaúcho era vaiado a cada toque na bola. E ia à loucura com os erros de passe dos companheiros. Ele tentava puxar o time para o ataque, mas até Bernard estava em noite apagada.

Por sua vez, o técnico Marquinhos Santos nitidamente orientou os comandados para atuarem no contra-ataque. E quase deu o bote com Deivid, mas Victor saiu nos pés do atacante e salvou o Galo.

O time alvinegro tentou a todo custo o gol que ao menos evitaria o vexame de deixar a diferença para o Fluminense aumentar ainda mais. Mas o Coxa foi mais competente e saiu com os três pontos, graças também ao goleiro Vanderlei, em noite inspirada. Se serve de consolo, o Atlético-MG garantiu matematicamente a classificação para a Taça Libertadores com a derrota do Internacional para o Náutico. O time colorado não pode mais alcançar o Galo na classificação.

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Em mais um jogo tumultuado, Galo e Fla empatam por 1 a 1. Flu agradece

Em uma partida marcada pela tensão do início ao fim, com uma série de lances polêmicos e três expulsões (duas delas fora das quatro linhas), Atlético-MG e Flamengo empataram em 1 a 1, nesta quarta-feira, no Independência, resultado que beneficiou o Fluminense, líder do Campeonato Brasileiro, com oito pontos de vantagem sobre o time mineiro (72 a 64). Para a equipe rubro-negra, que jogou com um a menos desde os 42 minutos do primeiro tempo, quando Wellington Silva foi expulso, o resultado foi muito bom, pois a distanciou mais da zona de rebaixamento. Em 14º lugar, o Fla tem agora 41 pontos, oito a mais que o Sport, time mais bem colocado no Z-4.

O técnico Dorival Júnior, do time carioca, e Carlos Cesar, que estava no banco da equipe  mineira, também foram expulsos pelo confuso árbitro Sandro Meira Ricci. Renato Abreu marcou para o Fla, e Leonardo igualou o marcador para o Galo. Na próxima rodada, o Atlético-MG enfrentará o Coritiba, no Couto Pereira, neste domingo, às 19h30m (de Brasília). O Flamengo pega o Figueirense no dia anterior, às 21h, em Volta Redonda (RJ),

O resultado deixou o atacante Jô um pouco descrente no título brasileiro. Para o jogador do time mineiro a meta passou a ser disputar a Libertadores, competição que o clube alvinegro não disputa desde 2000:

– Agora complicou um pouquinho, não era o que a gente queria. Ainda temos alguns jogos pela frente, o primeiro objetivo é a Libertadores, está mais próximo. Depois ainda dá para pensar no título.

Já o ponto conquistado fora de casa foi valorizado por Vagner Love, que não marca há sete jogos. Seu último gol foi justamente contra o Atlético-MG, no Engenhão, em 26 de setembro.

– O time teve raça, determinação. Mesmo com um a menos quase conseguimos uma vitória, o grupo todo está de parabéns pelo que correu no segundo tempo – disse o atacante rubro-negro.

O jogo

Para Ronaldinho Gaúcho, a partida começou antes do apito inicial de Sandro Meira Ricci. De semblante fechado e pilhado, ele deu piques de um lado para o outro assim que entrou em campo, sendo ovacionado pela torcida do Galo e pedindo mais e mais gritos de incentivo. Com vontade excessiva, o camisa 49 do time mineiro acertou Ibson no meio do campo logo no início do jogo e deu sorte de não ter levado o cartão amarelo. O Atlético-MG parecia nervoso e quem teve mais presença no campo ofensivo no início foi o Flamengo, porém sem concluir com perigo.

Bernard disputa a bola no Independência (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Bernard tenta passar por Wellington Silva (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)

Num campeonato tão cheio de questionamentos à arbitragem, principalmente pelo lado mineiro, mais um ingrediente para alimentar a revolta da torcida do Galo ocorreu aos 10 minutos, quando Ronaldinho caiu na área após choque com Ibson e ficou esbravejando pedindo pênalti. O árbitro ignorou. O domínio da partida logo passou para o lado atleticano e as chances de gol foram aparecendo. Aos 19, Ronaldinho cobrou falta da esquerda, e Felipe defendeu com um soco; um minuto depois, Jô chutou de canhota de fora da área e acertou o travessão.

A opção para a equipe carioca, que ficou acuada, passou a ser os contra-ataques, que não se encaixavam. Foi só acalmar os nervos, segurar um pouco a bola no ataque e chutar de média distância que conseguiu, no seu primeiro lance de real perigo, abrir o marcador, aos 27. Ibson deu passe de carrinho para Renato Abreu, que disparou um petardo que fez Victor só passar pela linha reta descrita pela bola quando ela já estufava a rede: Fla 1 a 0.

Em desvantagem, o Atlético-MG partiu para cima e perdeu ótima chance com Réver, que furou livre na linha da pequena área, aos 32. Logo depois, Felipe torceu o tornozelo esquerdo sozinho, foi atendido, tentou continuar em campo, mas, mancando muito, pediu para sair e foi substituído por Paulo Victor, aos 37. A pressão sobre o árbitro exercida pelos atleticanos, que gritavam “vergonha” desde o pênalti reclamado por Ronaldinho, deu resultado. Após mostrar aos 19 um cartão amarelo para Wellington Silva que os flamenguistas consideraram exagerado, Ricci acabou expulsando o lateral-direito rubro-negro com novo amarelo, aos 42, após falta em Guilherme. O Galo passou a rondar a área adversária, mas sem sucesso até o fim da etapa inicial.

Com um a mais, Galo pressiona, empata, mas não consegue a virada

Na volta para a etapa final, o técnico Dorival Júnior recebeu a notícia de que estava expulso por reclamar da arbitragem no fim do primeiro tempo. O auxiliar Celso de Resende passou a substituí-lo no banco do Flamengo. Antes, o treinador rubro-negro havia feito uma alteração para reforçar sua incompleta defesa: o zagueiro Welinton entrou no lugar do atacante Liedson. Do outro lado, Cuca mexeu no seu ataque, tirando Guilherme e mandando o ex-atacante do Fla Leonardo a campo.

Como era de se esperar, o time da casa voltou a todo vapor em busca do empate, e a equipe carioca pouco conseguia sair de sua defesa. A pressão atleticana foi tanta que o gol não demorou a sair. E veio com o talismã Leonardo, aos 12. Bernard cruzou da esquerda e o centroavante que saiu do banco do Galo subiu completamente livre no meio da área rubro-negra para cabecear e ver a bola tocar na trave esquerda de Paulo Victor e entrar: 1 a 1.

Pierre e Cleberson, Atlético-MG e Flamengo (Foto: Paulo Fonseca / Futura Press)Cleber Santana e Pierre disputam a bola no meio do campo (Foto: Paulo Fonseca / Futura Press)

A blitz mineira continuou, e aos 17 Marcos Rocha recebeu na área, mas diante do goleiro do Fla tentou tocar para Jô e não foi feliz. Logo depois, Carlos César, que se aquecia fora de campo, deve ter falado algo desagradável para Roberto Braatz. O assistente avisou ao árbitro, que expulsou o reserva do Atlético-MG. No gramado, era quase um ataque contra defesa, com a equipe da casa encurralando o Flamengo, que só aparecia na frente em esporádicos contragolpes, quase sempre com poucos jogadores.

Bernard fazia grande partida pela esquerda e infernizava a defesa rubro-negra. Aos 28, o camisa 11 do Atlético-MG penetrou na área pela esquerda, com um drible tirou dois da jogada, mas na hora de concluir foi travado por Amaral e a bola foi a escanteio. Solitário numa ilha cercada de zagueiros atleticanos, Love tentava com todas as suas armas superar os rivais. Mas só dava Galo no ataque: aos 36, Leandro Donizete arriscou de fora da área, e Paulo Victor fez grande defesa a escanteio no seu canto esquerdo.

O grito de gol da torcida alvinegra ficou preso na garganta quando Ronaldinho cobrou uma falta mal marcada pelo árbitro, aos 43. A bola passou por cima da barreira e tocou na junção da trave esquerda e o travessão de Paulo Victor, que nada mais podia fazer para evitar que a bola entrasse. Nos minutos finais, o Galo se mandou todo para fazer o gol da vitória e deixou espaços perigosíssimos para os contra-ataques rubro-negros, mas ninguém conseguiu marcar mais um e o empate foi bem melhor para os times cariocas: Fla e Flu.

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